Ilha de calor urbano

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A ilha de calor urbano e o contexto sinóptico: Topoclima urbano - domínio ou sujeição

A ilha de calor urbano e o contexto sinóptico: Topoclima urbano - domínio ou sujeição

Na generalidade, a ausência de utilização de metadados padronizados tem dado azo a críticas severas, muitas delas fundamentadas, acerca das comparações estabelecidas entre as ilhas de calor de diferentes cidades. Estes argumentos – que são suportados pela evidência de uma síntese da literatura da especialidade publicada entre 1950 e 2007, efetuada sobre uma amostra de cerca de 180 estudos empíricos da ICU de cidades em todo o mundo 179 , acompanhados de diversas visitas de estudo recentes in situ na Europa, América do Norte e Leste da Ásia – apontam para a necessidade de uma redefinição do conceito de intensidade da ICU e para a premência da implementação de um sistema classificativo que obedeça a normas inequívocas e objetivas. Nesse estudo de síntese, Stewart e Oke 180 (2009) verificaram que 1/3 da literatura empírica da Ilha de Calor Urbano se limita simplesmente a declarar as áreas de estudo analisadas como suficientemente "urbanas" ou "rurais", sem efetuar qualquer descrição quantitativa ou qualitativa dos locais de aquisição da informação; e que 2/3 terços dessa literatura apresenta apenas uma descrição qualitativa, ainda sem quaisquer indicadores objetivos e mensuráveis das
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REDE CLIMATOLÓGICA DE MESOESCALA APLICADA AO ESTUDO DA ILHA DE CALOR URBANO: O CASO DE ARACAJU-SE

REDE CLIMATOLÓGICA DE MESOESCALA APLICADA AO ESTUDO DA ILHA DE CALOR URBANO: O CASO DE ARACAJU-SE

Campanhas de recolhas de dados e manutenção dos equipamentos meteorológicos têm sido realizadas a cada 3 meses para garantir o estado de bom funcionamento da rede. Para isso, algumas técnicas têm sido empregadas (FIEBRICH et al., 2006; AGUILAR et al., 2003): padronizar os procedimentos de manutenção em cada local de observação; documentar as características do local incluindo fotografias digitais; garantir a manutenção da vegetação proactiva (quando necessário para as áreas representativas de espaço verde e áreas rurais); limpar e inspecionar os sensores; testar o desempenho de sensores em campo (a cada 2 anos de funcionamento); realizar rotações de sensores (quando necessário). O procedimento padronizado de manutenção é extremamente útil para que a rede opere eficientemente fornecendo dados confiáveis. Essa atualização da rede é parte importante dos metadados. Seguindo as orientações e recomendações de Aguilar et al., (2003), Oke (2006a) e Muller et al., (2013a), foi desenvolvida uma plataforma de metadados para a RCU com o objetivo de melhorar a qualidade e aplicabilidade das informações coletadas. Os metadados da rede foram estruturados basicamente em quatro partes. Na primeira parte, encontram-se as informações gerais da rede (pessoal e entidade responsável, o tipo da rede se é meso, local ou micro climática, objetivo); as especificações dos equipamentos utilizados. Na segunda parte, são fornecidas as informações específicas da cada estação urbana e a classificação térmica dos locais dentro de um círculo de influência térmica. O círculo de influência ou thermal source area para um local de medição é o total de área de superfície “vista” pelo sensor a 1.5 ou a 2m acima do solo, em que o sinal de temperatura é derivado dependendo das características geométricas da superfície e como se dá o seu processo de transporte até o sensor, ele depende também da camada limite urbana e das condições de estabilidade (KLJUN et al., 2002; OKE, 2006a; ALVES e BIUDES, 2013). Neste estudo, foi usado o círculo de influência de 500 metros a partir do sensor para ser representativo da escala local. Nesta escala, a modificação da temperatura do ar e do campo de vento está relacionada com características da superfície mais próxima (edifícios individuais, árvores, ruas), enquanto na escala local, tais modificações são influenciadas pela morfologia urbana homogénea (densidades dos edifícios, materiais mais frequentes), metabolismo urbano e posição topográfica (OKE, 2006a; ALCOFORADO, 2010).
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A influência da vegetação em pequenos espaços verdes na mitigação do efeito ilha de calor urbano em Lisboa

A influência da vegetação em pequenos espaços verdes na mitigação do efeito ilha de calor urbano em Lisboa

Como referido, a direção e intensidade do vento alteram a localização do centro da ilha de calor. Em Lisboa, quando o vento é forte, a temperatura é mais alta nos vales centrais devido a uma maior dissipação da energia nas colinas (figura 8 a). Por outro lado, quando não há vento, os topos das colinas urbanas são mais quentes, pois os vales beneficiam de alguma sombra (figura 8 b). Em condições de inverno calmo, os fundos dos vales são os pontos mais frios devido à drenagem do ar frio e a sua consequente concentração em locais baixos, particularmente se a densidade do edificado for baixa (Alcoforado & Andrade, 2006) Nos dias de Inverno, a ilha de frescura ocorre quando sopram ventos do Norte e o céu está limpo, em ocasiões de nevoeiro no Tejo, como é apresentado na figura 8 c.
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Identificação de ilhas de calor na área urbana de Ilha Solteira - SP através da utilização de geotecnologias.

Identificação de ilhas de calor na área urbana de Ilha Solteira - SP através da utilização de geotecnologias.

Os resultados obtidos estão de acordo com diferentes estudos (e.g., STREUTKER, 2003; VOOGT & OKE, 2003; WENG et al., 2004; XIAN & CRANE, 2006), que mostram que uma consequência ambiental da urbanização é o efeito de ilha de calor urbano, onde áreas urbanas são mais quentes que áreas vizinhas não urbanizadas. Estes resultados também demonstram a importância da análise de características, como cobertura vegetal, para o direcionamento do uso racional e adequado de um determinado espaço geográfico (CAMPOS et al., 2004). O presente trabalho confirma que as ilhas de calor se concentram em lugares com menor índice de vegetação e maior densidade de construções. Nas áreas, onde predomina a ampla ocupação dos espaços com moradias e obras viárias, em prejuízo da vegetação, as temperaturas são mais elevadas e, em grande parte, variam entre 35 ºC e 38 ºC, podendo chegar a 44 ºC em algumas regiões. Já em regiões com maior volume de vegetação, predominam temperaturas mais amenas, com valores entre 20 ºC e 29 ºC. As diferenças de temperatura encontradas para a região de Ilha Solteira são da mesma ordem de grandeza que as encontradas por PRICE (1979), que mostrou também que, para muitas cidades na região de Nova Iorque, as temperaturas foram de 10 ºC a 15 ºC mais quentes que as áreas rurais no entorno. Resultados obtidos por KARL et al. (1988) mostram que áreas com população de 10.000 habitantes ou mais são mais quentes que as áreas rurais com população menor que 2.000 habitantes. Os resultados mostrados na Tabela 3 e na Figura 1 mostram também que o padrão de temperatura é fortemente correlacionado ao tipo de cobertura de solo, o que foi verificado também por ROTH et al. (1989) ao analisar dados obtidos por sensores a bordo de satélites.
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Estudo do campo térmico urbano de São Carlos (SP): análise da intensidade da ilha...

Estudo do campo térmico urbano de São Carlos (SP): análise da intensidade da ilha...

A modificação das condições iniciais do clima é conseqüência inerente da substituição da cobertura natural do solo pelo ambiente construído. Nesse processo, um dos mecanismos do sistema cidade–atmosfera mais afetado pela mudança do uso e da cobertura do solo é o campo térmico urbano. Assim, esta pesquisa objetivou estudar a configuração do campo térmico da cidade de São Carlos nas suas dimensões espaços temporais, com vistas a conhecer a intensidade da ilha de calor urbano no período de verão, dentro de suas variações diurnas e das condições impostas pelos diferentes tipos de tempo habituais, com o aporte da abordagem dinâmica do clima. A análise da intensidade do campo térmico urbano foi feita a partir de registros de dados climáticos contínuos tomados em superfície por quatro estações automáticas instaladas em diferentes regiões da malha urbana. Os resultados obtidos denotaram que a maior intensidade da ilha de calor urbano, no período de verão, ocorreu na atuação da massa Tropical Atlântica sobre a região, cujo tipo de tempo habitual foi caracterizado por cenário atmosférico com predominância de céu claro, alta incidência de radiação solar direta e valores de temperatura do ar elevados com máxima diária acima da média das máximas indicadas pelas Normais Climatológicas. Sob essas condições, observou se que as características do entorno construído exerceram maior influência no comportamento térmico urbano, na qual as diferenças térmicas entre diferentes regiões dentro da malha urbana de São Carlos foram superiores a 5 C. Observou se, ainda, que a maior expressão da ilha de calor urbano ocorreu após o pôr do sol, nos horários entre 21:30h e 22:00h.
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Scheherazade tropical: narrativas e diálogos da história ambiental no Brasil.

Scheherazade tropical: narrativas e diálogos da história ambiental no Brasil.

No Brasil, o enfoque ambiental ainda se apresenta tímido, limitado a alguns pesquisadores espalhados por diferentes universidades, mas que vêm demonstrando a riqueza dessa área de investigação, com resultados crescentemente significativos, cujo número já é expressivo o suficiente para que seja impossível listá-los rapidamente sem incorrer em graves omissões. Encontram um terreno de análise fértil e pouco explorado. Como observa José Augusto Drummond, a história do Brasil é objeto privilegiado para o enfoque ambiental, e isso, por vários motivos. A extensão do território abriga rica diversidade de processos ecológicos e paisagens, com incrível variedade de biomas. A situação geográfica predominante tropical, aliada à abundância de água, resulta em fabulosa biodiversidade. A presença de populações indígenas, descendentes de africanos, europeus e asiáticos determinou grande diversidade étnica, cultural e religiosa, estabelecendo-se longa história de contatos e conflitos entre tradições, percepções e experiências do meio natural. A concentração da maior parte da população brasileira no meio urbano a partir da segunda metade do século XX estimula estudos sobre a história ambiental urbana, acenando com a riqueza de análises que ultrapassem a dicotomia natural/artificial. Permanecem ainda pouco exploradas as relações históricas entre nossa sociedade e os rios, o extenso litoral e seus mangues, as florestas tropicais (como a Mata Atlântica e a Amazônia), as bacias hidrográficas e seu manejo através dos séculos, o uso dos vários tipos de energia, as práticas agropecuárias e seus impactos ambientais, a introdução e domesticação de espécies animais e vegetais, as atividades de mineração, a história das representações literárias, artísticas e intelectuais sobre a natureza, as relações entre os discursos e práticas ambientais e a construção nacional. Last but not least, as relações entre aspectos ambientais e enfrentamentos sociais abrem fascinante terreno de estudos. (DRUMMOND, 2002, p. 13-32).
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Ambient. constr.  vol.10 número4

Ambient. constr. vol.10 número4

Os dois primeiros artigos tratam de avaliação de desempenho térmico de paredes. O artigo de autoria de Ricardo F. Rupp, Luciano P. Specht, Pedro A. P. Borges e Rosane V. Zanon, da UNIJUI, apresenta uma análise da transferência de calor em paredes compostas por diferentes materiais. São realizados experimentos em escala real em uma câmara térmica e desenvolvido um modelo matemático em diferenças finitas. Ao final o desempenho térmico é analisado e comparado com o custo das alternativas. O artigo de Martin Ordenes, Saulo Guths e Roberto Lamberts, da UFSC, apresenta um método de estimativa de propriedades termo físicas em campo usando modelos de transferência de calor e umidade em elementos homogêneos, usando um teste não destrutivo. O método aproveita as oscilações naturais do clima. A temperatura e o calor superficial são medidos em uma amostra de concreto (com propriedades conhecidas) e os dados são tratados com uma técnica de processamento de sinal. A estimativa é executada com um modelo de transferência de calor e umidade integrado.
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Evolução do fenômeno de ilha de calor em cidade de médio porte na região centro-oeste do Brasil / Evolution of the heat island phenomenon in medium porte city in the central west of Brazil

Evolução do fenômeno de ilha de calor em cidade de médio porte na região centro-oeste do Brasil / Evolution of the heat island phenomenon in medium porte city in the central west of Brazil

Os pontos com intensidade de ICU moderada são: P2, P4, P18 e P19. Sendo que P4 recebe influência de corpo d’água (rio coxipó), observa-se valor elevado de cobertura permeável, isto é, acima de 30%. Já os pontos P18 e P19 recebe influência de parque urbano situado no ponto P17, corroborando com estudos anteriores, quando se refere a área de abrangência de um determinado espaço verde, estar associado a vários fatores, quanto a influência higrométrica tem uma extensão proporcional à dimensão do espaço verde.

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Impactos da mundialização sobre uma metrópole periférica.

Impactos da mundialização sobre uma metrópole periférica.

Daí talvez a dificuldade manifestada pelos moradores do outro lado do rio em compreender aquilo que se modifica tão rapidamente bem dian- te dos seus olhos. A estética que o horizonte da ci- dade adquire pode ser tão incompreensível quan- to as transformações do modo de acumulação que se processa, neste mesmo espaço urbano, nos úl- timos anos. Para Valdomiro, os prédios significam maior grau de exploração da mão-de-obra barata, farta como nunca na cidade. Para D. Luíza, repre- sentam a expulsão física da população pobre da região para locais ignorados, desfazendo suas teias de sociabilidade e desmantelando seus meios de ganhar a vida. O desenvolvimento recente dos cir- cuitos de valorização do capital na cidade, todavia, podem indicar uma terceira opção, possivelmente pior do que as manifestadas por Valdomiro e Luí- za: a negação do acesso dessas populações à eco- nomia formal e aos direitos de cidadania. Não pro- priamente o aprofundamento da exploração a que estiveram submetidos durante anos, e que foi fun- cional em determinado momento do desenvolvi- mento econômico da cidade e do país, e tampou- co a expulsão para rincões periféricos, dada a pró- pria lógica da urbanização de favelas levada a cabo em São Paulo desde 1992. Mas sim a morte civil desses contingentes, desprezados pelo capital e servindo, na avenida de maior circulação da me- trópole, apenas como moldura visual de uma cida- de supostamente harmônica.
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Emissão de radiação térmica de superfícies externas de edificações e sua relação com a configuração urbana de Viçosa–MG

Emissão de radiação térmica de superfícies externas de edificações e sua relação com a configuração urbana de Viçosa–MG

3 Xavier (2006) identificou impactos socioambientais decorrentes da expansão urbana na Avenida P.H. Rolfs entre os anos de 1986 e 2006. Por meio de análises documentais e observações de campo quantificou as edificações construídas, comprovando o intenso adensamento da área central bem como os impactos gerados na APP (Áreas de Preservação Permanente) às margens do Ribeirão São Bartolomeu. Os impactos ambientais mais evidentes foram o processo de verticalização e os problemas de tráfego e circulação nas áreas de acesso à UFV. No mesmo ano Rocha (2006) analisou a relação entre o uso do solo e os aspectos geoecológicos, enfatizando atributos térmicos e hídricos para avaliar a comprovação da existência de ilhas de calor em Viçosa. A pesquisa realizada apontou indícios da existência da ilha de calor, sobretudo na área central da cidade, aonde a magnitude chega a 3,8 ºC.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS AMBIENTAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS AMBIENTAIS

Utilizando dados observacionais de precipitação e temperatura do ar para o período de 1967 a 2008, do qual se elaborou a climatologia destas variáveis, e analisando as condições atmosféricas influenciadas pelo fenômeno ENOS, pretede se identificar, caracterizar e analisar os efeitos térmicos espaciais na cidade de Belém PA, a partir de dados meteorológicos de superfície e de imagens do sensor MODIS, o qual está disposto sobre a plataforma do satélite Aqua. Observou se que, a média da precipitação anual foi de 2978,6 mm/ano, e que apresenta tendência de aumento ao longo dos anos, comportamento semelhante observou se para a temperatura do ar. Em geral, os resultados mostram dois núcleos de maiores intensidade de temperaturas da superfície, um na cidade de Belém e outro na cidade vizinha, Ananindeua. Estes variam espacialmente e temporalmente de intensidade. Durante eventos de La Niña, o núcleo da ilha de calor fica localizado em bairros mais próximos a baía do Guajará, enquanto que durante eventos de El Niño estes bairros apresentam temperaturas mais amenas do que os bairros mais afastados dos corpos hídricos. Observou se ainda que, a amplitude térmica da temperatura superficial entre áreas urbana e rural variam bastante, com a maior variação de 30,8°C e a menor de 16,8°C. Neste sentido, as maiores temperaturas da superfície foram observadas nos bairros com baixo NDVI, consequência de uma urbanização mais densa. As superfícies urbanas e as superfícies vegetadas apresentam relações de causa e efeito muito próximas, principalmente, durante o período menos chuvoso, isto pode ser percebido pela correlação que apresenta valor acima de 50%. Este estudo apresenta resultados que auxiliam no melhor entendimento do comportamento e dos efeitos térmicos espaciais e temporais na cidade de Belém, pois o uso de imagens do satélite é de fundamental importância para a identificação e caracterização das condições ambientais climáticas e ilhas de calor urbanas.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO SÓCIO-ECONÔMICO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS DISCIPLINA: MONOGRAFIA – CNM5420

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO SÓCIO-ECONÔMICO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS DISCIPLINA: MONOGRAFIA – CNM5420

Apesar das melhorias que começaram a ser feitas na década de 1940, foi de fato em 1960 que foram abertas rodovias com pavimentação asfáltica e distribuição de energia elétrica no Norte da Ilha. Iniciava-se no Distrito de Canasvieiras uma transformação urbana. Inicialmente, tal povoamento teve como intuito o turismo ou segunda residência. Eram na sua grande maioria casas de veraneio, utilizada por seus proprietários durante os finais de semana e período de férias prolongadas, ou até mesmo eram alugadas à terceiros, como fonte de renda. Esta grande sazonalidade dificultou a instalação de atividades comerciais e serviços permanentes na região, o que por sua vez, servia como desestímulo aos interessados em fixar residência na região.
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Infraestrutura verde integrada na envolvente edificada como elemento de regeneração urbana

Infraestrutura verde integrada na envolvente edificada como elemento de regeneração urbana

Exemplos bem conhecidos são a renovação de Paris e o conceito da Cidade Jardim de Haussmann, com base na obra de Ebenezer Howard “To-morrow: A Peaceful Path to Real Reform” de 1898 (Parsons, K. et al.; 2002), criando mode- los que foram adoptados em todo o mundo. O movimento modernista apresentou também ideias claras sobre as res- ponsabilidades dos arquitetos e urbanistas em matéria de saúde pública; na Carta de Atenas (CIAM, 1933), promoven- do vários conceitos de desenho urbano, como a separação de zonas de tráfego e residenciais, a penetração do sol em cada habitação e amplos espaços verdes – tudo por ques- tões de saúde.
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Diversidade de elementos na estrutura verde urbana.  Reflexão sobre a cidade de Bragança (Portugal)

Diversidade de elementos na estrutura verde urbana. Reflexão sobre a cidade de Bragança (Portugal)

A multiplicidade de espaços existente trazia consigo uma ampla diversidade de vegetação, resultado das opções de planeamento e gestão dos espaços, ações nem sempre desenvolvidas no sentido da promoção da produtividade económica dos espaços ou da salvaguarda da sua funcionalidade. Entre a diversidade de elementos encontrados, cumpre destacar a manutenção de amplos espaços produtivos, em particular por associação a práticas agrícolas que foram mantidas no contexto urbano. Nesta cidade subsistia uma ampla extensão de espaços naturais e seminaturais, os quais não eram no entanto potenciadores de benefícios significativos para a população, pois a vegetação apresentada encontrava-se num estado de desenvolvimento que limitava a sua fruição e as condições de uso dos espaços não eram as adequadas.
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Ilhas de calor em evidência na cidade de Teresina-PI

Ilhas de calor em evidência na cidade de Teresina-PI

Os transectos móveis da manhã mapearam algumas peculia- ridades. No segmento Centro-Leste, os Bairros Ilhotas, Por Enquanto, Jóquei Clube, Nossa Senhora de Fátima, Cabral e Frei Serafim estiveram mais frios do que o entorno, com temperaturas semelhantes ao extremo urbano leste. Nas primeiras horas da manhã, a radiação solar não atinge os cânions urbanos. Os edifícios fornecem sombras e, consequentemente, há conforto térmico. Ao meio dia, no zênite, o sol atinge o fundo desses vales, gerando absorção de radiação solar e liberação de calor. Neste momento, os edifícios bloqueiam os ventos e dificultam a transmissão do calor para a alta atmosfera. Isso se justifica porque, nas mensurações da tarde e noite, esses bairros já apresentaram maiores temperaturas do que o limite leste da cidade.
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Estranheza e vertigem na literatura latino-americana contemporânea: pensar as ilhas contemporâneas em  La Villa  e  Opisanie Swiata

Estranheza e vertigem na literatura latino-americana contemporânea: pensar as ilhas contemporâneas em La Villa e Opisanie Swiata

Como é possível notar, a ilha urbana, para Josefina Lud- mer (2013), é um conceito amplo, que não abarca simples- mente a noção de espaço propriamente dita, seja ele físico, geográfico, histórico, social ou metafísico. O que faz a autora é partir da referência a uma construção espacial nas obras – uma vila, um zoológico, uma praça, um salão de beleza, por exemplo – para indagá-las sobre diferentes questões que as atravessam. Nosso interesse em trazer a obra de César Aira em cotejamento com a de Veronica Stigger é pensar em como operações tão diferentes podem problematizar realidades, identidades e pertencimentos a partir do regime territorial de significação que é a ilha. Aqui, escolhemos afastar o termo “urbano” da ideia de ilhas urbanas para abarcarmos o navio de “Opisanie Swiata”, uma ilha não em meio à cidade, mas ao Oceano Atlântico, e afirmar ser possível alargar o conceito para além da urbe stricto sensu.
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Índices de tendências climáticas associados à “ilha de calor” em Macapá-AP (1968-2010)

Índices de tendências climáticas associados à “ilha de calor” em Macapá-AP (1968-2010)

Fundamentados nestas análises pretendemos dispor de informações meteorológicas e estatísticas para avaliar as tendências de variabilidade climática em Macapá para aceitar ou rejeitar esta hipótese. Assim, o objetivo principal da pesquisa é contribuir para o entendimento do contínuo processo de alteração da variação climática da área urbana de Macapá. No contexto geral serão disponibilizados resultados de análises da variabilidade climática a partir de parâmetros estatísticos considerados significativos ou maiores do que 90% de confiança ( 0,1 < p < 0,05). Os resultados apresentadas nesta pesquisa poderão ser utilizados na formulação de políticas públicas ambientais, vez que grande parte da população e seus gestores desconhecem os potenciais reflexos negativos do fenômeno conhecido como “ilha de calor urbana”. Portanto, os resultados apresentam um cenário apropriado para ações preventivas nas diversas modalidades de políticas públicas setoriais que variam desde problemas ambientais como microclima, saúde pública, até problemas de gestão de eficiência energética e ecologia urbana.
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Ilha de calor em cidade de pequeno porte: Caso de Viçosa, na Zona da Mata Mineir...

Ilha de calor em cidade de pequeno porte: Caso de Viçosa, na Zona da Mata Mineir...

Stewart (2000) ao investigar a influência das condições meteorológicas na intensidade e configuração espacial da ilha de calor em Regina, Saskatchewan, Canadá, utilizou-se de uma amostra de 31 leituras noturnas para a estação de inverno, com a realização de 2 percursos simultâneos, sempre três horas após o pôr–do–sol, totalizando 42 pontos de medida. Dentre os resultados alcançados, o autor identificou intensidade média de 3,0ºC, com máximo de 7,5ºC, sob condições de noites de céus claros e ventos calmos. A forma do perfil de temperatura campo– cidade, pode-se dizer que é caracterizada por um precipício definido, entre o limite campo e a cidade, planalto, nas periferias entorno do centro, e o cume, na área central de negócios (Figura 29). Analisando a influência dos demais parâmetros do clima, o referido autor, observou que a intensidade da ilha de calor é altamente sensível a mudanças nas condições de vento e nebulosidade, e relativamente insensível para mudanças de umidade e pressão atmosférica.
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Ordenamento territorial e urbano da ilha da Madeira: relevância do Funchal neste processo

Ordenamento territorial e urbano da ilha da Madeira: relevância do Funchal neste processo

Com o alvará sobre fortificação de 1572, a ordenação das muralhas destina-se ao Funchal, mas a mais lugares e pontos da ilha, podendo dizer-se que esta foi a primeira tentativa quer de proteção de outros núcleos populacionais para além do Funchal, quer de ordenamento pelos reflexos introduzidos por estas obras militares. No Funchal, a ordenação de muralhas foi prevista frente ao mar e entre as ribeiras de N.ª S.ª do Calhau (atual ribeira de João Gomes) e a ribeira Grande (hoje de São João), acompanhando o curso dessas ribeiras e fechando nos picos da Pena e dos Frias (hoje de São João). Especifica ainda a construção da estância do Largo do Pelourinho, assim como os arranjos a fazer à fortaleza, essencialmente o arranjo de bateria baixa, virada hoje à Avenida do Mar e a construção de 3 baluartes, um virado também à Avenida do Mar e onde se desenvolve hoje o Palácio e os outros dois, dos extremos, virados à cidade. Depois de especificar o número de portas que deveria ter a muralha, o rei manda fortificar os demais portos da cidade do Funchal até Machico. Em 1614, a cidade do Funchal cresce para além dos limites do plano, o que obriga ao lançamento de um novo fecho de muralhas para leste, ponto do burgo que virá a ser chamado de São Tiago (adaptado de Carita, 1982).
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FATOR DE VISÃO DO CÉU E ILHAS DE CALOR: GEOPROCESSAMENTO APLICADO AO CONFORTO URBANO

FATOR DE VISÃO DO CÉU E ILHAS DE CALOR: GEOPROCESSAMENTO APLICADO AO CONFORTO URBANO

Para se evitar problemas relacionados a esse fator, se faz necessário um planejamento urbano pautado nas condições climáticas locais, estando aí compreendidas todas as suas variações temporais, que propicie melhores condições higrotérmicas, olfativas e respiratórias para a população, a preservação da paisagem e de acidentes geográficos importantes. Que possa contribuir na elaboração de planos energéticos eficientes, especialmente no que tange ao consumo energético de sistemas de condicionamento térmico em edifícios. Para que isto seja possível é necessária uma plataforma de informações sobre as relações existentes entre a cidade e o clima que subsidiem o planejamento urbano, possibilitando a concepção de estratégias de ação. Neste sentido, as geotecnologias têm se apresentado como ferramentas importantes e eficazes na organização de banco de dados, na geração e na gestão de informações de parâmetros ambientais e urbanísticos, através dos Sistemas de Informações Geográficas (SIG) são geotecnologias que possibilitam a consulta e a análise rápida de informações, a aceleração dos procedimentos de cálculos e o auxílio na tomada de decisões. Essa potencialidade favorece os estudos sobre a complexidade dos problemas e da qualidade de vida nas cidades.
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