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Mulheres e professoras: repercussões da dupla jornada nas condições de vida e no trabalho docente.

Mulheres e professoras: repercussões da dupla jornada nas condições de vida e no trabalho docente.

A origem do trabalho doméstico remonta ao Brasil escravagista. Era praticado de maneira gratuita ou semigratuita por mulheres livres ou escravas. Mais tarde, foi atribuído às mocinhas como retribuição às famílias que as acolhiam em forma de apadrinhamento, prática que se manteve até meados dos anos 1950. Conforme Kosminsky e Santana (2006, p. 1) “[...] em nossa sociedade é um fato histórico e cultural a incumbência dessa atividade econômica a terceiros, principalmente às jovens mulheres não brancas, pobres e de origem rural, pessoas cuja força de trabalho é sub-valorizada.” A entrada de muitas adoles- centes pobres no mundo do trabalho ocorre via emprego doméstico, uma vez que desde a infância são submetidas a uma espécie de treinamento especial para o exercício destas funções, fornecido pelas mães, avós, tias ou qualquer outra figura feminina próxima.
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O PROCESSO DE TRABALHO DOCENTE NA EDUCAÇÃO BÁSICA: A ANÁLISE DOS PESQUISADORES DA REDE ESTRADO

O PROCESSO DE TRABALHO DOCENTE NA EDUCAÇÃO BÁSICA: A ANÁLISE DOS PESQUISADORES DA REDE ESTRADO

As redes analisadas pelos autores (MIRANDA, 2006; MONFREDINI, 2006; SANTOS, 2006; SILVA; FERNANDES, 2006) dos artigos aqui selecionados, em dife- rentes estados brasileiros, evidenciaram a dupla e, às vezes, tripla jornada de traba- lho dos docentes, muitos deles buscando complementar os baixos salários recebi- dos. Esse fato confirma a constatação de Oliveira (2007, p. 365), quando ela afirmou que a política salarial dos docentes no setor público no Brasil apresenta grande diversidade, ou seja, os vencimentos se diferenciam em função da carreira, do contra- to de trabalho, do cargo, do regime de trabalho, do nível e da classe, do tempo de serviço, das gratificações incorporadas, da titulação. Essa autora destacou ainda a diferença econômica regional existente no país, o que tem levado à discrepância nas condições salariais, entre diferentes redes públicas de ensino, verificando-se, inclusi- ve, docentes com a mesma formação e titulação, exercendo funções semelhantes sem, contudo, ter a isonomia salarial garantida.
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Organização do trabalho do professor : jornada, contrato e conflitos trabalho-família

Organização do trabalho do professor : jornada, contrato e conflitos trabalho-família

Barbosa e Silva (2009) estudaram a intensificação do trabalho docente na rede pública do Distrito Federal através de análise documental, observação e entrevistas com sete professoras de uma escola do ciclo I do fundamental com mais de dez anos na função. As autoras comentaram que a intensificação é decorrente de demandas institucionais, como: participação na gestão escolar, mudanças culturais e na família, novos esquemas pedagógicos usados nas escolas públicas e exigências da Secretaria da Educação, incluindo burocráticas e de desenvolvimento de atividades variadas com alunos que apresentam dificuldades. No âmbito de intensificação individual, elas citaram a necessidade de cuidar da segurança dos alunos, de afetividade com os mesmos, de formação continuada e de buscar maneiras alternativas de conseguir recursos e materiais para a escola. Tudo isso gera uma sobrecarga de trabalho para o professor.
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Fábio de Salles Meirelles

Fábio de Salles Meirelles

No documento de 1999, entre os indicadores selecionados, destacam-se: população rural e urbana, população economicamente ativa, escolaridade, pessoal ocupado por grupo de atividade econômica e sexo, estabelecimentos e área por grupo de atividade econômica, categoria do pessoal ocupado, principais produtos agrícolas, extrativismo, pecuária, número de estabelecimentos envolvidos com transformação e beneficiamento, acidentes e doenças decorrentes do trabalho rural, tendências do mercado de trabalho (atividades em expansão e declínio). O texto publicado estabelece que é responsabilidade das Administrações Regionais a elaboração da complementação do documento, envolvendo todos os municípios ou municípios pólos de cada Estado.
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Redução da jornada de trabalho e qualidade dos empregos: entre o discurso, a teoria e a realidade.

Redução da jornada de trabalho e qualidade dos empregos: entre o discurso, a teoria e a realidade.

O objetivo deste ensaio é examinar o tema da redução da jornada de trabalho de modo crítico, expondo algumas dimensões teóricas e empíricas importantes que costumam ficar excluídas do debate público sobre a matéria. Analisando algumas características sobre o tempo de contratação de trabalhadores no mercado de trabalho brasileiro, demonstra-se que existe uma grande distância entre o discurso, a leitura acadêmica sobre a matéria e a realidade. A redução da jornada de trabalho é um tema multifacetado, que caracteriza um debate complexo e polêmico, suscitando o interesse de diversos agentes sociais interessados nessa pauta, mas que possuem diferentes concepções acerca do debate, em razão da heterogeneidade de valores em jogo. Argumenta-se no artigo que as implicações sociais de uma medida política de redução da jornada de trabalho não podem ser previstas. Contudo, entende-se que essa redução é uma tendência histórica, vinculada ao desenvolvimento socioeconômico. Há diferenças marcantes entre o discurso sindical, a simpa- tia política pela medida, as afirmações teóricas e as evidências empíricas sobre a temática. O ensaio aborda o tema sobre duas dimensões principais: quantidade e qualidade do emprego. Quando tratado pela perspec- tiva da quantidade do emprego, envolve a questão da geração de empregos, a fim de minimizar os efeitos do desemprego. Quando tratado pela perspectiva da qualidade do emprego, envolve a questão da riqueza das atividades laborais e o melhor rendimento, proporcionando real melhoria nas condições laborais e na qualidade de vida dos trabalhadores.
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R EDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO DE ASSISTENTES SOCIAIS PARA 30 HORAS

R EDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO DE ASSISTENTES SOCIAIS PARA 30 HORAS

O relatório da Comissão Central constata que: os fabricantes raramente empregavam crianças de cinco anos, com frequência as de seis anos, muitas vezes as de sete anos e, na maior parte dos casos, as de oito ou nove anos; a jornada de trabalho durava de catorze a dezesseis horas não incluídos os horários de refeição; [...] Em algumas fábricas, havia dois grupos de operários para operá-las continuamente: um grupo trabalhava doze horas ao dia e outro, doze horas à noite. Não é difícil imaginar as consequências dessa permanente supressão do repouso noturno, que nenhum sono diurno pode substituir, sobre o estado físico das crianças, e mesmo dos jovens e dos adultos – dela resultou, inevitavelmente, uma superexcitação nervosa e um esgotamento do corpo, que se acresceram ao enfraquecimento físico preexistente (E NGELS , 2010, p. 188-189).
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Jornada de horas reduzidas e equilíbrio trabalho e família no setor bancário.

Jornada de horas reduzidas e equilíbrio trabalho e família no setor bancário.

flexível, especialmente a partir da década de 80, vêm se expandindo novos arranjos de trabalho, como por exemplo o trabalho de horas reduzidas, em que o número de horas trabalhadas por semana é menor que o padrão. Ao mesmo tempo, a participação feminina no mercado de trabalho se intensifica, sobretudo a partir da década de 70; por conseguinte, os conflitos entre trabalho e família tornam-se cada vez mais freqüentes. O trabalho de horas reduzidas é apontado, por alguns estudiosos, como potencialmente favorável à conciliação entre trabalho e família e, por outros, como desvantajoso para o funcionário, tanto pela imposição de horários quanto pelos prejuízos salariais, no que diz respeito aos benefícios e à ascensão na carreira. Devido a essas controvérsias e ao fato de existirem poucos estudos sobre o assunto no Brasil, objetiva-se estudar o impacto do trabalho de horas reduzidas no setor bancário, que apresenta a jornada de 30 horas semanais. Para isso, foram entrevistados, a partir de roteiros de entrevista semi-estruturados, representantes sindicais e bancários que trabalhavam no interior do estado de São Paulo. Também foram coletadas informações junto à base de dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) referentes à evolução no quadro de bancários, faixas salariais e jornada no estado de São Paulo e Brasil, considerando o período de 1994 a 2002. Encontrou-se que, por um lado, a jornada de 30 horas colabora para o bancário ter maior tempo livre para as atividades pessoais/familiares, mas, na maioria das vezes, ele é submetido a esse regime de trabalho sem possibilidade de escolha e acaba enfrentando alguns prejuízos em termos salariais, menores oportunidades de desenvolvimento, ascensão profissional limitada e menos tempo para desenvolver suas atividades, o que pode restringir as potenciais vantagens desta jornada para o equilíbrio trabalho e família. Notou-se, também, que tem ocorrido um decréscimo na porcentagem de bancários em jornada de 30 horas no Brasil e no estado de São Paulo, assim como uma predominância de mulheres nesta jornada, com perdas salariais mais acentuadas.
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Pessoal ocupado e jornada de trabalho: uma releitura da evolução da produtividade no Brasil

Pessoal ocupado e jornada de trabalho: uma releitura da evolução da produtividade no Brasil

Esse artigo faz uma releitura da evolução da produtividade nas últimas três décadas no Brasil e apresenta uma análise distinta da usualmente reportada na literatura. Em particular, mostramos que parte importante da perda da produtividade do trabalho ocorrida entre os anos de 1982 e 1992 pode ser explicada pela redução da jornada de trabalho média da economia brasileira. Nesse período, a produtividade por trabalhador caiu (-0,6%) enquanto que a produtividade por hora do trabalho ficou estagnada (+0,1%) devido a redução da jornada de trabalho (-0,7%). Com base nos dados de 1982 a 2011 da PNAD, do IBGE, construímos uma série anual de horas trabalhadas para a economia brasileira ajustada pelas modificações metodológicas da PNAD e, em seguida, utilizamos a PME para construir uma serie em frequência mensal que leva em conta os ciclos econômicos, permitindo uma análise mais precisa da evolução da produtividade do trabalho e da produtividade total de fatores (PTF) no período. Nossos resultados indicam que, no período 1982-2011, tanto a produtividade do trabalho (32,3%) quanto a PTF (14,5%) apresentaram uma elevação superior à sugerida por boa parte da literatura sobre o tema.
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Ser caminhoneiro: a análise das condições de trabalho e suas relações com a temporalidade laboral

Ser caminhoneiro: a análise das condições de trabalho e suas relações com a temporalidade laboral

Ao analisar as condições de trabalho dos caminhoneiros e suas relações com o tempo, sendo esse entendido como aspecto constituinte das condições e organização do trabalho, adotou- se o pressuposto que o tempo é um fenômeno complexo, onde ―tempos‖ coexistem, assim o método de análise cabal é aquele que reconhece que para entender a temporalidade não se pode conceber o tempo a partir de um conceito que desmembre o mundo em ―sujeito‖ e ―objeto‖, em tempo físico ou social, a compreensão do tempo deve partir de um composto em que ―repousa, simultaneamente, em processos físicos não importando que sejam moldados pelos homens ou independentes deles e em observações capazes de abarcar, de reunir numa síntese conceitual aquilo que se apresenta numa sucessão, e não como um conjunto‖ (ELIAS, 1998, p. 12). Pesquisar sobre as condições de trabalho dos caminhoneiros, em meio aos debates acerca da regulamentação da profissão, foi desafiador e, por vezes, angustiante. Estar em campo e em contato com esses profissionais é poder sentir e vivenciar as dificuldades relatadas, tão recorrentemente, por eles.
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Capital, força de trabalho e relações de gênero — Outubro Revista

Capital, força de trabalho e relações de gênero — Outubro Revista

Outras também haviam observado isso, mas, diferentemente dessas teóricas do trabalho doméstico, a avaliação de Vogel não a leva a argumentar que a base sócio-material da opressão às mulheres pode ser encontrada nas relações de gênero dentro do lar. Ainda que a família seja fundamental para a opressão às mulheres na sociedade capitalista, o pivô desta não é o trabalho doméstico das mulheres para os homens ou para as crianças, por mais opressivo ou alienante que ele seja. Em vez disso, a opressão gira em torno da importância social do trabalho doméstico para o capital – o fato de que a produção e reprodução da força de trabalho é uma condição essencial que reforça a dinâmica do sistema capitalista, possibilitando que o capitalismo se reproduza. E, ainda que ele não tenha que ser realizado no interior do lar, – orfanatos públicos ou privados, por exemplo, assumem a responsabilidade de reproduzir força de trabalho também – o fato de que é um assunto predominantemente privado, doméstico, realizado de acordo com o fato biofísico de que a procriação e a amamentação requerem corpos sexuados-femininos, explica por que existem pressões sobre a família para estar em conformidade com a desigualdade de normas de gênero. Em outras palavras, as mulheres são oprimidas na sociedade capitalista não porque seu trabalho em casa produz valor para o capital, nem por causa de um impulso patriarcal trans-histórico que coloca homens contra mulheres (embora tais atitudes, evidentemente, persistiram ao longo do tempo e do espaço). As raízes sócio-materiais da opressão às mulheres sob o capitalismo têm a ver, na verdade, com a relação estrutural do lar com a reprodução do capital: o capital e o Estado precisam conseguir regular sua capacidade biológica de produzir a
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Pobreza típica… de trabalho atípico — Outubro Revista

Pobreza típica… de trabalho atípico — Outubro Revista

No passado, a pobreza estava quase sempre associada aos países menos industrializados, menos desenvolvidos e mais marginalizados, do sistema econômico de desenvolvimento. Tratava-se, e[r]

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Douglas Uemura Nunes Naercio Aquino Menezes Filho Bruno Kawaoka Komatsu

Douglas Uemura Nunes Naercio Aquino Menezes Filho Bruno Kawaoka Komatsu

No presente trabalho utilizaremos a metodologia de Shimer (2007) para a recuperação dessas duas probabilidades a partir de medidas discretas de estoque disponíveis pela PME. Esse modelo de tempo contínuo evita explicitamente o viés de agregação temporal, que ocorria se fizéssemos a inferência das probabilidades através das variações de estoques totais de trabalhadores e desocupados entre dois instantes no tempo. A causa do viés é de que alguns indivíduos podem mudar de estado mais de uma vez, entre os dois instantes em que as medidas foram realizadas. Por exemplo, um trabalhador pode deixar um emprego e encontrar outro em um mesmo mês, e esta transição não seria captada na avaliação da mudança dos estoques entre um período e outro. Esse tipo de problema de medição levaria a um viés anticíclico da probabilidade de desligamento, uma vez que em períodos recessivos a taxa de admissão diminuiria. Em consequência, haveria menos chances de um trabalhador que perde o emprego de encontrar outro emprego no mesmo período e, assim, mais chances de ter o desemprego medido pela pesquisa. Por outro lado, como a probabilidade de desligamento é comparativamente pequena, o viés do lado das admissões seria também relativamente pequeno.
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A tríplice jornada de mulheres pobres na universidade pública: trabalho doméstico, trabalho remunerado e estudos.

A tríplice jornada de mulheres pobres na universidade pública: trabalho doméstico, trabalho remunerado e estudos.

dos percursos escolares das mulheres entrevistadas revelou dois diferentes tipos de fluxos escolares: os fluxos lineares (sem interrupções), somente para uma minoria; e os fluxos fortemente acidentados por interrupções ou reprovações e uma entrada tardia na universidade, para a grande maioria. Algumas das mulheres, como Jacira, Ana Maria, Mariana e Laura, interromperam os estudos no ensino fundamental e só voltaram a fazer o ensino médio depois de muitos anos, duas delas na modalidade supletiva de Educação de Jovens e Adultos. Para elas, a tríplice jornada de trabalho não é uma experiência recente, já que cursaram todo o ensino médio conciliando as funções de donas de casa, trabalho e estudo. Outras terminaram o ensino médio em idade regular e deram seus estudos por encerrados, despertando para o desejo de cursar o ensino superior somente muitos anos depois. Nadir Zago explica que nas camadas populares
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A arte de ser Beija-Flor na tripla jornada de trabalho da mulher.

A arte de ser Beija-Flor na tripla jornada de trabalho da mulher.

Para o autor, as diferenças biológicas ou ana- tômicas entre o sexo masculino e o feminino ser- vem como justificativa natural para a diferença socialmente construída entre os gêneros e, por conseguinte, para a divisão social do trabalho. Es- sas diferenças são produto de um trabalho coletivo de socialização do biológico e de biologização do social, exercido sobre os corpos e as mentes, fruto das relações sociais de dominação que se encarnam em habitus claramente diferenciados, e que levam os indivíduos a perceberem o mundo segundo esse princípio. O habitus é, portanto, uma capacidade cognitiva socialmente constituída e um sistema de esquemas de percepção, pensamento, apreciação e ação, que se dá por meio da internalização dos princípios da cultura (Bourdieu, 1986; Bourdieu e Passeron, 1975). O corpo, por sua vez, é o lugar onde se inscrevem as disputas de poder e o capital cultu- ral. Ele é a nossa primeira forma de identificação: homem ou mulher. Por conseguinte, o sexo define se seremos dominantes ou dominados.
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Resolução Consup n° 022014  Professor Titular (594 Downloads)

Resolução Consup n° 022014 Professor Titular (594 Downloads)

§ 2º A sessão de defesa de tese deve ser pública, consistindo de exposição oral de até 50 (cinquenta) minutos, sobre o conteúdo do trabalho, após o que, cada membro da Banca de Defesa de Tese disporá de até 30 (trinta) minutos para arguir o candidato, cabendo a este igual tempo para responder às questões que lhe forem formuladas.

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Resolução Consup n° 422014 (701 Downloads)

Resolução Consup n° 422014 (701 Downloads)

9º O processo de avaliação da concessão do RSC, após a verificação de autenticidade (caso haja necessidade, em documentos que não sejam da rotina da instituição como atos e portarias)[r]

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