Gramática gerativa

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A recepção à gramática gerativa no Brasil (1967-1983): um estudo historiográfico

A recepção à gramática gerativa no Brasil (1967-1983): um estudo historiográfico

A determinação de uma esfera de influência norte americana ou européia na lingüística brasileira após a recepção das idéias e métodos do programa gerativista precisa ser apontada com cuidado. De fato há uma abertura bastante evidente para o que se produzia em lingüística nos EUA e para as formas de definição do ideal de cientificidade, principalmente por conta de que o líder intelectual do programa, Noam Chomsky, mantinha e mantém suas bases de produção nos EUA. No entanto, no processo de intercâmbio que caracterizou os primeiros momentos de recepção da Gramática Gerativa pelos brasileiros, a influência européia também foi presente, principalmente a França. Pelo menos dois dos importantes lingüistas que influenciaram no desenvolvimento da Gramática Gerativa no Brasil, Carlos Franchi e Lúcia Lobato (cf. Pires de Oliveira & Mioto 2004), e que podem, de alguma maneira e em algum momento do desenvolvimento do programa gerativista, ser apontados como líderes intelectuais ou organizacionais, tiveram seus contatos com o programa gerativista na França e também por meio da leitura de traduções ou mesmo de originais franceses (a questão da língua de acesso a trabalhos estrangeiros foi também apontada por Altman [1998] como um fator definidor de esferas de influência, uma vez que num determinado período se pode apontar maior presença do francês e o maior prestígio da França no universo cultural brasileiro). Se houve um impulso para que Lobato e Franchi fossem estudar na França também houve, como apontam Pires de Oliveira & Mioto, a percepção de que a ida à França tinha sido constatada como equívoco pelos dois lingüistas. Sendo assim, o centro irradiador das idéias e métodos do programa gerativista estava numa esfera de influência norte americana e não na França, ainda que se reconheça a importância, por exemplo, da tradução do manual de Nicolas Ruwet (1975) para a divulgação da lingüística gerativista no Brasil.
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DESMISTIFICANDO A GRAMÁTICA GERATIVA COMO UMA TEORIA ASSOCIAL E A-HISTÓRICA DA MUDANÇA LINGUÍSTICA

DESMISTIFICANDO A GRAMÁTICA GERATIVA COMO UMA TEORIA ASSOCIAL E A-HISTÓRICA DA MUDANÇA LINGUÍSTICA

A gramática gerativa se propõe um objetivo científico. Então, como modelo teórico, precisa propor explicações para o funcionamento do mundo, no caso, a faculdade da linguagem humana. À medida que o trabalho avança e algumas descobertas são feitas, é possível trazer novas questões para o modelo e procurar novas respostas. Isso foi o que sucedeu. Em 1960, a preocupação estava na caracterização da faculdade da linguagem como uma propriedade cognitiva implícita específica da espécie humana; em 1980, com a Teoria de Princípios e Parâmetros, o trabalho se desenvolveu tanto na comparação de línguas da atualidade como de fases antigas em busca das propriedades universais e particulares da faculdade da linguagem. Muitos outros desenvolvimentos foram alcançados a partir daí, entre os quais podemos citar a relação com a estrutura da informação e com a pragmática e a relação com aspectos sociais e históricos.
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Implementação computacional de uma gramática gerativa para música tonal

Implementação computacional de uma gramática gerativa para música tonal

De modo semelhante `a Redu¸c˜ao Temporal, da qual depende diretamente, as Regras de Boa–Formatividade da Redu¸c˜ao Prolongacional s˜ao integradas no pr´oprio projeto das estruturas de da[r]

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Sintaxe das expressões nominais no português do Brasil: uma abordagem computacional

Sintaxe das expressões nominais no português do Brasil: uma abordagem computacional

Esta pesquisa se insere nesse contexto. Aqui vamos discutir alguns dos dados teóricos da Gramática Gerativa para descrever/explicar um fenômeno da língua portuguesa: a estrutura interna das expressões nominais. Temos, pois, dois principais objetivos: a) discutir e rever alguns dos mecanismos envolvidos na estrutura das expressões nominais em português, e b) elaborar um fragmento de gramática computacional capaz de gerar, reconhecer e analisar um subconjunto das expressões nominais presentes nessa língua. Teoricamente, a discussão parte da teoria X-barra, postulada por Fukui (1986), Abney (1987) e Raposo (1992). Mas, recorre, também, a abordagens no âmbito da Gramática de Unificação, como os formalismos sintáticos da DCG (Definite Cause Grammar), conforme Blackburn et al (2001), e no âmbito da LFG (Lexical-Functional Grammar), de acordo com Bresnan (2001) e Falk (2001).
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A recursividade no sistema sintático subjacente à faculdade da linguagem

A recursividade no sistema sintático subjacente à faculdade da linguagem

Este trabalho disserta sobre o fenômeno recursivo das línguas naturais com base em uma pesquisa bibliográfica feita a partir dos estudos da Teoria da Gramática Gerativa de Noam Chomsky (1957). A noção de recursividade é uma questão polêmica e tem sido motivo de grande debate na literatura recente (HAUSER, CHOMSKY e FITCH, 2002; PINKER e JACKENDOFF, 2005, entre outros) e não há um consenso sobre a sua definição. Especula-se que o componente sintático recursivo não seja único à linguagem humana e, principalmente, questiona-se a sua universalidade. Dessa forma, esta pesquisa procura iluminar as questões problemáticas apresentadas acima, partindo de um panorama dos vários desdobramentos que o conceito recursividade apresenta no que diz respeito a seu tratamento na Linguística Cognitiva, fazendo um percurso histórico desde a Matemática até as relações com a linguagem, seguindo com uma investigação da natureza recursiva da sintaxe e culminando com as reivindicações relativamente recentes sobre a centralidade da recursão no contexto da Biolinguística.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE EDUCAÇÃO E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUÍSTICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE EDUCAÇÃO E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUÍSTICA

Danielle Corbin foi professora na Universidade de Lille 3, na França, e diretora do grupo de pesquisa SILEX 40 . Foi uma das principais impulsionadoras para a renovação dos estudos morfológicos na França. Sua tese, publicada em 1987, foi o primeiro trabalho realizado nesse país sobre morfologia que adquiriu importância dentro do quadro de uma gramática gerativa. Foi publicada em uma época em que a Linguística via renascer o interesse em estudos voltados para o nível morfológico e quando o léxico começava a deixar de ser visto como um simples repertório de idiossincrasias 41 . Nesse sentido, o principal objetivo de Corbin era mostrar que existem regularidades no léxico e elas devem ser descritas por meio de regras específicas (FRADIN, 2008).
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BrGram: uma gramática computacional de um fragmento do português brasileiro no formalismo da LFG

BrGram: uma gramática computacional de um fragmento do português brasileiro no formalismo da LFG

No presente artigo, partimos da carência no Brasil, no cenário atual da linguística computacional e processamento automático de linguagem natural (doravante PLN), de esforços voltados para a construção de uma gramática computacional do português do Brasil que tenha ampla cobertura e se baseie nas pesquisas mais recentes em gramática gerativa, especialmente no âmbito dos modelos não derivacionais, representados, sobretudo, pela Gramática Léxico-Funcional (doravante LFG, do inglês Lexical-Functional Grammar) (FALK, 2001) e a HPSG (SAG; WASOW; BENDER, 2003). Esses modelos oferecem os recursos necessários para a descrição formal de fenômenos gramaticais não triviais, como os exemplificados acima, e têm tido sua eficácia comprovada na construção de gramáticas computacionais de ampla cobertura para diversas línguas (MÜLLER, 2010). Visamos, portanto, ao contribuir para preencher essa lacuna, eliminar o descompasso que se observa, entre nós, no âmbito da
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CONSTRUÇÕES CAUSATIVAS NO PORTUGUÊS DO CENTRO-OESTE NOS SÉCULOS XVIII-XIX E NO PORTUGUÊS ATUAL Dalmo Vinícius Coalho Borges

CONSTRUÇÕES CAUSATIVAS NO PORTUGUÊS DO CENTRO-OESTE NOS SÉCULOS XVIII-XIX E NO PORTUGUÊS ATUAL Dalmo Vinícius Coalho Borges

Na seqüência, iniciamos uma discussão das propriedades das construções causativas, primeiramente sob a ótica de gramáticas históricas e tradicionais da língua portuguesa. Adiante, passamos à abordagem da gramática gerativa, em que foram demonstradas diferentes possibilidades de estruturação sintática das causativas em outras línguas românicas. São elas: (1) as construções do tipo Faire-Infinitif, também designadas causativas românicas, que apresentam as seguintes propriedades: (i) configuração mono- oracional, formada por um complexo verbal e ordenação dos constituintes do domínio encaixado como VOS; realização do causado em uma configuração preposicional, com função de objeto indireto do complexo verbal, quando o verbo é transitivo; (2) as construções do tipo Faire-Par, caracterizadas como mono-oracionais, porém, sem a realização do causado como um argumento do complexo verbal, e sim com a função de adjunto, o que possibilita o seu apagamento na frase, a que se acrescente a identificação com a configuração da voz passiva.
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A gramática na década de 70: apropriação, autoria e posição-sujeito

A gramática na década de 70: apropriação, autoria e posição-sujeito

Em SD1, o gramático define com qual formação discursiva ele se identifica, que é a gramático brasileiro, bem como estabelece o que pode e deve ser dito. Assim, condenar os usos da linguagem situa-se fora daquilo que pode e deve ser dito. Esse gramático se submete sob a forma do “sujeito ideológico” (Pêcheux, 1997), aquele que veicula “o que todo mundo sabe” como norma identificadora. A identificação se dá a partir de um espelhamento, no qual o sujeito projeta no outro a imagem que tem de si mesmo. O sujeito se identifica com o outro e consigo mesmo simultaneamente. Uma vez já-sujeito, ele se esquece das determinações que o colocaram no lugar que ocupa, de modo que a identificação, fundadora da unidade (imaginária) do sujeito, baseia- se em elementos do interdiscurso que são reinscritos no discurso do próprio sujeito. Historicamente, a ideia de correção, de imposição de regras está ligada à gramática. Somente com a Linguística, a ideia de que a língua só pode ser classificada como certo e errado é desestabilizada, e é nesse interdiscurso que aparece o dizer do linguista.
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Gramática de Significados

Gramática de Significados

Diante do exposto, apresentamos a proposta para uma tipologia da modalidade deôntica no que diz respeito aos graus de persuasão estabelecidos pelo contexto. Também, por meio d[r]

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Gramática da Língua Portuguesa no Brasil: um estudo da gramaticografia brasileira Pré-NGB (1930-1960)

Gramática da Língua Portuguesa no Brasil: um estudo da gramaticografia brasileira Pré-NGB (1930-1960)

Data, assim, dos anos que sucedem a década de 1960 o surgimento de uma série de fatos circunstanciais que permitirão uma mudança de paradigma na gramaticografia brasileira, os quais parecem ter sido mais responsáveis pelo desenvolvimento do descritivismo gramatical do que pelo arrefecimento completo do normativismo, fazendo com que ambos os domínios da gramática passem a conviver nem sempre de forma pacífica. Cronologicamente falando, tais fados poderiam ser identificados, além da própria elaboração da NGB, como a inclusão da Linguística no currículo do Curso de Letras de universidades renomadas – como a Universidade de São Paulo (1965) e a Universidade de Campinas (1971) –, a aprovação da nova Lei de Diretrizes e Bases dos Ensinos Fundamental e Médio (1971) e o desenvolvimento de estudos linguísticos de inspiração estruturalista, tudo isso resultando – a respeito do que aqui nos interessa – no aparecimento de gramáticos que, a exemplo de um Celso Cunha (Gramática do Português Contemporâneo, 1970) ou um Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa, 1961), tornaram possível a institucionalização de uma nova gramaticografia nacional e prepararam o terreno para um processo de proliferação gramatical, cujos princípios teóricos vão do enfoque funcionalista ao descritivista, passando pelas abordagens pragmáticas ou interacionistas.
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Morfologia derivacional da língua portuguesa: o sufixo vel na formação dos adjetivos

Morfologia derivacional da língua portuguesa: o sufixo vel na formação dos adjetivos

Este estudo analisa as regras de formação dos adjetivos sufixados com -vel na língua portuguesa. Para isso, escolheram-se 25 textos anotados morfologicamente do Corpus Histórico do Português Tycho Brahe e textos de artigos de jornais on-line selecionados aleatoriamente, visando-se os adjetivos em -vel. Apresenta-se como teoria basilar o estudo sobre as regras de formação de palavras em inglês de adjetivos com sufixo - əble de Stephen Anderson (1992), dentro da morfologia derivacional. Para as análises no Corpus Histórico do Português Tycho Brahe, são usados comandos de ferramentas do UNIX desenvolvidos pelo Professor Dr. Leonel Figueiredo de Alencar. Os resultados obtidos através das análises demonstraram que a formação dos adjetivos em -vel, na língua portuguesa são produtos da competência do falante/ouvinte ao fazer uso de sua gramática mental. Esta pesquisa demonstrou que os mecanismos de criação dos adjetivos em -vel são descritos através das regras de formação de palavras cujas funções são indicar o processo formativo do adjetivo quanto ao resultado, bem como analisar as estruturas com que a língua pode formar novos adjetivos com o sufixo -vel.
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O ENSINO DA GRAMÁTICA

O ENSINO DA GRAMÁTICA

Primeiramente, é necessário romper o ciclo vicioso do preconceito linguístico que nos impede de trabalhar a língua enquanto produto das interações sociais e históricas. Para isso, torna-se fundamental que tenhamos clareza que a norma padrão é apenas uma variedade da língua que, em algum momento da nossa história foi escolhida para ser símbolo de poder, cultura, ou seja, ela é uma imposição social; nos conscientizemos de que ser professor de língua portuguesa não é o mesmo do que ser professor de gramática normativa, precisamos ensinar a língua tal como ela funciona de verdade, em toda sua dinamicidade social (POSSENTI, 2002).
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UMA GRAMÁTICA DA LÍN

UMA GRAMÁTICA DA LÍN

O estudo das classes de plavras do Hãtxa kuĩ, como toda a análise linguística aqui apresentada, seguiu uma metodologia contrastiva e adotou critérios distribucionais, e orientou-se por abordagens teóricas de autores distintos que trataram de tópicos presentes em k j d nd -nos a entendê-los com clareza, sobre os quais faremos referência no decorrer desse estudo, quando pertinente, embora ressaltemos, desde já, que seguimos Coseriu (1972) em vários aspectos da presente análise das classes de palavras, como também em Shachter (1985). Partimos da concepção de que há funções universais que se realizam de uma forma ou de outra em toda língua – nome, verbo adjetivo e advébio. Como veremos nas próximas seções, os elementos dessas classes têm carcaterísticas específicas de línguas Pano e algumas próprias do Hãtxa kuĩ (cf. Everett 2012:196). É mister ressaltar que nossa abordagem concebe a cultura huni kuin como a base da estruturação da gramática Hãtxa kuĩ, seguindo Everett (2012:196).
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NOVA GRAMÁTICA abobrinhas  Vizente Besteirol NOVA GRAMÁTICA

NOVA GRAMÁTICA abobrinhas Vizente Besteirol NOVA GRAMÁTICA

No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke ningem pronunçia komo por exemplo r[r]

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Gramatização do português brasileiro nos séculos XIX e XX e início do século XXI

Gramatização do português brasileiro nos séculos XIX e XX e início do século XXI

Resumo: Este trabalho tem por objetivo traçar um panorama geral no que diz respeito aos estudos sobre a gramatização do Português brasileiro. Partimos do pressuposto de que, ao longo dos séculos, a legitimação do saber gramatical colocou em xeque a unidade linguística, não sendo mais admissível defender a presença de uma única língua em territórios distintos. Para tanto, recorremos aos pressupostos de Orlandi (2002), para tratar do discurso gramatical em sua relação histórica com o sujeito e suas posições; de Auroux (1992), para conceber a gramatização tal como um processo em que gramáticas e dicionários são tecnologias, para só posteriormente colocarmos a ênfase sobre as Gramáticas Brasileiras Contemporâneas do Português. Focalizamos, assim, como corpus de análise, a Nova gramática do português brasileiro, de Castilho (2010), e a Gramática pedagógica do português brasileiro, de Bagno (2012), para verificar, através de suas introduções e de seus sumários, as posturas assumidas pelos linguistas diante do papel exercido pelos manuais em questão na atualidade e de que maneira o discurso gramatical desses manuais projeta os rumos dos posteriores a eles no século XXI. Além disso, interessa-nos medir até que ponto
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Avaliação escolar de língua portuguesa no 9º ano do ensino fundamental: em busca do espaço da análise linguística?

Avaliação escolar de língua portuguesa no 9º ano do ensino fundamental: em busca do espaço da análise linguística?

Este trabalho tem como tema a Avaliação Escolar (AVAL. ESC.) de Língua Portuguesa (LP) no 9º ano do Ensino Fundamental e surge da necessidade de se averiguar como o estudo gramatical da Língua Portuguesa vem sendo abordado nesse nível de ensino, por meio da análise das avaliações. Sobretudo, analisamos nas AVAL. ESC. a presença da abordagem da Análise Linguística (AL),pautada nas atividades epilinguísticas, que primam pelo uso/reflexão da língua por parte dos alunos,como vem sendo discutido por diversos estudiosos, entre eles Geraldi ([1984] 2006), Antunes (2003), Travaglia (2004; 2009), Mendonça (2006; 2007), Angelo e Loregian-Penkal (2010). Tal discussão ainda se reflete nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (1998), que determinam o uso de atividades orientadoras para o desenvolvimento da capacidade de AL da Língua Portuguesa, uma vez que ela tem sido, há muitos anos, ensinada apenas com ênfase na Gramática Normativa, sem que houvesse a preocupação com a capacidade de uso e reflexão sobre a língua. Observamos, também, quais os critérios linguísticos (morfossintáticos, semântico-pragmáticos, lexicais e sociodiscursivos) são mais abordados e verificamos se os conteúdos são tratados na perspectiva epilinguística ou metalinguística. Pelos objetivos traçados, adquire um caráter exploratório-descritivo, caracterizando-se como uma pesquisa qualitativa. Para realizar tal estudo, delimitamos como corpus três avaliações de turmas de 9º ano, duas delas de escolas do município de Cabedelo e a outra escola no município de João Pessoa. Fazem parte também no nosso corpus três questionários respondidos pelos professores das turmas citadas, sujeitos desta pesquisa. Através dos recortes do corpus das avaliações, no confronto com as respostas apresentadas aos questionários pelos professores, analisamos se as atividades avaliativas são coerentes com as concepções de avaliação, de língua, de gramática e de análise linguística, apresentadas pelos três docentes participantes desta pesquisa,além de fazer um paralelo com as contribuições teóricas que a subsidiam. Almejamos, com este estudo, construir propostas de atividades que sirvam de base para uma reconfiguração do modo de elaboração da Avaliação Escolar de Língua Portuguesa no 9º ano do Ensino Fundamental. Com isso, acreditamos contribuir para que os discentes possam se apropriar dos conhecimentos e das capacidades de reflexão e uso, tão relevantes para a efetiva utilização da língua, não só no ambiente escolar, mas, principalmente, na sua vida em sociedade.
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Gramática de uso e suas contribuições para o letramento

Gramática de uso e suas contribuições para o letramento

Em vista disso, o tratamento funcionalista consoante Neves (1997) coloca sob exame a competência comunicativa e assim se alicerça numa análise da significação das funções das estruturas nas expressões linguísticas, “sendo cada uma das funções vista como um diferente modo de significação na oração.” (p. 2). Dessa maneira, as atividades funcionalistas da gramática de uso, ao se centrarem, nas possibilidades que a linguagem oferece, nas funções das estruturas e suas relações que concatenam e dão sentidos ao texto, se ligam ao alvo do desenvolvimento da competência comunicativa, pois “[…] são especiais para a finalidade de alcançar a internalização de unidades linguísticas, construções, regras e princípios de uso da língua […]” (TRAVAGLIA, 1995, p.111).
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“Your inside is out when your outside is in” – O lugar da sua gramática e da outra gramática na sua mente e na escola / "Your inside is out when your outside is in" - The place of your grammar and other grammar in your mind and in school

“Your inside is out when your outside is in” – O lugar da sua gramática e da outra gramática na sua mente e na escola / "Your inside is out when your outside is in" - The place of your grammar and other grammar in your mind and in school

investigação a respeito da Gramática Nuclear e da Periferia Marcada? Podemos iniciar a argumentação partindo da assunção de que em Português Brasileiro, para dar conta de estruturas sintáticas básicas, é necessária a presença de uma categoria funcional X que porte o traço formal Y. Com duas construções sintáticas sob investigação de pertencerem à Gramática Nuclear ou à Periferia Marcada, aquela que não precisasse de estipulação de categorias ou traços extra e que se encaixasse na assunção acima seria considerada como pertencente à Gramática Nuclear. A título de exemplo, a mesóclise parece requerer, como se nota em Manzini e Savoia (2011), um tipo de estrutura interna, com requerimentos morfológicos e sintáticos específicos do verbo para permitir a inserção de um pronome. Para dar conta da mesóclise no Português Brasileiro, seria legítimo estipular essa estrutura interna, somente para esse caso? E mais, essa estrutura interna seria compatível com as demais construções de colocação pronominal?
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IDEOLOGIA E REPRESENTAÇÃO DE ATORES SOCIAIS: A INVASÃO AO IRAQUE

IDEOLOGIA E REPRESENTAÇÃO DE ATORES SOCIAIS: A INVASÃO AO IRAQUE

A semiose, como um momento de práticas sociais, tem sua própria força gerativa e interioriza elementos da ação social, das relações sociais, das crenças das pessoas envolvidas direta o[r]

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