Identidade feminina no serviço social

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Serviço social, relações de gênero e patriarcado: considerações sobre a identidade feminina de assistentes sociais no Brasil e em Portugal

Serviço social, relações de gênero e patriarcado: considerações sobre a identidade feminina de assistentes sociais no Brasil e em Portugal

Salienta-se que, embora a discussão esteja particularizada na área do Serviço Social, a temática é necessária para todas as profissões constituídas em sua amplitude pela presença feminina, pois não se trata apenas da historicidade do Serviço Social, mas, de parte da história das mulheres; que sofrem as implicações da divisão sexual do trabalho, fator indispensável para refletir sobre o antagonismo de classe, raça, desigualdades e exploração das mulheres no âmbito da classe trabalhadora, que inferioriza e sulbaterniza a condição feminina no mercado de trabalho, para posteriormente, entendermos e analisarmos o contexto histórico e cultural de profissões “ditas femininas”, de baixo status social, além da identidade feminina no Serviço Social. A pesquisa tem como objetivo analisar a condição feminina de assistentes sociais brasileiras e portuguesas em sua relação com o mercado de trabalho. Além disso, a presente pesquisa é fundamentada no materialismo histórico e dialético que possibilitará uma leitura crítica da realidade, numa perspectiva de totalidade, levando em conta a essência dos fenômenos sociais e de suas determinações.
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ENTRE BEAUVOIR E BUTLER: NARRATIVAS SOBRE A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE FEMININA

ENTRE BEAUVOIR E BUTLER: NARRATIVAS SOBRE A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE FEMININA

O corpo é construtivamente social e interdependente, todavia, cada um se encontra ameaçado por outros corpos devido às produções das formas de dominação. Uma das formas de dominação é o da política feminista a serviço do esforço de guerra, um enquadramento das formas de pensar que envolvem as concepções sexualmente progressistas dos direitos femininos ou das liberdades sexuais, as coerções e violências das tradições sociais. Butler (2015) diz que as condições precárias da vida nos impõe uma obrigação de apreender a vida. A questão é entender a que condição a vida está sendo apreendida. A precariedade leva o indivíduo à potencialização da violência, da vulnerabilidade física, daí a necessidade de se ampliar as reivindicações sociais e políticas no que diz respeito aos direitos à proteção, à sobrevivência e à prosperidade, se apropriando de uma ontologia corporal que repense essas questões: precariedade, vulnerabilidade, dor, interdependência, exposição, desejo, linguagem, pertencimento, e outros (BUTLER, 2015, p. 14-15).
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Condição social e identidade feminina em O primo Basílio
							| Litterata: Revista do Centro de Estudos Hélio Simões

Condição social e identidade feminina em O primo Basílio | Litterata: Revista do Centro de Estudos Hélio Simões

também ter a vida dela e ser exatamente como ela, ou seja, absorver a identidade da Senhora. É possível entender como tudo isso aconteceu, na medida em que acompanhamos a progressão aquisitiva à qual Juliana teve acesso. A primeira grande conquista foi o quarto em que Jorge guardava os baús, e foi a partir daí que Juliana perdeu o controle, começando a exigir demais da patroa: pediu uma cômoda inteira, mobiliou o quarto de acordo com o que considerou necessário e baseada no que possuía Luísa. O ápice de tudo isso é quando ocorre a inversão total de papéis e Luísa passa não só a dar tudo o que Juliana solicita, como também a trabalhar por ela, fazendo os serviços domésticos, além de bordar e modificar vestidos que lhe daria, de modo que Jorge não percebesse a quem pertenciam antes; enquanto isso, Juliana já não levantava mais cedo, arrumava-se com requinte e fazia rapidamente seu serviço para passear e começar a aproveitar a vida: “Juliana, uma manhã, encontrou Luísa no corredor trazendo para o quarto o regador cheio de água” (QUEIRÓS, 2001, p. 333) – é a primeira vez que Luísa faz um trabalho doméstico. A partir daí, ocorrem sucessivos episódios que podemos conceituar como a degradação de Luísa, já que para ela isso seria tornar-se criada.
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Formação profissional e identidade no serviço social : um olhar através do estágio

Formação profissional e identidade no serviço social : um olhar através do estágio

45 Segundo a reportagem do Jornal o GLOBO de Márcio Pinto e Tatiana Santiago A “Marcha da Família Com Deus pela Liberdade” ocorreu em 19 de março de 1964 e reuniu cerca de 500 mil pessoas, em São Paulo. O ato começou na Praça da República e terminou na Praça da Sé. A marcha foi convocada como uma resposta ao comício que o presidente João Goulart fez na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em 13 de março, quando defendeu suas reformas de base para um público de 200 mil pessoas. Os manifestantes eram contra o governo de João Goulart, pois temiam a implantação de um regime comunista no Brasil, e favoráveis ao golpe militar. A marcha foi organizada pela União Cívica Feminina, um grupo de mulheres com ligação com empresários paulistas. Segundo a historiadora Heloísa Starling, da Comissão Nacional da Verdade, a Marcha teve ainda apoio de setores da Igreja Católica e acabou se tornando o modelo para manifestações que começaram a ocorrer em diversas outras cidades. Para a historiadora, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade foi a “face mais espetaculosa dos golpistas” em 1964. O ato e as manifestações em outras cidades que se seguiram fizeram parte de uma grande “frente social” que teve ainda participações de setores do comércio, imprensa e estudantes. “Era necessária essa mobilização popular para legitimar o golpe”, segundo Heloísa. Fonte: http://g1.globo.com/minas- gerais/noticia/2014/03/manifestantes-participam-da-marcha-da-familia-em-belo-horizonte.html
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A IDENTIDADE MARGINAL FEMININA EM PERIFEMINAS I

A IDENTIDADE MARGINAL FEMININA EM PERIFEMINAS I

Para Hall (2016), a prática de naturalizar a “diferença” do povo negro foi estratégia representacional para fixar a diferença entre negros e brancos e, assim, assegurar o fechamento discursivo ou ideológico. Mas, como expõe o eu lírico, feminino e negro, mais relevante que perguntar “quem nós somos” e/ou “como nós temos sido representados”, é engendrar marcas identitárias a partir da (re)construção identitária. Não por acaso, os versos acima transcritos fraturam o estereótipo da fragilidade feminina, bem como com a convencional imagem da mulher passiva, dependente, vulnerável, amável e submissa, deixando à mostra a recusa em acolher o paradigma patriarcal que, historicamente, manteve a mulher como figura secundária, limitada, dependente do homem e marginalizada em diversos aspectos. Dessa forma, a seu modo, o poema também exibe o caráter militante da literatura marginal, na medida em que coloca o discurso literário a serviço da denúncia de construções imagéticas que marcam ideologicamente a vivência da mulher negra, seja na busca por emancipação social, seja para afirmar a sua identidade racial. Contrariando expectativas, o eu lírico feminino desfaz, portanto, um conjunto de regras e estereótipos do mundo masculino e branco.
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TELENOVELA E A IDENTIDADE FEMININA DE JOVENS DE CLASSE POPULAR

TELENOVELA E A IDENTIDADE FEMININA DE JOVENS DE CLASSE POPULAR

The aim of this paper was to comprehend how the conflicts and complementarities between the audience of telenovela and other elements of daily life - family, school and social class - form the feminine identity of young women from working class. Cultural Studies are used as theoretical and methodological model, especially as regards the theory of cultural mediation (Jesús Martín-Barbero) and the Encoding and Decoding model (Stuart Hall). The sample was composed of 12 young female aged between 16 and 24 years, residents of the neighborhood Urlândia, outskirts of Santa Maria-RS. The study was a ethnography of the audience and the data collection techniques used are participant observation, with register in a field diary, application of socio-cultural forms, a semi-directed interview and by watching telenovela in interviewers’ home. The results of this research point to the imposition of social class in the identities of these young women. Material shortage defines the daily life experiences and ways of being a woman, by teenage pregnancy, by the work, by dropping out of school or by television as the main form of recreation. The role of telenovela is also essential, once that, in addition of (re)producing a pattern of gender - that motherhood and marriage are the women’s priorities - there is, at least in a scattered way, an ideology of gender equality, which, even problematic, is greater than the reality that surrounds them. Despite this speech hardly result in a practice, it’s crucial because it also contributes to the feminine identity construction.
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Câncer e imagem corporal : perda da identidade feminina

Câncer e imagem corporal : perda da identidade feminina

Outra alteração considerada crucial no cotidia- no dessas mulheres foi o comprometimento da vida produtiva. Além disso, as reações do tratamento como mal-estar, náuseas e vômitos, alopecia, fadiga, ganho de peso, alterações da coloração da pele, entre outros, contribuem para essa sensação de vulnerabilidade e inaptidão física. A queda dos cabelos pode ter efeito devastador para algumas mulheres, por representar um indicador visível da doença e desfigurar a imagem feminina (19) .

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A construção da identidade feminina na propaganda Princess Machine

A construção da identidade feminina na propaganda Princess Machine

Partindo das concepções teóricas bakthinianas, a linguagem/discurso é uma prática social cotidiana que representa o processo de interação, de relação social e dialógica entre sujeitos. Nesse sentido, a língua não é mais vista como um sistema de signos fechado, isolado, mas sim como um meio de interação social. “Todo enunciado é o produto de interação de dois indivíduos (os interlocutores) socialmente organiza dos”. (RODRIGUES, 2008, p. 70). Em outras palavras, o enunciado não é algo puramente individual; são necessários mais de um sujeito para a produção de enunciados, onde um é capaz de complementar e alterar o outro.
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ESTÁGIO SUPERVISIONADO E IDENTIDADE PROFISSIONAL EM SERVIÇO SOCIAL: DILEMAS E POTENCIALIDADES NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO

ESTÁGIO SUPERVISIONADO E IDENTIDADE PROFISSIONAL EM SERVIÇO SOCIAL: DILEMAS E POTENCIALIDADES NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO

A conjuntura hodierna vem se configurando como um momento em que se aprofundam as transformações capitalistas recentes, sobretudo decorridas do processo de Reestruturação Produtiva no final dos anos de 1970. São transformações que incidem sobre as formas de ser e agir dos sujeitos, e se articulam nas esferas econômica, político- ideológica e social, atingindo, nesse sentido, as esferas da produção e reprodução social. Tais processos têm impactado diretamente o Serviço Social em suas múltiplas dimensões, afetando tanto seu segmento demandante, como à própria profissão em suas particularidades, inclusive na formação profissional, no âmbito do Estágio Supervisionado. Parte-se do pressuposto que o Estágio Supervisionado em Serviço Social constitui-se como um momento singular, síntese da relação entre formação e exercício profissional e isso incide diretamente sobre a constituição da chamada identidade profissional. É a partir dessa trama de tensões que decide-se elaborar esse trabalho. Nesse sentido, o objetivo do presente trabalho é problematizar, de forma bastante sumária, dados os seus limites, de que forma o Estágio Supervisionado contribui para moldar uma dada identidade profissional ancorada no atual Projeto Ético-Político (PEP) que fundamenta hegemonicamente a profissão, bem como suas principais determinações na contemporaneidade. Para a elaboração desse artigo vale-se de uma pesquisa bibliográfica e documental a fim de subsidiar as argumentações defendidas aqui. Com isso, espera-se apontar algumas problemáticas e alternativas presentes nesse espaço prenhe em tensões, mas muito rico em possibilidades.
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A representação da identidade feminina em Maréia, de Miriam Alves

A representação da identidade feminina em Maréia, de Miriam Alves

157 Em boa parte do século XX, discutiu-se a existência ou não de uma escrita feminina. As escritoras, além de lutarem por seu direito à escrita, necessitaram entender qual seria o lugar que ocupariam dentro da lógica do cânone. Ao mesmo tempo, foram obrigadas a se colocar, ainda que a contragosto de muitos, no mesmo pé de igualdade dos autores homens. Pelo simples fato de ser “o outro sexo”, parafraseando Simone de Beauvoir, elas carregam o rótulo de escreverem “literatura feminina” para contrapor ao que é tido como “literatura”, por não haver esta dúvida quando se trata de um escrito de autoria masculina.
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Câncer e imagem corporal: perda da identidade feminina

Câncer e imagem corporal: perda da identidade feminina

The aim of this study was to learn about the feelings and possible difficulties faced by women in anti-neoplastic chemoterapy concerning body image changes. 14 women in treatment in an oncology reference hospital in Cariri-CE, Brazil participated in the study. The data collection took place between May and July 2009 through a semi-structured interview. Later, data were classified according to the speech of the subjects. There was prevalence of women aged between 38 and 48 years, in a stable marital relationship and with children. Most of them demonstrated optimism concerning the disease, occasionally with feelings of fear and anxiety. As for the body it was verified implicit dissatisfaction in the speeches. It was reported that, after the diagnosis, changes happened in their lives, including body care that made them gain new values. It is pointed out the need of considering the psycho-social aspects in the approach of patients with cancer, seeking a more integral and human assistance to such patients.
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Os desafios da gestão feminina no setor calçadista de Franca (SP) sob o olhar do serviço social

Os desafios da gestão feminina no setor calçadista de Franca (SP) sob o olhar do serviço social

São observações e impressões que ajudam a compreender como a indústria de calçados em Franca foi construída historicamente: um mundo masculino, mas não exclusivo, seja na gestão, na oferta de emprego, na fabricação dos produtos. As mulheres se inseriram nes- se universo, abriram espaços, conquistaram mercados e, da mesma forma, enfrentaram desafi os, preconceitos e desconfi anças da cadeia produtiva. Mesmo assim, tendo consciência das limitações, conti- nuam reproduzindo a essência do conservador mundo masculino, em que trabalhadoras e trabalhadores são tratados como mercado- rias, não havendo lugar para a valorização do ser humano, equidade nas contratações, plano de carreira nem igualdade nas conquistas. São constatações críticas, pautadas pelo interesse na compreensão da questão de gênero no mundo do trabalho da indústria do calça- do na cidade de Franca e pela evolução econômica e social que tem marcado expressivamente o Brasil, os fatores da racionalidade, da profi ssionalização, da educação para o trabalho, do conhecimento especializado relacionado diretamente às tomadas de decisão. A su- peração dos riscos vem requerendo formação de gestores de acordo com as exigências do mundo contemporâneo globalizado.
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Trabalho, Identidade e Reabilitação Profissional no Contexto do Serviço Público do Município de Piracicaba (SP) MESTRADO EM SERVIÇO SOCIAL

Trabalho, Identidade e Reabilitação Profissional no Contexto do Serviço Público do Município de Piracicaba (SP) MESTRADO EM SERVIÇO SOCIAL

A presente dissertação pretende analisar as histórias profissionais de trabalhadores que concluíram o processo de reabilitação, ocorrido entre 2006 a 2011, no Serviço Público da Prefeitura do Município de Piracicaba. Conhecer e analisar a realidade, considerando os contextos histórico, social e político contemporâneo, pois as relações e estruturas sociais se expressam nas histórias individuais dos trabalhadores que passaram pela reabilitação, falar dos trabalhadores é falar do conjunto de suas relações sociais, e consequentemente, nos remete à reflexão sobre o processo de adoecimento e as mudanças significativas no cotidiano de suas vidas em relação à importância do trabalho. Identificar o significado do trabalho e o seu sentido, além da subsistência, e, baseado nessa concepção, entender que as relações sociais construídas no cotidiano dos trabalhadores que passaram pelo processo de reabilitação profissional influenciam na reconstrução de suas identidades profissionais, buscando entender o significado da identidade profissional e da identidade atribuída. Para a pesquisa, foram combinadas as abordagens quantitativa e qualitativa, e, no primeiro momento, foi necessário quantificar alguns dados, para elaborar os critérios de seleção dos sujeitos participantes da história oral. Como objetos de estudo, foram definidas as experiências de um grupo de nove trabalhadores, que passaram pelo processo de reabilitação, devido à perda de sua capacidade profissional habitual e que receberam a indicação médica para a reabilitação profissional. Como referência para situá-los, no texto, utilizou-se o nome do cargo de origem, mais o número que indica a quantidade de anos de serviço público completada no momento em que foram indicados para a reabilitação. Esta dissertação apresenta, nas próprias narrativas dos sujeitos, que todos tiveram uma trajetória profissional anterior à reabilitação em que surgiram alguns sinais do adoecimento, ou seja, a incapacidade profissional não surgiu de repente, mas no decorrer de anos de trabalho no serviço público. Também foram levantadas contribuições para aprofundar a discussão sobre a identidade profissional, reconhecendo o papel central do trabalho enquanto um sentido de vida que considera ser, a reabilitação profissional, uma possibilidade de reconstrução de identidades profissionais propiciando aos trabalhadores resistência, porque inseridos no mundo do trabalho na sociedade capitalista, a partir de uma nova condição laboral e nova representação do trabalho em suas vidas cotidianas.
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A medicina social e a questão feminina.

A medicina social e a questão feminina.

Com o argumento da natureza, tenta­se justificar de founa incontestável esse  tipo de colocação e, com isso, impedir que se possa refutar o novo lugar dado à  mulher na estrutura familia[r]

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Boneca Gertrudes: identidade feminina e práticas educativas em Saúde.

Boneca Gertrudes: identidade feminina e práticas educativas em Saúde.

Entretanto, a introdução, na rede de serviços de saúde, de um programa que incorporava a questão da identidade feminina e procurava ver a mulher em relação a seu corpo e sexualidade e as representações que ela estabelecia do significado social da maternidade, tornou fundamental repensar a prática dos serviços de saúde realizadas até então (Barbieri, 1991).O programa veio explicitar a necessidade de se estabelecer uma comunicação com a população usuária, no sentido de socializar a prevenção, alterando, profundamente, a prática educativa em saúde de então: de apenas informativa para
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Identidade sexual e imagos parentais na pré-adolescência feminina

Identidade sexual e imagos parentais na pré-adolescência feminina

o reforço pulsional e a integração da nova representação do corpo sexuado, a qual constituirá a matriz sobre a qual se vai organizar a futura sexualidade (Malpique, 2003). Tal como defende Marques (1999), será a partir do corpo que os processos de identidade e identificação serão mobilizados. A este propósito, consideramos ainda, que são as questões que se colocam ao nível das identificações femininas e masculinas que conduzem a uma crise de identidade. Desta forma, será a aquisição do feminino/masculino que faz renunciar a imago sexual ambígua infantil e que conduz à constituição do ideal do ego (Marques, 1999). Segundo a autora, o fundamental na adolescência, à parte das transformações com as relações parentais, são as transformações corporais iniciadas com a puberdade, já que passamos a estar perante um corpo dificilmente representável porque é vivido como desconhecido, e porque passa a ser portador de forças, desejos e capacidades novas, e é precisamente este novo corpo que provoca a maior turbulência na adolescência. Assim, segundo Deutsch (1991) é com o aparecimento da puberdade que surge o período de maior libertação em relação à sexualidade infantil, que se faz acompanhar de uma inclinação para a realidade e de um processo intensivo de adaptação à realidade com recurso ao agir.
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A maternidade, o trabalho doméstico e a identidade feminina: um estudo particular

A maternidade, o trabalho doméstico e a identidade feminina: um estudo particular

(Bourdieu, 1982: 137). Partindo desta conceituação, podemos analisar os discursos e as práticas do grupo de mulheres entrevistadas da seguinte maneira: a vivência dentro de uma cultura em que se expressa a dominação masculina construiu em seus pensamentos e corpos formas de ver o mundo e de se portar a partir de uma divisão sexual. Exprime-se, assim, que é “normal” que o serviço “da casa” seja realizado pela mulher e o serviço remunerado da rua (o público) seja realizado pelo homem. O marido não precisa deixar a mulher consciente de seus passos, mas a mulher precisa dar satisfações ao marido de seus atos. Neste contexto, é “natural” que homem bagunce e a mulher arrume é também “natural” que a mulher se submeta ás ordens do homem (pai ou marido), assim como a educação das meninas deve ser mais rígida que a educação dos meninos. Também é natural que a mesma mulher que educa sua filha para a docilidade, passividade e submissão rebele-se contra seu marido (alcoólatra, violento, desempregado) e siga sua vida sem depender de ninguém. O serviço de educação que se faz através do habitus da dominação masculina é eficaz, mas os atos realizados mediante determinada realidade podem no ser fiéis ao que foi construído ao longo dos tempos. A dicotomia que surge perante os indivíduos que assistem ao cotidiano compõe um novo pensar, um novo conhecimento sem, no entanto, negar as experiências passadas, o sistema de disposição do próprio habitus.
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A identidade de marca no desenvolvimento da marca de moda feminina FARM

A identidade de marca no desenvolvimento da marca de moda feminina FARM

Esta é uma entrevista com o bacharel em comunicação, professor e gerente de branding da marca de moda feminina FARM, Carlos Mach, realizada no dia 4 de outubro de 2017, por e-mail. É parte de uma pesquisa para o desenvolvimento de um estudo de caso sobre a marca onde atua. Durante a entrevista o profissional conta sobre sua trajetória profissional, suas experiências e de como chegou até a FARM. Mach relata como funciona seu trabalho com a marca em constante ascensão e de que forma a empresa iniciou o trabalho de branding. Exemplifica algumas das metodologias de trabalho desenvolvidas dentro da empresa e seus pensamentos sobre a importância da comunicação interna na FARM, do desenvolvimento integrado entre departamentos, da identidade para a marca, o contexto em que esta se encontra, seus valores, evolução e os planos para o futuro.
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A construção da identidade feminina na telenovela Belíssima da Rede Globo

A construção da identidade feminina na telenovela Belíssima da Rede Globo

Ornela, também, é rica para mostrar a crise da identidade feminina. Aparentemente, uma mulher emancipada, livre para viver sua vida amorosa e afetiva. No entanto, paga um alto preço, por ter que bancar um garoto de programa. Portanto, o afeto e a sexualidade não existem. Ela compra um objeto para se sentir amada. Sente-se culpada por isso, daí a necessidade de tentar dar legitimidade ao seu romance, contando para o pai e tentando dar estabilidade ao relacionamento. Da mesma forma, não age pela razão. Ao contrário dos homens, como diz Beavouir, que compram suas ninfetas e se resolvem, Ornela compra um garoto de programa, mas vive um conflito permanente para ter uma vida sexual e afetiva com ele. Continua alimentando o sonho de ser amada por Mateus.
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A nova identidade feminina proposta por Paulina Chiziane em Niketche

A nova identidade feminina proposta por Paulina Chiziane em Niketche

Se a mulher continuar a considerar-se a si mesma como algo sem valor, tal como se considera a Luísa, outra mulher de Tony, «Quer seja esposa ou amante, a mulher é uma camisa que o homem usa e despe. É um lenço de papel, que se rasga e não se emenda. É sapato que descola e acaba no lixo» (Chiziane, 2012: 56), então, mais ninguém poderá fazer algo por si e pela transformação da identidade negativa que ainda persiste sobre si. E é isto que faz Rami. Parte em busca de vingança contra as outras mulheres do seu marido, mas percebe que também elas foram usadas e humilhadas como ela própria, em nome de uma tradição rígida e opressora: «Choca-me a frontalidade desta mulher. Que aceita ser usada e ser jogada como bagaço de cana doce. Que vive um instante do amor como eternidade. Que fala da amargura com doçura» (ibid.: 56). «Coitada, ela é mais uma vítima do que uma rival. Foi caçada e traída como eu» (ibid.: 26). Pois «As mulheres são diferentes no nome e na cara. No resto, somos iguais» (ibid.: 28). São os mesmos os problemas das mulheres de ontem, de hoje e de amanhã. Não importa o grau de instrução, a hereditariedade, a raça ou a cor.
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