Índios da América do Sul - Brasil - relações humanas

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Diálogos intermitentes: relações entre Brasil e América Latina .

Diálogos intermitentes: relações entre Brasil e América Latina .

No final do século XIX e início do XX, ou seja, na segunda onda modernizadora, vieram da Europa não só os imigrantes mas também as idéias que postulavam a inferioridade dos mestiços em relação às raças puras, e dos negros ante os brancos. Parcelas da intelectualidade brasilei- ra, sob influência destas doutrinas, passaram a valorizar o lado biológico (racial) das relações sociais. O Brasil passou a ser visto como uma socieda- de atrasada e doente, já que era formada por um grande contingente de raças consideradas inferiores e por uma imensa população miscigenada, ambas identificadas como obstáculos ao progresso e à harmonia social. A grande onda migratória de população originária principalmente da Euro- pa pretendeu não resolver, mas minimizar esta condição através da cha- mada “teoria do branqueamento”. O Brasil, vale lembrar, é uma nação em que tanto as elites quanto o povo vieram de fora – as elites, do sul da Europa e o povo, predominantemente da África. Os índios, antigos habi- tantes da terra, quase desapareceram, ainda que estejam presentes na herança genética, o que nos diferencia dos países andinos e do México, onde a presença indígena é visível a olho nu. Somos um caso do que Darcy Ribeiro chamou de “sociedades transplantadas”.
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Estud. av.  vol.25 número72

Estud. av. vol.25 número72

É fundamental, para além das fronteiras, saber o que está dentro e o que está fora de um sistema econômico e social. Para o Rio de Janeiro, estavam “dentro” Luanda e Buenos Aires, enquanto São Paulo e o interior para lá da Mantiqueira estavam “fora”. Para São Paulo, o Sul e a província jesuítica do Paraguai estavam dentro, e o Rio de Janeiro estava fora. Os dois circuitos es- tavam desvinculados. Desse modo, no mesmo mês que Salvador de Sá e seus expedicionários embarcavam para atacar Luanda, Raposo Tavares e seus 1.200 bandeirantes e índios enveredavam pelo Noroeste da América Portuguesa na expedição, depois conhecida como “bandeira dos limites”. A expedição para Angola tem gente do Rio, da Bahia, de Pernambuco, mas não há nela nenhum registro da presença de paulistas. Do lado do Rio de Janeiro e de Salvador de Sá, há um circuito atlântico negreiro dirigido aos mercados ultramarinos. Do lado de São Paulo e de Raposo Tavares, um circuito continental, terrestre, baseado no escravismo indígena e no comércio interno. Ou seja, restringir a história co- lonial e nacional (até 1850 ) à história territorial do Brasil não faz sentido.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS

(Passos, 2006). No estudo, cognominado “Reexame da Matriz Energética Nacional”, foi diagnosticado que o setor energético fora sucateado nos anos 80 devido à equivocada política de preços e tarifas, que não condizia com os custos de produção e adequada remuneração dos investimentos. O relatório sugeria a adoção de várias medidas para retomar os investimentos, dentre elas: a adoção de uma realista política de preços e tarifas; a modernização, visando baixar custos e aumentar a eficiência produtiva; a adoção de políticas capazes de atrair capitais de risco e financiamentos externos, a adoção de uma reforma administrativa, visando reduzir os custos de produção e “o aumento da eficiência, da produtividade e da qualidade dos produtos, de forma a viabilizar a integração competitiva da economia brasileira no cenário internacional” (Holanda, 2001, pág. 93). O estudo também recomendava que houvesse a preocupação com: a racionalização e uso eficiente de energia, a expansão da produção nacional de petróleo e da oferta de eletricidade, o estimulo a participação privada, harmonização entre políticas energéticas e de meio ambiente e o aproveitamento das oportunidades de integração energética com os demais países da América Latina. Finalmente, o estudo recomendava como alternativa elevar a participação do gás natural na matriz energética brasileira de 2% em 1990, para 4,5 em 2000 e 6% em 2010, enquadrando o país na tendência mundial de priorizar este combustível mais limpo e eficiente (Holanda, op. cit.).
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Reavaliando a densidade fronteiriça do Brasil na América do Sul

Reavaliando a densidade fronteiriça do Brasil na América do Sul

Entre 1995 e 2002, estabeleceu-se segundo período de adensamento capitaneado pelas oito visitas presidenciais que marcaram as gestões de Fernando Henrique Cardoso, Rafael Caldera e Hugo Chavez. A ideia era recuperar a razão de ser da política externa para os interesses internos do país e da sociedade. A troca de visitas aquilatou declarações e acordos assinados, abrindo espaço para uma verdadeira fronteirização das relações bilaterais, por um lado, viabilizou a participação dos Governadores do Amazonas e de Roraima, além de parlamentares desses estados em tratativas políticas e técnicas. Por outro, estimulou a infraestruturação com a reforma dos postos aduaneiros e a pavimentação da rodovia BR-174, que liga Manaus à Venezuela. Além disso, a realização de encontros presidenciais nas capitais Boa Vista e Manaus apresentou o componente regional na mesa de negociação, valorizando o caráter transfronteiriço das relações bilaterais entre os dois países. Em particular, as obras da linha de transmissão de energia elétrica da Venezuela para o abastecimento de Roraima, foram tão festejadas como os acordos de petróleo (GEHRE, 2013).
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OLIVEIRA 2009 SegurancaEnergeticanoAtlanticoSul AnalisecomparadaAfricaAmericadoSul ANPOCS

OLIVEIRA 2009 SegurancaEnergeticanoAtlanticoSul AnalisecomparadaAfricaAmericadoSul ANPOCS

Entretanto são muitas as preocupações para um país como o Brasil, que pretende utilizar a futura renda petrolífera da forma mais soberana possível. As experiências de outros países petrolíferos pode ser de grande valia para evitar alguns dos recorrentes problemas que estes enfrentam. A discussão em torno do novo marco legal do pré-sal não pode desconsiderar o problema da Segurança Energética, nem o papel do Brasil enquanto estado-pivô da integração sul-americana (VIZENTINI, 2003; SEBBEN, 2007; BANDEIRA, 2008), nem sua longa história de relações com o outro lado do atlântico (VIZENTINI, RIBEIRO & PEREIRA, 2008), que em grande medida projeta um futuro de possíveis melhores relações com a África. Assim, não é do interesse do Brasil que proliferem conflitos armados, qualquer que seja a escala ou intensidade destes, nem na América do Sul, nem na África. Garantir que o Atlântico Sul e as áreas continentais sul- americana e africana sejam zonas de paz e prosperidade, é um dos objetivos brasileiros de longo prazo que pode ser assumido enquanto projeto de nação para o século XXI.
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Quando os índios escolhem os seus aliados: as relações de "amizade" entre os minuanos e os lusitanos no sul da América portuguesa (c.1750-1800).

Quando os índios escolhem os seus aliados: as relações de "amizade" entre os minuanos e os lusitanos no sul da América portuguesa (c.1750-1800).

Ao manejarem as rivalidades luso-castelhanas, os minuanos não se colocavam em uma posição subalterna em relação aos portugueses. Ao contrário, se apresentavam aos mesmos enquanto aliados convenientes, com os quais compartilhavam um inimigo. No momento desta negociação, início do último quartel do século XVIII, o território habitado pelos minuanos estava sendo cada vez mais ocupado pelas frentes colonizadoras ibéricas e, conseqüentemente, seu espaço sendo reduzido. Na versão apresentada pelos referidos caciques aos portugueses, porém, a situação era outra: não estavam pressionados pelas duas frentes de expansão, mas apenas pelos espanhóis. Neste momento de inflexão, os minuanos, em uma situação de interação com os lusitanos, recontaram a sua história e, a partir desta, reorganizaram o seu presente, mostrando uma versão específica de um processo mais geral. Joanne Rappaport, ao estudar a consciência história dos páez da Colômbia, demonstra como, para aquele grupo, a história era constantemente reformulada a partir de questões colocadas pelo presente, quando os índios utilizavam o passado para repensar as suas condições atuais e planejar o futuro. 36 Para o caso dos minuanos, os argumentos
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O brasil e a segurança no cone sul no pós-guerra fria

O brasil e a segurança no cone sul no pós-guerra fria

participação regional do Brasil, sempre detêm sua importância fundamental. Para a autora México e Venezuela também tem aspirações próprias de poder na região. Existem, também impedimentos internos importantes, um dos mais importantes é a falta de Vontade nacional para investir no financiamento de projetos na região em proporções condizentes com o peso relativo da sua economia e recursos, até pela prioridade no tratamento da Dívida social interna. Isto tem-se complicado pelo surgimento de um governo autocrático na Venezuela que aproveita a disparada dos preços do petróleo para financiar não apenas projetos econômicos, mas também iniciativas políticas na América Latina ”comprando corações e mentes” de forma inexeqüível em países democráticos onde reina o Estado de direito. Assim, para o Brasil fica impraticável obter uma liderança inconteste sem assumir os custos que seus vizinhos consideram atrelados ao protagonista. Do ponto de vista dos princípios, o Brasil tem um problema de identidade, ao considerar-se e destacar-se no cenário internacional como uma nação anti-hegemônica, dificulta seu reconhecimento como uma “mini-hegemonia” regional, um pequeno problema semântico com grande dificuldade de resolução. Também, a inserção como um Sub-Xerife em exercício, para a solução de pequenas crises regionais enquanto os Estados Unidos se ocupam com problemas globais preponderantes, é uma “autoridade” de difícil aceitação. Desta forma, segundo GRATIUS resta ao Brasil assumir posições mais semelhantes com as da União Européia de valorização da via diplomática, da negociação, integração e cooperação, isto é o Soft power brasileiro a serviço da promoção da democracia e da paz, em particular para estabilizar Estados falidos ou institucionalmente frágeis, na prevenção e resolução de conflitos políticos e potencialmente militares, e no fortalecimento de instituições multilaterais regionais. Em entrevistas, o Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim afirmou recentemente: se fosse assinalar apenas duas prioridades da Política externa do Brasil no momento seriam a recuperação das negociações da Rodada de Doha e a integração sul-americana na UNASUL. Uma terceira seria a promoção do Multilateralismo. 139 Reiterando
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL MESTRADO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS DISSERTAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL MESTRADO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS DISSERTAÇÃO

propósito de retirar a atenção do acidente ocorrido num reator de pesquisa, o RA-2 do Centro Atômico de Constituyentes em Buenos Aires, e para justificar o dinheiro gasto no programa nuclear. Também, em conformidade com este relatório, o anúncio foi uma mentira reconhecida pela CNEA e pela Agência Internacional de Energia Atômica, sendo necessário um investimento maior para dar conta dos contratos assinados com a Argélia e com o Irã. Pouco depois do anúncio, foram feitas acusações a Carlos Castro Madero, presidente da CNEA, pelo desaparecimento de cientistas argentinos, sendo que o almirante Madero negou qualquer envolvimento com as referidas atividades. De acordo com Maria Odete Oliveira, houve, realmente, o uso da força por parte dos militares argentinos que visavam a continuar no controle das atividades nucleares:“Quando as Forças Armadas deram o golpe, em 1976, trataram logo de mudar a orientação do programa nuclear da Argentina. A Comissão Nacional de Energia Atômica, órgão máximo da política nuclear daquele país, durante o período de 1976 a 1983, foi duramente atingida pelos órgãos de repressão da ditadura.(...) alguns cientistas desapareceram, outros foram seqüestrados e muitos torturados e obrigados ao afastamento ou à renúncia forçada, registrando-se, um marcante êxodo de técnicos argentinos a outros países, em especial, ao Brasil. O lamentável uso dessa violência visava a depuração ideológica da CNEA e o resgate da continuidade dos 30 anos de controle militar sobre a instituição, que, desde sua fundação, no ano de 1950, mudara apenas cinco vezes de presidente, dos quais, quatro eram militares, enquanto que o país mudara quatorze vezes de Presidente da República e 40 vezes de Ministro da Economia” (OLIVEIRA, 1999). De qualquer sorte, o período militar argentino foi extremamente importante para o desenvolvimento nuclear do país. Se não fossem os investimentos os investimentos realizados neste período, diversos avanços técnicos alcançados não seriam obtidos pelo governo portenho, bem como não seria possível aumentar a produção de urânio e iniciar a produção de zircaloy que foram negociados com o Brasil no acordo de
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

Camba. Este pressuposto estará orientando a construção das simulações e a modelagem na esfera das operações: basta que Brasil e Argentina impeçam o surgimento do Estado Camba para que vençam. As estimativas feitas neste trabalho se atêm ao pressuposto de que Brasil e Argentina não precisam ocupar integralmente a região conflagrada e de que a manutenção de paz em questão é realizada indiretamente, através da inviabilização da causa separatista – o que será feito não só por meios militares, mas também, sobretudo, políticos e diplomáticos. A exaustão e o atrito devem jogar em nosso favor, ao invés de desdobrar forças móveis em campanha. Sofrendo emboscadas e correndo o inevitável desgaste político junto à população local, teríamos uma estratégia de corte defensivo-ofensivo, baseada no controle de posições chave através de bases de fogo. O que realmente contará é o efeito da força da presença das duas grandes potências sul-americanas sobre os cálculos da opinião pública e dos formuladores de política acerca da viabilidade de uma empreitada separatista feita com o uso da força. Isto não quer dizer que não devamos aproveitar a oportunidade para reaparelhar as Forças Armadas, ressuscitar a indústria bélica, e remodelar o aparato militar de acordo com os imperativos da era digital. Em uma conjuntura em que o governo brasileiro projeta direcionar novos gastos a fim de reaparelhar as forças armadas brasileiras, faz-se necessário prospectar que tipo de ameaças se impõe.
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BRASIL E ARGENTINA EM PERSPECTIVA HISTÓRICA

BRASIL E ARGENTINA EM PERSPECTIVA HISTÓRICA

Mas é bem mais ao sul, onde o Uruguai, geograficamente meio brasi- leiro e meio platino, continua a viver e prosperar galhardamente em seu histórico papel de Estado-tampão, é aí onde La[r]

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Dimensões da liberdade indígena: missões do Paraguai, séculos XVII-XVIII.

Dimensões da liberdade indígena: missões do Paraguai, séculos XVII-XVIII.

Capazes de compreender o mundo, perceberam sua posição como subor- dinada: trabalhavam muito, mais que os outros, ganhavam pouco, não podiam desfrutar de seu tempo com “liberdade” e encontravam diiculdades para realizar seus desejos sociais, amorosos, sexuais etc. Ou seja, atribuíam à con- dição indígena a origem das limitações que encontravam ao longo de suas vidas. Mais do que discutir em que medida tal percepção era uma relexo do aparato jurídico vigente, é importante apontar como ela ajuda a esclarecer as ações dos índios e os horizontes que os moviam. Muitos estavam descon- tentes com o regime de comunidade? Certamente. Seus desejos e objetivos, porém, estavam vinculados a experiências e expectativas surgidas a partir dos contatos com a sociedade colonial e não apenas às referências sobre o seu passado coletivo, cuja reprodução não necessariamente correspondia aos anseios de todos os missioneiros. Ainal, como assinalou Marc Bloch, citando um conhecido provérbio árabe, “os homens se parecem mais com o seu tempo do que com os seus pais”. 41
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REVISTA BRASILEIRA DE POLÍTICA INTERNACIONAL

REVISTA BRASILEIRA DE POLÍTICA INTERNACIONAL

como sua capital, e passou a exigir que as tropas brasileiras se retirassem de Assunção. O Governo Imperial, com os conservadores à frente e o Visconde de Rio Branco, José Maria da Silva Paranhos, na Presidência do Conselho de Ministros, reagiu, por outro lado, endurecendo sua posição, e assinou a paz em separado com o Paraguai, com o que rompeu, virtualmente, o Tratado da Tríplice Aliança. O conflito armado só não irrompeu porque, naquelas circunstâncias, nem o Brasil nem a Argentina estavam em condições de arcar com seus custos, ainda mais sem os recursos da Grã-Bretanha, cujos vastos e crescentes interesses, na região do Prata, sérios danos, certamente, sofreriam. Assim, o General Bartolomé Mitre, com as credenciais de Plenipotenciário, viajou então ao Rio de Janeiro, em 1872, e restaurou o clima favorável ao prosseguimento das negociações. Posteriormente, em 1875, o próprio Carlos Tejedor, como Plenipotenciário do Governo de Nicolás Avellaneda, continuou o trabalho e, através de sigilosa combinação com o representante do Paraguai, Jaime Sosa, procurou manter a Villa Occidental sob a soberania da Argentina, em troca do perdão da dívida de guerra. Mas a diplomacia do Brasil, informada sobre o acordo, atuou rapidamente e, a manipular o Governo do Paraguai, forçou a rejeição dos tratados de paz e de limites, que Tejedor e Sosa firmado haviam. O entendimento só alcançado foi, em 1876, quando Bernardo de Irigoyen, substituto de Tejedor, aquiesceu em fixar, no rio Pilcomayo, a linha de fronteira da Argentina, submetendo a questão de Villa Occidental à arbitragem do Presidente dos Estados Unidos, Rutherford Hayes. A decisão, anunciada em 1878, favoreceu o Paraguai e Villa Ocidental, com a retirada da Argentina, passou a chamar-se Villa Hayes. O Brasil obteve, assim, um triunfo, ao conseguir demarcar, conforme suas conveniências geopolíticas, as fronteiras do Paraguai com a Argentina, que incorporou o Chaco Austral, ao sul do rio Bermejo, e o Chaco Central, situado entre o Bermejo e o rio Pilcomayo, mas não pode assenhorear-se, igualmente, do Chaco Boreal ou Gran Chaco, com cerca de 297.938 km², o equivalente a três quintas partes do território total do Paraguai.
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Os índios no Brasil

Os índios no Brasil

A iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo na publica- ção do livro ÍNDIOS NO BRASIL, onde especialistas, de diferentes £イ・。 セ@ discorrem sobre os aspectos sig[r]

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

No início do século XX, a economia argentina herdava muito de seu passado colonial que a configurava, na divisão internacional do trabalho, como uma economia agro-exportadora. Desde o período colonial, o crescimento da produção argentina esteve assentado na utilização extensiva da terra destinada às atividades agropecuárias e culturas de região temperada que demandava crescentemente a incorporação de novas terras ao sul e ao oeste do país, o que incluía toda a região da Patagônia, zonas do interior e uma parte da província de Buenos Aires, num processo denominado “la conquista del desierto”. Todavia, o século XIX argentino foi marcado por intensas disputas regionais que seguidamente opunham as províncias à capital Buenos Aires, que propiciava o escoamento da produção para o mercado internacional através de seu porto fluvial. À época do que os historiadores argentinos costumam denominar como o “projeto de 80”, que cristalizou um conjunto de idéias e feitos políticos institucionais próprios de um Estado moderno (para o qual se notabilizaram as contribuições de Alberdi, Mitre, Sarmiento, Avellaneda, Vélez Sarsfield), o modelo agro-exportador já era dominante. Desta maneira, até a Primeira Guerra Mundial a indústria desempenhava um papel secundário no desenvolvimento econômico do país, apresentando um crescimento menor do que a das importações. Ademais, nesta época, o desenvolvimento da indústria ligava-se às atividades de exportação dos produtos primários, como a criação dos frigoríficos, as atividades de transporte, de construção. (Rapoport, 2005)
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O horizonte regional do Brasil e a construção da América do Sul.

O horizonte regional do Brasil e a construção da América do Sul.

A estratégia voltava a ser a construção do novo “espaço sul-americano” a partir dos blocos já existentes. Por isso, ganhava importância o fato de a reunião ter focado em temas específicos, para além da esfera comercial. A tentativa de construção do bloco sul-americano não poderia incorrer no mesmo erro do Mercosul de se assentar apenas no comércio. Os países da região estavam dispostos a discutir também a questão democrática no subcontinente, planejar conjuntamente integração das infra-estruturas, combater o tráfico de ilícitos e crimes conexos e discutir formas de incentivar a produção de ciência e tecnologia na região como meio para galgar uma posição mais ativa no sistema produtivo mundial.
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Novos sinônimos e ocorrências em Paspalum L. (Poaceae).

Novos sinônimos e ocorrências em Paspalum L. (Poaceae).

Com a inclusão de Paspalum hydrophilum Henrard na circunscrição de P. wrightii (Zuloaga & Morrone 2003), foi ampliada a distribuição conhecida da espécie – que se estende do sul do Brasil, noroeste da Argentina e Paraguai (Martínez & Quarín 1999) - até os Estados Unidos. No Brasil, P. wrightii ocorre nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Pará. Pozzobon & Valls (2003) relataram a grande freqüência de P. wrightii (sob P. hydrophilum ) nas áreas periodicamente inundadas do Pantanal Mato-grossense. Encontrada com flores e frutos de novembro a abril.
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Tephrosia (Leguminosae) in the state of Ceará, Northeast of Brazil

Tephrosia (Leguminosae) in the state of Ceará, Northeast of Brazil

Te p h ro s i a p u r p u re a é c o n s i d e r a d a polimórfica, o que dificulta às vezes a sua identificação (Chang et al. 1997; Queiroz 2009). Os espécimes de T. purpurea analisados caracterizam-se por ramos com indumento seríceo, folhas 9–15-folioladas e folíolos com 8 pares de nervuras secundárias. A espécie apresenta ampla distribuição, sendo nativa do sul da Ásia, da África, Austrália e introduzida nas Américas (Queiroz 2009; Efloras 2016). No Brasil ocorre nos domínios fitogeográficos, Caatinga e Mata Atlântica especialmente em áreas antropizadas (Queiroz 2017). Em território cearense, Tephrosia purpurea ocorre preferencialmente em ambientes secos e fortemente antropizados, em floresta estacional decidual (mata seca), floresta estacional semidecidual de terras baixas (tabuleiros costeiros), vegetação com influência marinha (restinga) e savana estépica (caatinga). Segundo Queiroz (2012), a espécie é ruderal, e, facilmente encontrada em grandes populações em beiras de estrada, terrenos baldios e ambientes abertos de solos arenosos. Não foram encontradas informações sobre a conservação da espécie na literatura. No Ceará apresenta ampla distribuição, ocorrendo em 20 municípios, nas quadrículas A3, B2, B5, C2, C5, C6, D3, D5, E6, E7, E8, E9, F2, F8, G5, G6, H5 e I3. Tephrosia purpurea está presente em duas unidades de conservação do Ceará, o Parque Nacional de Jericoacoara e a Área de Proteção Ambiental de Redonda. Encontrada com flores nos meses de janeiro a setembro e com frutos entre janeiro e julho. Conhecida popularmente como “cipó”, “iguaçu” ou “caça-poeira”.
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As iniciativas norte-americanas de livre comércio e a criação do Mercado Comum do Sul

As iniciativas norte-americanas de livre comércio e a criação do Mercado Comum do Sul

O Segundo Regionalismo foi mais evidente na América do Sul com a formação do Mercosul. Antes mesmo de sua idealização, uma série de acordos e tratados haviam sido assinados entre o Brasil e a Argentina, fortalecendo a ideia de integração regional e comercial entre os dois países. Esforços de cooperação pré-existente data do fim de 1979 e 1980. O primeiro acarretou a negociação trilateral de sucesso para a construção da usina hidrelétrica na fronteira do Brasil com a Argentina e o Paraguai. O último refere-se ao e cooperação para o desenvolvimento e aplicações dos usos pacíficos da energia nuclear 21 . Após a redemocratização de ambos os países, outros acordos avançaram, como a Declaração de Iguaçu de 1985 que consolidou a ideia de integração econômica dentro do cone sul. Ambos os lados concordavam que integração econômica era a chave para promover desenvolvimento econômico, assim como uma participação efetiva no mercado internacional. A comissão bilateral estabelecida ficou responsável por motivar uma lista de acordos comerciais a serem firmados no seguinte ano. Em 1986, Brasil e Argentina firmaram a Ata para a Integração, que gerou a criação do Programa para a Integração e Cooperação entre Argentina e Brasil (PICAB) que estabelecia uma flexibilidade gradual, simetria, equilíbrio e tratamento preferencial frente a outros mercados. Além disso, o programa formalizava a políticas de harmonia progressiva entre os dois países. Em julho de 1986, Uruguai demonstrou interesse em se integrar com os vizinhos. Em 1988, Brasil e Argentina assinaram o Tratado de Cooperação e Desenvolvimento, que objetivava um mercado comum a ser consolidado num período de 10 anos, no qual outros países da América Latina poderiam se tornar membros na busca de uma assimilação gradual das políticas. Apenas um mês depois do anúncio da Iniciativa para as Américas, Brasil e Argentina criariam a Ata de Buenos
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VIZENTINI 2007 OBrasil,oMercosuleaintegraçãodaAméricadoSul

VIZENTINI 2007 OBrasil,oMercosuleaintegraçãodaAméricadoSul

Em fins de 2004 foi lançada a Comunidade Sul-Americana de Nações, associando os países do Mercosul e da Comunidade Andina, mais o Chile, a Guiana e o Suriname. Posteriormente foram eleitos novos governos no Chile e na Bolívia (Bachelet e Morales, respectivamente), em meio a complicadas iniciativas de nacionalização por parte da última, rivalidades entre Argentina e Uruguai (caso da Papeleras) e certo mal-estar político argentino frente ao Brasil. Para muitos, seria a crise (ou mesmo o fim) do Mercosul e da integração sul-americana. Contudo, o retorno de uma agenda social e nacional nos diversos países não é incompatível com a integração, pelo contrário. Ela é a condição para a emergência de um projeto alternativo no campo político, social e econômico na região. E a formação de blocos constitui uma tendência objetiva no plano internacional no início do século XXI. Mesmo a consolidada integração européia tem conhecido seus percalços. Assim, na hora em que começa a se concretizar, a integração sul-americana, cujo núcleo é o Mercosul, tende a tencionar a agenda política, com cada um tentando ocupar uma posição melhor no conjunto do processo, que certamente vai conhecer avanços e recuos.
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