Inserção profissional

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Uma análise sobre a inserção profissional de estudantes de administração no Brasil.

Uma análise sobre a inserção profissional de estudantes de administração no Brasil.

As organizações de mediação também estão assumindo papel importante desde a década de 1990. Assim, o meio pelo qual é feito o recrutamento – mídia ou empresas especializadas – também assume papel importante para compreen- são da inserção profissional (GUIMARAES, 2008). No caso dos estágios no Bra- sil, os agentes de integração atuam no agenciamento de vagas, tornando-se atores centrais no seu processo de organização. Também se destaca o papel das institui- ções de ensino como atores que atuam direta ou indiretamente sobre o mercado de trabalho, contribuindo para estabelecer normas que podem ser originadas fora da estrutura daquele mercado. Os estágios, foco deste trabalho, constituem um meio de formação que se desenvolve em relação com o mercado, servindo como um momento de socialização dentro das regras de uma profissão, mas sendo desenvolvidos sob a tutela das instituições de ensino.
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Inserção profissional de jovens: comparação dos percursos dos diplomados do sistema de aprendizagem e do ensino profissional.

Inserção profissional de jovens: comparação dos percursos dos diplomados do sistema de aprendizagem e do ensino profissional.

Os estudos que se centram na compreensão do fenómeno da inserção profissional dos jovens, em Portugal, são poucos e recentes. Pelo contrário, em países como a França, a Grã-Bretanha ou os Estados Unidos, existe uma longa tradição de investigação e conhecimento acumulado. Sob a responsabilidade de entidades de natureza vária, a investigação realizada incide sobretudo em abordagens predominantemente longitudinais, de seguimento de cohortes de jovens (p.e., inquéritos de percurso do CEREQ que reconstituem as trajectórias de inserção dos jovens desde a saída dos estabelecimentos de ensino até três ou cinco anos depois). A maioria da investigação realizada nesses países centra-se na oferta, ou seja, na análise das características individuais da oferta de trabalho e na forma como estas influenciam o acesso dos jovens ao emprego, pondo em evidência o efeito que variáveis como o sexo, a idade, o nível de formação ou o tipo de curso de formação imprimem às trajectórias de inserção. Neste quadro, refira-se o estudo de Wolbers (2000), realizado na Holanda, que demonstra que os indivíduos com formação vocacional correm menos riscos de desemprego do que os da formação geral.
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Focalização ou eficácia na inserção profissional? Um trade-off na profissionalização de jovens

Focalização ou eficácia na inserção profissional? Um trade-off na profissionalização de jovens

no mercado de trabalho, ou seja, o pro- grama tem que ser capaz de propiciar a inserção dos seus beneficiários em posi- ções mais vantajosas do que as que eles potencialmente alcançariam por conta pró- pria (Questões..., 1995). Para que isso re- almente ocorra, é necessário que os cur- sos correspondam às exigências efetivas do mercado de trabalho. Não se pode ofe- recer uma formação profissional superfi- cial e supor que, com as características atuais do mercado de trabalho, os alunos conseguirão uma boa inserção profissio- nal. Ao contrário, os cursos precisam ser relativamente aprofundados para que, de fato, criem uma competência profissional que possa ser reconhecida pelo mercado. Desta maneira, acreditamos que se apresenta, nos dias de hoje, a dupla exi- gência de compromissos com a focaliza- ção das políticas de educação profissio- nal e com a inserção profissional dos egressos.
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A inserção profissional dos diplomados do 2º ciclo em Serviço Social

A inserção profissional dos diplomados do 2º ciclo em Serviço Social

surgiu no início dos anos setenta, nomeadamente através do relatório elaborado por Bernard Schwartz em 1981 (in Alves; idem) que colocou a problemática da inserção profissional dos jovens numa perspectiva mais alargada para lá da dimensão económica, passando assim a ser tratada no âmbito da inserção social. Esta expressão era utilizada para designar o fenómeno social caracterizado pelas dificuldades com que um número cada vez mais crescente de jovens se confrontava ao terminar a sua formação académica. A este respeito Castel (1995) apresenta o conceito de desqualificação social por oposto ao de inclusão que Paugam designa por nova pobreza, sendo desencadeada por três fases: a fragilidade pelo sentimento de desqualificação social e pela instabilidade do emprego precário, pela perda do estatuto de trabalhador que implica a perda de laços laborais e a sua sociabilidade com os colegas de trabalho assim como as rotinas do espaço doméstico; a dependência, pela escassez de recursos financeiros que o levam a uma situação de procura de apoio económico e a ruptura como resultado da acumulação destes e de outros factores que levam em última análise à marginalização social (Paugam; 1997 in Alves; 2008: 87). Méda (s.a., in Alves; idem 82) partilha da mesma perspectiva social ao afirmar: “O trabalho é o nosso facto social total. Estrutura por inteiro não só a nossa relação com o mundo, mas também as nossas relações sociais. É a relação social fundamental”. Castel (s/d; idem:83) enuncia o emprego assalariado como a base da relação entre o trabalho e direitos individuais, constituindo por isso uma garantia de coesão social e de integração e integração social e cívica dos indivíduos. Outros autores como Dubar (1998) ou Schnapper (1994; 1998 idem: 83-84) vêm o trabalho assalariado como fonte de dignidade e de estatuto social do indivíduo levando-o a desenvolver e manter relações sociais e a usufruir de direitos sociais que lhe permitem um futuro de bem-estar financeiro e económico relativamente estável. É neste plano que o indivíduo vai construindo a sua identidade socioprofissional, através das definições que cada um constrói sobre si próprio, de acordo com as representações do contexto profissional e com o lugar que o indivíduo acha que ocupa nesse mesmo contexto em que está inserido. Assim, para que a inserção profissional possa ser considerada é preciso que existam algumas condições: que o emprego ocupado seja durável, ou seja, que o indivíduo saiba que não o vai abandonar nem vai ser despedido num futuro próximo; que seja um cargo em que o trabalhador aposta e por isso não pretenda procurar outro emprego. (Vicens; 1981: 68-69, in Alves; 2008: 90)
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Os licenciados em Portugal: uma tipificação de perfis de inserção profissional.

Os licenciados em Portugal: uma tipificação de perfis de inserção profissional.

A adequação entre o nível e tipo de formação académica e a situação profissional é um tema presente sempre que se aborda a temática da inserção profissional dos licenciados. Pretende-se, com este artigo, analisar as situações profissionais de diplomados portugueses do ensino superior cinco anos após a conclusão da licenciatura, à luz da problemática da inserção e transição profissional. Enquadra-se a relação entre sistema de ensino e mercado de trabalho comparando-se indicadores internacionais que contextualizam o caso português, de modo a discutir os resultados empíricos que caracterizam a situação profissional vivida em 2010 por uma amostra de 1.004 diplomados de duas universidades portuguesas. Definem-se cinco tipos de situações profissionais a partir de técnicas de análise multivariadas e reflete-se sobre os perfis encontrados. Conclui-se que a maioria dos licenciados exerce uma atividade profissional adequada ao seu nível de graduação, com rendimentos salariais, vínculos laborais e horários adequados ao grupo dos especialistas das actividades intelectuais e científicas. Porém, a análise mais fina revela-nos uma configuração hierárquica das situações profissionais num continuum que se organiza desde a inserção frágil à inserção qualificante associada às áreas de formação frequentadas. Os diplomados nas áreas de educação, artes e humanidades ocupam as situações profissionais mais precarizantes, contrastando com a sobrerrepresentação nos empregos mais favoráveis dos licenciados das áreas de saúde, economia, gestão e direito.
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Inserção profissional de pessoas com deficiência nas empresas: responsabilidades, práticas e caminhos.

Inserção profissional de pessoas com deficiência nas empresas: responsabilidades, práticas e caminhos.

Considerando a produção sobre o tema e os desafios observados por pes- quisadores e gestores envolvidos com o tema, o objetivo central deste artigo é descrever e analisar ações desenvolvidas por uma empresa privada no tocante à inserção profissional de PcD, subsidiando a análise de entraves e caminhos para a implantação e/ou aperfeiçoamento de programas de contratação dessas pessoas. Para tanto, foi estudado o caso de uma empresa do setor de energia elétrica que, desde 2005, desenvolve um programa com o objetivo de inserir PcD no seu qua- dro de colaboradores. O estudo foi realizado entre 2007 e 2008, tendo sido utili- zadas como fontes de coleta de dados entrevistas semi-estruturadas com gestores e colaboradores da organização, observação direta e pesquisa documental. O caso é relacionado a referenciais conceituais sobre responsabilidade social em- presarial (RSE), diversidade nas organizações, empresa inclusiva e paradigmas de inclusão social de pessoas com deficiência, além de considerar práticas de outras empresas como referência para as recomendações apresentadas em anexo ao trabalho.
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O contributo do Rendimento Social de Inserção enquanto instrumento facilitador de inserção profissional no concelho de Alenquer

O contributo do Rendimento Social de Inserção enquanto instrumento facilitador de inserção profissional no concelho de Alenquer

Quando falamos de abandono escolar a tendo em conta a comunidade estudantil a de um país considera-se de elevada importância conhecer a estrutura de um de seu povo. Nesta temática constata-se que a taxa de abandono escolar entre os 18 e os 24 anos se situa em Portugal nos 19,2% em contraponto com o que acontece na Europa a 28, que se situa nos 11,9% 1 . Observa- se no entanto, que se em 2002 esta taxa em Portugal se situava em 44%, sendo que em 2013 a mesma representava apenas 19,2%, o que se traduz um decréscimo de 24,8% num período de 10 anos. Este indicador contribui para explicar o porquê de Portugal experienciar no presente acrescidas dificuldades relativamente ao nível do emprego estrutural, que conduz à pobreza muitas das pessoas que perdem o emprego e à dificuldade que encontram em retomar uma nova atividade laboral, compatível com capacidades académicas e profissionais próprias. Um outro fator que importa referenciar, pelo contributo que dispensa à taxa de pobreza, é a educação. Ao analisar os dados sobre a frequência do ensino secundário, e considerando o intervalo etário entre os 18 e os 24 anos residentes em Portugal constata-se que desta, apenas 40% é detentora de pelo menos o ensino secundário, o que é quase metade do que se verifica na Europa dos 28, em que este número ascende a 75,2%. Este indicador é muito relevante para explicar as acrescidas dificuldades de inserção profissional e social da população portuguesa e que contribui para elevar o número de pessoas dependentes de baixos salários, ou de prestações sociais às quais o acesso tem sido cada vez mais condicionado, por motivos cuja discussão não se enquadra no âmbito desta análise.
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Estratégias de inserção profissional dos jovens potenciais empreendedores da Universidade do Minho

Estratégias de inserção profissional dos jovens potenciais empreendedores da Universidade do Minho

Por fim, é importante referirmos que os indivíduos que optam pelo empreendedorismo enquanto estratégia de inserção na vida ativa, podem ser motivados quer pela necessidade, quer pela oportunidade. Posto isto, podemos dizer que existem dois tipos de empreendedorismo, designadamente o empreendedorismo por necessidade e o empreendedorismo por oportunidade. Quanto à oportunidade, este tipo de motivação surge quando se projetou uma ideia de negócio caraterizada pela inovação e pela potencialidade de expansão da área no mercado, cuja aplicação em prática permitirá que o indivíduo – para além da sustentabilidade própria, uma vez que um dos objetivos principais pode ser a de aumentar o rendimento face à condição de empregado por conta de outrem - contribua para a sustentabilidade e competitividade do país. No entanto existem situações heterogéneas, por exemplo, o facto de alguém decidir criar o próprio emprego porque quer ser independente e sentir-se realizado pode funcionar como uma necessidade – de independência e autorealização – e como uma oportunidade – de se tornar independente e realizado. O empreendedorismo por necessidade está relacionado com as dificuldades de inserção profissional, surgindo a criação do próprio emprego como uma alternativa de inserção no mercado de trabalho. No caso português, de acordo com um relatório produzido pela Edit Value (2007), o empreendedorismo por necessidade é mais comum do que o empreendedorismo por oportunidade, provavelmente devido ao desemprego crescente que se tem vindo a verificar nos últimos anos.
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Perfil do médico recém-formado no sul do Brasil e sua inserção profissional.

Perfil do médico recém-formado no sul do Brasil e sua inserção profissional.

O conhecimento do perfil e inserção profissional dos recém-formados possibilita ajustes na educação médica. Este estudo avaliou 107 egressos de instituição privada no sul do país, utilizando questionário eletrônico autoaplicável. Houve participação similar de jovens de ambos os sexos e maior concentração masculina na área de cirurgia geral. Os egressos estão inseridos no mercado de trabalho público e privado. A maioria faz plantões extras em serviços de emergência e cirurgia do trauma, onde há maior necessidade de habilidades clini- cas e cirúrgica. Esses achados apontam que a formação cirúrgica adequada durante a graduação é fundamental para a empregabilidade.
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Nivelação e desigualdade na inserção profissional de diplomados do ensino superior

Nivelação e desigualdade na inserção profissional de diplomados do ensino superior

internacional (Hout, 1988; Torche, 2011; Bernardi, 2012; Bukodi e Goldthorpe, 2011; Mastekaasa, 2011; Opheim, 2007; Triventi, 2011), raramente beneficiou de tratamento por parte da sociologia portuguesa (Abrantes, 2011; Seabra, 2009). Em segundo lugar, os estudos que trabalham o tema chegam a resultados menos con- vergentes do que os que focalizam a sua atenção nas duas linhas anteriores. Se várias análises, sobretudo as realizadas na Europa, reportam que o impacto das origens sociais nos destinos profissionais se torna legível mesmo entre os indivídu- os que possuem graduações do ensino superior (Ballarino, Bernardi e Panichella, no prelo; Bernardi, 2012; Bukodi e Goldthorpe, 2011; Erikson e Jonsson, 1998; Han- sen, 2001; Mastekaasa, 2011; Zella, 2010), outras, mais associadas à produção socio- lógica norte-americana, assinalam que as posições hierárquicas alcançadas no mercado de trabalho revelam considerável autonomia dessas mesmas prove- niências (Hout, 1988; Hauser e Logan, 1992; Warren, Sheridan e Hauser, 2002). A disparidade de resultados continua por vezes a evidenciar-se, mesmo se nos cir- cunscrevermos aos estudos realizados num único país. A título de exemplo, uma análise recentemente realizada nos EUA chama a atenção para o efeito das origens sociais na inserção profissional entre os diplomados que dispõem de recursos aca- démicos com maior cotação (Torche, 2011), afastando-se assim, parcialmente, das conclusões dos estudos de Hout (1988) ou de Hauser e Logan (1992), realizados nesse mesmo país. Por seu turno, algumas investigações europeias sugerem que as origens sociais têm pouco impacto no percurso profissional dos diplomados (Opheim, 2007; Vallet, 2004), e que esse efeito é tanto menor quanto mais distinti- vos forem os recursos académicos por eles alcançados (van de Werfhorst, 2002).
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Efeitos da escolaridade nos padrões de inserção profissional juvenil em Portugal

Efeitos da escolaridade nos padrões de inserção profissional juvenil em Portugal

rendimentos mais altos e aos grupos sociais de topo da hierarquia profissional, nome- adamente aos quadros superiores da administração pública e aos especialistas e profissionais intelectuais e científicos. Com diplomas escolares ao nível do ensino superior (bacharelato, licenciatura, mestrado e doutoramento), estes jovens trabalha- dores integram-se em actividades da economia soft no designado segmento primário do mercado de trabalho, muito provavelmente na sua modalidade dos mercados profissionais de trabalho. Adicionalmente são trabalhadores que, ao deterem um capi- tal escolar que lhes é, no momento em análise, reconhecido, se encontram a capitalizar saberes escolares, por intermédio de uma experiência profissional, que lhes propor- ciona serem detentores de instrumentos facilitadores de mobilidade, quer profissional quer organizacional. O perfil de inserção profissional 1 representará para algumas organizações um conjunto de trabalhadores de elevado potencial, e daí procurarem retê-los a partir de modalidades de gestão de mão-de-obra satisfatórias. Saliente-se que este perfil profissional se encontra, ainda que de uma forma ténue, positivamente afecto às jovens trabalhadoras, o que será um indício do reconhecimento por parte do mercado de trabalho da presença mais intensa das mulheres no ensino superior, desde meados dos anos 80 do século XX em Portugal (Alves, 2008a).
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Formação e reconversão profissional: o impacto de um Gabinete de Inserção Profissional nas trajetórias de reconversão profissional

Formação e reconversão profissional: o impacto de um Gabinete de Inserção Profissional nas trajetórias de reconversão profissional

Durante o primeiro mês de estágio foram facultadas orientações, regras e procedimentos administrativos. O principal objetivo prendeu-se com a integração na entidade e com a compreensão das tarefas praticadas pelo serviço. Considero importante destacar, neste ponto que, o GIP é uma estrutura extremamente organizada, numa lógica algo burocrática, orientado por documentos e processos. Por esta razão, nos primeiros contactos com a instituição, apresentaram- me todos os processos que davam conta da missão e finalidade do Gabinete de Inserção Profissional e, saliento que foi bastante importante para mim, enquanto elemento externo, ter acesso aos processos metodicamente organizados e descritos com as devidas funções e objetivos operacionais, para me sentir preparada e integrada no serviço.
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Inserção profissional de pessoas com deficiência intelectual: o contributo da formação profissional

Inserção profissional de pessoas com deficiência intelectual: o contributo da formação profissional

esteve três meses, seis meses (…)”(E/e3). A formação profissional assegura à entidade empregadora que estas pessoas já têm algumas competências adquiridas, como sendo competências técnica, pessoais e sociais: “(...) é a tal importância que em eles terem recebido vocês [entidade formadora] que o que é que é trabalhar, o que é que é estar numa fábrica, o que é que é estar num escritório, e portanto isso normalmente corre bem, nunca tive problemas portanto…”(E/e2), “Em relação à parte social, eu acho que aí é que vêm mesmo com uma grande vantagem em relação a pôr um jovem de início que muitas vezes não está adaptado ao rigor de um horário, ao rigor da hora de almoço, do refeitório portanto isso aí eles já vêm com esse princípio, o que é bom.”(E/e2), “Ele vem com um objectivo (...)”(E/e2), “(...) nota-se que é muito importante a maneira de como eles já vêm, e portanto…” (E/e2), “Sim, pelo menos essa parte eles sabem o que é, isso pelo menos, todos eles… nunca tive esse problema.”(E/e2) “(...) eu acho que isso tem a ver com aquilo que vocês [entidade formadora] fizeram, eu acho eu, essa parte é mais… eu tenho a certeza que sim! (E/e2). Dos dados obtidos, salientamos ainda a preferência atribuída por este percurso formativo ao invés de um percurso formativo regular “(...) eu acho que sim, praticamente isso foi fundamental, porque já tive jovens, portanto de outra área, que vêm de liceus normais, que têm insucesso na escola e depois não se conseguem adaptar da maneira como ele se adaptou, portanto eu acho muito importante.”(E/e2). Estes resultados são congruentes com outras análises feitas na literatura que consideram a formação profissional enquanto carimbo de aquisição prévia de determinadas competências essenciais à inserção profissional, conforme os dados da literatura (Neves, 2001; Fernandes, 2007; Cação, 2007; Martins, 2001; Benedita, 2001; Costa et al., 1997, entre outros).
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COMPETÊNCIAS E INSERÇÃO PROFISSIONAL DE ADMINISTRADORES EM SUSTENTABILIDADE

COMPETÊNCIAS E INSERÇÃO PROFISSIONAL DE ADMINISTRADORES EM SUSTENTABILIDADE

Conforme pode ser observado na tabela acima, muitas das competências para sustentabilidade identificadas pelos autores incluem as competências já tradicionalmente associadas à formação dos administradores, tais como: pensar estrategicamente, possuir iniciativa, criatividade e determinação, capacidade de comunicação, capacidade de elaboração e consolidação de projetos, competência para trabalho em equipe e em rede, visão de mundo ampla e global, desenvolvimento de pensamento crítico e entendimento de questões técnicas. Como competências específicas para o desenvolvimento sustentável, destacam-se: trabalhar interdisciplinarmente, ter ética e senso de justiça, ter empatia, compaixão e solidariedade e ter habilidade espiritual, que sustente a motivação para o trabalho. Estas parecem ser competências e habilidades mais ligadas a valores pessoais ou “ao saber ser” conforme proposto por Mather et al. (2011). No Brasil, uma iniciativa de formar administradores com competências especificas para sustentabilidade teve seu início em 2005, com o curso de Bacharelado em Administração com linha e formação especifica em gestão ambiental do Centro Universitário Senac em São Paulo. De forma a avaliar como este processo de formação contribuiu para o desenvolvimento destas competências em seus egressos e suya inserção profissional, detalha-se a seguir os procedimentos metodológicos adotados nesta pesquisa.
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A inserção profissional de diplomados de cursos profissionais: um estudo numa escola profissional

A inserção profissional de diplomados de cursos profissionais: um estudo numa escola profissional

Casal afirma que a inserção profissional (que designa com a expressão itinerário biográfico de transição entre educação e trabalho) tem uma componente social e outra biográfica. A componente social do processo de transição entre educação e trabalho refere-se ao meio em que estamos inseridos, às influências que de cada indivíduo ao longo da vida, às suas condições económicas que no fundo afetam toda a vida de um jovem ou adulto, como ainda as instituições de educação e formação e o mercado de emprego. De uma forma redutora podemos afirmar tratar-se de tudo o que não é exatamente controlado pelo indivíduo. Já a componente biográfica refere-se às opções e orientações dos sujeitos, bem como dos seus amigos e colegas mais próximos (pares) e do seu agregado familiar, bem como à capacidade do indivíduo se adequar às situações e corresponder com as melhores decisões (Casal, 2003: 180).
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A aprendizagem universitária pós- graduada e inserção profissional.

A aprendizagem universitária pós- graduada e inserção profissional.

ro ao nível dos mestrados e agora ao nível dos doutoramentos. Associado ou decorrente destes processos a universidade acabou por adoptar novos modelos de funcionamento internos e de relacionamento, quer com o poder central, quer com os poderes locais de natureza política, económica, cultural e tecnológica. Deste processo importa dar realce à problemática da autonomia adquirida e o que tal implicou na necessidade de a universidade se avaliar e ser avaliada, de prestar contas e de criar uma imagem positiva, tanto a partir da sua estrutura, funcionamento e produtos que produz, como das representações sociais sobre ela existentes. Neste sentido o estudo da realidade objectiva e da forma como os agentes, especialmente os mais directos, se pronunciam sobre a universidade pode apresentar-se como uma mais-valia nos processos de avaliação da universidade, quer externa, quer interna neste caso ao nível da auto-avaliação. Relativamente à apreciação que os inquiridos (mestres e doutores) fazem a um conjunto de aspectos relativos à universidade, constata- se que os processos de aprendizagem quanto à pertinência dos conteúdos, quanto às metodologias de ensino-aprendizagem e ainda quanto aos recursos humanos e materiais foram em termos gerais bem avaliados o que ocorreu também ao nível dos diferentes indicadores. De igual forma, a maioria dos inquiridos apreciou de forma bastante positiva os processos de inserção no sistema de emprego/trabalho, bem assim como as suas trajectórias profissio- nais e de inserção na vida activa e, ainda, a existência de elevados níveis de satisfação com os proventos materiais, com a actividade profissional e com o nível de realização pessoal.
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Relatório Inserção Profissional Licenciados 2010 2011

Relatório Inserção Profissional Licenciados 2010 2011

No  que  concerne  à  situação  profissional  dos  licenciados  intervenientes  no  estudo  conclui‐se  que  cerca de 67% estão atualmente empregados. Contudo, não se pode deixar de referir as assimetrias  existentes  entre  as  diversas  escolas  do  IPS  e,  sobretudo,  entre  os  diversos  cursos  ministrados,  conforme  se  verifica  através  dos  dados  apresentados  por  escola.  Com  efeito,  é  a  ESCE/IPS  e  a  ESS/IPS que apresentam as taxas de emprego mais altas (71,2% e 78,3%, respetivamente), sendo  no  entanto  alguns  dos  cursos  ministrados  na  ESTS/IPS  a  apresentarem  níveis  de  emprego  mais  altos,  nomeadamente  em  Engenharia  da  Automação,  Instrumentação  e  Controlo,  Engenharia  Informática,  Tecnologia  e  Gestão  Industrial  regime  noturno,  onde  100%,  90%  e  83,3%  dos  inquiridos,  respetivamente,  estão  inseridos  no  mercado  de  trabalho  o  que,  de  certa  forma,  consubstancia o preconizado por Alves (2007), quando refere que alguns domínios disciplinares nas  áreas das Engenharias e Informática oferecem melhores oportunidades de inserção profissional. De  referir  também  que  7,7%  dos  licenciados  estão  atualmente  a  realizar  estágio  profissional  e  7,4%  estudam a tempo inteiro. 
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AJ Almeida   Modos de inserção dos licenciados em GRH

AJ Almeida Modos de inserção dos licenciados em GRH

A problemática da inserção profissional tem vindo a adquirir uma elevada visibilidade social e a ocupar um lugar de destaque na agenda da investigação científica. Tal visibilidade e destaque resultam não tanto de estarmos perante um fenómeno social novo mas, sobretudo, dos contornos que este tende a assumir num contexto em que a uma oferta crescente de diplomados com elevados níveis de escolaridade nem sempre tem correspondido uma capacidade de criação de empregos capaz de romper com o desemprego estrutural que tem sido apanágio das sociedades contemporâneas. Esta nova realidade tem feito com que os processos de inserção profissional sejam cada vez mais prolongados no tempo e atravessados por ritmos diferenciados em função quer das dinâmicas socioeconómicas do momento quer das estratégias dos diferentes actores sociais envolvidos de que se destacam os próprios diplomados, os responsáveis pelas empresas e os poderes públicos, na sua dupla condição de empregador e de regulador do funcionamento dos sistemas de educação, formação e emprego.
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INSTITUTO SUPERIOR MIGUEL TORGA

INSTITUTO SUPERIOR MIGUEL TORGA

Introduced in the year 1996 by Law nº 19-A/96 of 29 th June, as the provision of income support, the R.S.I. has introduced increasingly more refined forms of selection of its clientele, either by redefining the concept of aggregate and assessmento of their income, or the contractual provision, by increasingly strenthening the penalties for failure in relation to employment and training.The overall goal is to understand how the process of entering the work market is made and the opportunities of (un)inclusion arising from it for the beneficiaries. It was also sought to analyse the configuration of the proposals offered under the insertion contract to men and women, to the “old” and the “new” poor.Consequently, exploratory interviews were made to the technicians of Centro de Emprego e Formação Profissional Entre Douro e Vouga (CEFP- EDV) (Emloyment and Training Centre); Gabinete de Inserção Profissional (GIP) (Professional Insertion Office) and Núcleo Local de Inserção (Local Insertion Group) (NLI) of Stª Mª da Feira. The survey was carried out through a questionnaire to the beneficiaries of the R.S.I. with Insertion Contracts for placement in the labour market.The CEFP-EDV and GIP technicians expressed diffficulties in monitoring and career management of the benefeciaries due to overhead and bureaucratic nature of the tasks recquired in their institutions. The beneficiaries also considered that CEFP-EDV is neither efficient nor effective in placing people in the work market thus not fulfilling the function for which they are legally assigned. Men are largely benefitted in relation to the Job Centre, compared to women, because they get more job offers and training. The “old poverty” appears to be installed in unemployment and provision for l onger than the “new” poor. These are rarely called up by CEFP-EDV. It is the informal networks that have a more active and leading role in the process of job placement. For the questioned population entering the job market does not itself constitute a solution to ending poverty.
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