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A indústria cultural brasileira na  formulação de Renato Ortiz

A indústria cultural brasileira na formulação de Renato Ortiz

A modernização sob a ditadura aprofundava as iniquida- des sociais, reprimia, censurava, prendia, torturava e – no limite – matava os adversários, ao mesmo tempo que patrocinava o crescimento capitalista em geral, e cultural em particular. Com isso, afrouxavam-se os limites materiais para o desenvolvimento da indústria cultural como um sistema, por exemplo, formava-se um público para o consumo cultural, notadamente com a expan- são da escolaridade (inclusive no ensino superior) e o aumento e diversificação das classes médias. Também foi sendo superada a dificuldade posta pela presença expressiva da população rural com pouco acesso ao mercado, pois – ainda que vastos setores da população seguissem pouco integrados ao mercado – a so- ciedade se urbanizava, o campo se capitalizava e mecanizava com o agronegócio, acompanhando a economia brasileira que se diversificava e racionalizava em termos capitalistas contempo- râneos, apesar de superexploração da força de trabalho correlata ao cerceamento da liberdade de organização e manifestação.
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A indústria cultural invade a escola brasileira.

A indústria cultural invade a escola brasileira.

ARTIGOS Bárbara Freitag (1989, p. 57-60), numa leitura desses autores, afirma que o produto (original ou reproduzido) da Indústria Cultural visa entor- pecer e cegar os homens da moderna sociedade de massa, ocupar e preencher o espaço vazio deixado para o lazer, para que não percebam a irracionalidade e a injustiça do sistema capitalista. Assim sendo, preenche sua função de seduzir as massas para o consumo, com “promessa de felicidade”, trans- formando o consumidor em um indivíduo acrítico e inconsciente.

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Alienação e reificação na indústria cultural e internet

Alienação e reificação na indústria cultural e internet

Todos estes “revolucionários” começaram suas carreiras como técnicos de informática e construíram impérios bilionários sem a nunca se envolverem com a indústria cultural em sua concepção clássica. Por motivos maquiavélicos os governos não revolucionariam nada, o público alienado e reificado também não e a indústria do entretenimento só faria se quisesse se autodestruir. Com amplo conhecimento da máquina mais semelhante ao cérebro humano já feita (o computador) e do mais veloz e dinâmico meio de comunicação (a internet), foi fácil para estes meninos desenvolverem uma tecnologia que dispensasse e desrespeitasse quase toda lógica que os meios de comunicação de massa estabeleceram nos últimos cem anos. Mas, que nos fique claro, estes homens fizeram tal revolução por serem mad men’s do capitalismo monopolista e visaram expandir seus lucros e poder de influência nos mercados, não são nice guys libertários ou algo do tipo, a única diferença entre eles e os antigos players da indústria cultural se dá na lógica de ação em que os antigos ampliavam seu poder a partir da usurpação e da estandardização da “inteligência coletiva”, enquanto os novos ganham força com apropriação e com a pluralidade dialético-criativa desta mesma inteligência. No fim das contas se tratam de formas de reificação distintas, mas são sim formas de alienação e reificação, porém julgo que por abrir espaços antes fechados pela indústria cultural a Web 2.0 sem dúvida traz um jeito de comunicação de massa muito menos nocivo para a formação da individualidade dos sujeitos.
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Literatura, indústria cultural e formação humana.

Literatura, indústria cultural e formação humana.

N o segundo caso, contrastando com o potencial positivo da literatura, em As Três M arias , a literatura, fruto da indústria cultural, exerce função alienadora, forne- cendo à leitora-personagem Guta ingredientes que alimentam o mundo de aspira- ções ilusórias, estando, portanto, desvinculada de qualquer intenção questionadora. Pinto (1990) e nfatiza o re le vante pape l e xe rcido pe la lite ratura no apre ndi- zado de Guta, po is é atravé s da le itura de ro mance s que a pro tago nista e stabe le ce co ntato co m a re alidade fo ra do inte rnato . G uta e suas co le gas pro curam no s livro s o co ntato co m o m undo e xte rio r que não tê m . A lite ratura funcio na ainda co m o co nse lhe ira que dá dicas para so lução de pro ble m as pe sso ais. Elas buscam so lução para o pro ble m a de Jandira que so fria discrim inaçõ e s po r sua o rige m .
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LEITURAS DA INFÂNCIA: DA MÍMESIS A INDÚSTRIA CULTURAL

LEITURAS DA INFÂNCIA: DA MÍMESIS A INDÚSTRIA CULTURAL

Demonstradas as insuficiências da racionalidade moderna, entre elas a cisão entre sujeito e objeto, concordamos com Trevisan (2000) quando aponta que, pelo viés estético, a mímesis representa a força purificadora da modernidade, podendo resolver essas limitações da racionalidade moderna. Associada à leitura das construções que a modernidade fez de infância, a leitura de Benjamin destaca alguns espaços ainda encortinados pela mesma racionalidade. Daí a possibilidade de utilizarmos a mímesis como potencial de liberação de todos os entraves que não permitiram as múltiplas expressões de infantil, presentes nas diferentes formas de ser criança. Benjamin não está preocupado em descrever o que é a infância, mas está atento às limitações que são impostas pela racionalidade ocidental subjugadora, que categorizou o infantil, restringindo-o de se expressar na sua multiplicidade. Benjamin sugere essa educação estética das infâncias respeitando-as nas suas formas de ser, nas brincadeiras, nas memórias, nos aprendizados; sem o olhar doentio adulto, mas compreensivo de que é necessário tratar as crianças como crianças em qualquer tempo e espaço. A mímesis pode significar um respeito e uma vontade de não violentarmos as crianças e, quem sabe, encontrar espaços bem interessantes, que não aqueles exclusivamente dessa relação dominadora sugerida pela indústria cultural. Com a leitura de Adorno e Horkheimer, pretendemos mostrar a forma como a indústria cultural pode interferir no universo infantil.
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Sobre a atualidade do conceito de Indústria Cultural.

Sobre a atualidade do conceito de Indústria Cultural.

Trata-se de identificar na aparente democratização da produção sim- bólica o seu inerente potencial fascista. O preço pago pela ilusão da “ine- vitável” emancipação da condição de menoridade através do consumo dos produtos da Indústria Cultural precisa ser sentido, no íntimo, como sendo alto demais. Confirma-se, portanto, uma das principais hipóteses de Adorno e Horkheimer contidas na Dialética do esclarecimento: a exacerbação da Indústria Cultural – incrivelmente potencializada pelo avanço das forças produtivas do capitalismo transnacional – legitima a reincidência da barbárie. A fissura entre a promessa da democratização da cultura e a conse- qüente universalização da formação é fator indicativo da cumplicidade entre o discurso oficial emancipatório e as relações materiais que se aferram na dominação e na exploração das naturezas interna e externa. A sociedade tecnificada, a qual se afasta cada vez mais da sua função original de contribuir para o fim das necessidades, exige a manutenção do sofrimento humano para a consagração de sua existência.
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Indústria cultural: o empobrecimento narcísico da subjetividade.

Indústria cultural: o empobrecimento narcísico da subjetividade.

A indústria cultural pratica, em vez disso, uma falsa reconciliação entre o universal e o particular. O todo na obra não tem conexão íntima com os particulares, pois é imposto a eles a partir de um esquema geral milimetricamente planejado. Aquilo que a abstração conceitual impõe friamente aos dados perceptivos é agora glorificado a partir do prazer lúdico que se infiltra na contemplação narcisista, que percebe tudo como satisfazendo o desejo de plenitude. Nada melhor para explicar a idéia de um “círculo da manipulação e da necessidade retroativa, no qual a unidade do sistema se torna cada vez mais coesa” (DE 114), pois o desejo do ego enfraquecido é satisfeito e estimulado, ao mesmo tempo que o sujeito se ilude precisamente ao pensar que esse prazer coincide com o que o faz um ser livre.
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Avatares da indústria cultural hipermoderna: reflexões psicossociais

Avatares da indústria cultural hipermoderna: reflexões psicossociais

Na era Hipermoderna, a cultura do consumo entroniza a imagem corporal como elemento fundamental na constituição de subjetividades e vínculos sociais, fundando um ideal de felicidade sensorial. Como ápice deste processo, há o ambiente do jogo Second Life, onde o usuário cria um Avatar – sua repre- sentação virtual no ciberespaço. Objetiva-se reletir criticamente, a partir da Escola de Frankfurt, sobre os fenômenos psicossociais implicados na cons- trução deste corpo virtual, considerando os ideais do consumo veiculados pela Indústria Cultural e as novas formas de controle subjacentes. Trata-se de um estudo teórico, em que conceitos frankfurtianos são atualizados e articulados a excertos de depoimentos de usuários do referido jogo. Nossas reflexões finais apontam uma busca de compensação e/ou negação de faltas do corpo/ subjetividade e de relações interpessoais, recriados virtualmente a partir da mesma racionalidade instrumental presente na atual sociedade de consumo. Palavras-chave: corpo virtual, indústria cultural, subjetividade, avatar.
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Indústria cultural e o sistema apostilado: a lógica do capitalismo.

Indústria cultural e o sistema apostilado: a lógica do capitalismo.

RESUMO: O texto propõe uma reflexão sobre o sistema de ensino apostilado adotado em escolas e cursos preparatórios. A apostila é vista como um símbolo de eficiência e modernização, passando um conhe- cimento de maneira organizada, prática e racional, tendo como um único objetivo a aprovação no vestibular. O ensino apostilado compar- timentaliza as informações e faz o indivíduo perder a criticidade; nota- se, portanto, uma mercantilização e massificação do conhecimento, transformando o “ensino” em mais um produto da Indústria Cultural. Palavras-chave: Indústria Cultural, Sistema de Ensino Apostilado, Comunicação de Massa e Educação
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Indústria cultural, semiformação e as metamorfoses no conceito de infância

Indústria cultural, semiformação e as metamorfoses no conceito de infância

A distância do mundo fenomênico e dos desejos é aparentemente abrandada pelo consumo dos produtos da indústria cultural. Assim, diante de seu cotidiano sabidamente injusto e fatigante, o pseudoindivíduo se satisfaz com o pré-prazer, mas de maneira efêmera, pois, na próxima semana, algo novo e mais avançado surgirá e novamente o indivíduo precisará desse novo objeto para se sentir completo e integrado na sociedade. As qualidades humanas são substituídas por símbolos do poder econômico: o indivíduo vive a felicidade do astro de cinema, ou adquire um produto com sua marca, para se identificar com suas qualidades, já que ele é um sujeito de sorte, feliz e realizado. Ou fica demasiadamente vingado diante da morte de pessoas inocentes numa guerrilha entre favelas, achando que sua vida ainda é agradável. E quanto àqueles que estavam nas favelas, suas angústias podem ser amainadas pelo sequestro do rico empresário, já que isso não poderia acontecer com alguém na mais profunda miséria.
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A (Des)Razão Moderna e a Indústria Cultural

A (Des)Razão Moderna e a Indústria Cultural

A discussão neste artigo, é acerca do pensa- mento de Theodor Adorno e Max Horkheimer e como dois dos mais destacados representan- tes da Escola de Frankfurt advogam que o mo- mento moderno (sinalizando a incorporação da razão crítica pela razão instrumental), não obstante o seu potencial libertador e de eman- cipação, acabou por se orientar para uma pro- gressiva sujeição da natureza, como também para uma experiência opressora de crescente domínio do homem sobre o homem. Neste sentido, por outro lado, Adorno e Horkheimer, no quadro das preocupações estéticas subja- centes à teoria crítica, defendem que a ideolo- gia veiculada pela indústria cultural reflecte a razão instrumental como instrumento de do- minação que articula a manipulação psíquica e a elisão da individualidade.
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NOTAS SOBRE EDUCAÇÃO E A INDÚSTRIA CULTURAL

NOTAS SOBRE EDUCAÇÃO E A INDÚSTRIA CULTURAL

Mas o que é novo é que os elementos irreconciliáveis da cultura, da arte e da distração se reduzem mediante sua subordinação ao fim a uma única formula falsa: a totalidade da indústria cultural. Ela consiste na repetição. O fato de que suas inovações características não passem de aperfeiçoamentos da produção em massa não é exterior ao sistema. É com razão que o interesse de inúmeros consumidores se prendia à técnica, não aos conteúdos teimosamente repetidos, ocos e já em parte abandonados. O poderio social que os espectadores adoram é mais eficazmente afirmado na omnipresença do estereótipo imposta pela técnica do que nas ideologias rançosas pelas quais os conteúdos efêmeros devem responder. (ADORNO, HORKHEIMER, 1985, p.127).
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II – Esquematismo e Indústria Cultural

II – Esquematismo e Indústria Cultural

Qualquer novidade é cooptada e ordenada pela indústria cultural, classificada de acordo com seu valor venal e oferecida aos clientes, sem a tensão com a qual ela foi gerada. Não há contato autêntico, direto, do sujeito com a realidade. Esse contato é mediado e provoca um desvio. Por exemplo, o que eu penso não é produzido por mim, o que eu penso é o pensamento que foi produzido de antemão em mim. Se o juízo é a capacidade que possibilita o pronunciamento sobre coisas ou situações particulares, é justamente ele quem fica prejudicado aqui. Também a ubiqüidade, a mesmice, a descontinuidade dos estímulos oferecidos, o “bater na mesma tecla ”, não deixa nenhuma fissura para que o juízo exerça a sua capacidade de crítica. A apologia do pensamento não-dialético 7 , o pensamento único, que nunca se desdobra sobre si mesmo criticamente, é o produto desta expropriação do esquematismo. O sujeito expropriado de sua capacidade de esquematismo é, de fato, mais pobre de experiências, pois ele não consegue mais refletir o objeto (“devolver a ele mais do que dele recebeu”), mas o que o caracteriza não é a estupidez – uma vez que “ninguém tem o direito de se mostrar estúpido diante da esperteza do espetáculo” (DE 130) –, mas sim, a irreflexão.
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Corpo e indústria cultural: notas para a compreensão da capoeira na sociedade contemporânea

Corpo e indústria cultural: notas para a compreensão da capoeira na sociedade contemporânea

Para Adorno (1978), se tomarmos a determinação feita por Walter Benjamim (1980), da obra tradicional através por meio da aura, pela presença de um não-presente, então a indústria cultural se define pelo fato de que ela não opõe outra aura em estado de decomposição como um círculo de névoa. No primeiro momento, esta colocação de Adorno pode parecer um tanto quanto distante da temática da capoeira. Podemos, porém, observar que, no caso da arte-luta, a aura pode ser uma expressão das tradições existentes nesta manifestação cultural. A reprodução das tradições não necessita da presença da pessoa que as instituiu (... presença de um não-presente...), nem de um manual a ser seguido. Precisa, sim, da consciência da presentificação de uma prática comprometida com o não desvirtuamento das tradições que estruturam a cultura da capoeira. Nestes termos, o “... círculo de névoa...”, pode ser compreendido como a aceitação, no imaginário da comunidade capoeirística, da existência destas tradições. Por conseguinte, a manutenção da aura pode ser observada por meio do empenho dos sujeitos/atores da capoeira – mestres, por exemplo –, comprometidos com o caráter renovador/de atualização/manutenção que ela possui.
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Museus, liberalismo e indústria cultural

Museus, liberalismo e indústria cultural

Rodrigo Mello Franco de Andrade assumiu a direção do SPHAN (Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), desde a data de sua criação, em 1937, até 1967. Embora ele tivesse fortes ligações com os modernistas, imprimiu uma di- nâmica diferenciada na preservação do patrimônio nacional. O artesanato e as manifestações tradicionais e populares, bastante prestigiadas no projeto de Mario de Andrade, não foram obje- tos de preservação. O governo Vargas investiu na música, teatro e cinema populares procurando integrar os diversos setores da sociedade e inserir estas manifestações na insipiente indústria cultural. O Sphan, constituído majoritariamente por uma equipe de arquitetos, caracterizou-se pelo tombamento de prédios que obedeciam à estética modernista, e de solares e mansões, fortes, câmaras municipais, esculturas, pinturas e objetos sagrados, pra- ticamente todos do período colonial. Estes itens foram elevados a símbolos da autenticidade da nação, fortalecendo a mítica do Estado forte e unificado. O imaginário nacional adquiria uma forma ufanista e exacerbada, ressaltando não apenas a exube- rância da natureza, como no passado, mas também a excepcio- nalidade do povo brasileiro, seus heróis, sua arte barroca e sua estética moderna, e seu desenvolvimento técnico e científico. 10
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Arte, Indústria Cultural e educação.

Arte, Indústria Cultural e educação.

Como conseqüência dessa massificação, podemos considerar que o fato de se ter acesso somente à cultura de massa acaba por não permitir ao indivíduo a aquisição do conhecimento de outros aspectos culturais que expressam a cultura do povo, seus valores e suas lutas. Em nosso entender, a música é a expressão do pensar e do sentir das pessoas de uma determinada época. Além de proporcionar prazer, ela também pode informar e cons- cientizar. Portanto, para nós, esta postura de consumo significa estar à margem da cultura como um todo. O indivíduo sente-se marginalizado por não compartilhar da aquisição dos produtos ofertados pela Indústria Cultural e, ao mesmo tempo, passa a ser discriminado por não se sentir “idêntico”. Ele não percebe que partilhando da “cultura de massa” é que está se colocando à margem do entendimento de sua própria cultura.
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Arte, técnica e indústria cultural

Arte, técnica e indústria cultural

Entretanto, em nosso século, assistimos à perda da possibilidade da sensibilidade estética se contrapor ao estado político e econômico existente. Este, obra humana, histórica, ganha autonomia em relação aos homens, tornados objetos da maquinaria que eles mesmos criaram e que sustentam a duras penas. A ciência, a arte e a técnica participam desse processo histórico como motores da ‘dialética do esclarecimento’, do processo de progressiva dominação da natureza e dos homens que, em nossa época de formidável desenvolvimento tecnológico, praticamente excluiu tudo o que não se encaixa na engrenagem, ao mesmo tempo em que se multiplicam as possibilidades de algo melhor. A arte enquanto duplicação do existente apontando algo melhor deixou de existir no âmbito da indústria cultural.
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A sonoridade híbrida de Hermeto Pascoal e a indústria cultural

A sonoridade híbrida de Hermeto Pascoal e a indústria cultural

67 Contudo, uma das políticas responsáveis pela geração de um público consumidor de cultura consistia numa primeira instância, na redução das altas taxas de analfabetismo no país, posto que o índice de analfabetismo nas primeiras décadas do século XX era muito gritante, em decorrência de uma educação formal ainda não democratizada para todos os setores da sociedade (MARKMAN, 2007). Para se ter uma idéia, em 1920 o percentual de escolarização de jovens entre 5 e 19 anos era de apenas 9%. Após a política de democratização do Estado Novo, a partir da década de 30, esse índice sofreu uma significativa alteração, de modo que, entre meados da década de 30 e início dos anos 40, esse índice alcançou o patamar de 21%. Ou seja, entre as décadas de 20 e 40, o índice de analfabetismo caiu de 69,9% para 56,2% (AGGIO, 2002, p.89). O projeto cultural e educativo, de uma maneira ampla neste período, tinha uma visão fortemente nacionalista e buscava a mobilização e a participação cívicas, de modo que
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Estética e indústria cultural em adorno

Estética e indústria cultural em adorno

arte individualista e da sua exploração comercial" (ADORNO, 1986:94). Adorno estabelece uma relação mediata entre a arte e a realidade histórico-social onde foi engendra- da. Como fo[r]

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DISSERTAÇÃO DE MESTRADO A ATUALIDADE DO CONCEITO INDÚSTRIA CULTURAL: REFLEXÃO SOBRE A EDUCAÇÃO DANIFICADA TADEU CÂNDIDO COELHO LOIBEL

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO A ATUALIDADE DO CONCEITO INDÚSTRIA CULTURAL: REFLEXÃO SOBRE A EDUCAÇÃO DANIFICADA TADEU CÂNDIDO COELHO LOIBEL

A questão da crise da formação cultural não pode ser observada apenas pela ótica particular da pedagogia e nem tampouco pela geral da sociologia. Nem deve ser analisada pelas necessárias mudanças no sistema educacional nem pela visão sociológica. É necessário através da análise conjunta dos fatores sociais e educacionais entender “como se sedimenta - e não apenas na Alemanha - uma espécie de espírito objetivo negativo.” 69 A formação cultural converteu-se numa semiformação orientada pela lógica alienante do mercado, tudo fica contido por limites impostos pela socialização. As pessoas, que renunciaram à própria autonomia, aceitam o que lhes é imposto como formação. “Apesar de toda a ilustração e de toda informaçãoque se difunde (e até mesmo com sua ajuda) a semiformação passou a ser a forma dominante da consciência atual, o que exige uma teoria que seja abrangente.” 70
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