Grupo social - camponês

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Senhor ou Camponês? Economia e estratificação social em Minas Gerais no século XIX. Mariana: 1821-1850

Senhor ou Camponês? Economia e estratificação social em Minas Gerais no século XIX. Mariana: 1821-1850

Existem indícios de que os grandes comerciantes também compunham a restrita elite da sociedade oitocentista mineira. 3 Na região contemplada por este estudo, aqueles que se dedicavam ao comércio nos arraiais das áreas rurais (distritos da Freguesia de Furquim), em geral, eram pequenos e médios lavradores da região, que faziam do estabelecimento uma extensão da roça. Por outro lado, na cidade de Mariana (área urbana), poucos homens ricos centralizavam o mercado atacadista de gêneros da terra e importados, o comércio de escravos, além do domínio do crédito informal, principal investimento deste grupo social. Os grandes negociantes se distinguiam da maior parte da população por serem brancos e possuírem altas patentes na Guarda Nacional (ANDRADE, 2007) 4 .
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O processo de intervenção social do turismo na Serra do Ibitipoca (MG): Simultâneo e desigual, dilema camponês no "Paraíso do Capital"

O processo de intervenção social do turismo na Serra do Ibitipoca (MG): Simultâneo e desigual, dilema camponês no "Paraíso do Capital"

Nos últimos 3 anos, a Serra de Ibitipoca, sua gente, seus (des) encantos e seus enigmas fizeram parte da minha vida. A trajetória de pesquisa teve início quando fiz um estágio curricular no parque e produzi uma monografia de graduação pela UFOP. Curioso, então procurei saber da história desta Unidade de Conservação. Foi quando percebi que as pesquisas, assim como as ações prioritárias que visam à conservação ambiental, estavam circunscritas ao território do parque. Vasculhei pilhas e pilhas de relatórios e publicações, realizei entrevistas e observações sistemáticas para então concluir que muito se pesquisa sobre as características biofísicas de Ibitipoca, mas pouco ou nada se sabe sobre o “bicho homem” da Serra. O campo fértil para minha pesquisa não estava dentro do parque, mas no seu entorno. Mesmo porque a população do entorno, no passado, usava as terras que hoje constituem o parque. Para o IEF, o problema do parque morava ao lado. Para o camponês, o parque era o grande problema. Então eu não havia procurado um ente empírico no lugar “errado”. O fator político da dissonância é que estava fora do lugar. A narrativa começava ali – não no parque, mas no que aquelas terras foram no passado: a “Serra Grande”. Um mesmo espaço físico, duas realidades distintas e distantes. A história começava na transformação da Serra Grande em parque, na memória camponesa sobre o processo de criação do parque. Até então, submergiam no imaginário local representações simbólicas de um grupo social e seus códigos distintos de apropriação coletiva de uma porção de terras devolutas. Os arquivos oficiais do Estado silenciaram por mais de 3 décadas todo esse processo. Nesta epopéia sem heróis, ressurge uma tal Serra Grande que virou parque. Em Ibitipoca, o homem rural simples retoma assim o seu lugar na história.
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O camponês e o agricultor nas representações sociais de estudantes universitários.

O camponês e o agricultor nas representações sociais de estudantes universitários.

similares do camponês na primeira periferia da provável estrutura da representação, formada por uma figura identificada pela pobreza e simplicidade na condução da vida. Como diferenças, vale destacar a dimensão ideológica presente nas representações dos camponeses objetivados por trabalhadores explorados economicamente na visão dos alunos de não8agrárias; enquanto os estudantes de ciências agrárias comungam de uma visão idílica do camponês como sujeito social ligado às dimensões familiares e aos valores do campo. Merece destaque a aparente ausência da dimensão conflitual atrelada à figura camponesa nas representações das duas amostras. Como exemplo, os resultados presentes nas tabelas 2 e 3 não apontam referências explicitas à reforma8 agrária – bandeira ideológica identitária desse grupo social – ou ao Movimento dos Sem8Terra.
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O camponês como mistificação

O camponês como mistificação

o país mais industrializado do mundo, tudo isso trouxe os camponeses abruptamente para o foco das atenções. Seguiu-se ma explosão virtual de estudos, publicações e debates. A estrutura das casas editoriais e da academia, enquanto empresa, rapidamente transformou tudo isso em moda crescentemente controlada pelas leis do mercado da moda. Isso significou um rápido aumento da utilização da palavra como um truque editorial (ao lado de mulheres nuas e camisas com retratos do Che). Significou brigar por dizer alguma coisa de novo ou de bm para fazer carreira, em um campo que se abarrotava depressa, muito antes de qualquer avanço real do conhecimento que o justificasse. Fácil predizer o estágio seguinte, dentro da racionalidade de tais dinamismos acadêmicos: desencantamento, sinais de fastio com o termo utilizado em excesso e trivializado, descobertas de sua “não- existência real”, apelos a desconceituação, investida em novos truques e, freqüentemente, uma tentativa de tirar academicamente proveito da desmistificação de velhas predileções (pode-se sempre excetuar uns poucos livros). Estamos agora nos aproximando rapidamente desse estágio, dentro do ciclo da moda camponesa. Ela mostrou-se “articulada” a, e “sobredeterminada conjuntamente” por, uma onda de marxismo deducionista das universidades ocidentais, por sua vez crescentemente atacado por aqueles para quem a realidade social é indedutível, especialmente quando se trata de marxismo.
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A mobilização de conhecimentos matemáticos no cotidiano de um trabalhador camponês.

A mobilização de conhecimentos matemáticos no cotidiano de um trabalhador camponês.

Borba (1993, p. 45) relata dois problemas: primeiro “a valorização de uma única matemática desenvolvida por um único grupo cultural, mesmo que o grupo cultural seja aquele que é eleito pela sociedade como o especialista para estudar essa matéria, no entanto valorizar uma única matemática é não respeitar as matemáticas de outros grupos. Segundo “a matemática desenvolvida por matemáticos talvez não seja a mais importante para ser seguida por estudantes que, em sua maioria, não se tornarão matemáticos e, portanto, não deveria ser a única a ser norma na sala de aula (1993, p. 37-38)”.
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Trabalho camponês na formação territorial de Itabaiana, Sergipe

Trabalho camponês na formação territorial de Itabaiana, Sergipe

Através desses registros, é possível desmistificar a ideia de que o sítio é um local qualquer, um mero local de trabalho e que o próprio trabalho, apesar de árduo, como indica os entrevistados não é um fardo. Diversos temas permeiam essa classe de trabalhadores e ajudam a entender sua importância no processo de formação do território de Itabaiana/SE. O camponês tem costumes que lhes são próprios, um modo de vida que os identifica. Esses costumes estão presentes quer seja nas suas plantações, na criação de animais, na sua religiosidade, na coletividade e interação no/do trabalho, na feira, no próprio tempo, afinal, o tempo camponês é diferente, embora não cronometrado, é a família quem decide a hora de começar e parar o seu dia de trabalho na roça.
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De camponês a “empresário rural” : o assentamento Jacaré-Curituba

De camponês a “empresário rural” : o assentamento Jacaré-Curituba

A presente dissertação de mestrado objetivou analisar o modelo do empreendedorismo rural como estratégia de subordinação da terra e do trabalho camponês ao capital, no Projeto de Assentamento Jacaré-Curituba/SE. Nossa pesquisa foi sustentada no método do materialismo histórico-dialético, que permitiu compreender as contradições do processo de expansão do capital, sob o discurso do modelo de modernização desenvolvimentista, no movimento da diferenciação e de igualização do espaço agrário. Nossos estudos identificaram a importância do processo de formação territorial do Assentamento Jacaré-Curituba, para a consolidação dos movimentos sociais no campo, particularmente o MST, na luta pela terra de Reforma Agrária, no Alto Sertão Sergipano. A referente pesquisa foi desenvolvida a partir dos seguintes procedimentos metodológicos: pesquisa documental; estudo dos Relatórios da CODEVASF, da EMDAGRO, do INCRA e do IBGE; levantamento bibliográfico; pesquisa de campo, via observações locais; anotações em diário de pesquisa; e aplicação de questionários semiestruturados com os assentados residentes. Constatou-se que o modelo do empreendedorismo rural no Projeto de Assentamento Jacaré-Curituba contradiz a lógica da pequena produção camponesa, de base familiar, da terra como condição autônoma de vida, passando a considerá-la como mercadoria. Conclui-se que: o modelo do empreendedorismo rural não tem atendido à demanda necessária para a permanência da família camponesa, resultando inclusive na mobilidade dos jovens para outras localidades. O discurso da inclusão como camponês, via o empreendedorismo rural, é ideológico e se estabelece para a sua subordinação ao capital, pela apropriação da renda da terra camponesa, e a subordinação do trabalho por meio do processo da subsunção da terra ao capital.
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A fabricação de João Pedro Teixeira: como o herói camponês.

A fabricação de João Pedro Teixeira: como o herói camponês.

Mas podemos afirmar que Elizabeth Teixeira quando dialoga com as diversas partes da sua vida ela faz mais do que dizer aos outros as suas história de vida, mas sim ela organizar as vá[r]

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Habitus camponês-caboclo, prática social camelô: duração e adaptação de processos intersubjetivos sobre o mundo do trabalho na Amazônia

Habitus camponês-caboclo, prática social camelô: duração e adaptação de processos intersubjetivos sobre o mundo do trabalho na Amazônia

This study aims to discuss the long duration of informality in the Amazonian economy from a cultural perspective. The high rates of this phenomenon in Pará (above the national average) point that it can not be studied in the light of a conception that summarizes the economy to the market. In this sense, a qualitative research was conducted, with orientation in the human and social sciences to demonstrate how some cultural dispositions persist through time, while also negotiating with the dynamics of contemporary capitalism. The hypothesis is that these urban workers share the same habitus of what Costa (1994, 2009a, 2009b, 2009c, 2012a, 2012b) called a peasant-caboclo, and that this may be the key to understanding your professional dispositions, especially the temporal ones. It was therefore tried to demonstrate that the work of the street vendor re-enacts in the urban environment what Bourdieu (2009) calls habitus, as a system of durable dispositions and incorporated pre-reflexively. For this work, the most important aspect of the peasant-caboclo habitus shared by today's street workers is a kind of spirit of autonomy that has defied the ruling classes for centuries. These rural workers have historically used their labor force for their own benefit, thus availing of surplus resources that could not be appropriated, at least significantly, by an elite or the state. It was the challenging conditions of the Amazonian rainforest that, for so long, created and maintained this habitus, which even in a position of subalternity, could be imposed in the world of work, even in a dominated position, through a knowledge that coincides with the domain of the environment. In order to understand the extent to which these sediments of the peasant-caboclo are or are not in the camelot, this research carried out 10 interviews in the commercial center of Belém, where the camelô work was approached as a total social phenomenon, according to Mauss's (2003) model. It was reported that street vendors embody contradictory practices. They are revolutionaries as to the forms of use of the public space, and in the desire of "control" of the time and the surplus that they create with the own work, but conservative in the customs. The logic of family reproduction prevails among them, without ceasing to possess an economic rationality that establishes a calculation between time spent and resources earned.
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Manoel Conceição Santos: de camponês a líder político

Manoel Conceição Santos: de camponês a líder político

Depois dessa campanha política, praticamente não esteve envolvido com o partido na esfera burocrática. Seus trabalhos, desde então, têm se dado mais no âmbito social, não partidário, pelo menos de forma direta. Manoel tem se dedicado bastante às atividades de organizar cooperativas no Maranhão, desde 1992 vem tentando consolidar um projeto de criação de pequenos animais, acompanhado de implantação de culturas permanentes, na ótica do cooperativismo. Para fortalecer essa proposta, Manoel vem trabalhando com outras lideranças, os Grupos de Produção de Base (GPB’s). Com esse modelo, organizaram pequenos grupos para discutirem o que é melhor para a comunidade. Isso faz parte de uma prática que Manoel aprendeu em seus vários anos de convivência com movimentos e grupos. A organização começa abrangendo poucas pessoas, depois associações, cooperativas e daí por diante.
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Classes sociais, votos e poder: um espaço camponês

Classes sociais, votos e poder: um espaço camponês

Não haverá dúvidas, por um lado, sobre a necessidade de ter em conta as virtualidades inscritas nas diferentes situações de classe das fracções camponesas, capazes de contribuir para a e[r]

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Educação do campo: embate entre Movimento Camponês e Estado.

Educação do campo: embate entre Movimento Camponês e Estado.

Por sua vez, o Estado, sob forte influência do movimento libe- ral reacionário dos anos de 1990, adota políticas educacionais definidas pelos organismos multilaterais, entre estes o Banco Mundial, como con- dição para a efetivação de empréstimos solicitados pelo Brasil. Nesse con- texto, o Ministério da Educação – MEC retoma a concepção liberal de “escola nova”, de Dewey, revestindo-a de uma nova versão, por meio do Programa Escola Ativa aplicado à gestão e à formação de professores das classes multisseriadas de 1ª a 4ª série do ensino fundamental, existentes nas áreas rurais. Com isso, efetua-se a reedição, em novo contexto e como resposta a questões distanciadas das que lhes deram origem, de concep- ções disseminadas no Brasil, durante a primeira metade do século XX, no processo de desenvolvimento industrial capitalista, considerando o avan- ço do Movimento Operário, em vários países (HEIJMANS, 2006; RIBEIRO, 2009). O objetivo deste trabalho é, portanto, apontar as contradições que atravessam as relações, caracterizadas como de embate, entre o Movimento Camponês e o Estado, em se tratando da educação rural/do campo e tendo como pano de fundo a disputa pela terra entre os agricultores fami- liares e o capital agrário e financeiro, relacionado ao agronegócio 1 .
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Notas sobre a visão de mundo do camponês brasileiro

Notas sobre a visão de mundo do camponês brasileiro

Redfield considera o problema como o "etnographi- cal dilemma", que cm·responderia, em última instância, ao próprio problema da comunicação e da compreensão ent[r]

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Trabalho e educação no movimento camponês: liberdade ou emancipação?.

Trabalho e educação no movimento camponês: liberdade ou emancipação?.

O movimento camponês, no Brasil, tem obtido importantes conquistas, principalmente na educação do campo, uma proposta de airmação dos sujeitos políticos coletivos que vivem do trabalho com/da terra e que, historicamente, têm sido anulados na educação rural que lhes tem sido oferecida. Dessas conquistas ressaltamos as Diretrizes Operacionais para a Educação Básica das Escolas do Campo e o Programa Nacional de Educação da Reforma Agrária (PRONERA), este vinculado ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e não ao Ministério da Educação (MEC). Todavia, se de um lado, as Diretrizes e o PRONERA, conquistados em mobilizações, marchas e conferências de educação do campo, estão registrados em leis, de outro, muitos obstáculos se colocam para que sejam postos em prática. Entre esses obstáculos se incluem: as dii- culdades para a liberação dos recursos mesmo após a aprovação dos projetos de formação; a recusa em aceitar a prestação de contas do uso de recursos em atividades pedagógicas, feitas pelo ITERRA, princi- palmente as desenvolvidas pelo MST; o encerramento do convênio com a Universidade do Estado do Rio Grande do Sul (UERGS) para a realização de cursos de graduação efetuados na FUNDEP e no ITERRA. Contrapondo-se à educação rural que não considera os agricultores e agricultoras como produtores sociais de vida e conhecimento, o movimento camponês recria, na pedagogia em que se alternam trabalho agrícola e educação escolar, a formação humana integral referida ao movimento operário (Ribeiro, 2008, 2009).
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Movimento camponês e camponês em movimento (estudo histórico da violência na frente pioneira do noroeste do Espírito Santo : 1950-1960)

Movimento camponês e camponês em movimento (estudo histórico da violência na frente pioneira do noroeste do Espírito Santo : 1950-1960)

Este trabalho se enquadra, do ponto de vista mais abrangente, no estudo do movimento da fronteira brasileira e os conflitos daí decorrentes. Quando falamos em fronteira, estamos nos referindo ao processo histórico através do qual o espaço agrário brasileiro vai sendo ocupado pela expansão do capital. Esta expansão não é um processo linear. Ela apanha as regiões de formas diferenciadas e em tempos históricos diferentes. Nos centros urbanos poderá instituir as relações clássicas do capitalismo mas em outras regiões, ao contrário, poderá manter relações arcaicas de produção numa simbiose que combina formas desiguais de produção. É o caso, por exemplo, do vínculo da pequena propriedade com grandes empresas capitalistas (celulose, tabaco etc.) em que estas últimas subordinam as primeiras via circulação mercantil. Mas há casos em que o capital expropria diretamente quem está na terra. O camponês, neste caso o posseiro, é um empecilho para a expansão capitalista. Não importa se esta expansão é comandada por um capitalista cafeicultor, um capitalista ligado à pecuária, um capitalista ligado a atividade de extração de madeira ou minério, em todos estes casos o processo de expropriação da terra do posseiro foi inevitável. Foi esse o caso que ocorreu no noroeste do Espírito Santo e que relatamos neste trabalho. Esta é a maior área de terras devolutas do estado até hoje, e mesmo antes dos conflitos de 1950-60, esta área passou a ser ocupada inicialmente por posseiros, posteriormente vieram os grandes latifundiários, empresas madeireiras num processo desordenado que o Estado inoperante e com setores corruptos (MOREIRA, 2005, p. 231), não foi capaz de controlar. Este descontrole gerou o caos que foi esta ocupação. As raízes históricas desses conflitos vêm daí.
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A agroecologia necessita de licutixo : contribuições do método camponês a camponês e da produção agroecológica integrada e sustentável à resistência camponesa em assentamentos de reforma agrária, Estância - SE

A agroecologia necessita de licutixo : contribuições do método camponês a camponês e da produção agroecológica integrada e sustentável à resistência camponesa em assentamentos de reforma agrária, Estância - SE

O Sebrae é uma instituição voltada para o apoio aos micro e pequenos negócios, se é negócio isso quer dizer que ele tem a função de gerar renda para os seus proprietários, não é diferente com a questão do campo. Então, em toda e qualquer atividade que a gente se insere ela deve ter essa questão da viabilidade econômico- financeira para que ela possa gerar renda suficiente para quem esteja ali à frente. [...]. E as próprias capacitações, tanto do ponto de vista técnico, planejamento de produção, dos próprios tratos lá e a questão de gestão, curso de produção, atendimento ao cliente, comercialização, todas essas coisas. Então esse é o foco nosso. Então, o papel do Sebrae é esse: levar conhecimento em gestão para que aquela unidade PAIS possa ser sustentável do ponto de vista financeiro porque a própria concepção dela já traz a própria questão da sustentabilidade social e ambiental para que o produtor tenha resultado positivo. (Entrevistado G, Aracaju,2015).
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Mentalidade social e resistência: análise social e política do grupo Eldorado dos Carajás – MS

Mentalidade social e resistência: análise social e política do grupo Eldorado dos Carajás – MS

do de demarcações coletivas recebe pressões externas, mas, mesmo que as interações indivi- dualistas do meio perpassam o mecanismo implantado, observa-se que há um trabalho de formação da mentalidade social e política que é realizado desde a infância dos membros do grupo. É mediante o acompanhamento e compreensão das crianças que nasceram no grupo que se estabelece um processo de inserção, despertando a mentalidade de pertencimento ao grupo com suas características originais elaboradas por meio de sua orientação coletiva. Com base na observação realizada, identificaram-se elementos de linguagem compartilhada que corroboram na pretensão de constante fortalecimento do grupo como, por exemplo, “Va- mos brincar com a nossa bola”, “Vamos pinta com os nossos lápis”. Tais comportamentos cotidianos transmitem a mentalidade do grupo aos membros mais jovens, inserindo-os gra- dativamente em um processo de organização coletiva e, com isso, imprimindo neles as de- terminações de corresponsabilidade pela manutenção do grupo. São elementos dissolvidos no cotidiano que mostram o que está sendo ensinado pelos adultos e que isso é absorvido pelos pequenos. As crianças do grupo a maioria são nascidas no grupo e, em grande medida, não vivenciaram da mesma maneira que os adultos o individualismo e a competição ineren- tes ao modelo social externo. As crianças são racionalmente conduzidas para o coletivo em seus diversos momentos: quando acompanham os pais na lida do dia do dia, no lazer, na míti- ca religiosa, nos afazeres da casa.
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O camponês no olhar sociológico: de fadado ao desaparecimento à alternativa ao capitalismo

O camponês no olhar sociológico: de fadado ao desaparecimento à alternativa ao capitalismo

Seguindo parcialmente as perspectivas marxistas citadas anteriormente que, em geral, apontavam para os efeitos da estrutura macroeconômica sobre a forma social de produção camponesa, alguns pensadores lança- ram um olhar sobre o camponês, indicando seu desaparecimento através de uma metamorfose que o transformaria no agricultor familiar moder- no. Esse percurso teórico foi trilhado por autores como Henry Mendras (1967), que em sua obra denominada La Fin des Paysans, identificou o desaparecimento da figura do camponês tradicional na agricultura dos países europeus a partir de meados do século XX. No campo de visão desse autor, com as políticas agrícolas do Estado voltadas para a agri- cultura de base familiar, a forma social camponesa havia sido superada; afinal, os agricultores passaram a operar numa lógica produtiva basea- da no mercado, transformando-se assim no agricultor familiar moderno. Antes de entrar na discussão dessa suposta metamorfose parece impor- tante pensar, ainda que de forma sucinta, no conceito de camponês. Shanin (2005) desenvolve uma argumentação crítica em relação às con- cepções generalizantes que consideram os camponeses como pertencen- tes a uma sociedade, possuidores de uma economia e com uma organiza- ção social e política própria. Admitindo que não haja um modelo típico de camponês, esse autor procura compreendê-lo a partir do estabeleci- mento rural familiar, ou seja, a unidade de produção familiar como um ponto comum para definir o camponês. No restante, suas características não são homogêneas, modificando-se no tempo e no espaço. Numa linha de raciocínio parecida, Ciro Flamarion Cardoso (2002) procura definir o camponês, do ponto de vista econômico, a partir de quatro característi- cas: 1) acesso à terra; 2) trabalho eminentemente familiar; 3) economia fundamentalmente de subsistência, ainda que sem excluir sua relação com o mercado; e 4) certa autonomia na gestão das atividades.
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Trajetórias e condições do camponês: as relações sociais nos assentamentos do Ceará

Trajetórias e condições do camponês: as relações sociais nos assentamentos do Ceará

This work analyses the economic, social and politic progresses observed in the settlement project São José II, as well as in the project Aroeira. Both projects are managed by the Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) and are located in Ocara district in micro region of Chorozinho, Ceará state, Brazil. To make these analyses possible, it was necessary to get habitus knowledge, formulated by Pierre Bourdieu. A field research was then undertaken with people of settlement through questionnaire application, workshops and observation of cultural practices to reconstruct their behavior. Other agents directly or indirectly involved were also interviewed. The study was limited by 1950 to 2009 period of time, covering peasants from original condition of “meeiro” (as a meaning of the worker that work for half of the production of the land) in landholding where they got the habitus up to their assignments in the projects to landowner. In the São José project highlights the existence of two growers groups which are differentiated by their experiences and disposition. A group formed by people between 25 and 40 years old which used to live a social experience as member in organized movement such as MST (Movimento dos Sem-Terra) and CPT (Comissão Pastoral da Terra), while the other group were composed by people over 40 years old who have a linear way, such as inherited disposition to landholding period. This configured under the direction of the young group settled a net of social relations that interact with the state, market, and settlement cooperative. As a result, a diversification of income source was experienced by agro industry model through the nut processing plant, cashew pseudo fruit cedar, animal food from cashew residue, honey bee collecting and livestock. The Aroeira project constitutes a conservative behavior understandable by its real estate social origin. This is a community that bends toward itself in the sense of that self-protection mechanisms were developed such as common sense of relationships, reciprocal faithfulness and resistance to external pressures or relations. This work also support that the social capital structured by habitus is the one which allows understanding by assuming different roles in the communities.
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A CONSTRUÇÃO SOCIAL DO CONCEITO DE PLANEJAMENTO: REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE UM GRUPO DE ALUNAS DO CURSO DE MAGISTÉRIO

A CONSTRUÇÃO SOCIAL DO CONCEITO DE PLANEJAMENTO: REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE UM GRUPO DE ALUNAS DO CURSO DE MAGISTÉRIO

De acordo com Orlandi (2001, p.16), o texto é a “unidade fundamental da linguagem”, é uma maneira de observar a relação, sempre aberta, mutável, que o sujeito estabelece entre si e o mundo. Os textos destas alunas, neste sentido, deixam de ser documentos para se tornarem monumentos (ORLANDI, 2001, p.13), que serão por nós observados com o auxílio da Teoria das Representações Sociais. Esta teoria auxilia na compreensão de como se dá a articulação entre sujeito e sociedade e como esta relação se constrói (JOVCHELOVITCH, 2000). Para isso Moscovici (1978) propõe o conceito de representações sociais levando em consideração tanto os processos cognitivos como sociais. “Em poucas palavras, a representação social é uma modalidade de conhecimento particular que tem por função a elaboração de comportamentos e da comunicação entre indivíduos” (MOSCOVICI 1978, p.26).
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