Internacionalização das empresas

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A INTERNACIONALIZAÇÃO DAS EMPRESAS PORTUGUESAS: A EXPERIÊNCIA BRASILEIRA

A INTERNACIONALIZAÇÃO DAS EMPRESAS PORTUGUESAS: A EXPERIÊNCIA BRASILEIRA

Embora não se deva menosprezar o IDE português si- multaneamente realizado noutros países, em particu- lar na Holanda e na Espanha, o Brasil surgiu como o destino mais saliente na internacionalização das em- presas portuguesas no período de 1995 até ao começo dos anos 2000, tanto em termos de fluxo como de stock (veja a Figura 1). A orientação clara para o Brasil do movimento desencadeado era tanto mais interessante quanto a própria internacionalização das empresas portuguesas se encontrava numa fase inicial, sendo pouco significativos ou irrelevantes os movimentos para investir no exterior nas décadas anteriores. De fato, na primeira metade dos anos 1990, a economia portuguesa reuniu um conjunto de condições favorá- veis à sua “descolagem” enquanto investidora no ex- terior (Silva, 2002b, p. 136-137). Destaque-se aqui a entrada do escudo no Sistema Monetário Europeu em abril de 1992 como símbolo do desaparecimento, pelo menos temporário, de restrições significativas na ba- lança de pagamentos. Essa nova situação habilitava as empresas portuguesas a empreender ações internacio- nais e, portanto, o investimento direto de uma forma mais livre.
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A internacionalização das empresas portuguesas: a experiência brasileira.

A internacionalização das empresas portuguesas: a experiência brasileira.

Embora não se deva menosprezar o IDE português si- multaneamente realizado noutros países, em particu- lar na Holanda e na Espanha, o Brasil surgiu como o destino mais saliente na internacionalização das em- presas portuguesas no período de 1995 até ao começo dos anos 2000, tanto em termos de fluxo como de stock (veja a Figura 1). A orientação clara para o Brasil do movimento desencadeado era tanto mais interessante quanto a própria internacionalização das empresas portuguesas se encontrava numa fase inicial, sendo pouco significativos ou irrelevantes os movimentos para investir no exterior nas décadas anteriores. De fato, na primeira metade dos anos 1990, a economia portuguesa reuniu um conjunto de condições favorá- veis à sua “descolagem” enquanto investidora no ex- terior (Silva, 2002b, p. 136-137). Destaque-se aqui a entrada do escudo no Sistema Monetário Europeu em abril de 1992 como símbolo do desaparecimento, pelo menos temporário, de restrições significativas na ba- lança de pagamentos. Essa nova situação habilitava as empresas portuguesas a empreender ações internacio- nais e, portanto, o investimento direto de uma forma mais livre.
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Processos de internacionalização das empresas brasileiras

Processos de internacionalização das empresas brasileiras

distância psicológica, mas é realizada considerando opções em todo o mundo. Resumindo o processo de internacionalização das empresas pesquisadas foi extremamente rápido e utilizou diversos mecanismos de entrada em diversos mercados externos. Segundo os autores, isso se deve ao envolvimento destas empresas em redes de relacionamento internacionais e ao direcionamento e suporte dado por parceiros estrangeiros. As escolhas sobre o mercado de entrada e o modo de entrada são claramente influenciadas pelos parceiros estabelecidos desde o início da vida da empresa e resultantes das redes de relacionamentos. A parceira de desenvolvimento de produtos no início do processo de internacionalização das empresas com empresas estrangeiras pode ser considerada como um movimento de internacionalização interno que irá facilitar o movimento de internacionalização externo da empresa (WELCH e LUOSTARINEN, 1993; KORHONEN et al., 1995). Esse comportamento também encontra suporte nos estudos de McDougall et al. (1994) que afirmam que empresas pequenas externalizam certas atividades a fim de minimizar riscos associados a expansão internacional. No momento em que essas empresas experimentam o sucesso no mercado internacional todas as empresas pesquisadas passam a querer aumentar seu controle sobre a rede de relacionamentos (maior autonomia nas decisões sobre desenvolvimento de produtos e relacionamentos, seleção de mercados e modos de entrada). Ou seja, a experiência e o sucesso no mercado fazem com que a empresa aumente seu conhecimento sobre mercado e gerenciamento de relacionamentos. Esse conhecimento resulta em maior comprometimento com o mercado e, portanto, aumenta o conhecimento (JOHANSON e VAHLNE, 1977). Enfim, esse estudo indica que as decisões de internacionalização e os padrões de crescimento das pequenas empresas de software, particularmente no que diz respeito à seleção incial e subsequente de mercados e ao modo de, são significativamente modeladas pelas suas redes de relacionamento formais e informais.
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A internacionalização das empresas portuguesas para os países da Europa Central e Oriental: fatores determinantes e modos de entrada

A internacionalização das empresas portuguesas para os países da Europa Central e Oriental: fatores determinantes e modos de entrada

Este trabalho de investigação teve como principal objetivo realizar uma análise exploratória dos fatores determinantes da internacionalização das empresas portuguesas para os Países da Europa Central e Oriental (PECO). O interesse por este tema resultou do facto de se constatar uma significativa presença de empresas portuguesas num conjunto de mercados que, apesar da sua adesão recente à União Europeia (de que Portugal também é país membro), constituem mercados geograficamente distantes de Portugal, com poucas afinidades históricas e culturais e relativamente desconhecidos da oferta nacional de bens e serviços. Tendo por referência este enquadramento foram formuladas duas questões de investigação: Quais foram os fatores determinantes da internacionalização das empresas portuguesas, via investimento direto estrangeiro, para os Países da Europa Central Oriental? Que modos de entrada foram utilizados pelas empresas portuguesas nessa expansão internacional para os PECO e que razões levaram a essas escolhas? Para resposta a estas questões de investigação foi realizada uma revisão da literatura que incidiu sobre as principais teorias da internacionalização empresarial, contemplando quer as chamadas “teorias económicas”, quer as “teorias de base comportamental”, e também um enquadramento dos PECO como destinos de investimento direto estrangeiro, incluindo investimento direto português. De seguida, e ao nível da investigação empírica, foi adotada uma metodologia de múltiplos estudos de caso, tendo sido selecionadas cinco empresas industriais portuguesas com investimentos nos PECO que foram alvo de uma análise detalhada e cruzada do seu processo de internacionalização. Esta investigação é finalizada com a apresentação e a discussão das principais conclusões da análise dos estudos de caso, sendo também mencionados os contributos deste trabalho para as empresas e para a academia, as suas limitações, e também sugestões de pesquisas futuras.
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A Adoção do E-Commerce e a Velocidade de Internacionalização das Empresas

A Adoção do E-Commerce e a Velocidade de Internacionalização das Empresas

Tendo em consideração o primeiro país para onde as empresas iniciaram o seu processo de exportação, podemos concluir que aquelas que se aventuram para fora da Europa, investem mais em I&D e em marketing e demoraram menos tempo a internacionalizar-se. Internacionalizar comporta custos e fazê-lo para mais distante do país de origem, ainda mais. Luo et al., (2005), comprovou que a experiência internacional dos administradores das ECCs e um bom investimento em I&D e marketing estão positivamente e significativamente associados com a velocidade da internacionalização das empresas. Analisando o número de contactos que as empresas possuem segundo uma escala de Likert, observamos que, quanto maior for o networking, menos tempo as empresas demoram a internacionalizar-se e investem bastante mais em I&D e marketing. De acordo com Zucchella et al. (2007), o networking poderá influenciar de forma mais significativa uma internacionalização mais rápida do que a precocidade (iniciar o processo de internacionalização nos primeiros 3 anos de atividade da organização).
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Internacionalização das empresas turísticas. Fatores críticos de sucesso na internacionalização de grupos hoteleiros portugueses

Internacionalização das empresas turísticas. Fatores críticos de sucesso na internacionalização de grupos hoteleiros portugueses

Quando o mercado espanhol ficou saturado, com a excessiva exploração do litoral espanhol e preços elevados na mão de obra, as empresas ibéricas começaram a repetir no exterior a experiência desenvolvida no mercado doméstico, de maneira a gerar novas fontes de receitas. Começaram a apostar na América Latina e em países de língua espanhola (Cuba e República Dominicana) e só na década de noventa, decidiram expandir-se para os ME (Sul da Ásia, Médio Oriente, América do Sul, África e países da ex-União Soviética). Hörnicke et al. (2008), referem as estratégias de crescimento, a diversificação de risco, a proximidade com o cliente, o melhoramento da imagem e a redução de custos como as principais razões de internacionalização das empresas espanholas. No caso da hotelaria portuguesa, verifica-se uma preferência pelos países culturalmente próximos como os PALOP. As ligações culturais, históricas e linguísticas presentes até ao dia de hoje, apresentam-se como um dos principais motivos para a internacionalização das empresas portuguesas (Gama, 2011).
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A internacionalização das empresas espanholas.

A internacionalização das empresas espanholas.

A internacionalização das empresas espanholas não resultou do acaso. houve a clara percepção de que, superados os anos de isolamento político e econômico durante a ditadura de Francisco Franco, que durou de 1939 a 1975, esse processo seria não apenas relevante como também necessário para a inserção ainda que tardia da Espanha no cenário internacional. Nesse sentido, foram estabelecidas políticas públicas com o propósito deliberado de estimular a internacionalização de empresas do país. Estas corresponderam a estratégias de expansão coordenadas pelo Estado por meio da implementação de mecanismos financeiros, informativos, institucionais e de proteção ao investimento externo espanhol.
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Estado e internacionalização das empresas multilatinas

Estado e internacionalização das empresas multilatinas

A Corfo, no setor pesqueiro, apoiou os estudos oceanográficos, a aquisição de barcos pesqueiros e a instalação de câmaras frigoríficas (San Vicente, San An- tonio, Coquimbo, Arica, Iquique, etc.). Além disso, entrou na captura, trata- mento e distribuição de pescado – absorção da Industria Pesquera Cavancha S. A. – e conserva (subscrição de 37,5% da Pesquera Tarapacá S. A.). A obra de mais destaque foi o porto de Iquique, que absorveu 32,5% de todos os recursos destinados à pesca. Na mineração, financiou a realização da carta geológica na- cional e estudos de detecção, criou o Instituto de Investigaciones Geológicas (1957), financiou empresas – Compañía Minera de Santa Fé (ferro), Compañía Minera e Industrial Bellavista S. A. (zinco), Lota e Schwager (ambas de carvão) e firmas de minerais não metálicos e enxofre – e aportou capitais – Empresa Mi- nera Mantos Blancos (6,19%), Pilpilco (58,59%), Colico Sur (99,67%) e Victoria de Lebu (99,46%). A primeira atuava na exploração de cobre e as restantes, na exploração de carvão (Martínez et al., 1989).
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Políticas públicas e internacionalização de empresas brasileiras.

Políticas públicas e internacionalização de empresas brasileiras.

Mais recentemente, o BNDES assumiu uma posição nuclear na concepção e operacionalização da concentração e centralização de capitais. O estatuto social do banco, em seu art. 9, inciso II, foi adaptado para apoiar a internacionalização das empresas brasileiras. O decreto n. 4.418, de 2002, permitiu ao BNDES as seguintes ações: 1) Financiar a aquisição de ativos e investimentos realizados por empresas de capital nacional no exterior, desde que contribuam para o desenvolvimento econômico e social do país; 2) Financiar e fomentar a exportação de produtos e de serviços, inclusive serviços de instalação, compreendidas as despesas realizadas no exterior, associadas à exportação; 3) Contratar estudos técnicos e prestar apoio técnico e inanceiro para a estruturação de projetos que promovam o desenvolvimento econômico e social do país ou sua integração à América Latina; 4) Utilizar recursos captados no mercado externo para inanciar a aquisição de ativos e a realização de projetos e
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Internacionalização de empresas de construção : o caso do Cluster AFCM

Internacionalização de empresas de construção : o caso do Cluster AFCM

Decorrente da análise, foi possível caracterizar o cluster, caracterizar as empresas membro e constatar as suas ponderações em determinados temas. De notar, que a estagnação dos mercados domésticos e o possível desenvolvimento da empresa são os principais fatores para a tomada de decisão de internacionalizar. Verificou-se ainda, que a principal vantagem de pertencer a um cluster é o seu modelo de cooperação empresarial que proporciona novas oportunidades de negócio, partilha de informação e inovação assim como o acesso a instituições e bens públicos. Adicionalmente, para que este tenha sucesso é preciso que a partilha de conhecimentos, confiança entre os participantes e o envolvimento sério e empenhado seja aplicado por todos os membros. Deste modo, a estratégia mais apontada pelos inquiridos como sendo a mais indicada num processo de internacionalização é o estabelecimento de consórcios com empresas locais. Finalmente, para efetuar a análise de risco têm como preferência o levantamento das condições nos mercados alvo, considerando os riscos económicos referentes às restrições da moeda e cambio, e os riscos referentes a diferenças culturais, e as mudanças na lei e regulamentação, como os que apresentam maior relevância. Posto isto, foi possível identificar os principais pontos-chave do cluster num processo de internacionalização das empresas da indústria da construção.
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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC-SP WILSON ROBERTO ISCARO MULLER

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC-SP WILSON ROBERTO ISCARO MULLER

A internacionalização de empresas brasileiras é tardia, mesmo quando comparada a países emergentes, inclusive a própria América Latina (Rocha, Silva e Carneiro, 2007). Ainda assim, este movimento em busca de novos mercados é cada vez mais comum à realidade do mercado brasileiro, pois, desde a abertura da economia brasileira no início da década passada, a competitividade tornou-se um imperativo para as empresas nacionais, sua sobrevivência depende de sua competitividade não apenas no mercado doméstico, mas cada vez mais em escala mundial. A relevância do Investimento Direto no Exterior (IDE) para a economia global é tal que ele já se tornou mais importante que o comércio no aporte de bens e serviços nos mercados externos (SAUVANT, 2007). A importância deste movimento pode ser constatada pelo fato de ser uma tendência também verificada no conjunto de países emergentes, cujo IDE tem aumentado mais rapidamente que o IDE dos países desenvolvidos; no caso do Brasil, mesmo tendo iniciado a internacionalização mais tarde, o país já se destaca com o maior volume de IDE entre os países latino-americanos (ALEM e CAVALCANTI, 2007). Frente a esta tendência global, a análise dos impactos da internacionalização no desempenho de mercado das empresas brasileiras torna-se importante para uma avaliação dos resultados dos primeiros anos de internacionalização das empresas brasileiras.
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Calçado : o deslumbramento pela internacionalização : erros que poderiam levar ao insucesso

Calçado : o deslumbramento pela internacionalização : erros que poderiam levar ao insucesso

Como ponto inicial, visando a obtenção de uma resposta válida à questão proposta, no capítulo seguinte é apresentada uma revisão da literatura sobre internacionalização e, em particular a internacionalização das empresas portuguesas. No seguimento desta é realizada uma descrição do setor do calçado em Portugal e nos mercados internacionais. Posto isto, é explanada a metodologia utilizada e os fatores que conduziram à escolha das empresas para estudos de caso, sendo que no capítulo subsequente se apresentam, os resultados obtidos dos já mencionados estudos e respectiva análise dos mesmos. O capítulo 5 está reservado á discussão dos estudos de caso e triangulação entre as referências bibliográficas, as questões de investigação e a análise efectuada. Finalmente, o último capítulo fica reservado para as conclusões, respectivas limitações, principais resultados e contributos de investigação, assim como para futuras investigações.
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Estratégias de internacionalização de empresas de construção nacionais

Estratégias de internacionalização de empresas de construção nacionais

A internacionalização das empresas de construção é cada vez mais frequente tanto em empresas portuguesas como nas empresas europeia. Segundo um estudo realizado pelos EIC (European International Contractors), o volume de negócios internacional das empresas de construção europeias aumentou 10,9% entre 2010 e 2011 correspondendo a 156,4 mil milhões de euros, sendo o valor mais alto desde 1980. Em termos gerais, as estatísticas desse mesmo estudo revelam a estabilização do volume de negócios realizados na América do Norte, África e Médio Oriente, o crescimento do mercado europeu e um aumento na Ásia, Austrália e América Central e do Sul. Dos países europeus do estudo, o país que mais internacionaliza é a França obtendo 29,91 milhões de euros de volume de negócios internacional em 2012, seguido da Alemanha e da Áustria. Portugal encontra-se na décima posição dos países europeus mais internacionalizados representando 2,6% do total do volume de negócios internacional das empresas de construção europeias (Figura 2.3) (AECOPS, 2013).
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PRINCIPAIS DESAFIOS DA INTERNACIONALIZAÇÃO DE EMPRESAS

PRINCIPAIS DESAFIOS DA INTERNACIONALIZAÇÃO DE EMPRESAS

Analisa o papel da educação corporativa (EC) no processo de internacionalização das empresas. Como o primeiro passo na definição de uma boa estratégia de educação corporativa é conhecer a realidade do foco do trabalho, os principais desafios que se colocam às empresas que decidem iniciar seus processos de internacionalização são verificados. Em seguida, se debruça sobre aqueles que podem ser considerados os principais fatores críticos de sucesso para o processo de internacionalização de uma empresa, ou seja, atendendo aos principais desafios identificados, quais deverão ser as soluções que não podem deixar de ser implementadas para que o processo possa vir a ter êxito. Conclui com a visão sobre o papel que a educação corporativa deve desempenhar nos esforços de internacionalização de uma empresa.
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CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTO DE PESQUISA PARA ANÁLISE DAS COMPETÊNCIAS EMPREENDEDORAS PARA EXPORTAÇÃO: um estudo com empreendedores de pequenas e médias empresas de Minas Gerais

CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTO DE PESQUISA PARA ANÁLISE DAS COMPETÊNCIAS EMPREENDEDORAS PARA EXPORTAÇÃO: um estudo com empreendedores de pequenas e médias empresas de Minas Gerais

As abordagens do processo de internacionalização adotadas nos modelos comportamentais buscam entender a tomada de decisão do indivíduo associadas à internacionalização das empresas. As transformações que vêm ocorrendo no mundo contemporâneo, em conseqüência de fatores como o aprimoramento da tecnologia, a derrubada de fronteiras nacionais e o entrelaçamento de mercados, decorrentes notadamente dos processos de globalização, têm resultado na demanda por um novo profissional, o qual apresente um perfil com competências sistematizadas. A contribuição deste trabalho reside na ampliação do conhecimento sobre as competências associadas às atividades de exportação. Cabe ressaltar também os poucos estudos sobre escalas que de fato identifique e mensurem essas competências. O tópico seguinte descreve os objetivos do trabalho.
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A internacionalização de uma empresa brasileira de serviços de saúde na década de 1990: estudo de caso sobre AMIL

A internacionalização de uma empresa brasileira de serviços de saúde na década de 1990: estudo de caso sobre AMIL

A internacionalização das empresas de serviços de saúde teve início nos Estados Unidos e Europa entre os anos 1980 e 1990, como alternativa para rendimentos perante um mercado doméstico que se tornava mais contencioso e menos atrativo e pelos os ideais do wellfare state europeu (STOCKER et al, 1999). A expansão ocorreu principalmente para países da América Latina, tendo como estratégia de penetração principalmente a formação de joint ventures com empresas locais, tal como exemplificado pela Aetna no México, Brasil, Venezuela, Argentina e Colômbia entre 1996 e ano 2000. Vale especificar que a joint venture com a companhia de seguros brasileira Sul América perdurou de 1997 até 2002, quando a empresa optou por um realinhamento estratégico e consolidação de suas forças no seu mercado interno, saindo dos mercados brasileiros e argentinos (JASSO-AGUILAR et al, 2004). Outra empresa americana que se internacionalizou para mercados da América Latina foi a Cigna. Particularmente no Brasil a empresa entrou no mercado brasileiro via aquisição da Amico, uma operadora com cerca de 300 mil clientes, em dezembro de 2000, tendo operado até o ano de 2004, quando saiu deste mercado vendendo a carteira de clientes para uma concorrente local (JASSO-AGUILAR et al, 2004) . As duas empresas, entretanto, mantiveram seus negócios no México.
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Teorias de Internacionalização e Redes Organizacionais: Uma Análise Sobre a Complementaridade Teórica

Teorias de Internacionalização e Redes Organizacionais: Uma Análise Sobre a Complementaridade Teórica

A Teoria do Poder de Mercado relaciona-se intimamente com os investimentos, lucros, retorno sobre a comercialização e demais fatores de ordem econômica, fatores esses que influenciam nos processos de internacionalização das empresas com relação as motivações de fusões internacionais, participações em alianças e redes estratégias de negócios (HYMER, 1976). Segundo o autor, as empresas aderem ao processo de internacionalização por razões de vantagem específica, quando as empresas não possuem vantagens específicas no país de origem, em razão de investimento defensivo para antecipação da competição e também em busca da redução de riscos no processo de diversificação de mercados e atividades em diferentes partes do mundo em que a empresa se situa.
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Relatório de Estágio Final

Relatório de Estágio Final

Segundo Dias (2007), ao definir-se internacionalização é sobretudo importante diferenciá-la de outros conceitos tidos erroneamente como similares, como é o caso da globalização. Albert (2012), acrescenta que existe uma confusão frequente na relação entre estes dois conceitos. Significa isto que o conceito de internacionalização é interpretado e utilizado de diferentes maneiras em diferentes países, e por diferentes stakeholders , o que reflete as realidades atuais. Esta autora adverte que devem ser tidos em consideração novos desafios em termos de desenvolvimento de um modelo conceptual que fornece alguma clareza sobre os significados e os princípios para orientar políticas e práticas num mercado globalizado. Tendo em conta este aspeto, e uma vez que o fenómeno da globalização assenta na ideia de que as diferenças entre mercados estão a diminuir com tendência, inclusive, para desaparecer, Dias (2007) defende que as empresas, para aproveitarem esta oportunidade devem também globalizar as suas estratégias de atuação.
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Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais (IPPRI) Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe (TerritoriAL) ANA MANUELA DE JESUS CHÃ

Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais (IPPRI) Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe (TerritoriAL) ANA MANUELA DE JESUS CHÃ

Este estudio tiene como objetivo investigar las conexiones entre el modelo de producción del agronegocio y la industria cultural en Brasil desde la década de 1960, cuando esta articulación se consolida, con la implementación del ciclo de modernización conservadora fundador de la actual configuración del bloque histórico hegemónico. Hemos tratado de examinar los diferentes mecanismos por los que hoy se construye la estructura hegemónica del sector, como un modo de producción de commodities agrícolas, tanto en el campo económico y político, sino fundamentalmente en el plan ideológico. Con este fin, se llevó a cabo un estudio sobre cómo las empresas operan en el campo de la comunicación y la cultura articulado a un levantamiento y análisis de datos sobre las políticas culturales de las empresas, tipos de actividades culturales promovidas, mensajes e imágenes publicadas y la territorialización de las empresas. Pudo encontrarse a través de la investigación que la hegemonía no es algo estático, sino que tiene que constantemente recrearse y modificarse. Por lo tanto, en la fase actual de expansión del agronegocio las corporaciones han ampliado y diversificado los instrumentos culturales utilizados para el reposicionamiento de su imagen y la creación de consenso, buscando, con el apoyo del gobierno, estar "más cerca" de las comunidades que forman parte de los territorios donde están implementadas, incluso cuando se profundizan las contradicciones de este modelo. Observamos con los análisis llevados a cabo que la cultura y el arte, en su forma de mercancía, no funcionan como un mero accesorio, sino que cumplen un papel muy importante en el modo de producción que mercantiliza los alimentos y la vida, ya sea en términos de la construcción de un imaginario colectivo favorable y de apoyo al proyecto del agronegocio, ya sea como un mecanismo de naturalización de las relaciones de dominación, la relajación de las luchas sociales o la integración al consumo.
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A internacionalização das pequenas e médias empresas e as políticas públicas

A internacionalização das pequenas e médias empresas e as políticas públicas

A escolha do país, ou dos países de destino para onde uma empresa pretenda internacionalizar-se é um dos fatores mais decisivos para o sucesso do projecto de internacionalização. Devido a questões económicas e sociais, está também associado o factor sorte. Na nossa amostra existem empresas que exportam para mercados emergentes, os BRICS, estes mercados constituem, pelo desempenho económico que estão a demonstrar, mercados de grande potencial. Na maior parte das vezes esta escolha foi circunstancial e sem qualquer planeamento. Segundo (Lorga 2003) “um dos aspetos mais importantes no processo de internacionalização diz respeito à seleção dos mercados-alvo onde atuar, decisão que mais tarde ou mais cedo, obrigará à consideração de variáveis de âmbito geográfico distintas daquelas que pautavam até então a atividade da empresa não internacionalizada”.
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