III Reich

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A preservação da paisagem e a conservação da natureza no III Reich

A preservação da paisagem e a conservação da natureza no III Reich

The main goal of this article is to discuss the landscape preservation and nature conservation policies during the Nazi regime (1933-1945) in Germany taking for granted that the III Reich, had appropriated and transformed ideologically the romantic ideology relations between nature and culture. These policies were based on the authoritarian conception that nature was the home (Heimat) of Germanic civilization. The Nazi regime produced a symbiosis, between the concepts of Landschaft and Lebensraum, which manifested the regional division of Germany itself.

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III Reich e direito: uma breve análise do estado de direito na Alemanha nazista

III Reich e direito: uma breve análise do estado de direito na Alemanha nazista

Muitos foram os homens que morreram por se oporem ao nazismo, mas muitos também foram os homens que ajudaram a construir essa política obscura do regime de Hitler. Ao longo desse capitulo, se procurou mostrar que os mais variados ramos da sociedade serviram como ponta de lança para a política do III Reich. Advogados, magistrados, médicos, funcionários públicos, se tornaram peritos em uma cultura voltada para a destruição e para o genocídio. A grande ambição de Hitler era o embelezamento violento do mundo. Para o assassinato dos doentes mentais (Aktion T4) e dos judeus não houve um verdadeiro motivo político; os nazistas não eliminaram somente os oponentes do regime, mas a sua maioria perdera a vida por não estar de acordo com os ideais estéticos do nazismo. Sem restrições aos seus atos, o Führer passou de uma ideologia racista para uma realidade infernal com o decorrer da guerra.
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A política externa do III Reich e suas consequências para as transformações nas relações internacionais

A política externa do III Reich e suas consequências para as transformações nas relações internacionais

Através desta pesquisa, buscou-se analisar, sob a ótica da Política Externa quais foram as transfomações que o III Reich alemão trouxe para as Relações Internacionais no período de 1871 a 1945. Neste período, debatemos desde a unificação da Alemanha até o III Reich, momento em que Hitler governa a Alemanha e busca a ampliação dos seus territórios. Esta pesquisa trás, uma visão sob a ótica alemã e identifica as questões ligadas a hegemonia e balança de poder no período de declínio da hegemonia britânica, entre 1871 e 1939. A partir dessas análises, sob o olhar da Alemanha, apresento-lhes a Primeira Guerra Mundial e a Segunda Guerra Mundial, obtendo como foco as consequencias que essas duas grandes guerras trouxeram para o território alemão, e quais estratégias foram usadas para obter os territórios. Este trabalho tem como objetivo abordar uma nova visão sob a Alemanha de Hitler, e quais foram as consequencias que a Alemanha trouxe para as Relações Internacionais nos períodos apresentados, assim como novo âmbito da ordem internacional na época da Guerra Fria.
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A persuasão do discurso da propaganda nazista para jovens durante o III Reich

A persuasão do discurso da propaganda nazista para jovens durante o III Reich

Como base importante para a história da propaganda, neste trabalho se desenvolveu um estudo sobre os mecanismos utilizadas pelo Ministério da Propaganda Nazista para persuadir jovens alemães durante o período do III Reich através do discurso escrito. Efetuou-se uma pesquisa de cunho bibliográfico para conhecimento aprofundado da temática dos mecanismos de persuasão, assim como a significância de um discurso na moldagem de processos sociais. Com o objetivo de abordar a relevância da ordem textual da propaganda nazista na construção dos processos cognitivos do jovem alemão, realizou-se uma abordagem histórico cultural da história alemã e da participação da Juventude Hitlerista na sociedade durante o período proposto a estudo. Trata- se de uma análise de discurso de propagandas impressas produzidas nos anos de 1935 e 1944, períodos importantes e com objetivos distintos relativos a um grande acontecimento histórico do século XX.
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Música em tempos sombrios: apontamentos sobre a estética musical no III Reich.

Música em tempos sombrios: apontamentos sobre a estética musical no III Reich.

Como nos informa Albert Dümling : , as Jornadas Musicais do Reich Reichmusiktage , ocorridas entre a de maio de em Düsseldorf, foram as primeiras manifestações de envergadura organizadas pelo regime com o intuito de apresentar um panorama representativo dos diferentes aspectos da criação e do patrimônio musical nacional. A programação era extensa e compreendia concertos sinfônicos, música de câmara, apresentações de óperas e operetas, três congressos um de musicologia cujo tema era Música e Raça , outro do Bureau de Concertos e ainda outro consagrado ao Canto e Fala , um encontro da Juventude Hitlerista, concertos em fábricas destinados aos operários e também ao ar livre com a presença de bandas e fanfarra, e a famosa exposição Música Degenerada , capitaneada por Hans Severus Ziegler, a qual propunha uma retrospectiva crítica sobre a República de Weimar. No decorrer dessa intensa programação, Joseph Goebbels realiza um pronunciamento em de maio, no qual proclama diretivas político‐culturais no discurso Os Dez Princípios para a Criação da Música Alemã , cujo teor veremos a seguir:
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O sonho colonial do III Reich: A influência nacional-socialista na América Latina

O sonho colonial do III Reich: A influência nacional-socialista na América Latina

As escolas estão na base da vida das comunidades alemãs nos países da América Latina e movem uma enorme troca cultural não só para as crianças de origem alemã, como também crianças [r]

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A Influência da Teoria Ratzeliana na Adoção do Lesbensraum pelo III Reich

A Influência da Teoria Ratzeliana na Adoção do Lesbensraum pelo III Reich

Nas relações externas do Estado surge a questão das fronteiras. Ratzel (1882, p. 87) afirma que “as guerras fazem com que as fronteiras desapare- çam – para evitar a conquista pelo inimigo, é fundamental possuir uma rede de circulação bem estruturada”. A estrutura de circulação aparece novamen- te como fator fundamental. Não é por outra razão que o Estado é um orga- nismo espiritual e moral – são essas características que lhe permitem organizar, de forma coesa, criando uma estrutura eficiente de circulação, um território fragmentado de forma assimétrica onde coexistem diferentes populações, criando um mesmo ‘espírito nacional’. A extensão dos Estados, ou seja, o tamanho do solo, não é o que interessa aos geógrafos políticos e sim as for- mas de se integrar um território partido em fragmentos diversos, com po- pulações as vezes díspares. Não obstante a sua importância, essa parte da obra de Ratzel não teve ressonância nos trabalhos posteriores tanto de Kjellen quanto de Haushofer, pois não favorecia o expansionismo do Reich alemão, tão prezado por ambos.
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Wilhelm Reich: uma leitura hermenêutica do corpo como cogito

Wilhelm Reich: uma leitura hermenêutica do corpo como cogito

Em Psicopatologia e Sociologia da vida sexual (1977a, 1977b), sua compreensão de libido é ao mesmo tempo a de uma energia psíquica e biológica, simultaneamente. Desenvolvendo a idéia anteriormente expressa por Freud de que o problema das neuroses atuais 53 encontraria uma solução via compreensão de sua forma orgânica, isto é, como elas se instalavam no corpo, Reich considerou as questões sociais implicadas nesse processo e chegou às seguintes concepções: a. o núcleo gerador da neurose é um processo somático; b. a fonte de energia do sintoma desse pathos é aquilo que ele chama de estase da libido, ou seja, um impedimento caracterizado por sua estagnação em determinada área do corpo promove a perturbação da genitalidade; c. a cura só poderá ocorrer quando este impedimento (estase libidinal) for modificado ou eliminado, suprimindo-se pois o fundamento somático da doença, e a capacidade de unificar as aspirações sexuais e culturais for alcançada. A construção do que seja uma neurose é entendida como uma via de solução da energia sexual represada. Buscando compreender mais fortemente a conexão existente entre corpo e psiquismo, ele afirma que a libido acumulada no corpo (substrato somático) atua na formação da angústia e dos sintomas neuróticos (seu correspondente psicológico e cultural), reforçando no homem o instinto de destruição (com seus determinantes sociais).
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Sobre as traduções da obra de Wilhelm Reich para o português.

Sobre as traduções da obra de Wilhelm Reich para o português.

Apesar da palavra “pulsão” não ser de uso coloquial em português, como o seria “instinto” ou “impulso”, consideramos que a opção pela tradução de Trieb por “pulsão” atende às ne- cessidades dos textos de Reich que foram aqui mencionados, basicamente por dois motivos. Primeiro porque “pulsão” é mais compatível com o jargão psicanalítico atual, como bem apontaram Rego (1995) e Hanns (1996), além de ser consagrada “para o bem ou para o mal”, como fez questão de registrar Be- dani (2007, p. 117), inclusive no universo reichiano brasileiro. Segundo, os textos reichianos que se pautam na utilização desse termo estão, muitas vezes, centrados no “período psicanalítico” de Reich (Matthiesen, 2005), quando este fazia uso de termos utilizados também por Freud. Isso, inevitavelmente, se relete nas traduções dos textos de Reich que fazem uso da termino- logia psicanalítica. Entretanto, seria injusto desconsiderar os apontamentos de Bedani (2007) acerca da utilização do termo “impulso” para se traduzir Trieb, ainal o sentido de movi- mento inerente a inúmeros conceitos reichianos fazem dessa possibilidade de tradução algo extremamente adequado, como o demonstram os tradutores de Reich (1927/2009c).
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Reich e a importância dos cuidados na primeira infância: um diálogo com o enfoque...

Reich e a importância dos cuidados na primeira infância: um diálogo com o enfoque...

as crianças eram apresentadas a plateias de profissionais, isso aconteceu pelo menos seis vezes, ocorriam reuniões com a finalidade de discutir o desenvolvimento do projeto, alguns trabalhadores visitavam famílias em suas residências com o intuito de observar o funcionamento das mesmas, depois de minuciosas observações, algumas intervenções corporais eram feitas com os bebês e as crianças, os chamados primeiros socorros orgonômicos (p. 145). Além do que foi elencado por Faria, sabemos por meio das referências trazidas por Sharaf (1994) e das produções reichianas, que também foram realizadas no Centro: orientações quanto aos tipos de partos, acompanhamento de partos por médicos orgonomistas, além de aconselhamento para pais acerca dos cuidados com seus filhos. Em termos das contribuições oriundas do projeto Crianças do Futuro, Faria (2012) destaca três pontos; o primeiro deles, considerado importantíssimo pela autora, foi o aprofundamento no tema do contato orgonótico, explicado por ela como “um vínculo de extrema qualidade entre a criança e seu cuidador” (p. 146). Em segundo, ela faz referência ao conceito de primeiros socorros orgonômicos (medidas desenvolvidas por Reich com a finalidade de prevenir e dissolver bloqueios emocionais iniciais ainda não cronificados). Por fim, ela menciona a discussão acerca do tema saúde, a qual aparece nos textos ligados ao projeto, enfatizando que, para Reich, saúde não seria sinônimo de ausência de doenças ou de nunca sentir-se triste, mas estaria ligada à flexibilidade e a possibilidade de sair desses estados. Reflexões permeadas por essas três grandes contribuições apontadas por Faria estarão contempladas no próximo capítulo quando estiverem ligadas aos subtemas propostos.
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Nietzsche entre a Pólis Grega e o Terceiro Reich Alemão.

Nietzsche entre a Pólis Grega e o Terceiro Reich Alemão.

15 Haase chama atenção do leitor, entre outros, pelos persistentes erros desde a Grossoktavausgabe (GA: 1894-1926) e ainda mantido na edição crítica de Colli & Montinari, que comprometem o pensamento de Nietzsche com o antissemitismo. Entre esses: 1. o termo “petulância de judeu” [Juden-Zudringlichkeit], apresentado no volume XIV da GA, p. 360, como aforismo 227, mantido na edição crítica KGW (VIII 2, 10[20]) que, de fato, se tratava de “petulância de cachorro” [Hunde- Zudringlichkeit], corrigido agora e publicado na KGW IX 6, W II 2, p. 127, 39-41. 2., “judeus ruins” [Schlecht-Juden], que aparece no fragmento 10 [196] da KGW VIII 2, que na verdade trata-se “batalha de Sedan” [Schlacht von Sedan] – conflito travado em 1 de setembro de 1870, próximo à cidade francesa de Sedan, durante a Guerra franco-prussiana. No mesmo artigo, Haase destaca a posição crítica de Nietzsche ao antissemitismo tanto em sua correspondência quanto em anotações de cadernos (p. 44-45).Cf. HAASE, Marie-Luise. “Excursion in das Reich der Tinten-Fische und Feder-Füchse. Ein Werkestattbericht zur Edition von KGW IX”. In: Nietzsche-Studien. N. 36. Berlin, New York: Walter de Gruyter, 2007, pp. 41-46.
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Approximate fixed point of Reich operator

Approximate fixed point of Reich operator

Fixed point theory has been an important tool for solving various problems in nonlinear functional analysis and as well as useful for proving the existence theo- rems for nonlinear differential and integral equations. However, in many practical situations, the conditions in the fixed point theorems are too strong, and so the existence of a fixed point is not guaranteed. In that situation, one can content with nearly fixed points what we call approximate fixed points. By an approxi- mate fixed point x of a function f , we mean that f (x) is ‘near to’ x. The study of approximate fixed point theorems is as interesting as the study of fixed point theorems. Motivated by the article of S. Tijs, A. Torre and R. Brˇanzei [9], M. Berinde [1] established some fundamental approximate fixed point theorems in metric space. We investigate the approximate fixed point theorems for Reich op- erator [7] which in turn generalize the results of Berinde [1] showing that the existence of approximate fixed point for Reich operator is still guaranteed in spite of the completeness of the underlying space is withdrawn.
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Crime e ideologia: do Terceiro Reich ao assassinato de Moisés.

Crime e ideologia: do Terceiro Reich ao assassinato de Moisés.

Segundo Arendt ( 2000) , o projeto totalitário atua na esfera onde se anuncia: “tudo é possível”. Os cam pos de exterm ínio foram os laboratórios destinados a dem onstrar tal crença. Entretanto, apenas se afastando de um a realidade estabele- cida, alguém consegue afirm ar algo assim . Esse princípio representa um a das m aiores rupturas do Terceiro Reich com o resto da hum anidade, porque quase sem pre recuam os perante determ inadas fronteiras e recebem os com horror o gozo m onstruoso produzido pela pretensão de subjugar o im possível. Os parti- dários de Hitler , dispostos a desconhecer qualquer barreira em nom e de um a Lei total, só podem despertar o pavor bestial. Nós os vem os com o Lázaro ressuscitado. Para os nazistas se afastarem de seus valores tradicionais, foi preciso destruir os claudicantes laços sociais preexistentes e substituí-los por um a nova organiza- ção. O grupo reinventado objetivava garantir a verdade da ideologia que suposta- m ente coloca as coisas onde deveriam estar ao exigir a igualdade entre a realida- de e os m odelos.
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Cinema de Weimar até ao 3º Reich: poder e 'Nationalcharakter'

Cinema de Weimar até ao 3º Reich: poder e 'Nationalcharakter'

47 « Alguém sem firmes convicções ideológicas poderia se tornar Bolchevique durante o visionamento » (Furhammar & Isaksson, 1971: 46). Numa carta aberta, o realizador reconheceu esta apreciação. A preferência de Hitler era totalmente diferente: comédias, operetas, filmes de amor, de revista ou produções sobre desporto e alpinismo. Evitou melodramas e tragédias e odiou o humor grotesco de Chaplin e Buster Keaton. No seu refúgio nas montanhas Bávaras (Berghof) o Führer tinha um vasto arquivo de filmes que exibia maçando os seus convidados, como o arquiteto do Terceiro Reich, Albert Speer, recordou nas suas memórias. O seu testemunho confirma, de certa forma, a tese da ‘banalidade do mal’ de Hannah Arendt:
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Sobre a Psicologia de Massas do Fascismo de W. Reich

Sobre a Psicologia de Massas do Fascismo de W. Reich

This article discusses Wilhelm Reich work “Mass Psychology of Fascism” by placing it in the historical context in which it was written. Released for the first time in 1933 the book continues being re-published for its actuality. We highlight the main ideas of the book: 1) why the common person supports fascism in spite of not being in his interest; 2) how repression suffered within family extends to adult´s life affecting his choices based on fear and repression; 4) the obstacles to human freedom; 5)and, finally, redemption through the democracy of work in which we emphasize the optimistic view of the author in spite of the pathological situation he describes.
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CRIANÇA, CORPO E EDUCAÇÃO: FRAGMENTOS DA OBRA DE WILHELM REICH

CRIANÇA, CORPO E EDUCAÇÃO: FRAGMENTOS DA OBRA DE WILHELM REICH

Iniciemos esta reflexão com base em frases imperativas hoje tão comuns, ou que o foram em nossa infância – quiçá de nossos pais e avós – e que no cotidiano se tornam evidentes, muitas vezes, por nossa própria voz, por nossas ações e pela tentativa de como educadores que somos – ou pais e professores, no caso, de Educação Física –, educarmos... (educarmos?) nossas crianças. “Sente-se direito”; “Feche as pernas” – se menina; “não chore” – se menino; “Comporte- se”; “Tenha modos”; “Fique quieto”; “Endireite as costas”; “Não se suje”; “Tire as mãos daí”... e quantas mais! Por detrás da intolerância presente na voz alterada, ou na feição que a acompanha, a criança se vê intimidada a fazer nada mais do que parar, não se mover, em outras palavras, imobilizar-se, educando-se para o não- movimento. E é assim que assiste à indignação por parte do educador – eu disse educador? – que, sem pausa nem descanso, lança algo semelhante àquilo que Reich denominara como um “bombardeio educativo” contra sua vítima que não se comporta de modo “adulto” – e, para falar a verdade, nem deveria. Em situação semelhante, diz Reich, nenhum adulto seria capaz de “mostrar a heróica indiferen- ça que manifestam certas crianças – aliás já neuróticas”; tornam-se tímidas, cheias de apreensões, temem a autoridade, substituem seu “comportamento livre”, “ou-
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As Tecnologias da Informação e Comunicação a serviço da difusão da vida e obra de Wilhelm Reich

As Tecnologias da Informação e Comunicação a serviço da difusão da vida e obra de Wilhelm Reich

Ainda que pouco conhecido, Wilhelm Reich, durante o desenvolvimento de sua vida e obra, produziu um vasto conhecimento que merece ser difundido. Em função disso, o objetivo desta pesquisa consistiu em reunir informações sobre Wilhelm Reich, disponibilizadas por meio de vídeos, blogs, grupos de discussões, livros e artigos em português impressos e publicados na internet, a fim de organizar, implementar e avaliar um curso introdutório on-line visando à difusão de sua vida e obra. Para atingir esse objetivo dividimos essa pesquisa em duas etapas. A primeira etapa consistiu em uma pesquisa bibliográfica sobre a vida e obra de Wilhelm Reich, portanto, em torno de sua biografia e estudos, referindo-se à colaboração das Tecnologias da Informação e Comunicação no processo de difusão de seu pensamento. Na segunda etapa, foi organizado e implementado um curso on-line com os tópicos e conteúdos relacionados à sua biografia, à trajetória de seu pensamento, às dificuldades na disseminação de suas ideias e às suas contribuições para diferentes áreas do conhecimento. Participaram ativamente do curso 15 alunos, que realizaram todas as atividades propostas, inclusive criando outros meios para a difusão da vida e obra de Reich com auxílio das Tecnologias da Informação e Comunicação. Após a realização do curso on-line, este e os demais instrumentos utilizados na pesquisa foram analisados, por meio da técnica de análise de conteúdo de Bardin (2011), sendo criadas as seguintes categorias de análise: “Noções sobre Wilhem Reich”, “Uso das tecnologias” e “Difusão do pensamento reichiano”, observando em cada uma delas os relatos apresentados pelos alunos do curso e verificando-se a sua colaboração para a difusão do pensamento reichiano. Ao final do curso, experiências positivas foram relatadas, especialmente, mostrando maior interesse dos alunos em relação ao conhecimento sobre a vida e a obra de Reich, demonstrando que um curso on-line, pode ser uma ferramente eficaz na difusão do pensamento reichiano e estimulante para àqueles que dele participam.
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Um estudante português no II Reich, 1897-1903 : apresentação de um diário escrito em alemão

Um estudante português no II Reich, 1897-1903 : apresentação de um diário escrito em alemão

Esta divagação preainbular Foi inspirada pela recusa do para- digma positivista dentro do qual se formaram gerações de aprendi- zes de historiador E a descoberta de um Diário inédit[r]

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Pedagogia da vida: um testemunho da formação humana a partir das contribuições de Reich e Lowen

Pedagogia da vida: um testemunho da formação humana a partir das contribuições de Reich e Lowen

Um último aspecto que pode ser interessante para estudos futuros refere-se as possíveis aproximações da perspectiva reichiana e loweniana com filosofias ancestrais. Não é apenas o aspecto da cartase (pontuado no quarto capítulo) que nos liga a escolas milenares. Se por um lado é verdade que não podemos creditar ao pensamento reichiano e loweniano influências diretas da filosofia taoísta, budista e védica. É possivelmente verdade que há pontos em comum, nos quais o pensamento reichiano parece ser apenas um modo singular inscrito em uma normativa cientifica do início do século XX de referendar alguns preceitos destas escolas. A noção de energia vital, guardada as singulares, encontra-se fortemente presente no taoísmo e no pensamento védico. O mapeamento energético no corpo e o trabalho corporal são igualmente preceitos comuns a estes campos. Ademais, as aproximações entre estes campos, apesar de serem frágeis de ser tecidas conceitualmente a partir de Reich e Lowen, revelam-se maiores e mais evidentes na própria Vida Viva. Na relação com meus formadores em Análise Bioenergética, e, muitas vezes dentro das atividades de formação, praticamos meditação de tradição budista e védica, bem como realizamos algumas práticas corporais taoístas. A Yoga, que fazia parte da Vida de alguns professores, também faz parte de minha Vida a cerca de oito anos. Neste contexto, algumas práticas de nossas tradições indígenas (como o toré) e africanas (como a música e a dança do maracatu, afoxé, caboclinho e frevo) também já serviram de bricolagem para trabalhos corporais e se inserem como aproximações na Vida Viva da “comunidade bioenergética”. Sem dúvida, dedicar-se a estas questões de modo aprofundado e cuidadosa renderia uma nova pesquisa.
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A noção de couraça na obra de Wilhelm Reich: origens e considerações sobre o desenvolvimento...

A noção de couraça na obra de Wilhelm Reich: origens e considerações sobre o desenvolvimento...

Após apresentar traços típicos do caráter masoquista, o autor inicia o detalhamento do caso clínico. Na realidade, identificamos apenas duas passagens importantes para compor nossa dissertação. O então analista afirma que sua primeira impressão do paciente ―foi a de um homem que mal conseguia levar a vida adiante, mesmo empregando toda sua energia‖ (p. 227). Afirma que o mesmo queria ser matemático, mas isso não passava de uma ilusão. O paciente imaginava-se formulando um sistema matemático capaz de causar uma modificação a nível mundial. Para Reich, essa ―concha externa de sua personalidade se desfez muito cedo, na análise, quando consegui explicar-lhe que ela servia como compensação para seu sentimento de completa inutilidade‖ (p. 227-228, grifo nosso). Mais uma vez, o teórico recorre à analogia de uma concha para exemplificar um funcionamento caracterológico defensivo. Um animal que se recolhe dentro de sua concha, se protege e se isola do mundo externo. Poderíamos afirmar que nesses casos, o encouraçamento do ego foi excedente, atingiu um grau em que a troca com o mundo externo fica prejudicada e a proteção passa a entrincheirar o sujeito. Como nesse caso clínico, a libido fica investida narcisicamente e o paciente passa a imaginar-se bem sucedido, ao invés de direcionar sua libido para o mundo e buscar meios de fazê-lo na realidade. Daí a necessidade de se romper com a concha externa, na verdade, com essa parte excessivamente espessa que o mantém, de certa forma, recolhido e afastado do contato real com o mundo.
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