História das mulheres no Brasil

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Horiz. antropol.  vol.3 número7

Horiz. antropol. vol.3 número7

Este História das mulheres no Brasil vem coroar uma longa empreitada de historiadoras (e historiadores eventualmente) tributária do movimento femi- nista, que desde o s anos 70 vêm procurando dar visibilidade à mulher, ignorada pela historiografi a tradicional. Todos os adjetivos que costumam acompanhar lançamentos editoriais cabem aqui: esta é uma obra obrigatória, importante, instigante e também fascinante. A seleção de textos abarca o período histórico desde os primórdios da colonização até os recentes movimentos sociais em que as mulheres brasileiras estiveram envolvidas. Somados os esforços dos pes- quisadores, essa obra resulta de um colossal trabalho de levantamento de fon- tes primárias, escritas, iconográfi cas, orais bem como de extensa bibliografi a científi ca, que, se considerada, multiplica senão a autoria ao menos o número dos envolvidos no esforço intelectual de escrita dessa história. Além das fon- tes e dos períodos históricos variados, os artigos voltam-se para mulheres de diferentes classes sociais em diversas regiões e situações de vida: do meio rural ao urbano, da freira à prostituta, ricas ou professoras, pobres ou analfabetas.
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Uma história oral narrada por vozes femininas na luta contra as hierarquias de gênero

Uma história oral narrada por vozes femininas na luta contra as hierarquias de gênero

No primeiro capítulo, “Viver o gênero na clandestinidade”, Joana Maria Pedro aborda a experiência de mulheres militantes que vivenciaram a clandestinidade. A autora faz uso da história oral para entrevistar mulheres que, após se conectarem às organizações políticas, tiveram que utilizar a clandestinidade como recurso para fugir da repressão no período da ditadura no Brasil. Durante as entrevistas, as memórias foram utilizadas como fonte e, por mais que algumas mulheres tenham exercido protagonismo político ao desempenhar cargos de destaque, o que chama a atenção é o fato de algumas das mulheres entrevistadas se colocarem à sombra de seus parceiros ao desqualificarem a própria militância, o que reforça a hierarquia de gênero vigente e minimiza a atuação feminina nos espaços públicos e políticos que são tidos como naturalmente masculinos. Segundo Joana Pedro, essa autodesqualificação da mulher militante reitera que a memória é gendrada e, por consequência, a forma como histórias são narradas e rememoradas também o são, o que acaba por fazer com que o reconhecimento das mulheres na condição de sujeitos históricos e protagonistas seja atravessado por relações de gênero.
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Narrativas de estudantes do ensino médio com um olhar à história das mulheres: uma experiência possível na educação básica

Narrativas de estudantes do ensino médio com um olhar à história das mulheres: uma experiência possível na educação básica

professora Dra. Cristiani Bereta da Silva 3 no âmbito do ProfHistória, polo UDESC. Objetivou-se nesse trabalho, fundamentalmente, investigar as ideias históricas dos(as) estudantes sobre a atuação das mulheres no passado e no presente e como isso é representado nos livros didáticos de História. Como objetivos específicos, pretendeu-se compreender a visão que esses estudantes possuem da importância de mulheres na História do Brasil; discutir e analisar os conteúdos selecionados a partir de recorte temático observando a atuação de mulheres nesse processo; possibilitar que os(as) alunos refletissem sobre o processo de emancipação feminina a partir das atividades propostas; entender as ideias históricas formadas a partir das reflexões realizadas com as atividades e discussões e fomentar formas de pensar que possam gerar capacidade de relacionar contextos e perceber mudanças na maneira de entender o espaço ocupado pelas mulheres na História. As ideias históricas são compreendidas na perspectiva da educação histórica, a partir da preocupação na interação existente entre professores e
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Afetos possíveis :  a representação de diferentes tipos de arranjos familiares na literatura brasileira contemporânea

Afetos possíveis : a representação de diferentes tipos de arranjos familiares na literatura brasileira contemporânea

A partir dessa questão, cuja resposta é não, ela considera que “mulher” é uma categoria de análise legítima, e as atividades associadas à reprodução seguem sendo um terreno de luta fundamental para as mulheres e um nexo de união com a história das bruxas. Ela busca esclarecer a relação entre a caça às bruxas e o desenvolvimento contemporâneo de uma nova divisão sexual do trabalho que confina as mulheres ao trabalho reprodutivo. Nesse sentido, surgem alguns pontos: a transição para o capitalismo é uma questão primordial para a teoria feminista; e a redefinição das tarefas produtivas e reprodutivas e as relações homem-mulher, nesse período, realizadas com violências institucionalizadas, deixam claro o caráter construído dos papéis sexuais na sociedade capitalista. Para a pesquisadora, “a acumulação primitiva foi um processo universal em cada fase do desenvolvimento capitalista” (FEDERICI, 2017, p. 36) e, em cada crise capitalista, foram adotadas diferentes estratégias para baratear o custo do trabalho e esconder a exploração das mulheres e dos sujeitos coloniais, exemplificando seu ponto de vista com fatos do século XIX, momento em que, na sua perspectiva, em resposta ao “surgimento do socialismo, à Comuna de Paris e à crise de acumulação de 1873, houve a ‘Partilha da África’ e a invenção da família nuclear na Europa, centrada na dependência econômica das mulheres aos homens — seguida da expulsão das mulheres dos postos de trabalhos remunerados” (FEDERICI, 2017, p. 36). No contexto dessa discussão e considerando-se que o objetivo deste tópico é pensar a família nuclear burguesa e o lugar da mulher nesse modelo de família, seria possível conjecturar, na perspectiva de Federici, que foi a família nuclear burguesa, depois do genocídio das mulheres nos séculos de caça às bruxas, a instituição moderna legitimada a limitar a autonomia e as potencialidades das mulheres e, por conseguinte, autorizada, por meio de diferentes tipos de violências literais e simbólicas, a dispor, sobretudo em países como o Brasil, da vida e dos corpos das mulheres? Se cada momento da globalização capitalista se dá acompanhada do retorno aos aspectos mais violentos da acumulação primitiva, o modelo de família nuclear que impera atualmente como legítimo é a instituição cujos membros estão autorizados a continuar levando a cabo esse atentado contra a vida das mulheres?
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EMISSÕES DO SETOR DE AGROPECUÁRIA

EMISSÕES DO SETOR DE AGROPECUÁRIA

Um outro marco histórico relevante dos compromissos climáticos ocorreu na vigésima primeira Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança Cli- mática (COP21), realizada em novembro de 2015 em Paris, e que reuniu 195 países (in- cluindo União Europeia) e culminou na elaboração do Acordo de Paris, que tem objetivo conter o aumento da temperatura média global em menos do que 2°C acima dos níveis pré-industriais e envidar esforços para limitar esse o aumento a 1,5°C, reconhecendo que isso reduziria de maneira significativa os riscos e os impactos da mudança climática. Essa meta deverá ser atingida por meio da soma de esforços dos 195 países signatários, incluindo o Brasil, através de suas NDCs ou Contribuições Nacionalmente Determinadas (termo em português). A NDC é o documento apresentado pelos países ao Secretaria- do da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Ele contém as ações pretendidas de cada governo para que as metas de redução das suas emissões de GEE sejam atingidas.
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EMISSÕES DO SETOR DE MUDANÇA DE USO DA TERRA

EMISSÕES DO SETOR DE MUDANÇA DE USO DA TERRA

Os dados disponíveis para calcular as emissões do setor MUT com o mesmo nível de acurácia utilizada no inventário são escassos. Os mapas de uso e cobertura da terra na escala do Brasil existem, mas estão disponíveis somente para dois pontos no tempo (1994-2002 e 2002-2010). Além dos dados de biomassa, que existem com alto nível de precisão e estão geoespacializados somente para o bioma Amazônia (ex. Projeto RadamBrasil). Para os outros biomas, as informações de biomassa disponíveis não co- brem todo o bioma. No entanto, o Serviço Florestal Brasileiro está em andamento com o Inventário Florestal Nacional e estes dados podem ajudar, futuramente, na elabora- ção de mapas de biomassa com abrangência nacional, mais precisos.
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EMISSÕES DOS SETORES DE ENERGIA, PROCESSOS INDUSTRIAIS E USO DE PRODUTOS

EMISSÕES DOS SETORES DE ENERGIA, PROCESSOS INDUSTRIAIS E USO DE PRODUTOS

Dessa constatação, é possível fazer a seguinte colocação: se parte da redução de emis- sões obtidas no setor elétrico brasileiro se deu às custas da crise econômica, pode-se afi rmar também que decorreu do aumento do desemprego e da reversão dos indica- dores de desenvolvimento social do país. Decorrente dessa colocação, é possível ques- tionar: como seria essa relação entre emissões e consumo de eletricidade, assim como a relação entre emissões e desenvolvimento, em um cenário de pujança econômica? Ressalta-se, portanto, que em um país em desenvolvimento como o Brasil o aumento do consumo de energia elétrica evidencia-se necessário para o desenvolvimento so- cioeconômico do país, não precisando, necessariamente, signifi car aumento de emis- sões de GEE. É importante pontuar claramente essa diferenciação, uma vez que há outras alternativas tanto de oferta de energia quanto de efi ciência energética.
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EMISSÕES DO SETOR DE RESÍDUOS

EMISSÕES DO SETOR DE RESÍDUOS

Segundo as estatísticas setoriais dos últimos anos, aumentaram os níveis de cobertura no serviço de limpeza, bem como os percentuais de coleta de resíduos e disposição para aterros sanitários. Entretanto, ainda há um longo caminho a percorrer, visto que no Brasil medidas que incentivam a produção e aproveitamento energéticos de biogás, a bioestabilização da fração orgânica por meio da compostagem e digestão anaeróbia, assim como a reciclagem de resíduos secos estão bastante distantes do potencial exis- tente e das metas explicitadas no Planares.

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Estratificação Socioeconômica e C

Estratificação Socioeconômica e C

Tendo em mente os objetivos apresentados, estruturamos o presente livro em seis capítulos, descritos a seguir. No primeiro capítulo, denomi- nado Classes sociais e estratos socioeconômicos, apresentamos brevemente como o conceito de classe social evoluiu desde a antiguidade até o presente, mostrando diferentes bases em que essa estratificação social foi estabele- cida. Descrevemos as bases da estratificação utilizada em diferentes países da Europa, da América Latina e da Ásia. Em uma segunda parte nesse capítulo, mostramos como esse conceito é importante para as Ciências So- ciais Aplicadas e, dentro destas, no campo da Administração de Marke- ting, como base para a tomada de decisões de quais produtos ou serviços deveriam ser oferecidos para cada estrato social; em que nível de preço os produtos ou serviços deveriam ser colocados no mercado; quais formas de distribuição deveriam ser utilizadas em função do perfil de cada estrato so- cioeconômico; que tipos de mensagens e veículos de comunicação deveriam ser utilizados para atingir de forma mais eficiente cada específico estrato socioeconômico de interesse para as empresas atuarem. A terceira parte desse capítulo 1 retrata especificamente como tem sido feita a estratifica- ção socioeconômica no Brasil. Discutimos as características e os principais problemas relacionados com os dois principais critérios utilizados: na área privada, o Critério de Classificação Econômica Brasil, desenvolvido pela Abep, utilizado praticamente em todos os estudos feitos pelos institutos de pesquisa para as empresas industriais, comerciais, de serviços e do terceiro setor; para as agências de propaganda, para os anunciantes e para as em- presas de comunicação eletrônica (televisiva, radiofônica, cinematográfica, internet etc.) e de comunicação impressa (jornais, revistas, outdoors etc.); e, na área governamental, o critério SAE, desenvolvido pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, que tem sido emprega- do principalmente para o direcionamento de políticas públicas para a classe média. Finalizamos esse capítulo mostrando alguns exemplos de aplicação desses critérios de estratificação socioeconômica no Brasil, principalmente na área de mídia, de posicionamento de marcas e de evolução da classe mé- dia brasileira na última década.
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Eixo de inscrição: Movimentos Sociais no Campo e Luta pela Terra

Eixo de inscrição: Movimentos Sociais no Campo e Luta pela Terra

A violência no campo e a impunidade desses crimes é um fato que marca as historias dos movimentos camponeses, principalmente, no Brasil. E o Massacre do Eldorado dos Carajás (Pará) marcou para sempre o mês de abril, consagrando essa data no calendário de lutas da Via Campesina, levando a organização de manifestações em outros países. Os efeitos destrutivos do acordo de alguns países com o GATT levou o suicídio de diversos camponeses que não conseguiram reverter o seu endividamento, após um rápido barateamento do produto agrícola e da perda de suas terras. Inclusive, levou ao suicídio do outstanding coreano Lee Hyung Hae, que mesmo com sua particularidade, não conseguiu evitar a falecia de seus negócios e que tal ato, perante a mídia, durante o protesto da Via Campesina ao lado de fora da Conferencia Ministerial da OMC, chocou o mundo e marcou esse dia como o “Dia Internacional de Luta contra a OMC e o Neoliberalismo ”.
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Carla de Barros Reis Diego Resende Martins Lucas Gomes

Carla de Barros Reis Diego Resende Martins Lucas Gomes

As duas últimas décadas no Brasil são marcadas por mudanças sociais importantes caracterizadas, sobretudo, pela redução da desigualdade e da pobreza. Essa redução ocorre para o país como um todo, mas de forma diferenciada entre as regiões. No Brasil, entre 1990 e 2009, o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade de renda, reduziu-se em quase 12%, variando de 0,61 para 0,54. Essa redução foi observada em todas as regiões, sendo maior no Sul e no Sudeste, com quedas de 15% e 11,5%, e menor no Centro Oeste (8,3%). Mudanças mais acentuadas foram observadas para as taxas de pobreza. No Brasil, em 1990, a taxa de pobreza era igual a 41,92 caindo para 11,60 em 2009. Entre as regiões, as maiores quedas foram observadas para o Sul, Centro Oeste e Sudeste, 68%, 63% e 57% respectivamente. Apesar dessas reduções, diferenças regionais marcantes ainda estão presentes. Em 2009, enquanto nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste a taxa de pobreza estava em torno de 12, no Nordeste e Norte esse valor era em torno de 40 e 32,54 respectivamente 1 .
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AGRICULTURA E INDÚSTRIA NO BRASIL

AGRICULTURA E INDÚSTRIA NO BRASIL

O que temos assistido, no caso brasileiro, é esse processo desigual, contraditório que move a formação social capitalista no Brasil, e que mostra cada vez mais a sua face outrora oculta, o rumo à sujeição da renda da terra ao capital. É aqui que encontramos a raiz das relações entre a agricultura e indústria no Brasil. É nesse rumo que encontramos as diversas formas de apropriação da renda da terra pelo capital. Se o caminho seguido por segmento das classes dominantes no sentido de desenvolver na plenitude as relações capitalistas de produção no campo, tem feito crescer o operariado rural, já que parte dele habitando as periferias urbanas (há no Brasil hoje cerca de 3.000.000 de trabalhadores temporários) dá demonstração da unificação da força de trabalho assalariada (estão concentrados espacialmente). Isto decorre do fato de que o caráter temporário de seu trabalho no campo, permite que ele também trabalhe nos chamados empregos e subempregos urbanos. No entanto, a outra parcela, a dos trabalhadores permanentes no campo (cerca de 2.000.000 também assalariados, enfrentam a realidade cruel da separação espacial, imposta pela especificidade da atividade produtiva no campo. Esse distanciamento entre si da classe trabalhadora no campo, tem provocado dificuldades de união de seus interesses na luta pela cotidiana frente ao inimigo comum.
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EMISSÕES DE GEE DO BRASIL

EMISSÕES DE GEE DO BRASIL

Definição de uma nova “governança climática“ do Brasil, em âmbito federal, que reflita o novo momento da agenda climática global e os compromissos do país junto ao Acordo de Paris, com engajamento de alto nível, de ministros de áreas estratégicas, como a econômica, que assegure a participação da socie- dade civil e que defina claramente órgãos executores, seus papéis e responsa- bilidades e que evidencie como os diferentes ministérios e instituições atuam, de que forma colaboram entre si e como são aplicados os diferentes instru- mentos de implementação da Política Nacional sobre Mudança do Clima. Suspensão e reversão imediata de todos os processos que levem à redução de áreas protegidas no Brasil.
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7. A aldeia ausente: índios, caboclos, cativos, moradores e imigrantes na formação da classe camponesa brasileira - A formação do campesinato no Brasil   Mário Maestri   2004

7. A aldeia ausente: índios, caboclos, cativos, moradores e imigrantes na formação da classe camponesa brasileira - A formação do campesinato no Brasil Mário Maestri 2004

praticamente desconheceu o arado. Seu principal instrumento foi o enxadão pesado e resistente. Nas plantagens, a policultura era prática marginal, limitada à roça de subsistência. Apesar dos esforços empreendidos por importantes segmentos historiográficos, a vasta documentação conhecida comprova que, no contexto da produção escravista mercantil do Brasil, os produtores diretos escravizados não estabeleceram vínculos significativos de posse efetiva com a terra trabalhada. A produção autônoma de meios de subsistência, pelos próprios trabalhadores escravizados, nos domingos, em nesgas de terras, foi fenômeno extraordinário e assistemático no escravismo brasileiro.
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Livros didáticos de história do Brasil para o ensino secundário (1889-1950): procedimentos de localização, seleção e acesso

Livros didáticos de história do Brasil para o ensino secundário (1889-1950): procedimentos de localização, seleção e acesso

João Batista Ribeiro de Andrade Fernandes (1860-1934), conhecido como João Ribeiro, é o autor didático mais investigado em pesquisas acadêmicas, nas quais é tido como o inaugurador da terceira geração de autores do gênero e marco na historiografia escolar (BITTENCOURT, 1993; GASPARELLO, 2002). João Ribeiro inovou no campo historiográfico e pedagógico influenciando outros autores didáticos. Joaquim Ribeiro, filho de João Ribeiro e responsável pelas reedições e ampliações de História do Brasil, reproduziu, como chamativo na 14ª edição, 1953, a seguinte afirmação de Libânio Guedes: João Ribeiro realizou uma verdadeira “revolução copernicana” na reconstrução do nosso passado histórico.
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Agrocombustíveis no Brasil e na América Latina: impactos no campo e na cidade

Agrocombustíveis no Brasil e na América Latina: impactos no campo e na cidade

Seu estudo, depois de empreender uma crítica radical ao modelo energético brasileiro e ao cenário futuro businesss as usual, iniciava uma reflexão sobre o que poderia ser a “sustentabilidade energética” no nosso país. Muito se caminhou e a energia renovável ganhou as manchetes e entrou no vocabulário usual. No entanto, não é por acaso que sua aceitação na prática se restringe quase que exclusivamente à energia hidroelétrica e à de biomassa. Há tempos que a matriz energética brasileira está principalmente calcada na energia hidroelétrica e o mercado dessa energia é extremamente interessante, para as construtoras de obras e de equipamentos, e para as vendedoras de energia. Quanto à energia de biomassa, o Brasil soube, quando da primeira crise do petróleo, aproveitar da sua condição de grande produtor de cana de açúcar para encorajar o carro funcionando com etanol e, com o alerta climático geral e a previsão de esgotamento das jazidas de petróleo, entrar com vontade na produção de biodiesel.
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Josivaldo Pires de Oliveira Luiz Augusto Pinheiro Leal

Josivaldo Pires de Oliveira Luiz Augusto Pinheiro Leal

Este livro é mais um fruto das intenções coletivas, cons- truídas a partir de nossas relações sociais e políticas no univer- so fronteiriço da prática da capoeira e da produção acadêmica. Por tanto, o que oferecemos agora é um produto do conflito. Conflito este que permitiu a realização de alguns sonhos. Por exemplo, extrapolar tanto o universo da roda de capoeira quanto os limites dos bancos universitários para se discutir a história so- cial dos capoeiras e da capoeiragem no Brasil. Assim, o que nos resta é agradecer.

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As mulheres, no começo da história

As mulheres, no começo da história

Como se localizam os poemas nos séculos XI/XII da era cristã, a igualdade teria sido experimentada então ou antes. Se não na prática, pelo menos imaginariamente, a ponto de a poesia poder expressá-la, de um modo como, no Ocidente, ainda não acontecera. Depois, instalaram-se as clivagens e as dominações, por força da necessidade de se estabelecer uma ordem familiar e política centrada num sujeito, no caso, o homem, o pater familias e proprietário, a quem se subordinaram mulheres, descendentes, agregados, vassalos. Dependentes de um poder superior, esses sujeitos perderam a voz, de que resultou uma poesia que fala em seu nome, mas não em primeira pessoa, muito menos de modo auto- suficiente.
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Agrotóxicos Violações Socioambientais e Direitos Humanos no Brasil

Agrotóxicos Violações Socioambientais e Direitos Humanos no Brasil

Agrícola S/A, Ceres Consultoria S/C Ltda, Cetip S/A – Balcão Organizado de Ativos e Derivativos, CGG Trading S/A, CHS do Brasil Grãos e Fertilizantes Ltda, CMA Consultoria, Métodos e Assessoria Mercantil S/A, CNH Latin América Ltda, Cocamar Cooperativa Agroindustrial, Companhia de Tecidos Norte de Minas – COTEMINAS, Coopavel Cooperativa Agroindustrial, Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano – COMIGO, Cooperativa Agropecuária e Industrial – COTRIJAL, Cooperativa Regional dos Cafeicultores de Guaxupé Ltda . – COOxUPÉ, Cooperativa Central de Crédito do Estado de São Paulo – SICOOB São Paulo, Demarest & Almeida Advogados, Dow AgroSciences Industrial Ltda, Du Pont do Brasil S/A, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA, Evonik Degussa Brasil Ltda, FMC Agricultural Solutions, Gaia Agro Securitizadora S/A, Globo Comunicação e Participações S/A, Guarani S/A – Usina Cruz Alta, Guarani S/A – Usina Andrade, Guarani S/A – Usina Mandu, Guarani S/A – Usina São José, Guarani S/A – Usina Severinia, Guarani S/A – Usina Tanabi, Guarani S/A – Usina Vertente, Ibá – Indústria Brasileira de árvores, Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias – InpEV IP Desenvolvimento Empresarial e Institucional, John Deere Brasil S/A, Justino de Morais Irmãos S/A – JUMIL, Lazzarini Moretti Sociedade de Advogados, Malteria do Vale S/A, Máquinas Agrícolas Jacto S/A, Maubisa Agricultura S/A, Monsanto do Brasil Ltda, O Telhar Agropecuária Ltda, Organização das Cooperativas Brasileiras – OCB, Logo PwC Ultra Small Bordeaux Bright, Pricewaterhous e Coopers Auditores Independentes, Radar Propriedades Agrícolas S/A, RAIZEN, Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal – SINDIVEG, Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal – SINDAN, SJ Brazil Agropecuária N .1 Ltda, SLC Agrícola S/A, Sollus Gestora de Terras Ltda, Syngenta, TIBA AGRO, União da Indústria de Cana–de–Açúcar – ÚNICA, União dos Produtores de Bioenergia – UDOP, Usina Alto Alegre S/A – Açúcar e álcool, Vanguarda Agro S/A . Disponível em: http://www .abag .com .br . Acesso em: 05/07/14 .
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