Hidrocarbonetos do petróleo

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GABRIELLE MELO FERNANDES Caracterização de fontes de contaminação no semi-árido cearense, utilizando hidrocarbonetos de petróleo (Rio Acaraú – Ceará)

GABRIELLE MELO FERNANDES Caracterização de fontes de contaminação no semi-árido cearense, utilizando hidrocarbonetos de petróleo (Rio Acaraú – Ceará)

A relação dos hidrocarbonetos do petróleo com os sedimentos ainda não está plenamente estabelecida, apesar dos numerosos estudos existentes, principalmente sobre os HPAs (MAYER, 1994; KUKKONEN E LANDRUM, 1996; AHRENS E DEPREE, 2004; TREMBLAY et al., 2005; OPEL et al., 2011) . Devido a sua hidrofobicidade e estrutura quimica estável, os HPAs são insolúveis em água e sorvidos rapidamente pelas partículas ( KARICKHOFF et al., 1979). Segundo Opel e colaboradores (2011), baseado nas observações dos sedimentos de quatro rios no norte alemão, a concentração de HPAs varia entre as diferentes classes de granulometria devido a distribuição do teor de carbono orgânico entre os diferentes tamanhos do grão, com uma leve tendência a concentrar-se nas frações mais grosseiras do que os OCPs e PCBs. No porto de Boston e no rio Yangtze, as maiores concentrações de HPAs foram encontradas nas frações mais grosseiras que continham alto teor de carbono orgânico (FENG E NIU, 2007; WANG et al., 2001), enquanto que no lago Michigan as maiores concentrações de HPAs foram encontradas na fração mais fina do sedimento (<63μm) (KUKKONEN E LANDRUM, 1996). Dessa forma, esses estudos apontam para uma relação de dependência entre os HPAs e o teor de carbono orgânico entre
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Degradação de hidrocarbonetos por fungos filamentosos

Degradação de hidrocarbonetos por fungos filamentosos

A liberação dos hidrocarbonetos do petróleo para o meio sub-superficial ocorre a partir da migração do líquido através da zona não saturada do subsolo, em cujos poros se encontram a retenção do produto, formando uma fase denominada residual. Quando o contaminante alcança o lençol freático, por ser pouco solúvel, forma o NAPL. No caso de LNAPL com densidade menor que a da água, o líquido se deposita no topo do nível d’água, formando uma fase livre (GUSMÃO, 2002). Essa transferência dos contaminantes para o lençol freático se dá tanto a partir da fase livre como da fase residual, gerando uma pluma de contaminação. A duração da transferência depende da massa do NAPL e da sua taxa de dissolução na água subterrânea, que é afetada por diversos fatores, tais como volatilidade, solubilidade do contaminante, velocidade do fluxo do aqüífero, arranjo e tamanho dos poros, composição da mistura de fluidos (BACKET & HUNTLEY, 2002). Os DNAPLs ultrapassam a superfície da zona saturada e atingem grandes profundidades, sendo de mais difícil remediação do que os LNAPLs. A remediação é dificultada, também, pela distribuição irregular destes compostos no subsolo, devido à heterogeniedade do solo (MARIZ, 2000).
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CRISTIANA MICHELS AVALIAÇÃO DE RISCO À SAÚDE HUMANA NOS TERMINAIS DE ARMAZENAMENTO DE PETRÓLEO E DERIVADOS DE

CRISTIANA MICHELS AVALIAÇÃO DE RISCO À SAÚDE HUMANA NOS TERMINAIS DE ARMAZENAMENTO DE PETRÓLEO E DERIVADOS DE

Os compostos BTEX (benzeno, tolueno, etilbenzeno e xilenos) são compostos monoaromáticos caracterizados por possuírem uma única estrutura cíclica insaturada. Cada um dos compostos deste grupo são classificados como compostos orgânicos voláteis (VOCs), apresentam fácil absorção, são comumente metabolizados e não persistem no corpo por longos períodos de tempo (ATSDR, 2001). Dos compostos presentes na gasolina, os hidrocarbonetos monoaromáticos de maior importância ambiental são os compostos BTEX. Estes compostos têm maior potencial de contaminação da água subterrânea devido à alta solubilidade em água em relação aos demais hidrocarbonetos do petróleo, portanto, são os contaminantes que primeiro irão atingir o lençol freático. Este potencial contaminante é ainda favorecido pela presença do etanol na gasolina brasileira, que como co-solvente proporcionará um aumento da concentração destes contaminantes na água subterrânea. Os compostos BTEX também podem oferecer risco de contaminação do ar por serem muito voláteis e particionarem-se rapidamente para a fase gasosa em função da alta pressão de vapor (CORSEUIL & FERNANDES, 1999).
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Avaliação de diferentes processos oxidativos avançados no tratamento de resíduos de petróleo

Avaliação de diferentes processos oxidativos avançados no tratamento de resíduos de petróleo

Um resíduo abundante nessa atividade é o material oleoso, chamado borra de petróleo, o qual apresenta a capacidade adesiva de aglomerar areia ou pó de pedra, podendo formar uma massa de resíduo final entre 10-20 vezes maior que o resíduo inicial. Em decorrência, principalmente, do elevado teor de óleo, este tipo de resíduo não pode ser simplesmente disposto em lagos ou diques, dando origem a um problema de relevância ambiental. A prática comum para destino deste resíduo tem sido o seu armazenamento em tambores. O resíduo também pode ser submetido a um tratamento com um agente encapsulante. Este tratamento consiste basicamente em misturar a borra oleosa com 20%, em peso, de bentonita organofílica em forma de pó. O encapsulante tem a função de formar uma barreira física permanente no resíduo, evitando a lixiviação de produtos tóxicos para o meio ambiente, sobretudo o solo e as águas superficiais. Após encapsulamento a borra é classificada como classe IIa - não inerte segundo NBR 10004 (ABNT, 2004). Entretanto, esta ainda não é uma solução definitiva do ponto de vista ambiental (Santos; Souza; Holanda, 2002).
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Avaliação da contaminação por hidrocarbonetos de petróleo em mexilhões Mytilus galloprovincialis da costa sul de Portugal. O sistema MFO como biomarcador de contaminação

Avaliação da contaminação por hidrocarbonetos de petróleo em mexilhões Mytilus galloprovincialis da costa sul de Portugal. O sistema MFO como biomarcador de contaminação

De facto, tal como referido anteriormente, estima-se que cerca de 220.000 navios com mais de 100 toneladas, atravessam Mediterrâneo por ano, utilizando os corredores de tráfego marítimo internacionais que passam na ZEE Portuguesa, além do tráfego nos corredores nacionais, onde navegam, por dia, cerca de 200 navios transportando mais de 500 toneladas de mercadorias diversas, 40 dos quais são petroleiros. Como exemplo, desde 1990 foram contabilizados pela Direcção Geral da Marinha cerca de 700 derrames de maior ou menor gravidade, dos quais cerca de 25% é de origem desconhecida. No que respeita à localização do total de acidentes registados em território português nas últimas décadas, área que engloba os três portos mais importantes – Lisboa, Setúbal e Sines - representam a maior quantidade (Fig. 1.6). Por outro lado, segundo os dados referidos pelo Centro Internacional de Luta Contra a Poluição do Atlântico Nordeste (CILPAN), em 2003 o número de ocorrências de descargas de hidrocarbonetos nas praias do Algarve e na ZEE a sul do Cabo Sardão foi reduzido (2 ocorrências) em comparação com o que se tem verificado desde 1990 e 1991 (11 ocorrências), com excepção para o ano de 1999, que apresentou um número inferior (1 ocorrência), perfazendo este período de 1990-2003 um total de 82 ocorrências (Fig. 1.7). Na costa Sul de Portugal as zonas mais vulneráveis a acidentes e derrames são os portos e zonas de aproximação aos portos e ainda a zona do Cabo de S. Vicente, devido ao intenso tráfego marítimo, à proximidade excessiva à costa da EST (5 milhas) e à inexistência de um sistema de controlo de tráfego marítimo (CCDRA, 2004, 2005).
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Análise da toxicidade e da mutagenicidade de um solo de landfarming, proveniente de um refinaria de petróleo, antes e depois de processos que visam estimular a biodegradação de hidrocarbonetos

Análise da toxicidade e da mutagenicidade de um solo de landfarming, proveniente de um refinaria de petróleo, antes e depois de processos que visam estimular a biodegradação de hidrocarbonetos

Investigar os efeitos da associação da casca de arroz com a vinhaça na biorremediação e na genotoxicidade de um solo de landfarming, por meio da análise de hidrocarbonetos totais de pe[r]

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Matéria (Rio J.)  vol.20 número3

Matéria (Rio J.) vol.20 número3

tando à nossa sociedade uma variedade muito grande de produtos como combustíveis, óleos, lubrificantes, surfactantes, plásticos e demais polímeros de diferente natureza, além de produtos estéticos diversos de uso pessoal. Todos baseados em derivados de petróleo, portanto de origem fóssil. Sua fabricação gera externali- dades não computadas nos seus custos, tais como forte degradação ambiental, alteração da camada de ozônio, poluição local com elevada letalidade aos seres humanos, à fauna e à flora, com magnitude quiçá irrecuperá- vel. Uma parcela considerável desses produtos é fabricada por métodos químicos a partir do eteno e seu óxi- do, que por sua vez é principalmente originário da nafta, um subproduto do petróleo.
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A Não Linearidade do Nexus Desenvolvimento Financeiro - Crescimento Económico: O caso dos países produtores de petróleo

A Não Linearidade do Nexus Desenvolvimento Financeiro - Crescimento Económico: O caso dos países produtores de petróleo

Para apurar a permanência e robustez da relação entre DF e CE, efetuou-se uma extensão do período temporal em 9 anos e a consequente extração de 4 países. De referir que os maiores produtores de petróleo permaneceram na amostra. Esta nova análise veio fomentar o nosso estudo, pois ao aumentarmos o horizonte temporal, os níveis de significância no curto prazo tornaram-se inexistentes e no longo prazo aumentaram para 1%, em ambos os modelos (1A e 2A). As ilações retiradas vêm ajudar e complementar a literatura existente, provando que o setor financeiro ajudou o CE numa altura em que as instituições financeiras obtiveram impacto positivo e com o passar do tempo e consequente evolução dos mercados financeiros e setor bancário o DF atenuou, passando a influenciar negativamente o CE. Tendo em conta que as instituições financeiras em economias exportadoras de petróleo são mais fracas em comparação com as economias importadoras desse mesmo bem (Nili e Rastad, 2007; Al-Malkawi et al., 2012).
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Variação espacial e temporal de uma taxocenose de caprelídeos (Crustacea: Amphipoda) em um ecossistema subtropical sujeito à poluição por hidrocarbonetos de petróleo

Variação espacial e temporal de uma taxocenose de caprelídeos (Crustacea: Amphipoda) em um ecossistema subtropical sujeito à poluição por hidrocarbonetos de petróleo

A costa norte do estado de São Paulo está sujeita à poluição de petróleo devido ao constante transporte do mesmo e seus derivados e pela presença do maior terminal petrolífero do Brasil, o Dutos e Terminais Centro-Sul (DTCS); localizado no Canal de São Sebastião (Medeiros e Bícego, 2004). De 1974 a 2000, 232 vazamentos de óleo foram registrados para a região, envolvendo principalmente acidentes com embarcações e fissuras em dutos de óleo (Poffo et al., 2001). Estudos prévios indicaram a contaminação por compostos alifáticos e aromáticos tanto em água quanto em sedimentos no Canal de São Sebastião (Zanardi et al., 1999a, 1999b; Medeiros e Bícego, 2004). No entanto, existem poucos estudos que avaliam o efeito destes poluentes em comunidades marinhas presentes nesta área (Lopes et al., 1997).
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A REFORMA PETROLEIRA DO GOVERNO CHÁVEZ E O PROCESSO DE MUDANÇAS ECONÔMICAS E SOCIAIS NA VENEZUELA

A REFORMA PETROLEIRA DO GOVERNO CHÁVEZ E O PROCESSO DE MUDANÇAS ECONÔMICAS E SOCIAIS NA VENEZUELA

“Foi o esforço visando a unificar o quadro conceitual dessa problemática que produziu a teoria da dependência. Esta se funda numa visão global do capitalismo – enfocando como um sistema econômico em expansão vertical e horizontal e como uma constelação de formas sociais heterogêneas – que permite captar a diversidade no tempo e no espaço do processo de acumulação e as projeções dessa diversidade no comportamento dos segmentos periféricos. Graças a esse enfoque, foi possível aprofundar a análise das vinculações entre as relações externas e as formas internas de dominação social nos países que se instalaram no subdesenvolvimento, bem como projetar luz sobre outros temas de considerável significação, tais como a natureza do Estado e o papel das firmas transnacionais nos países de economia dependente. Ali onde a modernização se apoiou na exploração de recursos não-renováveis (por extremo, o caso dos países exportadores de petróleo presta-se mais facilmente à análise), o excedente retido no país de origem tendeu a ser captado por um sistema de poder local. Em razão disso, a vinculação externa condicionou sobremodo a evolução da estrutura de poder, favorecendo seu fortalecimento e centralização. Esse processo de condensação de poder em instituições centralizadoras, coincidindo com a desestruturação social a que fizemos referência, empresta ao Estado características que apenas começam a ser percebidas em sua originalidade. Sendo Estado, no essencial, um instrumento captador de excedente, a evolução das estruturas sociais tende a ser fortemente influenciada pela orientação dada por ele à aplicação dos recursos que controla. ” (FURTADO, 2000; p.29).
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Estudo comparativo dos óleos voláteis de algumas espécies de Piperaceae.

Estudo comparativo dos óleos voláteis de algumas espécies de Piperaceae.

Em Pothomorphe umbellata , observou-se predominância dos hidrocarbonetos sesquiterpênicos e, a seguir, dos sesquiterpenos oxigenados, sendo que a proporção dos hidrocarbonetos sesqui[r]

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Comparação da eficiência das técnicas de bombeamento, TPE e DPE para remediação de áreas contaminadas por hidrocarbonetos de petróleo

Comparação da eficiência das técnicas de bombeamento, TPE e DPE para remediação de áreas contaminadas por hidrocarbonetos de petróleo

Vazamentos de derivados de petróleo em tanques de estocagem, linhas de processo, dutos, transporte rodoviário ou ferroviário, podem causar severos danos ambientais e à saúde humana. Após o vazamento, os combustíveis líquidos percolam pela zona não saturada do solo, também chamada de zona vadosa, e podem atingir a zona saturada. Em subsuperfície, em contato com a água subterrânea, compostos orgânicos voláteis (VOC) e semi-voláteis (SVOC) do contaminante, além de traços de metais, são transferidos para a fase aquosa e transportados por esta, gerando uma pluma de contaminação. Como ocorre o transporte de contaminantes em subsuperfície, áreas distantes do ponto de vazamento ou da “fonte” podem ser atingidas pelas plumas de contaminantes.
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Prospecção de bactérias degradadoras de petróleo e avaliação de potenciais estratégias de biorremediação para a degradação de hidrocarbonetos na Ilha da Trindade

Prospecção de bactérias degradadoras de petróleo e avaliação de potenciais estratégias de biorremediação para a degradação de hidrocarbonetos na Ilha da Trindade

Um experimento foi conduzido no litoral da Ilha da Trindade, onde uma delgada camada de petróleo foi inserida na superfície de cupons de acrílico. Esses cupons foram deixados no ambiente por 60 dias e permitiram a obtenção de quinze isolados bacterianos provenientes do biofilme formado na superfície do óleo. O isolamento foi realizado com meios de enriquecimento, utilizando naftaleno e hexadecano como únicas fontes de carbono e energia. A capacidade desses isolados de utilizarem diferentes hidrocarbonetos como fonte de carbono e energia foi investigada. Nenhum dos isolados produziu biossurfactantes nas condições experimentais avaliadas. Foram utilizados métodos de identificação por sequenciamento do gene 16S rRNA e por análise do perfil de ácidos graxos (MIDI). Dentre os quinze isolados, foram obtidos representantes de Actinobacteria, Alfaproteobacteria e Firmicutes. Os isolados Rhodococcus rhodochrous TRN7 e Nocardia farcinica TRH1 foram capazes de utilizar todos os diferentes hidrocarbonetos adicionados aos meios de cultura. Amplificação por PCR do DNA dos isolados empregando-se primers para os genes alkB, PAH-RHD α e C23DO demonstrou que vários isolados capazes de utilizar hidrocarbonetos não apresentam os genes de rotas conhecidas de catabolismo, sugerindo a existência de novas vias catabólicas ainda desconhecidas nesses microrganismos. Os resultados com os dois isolados destacados revelam o potencial dessas bactérias serem utilizadas em processos de biorremediação de ambientes contaminados com petróleo.
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TECNOLOGIAS DE REMEDIAÇÃO EM ÁREAS IMPACTADAS COM HIDROCARBONETOS DE PETRÓLEO: ESTUDO DE CASO EM POSTO DE COMBUSTÍVEL POR EXTRAÇÃO MULTIFÁSICA

TECNOLOGIAS DE REMEDIAÇÃO EM ÁREAS IMPACTADAS COM HIDROCARBONETOS DE PETRÓLEO: ESTUDO DE CASO EM POSTO DE COMBUSTÍVEL POR EXTRAÇÃO MULTIFÁSICA

Dentre as capacidades e os fatores primários que definem a tecnologia MPE como uma alternativa de remediação podem ser citados: o aumento nas taxas de recuperaçã[r]

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Caracterização da matéria orgânica sedimentar antrópica em mangue tropical na costa do Nordeste: uma abordagem baseada em marcadores orgânicos geoquímicos e razões de diagnósticos

Caracterização da matéria orgânica sedimentar antrópica em mangue tropical na costa do Nordeste: uma abordagem baseada em marcadores orgânicos geoquímicos e razões de diagnósticos

A distribuição, a composição, as fontes e os fatores que controlam a acumulação e distribuição dos alcanos, isoprenóides (pristano e fitano), biomarcadores (hopanos e esteranos) e HPAs foram investigados nos sedimentos superficiais do sistema estuarino Timonha-Ubatuba, que representa a segunda maior área de conservação de mangue do Ceará e a primeira do Piauí. Nos sedimentos superficiais, o somatório da concentração da série de n-alcanos C10- C38 variou de aproximadamente 754,38 ng.g-1 a 6026,95 ng.g-1; já o somatório dos HPAs variou de 23,41 (TIM 1) a 228,25 ng.g-1 (TIM 3). Por sua vez, o somatório dos biomarcadores variou entre 28433,1 ng.g-1 e 392304,0 ng.g-1 com destaque para o C31-homohopano/22S. Para a caracterização das fontes primárias no sistema estuarino Timonha-Ubatuba foram utilizadas várias razões diagnósticas como BMM/AMM, ant/(ant+fen), BaA/(BaA +Cri), IP/(IP+BghiP), Fen/Ant, Fltr/Pir, % Per/5 anéis, IPC, nC17/Pr, nC18/Fit e Pr/Fit, TAR e ∑n -alcanos/n-C16. De acordo com os indices preferenciais de carbono, a maioria das estações apresentou IPC > 1, o que caracteriza possível fonte mista ou biogênica, o que foi confirmado pela presença de hopanos e esteranos na maioria das estações. Por outro lado, a análise dos HPAs retornou fontes primárias pirolíticas que podem ser relacionadas com as queimadas na região, utilização de lenha como fonte de energia e emissões veiculares. a deposição dos hidrocarbonetos não teve correlação com tamanho do grão nem com teor de carbono orgânico ou os ácidos húmicos e fúlvicos.
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ATENUAÇÃO NATURAL DE HIDROCARBONETOS DE PETRÓLEO EM UM AQÜÍFERO CONTAMINADO COM DERRAMAMENTO SIMULTÂNEO DE ÓLEO DIESEL E ETANOL

ATENUAÇÃO NATURAL DE HIDROCARBONETOS DE PETRÓLEO EM UM AQÜÍFERO CONTAMINADO COM DERRAMAMENTO SIMULTÂNEO DE ÓLEO DIESEL E ETANOL

monitoramentos realizados, os valores de alcalinidade sofreram grandes alterações, com relação aos valores iniciais, ou até mesmo de um monitoramento para outro. Em aqüíferos contaminados com hidrocarbonetos de petróleo, geralmente é observado um aumento da alcalinidade total, principalmente, nos locais onde se encontram as maiores concentrações dos contaminantes. Nesses locais, a faixa de pH varia, geralmente, de 6,0 a 8,0 (Wiedemeier, et al., 1999). A figura 4.56, mostra a variação da alcalinidade na linha central de deslocamento da pluma de contaminação. Como era previsto, no poço onde foram encontradas as maiores concentrações de etanol, houve uma diminuição da alcalinidade. Esta diminuição foi conseqüência de processo de metanogênese do etanol, que ocorreu na região próxima à pluma de contaminação, até 390 dias da contaminação. Este processo, além de liberar altas concentrações de acetato, utiliza o CO 2 , como receptor de elétrons,
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I – Petróleo e Gás na Economia na Nigéria

I – Petróleo e Gás na Economia na Nigéria

A Nigéria é também o único país subsaariano que tem uma grande quantidade de pequenas e médias empresas petrolíferas nacionais privadas, também classificadas como companhias independentes. Entre estas, destacam-se a EER, Equity Energy Resources, Conoil, Zenon Petroleum, Petroman, Afren PLC, Addax Petroleum, Amni International e a Equator Petroleum Ltd. Na maior parte das vezes, estas empresas nigerianas exploram e produzem petróleo em parceria com multinacionais. Algumas destas empresas também possuem investimentos e operações de exploração e produção de petróleo em outros países africanos, principalmente do Golfo da Guiné. A Afren e a Equator Petroleum possuem áreas de exploração entre Nigéria e São Tomé e Príncipe, sendo que a primeira também possui blocos no Congo e no Gabão.
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Petróleo.

Petróleo.

A Bacia de Campos se afirmou com novas descobertas e o desafio da enge- nharia foi vencido com os sistemas antecipados de produção. A qualidade dos da- dos sísmicos melhorou consideravelmente e já se antecipavam soluções para pro- dução em lâminas d’água maiores que 120 m. O segundo choque do petróleo fez com que jazidas em águas mais profundas e as marginais, em terra, se tornassem viáveis, favorecendo os grandes investimentos, que resultaram em mais descober- tas e acréscimo geométrico das reservas e de produção. O pólo nordeste da Bacia de Campos e a faixa de 400 m de lâmina d’água contribuíram com importantes descobertas. A bacia Potiguar terrestre afirmou-se com o trend Estreito-Guamaré e o Recôncavo revitalizou-se a partir da descoberta de Riacho da Barra. Navios com posicionamento dinâmico permitiram a perfuração em cotas batimétricas cada vez maiores e, entre os primeiros poços perfurados, foi descoberto o campo gigante de Albacora (400 a 1000 m), com os turbiditos se afirmando como os principais reser- vatórios das bacias da plataforma continental brasileira.
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Petróleo

Petróleo

O mercado brasileiro de derivados de petróleo é fruto de um modelo de transporte rodoviário, e por tal, o parque de refino está voltado para a produção de diesel. A capacidade total de refino do país é aproximadamente 2,3MMbbl/d em 17 refinarias existentes. Essa capacidade de produção deriva percentuais tais que: 45% diesel, 22% gasolina, 10% nafta petroquímica, 9% GLP, 6% QAV

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Conceito de bio-refinaria aplicado ao processo de hidrogenação de óleo de peixe para a produção de um combustível alternativo

Conceito de bio-refinaria aplicado ao processo de hidrogenação de óleo de peixe para a produção de um combustível alternativo

Assim, na última década tem-se tornado imperativo o desenvolvimento de fontes energéticas alternativas, mais sustentáveis e economicamente viáveis. Dada a dependência de derivados de petróleo, que se verifica maioritariamente no sector dos transportes, bem como numa tentativa de diminuição das emissões de poluentes para a atmosfera, uma pequena percentagem de combustíveis produzidos através de fontes renováveis e de origem biológica têm sido incorporadas nos combustíveis tradicionais. Porém, tanto a utilização de biocombustíveis como a sua comercialização continuam envoltas em debates. Uma das razões prende-se com o facto de os motores convencionais não estarem totalmente adaptados às caraterísticas físico-químicas dos biocombustíveis, impedindo, assim uma total e isolada utilização destes. A utilização de terras agrícolas para produções energéticas (biocombustíveis de 1ª geração), levanta inúmeras preocupações, tanto de ordem humana – competição com culturas para alimentação, bem como subida de preços face ao aumento do interesse pelos biocombustíveis – como de ordem ambiental – a utilização intensiva dos solos promove uma maior libertação de gases de efeito de estufa (GEE), quando comparado com um terreno em pousio, supondo ainda um uso em maior escala de pesticidas e outros químicos (produzidos a partir de combustíveis fósseis).
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