Jovens - Moçambique

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Jovens e associações em Moçambique: motivações e dinâmicas actuais.

Jovens e associações em Moçambique: motivações e dinâmicas actuais.

O presente artigo é uma reflexão sobre dinâmicas associativas de jovens no Moçambique pós colonial. O objectivo desta reflexão foi identificar e analisar as motivações de engajamento dos jovens nesses agrupamentos. Baseando-se em aproximações empí- ricas feitas a duas associações de jovens – Associação Aro Juvenil e Associação Positiva Juvenil – a análise demonstra que dinamica associativa de jovens mete em evidência relações complexas entre identidade, contexto, o privado, o público e o afectivo. Embora haja múltiplas motivações, a adesão dos jovens em associa- ções associa trajectórias e expectativas individualiza- das. A nível discursivo, a entrada na vida associativa representa uma forma de legitimação sóciopolítica em resposta a um discurso que considera os jovens passi- vos e pouco intervenientes na solução dos problemas que lhes afecta em particular e à sociedade no geral. A nível das práticas associativas quotidianas, os jovens reintrepretam e dão outro sentido às motivações do seu engajamento: para lá dos objectivos formais, pretensa- mente desenvolvimentistas, altruistas e humanitários, o associativismo é uma estratégia de vida e de realiza- ção de projectos individuais. Criar uma associação e/ou nela aderir pode significar maiores possibilidades de aceder e controlar recursos e capitais diversificados como emprego/profissão, dinheiro, trabalho, poder, reconhecimento e prestigio, formações entre outros que de outra forma não seria possível.
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Para uma didáctica mais eficiente da língua portuguesa em Moçambique: como ensinar a língua portuguesa a jovens e adultos do curso nocturno da Escola Secundária da Maxaquene - Maputo

Para uma didáctica mais eficiente da língua portuguesa em Moçambique: como ensinar a língua portuguesa a jovens e adultos do curso nocturno da Escola Secundária da Maxaquene - Maputo

escola com alunos jovens e adultos, alunos-trabalhadores, que já percebem a importância da aprendizagem da Língua Portuguesa nas suas vidas, devido às suas necessidades e expectativas (educacionais e profissionais); verificar os problemas que os alunos têm em termos de competência linguística, tanto na escrita como na oralidade, assim como ter a consciência de que como professora desses alunos poderia, a partir dos conhecimentos obtidos como mestranda, contribuir para ajudar nas suas dificuldades, de modo a que eles alcancem o sucesso escolar e profissional, foram outras razões de peso nesta investigação contribuir para o número reduzido de trabalhos de investigação em Moçambique nesta área, propondo sugestões para uma flexibilização do ensino da Língua Portuguesa, tendo em conta os programas curriculares para o ensino secundário, podendo servir de contributo para futuros estudos neste âmbito, permitindo assim, verificar com maior acuidade a situação do ensino de português em Moçambique.
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Vulnerabilidade e Resiliência entre adolescentes e jovens vivendo com HIVSIDA na cidade de Maputo, Moçambique Kuhanya: O contágio da vida

Vulnerabilidade e Resiliência entre adolescentes e jovens vivendo com HIVSIDA na cidade de Maputo, Moçambique Kuhanya: O contágio da vida

A história de Moçambique é marcada por quinhentos anos de opressão e servidão imposta pela colonização portuguesa e por três décadas de conflitos armados que deixaram o país praticamente destruído e grande parte de população vivendo, até hoje, em situação de pobreza absoluta. O país enfrenta uma epidemia do HIV/SIDA de grandes proporções, com taxa de soroprevalência em torno de 16%, atingindo, especialmente, os adolescentes e jovens com idades entre 15 e 24 anos. Este estudo se debruçou sobre os adolescentes e jovens vivendo com HIV/SIDA em Moçambique, com o objetivo de conhecer e interpretar as vulnerabilidades que contribuíram para que tenham se infectado e as formas que têm adotado para o convívio com a soropositividade, na perspectiva de contribuir para o processo de formulação de políticas, programas e estratégicas de atenção à saúde dos adolescentes e jovens no país. As bases que fundamentaram esta investigação estão sustentadas pelo enfoque dialético histórico-estrutural e pelas premissas da pesquisa social exploratória e qualitativa. Os dados foram obtidos de acordo com os pressupostos da observação participante, tendo como cenário social/institucional o grupo de convivência de adolescentes e jovens vivendo com HIV/SIDA do Hospital Central de Maputo e por entrevistas semi-estruturadas individuais. Os conteúdos observados ao longo da pesquisa foram analisados e interpretados segundo os princípios da Hermenêutica de Profundidade sob a luz dos conceitos de vulnerabilidade e resiliência.
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Padrão de adiposidade em crianças e jovens de Moçambique: um estudo de genética quantitativa.

Padrão de adiposidade em crianças e jovens de Moçambique: um estudo de genética quantitativa.

Resumo – O objetivo foi estimar a contribuição dos fatores genéticos no padrão de adipo- sidade subcutânea de crianças e jovens de Moçambique. Foram mensuradas seis dobras cutâneas (DC) e os sete fenótipos marcadores do padrão de adiposidade foram: Σ6DC, ΣDC tronco, ΣDC das extremidades, razão ΣDC tronco/extremidades (RTE), primeira, segunda e terceira componentes principais. A heritabilidade (h 2 ) e a correlação (r) nos

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Intervenção psicomotora por terras de Moçambique : crianças com paralisia cerebral e jovens com DID, uma realidade escondida

Intervenção psicomotora por terras de Moçambique : crianças com paralisia cerebral e jovens com DID, uma realidade escondida

A educação inclusiva enfrenta muitas barreiras (e.g.: falta de formação, excesso de alunos - 85 alunos por turma), sendo difícil dar resposta às necessidades educativas dos alunos com deficiência (RAVIM e Handicap International Mozambique, 2010). Os problemas económicos (65 a 74%), a falta de apoio familiar (40%), as limitações pedagógicas (40%), a escassa informação (28 a 36%), as atitudes (13%) e as condições arquitetónicas (18 a 23%), constituem barreiras identificadas neste âmbito (PNAD II, 2012; RAVIM e Handicap International Mozambique, 2010). O Governo de Moçambique, através do Ministério da Educação, tem feito esforços para assegurar a inclusão das crianças/jovens com deficiência nas escolas regulares (UNICEF Moçambique, 2014b), sendo visível o esforço crescente na redução de barreiras ambientais e na capacitação e formação psicopedagógica permanente dos docentes (PNAD II, 2012). No contacto da estagiária com a comunidade do Bairro das Mahotas, verifica-se que as escolas regulares públicas, não conseguem dar resposta ao número total de crianças em idade escolar, ficando excluídas dessas vagas sobretudo as crianças com necessidades educativas especiais (NEE). Para além disso na cidade de Maputo existem apenas duas escolas de ensino especial (uma para crianças com deficiência auditiva e outra para crianças com DID – Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, 2013), insuficientes para dar resposta a todas as crianças com NEE.
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Trajetórias de inclusão de crianças e jovens cegas e com baixa visão no Instituto de Deficientes Visuais da Beira: Moçambique

Trajetórias de inclusão de crianças e jovens cegas e com baixa visão no Instituto de Deficientes Visuais da Beira: Moçambique

As outras atividades que neste centro as crianças e jovens são encorajadas a participar, são as actividades culturais. As turmas de ATL organizam grupos para teatro, canto, dança em função das habilidades das crianças e jovens. No teatro, os grupos encenam peças com temas da atualidade, escolhidas por elas. No dia da apresentação, as outras crianças e jovens na plateia, fazem críticas construtivas do tema e do desempenho de cada personagem com intuito de melhorar a atuação deste, bem como aprimorar a capacidade de análise e discernimento 23 . Se as peças teatrais não forem bem apresentadas ou ainda se o tema não for pertinente ou não haver concordância entre os papéis escolhidos e o tema, então o grupo deve repetir a apresentação numa versão melhorada. O outro aspecto importante nas apresentações teatrais são os debates que vão surgindo como resultados da transmissão de informações relevantes na vida destes meninos. Apesar de atividades como o debate serem realizadas num dia específico, o mesmo nos dias da apresentação de peças teatrais, auxilia as crianças e jovens a desenvolver a capacidade falar em público, proporcionando maior autonomia na criança bem como liberdade de se exprimir os seus sentimentos.O processo de inclusão de pessoas com deficiência visual na comunidade não é simples como as pessoas visuais tentam mostrar através de determinadas ações que no seu entendimento justifica a boa vontade.
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Exploração ou gratidão? Patronagem íntima e a gramática moral das trocas sexuais econômicas entre jovens curtidoras e europeus mais velhos, expatriados, em Maputo – Moçambique.

Exploração ou gratidão? Patronagem íntima e a gramática moral das trocas sexuais econômicas entre jovens curtidoras e europeus mais velhos, expatriados, em Maputo – Moçambique.

Alcançar uma relação de proximidade que possibilite confidências sobre assuntos tão íntimos pode ser um desafio que consome muito tempo e implica uma interação social prolongada e um grande engajamento pessoal (Groes-Green, 2009b) . Para me tornar respeitado entre as curtidoras e “arranhar” o significado mais profundo do cotidiano dessas jovens, aprendi português moçambicano, as gírias da juventude e o básico Changana – a língua materna dos meus informantes bilíngues. Após ter construído uma relação de confiança com essas jovens mulheres, me foi permitido participar da vida social dos bairros e das famílias e acompanhá-las enquanto se aventuravam na pulsante vida noturna da cidade para encontrar homens. No começo, as curtidoras me olhavam como um homem branco estranho, que fazia questões constrangedoras e que, para seu desagrado, se recusava a participar das festas e bebedeiras. Mais tarde, tentei quebrar as barreiras estruturais do trabalho de campo no que diz respeito a raça, gênero e classe, participando de uma variedade de atividades sociais e festivas junto delas (Groes-Green, 2012). Como resultado, me transformei de um observador distante naquilo que elas descreviam como um “irmão”, uma expressão que se refere tanto à minha idade mais madura quanto à confiança que depositaram em mim quando discutíamos questões relacionadas a amor, dinheiro e relacionamentos. Meu papel amplamente assexual evitou que elas me vissem como um namorado possível, e, por consequência, eu não era visto como uma ameaça para a família e para seus parceiros. Eu era, assim, capaz de participar em primeira mão dos dramas vividos na rede social mais ampla de patrocinadores, namorados e parentes. Aprender expressões changana para sexo, amor e espíritos ancestrais também serviu como uma entrada para discussões mais diretas (Groes-Green, 2011; Groes-Green; Barret; Izugbara, 2011).
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Alterações no padrão de actividade física em função da urbanização e determinantes socio-culturais: um estudo em crianças e jovens de maputo (moçambique)

Alterações no padrão de actividade física em função da urbanização e determinantes socio-culturais: um estudo em crianças e jovens de maputo (moçambique)

econômicas como consequência do restabelecimento da paz no país. O objectivo do presente estudo foi o de avaliar o impacto dessas alterações nos hábitos da atividade física das crianças e jovens da Cidade Maputo. Para o efeito, foi utilizada a informação disponível em dois estudos transversais, sendo um realizado em 1992 (estudo 1), durante o período da guerra, e outros em 1999 (estudo 2) 7 anos depois do acordo de paz. A amostra do Estudo 1 era constituída por 554 sujeitos (254 meninos e 300 meninas) e a do Estudo 2 por 1740 sujeitos (804 meninos e 936 meninas), ambas com idades compreendidas entre os 8 e os 15 anos. Para avaliação da atividade física, em ambos os estudos, foi realizada através de um questionário construído e validado para a população em idade escolar de Maputo o qual produz um Coefi ciente de Atividade (CA) por tipos de atividade, nomeadamente atividades domésticas, jogos recreativos, desporto formal e marcha. As comparações entre as duas amostras foram realizadas através da análise covariância utilizando o programa SPSS. Os CA domésticas, jogos recreativos e marcha diária foram signifi cativamente superiores no estudo 1 em ambos os sexos, com especial incidência nas idades mais precoces. Os CA das atividades desportivas formais foram mais elevados no estudo 2, enquanto que o CA global foi signifi cativamente mais elevado no estudo 1 em todas as idades e sexos. Os resultados sugerem uma redução abrupta dos níveis de atividade física em apenas 7 anos associado a um galopante urbanismo que se refl ectiu no aumento da mecanização e na redução dos espaços livres para a prática de atividades lúdicas.
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Estudo alométrico da aptidão funcional de crianças e jovens rurais de Moçambique.

Estudo alométrico da aptidão funcional de crianças e jovens rurais de Moçambique.

do Botswana, de ambos os sexos, em que os maiores valores foram, tam- bém, evidenciados pelas meninas. Para este autor, os maiores valores de coeicientes alométricos revelados por crianças africanas devem-se ao fato dos modelos alométricos se basearem em pressupostos que não tomam em consideração um conjunto de fatores maturacionais. Por outro lado, os modelos assumem que a forma e composição do corpo são constantes ao longo do processo de crescimento, o que para o caso concreto do cres- cimento das crianças e jovens não parece correto, sobretudo, na África.

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O associativismo juvenil em moçambique: estudo exploratório da participação associativa dos jovens da cidade de Maputo

O associativismo juvenil em moçambique: estudo exploratório da participação associativa dos jovens da cidade de Maputo

O associativismo é uma escola da vida para os jovens associados permite-nos ter mais contactos, ouvirmos e expressarmos as nossas opiniões. Proporciona-nos uma experiência de liderança, de ligação com os órgãos de tomada de decisão governativos. É mesmo sinónimo de viver em solidariedade e entreajuda buscando o desenvolvimento social. O associativismo dá-me muitas oportunidades, já pude participar numa conferência na sede das Nações Unidas, participar em vários debates sobre o desenho e execução de variadas políticas sociais agindo e interagindo directamente com os dirigentes; Já me beneficiei de várias acções de formação e capacitação e trocas de experiências que enriqueceram o meu currículo em grande medida. (Kwanza)
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MAJ Macombo (Moçambique)

MAJ Macombo (Moçambique)

Com a assinatura dos Acordos de Roma em 1992, o sector de segurança confrontou-se com a necessidade de uma reestruturação que teve início com a desmobilização de 92,881 soldados161 das forças armadas, de acordo com o estabelecido no Protocolo IV do Acordo Geral de Paz (AGP), que definia as bases para a criação das novas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). O processo de criação das FADM implicou primeiro a desmobilização total das forças governamentais e das unidades guerrilheiras da Renamo, e em seguida, a incorporação de voluntários de ambos os lados, numa base de 50:50. O objectivo de se alcançar um total de 30,000 tropas, conforme estabelecido no AGP, nunca foi, contudo, realizado, visto poucos voluntários se terem apresentado. Ainda como parte da reestruturação foi posteriormente instituído um novo sistema de recrutamento, que tem, no entanto, revelado deficiências, contribuindo assim para que os jovens não encarem as forças armadas como uma opção de carreira atraente.
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A intervenção psicomotora em Moçambique:

A intervenção psicomotora em Moçambique:

A mudança de expectativas face às pessoas com DID, através da descrição funcional (Thompson et al., 2014) das dificuldades e das capacidades, da estimulação das competências adaptativas e a identificação dos apoios necessários para a autonomia pessoal parece ser um tópico recente e relevante na intervenção (Woolf et al., 2010), incluindo a atividade profissional do psicomotricista, visível até pelo número crescente de estudos na área, apesar de com amostras com adultos com DID (e.g.: Antunes e Santos, 2015; Jardim e Santos, 2016; Júnior, Afonso e Santos, 2017; Leitão e Santos, no prelo). É na perspetiva das características pessoais positivas das crianças e jovens com perturbações de desenvolvimento – destacando-se a gentileza, afetividade, sentido de humor e satisfação com a vida, capacidade de reconhecimento de regras sociais simples e consideração dos estados de tristeza/alegria dos que são mais próximos (Carter et al., 2015), que a presente investigação se situa, tentando compreender o eventual contributo de uma intervenção psicomotora – enquanto um dos apoios passíveis de serem oferecidos a crianças com DID, focada na estimulação do CA e dos fatores psicomotores, para a melhoria da qualidade do grupo em questão. Referências
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A avaliação educacional em Moçambique

A avaliação educacional em Moçambique

Foram elaborados vários planos de educação: o primeiro Plano Estra- tégico do Setor de Educação (PEE I) cobriu o período 1999-2005, o se- gundo Plano Estratégico da Educação e Cultura (PEEC), o período de 2006-2011 e, atualmente, o terceiro Plano Estratégico da Educação, para o período de 2012 a 2016. O primeiro plano incidiu sobre três áreas conside- radas estratégicas: acesso, qualidade e aumento de capacidade de receber mais alunos. O segundo, mais abrangente, abordou a garantia do ensino pri- mário para todos, a educação para jovens e adultos, a melhoria da qualidade e a relevância para garantir a continuidade dos estudos nos níveis pós-primá- rio. O terceiro plano (2012-2016), assinado em junho de 2012, tem como prin- cipais estratégias, além da continuidade das metas anteriores, estabelecer investimentos na melhoria da qualidade e relevância do ensino pós-primário, para reforçar o seu papel no desenvolvimento econômico, social e político. Nessa perspectiva, o enfoque será dado à melhoria dos processos e condi- ções de ensino-aprendizagem, bem como ao aumento da capacidade da sua gestão, através da consolidação das reformas já iniciadas. Atenção particular será dada à relevância e à diversificação dos programas e currículo ofereci- dos, em termos da sua capacidade de oferecer resposta às necessidades da economia e, particularmente, das indústrias emergentes 13 .
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Quantificadores Universais no Português de Moçambique

Quantificadores Universais no Português de Moçambique

Como dissemos atrás, o estudo permitiu chegar à conclusão de que, nesta variedade do Português, os falantes realizam quantificadores universais todo e todos associados preferencialmente a NP, diferentemente de todo o e todos os no PE. Este fenómeno corrobora, em parte, o que Gonçalves e Stroud (1998) sugerem ao estudar o corpus do Português Oral de Maputo (POM) e Rego (2000), ao comparar o PE com línguas do Centro de Moçambique, que considera que há uma forte tendência de omissão de artigos. No entanto, isso não se verifica com ambos, embora, como dissemos, seja um quantificador pouco utilizado. Consideramos por isso, que este problema merece um estudo mais aprofundado. Esta observação não põe em causa a hipótese de que a ausência de artigo associada aos quantificadores todo e todos se pode dever ao facto de em Moçambique se falarem muitas línguas que pertencem a família bantu que não têm artigos, sendo assim possível uma interferência das estruturas dessas línguas sobre o Português. Para além disso, acreditamos que está cada vez mais generalizado o uso dos quantificadores todo e todos sem determinante definido no discurso oral dos falantes do PM.
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Comércio internacional e o crescimento económico em Moçambique: perspetivas e desafios da introdução da Bolsa de Mercadorias em Moçambique

Comércio internacional e o crescimento económico em Moçambique: perspetivas e desafios da introdução da Bolsa de Mercadorias em Moçambique

Porém, embora o país possua um potencial para melhorar a balança de pagamento com o incremento das exportações de produtos agrícolas, parece justo afirmar que ainda é cedo para avaliar o real impacto desta nova iniciativa, uma vez que as operações iniciaram em 2015, após um projeto-piloto de pequena envergadura, em 2014, numa das 10 províncias do país, por sinal a mais pobre, a província do Niassa, situada no Norte de Moçambique. O país possui largas extensões de terras férteis, e a agricultura é a principal atividade para mais de 80% da população das áreas rurais. Então, é de se esperar que o mercado organizado introduzido pela BMM venha afetar o volume e a qualidade da comercialização dos excedentes agrícolas no comércio interno e internacional. Por agora, o processo de comercialização é caracterizado pela excessiva dependência da zona Sul do país ao exterior (sobretudo da África do Sul e de países asiáticos), para a importação de produtos como o milho, arroz e feijão em volumes consideráveis, porque as infraestruturas logísticas são precárias e elevam os custos de transação, não permitindo um escoamento razoável dos abundantes excedentes produzidos no norte e no centro do país. Adicionalmente, há também indícios de saída de mercadorias fora do circuito oficial de registo e controlo, para além-fronteiras, sobretudo nas regiões fronteiriças do norte e do centro do país.
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O regime de propriedade da terra em Moçambique

O regime de propriedade da terra em Moçambique

A CRM de 1990 instaura uma nova fase na política da FRELIMO. Do ponto de vista constitucional, é desde logo aferida uma mudança considerável: enquanto o art. 4º da CRM de 1975 assumia o costume como um obstáculo aos objetivos do Estado moçambicano independente, por ser resultado da instrumentalização operada pelo colonialismo, o agora art. 6º da CRM de 1990 assume uma posição contrária, ao estabelecer que é objetivo fundamental da República de Moçambique “a afirmação da personalidade moçambicana, das suas tradições e demais valores socioculturais”. Tal disposição reflete a total mudança na abordagem que o Estado terá para com os usos e costumes das comunidades tradicionais, como veremos. Em matéria de direitos sobre a terra, esta nova abordagem trouxe também importantes novidades, que acabam por refletir aquilo é a Política Nacional de Terras (PNT) e as consequentes nova LT e seu Regulamento, que iremos de seguida analisar.
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A indústria do cimento como vector estratégico para o desenvolvimento de Moçambique: estudo de caso: Cimentos de Moçambique

A indústria do cimento como vector estratégico para o desenvolvimento de Moçambique: estudo de caso: Cimentos de Moçambique

Neste capítulo faz-se abordagem do sector dos cimentos na macroeconomia moçambicana, assim como a sua competitividade económica. Para a abordagem em causa foram revistas publicações de instituições especializadas em áreas especializadas que nos permitissem a análise do tema: i) o relatório do desenvolvimento humano da Organização das Nações Unidas (ONU-2011), ii) a competitividade dos países em Word Economic Forum e iii) a pesquisa da KPMG Moçambique-2011 sobre as 100 maiores empresas moçambicanas, onde encontramos a Cimentos de Moçambique.
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A governação em Moçambique : fases e processos

A governação em Moçambique : fases e processos

Em Moçambique, o processo de descentralização de competências, recursos, funções ou atribuições, como referiu-se anteriormente, resultam no reconhecimento de que as instituições locais estão melhor preparadas para a escolha de um conjunto de propriedades públicas que correspondam as necessidades das populações locais e deles decidirem sobre o volume da oferta de certos bens e serviços públicos (N. d. J. V. Canhanga, 2009). Este processo (Elias, 2012) “ (…) abriu espaço para a participação dos cidadãos no exercício governativo, através do seu envolvimento no processo de tomada de decisões nos órgãos do Estado sobre os programas de desenvolvimento local, através da institucionalização dos espaços de participação e consulta comunitária (…) traduzindo-se no incremento dos níveis de eficácia e eficiência dos programas concebidos e implementados localmente, facto que marcou um passo importante para a democratização do processo decisório no exercício governativo local” (p.4). Dado que o sucesso do processo de descentralização dependerá do envolvimento e participação da comunidade moçambicana no processo de tomada de decisão e que tal processo não se verifica frequentemente, poderá então se dizer, como refere o relatório da AfriMAP e Africa (2009) que a experiência dos 33 municípios previamente criados mostraram que este processo está pouco desenvolvido e com casos evidentes que referem a rara “interação entre as autoridades locais e os seus cidadãos.
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A independência do poder judicial em Moçambique

A independência do poder judicial em Moçambique

77 antigo presidente do Conselho de Administração (PCA) dos AdM, acusado pelo MP, de “autoria material e moral de forma continuada, crime de falsas declarações, crime de desvio de fundos do Estado e abuso de cargo e função”; (2) Antenor Pereira, antigo administrador financeiro dos AdM, acusado de co- autoria dos crimes dos quais Cambaza é acusado; (3) Maria Deolinda Matos, ex-administradora da Sociedade Moçambicana de Serviços (SMS), uma Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada (SARL), acusada pelo MP de ser cúmplice do esquema montado naquela empresa comparticipada pelas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e pelos AdM, ambas detentoras de respectivamente 50% do capital da mesma; (4) António Munguambe, antigo Ministro dos Transportes e Comunicações, acusado por crime de desvio de fundos do Estado na qualidade de encobridor; e (5) António Bulande, sobrinho de Munguambe, então seu chefe de gabinete do Ministro no Ministro de Transportes e Comunicações (MTC), acusado nos mesmos termos e nos mesmos crimes cometidos por Munguambe.
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Sociedades de capital de risco em Moçambique

Sociedades de capital de risco em Moçambique

Na realidade, se considerarmos o BEI como uma instituição financeira de desenvolvimento, a participação agregada destas instituições no total dos dois fundos de capital de risco disponíveis em Outubro de 2005 ascende a 95%. O envolvimento das instituições financeiras de desenvolvimento em fundos de capital de risco nos países em desenvolvimento, como anteriormente ressaltado, não é particular a Moçambique; pelo contrário, parece confirmar uma tendência dos anos mais recentes, facto que, por sua vez, diferencia a própria actividade nesses países daquela que é praticada nos países desenvolvidos. Particularmente, nota -se o envolvimento de instituições financeiras de desenvolvimento nos fundos de capital de risco destinados às PME dos países em desenvolvimento.
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