Inconstitucionalidade - Fazenda Pública - Quebra de Sigilo Financeiro

Top PDF Inconstitucionalidade - Fazenda Pública - Quebra de Sigilo Financeiro:

A quebra de sigilo financeiro como competência exclusiva do poder judiciário em detrimento da competência da fazenda pública.

A quebra de sigilo financeiro como competência exclusiva do poder judiciário em detrimento da competência da fazenda pública.

sempre obedecer os devidos processos e procedimentos legais e respeitar os direitos individuals, e e essa a razao de estar ele colocado na Constituigao. Em outras palavras, o Fisco nao[r]

48 Ler mais

A MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA SUBSTITUIÇÃO DA TR PELO IPCA-E NAS CONDENAÇÕES CONTRA A FAZENDA PÚBLICA: NOVA MORATÓRIA DOS PRECATÓRIOS, CALOTE PARCIAL OU QUEBRA DA ISONOMIA?

A MODULAÇÃO DOS EFEITOS DA SUBSTITUIÇÃO DA TR PELO IPCA-E NAS CONDENAÇÕES CONTRA A FAZENDA PÚBLICA: NOVA MORATÓRIA DOS PRECATÓRIOS, CALOTE PARCIAL OU QUEBRA DA ISONOMIA?

RESUMO: O pagamento das condenações contra a fazenda pública no Brasil, quer na esfera federal, estadual, distrital ou municipal, segue o rito dos precatórios ou das requisições de pequeno valor, que dilata significativamente o prazo médio para satisfação do crédito apurado judicialmente. Ademais, está ele ainda sujeito às sucessivas e quase ininterruptas moratórias. A situação se agrava para os credores dos cofres públicos que tiverem de suportar a aplicação da TR (Taxa de Referência), em vez do IPCA-E (Índice de Preço ao Consumidor Amplo), no período de 2009 a 2015, com redução expressiva do valor atualizado de seus créditos, por conta da modulação de efeitos imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 4.425. O presente trabalho busca trazer uma breve visão panorâmica da evolução normativa e jurisprudencial sobre o pagamento das condenações contra os entes públicos e seus efeitos inflacionários. Trata, ao final, dos possíveis cenários envolvendo provável nova moratória na quitação dos precatórios sobretudo dos estados e municípios, o que afronta ao direito fundamental à propriedade e ao tratamento isonômico dos credores atingidos pela modulação de efeitos na aplicação da TR.
Mostrar mais

27 Ler mais

A quebra de sigilo bancário post mortem em inquérito policial: entre a proteção dos direitos fundamentais à intimidade e à privacidade e o interesse público de persecução penal

A quebra de sigilo bancário post mortem em inquérito policial: entre a proteção dos direitos fundamentais à intimidade e à privacidade e o interesse público de persecução penal

dos limites legais apresentado, há quem negue a possibilidade de quebra do sigilo pelo Poder Legislativo e Poder Executivo, advogando assim pela inconstitucionalidade de todas as disposições que autorizam a requisição direta aos integrantes do sistema financeiro dos dados bancários pelas CPIs ou por órgãos da Administração direta ou in- direta responsáveis pela cobrança de tributos. É a posição de Juliana Garcia Belloque, para quem “o Poder Judiciário é o único legitimado, no Estado Constitucional brasileiro, para a decretação da quebra de sigilo financeiro, ato de restrição do direito fundamental à intimidade (...) [que] apenas pode ocorrer por meio do devido processo legal, cujo desenvolvimento exige a atuação condutora do juiz constitucionalmente competente” (BELLOQUE, Juliana Garcia. Op. Cit., p. 122). Há, por outro lado, os defensores da constitucionalidade de todos os limites legais apresentados. Roberto Massao Chinen justifica a necessidade das “medidas trazidas pela Lei Complementar 105/2001 (...), pois constituem os meios mais eficazes para os fins a que se destinam, isso é, quaisquer outras alternativas, ainda que menos restritivas de direitos individuais, são desprovidas de igual potencial para diminuir as distorções da aplicação do princípio da capacidade contributiva. A potencialidade da medida ora em análise pode ser também aferida pelo efeito que ela provoca na sociedade, como uma forma de manifestação do poder de polícia exercido pela Adminis- tração Tributária (...)” (CHINEN, Roberto Massao. Sigilo bancário e o fisco: liberdade ou igualdade? Curitiba: Juruá, 2005. p. 186). A controvérsia, de todo modo, pende de julgamento nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade de números 2.386, 2.390 e 2.397, que tramitam perante o Supremo Tribunal Federal, nas quais se discute a existência ou não de reserva de jurisdição para a quebra do sigilo bancário e fiscal.
Mostrar mais

32 Ler mais

Quebra do sigilo bancário no processo administrativo: uma análise da (in) constitucionalidade da Lei 105/2001

Quebra do sigilo bancário no processo administrativo: uma análise da (in) constitucionalidade da Lei 105/2001

pessoais do contribuinte que se encontram no conhecimento de determinadas instituições bancárias. Acerca da fiscalização tributária, esta é função da administração pública, e tem como competência verificar o cumprimento das obrigações de natureza tributária, seja essa obrigação principal, acessória ou dever instrumental formal. É necessária a análise evolutiva das normas para que se conclua das hipóteses de quebra, quais sejam judicial ou administrativamente cabíveis, do sigilo bancário e da inconstitucionalidade ou não da quebra via administrativa, por parte da fiscalização tributária. A aplicabilidade de tal norma, conforme significante entendimento doutrinário, pode constituir afronta a princípios constitucionalmente delineados, em especial aquele que se refere à intimidade, consolidado como cláusula pétrea e princípio constitucional. Esta afronta poderia em tese demonstrar a inconstitucionalidade da quebra do sigilo pela via administrativa, sem autorização judicial, já que fere princípios fundamentais, o que vem inclusive sendo decidido pelo Supremo Tribunal Federal.
Mostrar mais

14 Ler mais

A inconstitucionalidade dos sequestros judiciais de transferências voluntárias em convênios administrativos e os meios jurídicos constitucionais dispostos à Fazenda Pública

A inconstitucionalidade dos sequestros judiciais de transferências voluntárias em convênios administrativos e os meios jurídicos constitucionais dispostos à Fazenda Pública

, a violação constitucional ao sistema de precatórios das entidades públicas, bem como ao princípio da impenhorabilidade dos convênios públicos. Destarte, será respondido o questionamento se os créditos trabalhistas são ou não exceções ao regime de precatórios. Por outro lado será debatida a decisão de sequestro judicial de contas públicas como vício constitucional subjetivo praticado pelos magistrados não revestidos das funções de Presidente de Tribunal do Poder Judiciário. Até se chegar as graves consequências ao ente público convenente responsabilizado pela inexecução do convênio, ocasionado pelo esvaziamento financeiro determinado no sequestro judicial. Culmina-se este trabalho na exposição dos meios jurídicos constitucionais eficazes dispostos à Fazenda Pública para enfretamento das referidas decisões judicias, consolidados no mandado de segurança, reclamação constitucional, arguição de descumprimento de preceito fundamental e na suspensão de liminar ou de segurança. Entretanto, antes da análise específica de cada caso, será dada atenção à viabilidade do controle de constitucionalidade de decisões judiciais, para, enfim, adentrar na parte específica dos meios constitucionais, explicitando as hipóteses de cabimento e fundamentação aptas a suspensão e reforma dos referidos julgados, focalizados no objeto do trabalho, tecendo, por derradeiro, comentários a respeitos do posicionamento da jurisprudência dos Tribunais Superiores e do Supremo Tribunal Federal, sobre o tema.
Mostrar mais

139 Ler mais

ABORTO NO BRASIL: INCONSTITUCIONALIDADE E SAÚDE PÚBLICA | eGov UFSC

ABORTO NO BRASIL: INCONSTITUCIONALIDADE E SAÚDE PÚBLICA | eGov UFSC

No contexto da reforma do Código Penal Brasileiro, em tramitação desde 2012 no Congresso Nacional sob a designação de PSL nº 236/2012, foi apresentado um parecer em março de 2013, elaborado pelos Conselhos Federais de Medicina e Psicologia, aponta a descriminalização da interrupção induzida e/ou provocada até a 12ª semana de gestação como solução para a questão de saúde pública no País. As questões suscitadas pelos profissionais responsáveis na elaboração do parecer relatam que, nesse período, o feto não tem sistema nervoso central formado, ou seja, não existe atividade cerebral, sendo assim, não há perspectiva se sobrevivência extrauterina, portanto não há que se questionar sobre direito a vida do feto, assim, o direito à autonomia da mulher deve ser priorizado, e assegurado o seu direito para decidir sobre o seguimento ou cessação da gravidez até o primeiro trimestre.
Mostrar mais

24 Ler mais

O controle financeiro da administração pública

O controle financeiro da administração pública

Ocorre a oportunidade quando o indivíduo se depara com controlos fracos, sendo que muitas vezes as fraudes são levadas a cabo em momento em que se ocupa uma função de confiança. Outra forma de oportunizar a ocorrência de fraude é a desburocratização da Administração Pública, que afeta diretamente o controlo interno, desburocratização essa provocada muitas vezes pela queda dos orçamentos; com efeito, a carência obriga a continuar a atividade com menos recursos, sendo, numa lógica imediatista, a despesa com os mecanismos de controlo a primeira a ser sacrificada. O problema aqui é acaba por ser o da falta de capacitação para lidar com a escassez de recursos, o mesmo é dizer, com o emprego correto dos mesmos para se atingir o fim desejado, que é a prestação do serviço público à população. Portanto, controlos falhos, posição de confiança e condições propícias são as ferramentas ideais para a prática de fraudes na Administração Pública através da oportunidade.
Mostrar mais

65 Ler mais

Análise de risco e otimização de recursos hídricos e retorno financeiro em nível de fazenda.

Análise de risco e otimização de recursos hídricos e retorno financeiro em nível de fazenda.

Com base nos valores de custos reduzidos, os quais indicam quanto o valor presente líquido total (função objetivo) diminuiria se uma unidade da correspondente atividade, excluída da solução ótima, fosse considerada no padrão de cultivo (Borges Júnior et al., 2008a), constatou-se que as atividades que proporcionariam maior redução do retorno financeiro nos dois padrões de cultivo, caso empreendidas, estão relacionadas às culturas de repolho e tomate. A atividade que provocaria a maior diminuição do lucro é o tomate implantado na Área 2, no Ano 1 de planejamento nos dois padrões de cultivo.
Mostrar mais

9 Ler mais

Capacidade de sigilo e indisponibilidade de sigilo em sistemas MIMOME

Capacidade de sigilo e indisponibilidade de sigilo em sistemas MIMOME

O objetivo deste trabalho ´e estender o conhecimento sobre a seguran¸ca na camada f´ısica em canais sem fio nos quais o transmissor, o receptor leg´ıtimo e a escuta (terminal que intercepta mensagens n˜ao destinadas a ele) possuem m´ ultiplas antenas. Para isto, primeiramente analisa- se a seguran¸ca na camada f´ısica de canais cujos ganhos variam com o tempo, e portanto s˜ao tratados como vari´aveis aleat´orias. S˜ao considerados dois cen´arios para esta analise. O cen´ario erg´odico no qual as varia¸c˜oes dos ganhos do canal (estado do canal) s˜ao r´apidas, em que analisa- se a capacidade erg´odica de sigilo e o cen´ario n˜ao-erg´odico no qual o estado do canal ´e quasi- est´atico e o crit´erio de an´alise da seguran¸ca da informa¸c˜ao ´e a probabilidade de indisponibilidade de sigilo. No cen´ario erg´odico tamb´em ´e analisada a importˆancia do conhecimento do estado do canal no transmissor (channel state information at the receiver - CSIT) para seguran¸ca na camada f´ısica.
Mostrar mais

64 Ler mais

A ação monitória no âmbito da fazenda pública

A ação monitória no âmbito da fazenda pública

Com efeito, assim como todos os devedores, é dever da Fazenda Pública cumprir suas obrigações espontaneamente, no prazo e na forma devidas, independentemente de execução forçada. Aliás, é assim que ocorre no geral dos casos: a Fazenda, por seus órgãos administrativos, efetua seus pagamentos sem precatório. Portanto, em se tratando de título sujeito a ação monitória, nada impede que, nessa primeira etapa, convocada pelo mandado, a Fazenda assuma a dívida e atenda à correspondente prestação. Não será a eventual intervenção judicial que elimina, por si só, a faculdade – que, em verdade, é um dever – da Administração de cumprir suas obrigações espontaneamente, independentemente de precatório. Se o raciocínio contrário fosse levado em conta, teríamos que concluir que a Fazenda Pública está im pedida de ajuizar ação de consignação em pagamento.
Mostrar mais

56 Ler mais

Ação monitória contra a fazenda pública.

Ação monitória contra a fazenda pública.

contra o Estado, desde que se observem suas prerrogativas materia is e processuais. Veja-se: 1°) Nao se nega que os direitos da Fazenda Publica sao indisponiveis, e o uso desse novo in[r]

49 Ler mais

O sistema dos juizados especiais da fazenda pública

O sistema dos juizados especiais da fazenda pública

A Lei dos Juizados Especiais da Fazenda Pública nada fala, mas manda aplicar, subsidiariamente, os diplomas que a precederam. No entanto, a Lei pela 9.099/95 possui normas diferentes da Lei 10.259. Enquanto a Lei 9.099/95 prevê, em seu art. 9º, que a obrigatoriedade da atuação do advogado passa a existir somente nas causas cujo valor supere 20 salários mínimos, a Lei 10.259/01 dispensa, por completo, até o montante de 60 salários mínimos, a assistência do profissional, conforme prescreve seu art. 10, podendo, inclusive, haver designação de qualquer pessoas como representante, advogado ou não.
Mostrar mais

34 Ler mais

Tutela antecipada em face da fazenda pública.

Tutela antecipada em face da fazenda pública.

A tutela podera ser revogada ou modificada a qualquer tempo, em decisao fundamentada (art.. Entendemos que a alteracao da situacao de fato objeto da lide que permite a modificacao ou a[r]

42 Ler mais

A conciliação e a Fazenda Pública no direito brasileiro

A conciliação e a Fazenda Pública no direito brasileiro

Neste sentido, não há incompatibilidade entre a indisponibilidade do interesse de bens públicos e a conciliação pela administração pública, pelo contrário, a administração por estar submetida ao princípio da legalidade, deverá sempre dispor- se ao acordo em casos em que a pretensão do autor estiver conforme a lei, ou que não envolverem discussões mais complexas. E não apenas o princípio da legalidade estará sendo observado nesses casos, mas também o princípio da economicidade, pois, ao realizar a conciliação, o autor abrirá mão de parte dos valores que provavelmente ganharia se a ação fosse concedida pelo magistrado. Também com esse ato são poupados tempo dos procuradores e custos administrativos decorrentes do acompanhamento do processo. Além da economia, a conciliação, por dar uma solução rápida à demanda, satisfaz também o princípio da celeridade.
Mostrar mais

107 Ler mais

SAÚDE PÚBLICA E COMÉRCIO INTERNACIONAL: A LEGALIDADE DA QUEBRA DE PATENTES

SAÚDE PÚBLICA E COMÉRCIO INTERNACIONAL: A LEGALIDADE DA QUEBRA DE PATENTES

O mecanismo das patentes, tal qual se apresenta hoje, também não alcança os fundamentos que lhe delinearam os contornos iniciais com respeito ao sujeito de direitos. A argumentação iluminista da liberdade e das garantias da propriedade intelectual como exercício de um direito humano fundamental já não encontra sustentação porque a lei não exige vinculação, para fins de registro, entre real inventor e invenção. O benefício da patente pode ser concedido ao real inventor, a um grupo de pesquisadores ou a uma entidade com personalidade jurídica pública ou privada. O real inventor, no plano jurídico, torna-se aquele que efetuou o registro com anterioridade. 18 Os pesquisadores/inventores das grandes multinacionais ou de laboratórios privados em geral não percebem lucros nem dividendos proporcionais aos direitos da empresa.
Mostrar mais

17 Ler mais

Inconstitucionalidade do fundamento da garantia da ordem pública para decretação da prisão preventiva

Inconstitucionalidade do fundamento da garantia da ordem pública para decretação da prisão preventiva

Ordem pública é expressão de conceito indeterminado, por demais fluida, sem qualquer consistência. Normalmente, entende-se por ordem pública a paz, a tranquilidade no meio social. Assim, se o indiciado ou réu estiver cometendo novas infrações penais, sem que se consiga surpreendê-lo em estado de flagrância; se estiver fazendo apologia ao crime, ou incitando ao crime, ou se reunindo em quadrilha ou bando, haverá perturbação da ordem pública. Diga-se, contudo, uma prisão por esse motivo não tem a menor intimidade com o processo penal, não apresentando caráter cautelar, como exigido. Ademais, a medida extrema fica ao sabor da maior ou menor sensibilidade do Magistrado, de ideias preconcebidas a respeito de pessoas, de suas concepções religiosas, sociais, morais, políticas, que o fazem guardar tendências que o orientam inconscientemente em suas decisões. [...]
Mostrar mais

61 Ler mais

As prerrogativas da fazenda pública em juízo e o princípio da isonomia

As prerrogativas da fazenda pública em juízo e o princípio da isonomia

Em levantamento feito na mesma pesquisa, o setor público federal ocupa uma taxa de 38% do total de processos da justiça nacional. Em face das estatísticas, é possível concluir que não falta trabalho para as respectivas procuradorias dos entes federativos. Tal indagação merece maior atenção, uma vez que o Estado, em sentido lato, é muitas vezes visto como o grande responsável pela situação socioeconômica pátria pela população geral, tendo como característica marcante a ineficiência de execução de políticas públicas, o que certamente acarreta ainda mais litígios envolvendo a Fazenda Pública.
Mostrar mais

67 Ler mais

O SIGILO PROFISSIONAL

O SIGILO PROFISSIONAL

Não raro, porém, a indiscreção do confidente, sobre infringir um preceito de moral, constitue delicto definido na legislação penal de quasi todos os povos. E’ quando a revelação se [r]

7 Ler mais

A Estabilização da Tutela Antecipada Antecedente Contra a Fazenda Pública

A Estabilização da Tutela Antecipada Antecedente Contra a Fazenda Pública

AÇÃO MONITÓRIA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. POSSIBILIDADE. O procedimento monitório não colide com o rito executivo específico da execução contra a Fazenda Pública previsto no art. 730 do CPC. O rito monitório, tanto quanto o ordinário, possibilita a cognição plena, desde que a parte ré ofereça embargos. No caso de inércia na impugnação via embargos, forma-se o título executivo judicial, convertendo-se o mandado inicial em mandado executivo, prosseguindo-se na forma do Livro II, Título II, Capítulo II e IV (execução stricto sensu), propiciando à Fazenda, mais uma vez, o direito de oferecer embargos à execução de forma ampla, sem malferir princípios do duplo grau de jurisdição, da imperiosidade do precatório, da impenhorabilidade dos bens públicos, da inexistência de confissão ficta, da indisponibilidade do direito e não-incidência dos efeitos da revelia. 2. O propósito da ação monitória é exclusivamente encurtar o caminho até a formação de um título executivo. A execução deste título contra a Fazenda Pública deve seguir normalmente os trâmites do art. 730, que explicita o cânone do art.100, da Carta Constitucional vigente. 3. Os procedimentos executivo e monitório têm natureza diversa. O monitório é processo de conhecimento. A decisão 'liminar' que nele se emite e determina a expedição do mandado de pagamento não assegura ao autor a prática de atos de constrição patrimonial, nem provimento satisfativo, uma vez que a defesa (embargos) tempestiva do réu instaura a fase cognitiva e impede a formação do título. 4. Deveras, a Fazenda cumpre as suas obrigações, independentemente de precatório quando o faz voluntariamente, consigna etc., sem prejuízo de que os óbices à monitória são equiparáveis à execução admissível pela súmula 279 do STJ. 5. Considere-se, por fim, que a rejeição da monitória contra a Fazenda Pública implica em postergar o direito do credor de crédito fazendário em face da entidade pública, impondo-se a via crucis do processo de conhecimento, gerando odiosa situação anti-isonômica em relação aos demais titulares de créditos semelhantes. 6. Recurso especial desprovido (REsp. 434.571/SP,
Mostrar mais

126 Ler mais

OS BENEFÍCIOS DA APLICAÇÃO DA CONCILIAÇÃO A FAZENDA PÚBLICA

OS BENEFÍCIOS DA APLICAÇÃO DA CONCILIAÇÃO A FAZENDA PÚBLICA

Num segundo momento, visando a demonstrar como a conciliação esta sendo incentivada, analisam-se alguns aspectos (artigos 2º e 8º) da Lei n. 12.153/09 dos Juizados Especiais da Fazenda Pública, que instituiu, a partir de 2.009, a possibilidade de realização da conciliação nas causas em que a Fazen- da Pública for parte, desde que a causa seja de até 60 salários mínimos e haja lei do respectivo ente federativo autorizando-a. Ainda, traz algumas considera- ções acerca da Lei n. 10.259/2.001 dos Juizados Especiais Federais e da Lei n. 1.790/2.008 do Município de Palmas, Estado do Paraná, que já autorizavam a prática da conciliação antes do ano de 2.009.
Mostrar mais

18 Ler mais

Show all 10000 documents...