Histórias de Alexandre (contos)

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Literatura e sala de aula: uma leitura das “histórias de Alexandre”, de Graciliano Ramos, e de “O avô e o rio”, de Aleilton Fonseca

Literatura e sala de aula: uma leitura das “histórias de Alexandre”, de Graciliano Ramos, e de “O avô e o rio”, de Aleilton Fonseca

Acompanhar e aprender com os contos de Graciliano Ramos é ver para além da obviedade do estrategicamente estabelecido. Isto se dá, como conclui Osman Lins (1982, p. 198), não com “[...] o olho de inventar maravilhas, mas [com] o olho torto, atravessado, o de ver claro as coisas.” A anomalia que mistura e desestabiliza a concepção tradicionalizada de se enxergar o “correto” das coisas aparece como um processo necessário, considerado por Zilá Bernd (1995, p. 81) como exemplo de “[...] reutilização do menor (oral e popular) na montagem maior, em uma perspectiva de profanação e de subversão da tradição literária brasileira e latino-americana letrada [...].” Neste contexto se inscrevem as “histórias de Alexandre” que, uma vez focadas na orientação de leitura arbitrariamente fechada, ou desimpedidas das especificidades de um público direcionado, compreendem um universo de conteúdo e linguagem indispensáveis, àqueles que não se acomodam diante da aparente estabilidade das relações humanas, em sociedades vizinhas cujas fronteiras não comportam demarcações definitivas.
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O major esquecido : histórias de Alexandre, de Graciliano Ramos

O major esquecido : histórias de Alexandre, de Graciliano Ramos

tais fatos estranhos ao senso comum como verdades, com base tão somente na autoridade da palavra do anfitrião, os ouvintes aceitam o sobrenatural sem restrições. Nesse sentido, poder-se-ia tomar Histórias de Alexandre como um conjunto de contos maravilhosos, atados por meio do recurso da narrativa-quadro, que lhes confere coesão. Entretanto, um elemento se insurge, como a contestar essa vinculação: o cego Firmino. Sendo Graciliano escritor sagaz ao extremo, não parece aceitável a hipótese de que a escolha do personagem que cumpre o papel de "consciência crítica" para as narrativas de Alexandre tenha recaído aleatoriamente sobre um indivíduo privado do sentido da visão. Se lhe falta a capacidade de enxergar o real que o cerca, Firmino se mantém concentrado, talvez mais que os outros ouvintes, no teor dos relatos do protagonista. Parece por demais evidente que Firmino "vê" aquilo que os demais não veem ou se recusam a ver, seu próprio nome significando "firmeza" e "austeridade". Assim, é possível atribuir ao personagem dimensão tal que dele depende parte do direcionamento do livro como gênero. É tão somente Firmino que apresenta a desconfiança e a dúvida, questionando o narrador sobre aquilo que considera exageros, absurdos e impossibilidades dentro de suas narrativas. Alexandre se zanga, ameaça abandonar as histórias sem conclusão, angariando a simpatia do restante da plateia, que se exime ou não se preocupa em contestar a palavra do narrador. Por fim, vencido, mas não convencido, o cego adere ao coro, presta reverência a Alexandre para que este possa levar a narrativa ao final, para aplauso de todos. Mais adiante, voltará à carga, questionando outra vez o narrador, provocando-o e instando-o a apresentar comprovação acerca dos acontecimentos relatados.
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Mirada em Histórias de Alexandre, de Graciliano Ramos

Mirada em Histórias de Alexandre, de Graciliano Ramos

Tivemos acesso à citada entrevista. Nela, o jornalista confirma alguns traços da personalidade do autor de São Bernardo, como por exemplo, o senso crítico do romancista quanto ao que escrevia. Na ocasião, Graciliano comentou que estava se dedicando à produção de um livro de memórias, cujo título seria “Impressões de Infância”, destinado a retratar as primeiras fases de sua vida, apresentando ao jornalista uma pasta com os manuscritos da obra, com muitas correções, comenta o jornalista: “Fala-se em tortura de escritor para chegar a uma forma definitiva. Dificilmente se encontrará um ‘torturado’ mais completo que esse Graciliano Ramos” 3 . Ainda na entrevista, quando perguntado se gosta de escrever ou se arriscaria tentar novos gêneros artísticos, Graciliano responde: “não gosto do que escrevo, mas sinto satisfação no que escrevo” 4 . Seu desgosto pelo que escreve relaciona-se à sua concepção de arte como representação da realidade, esta geralmente se apresenta de forma amarga, mas o romancista sente prazer em expor essa realidade, pois, busca transformá-la. Quanto a arriscar-se em outro gênero, o próprio jornalista comenta que o escritor havia partido para as memórias, Graciliano Ramos completa: “e para o folclore, também. A minha História de Alexandre sairá dentro de pouco... 5 ” por fim, o entrevistador quanto ao livro citado pelo alagoano, menciona: “Resta explicar que História de Alexandre é puro folclore nordestino para crianças do Brasil” 6 . Azevedo argumenta que o título da obra no singular deve decorrer de um erro do jornalista, visto que na época da entrevista a obra já se encontrava pronta, sob o título Histórias de Alexandre.
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Serra, Sofia Alexandre

Serra, Sofia Alexandre

Os mecanismos pelos quais a inflamação crónica induzida pode influenciar a carcinogénese incluem o aumento da produção de mediadores pró-inflamatórios, tais como citoquinas,[r]

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Alexandre Gaudencio Almeida

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Para não introduzir incerteza e ambiguidade na classificação das atividades, optou-se por considerar o movimento lateral como sendo apenas uma atividade, independent[r]

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ALEXANDRE MACIEL DA SILVA

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Este estudo tem como objetivo verificar a prevalência de parasitoses intestinais em crianças matriculadas na creche comunitária Nossa Senhora de Boa Viagem, bem como[r]

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Alexandre Provin Sbabo.pdf

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Com isso, neste percurso narrativo, também temos a presença do regime de união proposto por Landowski (2005, 2014), pois este considera que nem todas as relações exist[r]

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Marcio Alexandre Masella.pdf

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Na terceira analisei o ECA considerando os adolescentes sujeitos de direitos, em condição peculiar de desenvolvimento. Esse paradigma fomenta um novo olhar, atitudes e posturas, uma no[r]

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Ricardo Alexandre da Cruz

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instantaneamente (diferentemente do dinheiro, do título de propriedade ou mesmo do título de nobreza) por doação ou transmissão hereditária, por compra ou troca (Bourdieu, 2008, p. Bo[r]

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Alexandre Mauro Toledo.pdf

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Se a função da crítica de arte é (ou pelo menos deveria ser) o de instaurar um diálogo com a obra, talvez as melhores condições para que esse diálogo se efetive, seja dado pela relaçã[r]

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Alexandre Ferreira Pereira

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A versatilidade de aplicação em diferentes máquinas com comandos ou quadro de controlo diferentes, o uso de poucos componentes, rápida e prática implementação em conjunto [r]

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Sousa, Mikael Alexandre de

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É uma das mais recentes áreas da medicina dentária, inclui a prevenção e o tratamento das lesões orofaciais em atletas e o estudo da associação da performance desportiva com as doenças[r]

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Jose Alexandre Martins

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No capítulo quatro, “Análise do desempenho do sistema de drenagem de águas residuais da vila de Lorvão” , é efetuado o estudo dos caudais de infiltração, relacionando-os com os dados do [r]

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Poesia Alexandre Daskalos

Poesia Alexandre Daskalos

A publicação dos poemas de Alexandre Dáskalos reveste- -se de grande importância no quadro da poesia angolana. Se, na verdade não são muitos os poetas, angolanos, não deixam eles de afirmar, contudo, uma posição de vincada angolanida- de, não só na invocação de uma terra-mãe — que poderia dar um sentido apenas telúrico a esta poesia — mas também na estruturação política do canto. É deveras importante ultra- passar o mero reconhecimento telúrico para podermos com- preender, com a amplitude necessária, as incidências das alienações que os poetas sentem. O estudo das estruturas poé- ticas angolanas mostra bem como da poesia preconceituosa do «branco» (e podemos dizer que alguns poetas negros se deixaram arrastar por esta tendéncia menorizadora), passou- -se para a poesia de descoberta de Angola e, num movimento irreversível, passamos a encontrar o poeta consciente dos sig- nificados das vivências angolanas. Alexandre Dáskalos com- preendeu bem cedo a sua posição dentro deste quadro.
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Vitor Alexandre Rodrigues

Vitor Alexandre Rodrigues

Importa referir que nos materiais argilosos, como o caso dos materiais de cerâmica sanitária, a contracção dá-se quase exclusivamente neste período de secagem (SHERWOOD, 1933).[r]

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Fernandes, José Alexandre

Fernandes, José Alexandre

Titanium dioxide nanoparticles have shown antibacterial activity against Strep- tococcus mutans and Streptococcus sanguis , bacteria involved in the formation of dental caries (A[r]

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Alexandre Pereira da Rocha

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Este trabalho tem como premissa analisar o direito de punir do Estado brasileiro, a partir de observações empíricas do sistema penitenciário do Distrito Federal, da política de recurso[r]

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ALEXANDRE AMARANTE DA SILVA

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O software MeDiNa referente ao Novo Método de Dimensionamento Mecanístico-Empírico de Pavimentos Asfálticos, um Convênio UFRJ / DNIT, está em sua versão Beta 1.1.3.0 (setem[r]

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Marcio Alexandre Massela

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Discutir o caráter político da educação é conscientizar-se que o papel do professor não é de transmitir conteúdos com uma postura de neutralidade ou de maneira desvinculada à realidad[r]

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patricia alexandre evangelista

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Com relação à dinâmica de realização da pesquisa foram realizadas 100 entrevistas de caráter quali-quantitativo, abordando os seguintes assuntos: Idade, Sexo; Altura[r]

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