Integração regional

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A experiência da integração europeia e seu potencial para a integração regional.

A experiência da integração europeia e seu potencial para a integração regional.

Para que a integração regional avance, é necessário que os Estados membros tenham sucesso em promover a resolu- ção coletiva de problemas concretos de maneira positiva. Essa é a principal lição proferida pelo teórico funcionalista original da integração, David Mitrany (1946). Desde o iní- cio, a integração não deve se ocupar somente da remoção de barreiras (integração negativa), mas também da criação de políticas comuns para regular e distribuir benefícios (integração positiva) (Scharp, 1996, pp. 15-39). Em rela- ção à distribuição dos benefícios, a melhor, é claro, alcan- ça o “ótimo de Pareto”, quando todos ganham e ninguém perde. Mas isso é muito pouco realista. A distribuição de benefícios pode ser (e quase sempre é) desproporcional em certos momentos, mas é fundamental assegurar uma distribuição proporcional ou “justa” a longo prazo. Ato- res participantes devem ser encorajados a pensar em ter- mos de ganhos absolutos e não relativos. É extremamente importante selecionar uma área funcional que seja, no começo, indiscutivelmente “dissociável” e “interconec- tada”. Dissociável significa que a área deve ser capaz de se manter à parte e de gerar benefícios suficientes por si mesma. “Interconectada” significa que a área pode gerar efeitos secundários que requerem atenção e engendram coalizões de apoio positivas através das fronteiras. A libera- lização do comércio é uma forma de integração “puramen- te negativa” e dificilmente produz efeitos de “transborda- mento” de modo a contribuir para a integração regional. Além disso, as ALCs geram resistência demais por causa de interesses específicos (e às vezes com boas conexões) e deixam em aberto múltiplas oportunidades para fraudes e evasões em sua aplicação.
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ASPECTOS JURÍDICOS DA UNIFICAÇÃO MONETÁRIA NOS PROCESSOS DE INTEGRAÇÃO REGIONAL

ASPECTOS JURÍDICOS DA UNIFICAÇÃO MONETÁRIA NOS PROCESSOS DE INTEGRAÇÃO REGIONAL

Carla Amado Gomes 107 faz uma interessante análise do conceito de soberania em face dos processos de integração regional, argumentando que a evolução do mundo moderno fez com que a comunitarização trouxesse a perda de autonomia decisória do Estado, seja interna, seja internacional. O respeito aos compromissos internacionais o vincula não só evitando que prossiga em políticas que inviabilizem o cumprimento dos objetivos da organização em que se insere, mas também fazendo-o dar sua contribuição para que essas políticas se concretizem no espaço comunitário, tudo em linha com a solidariedade comunitária. Tais limitações à tradicional independência do Estado terminam por fazer com que se abandone o tradicional conceito de soberania quantitativa, para abraçar uma nova realidade, a soberania qualitativa:
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Eleições, política externa e integração regional

Eleições, política externa e integração regional

O artigo analisa a relação entre regimes políticos domésticos e integração regional. O argumento central é que a tese que indica que uma convergência política maior com outros regimes de esquerda da região impulsionará o aprofundamento da integração sul-americana embute um paradoxo ainda não explorado nos debates. Embora seja defensável a idéia de que governos de esquerda tenham maior propensão a conferir apoio político ao regionalismo sul-americano, é igualmente verdadeira a idéia de que regimes presidencialistas de esquerda são menos propensos à supranacionalização de normas e à cessão de soberania a instâncias supranacionais. O artigo apresenta breve revisão da literatura a respeito da relação entre política doméstica (regimes políticos e partidários) e produção da política externa e, com respaldo nessa discussão, analisa o tema dos acordos comerciais nas eleições sul-americanas, com ênfase no caso brasileiro.
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Aspectos da integração regional em defesa no Cone Sul

Aspectos da integração regional em defesa no Cone Sul

Deve-se registrar ainda que os esforços de integração, especialmente os impulsionados entre Brasil e Argentina, também foram dirigidos para a redução da influência dos EUA sob os países da América do Sul. Na área da Segurança e Defesa, a integração brasileiro – argentina deve funcionar como ponto de partida para a integração de toda a região, pois, conforme Saint-Pierre (2006), o governo brasileiro, por causa da posição geográfica e política na América do Sul, defende que esta região possui uma “identidade estratégica” diferente daquela das demais regiões do Continente. Citando o embaixador Chofi, “A democracia, a integração regional, nossa crescente comunhão de valores contribuem para que a América do Sul também se consolide como uma zona de paz, onde a cooperação e a busca conjunta da estabilidade e da prosperidade levaram à superação definitiva das rivalidades do passado, criando uma teia irreversível de interesses e oportunidades” (Apud Saint-Pierre, 2006: 18).
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O Mercosul e a integração regional dos mercados acionários argentino e brasileiro.

O Mercosul e a integração regional dos mercados acionários argentino e brasileiro.

com o mercado chileno provavelmente se deve a fatores como a redução das restri- ções ao investimento estrangeiro, que, no caso da América Latina, vem primordial- mente dos Estados Unidos, à emissão e ne- gociação de títulos argentinos e brasileiros na forma de ADRs no mercado americano e ao crescente número de fundos de ações focalizando a região ou países da região. Os resultados que encontramos para os mode- los de integração confirmam o que as cor- relações bivariadas crescentes já indicavam. No caso do cone sul, os elos entre os merca- dos se traduziram em uma maior integração regional.
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OS DESAFIOS À INTEGRAÇÃO REGIONAL NO ÂMBITO DO MERCOSUL

OS DESAFIOS À INTEGRAÇÃO REGIONAL NO ÂMBITO DO MERCOSUL

O processo de integração regional suscita a alteração de princípios estruturais e essenciais dos Estados que acarretam modificações em alguns pontos do direito internacional clássico.A integração regional é promovida por Estados soberanos mediante a celebração de tratados internacionais e tem por finalidade abolir as barreiras para consagrar a livre circulação de bens, pessoas, mercadorias e capitais. No continente americano existem alguns blocos que procuram alcançar as várias etapas do processo integracionista. Neste estudo, ganha relevo o MERCOSUL que atualmente é formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai tendo o presente artigo o escopo de empreender um breve estudo sobre os desafios à integração regional no âmbito do MERCOSUL levando-se em consideração os aspectos atinentes aos Direitos Humanos, solução de controvérsias, defesa nacional e justiça.
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Crescimento e integração regional no Sudeste Asiático

Crescimento e integração regional no Sudeste Asiático

desenvolvimento e industrialização do Japão foram um motivo de curiosidade assim como as elevadas taxas de Crescimento Económico das novas economias industrializadas da Ásia (caso da Coreia do Sul e de Taiwan). As economias anteriormente referidas são sobretudo caracterizadas pela sua diversidade e complementariedade económica e por uma forte expansão do comércio e investimento. Para além disso, existe uma crescente interdependência por parte do comércio e investimento (Hitosubashi Daigaku, 1994). A Integração Regional sem acordos formais, é uma das razões do aumento do Crescimento Económico destas economias devido, essencialmente, ao aumento do fluxo comercial - expansão do comércio externo - em que as economias são direccionadas para as exportações. Isto pode ser explicado por Akamatsu (1943, 1956 e 1961) através do modelo flying wild geese pattern – Modelo dos gansos voadores. Uma outra explicação da Integração
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"Neodesenvolvimentismo" brasileiro: implicações para a integração regional no âmbito do Mercosul.

"Neodesenvolvimentismo" brasileiro: implicações para a integração regional no âmbito do Mercosul.

RESUMO: Nos últimos anos, ações da política macroeconômica brasileira tem retomado princípios da política De- senvolvimentista que esteve em voga nos anos cinquenta. Elementos diferenciados foram merecedores da denominação “neodesenvolvimentista”, cujo princípio se pauta na intervenção direta do Estado no setor produtivo, estratégias de planejamento de médio e longo prazo e investimentos em infraestrutura, medidas as quais foram acrescidas a prioridade ao comércio exterior e intensiicação de políticas de assistência social. O neodesenvolvimentismo nacional é o foco de análise, neste texto, para a discussão sobre ações recentes na política de integração regional no âmbito do Mercosul. Este texto apresenta uma breve introdução sobre as características da política macroeconômica, discute eventos selecionados da conjuntura internacional e termina por oferecer um quadro sobre as perspectivas e limitações para o fortalecimento da integração nacional em se considerando os dois vetores da macroeconomia e da conjuntura internacional.
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Movimentos pendulares e integração regional no leste fluminense

Movimentos pendulares e integração regional no leste fluminense

A média aritmética destas estimativas revela os elevados graus de integração regional (GIR) nos dois períodos analisados (Figura 3). Em 2000, a maior integração era observada entre os municípios do Norte Fluminense. Campos dos Goytacazes era o município com o maior grau de integração (0,67). São João da Barra protagonizou a menor interação com Macaé, dentre os municípios do Norte Fluminense. No entanto, chamamos a atenção para os municípios do arranjo populacional de Cabo Frio, que, apesar de se integrarem em menor intensidade, já se mostravam influenciados pelo dinamismo econômico de Macaé. Dois fatores ajudam a compreender esse cenário: o dinamismo econômico próprio dos municí- pios litorâneos diretamente associado ao turismo e à indústria salineira; e a polarização exercida pela Região Metropolitana do Rio de Janeiro nesse arranjo.
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Corrupção e integração regional:  Uma análise da grande corrupção no contexto de política externa brasileira de integração regional a partir de bases históricas e político institucionais

Corrupção e integração regional: Uma análise da grande corrupção no contexto de política externa brasileira de integração regional a partir de bases históricas e político institucionais

As práticas corruptas do capitalismo de laços que se desenvolveram historicamente no Brasil ao encontrarem brechas político-institucionais do nosso sistema político teriam aproveitado uma oportunidade para se disseminar consistentemente para outros países da América Latina no momento de fomento de uma política de integração regional, que neste trabalho é tratadas nos marcos do lançamento da Iniciativa para Integração da América do Sul, IIRSA, em 2000, ainda no governo de Fernanda Henrique Cardoso e que alcançou o seu auge nos dois governos posteriores do ex-presidente Lula. Nesse sentido, são tratadas neste trabalho as condicionantes da política externa do governo Lula que alçou o país a uma posição de destaque nas relações internacionais seguindo os princípios universalista da política externa e do uso do desenvolvimento como vetor de inserção internacional ao mesmo tempo em que, por meio do impulso à maior internacionalização das empreiteiras brasileiras – que já vinham se internacionalizando desde a década de 1970 – impulso esse pautado em uma diplomacia presidencial ativa e seu braço financiador, o BNDES, foram criadas condições únicas na histórica da política externa brasileira para que a elite empresarial internacionalizasse também o seu modus operandi do capitalismo de laços baseados em práticas de corrupção.
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Brasil e Venezuela - cooperação e integração econômica : corredor de integração regional Amazonas     - Roraima - Bolivar - Orenoco

Brasil e Venezuela - cooperação e integração econômica : corredor de integração regional Amazonas - Roraima - Bolivar - Orenoco

De acordo com a teoria corrente, os regimes internacionais podem se formar ou se transformar movidos por forças espontâneas oriundas da sociedade ou por forças intencionalmente postas em ação por governos que enxergam objetivos estratégicos na formação de regimes que integrem a economia e a política de seus países entre si ou com a realidade global. A história aponta que nos processos de integração mais bem sucedidos as duas forças operam reforçando-se mutuamente (YOUNG, 1981, p. 51). Por exemplo, a história da União Europeia mostra que tanto a integração regional quanto a integração dos países que a compõem em relação à economia e à política em escala mundial constitui processo, ao mesmo tempo, espontâneo e induzido pela ação de governantes. O lado espontâneo do processo data de séculos onde a geografia fez com que a interação entre os estados organizados fosse cada vez mais intensa desde os tempos medievais. Simultaneamente à ocorrência de conflitos entre governantes ou corpos políticos estatais, os mercadores construíam rotas e arranjos para organizar suas atividades de troca, principalmente porque nas épocas de guerras são indispensáveis a produção e comercialização de armas e seus suprimentos, além da necessidade de se manter a produção e comercialização de produtos básicos como alimentos, vestuários, habitação e transportes.
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Pensamento brasileiro e integração regional.

Pensamento brasileiro e integração regional.

mos o pragmatismo responsável, a partir do pensamento de Azeredo da Silveira, tendo em vista a existência parcial de algumas coincidên- cias analíticas. Na quarta seção, analisaremos a doutrina da ESG, sobretudo as ideias de Golbery do Couto e Silva, que teve importância considerável durante o regime militar brasileiro e contribuiu para a formulação de relações na região. Na quinta seção, abordaremos o modo como as ideias da CEPAL foram absorvidas no Brasil, com ênfase nas concepções de Celso Furtado, relacionando-as à visão de América Latina. Discutiremos também as concepções de dois intelec- tuais brasileiros ligados à teoria da dependência, Fernando Henrique Cardoso e Ruy Mauro Marini. Na sexta seção, veremos as ideias re- centes relacionadas à integração, principalmente de Celso Lafer e de Samuel Pinheiro Guimarães, que identificamos como bastante repre- sentativas do pensamento contemporâneo. Nas considerações finais, delimitaremos os principais aspectos do pensamento brasileiro sobre a integração regional. Argumentaremos que, se no século XIX e na maior parte do XX a questão regional não esteve no centro das preo- cupações, houve mudanças nos anos 1980 e 1990 e no século XXI no sentido de incorporar a ideia de integração da região como um tema de peso intelectual e político.
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Prerrogativas estatais, integração regional e lógica distributiva.

Prerrogativas estatais, integração regional e lógica distributiva.

Todavia, o lastro onde repousa as fundações mercosulinas é marca- do pela vontade recíproca de Argentina e Brasil de arrimar seus respectivos processos incipientes de redemocratização num espaço exógeno de regulação política visando a incrementar o nível de irreversibilidade de tais processos. Além disso, tenta-se ancorar as transformações econômicas do Estado e sua projeção estratégica internacional num patamar intermediário cujas premissas de funcionamento respondam às novas categorias de demandas planetárias: eficiência, rapidez, prática cidadã e preservação ecológica. Assim, contraria- mente à UE, há que se verificar que a centralidade da ação dos parceiros mer- cosulinos encontra-se calcada em fatores que diferem daqueles que, outrora, fundaram o processo europeu de integração. De fato, não existe no Cone Sul um pretérito pontuado de guerras 34 , nem um cenário de possível conflagração
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Contribuição para uma apreciação jus-internacional da integração regional africana

Contribuição para uma apreciação jus-internacional da integração regional africana

163 integradas umas em relação às outras, constituindo um todo homogéneo e coerente”. Ainda, segundo o autor que citamos, a integração parte da premissa de que não há custos de transporte, que há ausência de direitos aduaneiros e que os impostos que incidem sobre as actividades económicas são análogos, constituindo, desta feita, “espaços perfeitamente integrados através das leis do mercado. ” Eduardo de Medeiros refere-se também ao conceito de “integração económica internacional” referindo-se a Peter Robson, que a apresenta como algo com objectivos mais vastos do que a mera eficácia e eficiência na afectação de recursos que decorre da integração de esforços produtivos e distributivos no âmbito de uma determinada jurisdição territorial. Neste sentido, acrescenta, a integração pode contribuir para o “pleno emprego, o crescimento económico-social, a distribuição internacional do rendimento, etc.” Timbergen, também citado por Medeiros, próximo desse conceito mais alargado de integração (o de Robson), desdobra-o em dois referindo-se, por um lado, à integração negativa, que deve ser entendida como a que elimina uma série de entraves como as restrições à circulação e vários tipos de discriminação, e, por outro lado, à integração positiva, aquela que trata de implementar um conjunto de medidas para promover a harmonização de políticas no espaço integrado. Para completar este quadro, para o qual sugere que Timberguen deu uma contribuição de relevo, Medeiros arrola uma série de vantagens que, para si, a Teoria da Integração Económica Internacional procura equacionar para os agrupamentos internacionais em causa, tais como, entre outras: o aumento da produção resultante da divisão internacional do trabalho e do aproveitamento das economias de escala; a melhoria das trocas comerciais na área, em relação a países terceiros; outras melhorias induzidas pela rapidez de intercomunicabilidade de múltiplas experiências de natureza tecnológica e pelo fluxo de capitais. Termina referindo-se a dois tipos de concepção de integração económica: o conceito liberal, que, na esteira de Adam Smith, acredita no sucesso total do alcance dos objectivos preconizados pela integração económica, contando-se essencialmente com a intervenção das forças do mercado, numa área internacional dada; o conceito intervencionista (também intitulado estruturalista ou institucional) que defende a necessidade de uma certa intervenção política sobre os processos de integração.
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O processo de integração regional: fronteiras abertas para os trabalhadores do Mercosul.

O processo de integração regional: fronteiras abertas para os trabalhadores do Mercosul.

Contudo, nesse encontro em Ouro Preto, alguns avanços na área traba- lhista ocorreram, entre os quais a convocação, pela Comissão do Mer- cado Comum, da Primeira Conferência Regional de Emprego, consti- tuída pelos ministros do Trabalho, empregadores e sindicatos que apresentaram uma recomendação orientada para a implantação de medidas que facilitassem a criação de postos de trabalho no âmbito do Mercosul. Com esse objetivo, foi criado o Grupo de Alto Nível de Emprego, que, destinado a fortalecer a articulação entre os Ministérios de Economia, Produção, Desenvolvimento e Planejamento, deveria impulsionar a integração das políticas macroeconômicas, comerciais, educacionais e demais políticas de Estado. Paralelamente, nessa ocasi- ão, encomendou-se à Comissão Parlamentar Conjunta a redação de uma proposta de Protocolo Constitutivo do Parlamento do Mercosul, que, assinado na Cúpula de Presidentes, em 2005, deu lugar, em de- zembro de 2006, à constituição do referido Parlamento, finalmente instalado em Montevidéu, em maio de 2007.
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Os usos políticos locais da "integração regional".

Os usos políticos locais da "integração regional".

Não nos é possível explicar no âmbito restri- to deste artigo este complexo panorama, mas gos- taríamos de nos deter sobre um fator-chave para a compreensão tanto do curso das disputas sobre o sentido da integração como da imposição desse vocábulo como termo de uso comum por parte de todos os atores. Referimo-nos aos Encontros En- trerriano-rio-grandenses e às Reuniões de Municí- pios do Mercosul, eventos de grande escala, orga- nizados anualmente e que se tornaram uma instância fundamental na qual os múltiplos interes- ses contrapostos encontram uma possibilidade de se expressar. Por um lado, esses eventos congre- gam os diversos atores (funcionários, empresários da indústria e do comércio, produtores agropecuá- rios, profissionais, artistas, docentes, estudantes etc.) e lhes proporcionam a oportunidade de se fa- zerem ouvir em um foro público e de intercambiar idéias. Tais foram, com efeito, os objetivos que pre- sidiram sua organização desde o primeiro momen- to. Por outro lado, os Encontros/ Reuniões incluem uma série de instâncias altamente formalizadas que – à maneira dos rituais – expressam, objetivando- as, as concepções de seus organizadores a respei- to da integração, e que contribuem decisivamente, em última instância, para impor a linguagem de signos centrada nessa noção.
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A INTEGRAÇÃO REGIONAL: UM FENÔMENO MUNDIAL

A INTEGRAÇÃO REGIONAL: UM FENÔMENO MUNDIAL

Na tabela 2, estão os principais dados es- tatísticos relativos às bibliotecas escola- res, públicas, especializadas e universitá- rias dos países do Mercosul. Vale ressal- tar aqui a dificuldade em se conseguirem dados estatísticos atualizados e que te- nham maior abrangência sobre a real si- tuação bibliotecária nesse bloco regional. Mesmo assim, com os dados coletados, pode-se notar que, mesmo no Brasil, onde a situação parece ser um pouco melhor, o tamanho médio do acervo é baixo, compa- rado aos padrões internacionais. Nas bi- bliotecas públicas, por exemplo, o tamanho médio é 5 029 volumes; nas universitárias, ele atinge 8 735 volumes. No caso das bi- bliotecas universitárias, a situação também é gritante. No Brasil, o acervo total deste tipo de biblioteca atinge 8,5 milhões de vo- lumes, quantitativo menor do que o da Harvard University, por exemplo.
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Integração regional pragmática: a integração possível para o continente Sul-Americano

Integração regional pragmática: a integração possível para o continente Sul-Americano

Os conflitos da década de noventa não impediram a formação de blocos econômicos regionais em todas as partes do mundo. A criação do NAFTA (North American Free Trade Agreement), MERCOSUL (Mercado Comum do Sul) e a proposta de criação de uma Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) são exemplos deste fenômeno no continente americano. Na Europa, deu-se a aceleração do processo de integração do continente, que já havia iniciado na década de cinqüenta, com a participação dos países do leste europeus que estavam sob influencia da antiga União Soviética. No leste asiático, organizações políticas e de segurança passaram a instrumentalizar esforços para fomentar a integração econômica da região 1 .
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O mercosul no contexto da integração regional

O mercosul no contexto da integração regional

m itado na sua possibilidade de render crescimento para o país. Ele, em última instância, precisa ser revigorado periodicam ente pelo desenvolvimento da ativida­ de industrial. Assim, é da ativida­ de industrial que emerge, diga­ mos, o motor do desenvolvimen­ to nacional como um todo. E é nesse sentido que eu volto a mi­ n h a ate n ç ã o , no se n tid o da internacionalização, da globa­ lização e da regionalização para a área industrial mais do que qual­ quer outra, porque é aí que está o cerne do desenvolvimento. Creio q u e os esforços de internacionalização e, portanto, para a formação de blocos econô­ micos, o esforço d o Brasil na integração do MERCOSUL especi­ ficamente, devem contemplar as questões aqui abordadas que, em­ bora genéricas, conceitualizam o m undo da virada desse século. Portanto, a internacionalização deve priorizar investimento em qualificação, em educação. O re­ tom o social do investimento em educação tem se mostrado subs­ tancialmente maior do que os ou­ tros tipos de investimento, para g a ra n tir o salto d e q u e hoje estamos precisando; o Brasil em particular, e o mundo como um todo, nas suas relações internaci­ onais do intercâmbio, quer se tra­ te de investimentos diretos, quer se trate de comércio propriamen­ te dito. Precisamos desse salto, e ele depende do atributo de quali­ ficação da mão-de-obra até porque ficou provado, também, que essa ren o vação no âm b ito da
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A INTEGRAÇÃO REGIONAL: UM FENÔMENO MUNDIAL

A INTEGRAÇÃO REGIONAL: UM FENÔMENO MUNDIAL

Na tabela 2, estão os principais dados es- tatísticos relativos às bibliotecas escola- res, públicas, especializadas e universitá- rias dos países do Mercosul. Vale ressal- tar aqui a dificuldade em se conseguirem dados estatísticos atualizados e que te- nham maior abrangência sobre a real si- tuação bibliotecária nesse bloco regional. Mesmo assim, com os dados coletados, pode-se notar que, mesmo no Brasil, onde a situação parece ser um pouco melhor, o tamanho médio do acervo é baixo, compa- rado aos padrões internacionais. Nas bi- bliotecas públicas, por exemplo, o tamanho médio é 5 029 volumes; nas universitárias, ele atinge 8 735 volumes. No caso das bi- bliotecas universitárias, a situação também é gritante. No Brasil, o acervo total deste tipo de biblioteca atinge 8,5 milhões de vo- lumes, quantitativo menor do que o da Harvard University, por exemplo.
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