Irrigação com Água Residuária.

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Pimenteiras malaguetas submetidas a água residuária tratada com diferentes lâminas de irrigação e doses de esterco bovino

Pimenteiras malaguetas submetidas a água residuária tratada com diferentes lâminas de irrigação e doses de esterco bovino

A escassez hídrica no semiárido limita a expansão agricola e socioeconomica. O reuso de água na irrigação torna-se uma opção para ser aplicada na agricultura. Nesse contexto, objetivou-se com este trabalho estudar as pimenteiras malaguetas (Capsicum frutescens) submetidas a diferentes lâminas de irrigação com água residuária tratada e doses de esterco bovino. Foram estudados dois fatores: Doses de esterco bovino: D1 (0% de esterco e 100% solo), D2 (10% esterco e 90% solo), D3 (20% esterco e 80% solo), D4 (30% esterco e 70% solo), D5 (40% esterco e 60% solo) e D6 (50% esterco e 50% solo), em base de volume e Lâminas de irrigação baseado na necessidade hídrica (NH) da cultura: 100% NH (L1), 75% NH (L2) e 50% NH (L3). Os dados foram submetidos no software SISVAR 5.6 em um esquema fatorial 3x6+1, resultando em 18 tratamentos, em blocos casualizados com 3 repetições e 2 plantas por repetição. Avaliando-se: altura de planta (AP), diâmetro de caule (DC) e número de folhas (NF), em épocas fenológicas distintas. Dentre os resultados obtidos evidencia a influência do esterco bovino na composição do substrato em todas as épocas de avaliação. A dose D6 na variável altura da planta aos 45 DAS obteve média de 16,7 cm, com 70 DAS resultou média de 40 cm, a avaliação aos 120 DAS a média foi de 45 cm. Na variável diâmetro do caule a dose D6 obteve aos 45 DAS médias entorno de 5 mm, aos 75 DAS as médias ficaram próximas a 10 mm, e aos 120 DAS as médias foram próximas a 13 mm. Na variável número de folhas a dose D6 ainda obteve médias superiores aos demais doses, sendo aos 45 DAS com médias maior que 20 folhas por planta, já aos 75 DAS a média de número de folhas ficou próxima a 90 folhas já aos 120 DAS a média passou de 200 folhas por planta. E a quantidade de água aplicada na irrigação que proporciona suprimento adequado da necessidade hídrica da cultura foi a necessidade hídrica de 50% na fase de maturação, e na fase de maturação sendo recomendada a necessidade hídrica de 75% proporcionando uma melhor eficiência no reúso da água.
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Crescimento e produção de gergelim sob irrigação com água residuária tratada e adubação com torta de mamona.

Crescimento e produção de gergelim sob irrigação com água residuária tratada e adubação com torta de mamona.

Objetivou se com o trabalho estudar o efeito da irrigação com água residuária tratada e da adubação orgânica com torta de mamona no crescimento e produção de duas cultivares de gergelim. O experimento foi conduzido na Estação Experimental de Tratamentos Biológicos de Esgotos Sanitários, EXTRABES, nos laboratórios do grupo de pesquisa do Programa de Saneamento Básico, PROSAB. O experimento foi estabelecido em delineamento experimental inteiramente casualizado, com três repetições, vinte e quatro tratamentos. Sendo os fatores duas cultivares (CNPA G3 e CNPA G4), duas qualidades de água (água de abastecimento potável e água residuária tratada), cinco doses de torta de mamona nos quais se aplicou 0, 2, 3, 4, 5 t/ha e quatro testemunhas (CNPA G3 com NPK e água de abastecimento, CNPA G4 com NPK e água de abastecimento, CNPA G3 com NPK e água residuária tratada e CNPA G4 com NPK com água residuária tratada. Foram 72 unidades experimentais, cada unidade experimental constituída de um vaso e uma planta A cultivar CNPA G4 apresentou maiores médias de altura, diâmetro caulinar e área foliar e número de frutos, quando comparada com a cultivar CNPA G3. De modo geral a água residuária tratada é uma boa fonte de nutrientes para as plantas de gergelim proporcionando maiores médias nas variáveis analisadas. A torta de mamona pode ser aplicado como fonte de adubação orgânica para a cultura do gergelim, respondendo positivamente aos tratamentos com os níveis de adubação, com melhores médias a medida que se aumentava a dose de adubação até um ponto, indicando que possivelmente exista um limite até o qual as plantas respondam ao aumento da de adubação.
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Crescimento de pimenteiras malaguetas sob doses de  esterco bovino e níveis de irrigação com água residuária

Crescimento de pimenteiras malaguetas sob doses de esterco bovino e níveis de irrigação com água residuária

Conforme Alves et al. (2011) a escassez hídrica provoca redução na produtividade agrícola complicando a vida dos agricultores na zona rural elevando os índices de desemprego e o êxodo rural. Como alternativa para a falta de água para irrigação na agricultura surge a aplicação do reuso de água tratada, disponibilizando água em quantidade para estes fins. A agricultura irrigada com água residuária faz parte da gestão integrada dos recursos hídricos, fornecendo demanda de água e nutricional (ALVES et al., 2009; REBOUÇAS et al., 2010), reduzindo os custos com fertilizantes, segundo Brandão et al. (2002).
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Vazão de gotejadores com distintos tempos de irrigação aplicando água residuária de suinocultura e água de abastecimento.

Vazão de gotejadores com distintos tempos de irrigação aplicando água residuária de suinocultura e água de abastecimento.

tempo de irrigação com água residuária de suinocultura e água de abastecimento 1E3A, 2E2A, 3E1A e 4E apresentaram valores de vazão nos tempos de funcionamento 0h e 160 h, de 3,59 e 3,31 L h -1 ; 3,58 e 2,08 L h -1 ; 3,60 e 2,40 L h -1 ; e 3,57 e 3,32 L h -1 , respectivamente (Figura 3c). Nesse caso, as reduções nos valores de vazão foram de 8; 42; 33 e 8%. Para 2E2A, 3E1A, essas reduções foram semelhantes às obtidas por DURAN-ROS et al. (2009) após 1.000 horas de operação de gotejador similar com água residuária sanitária terciária. Em geral, as alterações nos valores de vazão das unidades submetidas aos níveis 2E2A e 3E1A foram mais acentuadas do que nas submetidas aos níveis 1E3A e 4E, devido ao oxigênio dissolvido presente na água de abastecimento, que pode ter estimulado o desenvolvimento de microrganismos aeróbios com maior potencial de formação biofilme, corroborando PUIG-BARGUÉS et al. (2005) e BATISTA et al. (2011). Comparando as proporções de tempo de irrigação 1E3A e 4E, notou-se que a redução de vazão foi menor em 4E, devido à anaerobiose do efluente que não estimula o desenvolvimento de bactérias aeróbias especializadas na formação de biofilme com maior potencial de obstrução de gotejadores, tais como Enterobacter, Clostridium, Flavobacterium, Vibro, Brevibacterium, Micrococcus e Bacillus, além de não favorecer o desenvolvimento de bactérias que oxidam o ferro (Gallionella, Leptothrix, Toxothrix, Crenothrix e Sphaerotilus) e o enxofre (Thiothrix nivea e Beggiatoa sp) (NAKAYAMA et al., 2006).
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Adubação nitrogenada e irrigação com água residuária no cultivo de pimenta malagueta.

Adubação nitrogenada e irrigação com água residuária no cultivo de pimenta malagueta.

Ao analisar a tabela 6 verificou-se que a maior média individual do peso das pimentas verdes foi de 14g, sendo observada uma melhor combinação entre a lâmina de água residuária de lacticínio (W) de 583mm, ou seja, 100%da capacidade de campo, e com uma adubação de 150mg/kg de solo, isto é, maior nível de adubação. Estudos feitos por chaves et al,(2006) mostram que o incremento de nitrogênio no solo, pode ser muito importante para o rendimento da cultura de pimenta Tabasco, pois, os limbos foliares são responsáveis pela interceptação e a assimilação da radiação solar, proporcionando um aumento da capacidade fotossintética das plantas e conseqüentemente a sua melhor produtividade. As melhores médias no geral foram verificadas na lâmina de irrigação 583 mm, obtendo uma média de 9,50g de produção de pimentas verdes(PPV), e adubação de 150mg/kg de solo, obtendo uma média geral de 7,25g de produção de pimenta verde (PPV).
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Cultivo de berinjela sob irrigação com água residuária, doses de nitrogênio e fósforo.

Cultivo de berinjela sob irrigação com água residuária, doses de nitrogênio e fósforo.

A utilização sem controle da água pelo homem para diversos fins tem promovido escassez desse recurso natural principalmente nas regiões áridas e semiáridas e consequentemente limitando o desenvolvimento social e econômico das regiões. O reúso planejado é vastamente utilizado em todo o mundo, entretanto, no Brasil, mesmo possuindo regiões com escassez hídrica, essa prática ainda é pouco difundida. A berinjela (Solanum melongena L.) é uma hortaliça que possui grande importância no mercado de olerícolas no Brasil e no mundo. Objetivou-se com esta pesquisa avaliar a viabilidade técnica do uso de nitrogênio e fósforo juntamente com a irrigação utilizando efluente doméstico pós-tratado em filtro de areia com fluxo intermitente sob o crescimento, produção de fitomassa e floração de plantas de berinjela cultivada em ambiente protegido na região semiárida paraibana. O experimento foi realizado em ambiente protegido, no Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar (CCTA/UFCG), Campus de Pombal – PB, e cujos tratamentos resultaram na combinação de dois fatores: quatro doses de adubação nitrogenada (N 1 - 3,55; N 2 - 6,2; N 3 - 8,9; N 4 - 11,55 g de N/vaso) e quatro doses de adubação fosfatada (P1 - 15,28; P2 - 26,74; P3 - 38,2; P4 - 49,66 g de P/vaso) correspondendo respectivamente a 40; 70; 100; 130% conforme indicação de adubação para a cultura da berinjela quando cultivada em vasos, irrigada com água residuária pós-tratada em filtro de areia intermitente (AR). Adicionou-se um tratamento com 100% da adubação com N e P e cujas plantas eram irrigadas com água de abastecimento (AA). O delineamento experimental adotado foi o de blocos inteiramente casualizados, com os tratamentos arranjados em esquema fatorial 4 x 4 + 1, com quatro repetições. Conclui-se é possível utilizar água residuária na irrigação de plantas de berinjela, nas condições edafoclimáticas do semiárido. Doses de 3,55 g de N e 15,28 g de P por planta quando se utiliza água residuária na irrigação de plantas de berinjela são suficientes para suprir as necessidades nutricionais da cultura. A massa fresca da folha de plantas de berinjela decresceu linearmente com o incremente das doses de N aplicadas. A produção de massa fresca e seca da parte aérea de plantas de berinjela irrigadas com água residuária com 40% da adubação com N e P não diferiu das plantas que receberam 100% da indicação de N e P quando irrigadas com água de abastecimento e de reúso. A floração não foi afetada pelas doses de nitrogênio e fósforo, nem pelos diferentes tipos de águas utilizadas na irrigação. Não houve efeitos significativos da interação dos fatores estudados sobre as variáveis avaliadas em nenhuma das épocas de estudo.
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Contaminação do lençol freático e cultivo de alface sob irrigação com água residuária

Contaminação do lençol freático e cultivo de alface sob irrigação com água residuária

A água vem se tornando um recurso cada vez mais escasso, sendo necessário utilizá-la com maior cautela. Sabe-se que a agricultura é a atividade que mais consome água, deve-se então encontrar formas de minimizar a utilização na irrigação de água própria para o consumo humano. Sendo a agricultura uma atividade em que se pode utilizar águas de qualidade inferior, sem comprometer a cultura, o reuso de água surge como uma alternativa para reduzir o consumo de água de boa qualidade. Porém, faz-se necessário determinar se a reutilização de água é um método seguro ambientalmente, além de garantir que a produção seja satisfatória e sem ocorrência de contaminação da cultura. Assim, o presente trabalho teve como objetivo verificar o potencial de contaminação das águas subterrâneas por nitrogênio devido à irrigação com efluente do tratamento de esgoto, bem como, avaliar o cultivo da cultura da alface e a ocorrência de contaminação microbiológica na mesma. Para tanto, foram determinadas as concentrações das formas de nitrogênio presentes no percolado de área irrigada com água residuária, bem como, os parâmetros de crescimento e contaminação da alface por Salmonella. Observou-se, no percolado de área irrigada com água residuária, concentrações de nitrato de 33,14 a 47,97 mg.L -1 a 25 cm de profundidade e de 17,73 a 141,9 mg.L -1 a 50 cm de profundidade. Já as concentrações de nitrito e amônia foram inferiores, com o nitrito apresentando, a 25 cm de profundidade, concentrações de 0,0083 a 0,0301 mg.L -1 e a 50 cm as concentrações ficaram entre 0,0059 a 0,0119 mg.l -1 . Para a amônia as concentrações ficaram entre 0,215 e 0,527 mg.L -1 a 25 cm de profundidade e a 50 cm de profundidade as
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Produção de pimenta malagueta sob adubação orgânica e irrigação com água residuária tratada

Produção de pimenta malagueta sob adubação orgânica e irrigação com água residuária tratada

RESUMO: Com a ocorrência de secas prolongadas na região do Semiárido brasileiro, a escassez hídrica influencia diretamente na agricultura nessa região, de forma que o reuso de água e aplicação de esterco bovino torna-se uma alternativa viável para a produção de pimenta. Nesse contexto, a presente pesquisa foi realizada objetivando-se avaliar a produção sustentável de pimenta malagueta (Capsicum frutescens) sob níveis de irrigação com água residuária tratada e doses de esterco bovino. Foram consideradas as seguintes doses de esterco bovino D1 (0% de esterco e 100% solo), D2 (10% esterco e 90% solo), D3 (20% esterco e 80% solo), D4 (30% esterco e 70% solo), D5 (40% esterco e 60% solo) e D6 (50% esterco e 50% solo), em base de volume. Foram aplicados três níveis de irrigação, baseando-se na necessidade hídrica da cultura (NH), sendo 100% NH (N1), 75% NH (N2) e 50% NH (N3). Foram avaliadas as variáveis de produção e características físicas das pimentas produzidas. Houve aumento da produção de pimenta (g planta -1 ) ao incrementar 10% de
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Uso planejado de água residuária proveniente de estação de tratamento de esgoto na irrigação em cultura de alface crespa

Uso planejado de água residuária proveniente de estação de tratamento de esgoto na irrigação em cultura de alface crespa

residuária com oito repetições cada. O qual foi realizado após a caracterização da água residuária, que obteve como resultados, elevados valores para demanda bioquímica de oxigênio, demanda química de oxigênio, nitrogênio, fósforo, quando comparados a estudos já realizados e contagem de coliformes termotolerantes. Sendo este último, responsável pelo uso de sistema fechado para a aplicação do experimento. No entanto, os parâmetros encontram-se dentro do permitido pela legislação vigente. Posteriormente testes de produtividade e qualidade sanitária da alface produzida foram realizados, obtendo como resultado maior área foliar, número de folhas, altura, massa fresca da parte aérea e massa seca da parte aérea com a aplicação da irrigação com água residuária. Por fim, foi aplicado um teste de percepção pública em um grupo amostral de 107 pessoas referente ao reúso de água e utilização de água residuária na irrigação, mostrando que há grande aceitação do uso de esgoto tratado na irrigação de culturas agrícolas decorrente da alta confiança da população em relação ao tratamento de esgoto realizado no município.
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CRESCIMENTO E ALOCAÇÃO DE FITOMASSA DO QUIABEIRO SUBMETIDO À DOSES DE NITROGÊNIO E IRRIGAÇÃO COM ÁGUA RESIDUÁRIA - DOI: 10.7127/rbai.v12n300775

CRESCIMENTO E ALOCAÇÃO DE FITOMASSA DO QUIABEIRO SUBMETIDO À DOSES DE NITROGÊNIO E IRRIGAÇÃO COM ÁGUA RESIDUÁRIA - DOI: 10.7127/rbai.v12n300775

A produção agrícola na região semiárida é limitada pela escassez hídrica, onde, a prática da irrigação é uma das principais tecnologias usada para assegurar o crescimento e a produção das plantas. Neste sentido, objetivou-se avaliar o efeito de diferentes doses de nitrogênio associado à irrigação com água residuária doméstica pós-tratada em filtro de areia com fluxo intermitente, sobre o crescimento e alocação de fitomassa do quiabeiro cv. Santa Cruz, cultivado em região semiárida da Paraíba. O experimento foi conduzido no município de Pombal, Paraíba, no período de fevereiro a setembro de 2014, utilizando-se o delineamento experimental em blocos casualizado, com quatro repetições. Os tratamentos resultaram em seis doses nitrogênio (N 1 =
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Desenvolvimento da alface Elisa em diferentes sistemas de irrigação com água residuária.

Desenvolvimento da alface Elisa em diferentes sistemas de irrigação com água residuária.

Altura: Os valores médios da altura da alface durante o 1º ciclo apresentaram diferença significativa aos 25 DAT entre a água residuária e a do depósito, aplicadas na asper- são (Tabela 6), também diferiram entre si, os três sistemas de irrigação, utilizando-se água residuária e água do depó- sito, enquanto a aspersão diferiu do gotejamento superfici- al; constatou-se que, no 2º ciclo, com água residuária aos 14 DAT a aspersão diferiu do gotejamento subterrâneo e su- perficial, podendo ser devido à variabilidade entre as plan- tas em cada tratamento; nessa data de amostragem também ocorreu diferença significativa entre os tratamentos GSpR e GSpD e se observa que a maior produção de massa fresca nos tratamentos com água residuária não resultou em dife- renciação na altura das folhas. Hamada (1995), não obser- vou, em seu estudo com alface, diferença significativa na altura em nenhuma das datas de amostragem, considerando as lâminas de irrigação de 60, 80, 100 e 120% da evapora- ção do tanque “Classe A”.
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Cultivo da mamona e seu potencial fitorremediador sob adubação nitrogenada e irrigação com água residuária.

Cultivo da mamona e seu potencial fitorremediador sob adubação nitrogenada e irrigação com água residuária.

O rápido crescimento da população no último século contribuiu para um sensível desequilíbrio ambiental, especialmente causado pelos resíduos produzidos. Os estudos de novas formas de reutilização desses resíduos na agricultura têm-se tornado uma boa alternativa para substituir a adubação química. Isto proporciona um elevado aporte de nutrientes às plantas, baixando os custos com a produção agrícola. Neste contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar o uso de composto orgânico oriundo de lixo doméstico e a irrigação com água residuária domestica tratada no desenvolvimento e produção da mamona, bem como o seu potencial em absorver os metais como o cobre e o zinco. Para isto, as plantas foram cultivadas em ambiente protegido pertencente à Universidade Federal de Campina Grande, PB. O delineamento experimental foi em blocos casualizado em esquema fatorial 6 x 2, com 3 repetições, em que as 6 doses de nitrogênio disponível em composto de resíduo solido foram (0, 60, 100, 140, 180, 220 kg. N. ha -1 ) e 2 tipos de água (água potável e água residuária doméstica tratada). Verificou-se que as doses de nitrogênio influenciaram significativamente, no que diz respeito ao desenvolvimento, a produção e o teor de óleo da mamona BRS - Paraguaçu. Por outro lado, a utilização da água residuária não influenciou significativamente nos parâmetros avaliados. O teor de óleo para a Dose 1 (testemunha absoluta) foi de 27,70 % enquanto na dose 5 (180 kg. N. ha-1) obteve 51,50% de teor de óleo, sendo 1,86 vezes maior que o teor de óleo obtido quando não houve utilização do composto de lixo como fertilizante. As mamonas se mostraram mais eficientes na absorção e translocação do zinco quando irrigadas com água residuária doméstica tratada. Consequentemente, a adubação orgânica oriunda da compostagem de lixo urbano e a irrigação com água residuária domestica tratada, pode substituir a adubação química no cultivo de mamona BRS Paraguaçu.
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Parâmetros biométricos de trigo na terceira aplicação de lodo de esgoto compostado e irrigação com água residuária

Parâmetros biométricos de trigo na terceira aplicação de lodo de esgoto compostado e irrigação com água residuária

O trigo, cultivar CD 150, foi semeado em 22/05/2012, em vasos com capacidade de 43L, em espaçamentos equidistantes de 3 cm, em solo classificado como Latossolo Vermelho Distrófico de textura média (SANTOS et al., 2013). Utilizaram-se 30 sementes por vaso mantendo-se 24 plantas após o desbaste. Essa cultivar caracteriza-se por apresentar porte baixo, altura média de planta em torno de 68 cm e é moderadamente susceptível à oídio. Vale mencionar que nos mesmos vasos foram cultivados dois ciclos consecutivos e antecessores de trigo (2011) e de soja (2011/ 2012), com aplicações de lodo de esgoto compostado e irrigação com água potável e água residuária de esgoto tratado, seguindo o mesmo delineamento experimental deste estudo.
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Avaliação qualitativa da água residuária de abatedouro de aves para fins de reúso em irrigação

Avaliação qualitativa da água residuária de abatedouro de aves para fins de reúso em irrigação

Observou-se pela tabela 10, que o volume obtido de sólidos sedimentáveis nas 3 amostras analisadas à montante das lagoas de estabilização estão bem acima do limite padrão estabelecido pela legislação, podendo ocasionar problemas de entupimento de emissores se utilizada em irrigação.Verificou-se à montante (afluente), elevada quantidade de resíduos sólidos liberados na água por ocasião da lavagem das aves, mostrando que houve alguma falha no sistema de coleta de sangue e sólidos (filtros) instalados antes das lagoas de estabilização. Os valores de sólidos sedimentáveis encontrados à jusante (efluente), evidenciam grande eficiência no sistema de tratamento da água residuária quanto à retenção de resíduos, já que estes reduziram-se a zero.
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Teores de nutrientes na alface irrigada com água residuária aplicada por sistemas de irrigação.

Teores de nutrientes na alface irrigada com água residuária aplicada por sistemas de irrigação.

As concentrações médias de nitrato na parte aérea da alface variaram consideravelmente entre os tratamentos, sendo de 1.090; 1.053 e 1.382 mg kg -1 , respectivamente, para os tratamentos Ar, GbR e GpR. Valores semelhantes foram obtidos por KIRKHAM (1986), com alface, utilizando água residuária municipal, verificando que o nitrato não provocou nenhum dano às plantas, ao contrário, foi benéfico para o desenvolvimento das mesmas. Para os tratamentos Ad, GbD e GpD, os valores médios foram de 251; 516 e 352 mg kg -1 , respectivamente, inferiores, portanto, aos obtidos nos tratamentos utilizando água residuária. A variação entre os tratamentos, possivelmente, foi devida à concentração desse nutriente na água de irrigação, havendo maior acúmulo desse nutriente com sistema de irrigação por gotejamento do que na aspersão. O sistema de cultivo também é um fator determinante no teor de nitrato em folhas da alface, conforme relatam MIYAZAWA et al. (2001), mostrando que o teor de N-NO 3 - na alface cultivada em sistema orgânico variou entre 250 e 6.570 mg kg -1 , e metade das
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Irrigação de milheto com água residuária tratada: Resposta de trocas gasosas e acúmulo de nutriente

Irrigação de milheto com água residuária tratada: Resposta de trocas gasosas e acúmulo de nutriente

O; 650 m) em esquema fatorial 5 x 2, consistindo de cinco níveis de concentração da água residuária tratada (0, 25, 50, 75 e 100%), combinado com dois tipos de solo (argiloso e franco arenoso). O delineamento estatístico do experimento foi em blocos casualizados com quatro repetições. O aumento na concentração de água residuária tratada na água de irrigação aplicada em solo argiloso e franco arenoso favoreceu o aumento da fotossíntese líquida, taxa de transpiração, condutância estomática, teor de clorofila foliar e acumulo de macro e micronutrientes nas plantas de milheto. Plantas de milheto cultivadas em solo argiloso apresentam aumento médio de 23% na capacidade de troca de gases e de 71% no acumulo de macro e micronutrientes, quando comparado com os tratamentos em solo franco arenoso. Portanto, a água residuária tratada contribui para o aumento da capacidade de troca de gases e maior acumulo de nutrientes em plantas de milheto, o que representa uma alternativa para a redução da demanda por água doce e uso de fertilizantes químicos.
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Desempenho de sistema de irrigação por gotejamento utilizado na aplicação de água residuária de suinocultura

Desempenho de sistema de irrigação por gotejamento utilizado na aplicação de água residuária de suinocultura

Neste trabalho, teve-se por objetivos avaliar e analisar o desempenho de sistema de irrigação por gotejamento quando utilizado para aplicar água residuária de suinocultura, no que se refere aos seguintes aspectos: (a) remoção de sólidos suspensos e de óleos e graxas em peneiras estáticas inclinadas operando com efluente; (b) influência da pressão de serviço no entupimento de gotejadores aplicando efluente e água; e (c) efeito da proporção de água no entupimento de gotejadores, após a aplicação de efluente. O experimento foi conduzido na Unidade-Piloto de Tratamento e Aplicação Localizada de Água Residuária de Suinocultura (UTARS) da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Viçosa, MG.
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Desempenho hidráulico de sistema de irrigação por gotejamento aplicando água residuária de suinocultura

Desempenho hidráulico de sistema de irrigação por gotejamento aplicando água residuária de suinocultura

O trabalho foi realizado na Unidade-Piloto de Tratamento e Aplicação Localizada de Água Residuária de Suinocultura (UTARS) do Departamento de Engenharia Agrícola (DEA) da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Viçosa, Minas Gerais.Na UTARS a água residuária de suinocultura, proveniente de granja tipo ciclo completo, foi submetida às seguintes etapas de tratamento: 1) tanque de sedimentação de 211,7 m 3 para remoção dos sólidos sedimentáveis e suspensos; 2) caixa de gordura de 8,6 m 3 para redução da concentração de óleos e graxas e 3) peneiramento para filtração do efluente visando seu uso em sistemas de irrigação por gotejamento. No sistema de filtração utilizou-se uma peneira com tela metálica de 47 µm montada em um dispositivo com inclinação fixa de 25º. Depois de passar pela caixa de gordura, o efluente foi armazenado em um reservatório de 7,1 m 3 . Um conjunto motobomba de 1 cv bombeou o efluente até a parte superior da peneira por meio de segmentos de tubos de PVC de 32 mm, dotados de perfurações circulares. O efluente filtrado foi armazenado em outro reservatório de 7,1 m 3 com a finalidade de abastecer as subunidades de fertirrigação.
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Reuso de água residuária tratada na irrigação da cultura do pimentão (Capsicum annun L.)

Reuso de água residuária tratada na irrigação da cultura do pimentão (Capsicum annun L.)

A reutilização de efluentes domésticos tratados para fins agrícolas pode favorecer o desenvolvimento de uma determinada região, particularmente nos casos de escassez de água. Os benefícios econômicos que o reuso pode proporcionar estão relacionados ao aumento da área cultivada e da produtividade agrícola, decorrente do aporte de nutrientes encontrados nestas águas. O objetivo desta pesquisa foi avaliar os efeitos do reuso de efluente doméstico tratado na irrigação de pimentão, visando produzir frutos adequados para consumo humano, e aumentar o rendimento da cultura em relação ao rendimento obtido usando água potável. Foram avaliadas características físicas, químicas e microbiológicas do efluente tratado, da água potável utilizada e do solo usado no cultivo. Também se avaliou o efeito do elemento nitrogênio fornecido pelo efluente e suas implicações no estado nutricional das plantas, nas medidas de crescimento, na produção de matéria seca e no rendimento da cultura, bem como as características microbiológicas dos frutos produzidos. Esse estudo foi realizado no período de Maio a Setembro de 2005, com uma variedade de pimentão. O delineamento experimental foi aleatorizado em esquema fatorial 4x2, sendo quatro tipos de água e dois níveis de adubação, e 12 repetições para cada tratamento. Foi possível concluir que a água residuária apresentou boas qualidades físicas, químicas e microbiológicas, não alterou significativamente os teores de macro e micronutrientes do solo nem provocou aumento na contaminação microbiológica desse, sendo, portanto, adequada para irrigação da cultura do pimentão. Além disso, o N mineral necessário para as plantas foi suprido parcialmente pela concentração de nitrogênio contido na água residuária usada. Exceto para o fósforo, as plantas cultivadas com água residuária apresentaram teores adequados de macro e micronutrientes no tecido foliar, e, na presença de N mineral, não houve alterações significativas na matéria seca da plantas. Entretanto, na ausência do fertilizante nitrogenado, a água residuária propiciou um incremento significativo dessa variável. O diâmetro de colo das plantas e sua altura foram maiores com o uso de água residuária do que com uso de água potável, além de proporcionar um aumento de 60% no rendimento dos frutos. Os frutos produzidos no experimento foram aceitáveis para o consumo, de acordo com os padrões recomendados pela Resolução n.◦ 12 de 02/01/2001 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, sendo de qualidade microbiológica superior aos frutos comercializados, principalmente em relação aos coliformes totais.
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Viabilidade do uso de água residuária tratada na irrigação da cultura do rabanete (Raphanus sativus L.).

Viabilidade do uso de água residuária tratada na irrigação da cultura do rabanete (Raphanus sativus L.).

A utilização de água residuária tratada para irrigação pode se tornar uma alternativa para regiões que enfrentam escassez de água. O presente trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos do reuso de efluente doméstico na cultura do rabanete (Raphanus sativus L.). O experimento foi realizado em casa de vegetação do Departamento de Engenharia Agronômica (DEA), localizada na Universidade Federal de Sergipe/Campus de São Cristóvão no período de agosto a setembro de 2011. O efluente foi coletado na Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Rosa Elze, localizada no Município de São Cristóvão/SE. As irrigações foram feitas utilizando-se cinco diluições diferentes. A lâmina de irrigação foi obtida pelo método do Food and Agriculture Organization (FAO) 56. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado (IC), com cinco repetições e duas plantas por parcela útil. Foram avaliados altura, massa seca e fresca da parte aérea; comprimento e massa fresca da raiz; diâmetro do fruto e número de folhas. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade, não havendo diferença significativa. Em relação à qualidade microbiológica do bulbo, realizou-se a enumeração de coliformes termotolerantes, de bactérias aeróbias mesófilas e a pesquisa de Salmonella, os resultados demonstram que o rabanete encontra-se dentro dos padrões estabelecidos pela legislação.
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