História do ensino superior

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A história do ensino superior francês. Por uma abordagem global

A história do ensino superior francês. Por uma abordagem global

Nenhum dos três componentes que sucessivamente dominaram a historiografia francesa do Ensino Superior na França nos últimos quarenta anos está esgotado. As mais antigas, ao contrário, souberam se renovar, ampliar seu campo de investigação e colocar-se em uma perspectiva que não é mais a da história das elites, das ciências ou dos saberes, mas simplesmente aquela do Ensino Superior francês. O desenvolvimento dos trabalhos sobre o Ensino Secundário nas províncias é, em si, um fator favorável a esta abordagem global e reequilibrada. Todavia, nesta perspectiva, as lacunas da pesquisa são ainda numerosas. A primeira trata incontestavelmente das reformas da universidade no século XX, reformas que podemos ler como momentos de ruptura ou, ao contrário, de adaptação. Aquelas que ocorreram desde o início dos anos 1990 começam a ser bem conhecidas, particularmente através dos trabalhos de Christine Musselin 70 e seus alunos. A Reforma Edgar Faure, de
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Contributos para a história do ensino superior em Portugal: o caso “Universidade Livre” e a evolução do ensino superior privado após o 25 de Abril.

Contributos para a história do ensino superior em Portugal: o caso “Universidade Livre” e a evolução do ensino superior privado após o 25 de Abril.

longo das várias décadas em que perdurou o seu “reinado”, o Estado corporativo só abdicou do controlo total de uma qualquer instituição de ensino no País nos casos em que estivessem em causa instituições ligadas à Igreja Católica, ou então projectos promovidos por indivíduos directamente relacionados com as cúpulas do poder político. Por isso a história do ensino superior privado no período pré-25 de Abril é necessariamente curta e marcada por um facto essencial: apesar de terem existido instituições de ensino superior privado nesse período, algumas das quais continuam a perdurar até aos nossos dias, nenhuma delas se enquadrava no quadro geral do sistema nacional do ensino. Só com o Decreto-Lei n.º 100-B/85, subsequente ao processo da Universidade Livre, é que esta situação se irá alterar.
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ANÁLISE DA OFERTA DE CONTEÚDOS E DISCIPLINAS DE HISTÓRIA DA CONTABILIDADE NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR BRASILEIRAS

ANÁLISE DA OFERTA DE CONTEÚDOS E DISCIPLINAS DE HISTÓRIA DA CONTABILIDADE NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR BRASILEIRAS

E ste estudo objetiva analisar como o tema História da Contabilidade é ofertado nas Instituições de Ensino Superior brasileiras. A pesquisa de abordagem qualitativa analisou os programas e emen- tas, disponíveis no site ou disponibilizados por e-mail, no período de outubro a dezembro de 2017, de 27 Instituições de Ensino, recomendadas pela CAPES, bem como os seus respectivos cursos de Graduação. A oferta de disciplinas específicas de História da Contabilidade é bastante escassa, sen- do a disciplina apresentada em somente 4 cursos de graduação e em 2 de Pós-Graduação, em que somente as graduações da PUCSP e da UFU apresentam a disciplina como obrigatória. Em relação à oferta de conteúdos em disciplinas com outras denominações, verificou-se a massiva oferta nas disciplinas de Teoria da Contabilidade. Apesar de terem sido observados alguns desalinhamentos na oferta de conteúdo entre graduação e pós-graduação, a avaliação geral indica um grau de ali- nhamento satisfatório entre os dois níveis, de acordo com as métricas de avaliação da CAPES. Foram listadas 10 temáticas de estudos em História da Contabilidade e a pesquisa identificou a abordagem de assuntos relacionados a 9 dessas temáticas.
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Uma História pode mudar seu jeito de ver o mundo do Ensino Superior

Uma História pode mudar seu jeito de ver o mundo do Ensino Superior

O presente artigo trata da qualidade do ensino e sua inter-relação com a História de Vida – A Narrativa Biográfica, principalmente, sua influência na Didática e Metodologia. Nos últimos anos, no campo das ciências humanas, têm sido intensos os investimentos em pesquisa sobre a qualidade do ensino, uma vez que esta é considerada a responsável direta pela formação de profissionais do ensino. A qualidade do ensino, nos seus diferentes cursos de graduações do Ensino Superior oferecidos é, sem dúvida, um dos grandes desafios encontrados pelos gestores educacionais e pelas políticas governamentais. O discente, como cliente imediato dessa prestação de serviço educacional, é quem mais sente na pele os reflexos da qualidade no ensino que lhe é oferecido. Esta qualidade está diretamente ligada à sua participação no cotidiano acadêmico, ao seu interesse em sua própria formação e á participação efetiva do processo ensino-aprendizagem, às aulas que lhe são ministradas, ao desconforto experi- mentado com o que paga e o que recebe, no convívio diário com o docente e também nas informações que lhe são transmitidas e na aplicação dessas mesmas informações que deverão propiciar a auto- avaliação, que o discente faz da realização pessoal e/ou profissional ser transformadas em conheci- mento. Todo o trabalho educacional desenvolvido pelo docente e discente brota da reflexão sobre a sala de aula: processo de ensino-aprendizagem e das instituições de ensino: espaço de “inter-ações”. Interessante perceber que no processo de ensino-aprendizagem tudo o que o discente aprende na relação com o docente e com o grupo-classe, bem como todo o processo de aprendizagem, realiza-se pelo relacionamento interpessoal muito estreito entre discentes e docentes, discentes e discentes, docentes e docentes, enfim, entre discentes, docentes e gestores. Criam-se, assim, possibilidades de sucesso (ou de fracasso) do processo ensino-aprendizagem.
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Expansão e interiorização do ensino superior de história: a formação do campo em Goiás

Expansão e interiorização do ensino superior de história: a formação do campo em Goiás

No Norte do país, até o final da década de 1970, havia apenas dois cursos de História funcionando em instituições públicas, um no Pará (1954) e um no Acre (1976). Somente na década de 80 foram criados os primeiros cursos nas universidades dos estados do Amazonas (1981), Rondônia (1983) e Tocantins (1985) – até então pertencente ao estado de Goiás. Os estados de Roraima e Amapá – Territórios Nacionais até 1988 – criaram seus primeiros cursos em 1990. Atualmente, são 34 cursos em funcionamento na região. Na região Centro-Oeste, os primeiros cursos foram criados no final dos anos 60, em Brasília/DF (1967) e Goiânia/GO (1968). No estado de Goiás, após a institucionalização do primeiro curso (em instituição pública) pela UFG, em Goiânia, em 1968, só foram implantados novos cursos a partir de meados da década de 80, quando a Universidade Estadual de Goiás passou a implantar instituições de ensino superior em diversos municípios do interior do estado.
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História de vida de idosos no Ensino Superior: percursos inesperados de longevidade escolar

História de vida de idosos no Ensino Superior: percursos inesperados de longevidade escolar

A seguir, apresentaremos a história de vida de três idosos estudantes do ensino superior no município de Guanambi/BA. Serão abordados aspectos da trajetória escolar e da vida cotidiana que os impulsionaram a retornar aos estudos após um longo tempo afastados dos bancos escolares. Conhecer suas histórias, seus passados, seus amores e seus dissabores, seus trajetos profissionais, suas inserções sociais e profissionais bem como uma parte de seus cotidianos, permitirá que enxerguemos, com um olhar mais cauteloso e complacente, as particularidades coincidentes de seus percursos de vida no ensino superior. Desse modo, supomos que essa descrição nos possibilitará conhecer marcas singulares de cada idoso universitário e, ainda, suas regularidades com o trabalho assumido e com sua formação educacional e profissional.
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Open O ensino superior de História na Paraíba : aspectos acadêmicos e

Open O ensino superior de História na Paraíba : aspectos acadêmicos e

Esse trabalho tem como objetivo fazer um estudo sobre a formação do profissional de história em instituições de nível superior na Paraíba, de 1952 a 1974. O recorte temporal tem como justificativa a implantação do primeiro curso que se propôs formar professores de História para atuarem no mercado de trabalho, isso ocorreu com o funcionamento do curso de Geografia e História, em 1952, na Faculdade de Filosofia da Paraíba (FAFI). O período se estende até 1974, ano em que se realizou a Reforma Cêntrica, quando a estrutura universitária da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) passou a ser organizada em Centros. Em primeiro lugar, abordamos a implantação do Ensino Superior na Paraíba, desde o Império, com as primeiras escolas de Ensino Superior, passando pela fundação das primeiras Universidades brasileiras, até o surgimento do Ensino Superior na Paraíba com as escolas e faculdades isoladas (fim da década de 1940, início da década de 1950), sua estadualização com a criação da Universidade da Paraíba (1955) e a federalização desta em 1960. Em um segundo momento, nosso enfoque esteve voltado para as Reformas no ensino superior brasileiro a partir da década de 1960, notadamente a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1961 e a Reforma Universitária de 1968, destacando suas implicações na UFPB e no ICFCH, onde passou a funcionar o curso de História após a reforma de 1968. Para melhor entendimento do momento histórico em que se processaram essas reformas, discutimos a crise do Estado populista, enfatizando o governo João Goulart e suas reformas, o movimento estudantil e suas reivindicações, o golpe militar e sua ação repressiva perante a sociedade. Por fim, detivemo-nos com a formação do profissional de História, em que avaliamos que tipo de profissional o curso de História formou no período abordado. Dessa forma, procuramos situar o debate que se estabelece entre historiadores e historiadores da educação a respeito do Ensino de História, relação com a pesquisa e os reflexos dessa relação ou ausência dela na formação do profissional de nível superior no período de implantação e consolidação das instituições de Ensino Superior que deram origem ao curso de História da UFPB.
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POLÍTICAS PÚBLICAS DE ENSINO SUPERIOR NO BRASIL: A HISTÓRIA E EXPANSÃO DAS INSTITUIÇÕES MUNICIPAIS NO ESTADO DE SÃO PAULO.

POLÍTICAS PÚBLICAS DE ENSINO SUPERIOR NO BRASIL: A HISTÓRIA E EXPANSÃO DAS INSTITUIÇÕES MUNICIPAIS NO ESTADO DE SÃO PAULO.

Em visita à Câmara Municipal de Marília, em 19 de dezembro de 1957, o Dr. José Quirino Ribeiro, diretor da Faculdade de Filosofia, anunciou a sua instalação em 1959 em virtude das exigências burocráticas: legalização da Escola sujeita à Diretoria de Ensino Superior, Conselho Nacional de Educação, Ministério da Educação, Presidência da República e publicação em Diário Oficial da União, como também da verba de dez milhões, pagável em duas parcelas pelo governo estadual para compra de material. Explicitou o Dr. Quirino, nesta mesma visita, que as secções de funcionamento estariam assim distribuídas: o primeiro ano teria as secções de Filosofia, História, Pedagogia e Ciências Sociais; o segundo ano teria o acréscimo de Psicologia; o terceiro ano, o acréscimo de Geografia e o quarto ano, uma série única de Didática. (CASTILHO, 2009, p.89 )
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O docente no ensino superior: sua história, seu presente e seu futuro

O docente no ensino superior: sua história, seu presente e seu futuro

Por isso, os professores são convocados a tornarem-se ao mesmo tempo cidadãos, produtores de sua história, desafiados a viverem, assumirem uma posição de não subordinação das estruturas excludentes, o que constitui um grande desafio de uma realidade transformadora, partindo deste entendimento e de seu embricamento com a concepção que se tem dos percursos dos profissionais do ensino superior e como articulam para viver na sua profissão comprometidos com a emancipação humana e com a construção de conhecimento. Esses conhecimentos são voltados ao desenvolvimento da docência e à melhoria das condições de vida, preocupados com a oferta de espaços e de discussões acerca do fazer educativo do ensino superior.
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DIDÁTICA, ANDRAGOGIA, HISTÓRIA DE VIDA SÃO PARTES INTEGRANTES DO PROCESSO DE ENSINO E DE APRENDIZAGEM NO ENSINO SUPERIOR E ESTÃO INTERLIGADAS À QUALIDADE E EXCELÊNCIA DE ENSINO

DIDÁTICA, ANDRAGOGIA, HISTÓRIA DE VIDA SÃO PARTES INTEGRANTES DO PROCESSO DE ENSINO E DE APRENDIZAGEM NO ENSINO SUPERIOR E ESTÃO INTERLIGADAS À QUALIDADE E EXCELÊNCIA DE ENSINO

Certa vez, Renato Russo escreveu: “Por trás de cada olhar, existe uma história que ninguém conhece.” Ao longo dos anos de nossa vivência em Salas de Aulas do Ensino Superior, nas mais diversas graduações e programas de pós-graduações, reescreveríamos a máxima acima, justamente porque, por ocasião do nosso primeiro encontro com uma turma nova, fazemos o seguinte discurso: “Por trás de cada um de vocês aqui presente, por trás de cada rosto que estou vendo, por trás de cada olhar, por trás de cada ser humano que é cada um de vocês, existe uma trajetória, um percurso de vida um percurso educacional, um prévio saber ensinado pela escola da vida, via educação não-formal e informal, uma história real de vida que ainda não foi escrita, quem sabe, por não terem necessidade de escrevê-la, por falta de tempo ou, outro motivo qualquer. Em suma aqui é uma Sala de Aula composta por adultos, alguns adultos jovens, cujas histórias de vidas são inseparáveis do ser de cada um e sem distinção, todos trazem em suas bagagens de aprendizado um prévio saber.”
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Gestão de políticas públicas educacionais na história de Frederico Westphalen: interiorização do ensino superior público

Gestão de políticas públicas educacionais na história de Frederico Westphalen: interiorização do ensino superior público

O presente estudo pretende uma reflexão acerca de ações sociais e gestão de políticas educacionais que balizaram a interiorização do ensino superior público na região norte do Rio Grande do Sul, mais precisamente em Frederico Westphalen (RS), através do Centro de Educação Superior Norte do Rio Grande do Sul (CESNORS). Com este intuito, objetivou-se analisar o seu processo de instalação, com foco nas políticas públicas do governo federal, que foram e têm sido determinantes na interiorização, expansão e constituição do ensino superior no país, transformando estas realidades, considerando o contexto social histórico-cultural e político no qual a proposta foi gerada, sua história educacional em uma abordagem rápida, e sua concretização como pólo educacional regional. A metodologia adotada pautou-se em um estudo de caso de abordagem qualitativa, não deixando de lado o modo quantitativo, porém priorizando os aspectos qualitativos do processo. Conclui- se que a interiorização do Ensino Superior na região em questão vem a redesenhar o perfil sócio-cultural da mesma, proporcionando-lhe possibilidades anteriormente distantes, e tornando-a, notável dentro do cenário educacional, em nível nacional, e,até global, tudo isso, por se pensar em educação.
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A construção do plano de ensino de história da África no ensino superior: desafios, temas e referências

A construção do plano de ensino de história da África no ensino superior: desafios, temas e referências

Apesar de a outorga da obrigatoriedade dessas disciplinas ter sido apro- vada para efetivação na educação básica, podemos afirmar que ela foi um ins- trumento estratégico para a inserção desta temática no ensino superior. Soma- -se a isso o fato de que uma das reclamações constantes dos professores e das professoras, assim como do movimento negro para a não-efetivação dessa Lei nas escolas, era a de uma não-preparação, nos cursos de graduação, para tra- balhar com os temas/conteúdos no ensino fundamental e no médio. Tendo isso em vista e somada a pressão dos núcleos de estudos afro-brasileiros nas instituições de ensino superior, a partir do ano de 2004 muitas delas começa- ram a incluir a disciplina História da África nos cursos de graduação em His- tória e outras disciplinas relativas à Lei nº 10.639/2003, em outros cursos de graduação e, em especial, nas licenciaturas.
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Uma contribuição para a reflexão sobre a didática na história do ensino superior no Brasil

Uma contribuição para a reflexão sobre a didática na história do ensino superior no Brasil

Os alemães e os franceses fazem referência ao termo usando idéias de “arte de ensinar” ou “estratégias de ensino”, ou ainda “organização e otimização de processos de ensino-aprendizagem”. Os ingleses e norte- americanos têm certa dificuldade com o termo; quando reconhecido, é tomado de forma pejorativa, como um tipo de ensino que não muda, repetitivo. Para eles a “organização e otimização de processos de ensino-aprendizagem” é algo ligado ao que chamam de educational theory ou philosophy of education ou, em alguns casos, pedagogy.Os norte-americanos ampliaram a noção de currículo, de forma que, não raro, o que é aqui chamado de didática, pode numa determinada universidade norte-americana, estar sendo objeto de exame por um Ph.D. em Educação: Curriculum. Theory.
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Breve história do ensino superior brasileiro e da formação de professores para a escola secundária.

Breve história do ensino superior brasileiro e da formação de professores para a escola secundária.

O artigo trata da evolução do ensino superior brasileiro e sua relação com os modelos de formação de professores para a escola secundária, ou seja, as séries finais do ensino fundamental e ensino médio. As análises concentram-se nos textos e documentos que abordam a genealogia da regulamentação do ensino superior, e, de modo particular, os cursos de formação de professores, tomando como base territorial de análise o estado de São Paulo. Na medida em que se considera a educação como um fenômeno histórico, destacou-se o contexto político econômico a contar de 1930, quando a formação de professores foi elevada a nível superior e o ensino expandiu-se fortemente em função do aumento sensível da demanda social por educação. A Faculdade de Filosofia, inspirada na investigação científica e, inicialmente concebida como núcleo integrador da nascente universidade, transmutou-se, constituindo- -se em primeiro lócus institucional de ensino superior responsável pela formação de professores. Demonstraram-se a desarticulação da faculdade de filosofia no âmbito da universidade, que foi sendo substituída por outras formas de organização, e sua expansão como instituições isoladas de caráter privado, aqui denominada de novas faculdades de filosofia. Com o advento das licenciaturas curtas, essas instituições apresentaram um crescimento significativo, contribuindo com o processo de evolução do ensino superior para a consecução do binômio expansão/privatização.
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A ADMISSÃO À UNIVERSIDADE IMPLICA ACESSO EPISTEMOLÓGICA EM ÁFRICA? O CASO DA HISTÓRIA DO ENSINO SUPERIOR EM MOÇAMBIQUE

A ADMISSÃO À UNIVERSIDADE IMPLICA ACESSO EPISTEMOLÓGICA EM ÁFRICA? O CASO DA HISTÓRIA DO ENSINO SUPERIOR EM MOÇAMBIQUE

Os resultados da pesquisa inquestionavelmente revelam o rápido crescimento da universidade não só em Moçambique mas também em toda a ASS especialmente após a independência (tanto em quantidade de instituições quanto em número de ingressos). Tal reforma e contraditoriedade ao que se verificou ao longo de todo o período que durou a dominação do ocidente sobre os países Africanos, comprova um alto grau de comprometimento por parte dos novos Estados africanos em expandir o acesso aos espaços físicos da universidade que por vários séculos serviram apenas como privilégios das elites intelectuais dominantes (as potências colonizadoras e poucos assimilados africanos). Todavia, a questão da insuficiência dos mesmos Estados em investir na universidade e por via disso introduzir elevados graus de instrução e consequentemente da institucionalização de ambientes de pesquisa, limitou o acesso aos estabelecimentos de ensino superior para níveis inferiores de geração de pensamento (ao nível de licenciatura) por longos anos.
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Paródias e contação de história: formas lúdicas de ensinar parasitologia no ensino superior

Paródias e contação de história: formas lúdicas de ensinar parasitologia no ensino superior

“Gostei muito das duas metodologias, pois tornaram a aula mais leve e atrativa, per- mitindo que aprendêssemos melhor tanto os conteúdos abordados nas paródias e na história quanto os ensinados pela professora na parte teórica das aulas. O que mais me chamou a atenção foi a contação de história, já que foi a primeira vez que tive contato com essa metodologia. Até hoje, aproximadamente um ano após essa experiência em sala, ainda tenho na minha mente a imagem que formei a partir da história contada e lembro de várias características do ciclo da Hymenolepis nana.” (DEPOIMENTO ESPONTÂNEO – ALUNO 10). “Julgo que a experiência das aulas de parasi- tologia, no curso de medicina da UECE, com as paródias de músicas conhecidas foi bastante interessante, tendo em vista que não é uma prática comum no meio das metodologias de ensino no curso. O fato de serem utilizadas músicas famosas e bastante conhecidas ajudou a fixar a letra das paródias que abordavam as- pectos variados de algumas doenças causadas por parasitas, como ciclo de vida, hospedeiros, sintomas e tratamento. Foi uma forma diverti- da e fácil de aprender sobre as patologias e os agentes causadores.” (DEPOIMENTO ESPON- TÂNEO – ALUNO 11).
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Pierre, Erica e uma conversa sobre a história da arte brasileira : um produto prático de linguagem literária enquanto abordagem de ensino da história da arte no ensino superior

Pierre, Erica e uma conversa sobre a história da arte brasileira : um produto prático de linguagem literária enquanto abordagem de ensino da história da arte no ensino superior

A estudante russa. Anita Malfatti, 1915. Col. Mário de Andrade, Instituto de Estudos Brasileiros da USP, São Paulo - SP. Presente na famosa Semana de Arte Moderna de 1922, a obra de Anita Malfatti explicíta a arte modernista brasileira em suas raízes. Apesar de seu passado acadêmico, a artista faz uso de uma deformação moderada, fugindo dos modelos clássicos, além da aplicação de tintas diluídas na tela, o que era uma técnica nova para a arte brasileira. Refletindo seus preceitos modernos, Anita buscava transmitir em suas obras, através dessas deformações e escolhas de cores pouco ortodoxas, o estado emocional de seus modelos e de si própria. As cores chocando-se em um combate ideológico, retratando as contradições da sociedade russa, cuja história é repleta de tumulto, dor, orgulho e crença, e a pele amarelada, aliada ao olhar distante, simbolizando a indiferença com que a estudante tem de lidar com essas questões.
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As disciplinas de história da educação nas instituições de ensino superior brasileiras e o impacto na formação docente

As disciplinas de história da educação nas instituições de ensino superior brasileiras e o impacto na formação docente

No estudo de Werle e Corsetti (2006) é analisada a história da educação nos cursos de formação de professores da Unisinos desde os anos cinquenta do século XX até 2005, afirmando que as disciplinas da área não tinham uma intencionalidade de desenvolver uma postura voltada para a investigação e para a problematização da educação na perspectiva histórica, sendo marcadas por uma abordagem da história geral do Brasil, mais do que por temáticas nitidamente educacionais, relacionados, por exemplo, à história da educação infantil, história das disciplinas escolares, história das relações entre a escola púbica e a escola privada no Brasil.
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