Homem do subsolo.

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O SUJEITO PÓS-MODERNO A PARTIR DA FIGURA DO FLÂNEUR E DO HOMEM DO SUBSOLO EM A FÚRIA DO CORPO, DE JOÃO GILBERTO NOLL

O SUJEITO PÓS-MODERNO A PARTIR DA FIGURA DO FLÂNEUR E DO HOMEM DO SUBSOLO EM A FÚRIA DO CORPO, DE JOÃO GILBERTO NOLL

RESUMO: Em A fúria do corpo, João Gilberto Noll propõe uma narrativa em que ocorre o aparecimento de fatos na medida em que há a tentativa de seu apagamento por meio de uma constante negação. No presente estudo, propomos dois pontos de análise: a cidade como espaço de movimento das personagens, a partir da figura do flâneur; e a noção de homem do subsolo nessa obra do escritor. Para o desenvolvimento do trabalho, apoiamo-nos em produções de Benjamim (1989), Dostoievski (2011), Souza (2010), entre outros. Argumenta-se que há na obra a ficcionalização do espaço e do sujeito, característicos da pós-modernidade, levado pela desilusão com a organização social, que induz à perambulação pelo espaço urbano, demonstrando a condição humana como algo sujeito à fragmentação.
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Coringa, subsolo e rizoma: uma aproximação filosófica a Batman, o cavaleiro das trevas

Coringa, subsolo e rizoma: uma aproximação filosófica a Batman, o cavaleiro das trevas

Antes de retornar ao filme, cabe apresentar alguns autores: Fiódor Dostoiévski com Memórias do Subsolo (DOSTOIÉVSKI, 2000) e Gilles Deleuze e Félix Guattari com Mil Platôs (DELEUZE e GUATTARI, 1995). O ponto comum a estes trabalhos é, como sugerimos acima, a crítica ao padrão racional e representacional do pensamento. A diferença é que, enquanto Dostoiévski apenas esboça a crítica, Deleuze e Guattari fornecem um método, uma orientação para se pensar alternativamente ao discurso filosófico tradicional. Em Memórias do Subsolo, Dostoiévski ridiculariza as ciências sociais que nasciam no século XIX influenciadas pelo positivismo e que, devido a seu intento matematizador, terminavam por transformar o ser humano em simples engrenagem; seus simpatizantes, simbolizados pelas figuras do homem de ação (capitalismo civilizado) e do homem da natureza (Rousseau), sofrem os ataques do homem do subsolo, aquele que se recusa a aceitar tal lógica, apontando o que ela
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O drama da escrita em <i>Memórias do subsolo</i>, de Dostoiévski

O drama da escrita em <i>Memórias do subsolo</i>, de Dostoiévski

Retornando à questão dos papéis em representação nesse “drama da fala”, restam algumas últimas palavras sobre o narrador em primeira pessoa, ao mesmo tempo personagem-protagonista da narração. Trata-se de um “eu desdobrado”, desdobrável, ao infi nito, como vimos. O discurso desse sujeito da enunciação narrativa fraciona-se infi nitamente em outros “eus”, personas em cena que se contradizem, que se estranham, que se hostilizam. Daí a ausência de uma palavra conclusiva. O homem do subsolo “[...] não pode chegar a um acordo consigo mesmo, assim como não pode deixar de falar sozinho [...]” (BAKHTIN, 1997a, p.238), o estilo do seu discurso é organicamente estranho à conclusão, ao acabamento. O autor precisaria estar bem mais distante para oferecer de si mesmo uma visão acabada, uma interpretação mais completa e estável. O autor se conhece fragmentado, não vê nem sabe mais do que seu herói. Como então discernir quem fala daquele do qual se fala? Como terminar uma história que não tem fi m? Como fi nalizar as Memórias, senão interrompendo-as bruscamente, mecanicamente? Não haveria “maneira tão orgânica e tão adequada ao herói do subsolo” de encerrar “um discurso inteiramente infi nito”, é Bakhtin (1997a, p. 238), mais uma vez, que escreve.
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O procedimento irônico como estratégia da forma polifônica em Memórias do Subsolo, de Fiódor Dostoiévski

O procedimento irônico como estratégia da forma polifônica em Memórias do Subsolo, de Fiódor Dostoiévski

O autor das memórias do subsolo, o homem do subsolo, transmuta-se, então, em vários outros homens. É volúvel e assume uma persona a cada ponto de vista dramatizado. Há, no seu discurso, vários discursos, diversas ideias e teorias contraditórias, o que impede de deini-lo com precisão. Paradoxalista, sua consciência, todo absorvente, revela um homem no limiar, em crise, e em reviravolta consigo mesmo a demonstrar a sua inconclusibilidade. Nesse sentido, o que ica claro na narrativa é a perspicácia do escritor Dostoiévski em materializar as discussões morais, psicológicas e sociais de sua época através de um método de composição – irônico por excelência, dramático e relexivo – capaz de conigurar na exposição da autoconsciência de um personagem um imenso-intenso plano de vozes, o plano polifônico.
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O encontro privilegiado entre Bakhtin e Dostoiévski num subsolo.

O encontro privilegiado entre Bakhtin e Dostoiévski num subsolo.

Se afirmamos na abertura deste trabalho que a poética de Dostoiévski, tal como foi formulada por Bakhtin, se constrói segundo as articulações internas da composição da arte com a vida, não é de se estranhar que a novela Memórias do subsolo tenha sido tomada como modelo radical do gênero romance polifônico. Enquanto o ensaísta L. Grossman e o músico Glinka afirmam o vínculo do sistema construtivo de Dostoiévski com a contrapontística musical, Bakhtin avança ao mostrar como o discurso com evasivas, construído na passagem do dito e do não-dito, faz do compasso que falta um elemento estrutural que pode ser lido no tensionamento da narrativa do homem do subsolo. O contraste de vozes do discurso polifônico não é observado apenas do ponto de vista do que se ouve ou enuncia, mas, igualmente, da ressonância do que falta na distinção. O discurso sincopado não apenas deixa o discurso tensionado pelos tempos fortes, mas torna impossível o ponto final, como observa Bakhtin. A conclusão da imagem fica em aberto e as memórias se dispersam na incompletude. Focalizadas a partir do final, a narrativa do subsolo corrói qualquer enredo em nome das evasivas que possam garantir o movimento do perpetuum mobile. Deixar em tensão o pensamento é tarefa primordial do ideólogo no curso da existência (SCHNAIDERMAN, 1994: 242).
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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC - SP RENAN SILVA CARLETTI

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC - SP RENAN SILVA CARLETTI

Na primeira parte dentre os pontos principais, podemos dizer que se trata de um personagem, que não possui nome, e incialmente, discute sobre aquilo que acredita ser ou deixou de ser, questionando-se ser um homem doente ou não, um homem mau ou não. Reflete sobre o modo como trata as pessoas e as possíveis causas e efeitos de seus atos, se é que este mecanismo existe para ele. Ele também faz reflexões sobre seu passado comparando com o presente. Afirma ter sido funcionário publico e que tratava muito mal as pessoas por raiva, mas caso apresentassem uma boneca e um chazinho à ele, já se envergonharia de ser assim. Diz que não conseguiu ser nada e como a consciência o atormenta. Discorre sobre os chamados “homens de ação” e que para eles, há algo como um muro que os acalma, dizendo o que eles tem de fazer ou não, onde devem parar e o porquê devem ficar ali. O homem do subsolo não se contenta com esse muro, não é porque “dois e dois são quatro” que o muro tem algo de definitivo, que ele deve ficar ali, estacionado em frente ao muro. Neste tom irônico e satírico desenrolasse o restante desta primeira parte, a qual detalharemos no terceiro capítulo.
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SELF E AUTOBIOGRAFIA EM MEMÓRIAS DO SUBSOLO E A CONSCIÊNCIA DE ZENO .

SELF E AUTOBIOGRAFIA EM MEMÓRIAS DO SUBSOLO E A CONSCIÊNCIA DE ZENO .

Um tema que se destaca na leitura comparada das obras é a polaridade entre normalidade/anormalidade, entre o que o homem do subsolo e Zeno julgam ser, por um lado, um comportamento comum e saudável e, por outro, um comportamento patológico B portanto, fonte de malBestar. Na consciência dos protagonistas, empenhados no autoexame e na narração de si, a doença, a neurose e o vício ocupam um lugar central, levandoBos ao reconhecimento, mais ou menos direto, culpado ou inocente, de sua condição de , de pessoas estranhas que não agem de acordo com as expectativas ou padrões de civilidade e saúde dominantes em seu meio social. São seres que se julgam, de algum modo, fora das normas, portadores de algum desvio de ordem psíquica e moral, que não conseguem tocar o cotidiano descontraidamente, como (pensam que) as pessoas ordinariamente o fazem. A própria definição do que desejam, de seus objetivos e metas, é atravessada por estranhamento, incerteza e sensação de fracasso.
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ESTADO DA ARTE DAS WAVELETS: uma abordagem de sua aplicação como ferramenta de processamento geofísico na atividade petrolífera

ESTADO DA ARTE DAS WAVELETS: uma abordagem de sua aplicação como ferramenta de processamento geofísico na atividade petrolífera

que por meio delas acontece a decomposição multiescala e, consequentemente, uma adequação no processamento de propriedades de rochas e fluxo em um reservatório com heterogeneidades em várias escalas. Esse trabalho tem como finalidade analisar a utilização das Wavelets no processo de investigação do subsolo, mais especificamente na detecção de hidrocarbonetos. Para isso, foi feita uma pesquisa bibliográfica dos assuntos inerentes à temática e considerados os elementos relevantes para esta pesquisa. Verifica-se que as Wavelets contribuem para a efetividade das investigações geofísicas, tendo grande aplicabilidade na exploração petrolífera, uma vez que possibilita a descrição de condições geológicas de intervenção de maneira mais segura, e garantindo melhores resultados de aferições.
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Identificação  de matacões por meio de sondagema percussão de simples recohecimentodo subsolo da cidade de Uberlândia (MG)

Identificação de matacões por meio de sondagema percussão de simples recohecimentodo subsolo da cidade de Uberlândia (MG)

As investigações geotécnicas são extremamente importantes para se conhecer as características do subsolo. Os resultados das chamadas prospecções podem ser utilizados em diversas áreas tais como na Engenharia Civil, Engenharia de Minas, Geologia, Mineralogia, Pedologia, entre tantas outras. O trabalho em questão tem como objetivo específico, discutir sobre a investigação geotécnica, tratando especificamente da importância da sondagem à percussão de simples reconhecimento do subsolo, na identificação de matacões. A implicância desse fato na elaboração de projetos diversos será observada por meio de um estudo de caso no perímetro urbano da cidade de Uberlândia/MG, localizada na região do Triângulo Mineiro.
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DE HOMEM NATURAL A HOMEM CIVIL: APERFEIÇOAMENTO E FORMAÇÃO

DE HOMEM NATURAL A HOMEM CIVIL: APERFEIÇOAMENTO E FORMAÇÃO

O grande problema da vida social é que no desenvolvimento do processo cultural e, precisamente representativo, o homem tomou gosto pelo prestígio da ribalta e desenvolveu um pathos extremamente desagregador e personalista para a vida em sociedade, que podemos chamar de síndrome da espetacularização. Todos querem ser objeto de espetáculo porque o prestígio traz consigo o reconhecimento, o privilégio, a bajulação, a riqueza, o conforto, o luxo e a glória pessoal. Bem longe da ação de exteriorizar-se e imaginar-se no lugar do outro, movido pela faculdade da compaixão, o comediante que atua no campo da representação política coloca-se no lugar do outro no sentido de usurpar-lhe o direito. E, apesar de ter escrito a comédia Narciso ou o amante de si mesmo, com apenas dezoito anos, Rousseau já concebia essa compreensão. Como afirma Salinas Fortes (1997, p. 172 – grifo do autor), “o narcisista de Jean-Jacques realiza o comediante: mascara-se, traveste-se, brilha pela aparência e vive um personagem, que, neste caso, é apenas uma idealização de si, Ego ideal, eu supervalorizado”.
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MESTRADO PROFISSIONAL EM ENGENHARIA GEOTÉCNICA DA UFOP OURO PRETO – DEZEMBRO 2011

MESTRADO PROFISSIONAL EM ENGENHARIA GEOTÉCNICA DA UFOP OURO PRETO – DEZEMBRO 2011

Na explotação subterrânea, a relação estéril-minério é menor do que no método a céu aberto. Porém, nesses casos, emergem os desafios do controle da estabilidade das aberturas subterrâneas e da manutenção da qualidade da atmosfera subterrânea. Desde os primórdios da mineração subterrânea, a ventilação de áreas de lavra ou de áreas ocupadas pelo homem tem sido uma das principais preocupações. Curiosamente, em seu livro De Re-Mettalica, publicado em 1556, Georgius Agrícola dedicou um capítulo ao tema de ventilação. O desenvolvimento tecnológico de sistemas e equipamentos que favorecem as condições de ventilação em minas subterrâneas se deu principalmente a partir da segunda metade do século XIX. Como exemplo, pode-se citar a mina de St. John Del Rey Mining Company, localizada em Nova Lima (MG), que registrou a instalação de um conjunto de ventiladores centrífugos, de pás retas, movidos a vapor, já em 1890 (MMV, 1996).
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A criminologia natimorta : um ensaio sobre a linguagem do subsolo e sua é(sté)tica : os outros : projetos MC’s para paz e artinclusão

A criminologia natimorta : um ensaio sobre a linguagem do subsolo e sua é(sté)tica : os outros : projetos MC’s para paz e artinclusão

O defunto que, ao perambular, sai contando a sua vida por aí. Seu esqueleto conta suas memórias de subsolo, afinal, mesmo em vida, era assim que se sentia, no subsolo era um sujeito que nasceu morto e por conta disso, seguiu sobrevivendo a sua invisibilidade. Características encontradas na literatura de Dostoiévski, Machado de Assis, Franz Kafka, e em cada um deles de uma maneira toda outra também porque as experiências de cada narrador ou personagem são sempre únicas, singulares. Assim a Criminologia talvez deva atravessar a sua morte desta maneira, voltar os seus olhos que ficaram cegos no parto, para o interior do subsolo da realidade, onde o grotesco é a expressão da vida real, estes cadáveres estão a sussurrar a “rouquidão dos dias”. 12
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Indicação geográfica de alimentos e bebidas no Brasil e na União Europeia.

Indicação geográfica de alimentos e bebidas no Brasil e na União Europeia.

Observa-se que as definições de denominação de origem e indicação de procedência adotadas pela legislação brasileira se aproximam da noção de denominação de origem e indicação geográfica constante nos regulamentos da União Europeia. Em ambos os casos, as diferenças entre as duas espécies de indicação geográfica são nítidas: na denominação de origem, as características geográficas (solo, subsolo, vegetação), meteorológicas (mesoclima) e humanas (cultivo, tratamento, saber-fazer, tradição, cultura) que permeiam todo o processo de produção são determinantes na caracterização e na diferenciação do produto; na indicação de procedência (Brasil) ou indicação geográfica (União Europeia), não é necessário que a qualidade do produto esteja estreitamente vinculada às características naturais peculiares da região, basta que o bem produzido nessa área possua reputação e notoriedade junto ao mercado consumidor. O saber-fazer, nesse caso, garante a sua tipicidade, mas a sua qualidade está, em termos comparativos, menos fortemente associada ao território. No entanto, a definição de IG presente na legislação brasileira, diferentemente daquela adotada pela UE, abrange, além de produtos de qualquer natureza (gêneros agrícolas, produtos alimentícios e não alimentícios e bebidas alcoólicas), também a prestação de serviços como passível de proteção por essa propriedade intelectual.
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Avaliação geoambiental em áreas de cerrado no triângulo mineiro para implantação de pequenos reservatórios superficiais de água: aplicação na folha de Tupaciguara, MG (1:100.000)

Avaliação geoambiental em áreas de cerrado no triângulo mineiro para implantação de pequenos reservatórios superficiais de água: aplicação na folha de Tupaciguara, MG (1:100.000)

Técnicas construtivas inadequadas, falta de investigação do subsolo, pouco conhecimento geotécnico dos materiais de construção empregados (ocasionando freqüentemente acidentes devido ao [r]

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Caracterização lito-geofísica por métodos geoelétricos na região da Baixada Cuiabana – trend pirizal – Bento Gomes

Caracterização lito-geofísica por métodos geoelétricos na região da Baixada Cuiabana – trend pirizal – Bento Gomes

 Na mineração Ouro Minas, região de Livramento, o tempo de injeção do potencial no subsolo de 8s apresentou uma resposta de cargabilidade esperado para o setor, enquanto [r]

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Calagem na superfície em sistema plantio direto.

Calagem na superfície em sistema plantio direto.

entre pH e saturação por bases, estabelecidas para amostras da camada arável, não se aplicam em subsolos (Raij et al., 1968). No entanto, é possível que tais relações em áreas com cultivos já estabelecidos durante muito tempo, não preparadas convencionalmente, sejam mais estreitas em maiores profundidades. De qualquer forma, os resultados mostram que o aumento do pH no subsolo, pela aplicação de calcário na superfície, foi acompanhado da elevação da saturação por bases. É interessante notar que os valores de pH no subsolo foram mais elevados do que nas camadas superficiais para valores correspondentes de saturação por bases, dentro da amplitude de variação das camadas mais profundas. De acordo com as curvas ajustadas, para uma saturação por bases de 30%, os valores de pH em CaCl 2 0,01 mol L -1 encontrados nas diferentes
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Dizendo o indizível: testemunho da aniquilação do homem em É isto um homem?

Dizendo o indizível: testemunho da aniquilação do homem em É isto um homem?

Na visão de Seligmann-Silva, o Levi “que sonha com seu público ouvinte que o abandona já previa a sensação de inverossimilhança gerada pelos fatos que narraria e a consequente acusação de mentiroso que o esperava” (SELIGMANN- SILVA, 2008, p. 105-106). Vale ressaltar que, em outra passagem-chave de É isto um homem?, essa indizibilidade dos eventos de que se compõe a experiência do campo de extermínio é reconhecida pelo próprio Levi quando, sentado à sua escrivaninha para lançar-se à tarefa de transpor ao papel suas memórias, depara com a inegável sensação de inverossimilhança daquilo que gostaria de narrar. E admite, de si para si, que naquele exato momento, enquanto escreve sentado à escrivaninha, tudo aquilo que lhe brota da pena parece absolutamente inacreditável. Para confirmar esse ponto, Seligmann-Silva (2008, p. 106) relembra que “Robert Antelme, em seu testemunho sobre sua experiência nos campos alemães, também expressou esta angústia que está na base da pulsão testemunhal”:
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O homem, a alma e o vivente: a definição do homem nas Enéadas de Plotino

O homem, a alma e o vivente: a definição do homem nas Enéadas de Plotino

Notamos que os temas nas Enéadas se entrecruzam, formando um emaranhado de questões que se encontram em vários pontos. Por isso, surgem várias dificuldades quando se investiga essa rede tecida de um modo tão belo e, ao mesmo tempo, preciso e impreciso, calculado e não deliberado. Percebemos que não basta um olhar externo, mas alguma participação no texto é forçosa, mesmo que o discurso e sua forma insistam em nos manter distantes dos conteúdos. Uma aproximação acurada faz-se importante e necessária para tentarmos compreender cada parte e o todo, bem como as relações entre eles. Mas como capturar as articulações, sobretudo as menos evidentes ou mais sutis, como nos fixar em determinados pontos sem nos manter apartados dos demais e negligenciar questões talvez fundamentais? Para não nos perder em tantos fios, concentramo-nos naqueles do homem, procurando nos conduzir o mais rente possível a eles e permitindo ser conduzidos por algumas vias, suas etapas e obstáculos.
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O HOMEM PERFEITO abobrinhas  Vizente Besteirol O HOMEM PERFEITO

O HOMEM PERFEITO abobrinhas Vizente Besteirol O HOMEM PERFEITO

Grupo de mulheres esperando pelo homem perfeito....[r]

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