Ilha de Moçambique

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Ilha de Moçambique: “Ilha, encantamento. Primeiro tema para cantar”

Ilha de Moçambique: “Ilha, encantamento. Primeiro tema para cantar”

Este artigo propõe uma análise de duas vozes inaugurais da poesia da Ilha de Moçambique: Alberto de Lacerda e Orlando Mendes, poetas que escreveram em meados da década de 1940, tendo como principal temática esse espaço matricial das letras moçambicanas O espaço das ilhas, como se sabe, possibilita o encontro de diversos povos, culturas e influências múltiplas, É, em suma, um espaço de trânsitos de pessoas e de suas ideologias. A poética da insularidade tornou-se uma importante vertente do projeto literário moçambicano, retomado, mais tarde, por outros poetas que saudaram esse espaço de memórias e afetos. Para refletir sobre a geopoética da Ilha de Moçambique, considera-se o que propõe o teórico Kenneth White quando afirma que a “geografia” é “atravessada” pela experiência estética do mundo e defende uma visão fenomenológica da relação entre o Homem e a Terra.
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Nível de conhecimento da população da Ilha de Moçambique acerca da malária.

Nível de conhecimento da população da Ilha de Moçambique acerca da malária.

tados anteriormente, mesmo quem está devidamente informado, poderá não se comprometer com os com- portamentos preventivos. As intervenções ao nível da prevenção da malária não se devem focar apenas em nível informativo. Estas devem ser acompanhadas de aquisição de competências psicossociais e sócio-eco- nómicas (educação, empregabilidade, auto-eficácia, serviços de saúde adequados, etc.), quer ao nível da prevenção, quer do tratamento da doença. Tendo em conta a situação de precariedade sócio-económica do país e do contexto local, é possível que as pessoas estejam suficientemente capacitadas ao nível de informação e em termos de competências pessoais, no entanto, não têm poder económico, nem aquisição de competências para adquirir os instrumentos ne- cessários para uma prevenção total e adequada (ex.: mosquiteiros, repelentes, etc.). A possuírem os meios e condições necessários para combaterem e tratarem a doença, a população da Ilha de Moçambique poderá tornar-se mais pró-activa face à sua saúde comunitá- ria e mais facilmente traduzir em acções o nível de conhecimentos que possui em relação à malária. Esta ideia é preconizada por vários autores, tais como, Souza e Grundy (2004), assim como, Dutta-Bergman (2004). Ou seja, é extremamente importante apostar nas próprias pessoas, mais (ou em simultâneo) que nas condições físicas. A mudança comportamental em saúde, sobretudo comunitária, passa por au- mentar o nível de capacitação e compreensão das pessoas, para que sejam capazes de se comprometer com comportamentos cívicos.
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TEMPO E ETERNIDADE NA ILHA DE MOÇAMBIQUE: “O PANO ENCANTADO”, DE JOÃO PAULO BORGES COELHO

TEMPO E ETERNIDADE NA ILHA DE MOÇAMBIQUE: “O PANO ENCANTADO”, DE JOÃO PAULO BORGES COELHO

E, em meio a todo seu ressentimento, empreende, por meio do bordado, uma peregrinação de sua casa, no bairro de Macaripe, na Ilha de Moçambique, até a cidade sagrada de Meca (no conto, Makkah), passando por diversas regiões africanas de tradição islâmica, como as Ilhas Quirimbas e Zamzibar. No avesso, “é normalmente aí que se acham as raízes, o segredo do enigma que é cada bordado” (COELHO, 2005, p. 38), Jamal começa um outro traçado, percorrendo não mais distâncias geográficas, mas sim mostrando a história de seu povo e de sua fé, a sua própria história, “a história que justifica o esforço de Jamal, a história da sua dikiri, a sua confraria” (COELHO, 2005, p. 38). Como bem observa Terezinha Taborda Moreira, o alfaiate procura “costurar em bordado sua identidade islâmica esfacelada. Para isso, recria no texto do pano a memória das terras, dos cheiros, dos sabores e das cores (...)” (MOREIRA, 2009, p. 162).
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O Estado de Saúde da Ilha de Moçambique: Uma análise comparativa dos indicadores de saúde da população

O Estado de Saúde da Ilha de Moçambique: Uma análise comparativa dos indicadores de saúde da população

Assim, procedeu-se à utilização de diferentes métodos e instrumentos de in- vestigação, tais como inquéritos e observação e participação directas. Numa fase inicial de preparação dos questionários, efectuou-se um estudo e levantamen- to do número populacional real por cada bairro, para constituir uma amostra o mais fiel possível da realidade. A amostra dos inquéritos é constituída por 500 pessoas residentes em bairros da parte insular da Ilha de Moçambique e propor- cionais ao número populacional por cada bairro. Depois dos inquéritos respon- didos, procedeu-se ao seu tratamento e análise de forma quantitativa através do programa Excel. A aplicação dos instrumentos decorreu entre Novembro de 2004 e Janeiro de 2005. Relativamente às características psicométricas deste inquéri- to, as mesmas foram baseadas em conteúdos do Relatório do Desenvolvimento Humano 2004 e ainda em artigos de outros autores acerca de questões de saúde e indicadores de saúde.
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OS CLUSTERS COMO INSTRUMENTO DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL PORTUGUESA PARA O DESENVOLVIMENTO, O CASO DA ILHA DE MOÇAMBIQUE

OS CLUSTERS COMO INSTRUMENTO DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL PORTUGUESA PARA O DESENVOLVIMENTO, O CASO DA ILHA DE MOÇAMBIQUE

500 de largura, e a temperatura média anual é de 26º. Divide-se em duas partes distintas, a Cidade de Pedra e Cal, de feição europeia, e a Cidade de Macúti, de interessante construção tradicional africana, bem adaptada climaticamente- Coqueiros, figueiras da Índia, casuarinas, acácias rubras de Madagáscar e figueiras bravas, de raízes aéreas, estão um pouco por todo o lado. A Ilha de Moçambique foi ocupada inicialmente pela população africana. O seu desenvolvimento deve-se sobretudo a uma propícia situação geográfica, servindo de elo de ligação entre os continentes africano e asiático. A primeira fase das grandes navegações no Oceano Índico iniciou-se no século VIII, pela mão dos marinheiros árabes, e manteve-se até final do século XV, tornando-se aquele oceano o centro do comércio intercontinental e fazendo a ponte entre a Europa e o Oriente. Cruzavam-se persas e turcos, indianos, indonésios e chineses, mas eram os árabes que detinham o monopólio do transporte de mercadorias e que promoveram e acentuaram as relações entre povos e culturas diferentes. A influência islâmica, para além da criação do sultanato de Delhi e da progressão no arquipélago indonésio, estendeu-se, na costa africana, do Mar Vermelho até ao rio Save.
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A Ilha de Moçambique revisitada pela pena da poesia e pela tinta dos afetos

A Ilha de Moçambique revisitada pela pena da poesia e pela tinta dos afetos

Não conseguindo extirpar totalmente os cultos e costumes árabes, a política lusitana foi a de segregá-los, impingindo uma visão preconceituosa a respeito deles, principalmente a partir da segunda metade do século XIX, época em que se desenvolveu intensa e sistemática colonização portuguesa em África, pois, até então, Portugal estivera ocupado com o comércio do ouro, do marfim e com o tráfico negreiro para o Brasil. A Ilha de Moçambique fez parte da rota da escravidão, funcionando como depósito dos escravos que eram vendidos para as Américas. Com o fim do tráfico, a Ilha entrou em decadência, mas os povos que por lá passaram deixaram suas marcas culturais presentes em costumes e cultos que continuaram a ser praticados.
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Retábulos da Companhia de Jesus em Luanda e na Ilha de Moçambique

Retábulos da Companhia de Jesus em Luanda e na Ilha de Moçambique

REIS, Mónica Esteves, “Esclarecimentos sobre os retábulos indo-portugueses – Goa”, que a pedido teve a gentileza de tecer as seguintes considerações: “Relativamente à execução artística do retábulo da Igreja do Colégio da Companhia, na Ilha de Moçambique, a denotar uma via indo-portuguesa, pode avançar-se que esta será via Goa, considerando como paralelos os exemplares presentes em várias igrejas das Velhas Conquistas, nomeadamente nas talukas de Tiswadi e Salcete. Este motivo decorativo, que se cinge à garganta da coluna, despe-se dos elementos eucarísticos comuns, ocupando-se em total exclusividade dos motivos florais (no caso, a flor de lótus) acompanhados de vegetalismos estilizados à guisa que se (de)compõe de artista para artista, característicos inclusive de um barroco tardio. Não servem, por isso, de elementos que permitam a identificação de uma oficina de entalhadores ou se estes seriam artífices locais de ascendência goesa ou artífices goeses em Moçambique.”.
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A cidade portuguesa nas províncias ultramarinas : uma análise iconográfica comparativa : Ilha de Moçambique, Goa, Salvador, Macau e Luanda

A cidade portuguesa nas províncias ultramarinas : uma análise iconográfica comparativa : Ilha de Moçambique, Goa, Salvador, Macau e Luanda

O PRIMEIRO NÚCLEO URBANO: A primeira implantação urbana foi uma feitoria que se constituía, provavelmente, de uma cerca de caniço e algumas palhotas no seu interior. Estas rapidamente foram substituídas por uma fortaleza, “à maneira dos pequenos castelos de Portugal” 8 , a Fortaleza de São Gabriel, que se localizava próxima ao porto, e que foi demolida poucos anos depois; às suas ruínas passou a designar-se Fortaleza Velha, indicação recorrente no material iconográfico analisado. O primeiro núcleo urbano começou a desenvolver-se ao redor desta fortaleza, e era constituído pela capela de São Gabriel, algumas feitorias sobre os rochedos e junto ao mar, e algumas construções provisórias feitas com materiais locais que compunham o povoado, e que foram gradualmente sendo substituídas por edificações de pedra, cal e madeira. Na ponta norte da ilha, construiu-se uma muralha abaluartada para defesa, por detrás da qual se ergueu, em 1522, a capela de Nª Sra. do Baluarte. A Fortaleza de São Sebastião só começou a ser edificada naquela ponta da ilha em 1558, e foi concluída em 1620 deixando a capela fora das suas muralhas. Entre o povoado e o baluarte e fortaleza havia uma área desabitada onde se instalou o cemitério. Próximo à Fortaleza de São Gabriel, em meio ao povoado, implantou-se, em 1556, a Santa casa da Misericórdia. Ao norte do povoado, numa área periférica à cidade, e próxima ao cemitério, foi construído, em 1578, o convento de São Domingos. O colégio dos jesuítas e a capela de São Paulo só foram erguidos em 1610. O casario desenvolveu-se em meio a este sistema
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MAJ Macombo (Moçambique)

MAJ Macombo (Moçambique)

Com a assinatura dos Acordos de Roma em 1992, o sector de segurança confrontou-se com a necessidade de uma reestruturação que teve início com a desmobilização de 92,881 soldados161 das forças armadas, de acordo com o estabelecido no Protocolo IV do Acordo Geral de Paz (AGP), que definia as bases para a criação das novas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). O processo de criação das FADM implicou primeiro a desmobilização total das forças governamentais e das unidades guerrilheiras da Renamo, e em seguida, a incorporação de voluntários de ambos os lados, numa base de 50:50. O objectivo de se alcançar um total de 30,000 tropas, conforme estabelecido no AGP, nunca foi, contudo, realizado, visto poucos voluntários se terem apresentado. Ainda como parte da reestruturação foi posteriormente instituído um novo sistema de recrutamento, que tem, no entanto, revelado deficiências, contribuindo assim para que os jovens não encarem as forças armadas como uma opção de carreira atraente.
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PAGAMENTO DE IMPOSTOS EM MOÇAMBIQUE

PAGAMENTO DE IMPOSTOS EM MOÇAMBIQUE

Adicionalmente, e para efeitos de comparação, foram analisadas as prácticas e a legislação de outros países da região e do mundo, nomeadamente a Tunísia (por ter sido o país que no relatório do BM 2011 teve uma subida considerável no ranking geral), a África do Sul e as Maurícias pela sua proximidade geográfica com Moçambique. Comparando-se as taxas, o número de pagamentos anuais e o tipo de reformas que gradualmente foram sendo implementadas nestes países, ficou claro que a introdução dos sistemas electrónicos para o pagamento de impostos é crucial e fundamental para a eficiência dos processos e consequentemente para a redução dos custos associados ao cumprimento das obrigações fiscais.
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Saúde e doença em Moçambique.

Saúde e doença em Moçambique.

situação de guerra, devido à realização de rituais de limpeza (Granjo, 2006; 2007a). Por essa razão, é muito frequente que os tinyanga estejam genuinamente pre- ocupados com uma “epidemia” de possessões durante a próxima geração, quando os soldados sobreviventes da guerra civil começarem a morrer. Essa é, no entanto, a situação no sul do país, onde a lógica pré-existente de classificação e hierarquização dos espíritos foi aplicada de forma directa a rituais quase generaliza- dos. Nas zonas do centro de Moçambique em que os rebeldes da Renamo foram encarados como uma força exterior vaNdau – imagem que a própria organização estimulou, dado o temor pela capacidade de voltarem da morte enquanto espíritos vingativos que é atribuída a esse grupo – emergiram no pós-guerra os chamados espíritos Gamba, atribuídos a guerrilheiros da Renamo (Marlin, 2007), enquanto nas zonas vaNdau, sem tradi- ção de integração de espíritos provenientes de outros grupos moçambicanos, se assistiu à multiplicação de espíritos Gamba atribuídos a tropas zimbabueanas (Igreja, 2007), apesar de estas terem sofrido poucas baixas e recuperarem os corpos dos seus mortos.
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Cultura e liderança em Moçambique

Cultura e liderança em Moçambique

Dissertação  de  Mestrado  em  Gestão  de  Empresas   52     Numa análise do gráfico acima apresentado pode-se concluir que panorama de liderança em Moçambique se centra numa perspectiva autónoma e auto-protectora, com pouco valor associado ao factor humano e com alguma falta de carisma e sua subsequente falta de valores associada. Sendo assim, não existe uma cultura de pro-actividade e delegação de responsabilidade que promove, reforça e responsabiliza as equipas de trabalho, inviabilizando o progresso do valor humano e da evolução saudável do próprio líder que acaba perdendo a visão global das coisas com o seu envolvimento directo em todas as actividades que supervisiona. Além disso a própria motivação e cultura de gestão por objectivos é praticamente anulada numa perspectiva dos Recursos Humanos.
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Os Mega-Projectos em Moçambique: A conclusão precipitada que pode condenar Moçambique ao fracasso?

Os Mega-Projectos em Moçambique: A conclusão precipitada que pode condenar Moçambique ao fracasso?

Moçambique é uma das economias que vem registando taxas de crescimento elevadas a nível mundial, com uma média de 8.1 % desde 1993. O clima de investimento liberal atraiu vários Mega Projectos. Como resultado, em 2003 e 2004, a tendência de crescimento manteve-se e a actividade económica foi praticamente sustentada pelo sólido desempenho dos Mega Projectos. Houve avanços significativos em relação aos principais indicadores de desenvolvimento humano e social, com uma diminuição substancial nas áreas de mortalidade materno-infantil e um aumento das matrículas escolares. Apesar dos grandes feitos da economia moçambicana, cerca de 50 % da população é ainda considerada pobre e as desigualdades quanto ao rendimento e à riqueza continuam evidentes, sendo possível que tenham até aumentado em algumas regiões. Pode-se inferir que as elevadas taxas de crescimento não foram capazes de gerar emprego suficientes nas populações (PEA, 2005). O facto aqui destacado é a fraca ligação entre os Mega Projectos e a economia nacional. Estes são geralmente intensivos em capital e, portanto, não geram emprego directo proporcional ao seu peso no investimento, produção e comércio. Para que os ganhos dos Mega projectos sejam visíveis, é necessário que haja um projecto nacional de desenvolvimento coerente, factível e que haja capacidade e vontade de articular as diferentes dinâmicas da economia para gerar as necessárias ligações e sinergias essenciais para o desenvolvimento.
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Classificar, denominar as línguas de São Tomé

Classificar, denominar as línguas de São Tomé

Quando nos anos 1990, a « abertura democrática » permitiu conhecer melhor a realidade linguísticas e o plurilinguismo das roças de São Tomé (Rougé, 1992 ; Baxter, 2002, 2003), a questão da classificação e da denominação das língusa colocou-se. Mais uma vez, a distensão entre as representações dos falantes, nesse caso os Tongas e os outros moradores da ilha, e as classificações dos linguistas originaram a diversidade das denominações. No caso da variedade portuguesa falava-se de português não standard, semi-crioulo ou de portuguê dos Tongas ; e no caso das línguas africanas falava-se de línguas africanas pidginizadas ou variedade veicular de línguas africanas, koyne umbundu, ou de língua de Monte Café ou de outra roça, língua Moçambique, etc. (Rougé, 1992).
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O S ÓRGÃOS DE TUBOS DE

O S ÓRGÃOS DE TUBOS DE

Glabenz (1959/60). Sobre os órgãos existentes e não existentes, Henrique Borba afirma que: “se não estou em erro, vieram para a esta Ilha, desde o seu povoamento até hoje, 26 órgãos, 15 dos quais já desapareceram por completo, ficando apenas 11 dispersos pela cidade, vila e freguesias rurais” (1970: 5). A propósito dos onze órgãos existentes, o autor identifica-os como sendo os dois órgãos da Sé 9 ; o da Misericórdia de Angra (Cerveira, 1829); o da Algualva (Serpa Pinto, 1894), estando de momento desmantelado; e ainda outro grupo de instrumentos, situados nos conventos, arrestados pela Fazenda Nacional que os vendeu e/ou cedeu, aquando a extinção das ordens religiosas. São estes, os órgãos dos conventos: de São Gonçalo (Fontanes, 1793) que se mantém no mesmo espaço; da Conceição (Fontanes, 1793) 10 que está, neste momento, na Igreja de Santa Bárbara; de São Francisco em Angra (Cerveira n.º 22, 1788) mantendo-se actualmente no mesmo local; dos Franciscanos na Praia (segundo o autor, um Fontanes sem registo de autor e data) que foi para a igreja das Lajes, desconhecendo-se actualmente a sua existência; e o do convento da Luz na Praia (Cerveira, 1815 n.º 81) que passou para a igreja da Conceição em Angra. Em relação aos outros dois, o autor encara a possibilidade de o órgão (Cerveira n.º 56, 1798) que está na igreja do Colégio (Igreja N.ª Senhora do Carmo) ser proveniente do convento da Graça e o que está na Matriz da Praia (Cerveira n.º 40, 1793) ser proveniente dos Agostinianos, também na Praia.
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Anurans of the sandy coastal plains of the Lagamar Paulista, state of São Paulo, Brazil

Anurans of the sandy coastal plains of the Lagamar Paulista, state of São Paulo, Brazil

Resumo: Ambientes insulares são considerados ideais para estudos biogeográficos, já que representam ambientes quase fechados cujo tempo de formação é conhecido. Embora o estado de São Paulo possua um grande número de ilhas continentais e oceânicas, faltam estudos de base que determinem a composição faunística de cada localidade. Tais estudos são cruciais para se determinar a estrutura de comunidades e fazer inferências biogeográficas e filogenéticas que a expliquem. Durante os meses de fevereiro de 2007 a janeiro de 2009 inventariamos a comunidade de anuros de ambientes de restinga em quatro municípios do Lagamar Paulista: Cananéia, Ilha Comprida, Iguape e Pariquera-Açu, estado de São Paulo. Inserida no complexo estuarino Cananéia-Iguape, esta região caracteriza-se pela presença de três ilhas continentais: Ilha de Cananéia, Ilha Comprida e Ilha do Cardoso e porções continentais adjacentes a estas ilhas nos municípios de Iguape e Pariquera-Açu. Através da metodologia de procura ativa e armadilhas de interceptação e queda foi registrado um total de 32 espécies de anuros em todas as localidades: 17 espécies na Ilha Comprida, 21 na Ilha de Cananéia, 26 na Ilha do Cardoso, 27 em Iguape e 23 em Pariquera-Açu. A análise dos índices de riqueza revelou valores mais altos nas áreas continentais, resultado comumente observado em comparações entre ilhas e continente. Este resultado pode ser um reflexo de um efeito de isolamento promovido pelo evento de formação das ilhas, ou pode ser resultado de origem e tempo distintos em que as ilhas foram formadas. Os resultados aqui apresentados são de fundamental importância, pois fornecem subsídios tanto para estudos de padrões de distribuição de anfíbios em formações insulares do litoral paulista como para o entendimento de como eventos de transgressão e regressão marinha atuaram sobre as comunidades de anfíbios locais.
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Avaliação do manejo nutricional do rebanho leiteiro nos assentamentos rurais do município de Ilha Solteira-SP

Avaliação do manejo nutricional do rebanho leiteiro nos assentamentos rurais do município de Ilha Solteira-SP

Raphael Perini Caetano, Graduando em Zootecnia, UNESP-FEIS, Ilha Solteira, SP, raphaelpcaetano@gmail.com, Leandro Coelho de Araujo, Docente do Departamento de Biologia e Zootecnia, UNESP-FEIS, Ilha Solteira, SP, leandroaraujo@bio.feis.unesp.br, Guilherme Caio Araujo, Graduando em Zootecnia, UNESP-FEIS, Ilha Solteira, Bolsista PROEX/UNESP, guilhermedogaraujo@gmail.com, Robson Dourado, Graduando em Medicina Veterinária, FEA, Andradina, SP, robinhodourado@hotmail.com, Maria Carolina Fernandes Assis, Graduanda em Zootecnia, UNESP-FEIS, Ilha Solteira, SP, Alan Peres Ferraz de Melo, Docente do Departamento de Biologia e Zootecnia, UNESP-FEIS, Ilha Solteira, SP, alanmelo@bio.feis.unesp.br.
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Histórias de vida de mulheres e saúde da família: algumas reflexões sobre gênero.

Histórias de vida de mulheres e saúde da família: algumas reflexões sobre gênero.

Todos seus onze ilhos nasceram de parto normal em casa; não teve nenhum aborto ou outra complica- ção. diz ser uma benção de deus. O fato mais marcante da sua vida foi quando a ilha mais velha fugiu de casa para se casar - na época, seu marido não aceitava o namoro da ilha – e, por causa desse episódio, Rosa icou um bom tempo sem vê-la, o que a fez sofrer muito, pois o marido não deixava. Já uma grande emoção foi ver um ilho e uma ilha se formando na faculdade. de uma fé muito grande, Rosa adora rezar e servir à igreja. Hoje, mora com uma ilha e cuida de uma netinha de sete anos, de um ilho que se separou e não podia cuidar dela. Sente muito orgulho em ser mãe; sua felicidade são os ilhos.
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AVES MARINHAS COMO INDICADOR AUXILIAR DE IMPACTO NA CONSTRUÇÃO E USO DA ESTAÇÃO CIENTÍFICA DA ILHA DA TRINDADE

AVES MARINHAS COMO INDICADOR AUXILIAR DE IMPACTO NA CONSTRUÇÃO E USO DA ESTAÇÃO CIENTÍFICA DA ILHA DA TRINDADE

O estudo da ocupação humana versus as aves marinhas que nidificam em ilhas oceânicas vêm sendo investigado há várias décadas, avaliando o sucesso reprodutivo de espécies isoladas (ANDERSON e KEITH, 1980), das que nidificam em colônias (BURGER, 1981; ERWIN, 1989; CARNEY e SYDEMAN, 1999), a estrutura das assembleias (CORNELIUS et al., 2001), o potencial de perturbação das que nidificam no solo (ARIMITSU et al., 2004), bem como, na implantação dos planos de gestão para visitantes (ELLENBERG et al., 2006), avaliação das atividades turísticas sobre as aves migratórias (CARDOSO e NASCIMENTO, 2007), da atividade de pesquisa no sucesso de nidificação (COSTA, 2010), nos impactos ecológicos provocados pela colonização de ilha oceânica (CONNOR et al., 2012), e os efeitos da expansão urbana sobre a avifauna (GLENNON e KRETSER, 2013).
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