Guerra - Antiguidade

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Carros de guerra da Antiguidade Pré-Clássica : tipologias comparadas (c.2500 - c.608 a.C.)

Carros de guerra da Antiguidade Pré-Clássica : tipologias comparadas (c.2500 - c.608 a.C.)

está representado um «carro» com duas rodas maciças, puxado por quatro equídeos. Apesar de possuir características próximas ao veículo presente na Estela dos Abutres, aqui é clara a presença de apenas um «militar», com a parte frontal do «carro» elevada. Assim sendo, este veículo será de uma tipologia diferente da presente? Tanto para o Estandarte de Ur, como para a Estela dos Abutres, há que referir ainda que este veículo não teria qualquer aplicação no campo de batalha, pois não seria possível utilizar um carro de guerra com apenas um efectivo, dado que este não conseguiria lutar e conduzir ao mesmo tempo. A par desta impossibilidade, este tipo de «carro» podia ter uma função de transmissão de informações entre exércitos e cidades; cf. FERREIRA e VARANDAS, «Os carros de guerra da Antiguidade», Hapi, 4, pp. 140-141; POSTGATE, Early Mesopotamia, p. 22; NOBLE, Dawn of the Horse Warriors, p. 30. Alguns investigadores defendem que o auriga representado no modelo de Tell Agrab está sentado sobre a barra, ou em pé, com cada membro nos lados da barra que liga o veículo ao jugo. Segundo alguns autores, este método ajudaria a dar equilíbrio e estabilidade ao veículo e ao auriga; cf. LITTAUER e CROUWEL, «The Vulture Stela and an Early Type of Two-Wheeled Vehicle», Selected Writings on Chariots, other Early Vehicles, Riding and Harness, pp. 38-39; e também VILLARD, «Charrerie», DCM, p. 177.
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BOATOS, CRISES E OPORTUNIDADES POLÍTICAS NA ANTIGUIDADE TARDIA.

BOATOS, CRISES E OPORTUNIDADES POLÍTICAS NA ANTIGUIDADE TARDIA.

No tempo em que o imperador estava ocupado em sua expedição militar, os arianos suscitaram um grande tumulto em Constantinopla por meio dos seguintes ardis. Os homens gostam de contar histórias inventadas [lógous pláttein] sobre aquilo que não sabem e, se podem aproveitar a ocasião, espalham como um fogo os boatos mais exagerados [fémas ecáptousin] sobre o que deliberaram, porque estão sempre à procura de novidades. Foi isso mesmo que aconteceu então na cidade: um inventava uma coisa, outro inventava outra sobre a guerra que acontecia bem longe dali e a partir daí espalhavam o rumor, escolhendo sempre a pior eventualidade. Enquanto que nada de novo se passava nessa guerra, eles, como se tivessem constatado por eles mesmos, falavam do que não sabiam: que o usurpador estava em vantagem contra o exército do imperador, que tantos e tantos homens haviam perecido em combate, que o imperador logo cairia nas mãos do usurpador. Foi então que os arianisantes, movidos pelo ressentimento (eles estavam, com efeito, extremamente descontentes porque os que antes eram perseguidos por eles agora eram senhores das igrejas no interior da cidade), começaram a espalhar múltiplos boatos [fémas pollaplasíous]. Como outras notícias levavam seus próprios inventores a acreditar que o que eles haviam inventado não era uma invenção, mas havia realmente acontecido (porque aqueles que recebiam essas notícias por ouvir-dizer confirmavam aos inventores de histórias que tudo ocorria exatamente como eles haviam dito), então, retomando a confiança, os arianisantes fazem um ataque insensato: tendo ateado fogo à casa do bispo Nectário, eles a destruíram. Isso aconteceu no segundo consulado de Teodósio augusto, acompanhado de Cinégio. (SOCRATES, Hist. eccl. V, 13, 2-6). 9
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Aristófanes e Platão: discursos sobre a mulher na Antiguidade

Aristófanes e Platão: discursos sobre a mulher na Antiguidade

diferença nas funções, mantêm-se os preceitos da “natureza” como forma de controle e submissão. Enfatizo que o mais significativo aqui é propor à mulher de natureza superior uma educação igualitária. Esse parece ser o discurso mais avassalador referente a ela: “A educação para a mulher, para ser guardiã, não será uma para preparar os homens, e outra para as mulheres, sobretudo porque toma a seu cargo uma natureza idêntica” (PLATÃO. República, 456c-d). Certamente a possibilidade de igualdade em Platão está diretamente ligada a uma perfeita arquitetura da polis justa. É preciso estruturar a ocorrência das “melhores mulheres entre as mulheres” (456e) que “tomarão parte na guerra e em tudo o mais que respeite a cidade” (PLATÃO. República, 457a). Propostas como essas figuram nos discursos, principalmente pela eficiência de Esparta na guerra, já que suas mulheres contribuem sobremaneira para dar bons guerreiros à cidade e produzir um estado de segurança interna. Sendo ativas, parecem ser o modelo ideal para a cidade que é desenhada mediante o discurso. 17 Certamente no universo conceitual de Platão está
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Amadís versus Patín: Resíduo de um conflito

Amadís versus Patín: Resíduo de um conflito

romances a novelas de cavalaria (entre estas, o Amadís de Gaula), passando por obras que se queriam históricas e por crônicas –– foram mesmo enormes; o que só reforça a nossa tese de que foram sobre os seus três episódios mitológicos (“Jasão e os demais argonautas em busca do velocino de ouro”, “Guerra de Troia” e “Assassinato de Ulisses por Telégono”) que os escritores do Medievo –– primeiro Benoît de Sainte-Maure; depois D. Alfonso X (ou alguém a seu mando), Guido de Colonna, Leomarte etc. –– alicerçaram suas histórias em torno da matéria troiana. Os poemas de Ovídio (Metamorfoses, Heroidas…), que também influenciaram fortemente alguns desses autores –– notadamente D. Alfonso X (ou alguém por ele indicado), Guido de Colonna e Leomarte ––, teriam ajudado a desenvolver melhor esses três episódios, acrescentando-lhes personagens (Medeia, Apolo, Circe…) e dotando as já existentes (os heróis greco-romanos, por exemplo) de novos comportamentos, de novas habilidades ou, simplesmente, de novas informações acerca de suas vidas, relacionadas às suas concepções, aos seus nascimentos, às suas exposições, às suas infâncias, às suas juventudes, às suas formações iniciática e/ou aos seus ritos de passagem. Reforça esta nossa tese o fato de algumas passagens do Amadís e de outras obras medievais –– Libro de Troya (Roman de Troie), Historia Troyana Polimétrica, Sumas de Historia Troyana ––, conforme mostraram Celso García de la Riega, Juan Manuel Cacho Blecua e James Donald Fogel- quist, em seus estudos, aludirem (alusão mitológica) a –– ou recuperarem, sob a forma de resíduos clássicos (com uma nova roupagem, mas com uma essência antiga) –– episódios (“A Batalha dos Lápitas e Centauros”) e personagens mitológicos (Medeia, Apolo, Circe…) somente encontráveis pelas obras ovidianas. Díctis e Dares (mas também Ovídio) foram, portanto, os escritores da Antiguidade Clássica que mais forte influência exerceram sobre os da Baixa Idade Média, suplantando mesmo Vergílio, cuja influência só iria se fazer sentir, pelo Medievo, a partir do século XVI. Assim, temos, como disse Vicente Cristóbal López no prefácio que escreveu às edições castelhanas do Diário da Guerra de Troia, de Díctis, e da História da Destruição de Troia, de Dares, a partir destas obras e ao longo de todo o Medievo “una intertextualidad en cadena” (Cristóbal López, 2001, p. 151). Apenas completaríamos: uma intertextualidade endo e exoliterária, visto que ocorreu entre textos literários e não- -literários; hetero-autoral, já que envolveu obras que sabemos terem sido escritas por dife- rentes autores; e, na sua esmagadora maioria, corroboradora, porque parafrásicas, essas obras, uma vez que repisavam os conteúdos dos textos de Díctis e Dares.
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A ciropedia de xenofonte: um romance de formação na antiguidade

A ciropedia de xenofonte: um romance de formação na antiguidade

homens?”. Creso esperava que Sólon respondesse que o próprio Creso era o mais feliz dos homens, mas Sólon respondeu que dos homens o mais feliz era Telo de Atenas, cuja vida fora próspera e tivera dois filhos belos e bons, καλοκαγάθοι (kalokagathoi). Contrastam os filhos de Telo, belos e bons, com os dois filhos do próprio Creso, já que um, Átis, estava destinado a morrer ferido por uma ponta de ferro, enquanto o outro nascera surdo e mudo. Além disso, Telo morrera de forma gloriosa, auxiliando os ate- nienses em guerra contra os eleusinos, provocando a fuga destes. Por causa da sua bela morte, os atenienses sepultaram-no com “exéquias e tributaram-lhe grandes honras” (Histórias, 1.30.5). Creso, incitado pela fala de Sólon, perguntou-lhe então quem seria o segundo homem mais feliz e Sólon, dessa vez, respondeu que eram Cléobis e Bíton, dois jovens da raça argiva, dotados de grande força física. Quando os argivos celebravam uma festa em honra a Hera, a mãe dos jovens, que era esperada no tem- plo, não podia dirigir-se até lá por falta de bois que puxassem o carro. Eles então atrelaram o carro às costas, e carregaram a mãe por “quarenta e cinco estádios”, e “[...] sob os olhares de toda a assembleia, sobreveio-lhes o melhor termo de vida, e neles mos- trou a divindade ser melhor para o homem morrer do que viver [...]” (Histórias,1.31.3). A mãe, jubilosa pelo feito dos filhos, pe-
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Imagens da escravidão na Antiguidade como meios de auto-representação.

Imagens da escravidão na Antiguidade como meios de auto-representação.

de criados ou escravos, o equipamento ou decoração deles, uma postura digna, símbolos de uma especialização e a fieldade ao senhor ou patrono, expressados em gestos de luto, são elementos que serviam à vontade de auto-representação senhorial e que ajudavam a mostrar o grau de sucesso econômico dele. De forma um pouco diferente, podemos constatar a mesma pretensão também no caso de imagens de cativos de guerra. Sobretudo mulheres e crianças eram raptadas pelos vencedores e vendidas como escravas. 30 Essa prática era quase onipresente na Antiguidade, como se
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(In)TolerânciaReligiosa na Antiguidade Tardia: Apontamentos Históricos

(In)TolerânciaReligiosa na Antiguidade Tardia: Apontamentos Históricos

Apesar das hostilidades sob Nero, Domiciano e Marco Aurélio, não se pode falar de uma política geral de perseguições contra os cristãos até o século III, quando o Império vive os turbulentos anos da Anarquia Militar (235-284), marcados pela instabilidade política, guerra civil e DPHDoDVH[WHUQDV2HQIUDTXHFLPHQWRGDLPDJHPGR,PSHUDGRUHGD crença na grandeza de Roma levou os imperadores a considerarem que os cristãos eram culpados pela indiferença dos deuses em relação aos problemas do Império 27 .

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Volume I Da Antiguidade ao Renascimento Científico

Volume I Da Antiguidade ao Renascimento Científico

A civilização mesopotâmica foi essencialmente voltada para o desenvolvimento e aperfeiçoamento técnico em todos os domínios, tendo atingido níveis que durante séculos não seriam ultrapassados. Na construção de grandes monumentos, templos e palácios, na edificação de fortificações, no planejamento e urbanismo das cidades, na irrigação e drenagem dos campos, na diversificação da alimentação (leite, pão, cerveja, vinho, frutas), na utilização de caravanas para o comércio com lugares distantes e na de barcos a vela na navegação marítima e fluvial (inclusive nos canais), na tecelagem do linho e do algodão, no mobiliário, no uso de ouro, prata e marfim na bijuteria e na ourivesaria, nas diversas manifestações artísticas, como a pintura na cerâmica e a música, na fundição e na variada utilização de metais, no emprego do vidro, de tinturas e de perfumes, no aperfeiçoamento de armas de guerra (lanças, espadas, carros de combate, elmos, escudos), enfim, nos diversos campos da atividade humana, os babilônios demonstraram ser um povo prático, inventivo, criativo, capaz de inovar, desenvolver e aperfeiçoar as técnicas requeridas pelas exigências da Sociedade. Duas invenções, por suas implicações na agricultura, nos transportes e na guerra, devem ser mencionadas em separado: a roda, provavelmente na Suméria no quarto milênio, que permitiria maior mobilidade no transporte dos indivíduos e das mercadorias e cuja inovação repercutiria no comércio, permitindo transações com regiões mais distantes, e na área militar, com a eficiência dos carros de combate; e o arado, provavelmente também no quarto milênio, na Suméria, responsável pela expansão e aumento da produtividade agrícola.
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CONSIDERAÇÕES ACERCA DO IMAGINÁRIO, DAS REPRESENTAÇÕES SOBRE O MAL E DE SUA EVOLUÇÃO DA ANTIGUIDADE CLÁSSICA ROMANA À ANTIGUIDADE TARDIA.

CONSIDERAÇÕES ACERCA DO IMAGINÁRIO, DAS REPRESENTAÇÕES SOBRE O MAL E DE SUA EVOLUÇÃO DA ANTIGUIDADE CLÁSSICA ROMANA À ANTIGUIDADE TARDIA.

Seguindo alguns autores cristãos do período, podemos perceber a lenta evolução da representação maléfica, na qual esta se desdobra, na longa duração, em uma série de for- mulações que serão adotadas, reelaboradas, debatidas e, às vezes, senão em sua maioria, copiadas nos escritos de membros ligados ao Cristianismo nos períodos posteriores. Da Igreja Primitiva, nas epístolas de Santo Inácio (35-107), bispo de Antioquia martirizado em 107, influenciado por Paulo e cujos escritos possuem certa similaridade com os de João, observamos que o Diabo era “o príncipe deste mundo” (Cartas aos efésios, 17,1). O autor diz ainda que as eras presente e futura serão dominadas pelo demônio e que essa ameaça se faz presente desde a expulsão de Adão e Eva do Paraíso (Carta aos Magnésios 1, 2; Carta aos Romanos 7, 1). Hostes de anjos existem, advertiu Inácio, porém alguns deles são maus e seguem o Diabo (Carta aos Esmirnenses 6, 1; Carta aos Efésios 13, 1). Esse ponto de vista proposto por Santo Inácio compreende o mundo como uma arena de batalha onde Cristo, o líder dos bons anjos e dos bons homens, trava uma guerra contra as hostes diabólicas comandadas por Satanás. Pelo seu posto como bispo e consequentemente sucessor direto dos apóstolos, advertiu ainda que aqueles que não agissem segundo os conselhos dados pelo bispo eram adoradores do Diabo (Carta aos Esmimenses 9, 1).
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O debate historiográfico sobre a passagem da Antiguidade à idade média: con-siderações sobre as noções de Antiguidade Tardia e Primeira Idade Média

O debate historiográfico sobre a passagem da Antiguidade à idade média: con-siderações sobre as noções de Antiguidade Tardia e Primeira Idade Média

O pessimismo do final do século XIX e do entre guerras havia sido substi- tuído pelo otimismo advindo da vitória dos valores civilizacionais oci- dentais na II Guerra, (democracia e capitalismo), pela reconstrução da Europa e principalmente pela forte expansão do capitalismo do pós- guerra. A civilização ocidental não se encontra mais em risco no início da década de 70 do século XX. Os problemas a serem enfrentados são de ou- tra ordem, contemplando, fundamentalmente, a forma e a maneira de in- corporação de novos grupos a esta civilização: os imigrantes oriundos do processo de descolonização, as mulheres do movimento feminista, os jo- vens estudantes do maio de 68 entre outros.
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Um clássico na política

Um clássico na política

Por conseguinte, ainda segundo Vacca, as asserções gramscinianas superariam o velho paradigma da revolução permanente e a fórmula terceiro-internacionalista, e lançariam os fundamentos da política dos comunistas italianos no pós-guerra. Segundo elas, “a luta política é a luta pela hegemonia” e o âmbito “no qual esta pode se explicitar como luta pela hegemonia é o terreno de um Estado democrático que não antecipa inalisticamente o advento da ‘ditadura do proletariado’” (p. 246).

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A Guerra-Revista da sombra da Grande Guerra

A Guerra-Revista da sombra da Grande Guerra

Em Agosto de 1931, discretamente inserido num diversiicado painel de assuntos de atualidade, nem sempre mas prioritariamente sobre a guerra e as guerras, chega às nossas mãos uma breve mas inquietante e amarga notícia num breve texto intitulado A Nossa Revista. À semelhança do que se tem passado com outras publicações, A GUERRA terá de ser suspendida: «as artes gráicas estão passando por diiculdades tremendas não só devido à mão de obra como também ao preço do papel que subiu cerca de vinte por cento» 26 .

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Modo de escrita da história na antiguidade: a perspectiva luciânica

Modo de escrita da história na antiguidade: a perspectiva luciânica

Tal problemática envolvendo história, poesia e discurso ficcional vai ter um novo desdobramento em um outro trabalho de Brandão, Narrativa e mimese no romance grego: o narrador, o narrado e a narração num gênero pós-antigo. Aí, estuda ele a formação do romance grego na Antiguidade, incluindo neste rol, o que representava uma inovação audaciosa ao cânon romanesco, a obra luciânica Das narrativas verdadeiras, o que lhe permite usá-la como guia de leitura para o gênero do romance antigo em geral. Também é aí distintiva a posição que ocupa a história para a configuração da prosa ficcional romanesca, ainda que o autor queira dar a primazia à epopéia. Afinal, ambas, epopeia e historiografia, como narrativas mistas (no sentido de conter as marcas enunciativas relativas ao narrador e às personagens), estariam mais próximas do romance do que o teatro e a poesia lírica, sendo que o contraste maior não estaria entre prosa e verso, mas entre verdade e ficção. Grosso modo, poderíamos dizer que o romance se constituiria, positivamente, em relação à narrativa mista ficcional, a épica, e, negativamente, em relação à narrativa mista verdadeira, aquela do historiador. Não nos propomos, é claro, no escopo deste artigo, analisar a fundo as questões aí examinadas, mas apenas indicar o tipo de tratamento teórico dado à inter-relação entre história e discurso ficcional.
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Leituras da antiguidade: Os dois Plínios de Júlio de Castilho

Leituras da antiguidade: Os dois Plínios de Júlio de Castilho

Necessidades e acasos da investigação levaram a que deparasse, em tempos, com uma obra da autoria de Júlio de Castilho dedicada a dois vultos da Antiguidade Clássica, a saber, os dois Plínios. Nem o autor nem a obra me eram conhecidos, pelo que aguardei, então, oportunidade para pesquisar nesse sentido. O momento surgiu e dele resultou o presente artigo, que tem como objectivo evocar uma figura e uma obra um tanto esquecidas, Júlio de Castilho e Os dois Plínios. Em boa verdade, quase poderia dizer que se vai tratar dos dois Plínios e dos dois Castilhos, porque de ambos se falará, embora na proporção em que Júlio de Castilho falou dos dois Plínios, pois, tal como aquele autor oitocentista prestou maior atenção a Plínio-o-Moço, o epistológrafo latino sobrinho do famoso naturalista Plínio-o-Velho, também aqui se dedicará especial atenção ao menos conhecido dos dois Castilhos, isto é, a Castilho “o Moço”, o filho de António Feliciano de Castilho, o incansável pesquisador de antiguidades, o Visconde Júlio de Castilho. 1
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A infância como tópos narrativo e biográfico na antiguidade clássica

A infância como tópos narrativo e biográfico na antiguidade clássica

parte dos cidadãos, implicando uma relação direta com as estruturas de poder, muitas vezes, como no caso de Isócrates, Xenofonte e Platão, propondo regras para o governante man- ter[r]

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Repositorio ISMT: Redes Interorganizacionais: um estudo sobre partilha e utilização do conhecimento em organizações da Rede Associativa Empresarial da Região Centro de Portugal

Repositorio ISMT: Redes Interorganizacionais: um estudo sobre partilha e utilização do conhecimento em organizações da Rede Associativa Empresarial da Região Centro de Portugal

significativa entre as variáveis antiguidade da empresa e utilização do conhecimento partilhado). orientações de resultados esperados para a variável dimensão organizacional), o[r]

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apêndice D   Caraterização Amostra

apêndice D Caraterização Amostra

FREQUENCIES VARIABLES=Sexo Idade Est.Civil Hab Antiguidade Setor CT Superv /ORDER=ANALYSIS.. Frequencies.[r]

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As  Siluae  de Estácio e o desenvolvimento do gênero lírico na Antiguidade

As Siluae de Estácio e o desenvolvimento do gênero lírico na Antiguidade

grega arcaica era transmitida de uma maneira completamente diversa do modo como a poesia é publicizada hoje em dia, através da leitura geralmente silenciosa de um texto. Para um grego do período arcaico não poderia haver nada mais estranho: alguém lendo um poema em silêncio e sozinho”. Além disso, “[...] até o Renascimento, o termo ‘lírica’ tinha um sentido limitado, aquele herdado da Antiguidade. Porém, gradualmente, ‘lírica’ começou a ocupar um lugar dentro do sistema de gêneros no qual já estavam a épica e o drama e daí ele adquiriu um significado mais abrangente. Esse valor mais compreensivo de ‘lírica’ se tornou a norma desde o final do século XVIII e começo do século XIX. Foi Goethe quem criou o conceito de ‘formas naturais da poesia’, que eram três: épica, lírica e drama. [...] [E]sse sistema é formado por uma tríade de espécies consideradas naturais e tratadas como essências genéricas ou tipos ideais. Essa concepção é normativa, idealista e evolucionista, porque pressupõe uma sucessão cronológica de gêneros. Essa é a visão que encontramos nos textos de Bruno Snell e Hermann Fränkel, dois grandes herdeiros do Romantismo Alemão no século XX e continuadores do sistema genérico triádico que, por fim, foi organizado por Hegel, em seus Cursos de Estética”. ROCHA. Lírica Grega Arcaica e Lírica Moderna: Uma Comparação, p. 85-87.
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A narrativa norte-americana e a Segunda Guerra Mundial

A narrativa norte-americana e a Segunda Guerra Mundial

Como observado por Meek, todo o mundo sabe quem foram Churchill, Hitler e Stalin, e o mesmo pode ser dito de nomes de lugares como Stalingrado, Dunkirk, Pearl Harbor e Hiroshima, todos com conotações emocionais mais fortes que Somme e Verdun (Primeira Guerra Mundial), Inchon (Korea) ou Dien-Bien Phu (Vietnam). É como se os nomes do primeiro grupo de lugares fossem circundados por um halo quase lendário que invoca imagens, lembranças, noções e conceitos que ultrapassam o contexto histórico. Pearl Harbor, por exemplo, invoca significados que ultrapassam a instalação militar daquele nome no Havaí e até mesmo o ataque histórico japonês lançado sobre a base naval em 7 de dezembro de 1941, identificado pelo Presidente Roosevelt em seu programa de rádio ao anunciar a entrada dos Estados Unidos na guerra como “o dia que para sempre será lembrado por sua infâmia”. Como argumentado por Dana Polan, a expressão “Pearl Harbor” chega mesmo a sugerir uma “unidade mediadora” da população civil norte-americana em resposta à pergunta “Onde estava você em 7 de dezembro de 1941”? 5 Seja qual for a resposta dada, ela representa uma promessa de
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