Jovem Karl Marx

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Como ler Marx hoje? Resenha:Der junge Karl Marx (O Jovem Karl Marx)

Como ler Marx hoje? Resenha:Der junge Karl Marx (O Jovem Karl Marx)

Assim, os filósofos teriam uma vocação política, pregariam formas futuros de organização e de governo? Desde que Platão preveniu, por seu modelo constitucional exposto na República, os perigos de um governo composta de advogados, juristas e oligarcas que espalha ódio ideológico para dividir a população, a filosofia sempre se ata à criação de novos modelos políticos. O comunismo é apenas um deles, embora o mais fiel conforme um ideal de justiça segundo a qual a liberdade só se alcança quando inclui todos em um igualitarismo lateral. Para Badiou, a hipótese comunista defende quatro princípios éticos fundamentais, qualquer seja a forma concreta em que um Estado se reivindica deles: abolição da propriedade privada dos meios de produção; fim da divisão do trabalho entre trabalho intelectual e trabalho manual, direção e execução, e trabalho masculino e feminino; eliminação da identificação nacionalista; diluição da intervenção do Estado em deliberações coletivas. Em outras palavras, o Estado não pode continuar representando apenas os interesses dos mais poderosos, inclusive e especialmente, no que diz respeito aos planos de recuperação fiscal. É em função desta hipótese que devemos todos manter vivo o trabalho preparado por Marx sobre a ideia – antiga – do comunismo, em sua forma genérica e pautada por uma ontologia da multiplicidade irredutível, aberta e criativa.
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Vista do A crítica da religião na obra do jovem Karl Marx

Vista do A crítica da religião na obra do jovem Karl Marx

Marx buscou fundamentar o seu materialismo na tradição filosófica, mas para contrapor-se ao determinismo de Demócrito, escolheu a filosofia de Epicuro cuja ca- tegoria principal é o acaso e cujo critério de verdade é a sensação. Assim fez sua a defesa epicurista da liberdade, desde a Física até a Ética. Epicuro teve seu ponto alto nos meteoros, quando recusou a divisão da Física, contra toda a especulação grega, em nome da ataraxia – e, séculos depois, comprovou-se que estava correto. Preconizando uma física única, a sua filosofia não necessitou de uma metafísica para manter a coe- rência como ocorreu com os estóicos. Estes fizeram o mesmo caminho de Epicuro, recusando o destino, mas o substituíram por um deus, idéia que, futuramente, influen- ciaria o cristianismo.
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O “Jovem Marx” de Raoul Peck

O “Jovem Marx” de Raoul Peck

Nessa perspectiva, mais que meramente interpretar, cabe transformar! É assim que a formulação da célebre 11ª tese sobre Feuerbach é narrada por um Marx, em plena ressaca, a Engels, cujas análises são corroboradas. É verdade que Marx não abre mão da escrita acadêmica, mas nem por isso descura quanto à necessidade de produzir um pensamento complexo capaz de dialogar com as massas. O que está em jogo, enfim, é a necessidade de assegurar a soberania popular, de trazer o povo para o protagonismo político. Esse interesse pedagógico parece se refletir também no longa ora dirigido. É sob esse prisma que, ao invés de uma produção tecnicamente arrojada, O Jovem Karl Marx assume um perfil diferenciado: tal como O Manifesto Comunista, de 1848, o filme bem pretende parodiar certo “manifesto cinematográfico”.
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18 Brumário de Karl Marx e seus reflexos na sociedade moderna

18 Brumário de Karl Marx e seus reflexos na sociedade moderna

Impelido pelas exigências contraditórias dessa situação e, ao mesmo tempo, como um ilusionista sentindo-se na obrigação de apresentar constantes surpresas para manter os olhos do público fixos nele, ou seja, de realizar todo dia um novo golpe de Estado en miniature, Bonaparte, o suplente de Napoleão, esculhamba toda a economia burguesa, toca em tudo que parecia intocável para a revolução de 1848, deixa uns aguardando a revolução com paciência e outros com vontade de fazer a revolução e gera a pura anarquia em nome da ordem, enquanto simultaneamente despe toda a máquina do Estado da sua aura de santidade, profanando-a, tornando-a ao mesmo tempo asquerosa e radícula. (Marx, 2011. p. 154)
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O jovem Marx e os limites da política moderna

O jovem Marx e os limites da política moderna

Em 11 de outubro de 1843, na ocasião com 25 anos, Marx chega a Paris, capital in- telectual do mundo, cidade de lutas políticas e sociais e de uma classe operária revolucio- nária. Em Paris viviam milhares de refugiados alemães, que escaparam das perseguições políticas do governo prussiano. Esses alemães formaram grupos (espécie de sociedade se- cretas) de orientação socialista, aos quais Marx passou a freqüentar. Foi nestes grupos que ele teve contato com os ideais revolucionários do operariado francês, ideais estes que marcarão toda a sua obra daí por diante. Todo esse con- texto será fundamental à formação intelectual do jovem filósofo e o dará ânimo para o novo empreendimento que pretende dar termo jun- tamente com seu amigo Arnold Ruge, a criação de uma revista que divulgasse os ideais revolu- cionários. 1
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Karl Marx - 200 anos: a atualidade de sua práxis jornalística

Karl Marx - 200 anos: a atualidade de sua práxis jornalística

missão de “usar a imprensa como ferramenta que auxilie a classe operária a apreender criticamente a realidade e se motivar a agir para transformá-la” (MORAES, 2016, p. 47). Sinteticamente, como contribuições do Marx jornalista aos estudos da práxis noticiosa, podemos elencar: a) a preocupação em expressar a singularidade, sempre em movimento, da realidade social; b) a busca por elucidar as contradições sociais prementes na sociedade capitalista; c) a atenção especial em desnudar os interesses dos agentes e grupos sociais envolvidos nas dinâmicas dos acontecimentos; d) o olhar histórico sobre as causas imanentes dos processos sociais; e) a delimitação do território das disputas em consonância com a compreensão das particularidades presentes nos eventos; e) a compreensão da conjuntura como a busca de “captar as relações entre os fenômenos sociais inscritos em uma totalidade em movimento” (BENSAÏD, 2013, p. 160); e f) o ângulo da luta de classes como fio condutor na cartografia dos conflitos, ou seja, o concreto como resultante de múltiplas determinações que devem ser conhecidas para se pautar qualquer luta.
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Vista do O estatuto teórico da obra de Karl Marx

Vista do O estatuto teórico da obra de Karl Marx

Para Marx, como menciona Chasin em passagem textual, as articulações da totalidade estabelecem as “diferenciações dentro de uma unidade”, instaurando uma resolução para a problemática gnosiológica muito distante da dialética entre universal, particular e singular tão perseguida pela ciência burguesa. É o que demonstra o capítulo “Da teoria das abstrações à crítica de Lukács”, em que são analisados a Introdução a uma estética marxista e o capítulo 12 da Estética. Chasin verifica como, nestes estudos, Lukács circunscreve a discussão gnosioepistêmica à questão da particularidade consagrada pela filosofia clássica alemã (Kant, Schelling e Hegel), deixando, sintomaticamente, de dedicar um capítulo a Marx (CHASIN, 2015, p. 158).
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O conceito de trabalho nos manuscritos econômico-filosóficos de Karl Marx

O conceito de trabalho nos manuscritos econômico-filosóficos de Karl Marx

Este estudo tem o objetivo de compreender a teia conceitual que permeia a noção de trabalho apresentada por Marx nos Manuscritos Econômico-filosóficos. Relacionamos a noção de trabalho enquanto atividade produtiva humana a três outros conceitos: essência humana; estranhamento e liberdade. Na relação entre trabalho e essência humana o trabalho deve ser visto de maneira geral, como a atividade de metabolismo entre o homem e a natureza, e nesse sentido ele é a marca peculiar dos homens perante o reino animal, pois somente eles possuem a capacidade de criar o seu próprio mundo de acordo com sua vontade. A relação entre trabalho e estranhamento serve para expor formas particulares de trabalho em que impera a propriedade privada, sobretudo para descrever as modernas condições de vida. A última relação insere um problema salutar à compreensão do pensamento de Marx, é também o trabalho que cria as possibilidades de emancipação humana, relacionando-se assim diretamente ao conceito de liberdade, vista como uma superação do estranhamento e ao mesmo tempo a realização da essência humana. Os três conceitos são, portanto, complementares e indispensáveis para o entendimento do sentido da história humana em Marx.
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Vista do Os juristas nas Teorias do mais-valor de Karl Marx

Vista do Os juristas nas Teorias do mais-valor de Karl Marx

Depois de determinado momento do desenvolvimento do modo de produção capitalista, a burguesia subjuga a sociedade toda e o estado, colocando-os como subordinados aos seus interesses (cf. MARX, 1997; SARTORI, 2012). No entanto, a ascensão desta classe esteve ligada à crítica à burocracia absolutista, em que as figuras como a do sacerdote, do soberano e do jurista são proeminentes. Padres e magistrados foram grandes alvos da classe burguesa, que os enxergava como parasitas, tal qual eram os lacaios e os bobos. E, assim, como servidores da sociedade, tanto os religiosos quanto os juristas apareciam como partes parasitárias da sociedade, sustentadas pela atividade de outras pessoas. Deveriam, portanto, ser reduzidas o máximo possível. Ou seja, de acordo com Marx, no momento ascendente da classe burguesa, há claramente uma crítica ao trabalho que não é produtivo. Seria preciso reduzir o trabalho improdutivo – como aquele dos padres e dos magistrados – a despesas acessórias à produção, e subordinadas às necessidades desta última. E Marx não se cansa de destacar a limitação histórica desta concepção, em oposição tanto à Antiguidade quanto à época de Montesquieu. Ou seja, tal posição é típica da classe burguesa, marcando seu momento progressista e não podendo ser tomada como parâmetro para o proletariado, mesmo que sua crise seja um importante indicador do anacronismo da dominação do capital.
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Contribuição à compreensão do social no pensamento de Karl Marx

Contribuição à compreensão do social no pensamento de Karl Marx

Como se pode observar, Marx, tal qual Hegel, descarta a possibilidade de uma ação social orientada unicamente por fins egocêntricos. Critica assim, o pressuposto liberal do qual parte a economia política, tal qual Hegel o criticará na filosofia política de Hobbes. A produção burguesa não se fundamenta, portanto, num interesse individual autônomo, como defendia Adam Smith e até hoje defendem a maioria dos economistas liberais, mas está condicionada por determinações reflexivas que decorrem de uma determinada racionalidade comunicativa, de uma determinada forma de relações sociais de produção, ou melhor, de uma determinada norma orientadora do reconhecimento da alteridade. Sabemos, e isso será bastante discutido adiante, que a racionalidade comunicativa ou as relações de intercâmbio do modo de produção capitalista estão, para Marx, geneticamente vinculadas à natureza humana e geográfica e a um determinado desenvolvimento das forças produtivas, e é justamente isso um dos elementos que diferenciam sua abordagem do social da hegeliana. Contudo, nesse momento do texto, gostaríamos de destacar este outro elemento da abordagem marxiana do social, que é justamente este momento essencialmente normativo-cognitivo do ser social, que ele absorve de Hegel. Esse momento racional ou conceitual do ser social é fundamental para o ponto de vista da totalidade que orienta a abordagem de Marx do social. Obviamente, como veremos adiante, tal momento apenas existe, para Marx, como vinculado a determinações materiais, mas sem ele a realidade social fica incompleta e reduzida a meras determinações mecânicas e biológicas. Assim, para Marx, tal qual está exposto na citação acima, a produção é determinada pela racionalidade de uma determinada forma de contrato intersubjetivo, ou seja, é determinada pela racionalidade comunicativa através da qual reconheço os outros indivíduos me reconhecendo. O que se observa aqui, é que o quadro de referência de Marx, no plano da ontologia do ser
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A Crítica da economia política em O Capital de karl Marx

A Crítica da economia política em O Capital de karl Marx

alto grau de divisão do trabalho e de especialização, mas sem troca de equivalentes e sem subordinação à lógica objetiva da produção. Marx, talvez como nenhum outro cidadão de seu tempo, amou as máquinas, e as amou porque elas têm a capacidade incrível de poupar trabalho humano e, portanto, permitem ao homem despender seu tempo com as coisas que lhe deleitam e não com a produção das coisas mais básicas para sua subsistência. Ao contrário de Heidegger, que pensa que é a técnica que aprisiona o homem, Marx pensa que ela, em si, liberta, mas que o uso que o homem faz dela na sociedade capitalista o aprisiona. A crítica de Lange (ao menos na forma como o apresenta Benhabib) erra ao considerar que Marx relaciona o desenvolvimento das relações mercantis com o desenvolvimento dos meios produtivos, ou melhor, que para Marx o segundo não é pensável sem o primeiro. É óbvio que Marx é consciente que o processo de produção capitalista revolucionou e ainda revoluciona constantemente o modo de produzir, mas faz isto unicamente para fins de valorização; na suposta sociedade comunista, os homens seguiriam revolucionando constantemente o modo de produzir, mas visando o aumento de sua riqueza real (valores de uso) e a diminuição do tempo e energia despendidos na produção, a diminuição de trabalho. O que Lange é incapaz de conceber é que não são as máquinas, ou mesmo a divisão do trabalho, que possuem o imperativo de crescimento contínuo do montante de valor global; a máquina não distingue se é usada de modo capitalista ou não, e máquina nenhuma deste mundo sabe que nos produtos que elas criam existe também valor de troca. O curioso é que Lange, ao acreditar que é a própria produção que tem uma „lógica objetiva‟, é fetichista no sentido específico que Marx dá a palavra, credita às coisas as relações sociais; tanto faz se as naturalizando ou apenas as objetificando como propriedades inerentes. Por fim, a ideia de completa autoidentidade é completamente esdrúxula para Marx, seja por motivos práticos – Marx passou a vida no exílio em grande parte por não seguir os costumes, e não acreditar no deus, de sua pátria natal – seja teóricos – Marx é consciente de que discussões e discordâncias são necessárias para o desenvolvimento tanto social quanto individual, e tudo o que menos quer é uma sociedade estática 104 .
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Trabalho produtivo em Karl Marx: novas e velhas questões

Trabalho produtivo em Karl Marx: novas e velhas questões

valor que incorporam ao produto. A primeira determinação tem origem no caráter concreto do trabalho: como mercadorias específicas que demandam custos de produção distintos, as forças de trabalho simples e complexo corporificam magnitudes diversas de tempo de trabalho e portanto têm valores diversos. Por conseguinte, seus preços ou salários também variam. A segunda determinação provém do caráter abstrato de trabalho: o trabalho complexo traz em si a capacidade de potencializar o tempo de trabalho que a atividade individual despende. Entretanto, ambas as determinações se relacionam. O trabalho complexo somente é capaz de potencializar seu tempo de trabalho e logo multiplicar o valor absorvido pelo produto porque o trabalhador que o efetiva incorporou resultados determinados de trabalho pregresso que não são imediatamente apreendidos pelo modo vida comum dos trabalhadores, ou seja, que são assimilados por meio de formação subjetiva específica. Assim, é a especialidade concreta de sua atividade que confere ao trabalho a capacidade de criar valor multiplicado. Para essa conformação individual específica é imprescindível o dispêndio de tempo e meios de produção adicionais, isto é, tempo maior de trabalho social – valor – é incorporado à subjetividade no percurso dessa formação. Sua reprodução continua a absorver custos adicionais. Assim, a força de trabalho que vale mais necessariamente incorpora maior valor ao produto; ou ainda, os fatores concretos que determinam o aumento do valor da força de trabalho são os mesmos que imprimem ao trabalho a determinação abstrata de potencializar seu tempo de trabalho. Com efeito, Marx aborda ambas as determinações que caracterizam o trabalho complexo em conjunto: “Quando o valor da força de trabalho é mais elevado, emprega-se ela em trabalho superior e materializa-se, no mesmo espaço de tempo, em valores proporcionalmente mais elevados” (C, I, p. 230). Em outra passagem, Marx exemplifica: “Se o trabalho de um oficial de ourivesaria é mais caro que o de um jornaleiro, produz o trabalho excedente do primeiro, para a mesma proporção, mais-valia maior que a do segundo” (C, III, p. 191).
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Realidade e ficção em Eleanor Marx: filha de Karl; um romance

Realidade e ficção em Eleanor Marx: filha de Karl; um romance

Abstract: The paper presented here examines how some aspects of reality become fiction in the text. For both uses, such as corpus, the novel Eleanor Marx, daughter of Karl, a novel, Maria Jose Silveira, who tells the story of Eleanor Marx, daughter of Karl Marx, philosopher and founder of Socialism. Political activist and follower of Socialism, Eleanor was a woman ahead of her time, she embraced the great causes of his time. The text, as well as retelling, so novel, the last ten months of life of the character also portrays some of the great social events through which passed the English society of the nineteenth century. In this sense, the study aims to analyze as reality, fiction and history intertwine in a literary text, making the literature also as to constitute knowledge construction.
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A crítica à filosofia especulativa nos manuscritos econômicofilosóficos de Karl Marx

A crítica à filosofia especulativa nos manuscritos econômicofilosóficos de Karl Marx

32 Assim como a natureza existe por ela mesma, o ser humano é responsável por seus atos. É na cópula de dois seres humanos, ato genérico responsável pela produção de outro ser, que os humanos devem sua existência ao outro de si enquanto gênero humano. A pergunta sobre quem gerou a natureza e o ser humano é, para Marx, uma falsa pergunta. Para formulá-la, abstrai-se de ambos os seres, tan to o homem quanto a natureza, para partir de um não ser, um “não sendo”. A abstração do ser humano e da natureza não faz sentido para o filósofo alemão, porque o que interessa para a formação das ciências humanas e naturais é a relação entre os seres, entre seres e objetos, e vice-versa. Para Marx, tanto o homem quanto a natureza têm suas origens, suas razões de ser, neles mesmos, e não num não-ser, numa abstração sem lastro na efetividade.
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Dialética do trabalho e libertação humana na teoria de Karl Marx

Dialética do trabalho e libertação humana na teoria de Karl Marx

Cette thèse a le but de fournir une contribution sur le rôle du travail dans le processus de libération humaine chez Karl Marx. La libération humaine commence par le travail, dans la mesure où cette catégorie représente, ontologiquement, l’activité sur laquelle l’homme devient premièrement capable de disposer des éléments naturels pour élaborer sa propre vie matérielle. Le travail en tant qu’activité sensible d’individus vivants est aussi le point de départ épistémologique, parce que les études sur Marx commencent toujours à partir le questionnement de l’activité quotidienne des travailleurs. En pratique, cependant, les individus rencontrent certaines conditions naturelles et sociales données qui limitent leur autonomie. Quand il s’agit d’analyser des sociétés spécifiques, surtout celles où il existe des classes antagoniques, nous retrouvons d’autres catégories, telles que la propriété privée, l’extranéité, la marchandise et le capital. Marx comprend la société comme un processus de synthèse entre les conditions historiquement données et l’action des individus que dans chaque contexte possèdent toujours une sphère de liberté pour agir. Avec sa théorie Marx a l’intention de fournir aux travailleurs des éléments qui leur permettent de cibler leurs luttes en direction au « royaume de la liberté » ou « l’association des individus libres », dans laquelle se produit l’aspect positif du travail. Le « royaume de la liberté » ne se confond pas avec le royaume du loisir et ni même avec une société du travail forcé, il s’agit d’une société où les individus travaillent obligatoirement peu de temps, ils possèdent du temps libre pour accomplir des tâches auxquelles ils se prédisposent. Certains travaux, ceux qui sont plus libres et créatifs, seront considérés libertaires pour Marx dans la mesure où ils développent les capacités physiques et spirituelles des individus.
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Breve história da edição crítica das obras de Karl Marx.

Breve história da edição crítica das obras de Karl Marx.

Se Marx foi amplamente lido, é preciso notar, por outro lado, que a recepção de sua obra comporta numerosos problemas, distorções e, até mesmo, paradoxos (Thomas, 1991). Em primeiro lugar, o fato de que suas ideias tenham invadido os currículos de várias disciplinas acadêmicas não deve nos fazer esquecer a relativa marginalização de sua inluência justamente naqueles campos em que ele teria mais a nos ensinar, a começar pela economia, mas também a ilosoia e a política. Em segundo lugar, nos países em que o nome de Marx foi venerado e o marxismo se constituiu em ideologia oicial, a leitura de suas obras icou restrita a um punhado de estudiosos ligados a instituições pouco conhecidas. Fora delas, o que prevaleceu foi o ensino de alguma versão simpliicada e monolítica das ideias de Marx, cons- truída de modo a proporcionar justiicativas para as práticas políticas dos regimes vigentes. Finalmente, seguidores e adversários de Marx estabeleceram uma conti- nuidade direta e estrita entre suas ideias e aquelas que povoaram o marxismo em suas diferentes versões. Desse modo, as diferenças que poderiam existir – e, certa- mente, existem – entre os conceitos marxianos e as ideias marxistas foram deixadas em segundo plano e terminaram apagadas.
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A questão agrária na Europa Oriental na obra de Karl Marx

A questão agrária na Europa Oriental na obra de Karl Marx

Naródnaia Volia. En el cumbre de este partido estaba, con Axelrod y Plejánov, Vera Zasúlich, la que se había dirigido por carta a Marx. Éste también se apegaba al principio de que ‘los enemigos de nuestros amigos son nuestros enemigos’. Y la circunstancia de que estos enemigos del Naródnaia Volia concedieran en su órgano un espacio a los artículos de Johann Most, que en aquel tiempo empezaba su campaña contra la socialdemocracia y ponía por los suelos todo el movimiento obrero alemán, de ninguna manera reforzaba los sentimientos amistosos de Marx por Vera Zasúlich y sus afines. Dado su punto de vista de entonces, Marx tenía razón: no sabía ni podía saber que aquellos a que él consideraba contrarios estaban entonces evolucionando rapidamente del bakuninismo al marxismo (Plejánov señaló después que ya en el verano de 1880 era ‘medio socialdemócrata) y que precisamente aquel pequeño grupo de los opuestos del Naródnaia Volia estaba llamado a levantar en los años seguintes la bandera del socialismo occidental europeo en Rusia. Por otra parte, Marx tampoco podía saber que en las filas del Naródnaia Volia estaba cresciendo la corriente antimarxista (Naródnaia Volia nunca fue marxista, pero los ataques contra el marxismo en sus órganos sólo empezaron a aparecer en 1881), que en estas filas aumentaba el entusiasmo por las doctrinas de Eugen Dühring y que su representante en el extranjero, Hartmann, con el que Marx y Engels poco antes se trataban de tú, a sus espaldas tenía tratos con Johann Most en torno de la publicación de sus artículos en el órgano Narodnoia Volia.
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Os “manuscritos de 1844” de Karl Marx: (economia política e filosofia)

Os “manuscritos de 1844” de Karl Marx: (economia política e filosofia)

Primeiramente, acontecimento literário e crítico.Até aqui os Manuscritos não eram acessíveis aos leitores de língua francesa na tradução da edição de Costes (Molitor, Tomo VI das Obras Filosóficas). Todos aqueles que seencontrounanecessidade de praticar, sei por experiência queeste textoparcial, amputados de importantes desenvolvimentos, aflitos comerros e imprecisões [inexatidões], não poderia constituir um instrumento detrabalho sério. Eis aqui neste momento, graças a E. Bottigelli –cujo devo dizer o grande méritro –, em posse de uma edição em dia (a mais atual que sei, uma vez que Bottigelli utilizou as últimas informações da leitura e da correção lhe comunicado pelo Instituto Marx-Engels de Moscou) apresentada na ordem mais racional (MEGA), e numa tradução notável por seu rigor, sua minúcia, suas anotações críticas, e direi também, o que é muito importante, por sua segurança teórica (deve-se saber que é uma tradução concebível à condição expressa que o tradutor seja bem mais que um tradutor: um homem advertido [instruído] e penetrado não somente do pensamento de seu autor, mas também do universo conceitual e histórico, cujo mesmo se nutre. Condição cumprida [consolidada] hoje).
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KARL MARX A DETERMINAÇÃO ONTONEGATIVA ORIGINÁRIA DO VALOR

KARL MARX A DETERMINAÇÃO ONTONEGATIVA ORIGINÁRIA DO VALOR

concreto”. Portanto, ele se dirige à dialética como foco de análise, reafirmando seu objetivo e o conteúdo de seu trabalho, bem como a ruptura dos escritos de Marx: “Não estou com isso negando a enorme continuidade temática dos escritos de Marx. Se há ruptura ela é lógica e ontológica – e isso precisa ser entendido” 357 . Quanto aos Cadernos especificamente, queremos expor apenas um esclarecimento que Giannotti faz logo de entrada nas suas análises: “Os textos, cuja tradução daremos a seguir, devem ser anteriores ao que acabamos de estudar. São igualmente trechos do comentário ao tratado de economia política de James Mill e, como é de supor que Marx resumia e comentava conforme progredia na leitura, devem ter sido escritos antes da passagem já analisada, que se encontra quase no fim do extrato” 358 . E mais adiante, depois de indicar tratar-se de leituras imediatamente comentadas por Marx, Giannotti explica que, embora formalmente dispersas, não perdem o nexo interior, pois “Na verdade, Marx lançava no papel suas idéias conforme lhe advinham da leitura de Mill, desordenadamente e sem se preocupar com seu encadeamento num sistema teórico. Isso não significa porém que objetivamente as idéias não se engrenem e não se completem mutuamente” 359 . Certamente o filósofo uspiano soube explorar o conteúdo dos Cadernos com adequação às finalidades a que se propôs, pois nestas rápidas notas ele deixa clara a forma de abordagem de Marx. Não cabe aqui, como também não cabe para os demais comentadores mencionados, uma explicitação de suas análises, mas sim somente assinalar suas aproximações com os textos marxianos de juventude, para denotar seu grau de importância e contribuir para a compreensão de seu pensamento.
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Open A teoria da emancipação em Karl Marx e Jürgen Habermas

Open A teoria da emancipação em Karl Marx e Jürgen Habermas

que os operários se autoemancipem? A resposta, segundo Gouldner, é que Marx não abrigava tal esperança. A autoemancipação marxista se une outro tema contraditório, que a revolução nascerá da união entre a filosofia e a classe operária. Desta forma, existe outra força que se une na luta de classes, os comunistas. Os comunistas não são uma classe, mas de algum modo dirigem e representam os interesses do proletariado. Afirma, no Manifesto comunista, que os comunistas são a parte mais avançada que resulta da classe operária, ainda que não sejam operários, nem por sua origem social, nem por emprego atual (GOULDNER, 1983). Não abandona durante a evolução de seu pensamento seu interesse pela emancipação, em certo sentido esta noção dá unidade a sua obra, mas podemos afirmar que há uma atenuação desta quando se insere no universo da economia política. A ideia se expressa, na medida em que desenvolve sua teoria da economia política, como o conceito de mais-valia e, em nível mais geral, na análise das leis do capitalismo, situações em que a economia se converte em sujeito, despojando os homens de sua autonomia. Passa da linguagem do idealismo alemão a da economia política, e do homem como espécie ao estudo mais concreto dos papéis específicos que os proletários e os capitalistas desempenham. Neste movimento, a atenção dirigida à alienação se estreita a alienação do trabalho. Ignora outras formas de alienação e supõe que a solução centrada no trabalho reparará as demais. A revolução, portanto, perde o caráter de emancipação humana universal e se converte na revolução histórica e sociologicamente limitada contra o capital (GOULDNER, 1983).
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