história e antropologia

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Pesquisa em educação: confluências entre Didática, História e Antropologia.

Pesquisa em educação: confluências entre Didática, História e Antropologia.

Resulta impensável, a partir desse enfoque, compreender situações e su- cesso presenciados atualmente sem considerar a dimensão temporal. A experiência de campo nos confronta com a heterogeneidade; a investigação histórica permite situar a diversidade cotidiana em uma configuração in- teligível, que esclarece a formação social das práticas e saberes observados. Por sua vez, a mirada antropológica sugere novas formas de indagar na história, de entender a temporalidade e de explorar os vestígios materiais e textuais. Integrar história e antropologia tem sido minha forma de assegu- rar, à evidência fragmentada que se recolhe no campo e no arquivo, uma articulação possível. (ROCKWELL, 2009, p. 14).
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História e Antropologia no campo da nova história

História e Antropologia no campo da nova história

Examinemos o percurso de Le Roy Ladurie. Desde 1966, no prefácio de seu Paysans du Languedoc, o autor afirmava ter-se lançado à aventura de uma história “total”, quer dizer, à apreensão global do funcionamento e da estrutura de uma sociedade histórica. (LE ROY LADURIE, 1966: 5) Esse objetivo heurístico, conscientemente irrealizável, é radicalizado em Montaillou. A primeira parte do livro dá uma boa idéia das características dessa tentativa de “história total”: analisando um povoado coeso e cindido “clanicamente” entre a ortodoxia romana e a heresia cátara, o historiador aborda a demografia, o território, as atividades econômicas, a divisão do trabalho, a alimentação; ou seja, faz “breves observações sobre a vida material e o meio ecológico”. (LE ROY LADURIE, 1997: 30) Segue-se um “estudo social e sociopolítico da aldeia”: a distribuição do poder, as especificidades locais das clivagens e dos conflitos sociais, o regime das terras e da situação jurídica dos homens, etc. A partir do capítulo 2, mais etnográfico, inicia-se o estudo “total” da sociedade pelo prisma da cultura. Os temas são variados: a família e a casa (domus); as alianças conjugais; as relações de parentesco e de parentela; as crenças; a sociabilidade doméstica; as “superstições”; as relações de poder e de autoridade; os ritos mágicos de proteção da linhagem e da casa (mentalidade mágica); os laços de vizinhança, de aliança, de parentesco e de domesticidade; os arranjos familiares ou estruturas coabitacionais, etc. Em poucas palavras, as “estruturas etnográficas da região”. (Idem: 59)
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A “Antropologia da civilização” de Darcy Ribeiro e as relações da história e antropologia.

A “Antropologia da civilização” de Darcy Ribeiro e as relações da história e antropologia.

Estabelecer um recorte e dar conta da dimensão histórica da obra Darciniana, no sentido de contextualizá-la em seu aspecto de antropologia engajada, característica que reflete as diversas facetas de Darcy Ribeiro como ensaísta, antropólogo e político, nos levam a responder questões de como o autor fez recurso de uma narrativa histórica crítica, pautada em carências orientativas do presente – utilizando o conceito da Teoria da História do Prof. Jörn Rüsen –, reflexões que são antes de tudo conseqüências de um período de ditadura militar e experiência do exílio, e que orientarão um programa político posterior. Partirei de uma análise feita pelo Prof. Estevão Chaves Martins sobre a formação das identidades latino-americanas, para relacionar à ligação das características políticas da obra de Darcy Ribeiro e à importância dos temas por ele selecionados, como parte de um
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Atravessando o avesso do mundo

Atravessando o avesso do mundo

sudoeste de Angola. É filha de Maria Emília, de descendência portuguesa, e de Geraldo Agostinho, de origem kwanyama. Desde os nove meses de idade, como era costume no contexto da situação colonial, foi criada pela madrinha, e da casa desta só saiu para casar. Começou o curso de História na Faculdade de Letras do Lubango (atualmente denominada ISCED-Lubango.) e concluiu o curso em Lisboa. Em 1996, também concluiu, pela mesma Universidade de Lisboa, o Mestrado em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa. Concluiu o Doutoramento em História e Antropologia sobre Angola na Universidade Católica de Lisboa, onde também leciona Literaturas Africanas de Língua Portuguesa. Continua morando em Lisboa.
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O Museu Paulista e a história da antropologia no Brasil entre 1946 e 1956.

O Museu Paulista e a história da antropologia no Brasil entre 1946 e 1956.

Além da etnologia, contudo, os estudos de comunidade, importante vertente da antropologia do período, também tinham lugar na revista. Como exemplo, podemos citar, de Donald Pierson e Carlos B. Teixeira, “Survey de Pecinguaba” (volume 1, n.s., 1947), de Charles Wagley e Thales de Azevedo, “Sobre métodos de campo no estudo de comunida- de” (volume 4, n.s., 1950), e uma série de resenhas de obras dessa ver- tente, como aquela escrita por Gioconda Mussolini sobre o livro Cunha (volume 3, n.s., 1949), que fora publicado por Emilio Willems em 1947. Ainda sobre a Revista do Museu Paulista, vale ressaltar o papel central que desempenhou publicando alguns textos que viriam a se tornar clás- sicos das ciências sociais no Brasil. De acordo com Luiz Jackson, essa revista “supriu por vezes a carência do mercado editorial de então, pu- blicando vários trabalhos na íntegra” (Jackson, 2003, p. 62). Entre tais trabalhos, vale mencionar “A função social da guerra na sociedade tupi- nambá”, de Florestan Fernandes (1952), e “A moda no século XIX”, de Gilda de Mello e Souza (1951).
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Terra de Quilombo: arqueologia da resistência e etnoarqueologia no território Mandira,...

Terra de Quilombo: arqueologia da resistência e etnoarqueologia no território Mandira,...

Esta reformulação ou invenção das identidades nos parece um ponto central no contexto das relações entre os escravos africanos e seus descendentes no Brasil. Como já assinalado, os grupos que hoje são considerados remanescentes de quilombos se constituíram a partir de uma grande diversidade de processos históricos (GUSMÃO, 1996; ALMEIDA, 1998). Existem quilombos formados por heranças de ex-senhores de escravos, doações de fazendas, recebimento de terras como pagamento por serviços prestados ao Estado, pela simples permanência nas terras das grandes propriedades abandonadas pelos senhores de escravos falidos, ou pela compra de terras, tanto durante a vigência do sistema escravocrata, quanto após a sua existência (ALMEIDA, 1998). Completamente diferente da definição jurídica do termo que apresenta a imagem de um quilombo sem história, congelada no tempo, como remanescentes de um acontecimento do passado. Essa visão reduzida e retrógrada que a definição jurídica apresenta das comunidades negras reflete, na verdade, a “invisibilidade” produzida pela história oficial, cuja ideologia, propositadamente, negligencia os efeitos da escravidão na sociedade brasileira (GUSMÃO, 1996).
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Hist. cienc. saudeManguinhos  vol.21 número1

Hist. cienc. saudeManguinhos vol.21 número1

A historiografia da saúde na América Latina, nos últimos decênios, passa necessariamente pelas páginas de História, Ciências, Saúde – Manguinhos. Recentemente, passa também pelo espaço virtual dessa revista formidável. Nesse sentido, creio que é alvissareira a iniciativa de seus editores: abrir-nos um espaço no blog sobre as questões ligadas aos chamados comitês de ética na pesquisa.

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História, antropologia e a cultura afro-americana: o legado da escravidão.

História, antropologia e a cultura afro-americana: o legado da escravidão.

Richard Price fecharam seu livro O nascimento da cultura afro-americana: um a perspectiva antropológica, recém-lan- çado no Brasil. Mintz e Price são dois reno- mados antropológos norte-americanos, es- pecialistas respectivamente no estudo das so- ciedades do C aribe e do Suriname, cuja produção teve e ainda tem grande repercus- são nas pesquisas sobre a escravidão e as culturas negras nas Américas. Alguns dos pressupostos centrais do livro foram bem salientados na passagem acima: a necessidade da compreensão integrada da história da América e da África, a importância da com- paração entre os diferentes sistemas escra- vistas do N ovo Mundo, o papel dos escravos
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Ciênc. saúde coletiva  vol.10 número1

Ciênc. saúde coletiva vol.10 número1

A começar pelo seu título, o livro – composto por no- ve partes – trata da pluralidade do masculino. Nesse olhar plural, revela-se a crítica incessante à masculi- nidade reduzida a uma categoria que torna os ho- mens homogêneos. Em oposição a essa redução, os autores buscam analisar os processos dinâmicos de construção e reconstrução do masculino. Para isso, rompem fronteiras, fazendo dialogar diferentes cam- pos disciplinares (antropologia, história, psicanálise e sociologia), em busca de uma abordagem interdisci- plinar, não só como produto da coletânea dos traba- lhos como também no interior de cada texto.
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Diálogos interdisciplinares da Antropologia

Diálogos interdisciplinares da Antropologia

Noêmia Moura & Rosalvo Ortiz, ambos vinculados à Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), apresentam no artigo “Entre a Antropologia e a História: Alguns Pressupostos Teórico-Metodológicos no Estudo das Religiosidades Terena” e se propõem a evidenciar os pressupostos teórico-metodológicos que vem orientando seus estudos sobre religiosidades Terena, nos últimos anos. Enredados pelos conceitos de apropriação e terenização do cristianismo retratam o protagonismo dos sujeitos históricos Terena, que se reproduzem como sociedade, através dos religiosos não indígenas e de suas instituições cristãs, recrutando os brancos para sua própria continuidade.
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Horiz. antropol.  vol.18 número37

Horiz. antropol. vol.18 número37

Enfi m, embora o foco etnográfi co desse livro se situe nos Estados Unidos, as problemáticas e questões, práticas e teóricas, que aborda, trans- cendem aquele universo, sendo também pertinentes para se abordar o campo afro-religioso brasileiro – tanto pelos praticantes quanto pelos estudiosos – as- sim como melhor compreender as questões e tensões que transitam no interior dos movimentos políticos envolvendo os negros brasileiros. Portanto, este é um livro extremamente útil para todos os interessados na história dos negros norte-americanos e dos afrodescendentes das Américas, bem como em antro- pologia da religião e em antropologia política.
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Estudos de gênero: uma sociologia feminista?

Estudos de gênero: uma sociologia feminista?

sobre a questão que se tornaram clássicos na área, The Traffic in Women: Notes on the Political Economy of Sex, Rubin procurou responder teoricamente à recorrência da opressão e subordinação social das mulheres com base em um diálogo crítico com a teoria antropológica de Lévy-Strauss, com a psicanálise freudiana e com o marxismo. Em decorrência desse debate, a autora reitera a idéia de que gênero é uma divisão dos sexos imposta socialmente e produzida nas relações sociais da sexualidade, as quais compõem o que ela denomina de sistemas de sexo/gênero. Por sua vez, a historiadora Joan W. Scott introduz o conceito de gênero na História com o seu famoso artigo “Gender a Useful Category of Historical Analysis”, publicado em 1986 na American Historical Review e traduzido em 1990 no Brasil. 22 Scott dialoga com autores pós-estruturalistas como
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Apresentação

Apresentação

Já o trabalho de Temis Gomes Parente (UFT) e Cícero Pereira da Silva Júnior (UFPA), intitulado De estrada líquida à jazida energética: os sentidos do rio Tocantins na memória oral dos ribeirinhos, por meio da metodologia em História Oral, reflete sobre as relações estabelecidas e experienciadas entre os ribeirinhos e o rio Tocantins, nas duas dimensões, materiais e imateriais. O elemento inovador do artigo é o estreito diálogo com a Antropologia, apropriando-se da noção de dádiva de Marcel Mauss, com o intuito de ressignificar a(s) narrativa(s) dos ribeirinhos acerca do rio e do seu entorno.
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Das experiências do regime conteporâneo do eu sob a perspectiva da antropologia pós-moderna.

Das experiências do regime conteporâneo do eu sob a perspectiva da antropologia pós-moderna.

Mesmo assim, é bem conveniente explicitar que, com exceção de Latour e Haraway, que se autodenominam antropólogos pós-modernos da ciência e tecnologia, Foucault, Derrida, Giddens e Wittgenstein não se autodenominam antropó- logos. Logo, pergunta-se: resumidamente, o que caracterizamos aqui da contribuição de cada um? De Giddens, uma visão sociológica mais complexa da sociedade e associada à modernidade radicalizada; de Foucault, a noção ilosóica de poder positivo (re)produzindo sujeitos e disseminado na sociedade para além das estruturas estatais; de Wittgenstein, ilósofo da linguagem, a discussão da centralidade da linguagem nas questões sociais, culturais e políticas; de Derrida, ilósofo pós-estruturalista, a idéia mais radical do efeito construcionista da linguagem ao produzir o outro – pressuposto central da Antro- pologia Pós-moderna. Dito de outro modo, a pos- tura de Derrida antecipa características de posições extremistas da antropologia pós-moderna, pois a desconstrução da ciência inda na proposta de acabar com a própria antropologia enquanto tradição do pensamento ocidental sobre o outro.
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Notas para a história da antropologia no Rio Grande do Sul (1940-1969).

Notas para a história da antropologia no Rio Grande do Sul (1940-1969).

Lá ele ministrou aulas de francês, aritmética e desenho. Em 1928 Rambo interrompe o seu trabalho para cursar Filosofi a em Pullach, Alemanha. Ao retornar ao Brasil, em 1931, Rambo retoma a carreira do magistério dando aulas no Colégio Anchieta. Neste período deu aulas de história natural, física e cosmologia. Isto durou até o ano de 1934 quando Rambo decidiu-se por completar a sua formação sacerdotal em São Leopoldo. Tendo terminado o curso de teologia em 1938. Rambo retorna para Porto Alegre, onde permanece dando aulas no Colégio Anchieta até o fi m de sua vida. A partir de 1941 Rambo passa a conjugar as aulas no Colégio Anchieta com a sua nova função de catedrático fundador da cadeira de Antropologia e Etnologia da Faculdade de Filosofi a, Ciências e Letras da UFRGS. Em 1947 exerce atividade de “prefeito de estudos” do Colégio Anchieta e, em 1955 passa a dirigir o Museu de Ciências Naturais da secretaria estadual da educação e cultura, além de lecionar Antropologia Cultural na faculda- de de Medicina da UFRGS. Por fi m, em 1956, juntamente com outros colegas jesuítas, funda o Instituto Anchietano de pesquisas que vem a tornar-se um importante centro de conhecimento.
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Ser professor : ensino ou aprendizagem da profissão?

Ser professor : ensino ou aprendizagem da profissão?

Ao longo da história de vida de cada um de nós, arrumamos a diversidade cultural e intelectual ora como desordem, em jeito de patologia social, ora como ordem humana justamente caracterizada pela existência da heterogeneidade cultural como facto social. E não é certo que a boa vontade, a tolerância e a curiosidade sejam suficientes para levar à abertura à alteridade, à diferença. É claro que estas atitudes podem ser um bom começo, mas, só por si, não levam forçosamente à inter-compreensão. A aceitação do outro na sua própria diferença está longe de ser uma atitude absolutamente espontânea.
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Armando de Melo Lisboa "A Crítica de Karl Polanyi à Utopia do Mercado" Nº 22000

Armando de Melo Lisboa "A Crítica de Karl Polanyi à Utopia do Mercado" Nº 22000

Pode-se constatar que até finais dos anos 60 havia uma quase unanimidade (as exceções sempre confirmam a regra) em aceitar a tese da existência de princípios universais da racionalidade econômica, ou seja: todas as sociedades seriam progressivamente transformadas à imagem e semelhança das ocidentais. Hoje se desfaz este mito do desenvolvimento, ou, pelo menos, este consenso já não é tão absoluto!) 9 . Rompeu-se a crença de que apenas uma sociedade altamente industrializada permite liberar as potencialidades humanas. O retorno crescente da problemática relação entre economia e cultura, particularmente em sociedades híbridas como as latino-americanas, tem contribuído decisivamente para a erosão da fé iluminista numa modernização integradora que emana da marcha ascendente da história.
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Hist. cienc. saudeManguinhos  vol.12 número3

Hist. cienc. saudeManguinhos vol.12 número3

F azer Antropologia a partir de documentação histórica ou fazer História incorporando a leitura antropológica se constitui em exer- cício acadêmico que, ao ignorar as fronteiras disciplinares, brinda o leitor com A arte de enganar a natureza, trabalho de Fabíola Rohden que usa de diferentes conhecimentos para apresentar ‘contracepção’, ‘abor- to’ e ‘infanticídio’ como artifícios de intervenção na relação entre sexo e reprodução. Prática atribuída às mulheres que parecem ‘rebelar-se’ contra a missão imposta pela sociedade brasileira no início do século XX: reproduzir, dar filhos à sociedade. Mulheres que, com a ‘cumplici- dade’ de outros atores sociais – parteiras e médicos –, rompem com a adoção de uma política mais nítida de gerenciamento da sexualidade e da reprodução, assuntos que, embora considerados como pertencen- tes ao mundo privado, revelam a expressão dos interesses públicos. Enganar a natureza se constituía em desafio ao domínio médico e jurídi- co-policial, braços fortes e zelosos da política do Estado protetor da maternidade e da infância.
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Mana  vol.22 número1

Mana vol.22 número1

Embora estudos sobre diáspora afri- cana, internacionalismos negros, jazz e descolonização sejam abundantes na história, na antropologia e em outras áreas, a abordagem de Lara Putnam é inovadora por duas razões relacionadas: ela mantém o foco nas conexões e adota uma perspectiva “bottom-up” (analisan- do os fenômenos de baixo para cima). O interessante é que, exatamente por focar nas conexões, a historiadora analisa os fenômenos de baixo para cima e, exa- tamente por analisar os fenômenos dessa maneira, ela faz de sua obra um estudo essencialmente sobre conexões.
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Rev. Bras. Hist.  vol.23 número45

Rev. Bras. Hist. vol.23 número45

O Conselho Editorial, com muito pesar, recebeu a notícia do falecimento da grande historiadora brasileira, Alice Piffer Canabrava, ex-presidente da ANPUH e fundadora da Revista Brasileira de História. Assim, decidiu prestar sua homenagem a ela, dedicando-lhe este número da revista.

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