Indústria de Defesa Europeia

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O futuro da segurança e defesa europeia Nação e Defesa N137 2014 p 150 167

O futuro da segurança e defesa europeia Nação e Defesa N137 2014 p 150 167

A externalização da segurança interna, a que aludimos, poderá também deixar an- tever o desenvolvimento de um potencial nicho de mercado para a indústria de defesa europeia, através da capacidade de adaptação da indústria de defesa militar a segmentos de indústria no apoio à segurança interna, nomeadamente na prote- ção de infraestruturas críticas como os aeroportos, sistemas informáticos, banca, controlo da circulação de bens e pessoas nas fronteiras e do desenvolvimento de sistemas de vigilância aérea através do emprego de veículos não tripulados. Do mesmo modo a singular interceção entre a dimensão civil e militar da segurança e defesa, que no quadro europeu não só tem uma tradição, como tem vindo gra- dualmente a desenvolver as sinergias necessárias e a incentivar o desenvolvimento de capacidades de duplo uso (European Commission (2013: §4). O interface entre a componente civil e militar da defesa é particularmente útil na prevenção de crises e conlitos e em situações de pós conlito no quadro das missões e operações PCSD. Esta relação incentivará os Estados-membros da União a desenvolver o capital hu- mano e material capaz de responder de uma forma multifuncional, rápida e eicaz aos desaios atuais, num espectro alargado de missões como por exemplo: missões de estabilização, monitorização de processos eleitorais, apoio a outras organizações internacionais nomeadamente com forças combatentes, em missões de reforma do setor de segurança, desmobilização, desarmamento e reintegração de ex-comba- tentes, controlo de fronteiras, combate ao terrorismo, reconstrução de estruturas policiais e judiciais, bem como recuperação e desenvolvimento de estruturas de governação e administração local. Estas sinergias proporcionam oportunidades e imperativos de coordenação, incentivando o desenvolvimento de nichos de valên- cias civis e militares, a partilha de recursos, capacidades e uma redução de custos no contexto da participação em missões internacionais.
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TII Maj ESP Lazaro Sueiras Cooperacao Bilateral entre Espanha e Portugal VF

TII Maj ESP Lazaro Sueiras Cooperacao Bilateral entre Espanha e Portugal VF

O European Union Institute for Security Studies (EUISS) publicou em 2013 um relatório identificando vários dos problemas enfrentados pela defesa europeia, nomeadamente: a redução de orçamentos da defesa na maioria dos EM; um investimento ineficiente; capacidades militares inadequadas; e equipamentos com tecnologias não suficientemente avançadas (Rogers and Gilli, 2013). Além disso, há uma integração inadequada entre o planeamento de forças e a condução de operações; a cooperação em defesa, indústria e tecnologia é limitada; e falta uma cultura estratégica europeia que especifique quando, como e onde a UE deveria usar a força, definindo quais as capacidades reais a serem desenvolvidas. De acordo com Nissen (2015, p.11), na causa profunda desta dissonância estratégica estão as diferentes tradições e interesses políticos dos EM, e o seu resultado é uma política comum de defesa fraca institucional e substancialmente.
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A parceria União Europeia NATO Nação e Defesa N137 2014 p 45 73

A parceria União Europeia NATO Nação e Defesa N137 2014 p 45 73

Como airma Daniel Keohane, “o debate europeu sobre pooling and sharing tem-se, por vezes, centrado demasiadamente em objetivos quanto ao equipamento e não suicientemente sobre outros aspetos importantes, tais como pooling and sharing da produção e aquisição de equipamento. Os programas de aquisição de equipamen- tos reletem em grande parte prioridades nacionais em vez de europeias. Segundo a Agência de Defesa Europeia, em 2010, os Estados-membros da UE gastaram pouco mais de 34 biliões de euros em investimentos na aquisição de equipamentos, mas apenas 7,5 biliões de euros em programas de colaboração, pouco mais de 20% do total. Há um tremendo desperdício nos gastos de defesa europeus. Por exemplo, há treze produtores de aviões, dez de mísseis, nove de veículos militares e oito de navios; por outro lado, os EUA - com o dobro do tamanho do mercado - tem doze produtores de aeronaves, cinco de mísseis, oito de veículos militares e apenas qua- tro de navios.” (Keohane, 2012: 38). O resultado dessa fragmentação nacional é uma duplicação de desenvolvimento e produção e padrões diferentes de equipamento o que diminui a interoperabilidade militar. Como consta das conclusões do Conselho Europeu de dezembro de 2013, “a fragmentação dos mercados europeus de defesa põe em risco a sustentabilidade e competitividade da indústria de defesa e seguran- ça da Europa” (European Council, 2013). Para além do pooling and sharing, o reforço da capacidade operacional da UE está previsto no Tratado de Lisboa, através do mecanismo da Cooperação Estruturada Permanente (CEP), que possibilita a um subconjunto de países da UE cooperarem mais estreitamente em questões de segu- rança e defesa. 13 Devido às variações nas capacidades militares e ambições entre os
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A dupla utilização de aeronaves não tripuladas e os (novos) desafios para a defesa europeia

A dupla utilização de aeronaves não tripuladas e os (novos) desafios para a defesa europeia

primeiro, reporta-se desde logo à preocupação com o uso militar de drones sem o enquadramento jurídico internacional, devendo a UE desenvolver esforços para a sua definição conforme ao respeito pelos Direitos Humanos e direito internacional humanitário. Para o efeito, instam o Conselho a adotar uma posição comum da UE e convidam a Alta Representante para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, os Estados-Membros e o Conselho no sentido de: (a) oporem-se e a proibirem a prática das execuções extrajudiciais de alvos específicos; (b) garantirem que os Estados-Membros, em conformidade com as suas obrigações jurídicas, não realizem operações ilegais de assassínio de alvos específicos nem facilitem a realização de tais operações por outros Estados; (c) incluírem os «drones» armados nos regimes europeus e internacionais pertinentes em matéria de desarmamento e de controlo de armas; (d) proibirem o desenvolvimento, a produção e a utilização de armas totalmente autónomas que permitem a realização de ataques sem intervenção humana; (e) assumirem o compromisso de que, caso haja motivos razoáveis para suspeitar que uma pessoa ou entidade que se encontre no seu território poderá estar associada a uma operação ilegal de assassínio de alvos específicos no estrangeiro, serão tomadas medidas, em conformidade com as obrigações jurídicas respetivas a nível nacional e internacional; (f) apoiarem o trabalho e o seguimento dado às recomendações do Relator Especial das Nações Unidas sobre execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias e do Relator Especial das Nações Unidas sobre a promoção e a defesa dos direitos do Homem e das liberdades fundamentais no âmbito da luta contra o terrorismo. Ora, todos estes passos parecem indicativos de uma tendência de desenvolvimento da indústria, mas o uso de drones no espaço aéreo civil e para fins de vigilância das fronteiras tem demonstrado para muitos que o debate deve ser pautado por checks and balances, balizado pelo escrutínio público e sem pressões por parte da indústria europeia de defesa para apresentarem iniciativas políticas cujo impacto sobre as liberdades civis parece estar ainda em nebulosidade jurídica.
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 MAJ Almeida Pereira

MAJ Almeida Pereira

Se aparenta ser uma prioridade criar uma IDE forte para se opor à IDA, e tornar desta forma a Europa politicamente mais autónoma, o caminho seguido por muitos sectores da indústria europeia para o seu próprio desenvolvimento e implantação no fulcral mercado americano passa pela transatlantização. Um exemplo, entre muitos, deste tipo de associação é a da EADS com a Northrop Grumman em Setembro de 2005, através da qual procuram desenvolver um projecto em conjunto, o KC-30, aeronave de reabastecimento em voo que utiliza a estrutura base do Airbus A330, para ser fornecido à Força Aérea Americana de acordo com o concurso lançado pelo Departamento da Defesa dos EUA nesse mesmo ano 1 . Outro exemplo que esteve próximo de ter repercussões em Portugal foi a da parceria estabelecida entre a Lockheed-Martin, empresa militar americana que fabrica, entre outros, a aeronave C-130, e a Alenia, empresa aeronáutica italiana, para o desenvolvimento e fabrico da aeronave média de transporte táctico C-27J. O desenvolvimento desta aeronave foi feito, dentro do referido conceito transatlântico, em parceria entre as duas empresas, sendo o grosso da sua produção responsabilidade da Alenia. O C-27J esteve em concurso, até à fase final, em conjunto com o C-295 da CASA-EADS, para ser adquirido pela Força Aérea Portuguesa (FAP) como substituto do C-212 Aviocar que equipa actualmente as Esquadras 401e 502. O que não deixa de ser curioso verificar é que a Alenia se encontra aliada à EADS para o fabrico do avião de caça Eurofighter, ou seja, dentro de uma lógica puramente comercial, estas empresas buscam parcerias que melhor contribuam para o alcançar dos resultados que almejam, sendo as mesmas empresas ora aliadas, ora concorrentes dentro do mercado. Outra constatação óbvia é que como empresas comerciais que são, o seu objecto é o lucro e este não se compadece com sentimentalismos nacionalistas, ou mesmo “continentalistas”, buscando por isso parcerias onde melhor lhes aprouver dentro de uma lógica de penetrar o mercado de armamento e maximizar métodos de desenvolvimento e produção de equipamentos. Talvez por isso a afirmação da IDE não passe por se tornar numa pura e simples oponente à IDA, mas antes uma parceira de forma a ambas colherem os lucros da junção das suas sinergias, situação que se encontra mais detalhada no Apêndice A deste trabalho e cuja consulta aconselhamos vivamente.
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Distribution of audiovisual content: settings borders on a global scale

Distribution of audiovisual content: settings borders on a global scale

Baseada nesta defesa constante da expansão da transferência massiva de capital das periferias em direção ao centro está representada uma das contradições inerentes do capitalismo (AMIN, 2005, p. 83). Têm-se comprovado ao longo dos anos que, com a trajetória de desigualdades a que o mundo assiste, a lógica acumulativa tende a exaustão de setores e sociedades e que aqueles desafortunados colocados à margem deste processo estão longe de alcançar as promessas de progresso cunhadas pelos defensores do neoliberalismo. A insatisfação com a situação vigente das sociedades exploradas se faria reconhecer, portanto, pelas ações de emancipação a que a teoria crítica e marxista fazem alusão.
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Distribution of audiovisual content: settings borders on a global scale

Distribution of audiovisual content: settings borders on a global scale

A caracterização contemporânea do cenário marcado pela globalização dos mercados dá o tom do processo de reestruturação capitalista que aqui é estudado, fruto de um amadurecimento histórico do sistema de produção que reformula suas formas de expansão assimilando novos setores sociais que antes lhe estavam alheios, como foi o caso da produção cultural. Tendo se comprovado como fundamental para a consolidação de um imperialismo colonial contemporâneo, a indústria cultural atua na reprodução simbólica estratégica da hegemonia consentida de Gramsci e é fortemente defendida via liberalização do setor pelos organismos internacionais. A idéia aqui é estabelecer uma convergência teórica entre as teorias marxista e crítica das Relações Internacionais, juntamente com uma contribuição fundamental da Economia Política da Comunicação a fim de compreender as lógicas que orientam a distribuição audiovisual na contemporaneidade. Estabelecendo um parâmetro discursivo entre a mercadoria cultural e o que é defendido por alguns países como "exceção cultural".
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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC-SP

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC-SP

A defesa da região amazônica será encarada, na atual fase da História, como o foco de concentração das diretrizes resumidas sob o rótulo dos imperativos de monitoramento/ controle e de mobilidade. Não exige qualquer exceção a tais diretrizes e reforça as razões para segui-las. As adaptações necessárias serão as requeridas pela natureza daquela região em conflito: a intensificação das tecnologias e dos dispositivos de monitoramento a partir do espaço, do ar e da terra; a primazia da transformação da brigada em uma força com atributos tecnológicos e operacionais; os meios logísticos e aéreos para apoiar unidades de fronteira isoladas em áreas remotas, exigentes e vulneráveis; e a formação de um combatente detentor de qualificação e de rusticidade necessárias à proficiência de um combatente de selva.O desenvolvimento sustentável da região amazônica passará a ser visto, também, como instrumento da defesa nacional: só ele pode consolidar as condições para assegurar a soberania nacional sobre aquela região.
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Avaliação da intervenção do sistema brasileiro de defesa da concorrência no sistema agroindustrial da laranja.

Avaliação da intervenção do sistema brasileiro de defesa da concorrência no sistema agroindustrial da laranja.

Uma vez que o compromisso de cessação está fundado em condições de mercado anteriores, não há alterações no poder de mercado das empresas, nem nas condições de coordenação oligopolista entre elas. Desse modo, a efetividade da inter- venção depende essencialmente da capacidade de monitoramento da agência de defesa da con- corrência. Dado que esse monitoramento tende a se arrefecer com o tempo, em decorrência de novos problemas na agenda de defesa da con- corrência, espera-se que os resultados positivos da intervenção sejam transitórios, definindo um período de efetividade da política adotada. Com a finalidade de avaliar empiricamente os efeitos da intervenção, foi realizada uma avaliação da apropriação de margens pela indústria de laranja e pela citricultura, por meio do movimento de preços relativos. Adicionalmente, foram avaliadas as estruturas de governança utilizadas, com a finalidade de examinar os efeitos sistêmicos da intervenção em termos de custos de transação. O estudo está estruturado da seguinte forma: no início apresenta-se o referencial teórico, buscando salientar a efetividade de intervenções no longo prazo. A aplicação do modelo proposto no setor citrícola constitui objeto da segunda parte do artigo. Na seqüência, é abordada a intervenção do sistema brasileiro de defesa da concorrência no setor citrícola e seus respectivos impactos. As discussões dos resultados encerram o artigo.
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Relatórios de iniciação científica: 2015

Relatórios de iniciação científica: 2015

A análise, em percentual, da variável (vii) resultado das investigações de dumping em relação à variável (ii) setor de atividade econômica do produto investigado enseja algumas ponderações. A primeira delas é que o setor de produtos químicos, apesar de ser aquele em que mais medidas antidumping foram impostas, tem alto índice de rejeição às suas solicitações de investigação – isto é, aproximadamente 45% dos pedidos de investigação de dumping feitos por esse setor são encerrados sem que haja aplicação de direito antidumping. Com base nisso, e sabendo da representatividade do setor de produtos químicos em termos absolutos, é visível que ele demanda com muita frequência o governo para que lhe proteja da concorrência estrangeira. Tal ativismo sugere uma indústria concentrada e bem articulada no pleito por seus interesses, já que o primeiro obstáculo, procedimental e mesmo logístico, à solicitação de abertura de investigação de dumping é a representatividade dos produtores que subscrevem a petição ao governo – os quais, salvo situações excepcionais, devem corresponder à proporção significativa da produção nacional de produto similar ao que será investigado. Em situação análoga parecem estar os setores de metalurgia e de borracha e material plástico, respectivamente segundo e quarto lugar em termos de quantidade absoluta de medidas antidumping impostas, cujos pedidos de investigação foram, com frequência, encerrados sem aplicação de medida.
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SANDEPaulo Política europeia de vizinhança Nação e Defesa N137 p 87 99

SANDEPaulo Política europeia de vizinhança Nação e Defesa N137 p 87 99

Bielorrússia, a Moldávia e a Ucrânia são indiscutíveis – estão inseridas geograi- camente no continente europeu sem qualquer margem para dúvida -, já o mesmo não acontece com os restantes países da Parceria a Leste, isto é, com a Arménia, Azerbaijão e Geórgia. Para todos os efeitos, embora a oeste do meridiano dos Urais, estão nitidamente mais a oriente do que os países do Médio Oriente. Muitos mapas colocam-nos dentro do continente europeu. Mas é um aspeto muito discutível, em paralelo aliás com a exclusão dos países mais a sul: a título de exemplo, se o Azer- baijão, cuja população é maioritariamente muçulmana, vizinho do Mar Cáspio e si- tuado a enorme distância do Estado-membro mais próximo, pode integrar a União Europeia, o que permite então excluir o Líbano, muito mais a Ocidente, a escassos quilómetros de distância de um país membro da União (Chipre) e com uma consi- derável percentagem de população cristã? Uma convenção, claro.
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VINHASRui o Conselho Europeu de Dezembro de 2013 Nação e Defesa N137 2014 p 142 149

VINHASRui o Conselho Europeu de Dezembro de 2013 Nação e Defesa N137 2014 p 142 149

Reiro esta questão do tempo porque me parece importante não criar expetativas excessivas de que em dezembro, como por magia, se decide tudo o que não foi decidido em 50 anos. Não teremos, seguramente, em janeiro de 2014 o mítico “Exér- cito Europeu”. De facto, esta Europa, desde ontem com 28 Estados membros, com mais de 500 milhões de habitantes, com cerca de 25% do PIB mundial e com um total de cerca de 1.700.000 militares não consegue ou não conseguiu, até à data de hoje, ativar, em termos reais e operacionais o conceito de Battllegroup. É portanto este o ponto em que estamos e não outro. O processo será assim longo e os Estados europeus, na realidade, não têm ainda um verdadeiro mind set multinacional em matéria de segurança e defesa.
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TII 33 CMG Bastos Ribeiro Contributos UE UA Gestão Crises

TII 33 CMG Bastos Ribeiro Contributos UE UA Gestão Crises

segurança como factor essencial para o desenvolvimento que ressaltou dos conflitos em África, levou a que os aspectos de segurança e defesa passassem a ter um maior relevo no âmbito das políticas e estratégias, até então essencialmente focadas no desenvolvimento. As ORA, originalmente de cariz essencialmente económico, reorientaram os seus objectivos e criaram alguns mecanismos no sentido de permitir que, elas próprias, pudessem enfrentar as situações de instabilidade, tendo concretizado no terreno algumas acções de apoio à paz. Verificámos ainda que, o lançamento da NEPAD em 2001, que se constituiu como um elemento de referência para a ajuda a África, e a constituição da UA em 2002, representaram marcos importantes para o continente africano, ao consubstanciar a vontade crescente dos líderes africanos assumirem a responsabilidade primária na resolução dos problemas que assolam o continente africano e que afectam a sua estabilidade e segurança. Neste contexto, a UA considerou como objectivo prioritário nas suas politicas, a criação de instrumentos e mecanismos próprios para a prevenção, gestão e resolução de conflitos e reconstrução pós-conflito, tendo para o efeito, estabelecido em 2002 uma Arquitectura de Paz e Segurança Africana que contempla estruturas de decisão, designadamente o Conselho de Paz e Segurança, e mecanismos de alerta e resposta - o Sistema Continental de Alerta Antecipado e a Força Africana em Alerta. Concluímos pois, que as ORA têm vindo a assumir a principal responsabilidade na resolução dos problemas que assolam o continente Africano e que afectam a sua estabilidade e segurança, procurando edificar as estruturas e mecanismos próprios que viabilizem uma resposta adequada e eficaz no âmbito da prevenção, gestão e resolução de conflitos, o que nos permitiu validar hipótese H2.
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A União Europeia como potência global? As alterações do Tratado de Lisboa na política externa e de defesa.

A União Europeia como potência global? As alterações do Tratado de Lisboa na política externa e de defesa.

A cooperação estruturada permanente foi também objeto de um Protocolo, anexo ao Tratado da União Europeia, que refere que esse mecanismo se encontra aberto aos Estados-membros que se comprometam a desenvolver de forma mais intensiva as suas capacidades de defesa; que sejam capazes de fornecer unidades de combate num prazo curto, a título individual ou incorporadas em grupos multinacionais; que estejam em condições para levar a cabo o amplo leque das chamadas missões de Petersberg, designadamente, para responder a pedidos formulados pela Organização das Nações Unidas no âmbito dos Capítulos VI e VII da respectiva Carta. Assim, a cooperação estruturada permanente é definida como uma forma superior de integração no domínio da defesa, aberta aos Estados-membros que demonstrem um empenhamento mais profundo em meios militares, e com firme vontade política de enviar forças de combate para o terreno em situações de alta intensidade.
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Harmonização dos interesses dos autores e dos consumidores em ambiente virtual / Harmonisation of the interests of authors and consumers in a virtual environment

Harmonização dos interesses dos autores e dos consumidores em ambiente virtual / Harmonisation of the interests of authors and consumers in a virtual environment

Os avanços tecnológicos permitem que o usuário/consumidor compartilhe e reproduza com maior facilidade as obras autorais em ambiente virtual. A Internet acirrou a discussão da proteção de direitos por infrações tipificadas na legislação autoral. A Lei de Direitos Autorais teve origem e foi projetada para o mundo analógico e se encontra desatualizada e em descompasso com a realidade virtual e a conduta socialmente aceita por usuários da rede mundial de computadores. Não há previsão específica na legislação autoral que trate das condutas dos usuários da Internet. Tentativas de modificação da legislação autoral e o fortalecimento da fiscalização foram medidas adotadas sem êxito e que não resolveram o problema do compartilhamento indevido de obras autorais. É necessário repensar os modelos de negócios da indústria de direitos autorais, a fim de que exista a harmonização dos interesses dos autores e dos consumidores em ambiente virtuais, com plena adequação da norma à realidade de práticas socialmente aceitas.
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Indústria de defesa: uma análise da rede nacional a partir da teoria da dependência de recursos

Indústria de defesa: uma análise da rede nacional a partir da teoria da dependência de recursos

A partir da análise de redes, foi possível compreender a complexidade do setor em termos dos diferentes atores necessários para a consecução de seus fins. Não há muitos relacionamentos horizontais, principalmente, entre organizações industriais e entre estas e instituições de ensino do meio civil. Apesar de estar se estruturando, fato comprovado pelo surgimento de novos atores e dispositivos legais, o setor não apresenta muitas redundâncias, evidenciando a fragilidade em assegurar uma produção doméstica que atenda às necessidades das Forças Armadas. O Ministério da Defesa apresenta-se como o agente mais importante e central, com potencial para influenciar os demais componentes da rede. A ABIMDE e a FIESP-COMDEFESA também se destacam em termos de intensidade de seus relacionamentos, atuando nos campos político e estratégico do setor. Elas são importantes para a coordenação e a comunicação entre os integrantes da rede. Os relacionamentos mais intensos referem-se, sobretudo, a trocas de informação, evidenciando os riscos associados à escassez de atividades instrumentais compreendendo recursos de outra natureza.
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QUESTÕES SOBRE A RECEPÇÃO DA LITERATURA NO SÉCULO XXI

QUESTÕES SOBRE A RECEPÇÃO DA LITERATURA NO SÉCULO XXI

Ler literatura, em meio ao caos do cotidiano, não parece viável, salvo enquanto processo compensatório. Na Idade Média, os servos camponeses, destituídos de quaisquer direitos, contavam histórias entre si em que, através de recursos mágicos, obstáculos eram superados. Funcionavam como bálsamos para ferimentos sociais. Hoje tais narrativas são consumidas pelas crianças nos contos de fada, e são apreciadas também por darem vazão a frustrações decorrentes da menoridade infantil, reforçando seus processos de formação identitária e a solução lúdica de seus conflitos (vide Bettelheim, 1980). Uma literatura compensatória é o que está no horizonte da sociedade hipermoderna. Se atua como estratégia de alienação, como Debord autorizaria a pensar, e Theodor Adorno não hesitou em acusar (vide 1985) na sua diatribe contra a indústria cultural, o que é inegável é que os bens culturais são mercadorias, atenuam as asperezas do cotidiano, mas pode-se discutir se são apassivadores. A Estética da Recepção postula que o importante é a criação em liberdade e a leitura em liberdade. Se a sociedade leitora prefere textos literários em que possa evadir-se, sonhar e resolver conflitos aparentemente insuperáveis no plano do real, talvez um novo panorama literário esteja se abrindo que ainda não revelou o que poderá ser. Afinal, a imaginação é mais forte do que as imposições do mercado.
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Uma história institucional do Centro Tecnológico do Exército (1979-2013)

Uma história institucional do Centro Tecnológico do Exército (1979-2013)

40 O Exército pensou, então, em montar um parque fabril que o tornasse cada vez mais independente da importação. Assim, foram implantadas: a Fábrica de Realengo (1898), destinada a produzir munição de pequeno calibre; a Fábrica de Piquete (1909), primeira indústria de pólvora de base simples sem fumaça - atualmente Fábrica Presidente Vargas, unidade de produção da IMBEL 42 ; a Fábrica do Andaraí (1932), destinada à fabricação de granadas de artilharia e de morteiros; a Fábrica de Curitiba (1933), destinada à produção de viaturas, cozinhas de campanha, equipamentos de transposição de cursos de água e reboques para viaturas; a Fábrica de Itajubá (1933) 43 , destinada à produção de armamento leve; a Fábrica de Juiz de Fora (1933) 44 , destinada à fabricação de munição de grosso calibre; a Fábrica de Bonsucesso (1933) 45 , destinada à fabricação de máscaras contra gases, produtos químicos fumígenos e de gases de guerra; e a Fábrica de Material de Comunicações (1939) 46 ,
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A OMC e os efeitos destrutivos da indústria da cana no Brasil E

A OMC e os efeitos destrutivos da indústria da cana no Brasil E

Um r elat ór io int er nacional d a Wor ld Wildlife Fund (WWF), de Novembro de 2004, alerta para a indústria da cana como o prin- cipal ram o da m onocult ura poluidor do meio ambiente e destruidor da fauna e da flora. A cultura da cana cobre mais da me- tade do território de sete países e entre 10% e 50% do território de 15 países. Grandes ex tensões de terras férteis já foram degra- dadas pela monocultura da cana. As quei- madas e o processamento da cana poluem o solo, o ar e as fontes de água potável. Além disso, a pr odução ut iliza gr ande quantidade de herbicidas e pesticidas. Da- dos da Or ganização Mundial da Saúde apontam que cerca de 25 milhões de pes- soas apresentam casos de envenenamento agudo por ano, em conseqüência do con- tato com esses produtos químicos.
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Organização do trabalho e financeirização das empresas: a experiência européia — Outubro Revista

Organização do trabalho e financeirização das empresas: a experiência européia — Outubro Revista

A autonomia concedida aos assalariados na atividade de trabalho é, no mesmo movimento, compensada pelo desenvolvimento de dispositivos de controle de sua situação de trabalho: o contro[r]

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