Imprensa - Bahia

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A imprensa e a norma para o Bello Sexo: o periodismo feminino na Bahia (1860-1917)

A imprensa e a norma para o Bello Sexo: o periodismo feminino na Bahia (1860-1917)

Evidentemente, tendo em vista A Paladina do Lar ser uma representante da imprensa católica, era de se esperar a presença de religiosos entre os seus colaboradores. Entre eles destacou-se o próprio diretor do periódico D. Majolo de Caigny, que além de publicar artigos, também usou o espaço da revista para lutar a favor da fé. O abade dedicou um número especial, em setembro de 1912, para protestar contra um projeto do governo de demolir o Mosteiro de São Bento e construir em seu lugar um teatro. Ainda em 1912, em artigo publicado em julho, D. Majolo reclamou contra dois jornais vespertinos da Bahia, embora não cite seus nomes, pelo fato destes não terem publicado um pedido de retificação a uma nota impressa que versava sobre um Curato, que, segundo o prelado, dava margem a interpretações errôneas. Os jornais não publicaram sua carta e o eclesiástico, então, aproveitou a ocasião para esclarecer não só este fato, como alertar aos fiéis contra a falta de criteriosidade em relação às notícias religiosas publicadas pela imprensa dita mundana.
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Mulheres, imprensa e higiene: a medicalização do parto na Bahia (1910-1927).

Mulheres, imprensa e higiene: a medicalização do parto na Bahia (1910-1927).

Nessa perspectiva, os jornais publicados na Salvador republicana do início do século XX constituem valiosa fonte para compreendermos a campanha educativa desenvolvida pelos médicos da Faculdade de Medicina da Bahia, na tentativa de medicalizar o corpo das mães baianas, pois a imprensa não mediu esforços para apoiar os preceitos da nova agenda higienista. A imprensa baiana foi grande aliada do projeto medicalizador, promovendo um estímulo educativo, seja através de publicações que falavam da maternidade como exemplo de modernidade e civilidade, seja por meio das notas de agradecimento pelo bom atendimento médico recebido. Essas notas eram publicadas diariamente nos jornais e, geralmente, feitas pelos maridos que se mostravam gratos aos médicos da Maternidade Climério de Oliveira por terem cuidado bem de suas esposas, tendo-as curado ou até mesmo feito os seus partos. Esses anúncios vinham de pessoas que compunham as camadas privilegiadas da sociedade baiana e que também constituíam o público leitor dos jornais de circulação diária.
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Espectros do poder: usos políticos das imagens e discursos da imprensa – o Jornal Rivale, Juazeiro, Bahia

Espectros do poder: usos políticos das imagens e discursos da imprensa – o Jornal Rivale, Juazeiro, Bahia

Em março de 1972, na cidade de Juazeiro, na Bahia, um grupo de jovens profissionais liberais, como Flávio Luiz Ribeiro Silva, economista, Paganini Nobre Mota, fí- sico, e Jorge Khouri Hedaye, agrônomo, se reunia para fundar o que seria chamado de “nova etapa da imprensa interiorana”, pela criação do jornal “Renovação e Inte- gração do Vale” (RIVALE). Contando ainda com a partici- pação de intelectuais tradicionais, como o ex-barqueiro Ermi Ferrari Magalhães e o comerciante Walter Dourado, que mantiveram colunas frequentes; o periódico surgiu se dizendo atento às questões sociais consideradas mais urgentes naquele momento. Seu título e, eventualmente, suas matérias, assumiam um trabalho estratégico de me- tonímia discursiva e política sobre o recorte espacial do Vale, a partir de uma área que a Geografia havia chamado de Submédio São Francisco, embora fosse sabido que, a rigor, esse recorte era extensivo a um espaço mais largo dentro do Brasil.
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05. Memórias do jornalismo na Bahia: censura, conflitos e o surgimento da Associação Bahiana de Imprensa na década de 1930

05. Memórias do jornalismo na Bahia: censura, conflitos e o surgimento da Associação Bahiana de Imprensa na década de 1930

10 A pauta de promover capacitação aos profissionais da imprensa também era uma prioridade da ABI brasileira. Isso em função do jor- nalismo ter passado por um processo de profissionalização no Brasil a partir do avançar da segunda metade do século XX, que ganhou força a partir do Decreto-Lei nº 910, de 30 de novembro de 1938, com o registro obrigatório dos jornalistas profissionais no Ministério do Trabalho. Ele dispôs sobre as condições de trabalho nas empresas jornalísticas e criou as escolas de jornalismo, estabelecendo a exigên- cia do diploma para o exercício da profissão. Apesar da legislação, os salários eram, em geral, pagos com atraso, predominando o sistema de vales. Mesmo com esses problemas, o jornalismo era uma pro- fissão com um certo prestígio social. Muitas vezes era utilizada para ascensão social e obtenção de poder, emprego público ou para seguir carreira política. Devido à má remuneração, a formação cultural dos profissionais, sobretudo dos repórteres, era em geral ruim. Havia, no entanto, uma elite de jornalistas bem preparados, geralmente formada nas Faculdades de Direito, mas a maioria não tinha sequer concluído o ensino médio. Alguns eram oriundos também das escolas de Medi- cina e Engenharia. A criação do ensino superior só vai se efetivar anos depois do decreto de 1938, que sofreu uma grande resistência patronal. Além disso, o governo federal, apesar de assumir o com- promisso de patrocinar cursos, transferia a responsabilidade para os governos estaduais, que nada faziam, tendo em vista sua situação econômica. O 1º curso regular do País acabou sendo montando pela iniciativa privada, na Fundação Casper Líbero. Vinculado à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras São Bento, da PUC de São Paulo, e au- torizado pelo Decreto nº 23.087, de 19 de maio de 1947 (RIBEIRO, 2007; BAHIA, 2000).
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O integralismo na imprensa da Bahia: o caso de o Imparcial

O integralismo na imprensa da Bahia: o caso de o Imparcial

Portanto, entendemos que O Imparcial se tornou um importante difusor da propaganda da Ação Integralista Brasileira na Bahia. É necessário esclarecer que não podemos aplicar a este jornal a definição de órgão de imprensa integralista como afirma Rosa Cavalari, que caracterizou os mesmos pela abordagem de temas relacionados estritamente aos interesses do movimento, obedecendo rigidamente a determinados parâmetros de uniformização e padronização. Assim entendemos que a autora adotou o conceito de imprensa partidária, ou seja, jornais orgânicos que integram a estrutura partidária. Entretanto, O Imparcial foge a essas características, pois mesmo fazendo aberta propaganda pró-integralista, não perdeu em nenhum momento seu caráter noticioso, abrindo espaço a temáticas políticas, econômicas e culturais de interesse geral da sociedade, a exemplo da corrente política autonomista essencialmente de natureza liberal, o que não seria admitido num jornal partidário devido à natureza antiliberal do integralismo, além disso esse jornal não seguia a rigorosa padronização gráfica exigida pela Secretaria Nacional de Imprensa.
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Cor e raça na imprensa ilustrada da Bahia (1897-1904)

Cor e raça na imprensa ilustrada da Bahia (1897-1904)

A imprensa no Rio de Janeiro e na Bahia começava a registrar inúmeros casos de conflitos policiais em repressão a abolição que, naqueles idos, parecia ser uma mera formalidade burocrática. A escravidão oficial parecia finda, contudo, segundo o historiador Luciano Rocha Pinto, eram muitos os anúncios que descreviam criminosos na capital carioca da década de 1880, em sua maioria negros, crioulos, pardos e mulatos. Quando da promulgação da Abolição da escravatura no Brasil, tanto ex-senhores quanto ex-escravos saíram em defesa de seus interesses. Uns e outros sabiam que aquele era um momento decisivo para as relações sociais e de poder entre negros e brancos no país. Entretanto, parecia haver a manutenção das hierarquias sócio-raciais. E também determinadas por uma lógica da epidermização. Se a abolição desagradou aos ex-senhores, que esperavam serem indenizados pelo governo, conforme podemos observar na obra de Rui Barbosa, tão pouco atendeu aos anseios da população negra. 53 Conforme Wlamyra Albuquerque e Walter Fraga Filho, em 1894, o então professor da Faculdade de Medicina da Bahia, Raimundo Nina Rodrigues, defendeu uma ideia polêmica sobre a responsabilidade penal no Brasil, para ele os criminosos deveriam ser julgados por critérios diferenciados, “pois os negros seriam naturalmente incapazes de compreender certas regras sociais ” e, portanto, na sua lógica, o sistema penal do Brasil deveria considerar as hierarquias raciais, nas quais fossem reconhecidas de forma explicitada as desigualdades raciais em termos civilizatórios, e desse modo, institucionalmente “não se poderia igualar a cidadania dos negros à dos brancos, ou seja, não era possível estabelecer direitos e deveres iguais para todos ” (ALBUQUERQUE; FRAGA FILHO, 2006, p. 205). Entende-se a partir disso que as teorias racialistas sobre o grau de civilidade e bestialidade do ser humano, racionalizadas com o Iluminismo no século XVIII e difundidas no século XIX, ganharam força no cenário pós-escravagista norte-americano com a política do coloured e se expandem como um exemplo a ser seguido pelas outras partes das
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História e estética n’A COISA: Representações visuais do corpo na imprensa ilustrada da Bahia sobre abolição e pós-abolição

História e estética n’A COISA: Representações visuais do corpo na imprensa ilustrada da Bahia sobre abolição e pós-abolição

A Coisa é um jornal ilustrado que começou a circular na cidade de Salvador, na Bahia, no dia 30 de agosto de 1897, e foi interrompido com a sua última edição no dia 8 de outubro de 1904. Nos desperta atenção o fato de, mesmo diante da modernização do sistema de editoração de impressos ilustrados no Brasil e na Bahia do seu período, A Coisa manter a produção de imagens xilográficas em grandes e pequenas dimensões, a depender do lugar em que são publicadas nas páginas do periódico. Essas imagens visuais são exibidas ora em suas capas, ora em páginas secundárias. A produção dessas imagens é quase artesanal, feitas a partir de matrizes gravadas em casca de cajazeira. Nossa atenção para o repertório de imagens produzidas pelos editores d’A coisa se volta ao fato de essas imagens visuais e, também, as imagens textuais/metafóricas conter uma pluralidade de representações étnicas de negros a compor o imaginário de uma sociedade atuante na Bahia de 1897 até 1904.
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O papel do jornalismo público na revitalização da imprensa em Portugal : o caso da imprensa regional

O papel do jornalismo público na revitalização da imprensa em Portugal : o caso da imprensa regional

A definição habermasiana de esfera pública como argumentação pública, conduzida com racionalidade, aberta e orientada pelo princípio do melhor argumento adequa-se à concepção de democracia deliberativa mas, no entender de Wilson Gomes (que faz uma exaustiva análise da trajetória intelectual do filósofo alemão), é preciso desconstruir a concepção de esfera pública neste sentido de insidiosas interpretações que prejudiquem uma compreensão adequada. O professor e investigador brasileiro, da Universidade Federal da Bahia, defende que 1) A esfera pública não é uma coisa, lugar ou instituição social. A publicidade social que aqui se tem em vista é o processo público debate. Nem um sindicato nem um jornal nem o Parlamento são, imediatamente, esfera pública, embora possam funcionar como tal nas suas instâncias deliberativas ou no tratamento de matérias relativas ao bem comum; 2) A esfera pública concretiza-se em debates singulares, mas isso não nos autoriza, necessariamente, a falar de esferas públicas; 3) Reivindica-se o reconhecimento histórico de uma esfera pública subalterna ou plebeia ao lado da esfera pública burguesa, no passado, bem como de uma esfera pública alternativa ao lado da esfera pública dominante e mediática atual. (….) Uma discussão é ou não pública em virtude dos meios, modos, princípios e regras de procedimento empregados na sua realização, não em função do status social dos argumentantes; 4) Ganha-se muito mais flexibilidade se trabalharmos com um conceito de esfera pública, no sentido de debate público, menos substantivo e mais pragmático. Não há uma coisa que seja esfera pública; há, isto sim, uma prática social, obediente a certas regras de procedimento e conforme certas circunstâncias, que deve responder por esse nome (Gomes, 2008:139-141).
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Padronização da imprensa periódica

Padronização da imprensa periódica

É importante ressaltar que no período inicial da colonização até o século XVIII o litoral, na altura do Espírito Santo e Rio de Janeiro, manteve pouco contato com o interior. Três fatores contribuíram: 1) a serra do Mar é um paredão escarpado seguido por vales profundo de rios largos com vários trechos de cachoeiras. Este paredão cai de forma abrupta sobre o oceano, cercando as baixadas litorâneas. Após os vales ergue-se a serra da Mantiqueira. Nesta época aliava-se ao desafio do relevo a mata Atlântica, uma floresta tropical contínua e densa que se estendia desde o sul da Bahia ao norte do Paraná. 2) Os indígenas. Enquanto os europeus se aliaram facilmente à maior parte dos grupos indígenas presentes no litoral, os índios do interior mostraram-se extremamente hostis, notadamente os Aymorés e os Coroados. Além de conhecerem melhor a terra ainda possuíam a mata como refúgio. Várias tentativas de ocupação resultaram em violência – a região do rio Doce, por exemplo, só foi conquistada no início do século XIX, através da força militar. 3) A proibição em ocupar terras no trajeto do escoamento da produção mineral.
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Imprensa integralista, imprensa militante (1932-1937)

Imprensa integralista, imprensa militante (1932-1937)

O terceiro capítulo faz um histórico analítico da imprensa da AIB entre 1932 e 1937. Iniciamos resgatando o jornal A Razão, buscando visualizar os principais elementos deste periódico “pré-integralista” e como eles permanecem posteriormente nos demais jornais integralistas, tendo em vista que A Razão foi o “ensaio geral” e modelo para os demais. Depois entramos nos jornais do movimento, discorrendo sobre os três tipos: de circulação nacional, regional e nuclear (local ou municipal). Resgatamos como se dava a interação entre estas folhas, embora tenhamos centrado nossa atenção em torno de A Offensiva e Monitor Integralista, ambos de circulação nacional. Também evidenciamos os regionais e nucleares, mas sem analisar pontualmente cada folha, apenas buscando trazer luz aos elementos em comum. Depois passamos a analisar as revistas integralistas, em destaque Anauê! e Panorama. A partir destas fontes constatamos que os integralistas destinavam periódicos, visando atingir todos os setores da sociedade com o seu discurso totalizante. Por fim, discorremos sobre a Sigma Jornaes Reunidos, empresa criada pelo movimento com o objetivo de sistematizar a produção dos periódicos integralistas.
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“Da imprensa especial” à imprensa espírita: um estudo da Revista Espírita (1858-1868)

“Da imprensa especial” à imprensa espírita: um estudo da Revista Espírita (1858-1868)

Uma doutrina religiosa conquistou a França e a Europa na segunda metade do século XIX, o espiritismo 1 , baseada numa proposta espiritualista que agregava aspectos de diversas tradições religiosas e de ciência existentes no período. Essa perspectiva congregou-se em torno de um personagem que se propôs organizar a codificação de diversas mensagens recebidas em diversos lugares da Europa e instituiu uma nova perspectiva. Esse autor constituiu uma sociedade e fundou uma revista, que procuravam difundir sua nova proposta. Este trabalho analisa a Revista Espírita para procurar entender a estruturação do quadro de intenções expressas nas suas páginas, vinculada à Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas 2 , e as dinâmicas existentes no desenvolvimento do espiritismo em fins do século XIX na França. A proposta desta pesquisa tem como tema geral a imprensa espírita, isto é, a constituição de um espaço específico de atuação dos espíritas na imprensa. Pretende-se estudar o periódico Revista Espírita, coordenado por Allan Kardec, elaborado pela Sociedade Parisiense de Estudos Espírita. O período recortado para o desenvolvimento da pesquisa é de acordo com o tempo de publicação da referida revista em que Allan Kardec esteve administrando-a, 1858-1868.
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Roque Gameiro na Imprensa

Roque Gameiro na Imprensa

Mas a valorização da empresa não foi completada sem o contributo de Gameiro, o seu alento e a efetiva aplicação dos conhecimentos em artes gráficas obtidos na Alemanha, que ele veio a utilizar para retirar o maior proveito das máquinas ao seu dispor, melhorar a qualidade artística dos trabalhos realizados e, não menos importante, formar em desenho litográfico os jovens aprendizes que a tipografia começou a recrutar. Esta questão do ensino e formação do aprendizado pela mão de Roque Gameiro, na Litografia Guedes, é um assunto muito comentado na imprensa da época, sobretudo no Diário de Notícias onde por mais de uma vez é mencionado, dando conta da vontade de Roque Gameiro em abrir um «curso de desenho aplicado às especialidades que professa», ou afirmando que «o rapaz que tenha a felicidade de ser recebido na litografia, poderá cursar qualquer curso noturno de desenho para se aperfeiçoar». 10 9 GAMEIRO, Maria Alzira Achega Roque, ob. cit., p. 53. 10 Estas duas expressões surgem no Diário de Noticias, a pri-
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IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO SA IMESP (AC IMPRENSA OFICIAL G4)

IMPRENSA OFICIAL DO ESTADO SA IMESP (AC IMPRENSA OFICIAL G4)

utilizadas pela AC Imprensa Oficial para os processos de recebimento, validação e encaminhamento de solicitações de emissão ou de revogação de certificados digitais e de identificação de seus solicitantes, são publicados em serviço de diretório e/ou em página web da AC Imprensa Oficial (http://io- com-icpbr.imprensaoficial.com.br/repositorio/IMESP/) :

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O folkjornalismo como prática profissional: um modo de ação na imprensa popular e na imprensa de vanguarda

O folkjornalismo como prática profissional: um modo de ação na imprensa popular e na imprensa de vanguarda

As características necessárias à sele- ção do fato pela imprensa popular loca- lizam o olhar do jornalista no contexto das possibilidades de relação do ocorri- do com um universo que lhe é exterior, a saber, o mundo do público-leitor. No jornalismo popular, há, ainda, outra sin- gularidade determinante na produção de conteúdos para essa fatia de mercado: a oferta do “caso do dia”. Evidentemente, a tematização do caso do dia não se res- tringe ao jornalismo popular. Contudo, sua aparição no jornalismo de vanguarda, por exemplo, estaria menos relacionada à questão do espanto do que vinculada às implicações sociais contidas na sua gênese.
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A regulação da imprensa em Angola

A regulação da imprensa em Angola

São de destacar os três grandes momentos que a imprensa angolana viveu e em detrimento destes, as mutações que sofreu, onde no período colonial teve o seu surgimento com o jornal “Boletim do Governo Geral da Província de Angola” em 1839. No período pós-colonial, a depauperação da imprensa devido a emigração forçada de jornalistas que não faziam parte do regime político criado na altura e a guerra civil – período em que a imprensa ficou completamente nas mãos do governo. E o período actual que se caracteriza por uma imprensa mais plural (terminou o monopólio do Estado), existindo mais órgãos de comunicação social, com um papel mais interventivo e mais ligada a garantia dos direitos e liberdades fundamentais.
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ADPF nº 130 - Lei de Imprensa - Associação Brasileira de Imprensa – ABI

ADPF nº 130 - Lei de Imprensa - Associação Brasileira de Imprensa – ABI

f) as máquinas, caracteres e outros objetos tipográficos utilizados na impressão do jornal constituem garantia do pagamento da multa, reparação ou indenização, e das despesas com o processo nas condenações pronunciadas por delito de imprensa, excluídos os privilégios eventuais derivados do contrato de trabalho da empresa jornalística com os seus empregados. A garantia poderá ser substituída por uma caução depositada no principio de cada ano e arbitrada pela autoridade competente, de acordo com a natureza, a importância e a circulação do jornal;
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O público de imprensa na era digital: hábitos de consumo e necessidades quanto aos produtos de imprensa

O público de imprensa na era digital: hábitos de consumo e necessidades quanto aos produtos de imprensa

Por outro lado, a fidelização, ainda pouco compreendida, de boa parte do público ao formato em papel (Chyi & Lasorsa, 2002; De Waal et al., 2005), parece apontar para um factor de adequabilidade deste formato a algumas práticas de leitura. É claro que a resistência da edição tradicional em papel se relaciona com a prevalência de leitores não familiarizados com as novas tecnologias 1 , mas a existir de modo significativo esta preferência num público experiente no uso da Internet, isto pode ser indicador de uma escolha, por parte desse público, condicionada por características como a portabilidade, que torna as edições em papel mais adequadas a uma leitura de lazer ou ao conforto durante a análise de artigos de fundo. Mas o crescente interesse do público, bem como o aumento de utilizadores de dispositivos electrónicos móveis como os tablets e os smartphones, que visam precisamente a portabilidade, podem vir a alterar essa situação, e fazer aumentar o interesse dos leitores pelos produtos digitais de imprensa, sejam os conteúdos pagos online, sejam as versões digitais das edições em papel.
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Imprensa, Poder e Censura.

Imprensa, Poder e Censura.

der miguelista, passando à clandestinidade antes de regressar a Londres em 1828, onde volta ao jornalismo e assume posição de destaque entre os portugueses aí exilados. Antes da partida para o segundo exílio tem ainda uma curta passagem (1827) como re- dactor da Gazeta de Lisboa, a convite de Saldanha. Mais tarde, também com Saldanha, reentra em Portugal em 1833. Em 1834 volta ao parlamento, aí sendo um acérrimo defensor de uma am- pla liberdade de imprensa. Regressa também ao Grande Oriente Lusitano da Maçonaria do Sul, como grão -mestre interino. No- meado por Manuel da Silva Passos, ascenderá a presidente Co- missão Administrativa da Imprensa Nacional, cargo que exerceu até 1838. No final da sua vida ficará mais alheado da política, dedicando -se sobretudo às letras, redigindo as suas memórias, e mantendo -se como «espectador do variado panorama» da po- lítica nacional.
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IMPRENSA E TERRORISMO POLÍTICO

IMPRENSA E TERRORISMO POLÍTICO

Notabilizou-se na Imprensa europeia por haver colocado uma bomba diante dos portões dos escritórios da companhia de mineração Carmoux, e lançado — tempos depois — um petardo no Café Terminus, ambos em Paris. No primeiro atentado morreram vários policiais quando procuravam remover o dispositivo de aciona- mento; no segundo, uma pessoa não resistiu aos ferimentos e dezenas de outras foram atingidas pelos esti- lhaços. Preso, foi julgado e condenado à morte; antes, porém, de ser guilhotinado, redigiu um libelo no qual responsabilizava a sociedade burguesa pela violência desencadeada contra os trabalhadores, publicado na Gazeta dos Tribunais, edição de 27- 28 de abril de 1894.
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A Imprensa e a revolução informacional

A Imprensa e a revolução informacional

Por um longo período, a Imprensa gerou, com efeito, um ambiente cultural de incerteza extrema: a revolução provocada pelos caracteres móveis, como todas as revoluções, encontrou seus oponentes. Desde o fim da Idade Média assistia-se a uma diminuição na qualidade exterior dos livros, devido à expansão da formação universitária que veio gerar, desde o séc. XIII, uma maior procura do material de leitura. Os custos de produção puderam ser consideravelmente reduzidos pela utilização do papel ao invés do pergaminho, desde meados do Séc. XV.
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