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A política externa brasileira dos governos Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2014) para a Palestina: ruptura ou continuidade?

A política externa brasileira dos governos Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2014) para a Palestina: ruptura ou continuidade?

O objetivo geral dessa monografia foi investigar se a política externa brasileira para com a Palestina no primeiro mandato de Dilma Rousseff rompeu com o que foi construído durante a administração Lula da Silva. Os objetivos específicos foram: descrever as principais elaborações da disciplina de Análise de Política Externa, dando ênfase aos fatores que influenciam a mudança da política externa; compreender os principais eventos decorrentes nos Territórios Palestinos ocupados a partir do surgimento do Estado israelense; explicar as relações diplomáticas que os Governos brasileiros mantiveram com os Territórios Palestinos ocupados no transcorrer após a divisão e, por fim, identificar e comparar as ações do Brasil para a Palestina nos Governos Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2014). Os objetivos específicos da presente monografia foram alcançados. Em suma, o primeiro capítulo desta monografia concluiu que para delimitar uma agenda de política externa é necessário levar em consideração a política doméstica. Os choques externos, condição econômica e o perfil dos burocratas e presidentes influenciam diretamente na condução da política externa de um Estado. No estudo da mudança de política externa, Hermann (1990) diz que a mudança de líderes, burocratas, reestruturação doméstica e choques externos podem ocasionar a mudança de curso da política externa. As consequências dos fatores que geram mudanças de política externa acontecem em quatro diferentes níveis: mudança de ajuste, mudança de programa, mudança de objetivo e, por fim, mudança de orientação internacional.
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Imperativo tecnológico e os projetos estratégicos de defesa: uma análise dos programas de reaparelhamento das forças armadas nos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff

Imperativo tecnológico e os projetos estratégicos de defesa: uma análise dos programas de reaparelhamento das forças armadas nos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff

O objetivo deste trabalho foi analisar o modo como o imperativo tecnológico presente na atual configuração econômica e política internacional possibilita o entendimento dos programas de reaparelhamento das Forças Armadas do Brasil nos Governos Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2014). O estudo apresentado buscou demonstrar que os recentes Projetos Estratégicos de defesa se ampararam em uma perspectiva autonomista, com destaque para processos de produção, pesquisa e desenvolvimento que induzem a independência tecnológica, naquilo que se acordou chamar de imperativo tecnológico. Esse componente analítico foi construído a partir dos fatores da nova economia. Eles favoreceram a instauração da variável “imperativo tecnológico” como determinante nos programas de recapacitação operativa das FFAA. A atual configuração econômica e política internacional, marcada pela importância crescente do emprego de tecnologia avançada para produção de bens de maior valor agregado tem levado os países a investirem, cada vez mais, em plataformas de produtividade estruturadas em tecnologias autônomas. Diferentemente das compras que foram realizadas anteriormente, guiadas muito mais por uma lógica de manutenção da capacidade operativa, em uma Política de Atualização dos Equipamentos, que efetivava aquisições em estratégias de “compras de oportunidade”, a execução dos Projetos Estratégicos de defesa nos Governos Lula e Dilma Rousseff representou a efetivação de uma estratégia de defesa nacional que associava o desenvolvimento tecnológico com a política de defesa, possibilitando a obtenção de novas capacidades tecnológicas por meio de transferência de tecnologia, de conhecimento ou de incentivos à indústria de defesa nacional.
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A integração regional em infraestrutura da IIRSA e os capitais do BNDES nos governos Lula da Silva (2003-2010): subimperialismo do neodesenvolvimentismo brasileiro?

A integração regional em infraestrutura da IIRSA e os capitais do BNDES nos governos Lula da Silva (2003-2010): subimperialismo do neodesenvolvimentismo brasileiro?

A grande discussão que se fez presente no Brasil entre 2003 e 2013, em torno ao neodesenvolvimentismo e ao subimperialismo, envolvendo a academia, institutos de pesquisa e até mesmo políticos de diferentes posições ideológicas, ocorreu muito em função da orientação das políticas econômicas e do papel que o Estado brasileiro exerce, de protagonismo internacional durante os governos Lula. Esta dissertação busca refletir, por um lado, sobre a estratégia neodesenvolvimentista que se apresenta, em diálogo com outros projetos ideológicos como o neoliberalismo, o social-desenvolvimentismo, a partir de uma “adaptação” da teoria clássica do desenvolvimento pensada como horizonte utópico dos países latino-americanos, no pós II Guerra Mundial; e por outro em torno do resgate e atualização da categoria subimperialismo, trabalhada por Ruy Mauro Marini nas décadas de 1960 e 1970, como aspectos fundamentais para, à luz dos aportes da Teoria Marxista da Dependência, discutir a posição assumida pelo Estado brasileiro durante os dois governos Lula da Silva (2003-2010), no que se refere à integração regional em infraestrutura física. Para tanto, o planejamento, a criação e a implementação da Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA), especialmente na construção da Estrada Interoceânica IIRSA Sul em território peruano, o papel desempenhado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social do Brasil (BNDES) como um impulsionador da formação de monopólios empresariais e financiador de projetos de integração regional e a construtora brasileira Odebrecht como realizadora da obra e administradora da estrada, cujos objetivos de expansão e conexão do capitalismo dependente brasileiro aos portos do oceano Pacífico, tornam a discussão não somente possível, mas necessária aos interessados e preocupados com os rumos da integração em nosso continente.
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Entre o imperialismo e o subimperialismo: a projeção brasileira à Bolívia e ao Peru nos governos Lula da Silva (2003-2010)

Entre o imperialismo e o subimperialismo: a projeção brasileira à Bolívia e ao Peru nos governos Lula da Silva (2003-2010)

A política expansionista brasileira, teorizada pela Escola Superior de Guerra (ESG) tinha Golbery do Couto e Silva como Chefe do Serviço Nacional de Informações do governo do general Castello Branco e organizador e primeiro titular do novo serviço de inteligência. Entre suas propostas estavam a aliança com os Estados Unidos contra o comunismo, a expansão interna até a Amazônia, para ocupar espaços vazios do território brasileiro, e a expansão externa até o Pacífico para cumprir o destino manifesto do Brasil, tendo como objetivo geral que norteia todos esses intentos, o controle do Atlântico Sul (ZIBECHI, 2012, p. 36).
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As múltiplas percepções sobre o continente africano na política externa dos governos Lula da Silva e Rousseff (2003-2016)

As múltiplas percepções sobre o continente africano na política externa dos governos Lula da Silva e Rousseff (2003-2016)

Buscou-se aqui, em um primeiro momento, manifestações de parlamentares no plenário das respectivas casas, considerando que é esta a plataforma central de transmissão de ideias e posicionamentos para a sociedade ou eleitorado. Uma manifestação que retrata a perspectiva crítica à política africana é percebida em 2007, mesmo período da entrevista de Abdenur, quando o deputado Antônio Carlos Pannunzio (PSDB-SP) reclamou em plenário da política brasileira para o IBAS e o continente africano, pois a África do Sul seria um dos principais apoiadores do governo ditatorial de Robert Mugabe, no Zimbábue. “O presidente Lula, aliás, foi quem anunciou que a África também seria prioridade: mas não aceitamos a prioridade para prestigiar ditador” (BRASIL, 2007). O deputado àquela altura propunha uma revisão ampla da política externa do país para a África, pressão que foi repetida ao longo das gestões Lula e Dilma, até a crise política, como fica claro a seguir em pronunciamentos do então senador Eduardo Azeredo (PSDB – MG) e de parlamentares Democratas (DEM). Deixavam transparecer que o PT teria uma preferência particular por ditaduras, que esse seria o sistema político do continente como um todo, sem quaisquer ponderações sobre a diversidade de países, regimes políticos e culturas.
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Os programas sociais da defesa como política de defesa nos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff (2003-2014)

Os programas sociais da defesa como política de defesa nos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff (2003-2014)

Em contrapartida aos fatores que apontavam para um cenário ruim no quadro de produção industrial e tecnológica de defesa no Brasil, observamos que no governo Lula da Silva houve movimentação nessas áreas. Além das compras de Super Tucanos pela Colômbia, a Guatemala adquiriu seis aerononaves do modelo, nos valores de 54 milhões de reais em abril de 2008 e declarou interesse em comprar ainda algumas unidades de lanchas rápidas (OSDFA, 2008, no. 287). O Equador, por sua vez, iniciou processo de compra de 24 unidades do mesmo avião, junto com dois jatos de vigilância alerta, no mês de maio do mesmo ano, e terminaria por reacomodar o acordo de venda em 18 aeronaves em 2010 (OSDFA, 2008, no. 290; OSDFA, 2010, no. 382). Os perfis de consumo e de capacidade bélica do material produzido no Brasil encontrava espaço nos mercados sul-americano e caribenho por conta do baixo custo dos combustíveis e de armamentos que empregavam. Em abril de 2008, o governo federal concedeu aumento salarial aos militares em até 47%, a depender da patente, com a concessão dos maiores aumentos às patentes inferiores (OSDFA, 2008, no. 289).
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O Foro de São Paulo e a Política Externa do Partido dos Trabalhadores: convergências ou divergências nos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff

O Foro de São Paulo e a Política Externa do Partido dos Trabalhadores: convergências ou divergências nos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff

Com relação à afirmação da soberania nacional, em seu primeiro ano de governo, Lula da Silva posicionou-se contrariamente à Guerra do Iraque iniciado, em 2003, pois entendia que não só os benefícios da intervenção seriam menores que seus custos, como também a ope- ração não fora autorizada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU), e tam- pouco existiam provas cabais a respeito da existência de armas de destruição em massa na- quele país. Ainda no seara da simbologia autonomista, a diplomacia brasileira subiu o tom no tocante às negociações a respeito da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), uma vez que as negociações referentes a esse acordo se demonstravam parciais em decorrência do avanço dos temas relacionados à propriedade intelectual e ao setor de serviços, matérias im- portantes para a diplomacia dos EUA, e da paralisia em relação aos setores e aos subsídios agrícolas. Dessa forma, a diplomacia brasileira não só enrijeceu sua posição autonomista em relação aos EUA, como também, posteriormente, ainda com o mesmo objetivo, ampliou sua rede diplomática de 150 para 230 postos e suas parcerias estratégicas, como a com os france- ses que objetivava a modernização do aparato de defesa e de segurança brasileiro (AMORIM, 2005).
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A expansão do Ensino Superior pelo viés privado no Brasil nos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff (2003-2014)

A expansão do Ensino Superior pelo viés privado no Brasil nos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff (2003-2014)

A presente monografia aborda as políticas adotadas em torno da expansão do ensino superior, considerando a grande expansão do setor privado de ensino no Brasil durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e de Dilma Rousseff (2011-2014) ambos eleitos com a expectativa de contenção das políticas neoliberais do antecessor Fernando Henrique Cardoso. A questão que pretendo tentar responder e, é claro, sem a pretensão de esgotá-la tendo em vista os diversos motivos pelos os quais nos dois governos do Partido dos Trabalhadores (PT) houve uma expansão díspar do setor privado em comparação ao público, levantando a questão do porquê esse crescimento foi feito pelo viés privado e não público, porque o ensino superior cresceu em larga escala no governo do PT já que em outros governos já havia demanda da sociedade e alguns programas já existiam. Buscando assim entender as modificações ocorridas na educação superior brasileira por meio de duas mediações principais, o empresariado da Educação e o Estado brasileiro. Farei um levantamento histórico do surgimento do ensino superior no Brasil com análise dos governos que antecederam e análise dos dados do MEC.
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A dimensão da defesa na política externa dos governos Lula da Silva (2003-2010) e Rousseff (2011-2014)

A dimensão da defesa na política externa dos governos Lula da Silva (2003-2010) e Rousseff (2011-2014)

Ao analisar o governo Rousseff, Cervo e Lessa (2014) apontam para a falta de “ideias força”, que indicassem a diretriz a ser perseguida nesta área ao longo do mandato. A análise das Resenhas de Política Exterior correspondentes ao primeiro governo de Rousseff (2011- 2014) corrobora com essa perspectiva, pois revela a ausência de um planejamento específico para a área, principalmente quando comparada à análise das Resenhas de Política Exterior do governo Lula da Silva. Já no início de 2003, tanto o Presidente Lula da Silva, quanto o Ministro Celso Amorim, ou ainda o Secretário-Geral do MRE, Samuel Pinheiro Guimarães, possuíam ideias fortes, claras e convergentes sobre os rumos que a política externa deveria tomar, os quais foram expostos nos mais diversos discursos e entrevistas concedidas por cada um deles. No caso do governo Rousseff, não há nenhum documento ou discurso que indique a existência de um planejamento mais acurado para aprofundar, mudar, ou, pelo menos, tornar mais eficaz a política externa que já vinha sendo praticada desde 2003. Miriam Saraiva (2014) destaca que esta mudança, na pró-atividade da política externa, principalmente na atuação do MRE, é reflexo tanto da conjuntura econômica interna e externa, como da dinâmica do processo decisório do período, pois entende que “[...] o papel de agenda setting que poderia ser da Presidência ou do Itamaraty, não ficou com nenhum dos dois” (SARAIVA, M., 2014, p, 34). Contudo, se afastando da tradicional perspectiva de que a política externa brasileira é impulsionada pelas agendas presidenciais ou do MRE, o que se viu no governo Rousseff foi o crescimento de uma agenda do Ministério da Defesa para a área.
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Desigualdade social no Brasil: as principais mudanças nos governos Lula

Desigualdade social no Brasil: as principais mudanças nos governos Lula

Esta monografia tem enfoque nas políticas sociais implantadas pelo Governo Federal durante os governos de Luís Inácio Lula da Silva. O objetivo principal deste trabalho é analisar as principais mudanças nos indicadores de desigualdade social no período de 2003 – 2010. No primeiro capítulo, são apresentadas algumas ideias do significado de pobreza e do seu histórico no Brasil. O segundo capítulo é dedicado ao Programa de Transferência de Renda mais importante da história do país, o programa Bolsa Família e por último, no capítulo 3, é destacado como ações no mercado de trabalho também contribuíram para melhorar os indicadores sociais do Brasil e tirar milhões de pessoas da pobreza e extrema pobreza, como o aumento do nível de geração de empregos formais e o aumento real no salário mínimo.
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Percurso da avaliação da educação superior nos Governos Lula.

Percurso da avaliação da educação superior nos Governos Lula.

Durante os dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006 e 2007-2010), o Ministério da Educação (MEC) foi ocupado por três ministros, a saber, Cristovam Buarque, Tarso Genro e Fernando Haddad, diferentemente dos Governos FHC, em que Paulo Renato Souza permaneceu no cargo durante os oito anos. Tal característica influenciou o rumo das políticas de educação superior, que não foi uniforme durante os dois Governos Lula. Além disso, cabe ressaltar o apelo à consulta pública das propostas e/ou minutas de leis como uma prática recorrente ao longo das três gestões ministeriais, contrastando com a falta de diálogo entre o Ministério e a academia durante o governo anterior (BARREYRO, 2010).
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A Diplomacia Cultural brasileira como instrumento de política externa nos governos Lula

A Diplomacia Cultural brasileira como instrumento de política externa nos governos Lula

A estrutura do departamento descrita na seção anterior é fruto de uma reforma levada a cabo pelo então Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, nomeado pelo presidente Lula em 200. Essa reforma procurou revitalizar as ações de difusão cultural enquanto ferramenta diplomática, revelando uma maior atenção despendida pelo Governo Lula à importância do fator cultural para a política externa. Isso se encaixa dentro do contexto da política externa de Lula, que se pautou por uma agenda mais positiva, retomando o multilateralismo e buscando parcerias estratégicas em várias regiões do globo, além de ter tomado uma voz mais ativa em suas demandas por maior participação no processo decisório de instituições internacionais (SILVA, 2011, apud MACHADO, 2012, p. 54).
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As grandes construtoras e a política econômica nos governos Lula e Dilma

As grandes construtoras e a política econômica nos governos Lula e Dilma

(...) ampliar e aprofundar as relações Sul-Sul, criou coalizões como o G-20 na OMC, participou do Fórum Índia Brasil e África do Sul (IBAS), participou da missão de paz da ONU no Haiti (Minustah) e aproximou-se de estados do continente africano e do Oriente Médio, bem como da China e da Rússia. Essas relações trouxeram grandes benefícios à burguesia interna brasileira ao aumentar o acesso a novos mercados para a exportação de produtos manufaturados e garantir a instalação de empresas brasileiras nesses territórios. Depois do arquivamento da ALCA em 2005, a Coalizão Empresarial Brasileira (CEB) tem seu papel diminuído e transferido para as secretarias e departamentos de comércio exterior da CNI, da Fiesp e dos grandes grupos econômicos. Em 2004, forma-se o Conselho Empresarial Brasil-China, liderado pela Companhia Vale do Rio Doce e composto por corporações nacionais de mineração, energia, papel, celulose, alimentos e construção civil que tinham interesse em exportar para a China ou em atuarem no seu grande mercado. (BERRINGER e BOITO, 2013, p. 37) Durante os governos de Lula da Silva e de Dilma Rousseff, o que vimos foi uma tentativa destes governos de contenção e até mesmo reversão das políticas econômicas que tanto prejudicaram as grandes construtoras brasileiras e a grande burguesia interna como um todo durante o período do neoliberalismo puro e duro, como foi o caso da política de comércio exterior e da política de crédito do BNDES, por exemplo.
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O comércio internacional de armas do Brasil na agenda de política externa dos governos de Fernando Henrique Cardoso e de Luiz Inácio Lula da Silva.

O comércio internacional de armas do Brasil na agenda de política externa dos governos de Fernando Henrique Cardoso e de Luiz Inácio Lula da Silva.

O objetivo do presente trabalho é verificar e comparar ações de política externa referentes ao comércio internacional de armas do Brasil nos períodos de governo de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. A partir das particularidades do comércio bélico, é verificada a sua importância estratégia e como é dependente de demanda por parte do Estado. O Brasil não possui essa demanda, configurando-se como dependente das operações de comércio exterior de armas. A partir do método histórico comparativo, é descrito fatores que explicam uma baixa articulação entre a política externa e de defesa no Brasil, que contribuiu para a situação de dependência brasileira e para a deslegitimação de ações de política externa voltadas a essas operações. O sigilo do Ministério das Relações Exteriores, fundamentado em legislação nacional, demonstra a complexidade do tema. As ações de política externa voltadas ao tema, seguiram a estratégia de autonomia pela participação, empregada por Fernando Henrique Cardoso, no contexto da adesão a regimes de desarmamento, enquanto persistiu uma síntese imperfeita com a política de defesa. Em contrapartida, a estratégia da autonomia pela diversificação, empregada no governo Lula da Silva, influenciou uma diversificação nas parcerias comerciais, maior incentivo às empresas do setor e para o reequipamento das Forças Armadas, em um contexto de melhora na articulação, ainda que insuficiente, entre as políticas públicas.
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AS TICs E A PARTICIPAÇÃO SOCIAL:  UMA ANÁLISE DOS GOVERNOS FHC, LULA E DILMA

AS TICs E A PARTICIPAÇÃO SOCIAL: UMA ANÁLISE DOS GOVERNOS FHC, LULA E DILMA

É preciso destacar ainda que a mera utilização das ferramentas de TICs pelos governos democráticos não garante necessariamente ambientes de interação que poderiam ser classificados no conceito democracia digital. Como observa Wilson Gomes, muito comumente, “os sites governamentais se constituem como meios de delivery dos serviços públicos mais do que formas de acolhimento da opinião do público com efeito sobre os produtores de decisão política” (GOMES, 2005, p. 221), o que pode ser constatado não apenas nos governos FHC, mas também nos governos petistas. A título de exemplo, a análise do site da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), no início do primeiro governo Dilma, indicou um baixo nível de responsividade e porosidade, justamente em um órgão voltado para um setor da população brasileira historicamente marginalizado, quando não muitas vezes excluído, do debate e da deliberação públicas (BARBALHO; OLIVEIRA, 2013).
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A proteção social no Brasil: universalismo e focalização nos governos FHC e Lula.

A proteção social no Brasil: universalismo e focalização nos governos FHC e Lula.

No caso brasileiro, os grandes que temas do- minaram a agenda da política pública a partir do Plano Real foram o incentivo à centralização e in- sulamento das políticas macroeconômicas, em es- pecial da política monetária, pela autonomia do Banco Central em relação ao Executivo e do Legis- lativo; o controle das despesas não financeiras do governo federal; a reforma administrativa do go- verno federal e governos subnacionais; a privati- zação das atividades de prestação de serviços pú- blicos; a liberação do comércio externo e outras reformas orientadas para a abertura do mercado interno; a adoção de políticas focalizadas e de pro- teção seletiva aos grupos mais vulneráveis aos pro- cessos de ajuste no modelo desenvolvimento.
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Financiamento do Sistema Único de Saúde nos governos FHC, Lula e Dilma.

Financiamento do Sistema Único de Saúde nos governos FHC, Lula e Dilma.

Os dados relativos ao gasto federal com ASPS foram apresentados por meio da cons- trução de uma série histórica, relativa aos anos de 1995 a 2012, e organizados em cin- co períodos: 1995-1998, 1999-2002, 2003- 2006, 2007-2010 e 2011-2012. Esses perío- dos correspondem aos mandatos concluídos dos governos dos Presidentes FHC e Lula e aos dois anos de gestão da presidente Dilma Rousseff. Neste artigo, portanto, o quinto pe- ríodo foi tratado como tendência. Na análise dos dados, buscou-se estabelecer comparati- vos em valores absolutos e percentuais entre os gastos com ASPS, Produto Interno Bru- to (PIB) e Receita Corrente Bruta Federal (RCB). Os resultados da análise desses dados
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A política de governo eletrônico no Brasil : uma análise dos governos FHC e Lula

A política de governo eletrônico no Brasil : uma análise dos governos FHC e Lula

Especificamente, tratou-se de analisar de que forma a utilização das TICs se transformaram na política de governo eletrônico (ou e-Government), no período que se estende do primeiro mandato do governo de Fernando Henrique Cardoso até o último mandato do governo de Luis Inácio Lula da Silva, através de uma reconstrução histórica do que vem a ser tal política e abarcando as principais fases de seu desenvolvimento, além dos atores fundamentais para sua implementação. Essa análise partiu do pressuposto de que os atores e o contexto histórico influenciam no rumo que a política pública toma no decorrer de seu desenvolvimento. Dessa forma, a análise da política de E-gov, primeiramente, se iniciou com uma discussão acerca dos atores e do contexto histórico envolvidos em cada período, e, posteriormente, focalizamos o desenvolvimento propriamente dito da política de E-gov. Isso nos permitiu verificar que, de fato, essas duas variáveis exercem grande influência no rumo que a política pública toma.
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Recursos energéticos e política exterior nos governos de Lula da Silva (2003-2010)

Recursos energéticos e política exterior nos governos de Lula da Silva (2003-2010)

Nesta dissertação analisa-se a política exterior do Brasil na área de energia nos mandatos presidenciais de Lula da Silva. A questão energética é algo estratégico a todos os Estados e tem condicionado a moldagem do Sistema Internacional e a distribuição de poder desde, pelo menos, a Primeira Revolução Industrial. A busca por segurança energética tem sido um objetivo constante de países com déficit em sua produção de energia. A solução desta questão pode ser tanto doméstica, quanto oriunda da política exterior. A situação energética brasileira encontra-se em déficit, indicando que o país deva agir para garantir seu abastecimento de energia. Enquanto esta força exerce seu papel perene sobre as ações estatais, existiu também a concepção de Cooperação Sul-Sul como incentivo poderoso à atuação diplomática brasileira no âmbito externo, durante o período analisado. O objetivo geral deste trabalho é identificar qual o eixo norteador da atuação diplomática brasileira nos governos de Lula da Silva, se ele for existente. A hipótese norteadora é a de que a diplomacia brasileira focou sua atuação através do prisma da Cooperação Sul-Sul. Os principais materiais empíricos utilizados foram as séries históricas do Balanço Energético Nacional e os Atos Internacionais, recolhidos da plataforma online oficial do MRE (Concórdia). Por fim, os resultados da pesquisa são de duas naturezas, a identificação dos incentivos produzidos pela matriz energética nacional à ação diplomática brasileira e a exposição de alguns padrões dos atos internacionais da diplomacia brasileira para área de energia.
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As convenções de desenvolvimento dos governos  Lula e FHC: semelhanças, continuidades e descontinuidades.

As convenções de desenvolvimento dos governos Lula e FHC: semelhanças, continuidades e descontinuidades.

O discurso do partido prometia um rompimento com o modelo capitalista que os antecessores haviam instaurado no Brasil, seja com a publicação do documento citado acima, seja com as inúmeras declarações favoráveis a auditoria da dívida proferida pela alta cúpula petista. Esta postura despertava um temor muito grande na comunidade nacional e internacional acerca dos rumos que o Brasil tomaria caso Lula realmente vencesse as eleições. Tudo indicava que sob seu governo uma das condições fundamentais da estabilidade das condições de funcionamento da economia brasileira (dentro ainda do capitalismo financeiro internacional) seria colocada em xeque: a manutenção dos contratos (em particular, aqueles referentes ao financiamento e rolagem das dívidas do país com o exterior e até a dívida interna).
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