Intervenção social e Serviço social

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Da intervenção social assistencialista e impositiva à intervenção social mediadora

Da intervenção social assistencialista e impositiva à intervenção social mediadora

É vulgar encontrarmos referências do trabalho social, seja inscrito no Serviço Social seja mesmo na Educação Social, a uma intervenção assente essencialmente numa ideia de patologia social, partindo de “problemas sociais” diagnosticados (Perez Serrano, 2008). Efetivamente, persiste, ainda hoje, um senso comum, mesmo dos trabalhadores sociais, em considerar a diferença como deficiência conducente a uma heterogeneidade sociocultural (Vieira A., 2016; Vieira A. e Vieira, R., 2016). Este pensamento assenta num modelo que é habitual designar-se de biomédico (Neri, 2004).
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''Extensão Universitária'', Mediação e Investigação

''Extensão Universitária'', Mediação e Investigação

O presente artigo dá conta de um projeto de investigação e de investigação-ação sobre voluntariado, que decorre na ESECS.IPLeiria e no CICS.NOVA.IPLeiria. No âmbito do Mestrado em Mediação Intercultural e Intervenção Social, das Licenciaturas em Educação Social e em Serviço Social, bem como do CTeSP em Intervenção Social e Desenvolvimento Comunitário (ISDC), temos sentido na ESECS a necessidade de operacionalizar pedidos de voluntariado quer da parte de instituições quer, especialmente, de alguns estudantes que não sabem onde se dirigir quando pretendem fazer voluntariado. Assim, quer para estreitar a ligação destes cursos com as instituições onde realizam estágios, quer para desenvolver competências práticas ao longo do desenvolvimento curricular destes cursos, propomo-nos desenvolver um projeto de criação dum banco de voluntariado, sedeado na ESECS.IPLeiria. O mesmo servirá quer para planificar e operacionalizar a realização de voluntariado, uma dimensão da designada “extensão universitária”, tão em voga na contemporaneidade, e que discutimos adiante, quer para desenvolver investigação sobre intervenção social e mediação intercultural e comunitária nas organizações e instituições da região e do país. Os objetivos principais do VEUMI passam por: estreitar a ligação dos cursos da área social da ESECS.IPLeiria com as instituições onde realizam estágios, para desenvolver competências práticas ao longo do desenvolvimento curricular destes cursos; criar uma bolsa de voluntariado sedeada na ESECS.IPLeiria; planificar e operacionalizar a realização de voluntariado, uma dimensão da designada extensão universitária e responsabilidade social das instituições; promover formação em mediação intercultural para voluntários; identificar e investigar boas práticas de intervenção social e mediação intercultural e comunitária nas organizações e instituições da região e do país e estudar as motivações dos estudantes para se envolverem em práticas de voluntariado.
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Da generalidade à especialização na intervenção do serviço social em contexto de saúde

Da generalidade à especialização na intervenção do serviço social em contexto de saúde

Segundo o autor Paulo Netto (1996) o profissional de Serviço Social possui dois perfis: o intelectual e o técnico. O perfil intelectual pressupõe que o profissional se encontra “habilitado para operar numa área particular, compreende o sentido social da operação e a significância da área no conjunto da problemática social” (Netto, 1996: 125), isto é, é um profissional capaz de identificar limites e alternativas de ação focalizada, ao mesmo tempo que “com qualificação operativa, vai intervir sobre aquelas demandas a partir da sua compreensão teórico-crítica” (ibidem). Por outro lado, o perfil técnico permite ao profissional que esteja “treinado para intervir num campo de ação determinado com a máxima eficácia operativa e que esteja bem adestrado que vai operar instrumentalmente sobre as demandas do mercado de trabalho tal como elas se apresentam” (ibidem), sendo através destes perfis e tendo por referência a abordagem de Braga da Cruz (2004) que se adotaram as três dimensões fundamentais na formação académica em Serviço Social, nomeadamente a dimensão teórico- metodológica, ético-política e técnico-operativa (Duarte, 2009). Ainda sobre os perfis profissionais dos assistentes sociais, Braga da Cruz (2004) distingue perfis técnicos de científicos, isto é, refere que existe uma diferença entre cientistas sociais e técnicos sociais, sendo que os primeiros possuem “capacidade para funções de diagnóstico e conceção, não se limitando a meras atividades de intervenção” (Cruz, 2004: 4), necessitando de uma formação científica mais ampla contemplando uma “sólida preparação tanto a nível teórico como científico e uma indispensável preparação metodológica e técnica, e na formação avançada, níveis de especialização setorial” (ibidem: 5), enquanto que os segundos integram uma “formação aplicada e desempenho mais centrado na intervenção social, desempenhando por sua vez menos atividade de análise ou de estudo de estruturas e situações sociais”, necessitando de uma formação mais curta com “uma noção básica da realidade social das metodologias e das técnicas de intervenção” (ibidem).
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O PAPEL DOT ÉCNICO DE

O PAPEL DOT ÉCNICO DE

À semelhança do que aconteceu com a evolução conceptual dos modelos da deficiência, também na Intervenção Social se assistiu a mudanças importantes na terminologia e nos princípios da intervenção. De Robertis (2011:65;67) defende que a metodologia da intervenção em Serviço Social foi profundamente marcada pelas terminologias e referências relacionadas com o modelo médico, consistindo as várias etapas do método no estudo da situação, no diagnóstico, no tratamento, na avaliação e conclusão da intervenção com o fim do tratamento. No entanto, a mesma autora considera que, progressivamente, o modelo médico foi sendo substituído por aquilo que designa de “modelo de intervenção” em que a ação do profissional de Serviço Social não começa apenas após o diagnóstico, iniciando;se desde o primeiro contacto (olhar, acolhimento, a qualidade da escuta, as questões colocadas) e sendo desenvolvida imediatamente sem esperar pela recolha de dados de forma aprofundada sobre as pessoas ou situações. Além disso, este modelo considera de forma prioritária os aspetos positivos/ potencialidades e dinâmicos da situação da pessoa com a qual se irá intervir e exige a colaboração entre os profissionais e sujeitos da intervenção. Se é verdade que o profissional de Serviço Social é considerado agente da mudança, tal como a definição da ISFW contempla, na procura de soluções para a situação em nenhuma circunstância ele se deve substituir ou impor soluções às pessoas em causa. Por outro lado, este intercâmbio de perspetivas e interação provoca também mudanças na perspetiva e abordagem do próprio profissional de Serviço Social. Esta mudança de paradigma na forma como as potencialidades dos clientes são entendidas e valorizadas, concretizada através da passagem do modelo médico para o modelo de intervenção, constitui uma alteração radical na abordagem em Serviço Social. Como enfatiza De Robertis (2011:68), “o olhar colocado numa situação dá;lhe uma cor e sombreado diversos. A situação é talvez a mesma, mas a forma de a vermos transformá;la;á, torná;la;á diferente”.
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Contributos para a inovação da intervenção do serviço social na situação de pessoas sem-abrigo

Contributos para a inovação da intervenção do serviço social na situação de pessoas sem-abrigo

Na ação junto das pessoas sem-abrigo, os assistentes sociais enfrentam de forma mais marcada, a indivisibilidade dos direitos humanos, na articulação entre a ausência de concretização de direitos culturais, sociais, políticos, económicos e civis, nas novas situações de não cidadania, nos novos grupos sociais. Estratégias de prevenção e reinserção das pessoas sem-abrigo requerem, de facto, uma diferente orientação, no sentido da personalização e flexibilidade das respostas, aproveitamento das potencialidades manifestas nos seus modos de vida, que podem ser canalizadas para outros projetos, envolvendo a criação de compromissos e acordos de partilha de poder e responsabilidade, num modelo de promoção da cidadania. Disso se deduz que, “para enfrentar e agir, além da experiência, é preciso ter a capacidade criativa que envolve uso de antigos conhecimentos, renovados para o contexto presente (Ander-egg, 1995: 282) mas também de inovação, a ferramenta específica dos empreendedores, o meio através do qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio ou serviço diferente” (Sarkar, 2007: 34).
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Serviço social e o trabalho com famílias no âmbito da política nacional de assistência social

Serviço social e o trabalho com famílias no âmbito da política nacional de assistência social

Assim, a partir da PNAS se tem uma mudança de paradigma no modo de entender e trabalhar a assistência social, elevada à Política Pública desde a Constituição Federal de 1988. Por ser uma política construída em meio a forças contraditórias, não é possível a garantia de sua materialização, ou seja, ao buscar a garantia dos direitos da população estabelece uma relação paradoxal. De um lado uma legislação que os garante, de outro, buscar romper com uma visão assistencialista, de ajuda, de favor, tanto por parte do usuário, habituado a esses rótulos, quanto dos profissionais da assistência social, o Estado e a sociedade. Especialmente, na perspectiva de incluir o usuário como partícipe na implantação da Política, ainda, indicando ele mesmo a própria demanda, o que deixa de ser uma Política imposta pelo Estado, uma Política vertical e passa a ser uma Política horizontal, em que o sujeito é o foco fundamental. Questões que se colocam como verdadeiro desafio para os assistentes sociais ao buscar conformar o trabalho profissional com as famílias.
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Visibilidade da produção científica de grupos de pesquisa em serviço social do estado do Rio de Janeiro.

Visibilidade da produção científica de grupos de pesquisa em serviço social do estado do Rio de Janeiro.

As revistas da área que estão indexadas em bases de dados são Revista Katálysis, Revista Agora, Revista Textos e Contextos, Ser Social e Serviço Social e Sociedade. A primeira tem o maior número de indexações (12) dentre eles os apresentados na Figura 2 além de Redalyc (Red de Revistas Científicas de América Latina y El Caribe, España y Portugal), OEI-CREDI (Biblioteca Digital da Organização dos Estados Ibero-Americanos), IRESIE (Índice de Revistas de Educación Superior e Investigación Educativa), e portais de periódicos de acesso livre como Dialnet, LivRE!, Portal de Periódicos da Capes e Portal Periódicos UFSC. Em seguida está a Revista Agora que, além das indexações citadas na Figura 2, também está indexada na PsycInfo (American Psychological Association) e Index Psi Revistas. A revista Textos e Contextos segue o mesmo padrão das anteriores acrescido da indexação nos Sumários de Revis- tas Brasileiras e disponibilização no Portal de Periódicos da Capes. A Revista mais utilizada para publicação pelo grupo estudado, Serviço Social e Sociedade, está indexada na SciELO, mas somente com os números de 2010.
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Os fundamentos da relação teoria e prática no estágio em Serviço Social.

Os fundamentos da relação teoria e prática no estágio em Serviço Social.

Percebe-se, portanto, que até os anos de 1960, a formação profissional em Serviço Social estava imbu- ída de formar profissionais cujo perfil profissional requisitado era funcional aos interesses do capital, reprodu- zindo tanto a visão de mundo burguesa, quanto contribuindo para a perpetuação do capitalismo. Cabe ressaltar que a ênfase dada no aspecto técnico-operacional da profissão, na competência técnica dos profissionais e na elaboração de uma metodologia do e para o Serviço Social estava diretamente vinculada ao contexto histórico da época que limitava o questionamento da profissão quanto à sua direção social. A crítica que a profissão fez, pois, foi uma autocrítica voltada para o seu fazer, quanto à sua metodologia, daí a modernização da profissão não ter possibilitado a ruptura com o conservadorismo. O estágio neste período não apresentava uma ampla conexão com a teoria, esta vista como apêndice deste processo e restrita ao âmbito da academia. Os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), realizados naquela época, tinham a característica de se configurarem como relatos das experiências de estágio, muitas vezes limitando-se a meras descrições do que havia sido realizado e do que ocorreu de mudanças na realidade, sem se preocupar em analisar as múltiplas determinações desta. Neste sentido, tais produções revelam que o estágio era compreendido apenas como lugar do fazer prático, e a reflexão teórica limitada à concepção de sistematização da prática a partir da descrição etapista, superficial e procedimental das ações profissionais. Percebe-se, pois, que o processo de estágio cindia teoria e prática, obscurecendo as contradições da realidade e depositando e apostando na potencialidade dos indivíduos e na competência técnica do profissional para a superação das mazelas sociais.
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Serv. Soc. Soc.  número129

Serv. Soc. Soc. número129

Este cenário, por sua vez, nos reporta ao trabalho fundamental desenvol- vido pela Profa. Dra. Marilda Iamamoto publicado há exatos 10 anos, e que se mantém atual: Serviço Social em tempo de fetiche — capital inanceiro, traba- lho e questão social (Cortez Editora, 2007). Já em sua introdução, a autora revela que se trata de um “projeto intelectual em construção”, cujo marco inicial se deu com o livro Relações sociais e Serviço Social no Brasil, em coautoria com Raul de Carvalho, publicado em 1982, e que ultrapassa hoje a casa de vinte edições.
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VALDIRENE CREUSA FERNANDES A INTERVENÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA SECRETARIA DE HABITAÇÃO

VALDIRENE CREUSA FERNANDES A INTERVENÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NA SECRETARIA DE HABITAÇÃO

O presente trabalho foi realizado a partir da experiência de estágio curricular obrigatório vivenciada na Prefeitura Municipal de Palhoça, mais especificamente na Secretaria Municipal de[r]

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PARTICIPAÇÃO E GESTÃO DEMOCRÁTICA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS: A INSERÇÃO E OS DESAFIOS DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL NOS CONSELHOS DE SAÚDE

PARTICIPAÇÃO E GESTÃO DEMOCRÁTICA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS: A INSERÇÃO E OS DESAFIOS DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL NOS CONSELHOS DE SAÚDE

Apresenta aspectos da intervenção do Serviço Social na Unidade Básica de Saúde do bairro Saco Grande/Fpolis, com especial destaque à intervenção no Conselho Local de Saúde da comunidade [r]

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School Victimization Among Adolescents. An Analysis from an Ecological Perspective

School Victimization Among Adolescents. An Analysis from an Ecological Perspective

Abstract. The present study has two objectives. The first is to analyze the relationships between commu- nity (integration in the community), family (perception of family climate), school (perception of school cli- mate) and individual (social reputation and satisfaction with life) and school victimization among adoles- cents, from an ecological perspective. Secondly, this study aims to examine the differences in these rela- tionships between boys and girls. The sample is composed of 1795 adolescents of both sexes (52% boys and 48% girls) whose ages range from 11 to 18 years old (M = 14.2, SD = 1.68) and who are all from the Spanish Autonomous Community of Andalucia. A model of structural equations was calculated using the EQS program. The results indicated that school climate and satisfaction with life are positively associated with victimization. In addition, community integration and family climate are related to victimization through life satisfaction. The multigroup analysis by sex indicated that the relationship between school cli- mate and social reputation, as well as between implication in the community and social reputation were only statistically significant in the case of boys. Finally, the results obtained and their potential implica- tions are discussed from an ecological point of view.
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REPRODUÇÃO E MUDANÇA SOCIAL: DEBATES EM SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO

REPRODUÇÃO E MUDANÇA SOCIAL: DEBATES EM SOCIOLOGIA DA EDUCAÇÃO

O problema que se impõem é manter um cer- to nível necessário de obrigação social através da reconciliação entre essa responsabilidade social e a corrente principal adversa da ética do mercado. Essa cooperação voluntária depende de um sen- so internalizado da obrigação social, e não de in- centivos e punições externas, operadas pelo Es- tado. A retração do individualismo é necessária em função do limite social imposto à ação coleti- va de perder sua capacidade de satisfazer as pró- prias preferências individuais. O retorno à mo- ral social é necessário porque agir socialmente é menos oneroso num ambiente social, logo mais eficiente e mais produtivo economicamente, ao gerar mais satisfação a menor custo. A sociabili- dade é benéfica ao impor perdas e ganhos distri- buídos por todos o que em si favorece a coope- ração e o funcionamento do mercado. A política keynesiana baseada no crescimento acabou não conseguindo “provocar maiores modificações na distribuição de renda” (HIRSCH, 1979, p.224). A compulsão distributiva em si merece tais críticas por se converter em uma força com motivação individualista e deformadora da moral social, efeitos inversos e perversos em relação aos ob- jetivos originais. Mesmo organizações de classe são incluídas neste conjunto de ações deforma- doras que tendem a atuar na concorrência posi- cional e na geração de inflação relativa dos bens. A sociedade se ressente da moral social, fragili- zada pela própria ação do individualismo decor- rente do processo de competição advindo com o crescimento. A ação social permaneceria sem so- lução dirigida, uma vez que o Estado continuaria incapaz de captar informações satisfatórias sobre preferências individuais e também se mostraria ineficiente na transmissão de incentivos para sa- tisfazê-las. Com o enfraquecimento das normas de cooperação deliberada e da contenção social, “o uso desse recurso como dominante provoca um sistema instável, com o tempo. A eficiência
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O MEIO AMBIENTE COMO ESPAÇO DE INTERVENÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NO SISAR/BSA NO CARIRI CEARENSE

O MEIO AMBIENTE COMO ESPAÇO DE INTERVENÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL NO SISAR/BSA NO CARIRI CEARENSE

A interpretação dos dados coletados inicia-se com o conhecimento das experiências de atuação em outros espaços sócio ocupacionais do Assistente Social. Dada à resposta observa-se a experiência da A.S. nas principais áreas de intervenção do Serviço Social como a assistência social e saúde e no terceiro setor, este que segundo Montaño (2002), as ONGs nos anos de 1970 e 1980 eram articuladoras ao lado dos movimentos sociais, porém atualmente passaram a negociar com o Estado na manutenção da lógica capitalista, trazendo para si, a responsabilidade de enfrentamento da questão social, enfraquecendo assim as lutas e reinvindicações dos movimentos sociais.
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Serviço social e movimentos sociais - uma não-relação?

Serviço social e movimentos sociais - uma não-relação?

Serviço social e movimentos sociais na Alemanha historicamente pare- cem estar intimamente relacionados (cf. Müller, 1997; 1999; Staub- Bernasconi, 1995). O movimento de mulheres, por exemplo, contribuiu decisivamente no final do século XIX e início do XX para o estabelecimen- to da formação profissional e para a profissionalização do Serviço Social; o movimento de jovens fez um trabalho pioneiro, sob a perspectiva sócio- pedagógica, depois da I Guerra Mundial; e o movimento operário contribuiu pelo menos indiretamente para a criação de um sistema diferenciado de política social. Também os novos movimentos sociais deram impulsos im- portantes para o Serviço Social: seja na assitência à juventude através da escandalização das circunstâncias nas instituições educacionais, no trabalho com mulheres através da tematização das situações de violência, ou na psi-
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A definição de trabalho social da FITS: Por que revisar?.

A definição de trabalho social da FITS: Por que revisar?.

Proposta do Conselho Federal de Serviço Social do Brasil (CFESS) para definição de Serviço Social.. 20ª Conferência Mundial de Serviço Social Hong Kong, 10 de junho de 2010.[r]

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Lukács e as funções da consciência na reprodução social — Outubro Revista

Lukács e as funções da consciência na reprodução social — Outubro Revista

A atividade do pensamento, como momento incontestável do pro- cesso de posição do valor, não deve ser atenuada frente à realidade existente; configura-se como momento da consciência que[r]

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O que é a teoria da reprodução social? — Outubro Revista

O que é a teoria da reprodução social? — Outubro Revista

“A luta de classes pelas condições de produção representa a dinâmica central do desenvolvimento social nas sociedades caracterizadas pela exploração. Nessas sociedades, o trabalho excedente é apropriado por uma classe dominante e uma condição essencial para a produção é a (...) renovação de uma classe subordinada de produtores diretos empenhados no processo de trabalho. De modo geral, a reposição geracional fornece a maioria dos novos trabalhadores necessários para reabastecer essa classe e a capacidade das mulheres de gerar filhos desempenha um papel crucial na sociedade de classes (...) Nas classes proprietárias (...) a opressão às mulheres advém de seu papel na manutenção e herança da propriedade (...) Nas classes subordinadas (...) a opressão feminina (...) deriva do envolvimento das mulheres nos processos que renovam os produtores diretos, assim como seu envolvimento na produção.” (V OGEL , 1983, p. 129. Grifos nossos)
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MASTER PROGRAM: SOCIAL WORK AND SOCIAL ECONOMY

MASTER PROGRAM: SOCIAL WORK AND SOCIAL ECONOMY

The introduction of economic concepts into the domain of social work and also into the practice of the social organizations represents the subject of many discussions between social workers. This aspect is considered, on the one side, a developmental factor, and, on the other side, a risk. The fundamental concept of this master program is the specialization in the socio‐economic field, grounded on the parti‐ cularities of social work. The basic idea is the transposition of the specialized knowledge of the economical‐administrative field into the practice of social organizations and also into the social work activity in general. This specialization is all the more relevant in the Romanian context, as the sector of social economy is less developed. Furthermore, the legislation in this area is not yet issued and the development of social economy enterprises is consonant with the evolutions within the European Union.
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Artigos Comunicação Social_Estudo Barómetro II fase

Artigos Comunicação Social_Estudo Barómetro II fase

O relatório conclui que o “recuo das políticas sociais” a que o país assistiu nos últimos anos fez-se sentir em força: 26 entrevistados relatam ter visto apoios como o Rendimento Social de Inserção (RSI), o Complemento Solidário para Idosos ou o subsídio de desemprego reduzir-se ou até acabar. Há ainda casos de pessoas que relatam ter visto diminuir também o apoio do Banco Alimentar da sua zona. “A ausência ou diminuição desses apoios é sentida de forma particularmente penosa pelas famílias que viviam/vivem no limiar da sobrevivência e cujos ajustes em termos de gestão doméstica muitas vezes são realizados através de cortes na alimentação.”
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