Intervenção socioeducativa

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Diagnóstico das necessidades de intervenção socioeducativa: um estudo de caso

Diagnóstico das necessidades de intervenção socioeducativa: um estudo de caso

Essa pesquisa, caracterizada como projeto de intervenção socioeducativa, foi desenvolvida na Comunidade Jardim Gabineto (CJG), localizada em Curitiba, PR, Brasil. O objetivo foi realizar um diagnóstico das necessidades de intervenção socioeducativa na CJG, empregando-se como caso o Ribeirão dos Müller, recurso hídrico presente na comunidade que vem sofrendo acentuada degradação ambiental. Para tanto, foi utilizado o método Análisis de las Necesidades de Intervención Sócioeducativa (ANISE), com o qual se caracterizou a comunidade, os recursos locais, os aspectos socioeconômicos e os impactos ambientais. Avaliou-se o grau de conhecimento e conscientização da população da comunidade em relação aos aspectos ambientais locais. A CJG sofre com os impactos que são gerados, tanto pela falta de conhecimento como pela pouca conscientização dos moradores em relação aos aspectos ambientais, principalmente locais. Além dos aspectos relacionados à mudança comportamental, para melhorar o atual estado de degradação do Ribeirão dos Müller, faz-se necessário ainda investimentos em saneamento básico. Finalmente, são apresentadas sugestões estabelecidas a partir do diagnóstico da comunidade, e que envolvem o cuidado que a mesma deve ter com o meio ambiente.
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A intervenção socioeducativa em territórios marginalizados: agentes de desenvolvimento local ou da ordem escolar?

A intervenção socioeducativa em territórios marginalizados: agentes de desenvolvimento local ou da ordem escolar?

O artigo discute as representações e práticas geradas pelo Programa Territórios Educativas de Intervenção Prioritária (TEIP), no âmbito da relação entre escola e comunidade, centrando-se na ação dos técnicos contratados para gabinetes de cariz socioeducativo. Com base nos resultados de um projeto de investigação em sete territórios e de uma tese de mestrado em quatro deles, utilizando a metodologia do estudo de caso (incluindo análise documental, questionários, entrevistas, focus groups e observação direta), observa-se como os projetos TEIP – e, em particular, os técnicos contratados – foram mobilizados, sobretudo, para atividades de acompanhamento dos alunos e de enriquecimento curricu- lar, com impacto na pacificação do ambiente escolar. Sendo um conceito legi- timador da intervenção, o desenvolvimento local raramente se consubstancia em ações concretas e consistentes. A partir de uma abordagem crítica, o artigo estrutura-se em quatro secções: (1) discussão teórica, (2) apresentação da me- todologia, (3) a intervenção socioeducativa nos projetos TEIP, (4) os perfis pro- fissionais e modalidades de ação que têm caracterizado os técnicos contrata- dos. No final, advoga-se que, para romper os círculos de privação e reprodução que marcam as experiências educativas nestes territórios, é necessária uma política não apenas “compensatória” ou “reparatória”, mas transformadora das estruturas escolares e comunitárias.
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Reflexões e narrativas (auto)biográficas sobre as relações intergeracionais: resultados de uma intervenção socioeducativa com mulheres idosas.

Reflexões e narrativas (auto)biográficas sobre as relações intergeracionais: resultados de uma intervenção socioeducativa com mulheres idosas.

As limitações do presente estudo incluíram o número reduzido de encontros, a condução de somente um encontro de troca intergeracional e a ausência de uma avaliação objetiva em longo prazo, com o objetivo de medir o impacto da intervenção na relação com demais membros da família e comunidade. Acredita- se que outras intervenções deverão considerar o peril do grupo de idosos e estruturar os encontros com base nas demandas dos participantes. A proposta da atividade, embora tenha sido atrativa e com boa participação, pode ser melhorada com a inserção de intervenções voltadas para o ensino de tecnologias aos idosos e para a transmissão de conhecimentos e de um legado cultural aos mais jovens. As experiências aqui apresentadas podem ser replicadas por proissionais psicólogos, gerontólogos, da área de educação e da assistência social (Uhlenberg, 2000).
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A melodia do lixo: educação musical como estratégia de intervenção socioeducativa na associação de proteção à rapariga e à família

A melodia do lixo: educação musical como estratégia de intervenção socioeducativa na associação de proteção à rapariga e à família

No enquadramento teórico, que está dividido em quatro capítulos, são apresentados alguns conceitos e ideias que pesquisámos e que considerámos pertinentes para a intervenção realizada, tanto sobre a Educação Musical como sobre práticas educativas com populações de jovens e de adultos. No capítulo I apresentamos uma perspetiva histórica da Música e da Educação Musical, e pretendemos mostrar a evolução desta disciplina ao longo dos tempos, tanto na Europa como em Portugal. No capítulo II são estabelecidas algumas relações entre a aprendizagem da música e a formação integral do ser humano. No terceiro capítulo apresentamos o autor Keith Swanwick e as suas teorias sobre a Educação Musical. Swanwick é um autor atual que tem dedicado grande parte da sua vida a estudar as potencialidades da Educação Musical, desenvolvendo diversos métodos de ensino para a mesma. O seu modelo de ensino da Música baseia-se em teorias construtivistas, pelo que este capítulo é fundamental para a justificação e compreensão das estratégias que foram utilizadas na implementação do projeto.
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Reciclagem de memórias: narrativas fílmicas como estratégia de intervenção socioeducativa na comunidade terapêutica do Azinheiro

Reciclagem de memórias: narrativas fílmicas como estratégia de intervenção socioeducativa na comunidade terapêutica do Azinheiro

1 Por self entende-se “sistema complexo e dinâmico de crenças que um indivíduo considera verdadeiras a respeito de si próprio, tendo cada crença um valor correspondente” [r]

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O papel do educador social no quadro das novas mediações socioeducativas

O papel do educador social no quadro das novas mediações socioeducativas

A intervenção socioeducativa praticada pelo educador social caracteriza-se, essencialmente, pelo modo como utiliza o potencial já existente nas situações de aprendizagem, independentemente do contexto a partir do qual elas se revestem de significado. Por essa razão, o papel do educador social centra-se na interface comunicativa que se joga no quadro das várias mediações socioeducativas (por exemplo, perante um aluno com deficiência que se encontra num processo de transição para a vida activa, importa convocar e implicar os vários actores que estão em jogo neste processo: a família, a escola, as instituições laborais de acolhimento, os serviços sociais, etc.). O educador social, mesmo dentro de uma equipa multi- profissional, privilegia a comunicação sócio-pedagógica como estratégia de intervenção. Do que se trata, neste trabalho socioeducativo, é de reconhecer que os recursos endógenos, mobilizados nas várias situações de aprendizagem, são a chave para transformar as dificuldades (necessidades sociais) em possibilidades (potencialidades) educativas. Pô-las à luz do dia, organizá-las e geri-las numa postura de projecto, tal consiste o papel específico do educador social (Molina, 2003; Ortega, 2003; Pérez Serrano, 2003).
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A LEGIÃO DA BOA VONTADE COMO ORGANIZAÇÃO DO TERCEIRO SETOR: INTERVENÇÃO E AÇÃO SOCIOEDUCATIVA NO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS – MINAS GERAIS

A LEGIÃO DA BOA VONTADE COMO ORGANIZAÇÃO DO TERCEIRO SETOR: INTERVENÇÃO E AÇÃO SOCIOEDUCATIVA NO MUNICÍPIO DE MONTES CLAROS – MINAS GERAIS

(1988), Saviani (2013), Frigotto (2009), Antunes (2005), Cerquier-Manzini (2013), Marshal (1967) e Bitar (2004), em comparação com as elaborações do Diretor- Presidente da LBV, José de Paiva Netto, procurando evidenciar, desse modo, as formas de cooperação do Estado e a sociedade civil. Enquanto caminho metodológico, adotamos a análise dialética, zelando por observar as conexões das micro estruturas com a totalidade institucional em constante transformação, amparados por estudos bibliográficos e análise documental. Por fim, os resultados deste estudo assinalam para a necessidade de se repensar uma nova pedagogia no contexto fluido que ora se vive e a formação de educadores sociais, pois, ao analisar a instituição LBV, percebemos, como sociedade e academia, sujeitos que embora atuantes na cena social, participam de uma compreensão errônea ou insipiente da ação e intervenção socioeducativa da Legião da Boa Vontade.
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As (re)configurações da educação: a dimensão socioeducativa

As (re)configurações da educação: a dimensão socioeducativa

As Ciências da Educação (CE), para sobreviverem e se renovarem, não podem deixar de constituir-se como um lugar de articulação de interdis- ciplinaridades várias em torno da Educação. É neste sentido que, para responder às diversas problemáticas sociais, emerge a Educação Social entendida como um trabalho social e educativo, numa visão mais ampla quer de prevenção quer de ressocialização, tendo por base uma lógica interdisciplinar e transdisciplinar. Assim, no contexto desta problemática, traçámos para este artigo os seguintes objetivos: (i) repensar, com um olhar histórico, no quadro das CE, a dimensão socioeducativa da educa- ção; e (ii) refletir sobre os contributos do conhecimento e da investigação em CE para as políticas e intervenção socioeducativas. Pelas fontes que compulsámos e pela análise bibliográfica que fizemos, podemos con- cluir que os vários dispositivos discursivos se foram progressivamente articulando na problematização e materialização do papel do educador na esfera da intervenção socioeducativa. E que o lugar da Educação So- cial, enquanto espaço de intervenção educativa e social, se está a con- figurar relevante na realidade socioeducativa portuguesa, contribuindo para alargar o perímetro do Estado de Bem-Estar (Antunes, 2013) e para una ‘buena vida’, ‘una vida resonante’, de que fala Harmud Rosa (2019).
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Mediação socioeducativa como espaço de emancipação comunicacional na relação escola-família

Mediação socioeducativa como espaço de emancipação comunicacional na relação escola-família

4. Mediação Socioeducativa num espaço de emancipação da relação escola-família: apresentação e discussão do processo de intervenção Muitas das vezes, o contacto entre escola e família é apontado como deficiente, atribuindo-se culpas mútuas, isto é, os diretores de turma dizem que os encarregados de educação não procuram saber da vida escolar dos seus educandos e do outro lado, temos encarregados de educação que dizem que os diretores de turma não mostram disponibilidade para atendê-los em horários mais favoráveis. Esta culpabilização assiste-se ao longo dos anos, pois diretores de turma têm dificuldade em compreender as ausências dos encarregados de educação, preferindo justifica-las com a falta de interesse. Por outro lado, os encarregados de educação dispõe cada vez mais de menos tempo para acompanhar a vida escolar dos seus educandos, confiando nos profissionais da escola para ajudar os seus filhos no seu percurso escolar.
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Inclusão socioeducativa na escola: avaliação do processo e dos alunos.

Inclusão socioeducativa na escola: avaliação do processo e dos alunos.

Podem ser utilizados alguns critérios como sendo indicadores da produção dos alunos, mas essa não pode adquirir uma dimensão comparativa, nem deve excluir os alunos com necessidades educ[r]

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A animação socioeducativa e a promoção da saúde : investir na prevenção

A animação socioeducativa e a promoção da saúde : investir na prevenção

Neste âmbito da Saúde Escolar e para apresentar as linhas orientadoras para a implementação das medidas do projeto das Escolas Promotoras de Saúde após os Ministros da Educação e da Saúde assinarem em fevereiro de 2006 um Protocolo, é elaborado o Programa Nacional de Saúde Escolar (PNSE). Este mesmo Programa do Ministério da Saúde (2006), coordenado pelo Alto-Comissário da Saúde e implementado e avaliado pela divisão de Saúde Escolar, tem como finalidades incitar ao desenvolvimento e apoio da saúde combatendo a doença na comunidade escolarizada; estimular o envolvimento escolar de crianças com Necessidades de Saúde e Educativas Especiais; incentivar a um ambiente escolar de cariz seguro e saudável; evidenciar os fatores que reforçam os estilos de vida saudáveis e, em último lugar, encorajar à evolução dos princípios das escolas promotoras de saúde (MS, 2006). No seguimento destes objetivos, o PNSE planeia uma estratégia de intervenção global que contempla quatro aspetos principais: a saúde individual e coletiva; a inclusão escolar; o ambiente escolar e os estilos de vida (MS, 2006).
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As adolescentes e a medida socioeducativa de internação : rompendo o silêncio

As adolescentes e a medida socioeducativa de internação : rompendo o silêncio

Assim como Maria da Penha, Naomi também traz em sua fala denúncias contra uma ideologia institucional que prioriza a atenção aos adolescentes em detrimento da atenção às adolescentes. Ao se referir ao modo (in)diferente como são tratadas as adolescentes, ela expressa claramente o seu descontentamento em relação às desigualdades de gênero no atendimento: “E isso é de ficar revoltado, [...]”. A adolescente dá continuidade à sua reflexão procurando explicar os motivos pelos quais não concorda com tal (in)diferença. As pausas em sua fala sugerem que ela, aos poucos, toma consciência de que as adolescentes não apenas são tratadas de maneira indiferente dentro da instituição socioeducativa, mas que essa (in)diferença pode significar, também, que são mal tratadas. É interessante notar que Naomi, a princípio, atribui essa (in)diferença no tratamento dispensado às adolescentes ao fato de estarem presas: “[...] quer dizer que nós estamos presas que a gente vai ser tratado...”. Entretanto, ela em seguida emenda com um questionamento que revela, novamente, uma discriminação de gênero: “Que diferença tem de nós para os meninos?” Assim, finaliza a sua reflexão: “Só porque nós somos menores infratoras, mulheres?” trazendo à tona questões que são centrais para esse estudo: a discriminação da adolescente que comete ato infracional e a consequente invisibilização da infração juvenil feminina.
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Funcionamento psíquico de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa em...

Funcionamento psíquico de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa em...

A adolescência configura-se como um período de transição, marcado pela instabilidade e por comportamentos que confrontam o mundo adulto, sendo a adolescência em conflito com a lei ainda mais perturbadora por desafiar a sociedade. Quando este desafio concretiza-se no descumprimento de medidas estabelecidas no âmbito jurídico para os atos infracionais, faz-se necessário compreender estes adolescentes, a fim de subsidiar intervenções preventivas que possam evitar uma possível trajetória de criminalidade na fase adulta. O presente estudo tem por objetivo investigar o funcionamento psíquico de um grupo de 30 adolescentes em conflito com a lei, em cumprimento de medida socioeducativa em meio aberto. Esses 30 adolescentes foram distribuídos em três grupos, de acordo com o nível inferior, médio e elevado de resistência ao cumprimento da medida socioeducativa. A pesquisa foi realizada junto à Vara de Infância e Juventude de uma Comarca da Grande São Paulo, com a realização de entrevistas com os adolescentes, aplicação do teste de Rorschach e leitura dos respectivos processos judiciais. Os dados de entrevista e das informações constantes dos autos foram categorizados e avaliados em termos descritivos. Os resultados do Método de Rorschach foram analisados de acordo com as referências teóricas do sistema francês da Escola de Paris, considerando-se a produção quantitativa dos três grupos separadamente e também a análise qualitativa de três sujeitos, representantes de cada um dos grupos.
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MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO: ESTRATÉGIA PUNITIVA OU PROTETIVA?.

MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO: ESTRATÉGIA PUNITIVA OU PROTETIVA?.

Este artigo insere-se na área da Psicologia Social e toma como campo de pesquisa a problemática dos jovens em conlito com a lei. O objetivo do presente artigo é problematizar como os jovens em conlito com a lei são tomados no âmbito do cumprimento de medidas socioeducativas, analisando os discursos e as estratégias que se produz sobre essa população que recebe medida socioeducativa de internação. Ressaltamos que este artigo busca uma análise das estratégias de gestão que permitem que o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Federal 8069/1990) funcione como um dispositivo operacionalizador da cisão na população infanto-juvenil por meio de dois procedimentos distintos: as medidas protetivas, voltadas para crianças e adolescentes que muitas vezes são tomados como vítimas pelas instâncias judiciárias, e as medidas socioeducativas, destinadas a adolescentes que cometem atos infracionais e que frequentemente são entendidos como agressores, que merecem receber ações de ordem punitiva e corretiva. Tal cisão, como vamos discutir neste texto, acarreta práticas dicotômicas produzidas para aqueles que recebem medidas protetivas e medidas socioeducativas. O referencial teórico utilizado baseia-se em Michel Foucault, especialmente nas suas obras relativas aos estudos da governamentalidade.
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O ENSINO DE CIÊNCIAS NO CONTEXTO DA MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO GISLÂINE CARDOSO CLAUDIO

O ENSINO DE CIÊNCIAS NO CONTEXTO DA MEDIDA SOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO GISLÂINE CARDOSO CLAUDIO

Lecionar ciências é um desafio, pois essa área exige dos profissionais: a) uma ampla visão dos fenômenos que as compõem, como a integração de várias áreas do conhecimento num único componente curricular; b) a necessidade de concretizar conceitos abstratos e c) a problematização das concepções e práticas que têm se desenvolvido na escola. Neste trabalho, focamos o ensino de ciências no contexto de uma escola que atende adolescentes na medida socioeducativa da internação (BRASIL, 1990). Considerando, portanto, de um lado a educação como um direito e, por outro, a educação como essencial ao desenvolvimento dos adolescentes que se encontram na medida socioeducativa de internação, o ensino de ciências deve ser adaptado às limitações desse contexto, a saber: segurança, poucos recursos pedagógicos, sem perder de vistas o potencial que ele tem para o desenvolvimento do raciocínio científico e do pensamento e posicionamento críticos desses adolescentes. O objetivo desse trabalho foi identificar limites e possibilidades do Ensino de Ciências no contexto de uma unidade de internação de adolescentes do Distrito Federal. A metodologia utilizada na pesquisa foi qualitativa com delineamento da pesquisa etnográfica, já que grande parte dos dados coletados se deu a partir das observações e práticas da pesquisadora, que foi inserida no contexto da Unidade de Internação. Os resultados evidenciaram que aulas mediadas por experimentos, jogos e atitudes provocadoras por parte dos professores tornam o processo de ensino-aprendizagem de ciências mais significativa para os adolescentes internados, permitindo a vivência de um processo de inclusão escolar nas ciências, mesmo com as restrições encontradas no ambiente das medidas socioeducativas.
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Marcia Rejane Oliveira de Mesquita Silva

Marcia Rejane Oliveira de Mesquita Silva

A drogadição aparece como uma questão presente, o que exige a sensibilização do adolescente para adesão ao tratamento e também a disponibilidade de atendimento pelos equipamentos de saúde, tais como Centro de Atendimento Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD). Também a equipe técnica enfrenta dificuldades para que o Caps AD atenda o adolescente com restrição de liberdade. No entanto, a participação, no Fórum de Saúde Mental, de juízes do DEIJ e profissionais da equipe interprofissional do Fórum das Varas Especiais da Infância e da Juventude, tem contribuído para viabilizar o atendimento pelo Caps AD ao adolescente em cumprimento de medida socioeducativa. Tem8se verificado, nos últimos meses, experiências bem8 sucedidas com adolescentes que iniciaram o tratamento ambulatorial de drogadição ainda em privação de liberdade 8 seja internação por tempo indeterminado, seja internação8sanção. Nesses casos, o adolescente estabelece o vínculo ainda enquanto interno e, ao sair, já tem o Caps AD como referência o que favorece a continuidade do tratamento.
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“Pensar no que é certo e no que é errado – dentro da cela – Pensar no que a gente fez”: As vivências dos (as) jovens em cumprimento de medida socioeducativa na cidade de Fortaleza-CE / “Thinking about what's right and what's wrong - inside the cell - Thin

“Pensar no que é certo e no que é errado – dentro da cela – Pensar no que a gente fez”: As vivências dos (as) jovens em cumprimento de medida socioeducativa na cidade de Fortaleza-CE / “Thinking about what's right and what's wrong - inside the cell - Thinking about what we did”: The experiences of young people in fulfilling a socio-educational measure in the city of Fortaleza-CE

descrita como crime ou contravenção penal”. Como resposta isso, estão às medidas socioeducativas, as quais possuem 6 tipos de execução, sendo elas: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviço à comunidade, liberdade assistida, inserção em regime de semiliberdade e internação em unidade socioeducativa, nas quais as duas últimas são regimes de privação de liberdade – foco de nossa pesquisa.

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Grades não prendem pensamentos: limites da institucionalização na reconstrução do projeto de vida do adolescente

Grades não prendem pensamentos: limites da institucionalização na reconstrução do projeto de vida do adolescente

Espera-se que as alterações signiicativas observadas na legislação infanto-juvenil brasileira, que levaram a mudanças igualmente signiicativas nas formas de atendimento a este público, tenham de fato produzido resultados satisfatórios. Nesse sentido, o objetivo geral deste estudo foi identiicar se o atendimento do adolescente em conlito com a lei através da medida socioeducativa de internação tem sido eicaz no sentido de oportunizar a reconstrução do seu projeto de vida. Acreditando que um indicador dessa eicácia poderia ser a ausência de novas institucionalizações após o cumprimento da medida, realizamos uma pesquisa de fonte documental para coletar estes dados e discuti- los. Apresentamos a seguir uma revisão da literatura a respeito da internação de adolescentes, para após apresentar a metodologia da pesquisa realizada e os resultados encontrados, inalizando o trabalho com as conclusões deste estudo.
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Práticas de mediação sócio educativa em contexto escolar : um estudo de caso com alunos de uma turma PIEF

Práticas de mediação sócio educativa em contexto escolar : um estudo de caso com alunos de uma turma PIEF

O recurso a procedimentos de mediação socioeducativa, “enquanto método de resolução e gestão alternativa de conflitos, meio de regulação social e de recomposição pacífica das relações humanas” (Luison & Velastro, 2004, p.3, citado por Silva & Moreira, 2009, p.7), requer a existência de “profissionais preparados”, nomeadamente os professores, pois se os alunos receberem e incutirem novas regras de atuação no contexto educativo, quer face aos seus pares, quer face aos professores, estes necessitam também de agir em conformidade, uma vez que “de pouco servirá que(…) os jovens estudantes sejam sensibilizados e treinados para uma cultura de diálogo, de escuta e de pacificação das relações interpessoais, se o discurso de educadores e docentes for incoerente com esta postura” (Morgado & Oliveira, 2009, p. 50). No seguimento desta opinião, Sales e Alencar (2004) consideram que a mediação, por meio do diálogo e da escuta ativa, possibilita que as partes exponham o problema e este seja trabalhado de uma forma positiva possibilitando que os envolvidos consigam encontrar a melhor solução para as divergências. Será através da mediação que os alunos aprendem a chamar a si a responsabilidade do problema e tentam resolvê-lo por meio do diálogo, tendo como auxílio o mediador ou terceiro imparcial, capacitado para esse fim.
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Música e transformação no contexto da medida socioeducativa de internação

Música e transformação no contexto da medida socioeducativa de internação

Resumen: El presente artículo expone consideraciones acerca de un proyecto de canto coral desarrollado junto a adolescentes que cumplen medida socioeducativa de internación en el Estado de Amazonas. Esta acción hace parte de una política destinada a la garantía de los Derechos Humanos y a la inclusión en un estándar de convivencia social sana, productiva y solidaria de forma a evitar la reincidencia del acto delictivo. La premisa de ese proyecto se fundamenta en la concepción de ser humano en constante desarrollo, que transforma a sí y al medio social a través de las vivencias compartidas con otros. En ese contexto, la música favorece una posibilidad de transformación del sujeto al valorar su expresión creativa y espontánea, más allá de promover el desarrollo de habilidades artísticas, cognitivas y sociales de modo constructivo. A partir de los principios orientadores de la propuesta, han sido llevados a cabo ensayos, grupos reflexivos y presentaciones. La metodología utilizada está enfocada en tres principios básicos: presencia, afectividad y autoría. A despecho de las dificultades encontradas, las actividades han progresado de forma significativa, teniendo como resultado el desarrollo de interacciones más sanas entre los adolescentes y funcionarios del Centro, creciente apertura de los adolescentes en la expresión de sus objetividades, ampliación del autopercepción, interés en delinear un proyecto de vida y descubrimiento de aptitudes musicales. Palabras-clave: Adolescente en conflicto con la ley. Medida Socioeducativa. Canto-coral. Factores Protectivos. Todo dia o sol
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