justificação por graça através da fé

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Justificação por graça e fé: um novo espaço para a vida

Justificação por graça e fé: um novo espaço para a vida

Os fariseus constituíam um partido político-religioso fechado e muito influente. Eram zelosos guardiães da lei, que procuravam guardar piedosamente. Cuidavam também que o povo a guardasse. Controlavam a classe média, a pequena burguesia camponesa, comercial e artesanal, ou seja, a maior parte da população de Israel Eram conhecidos desde a década de 130 antes de Cristo. Controla­ vam o povo através da sinagoga e das pequenas escolas ligadas às sinagogas.Rompidos com os saduceus e distanciados do povo marginalizado, eram qualificados como os "separados’'. Eles mes­ mos se saudavam entre si como "chareb” - companheiros. No tempo de Jesus, somavam em torno de 6.000, incluídos os que viviam na diáspora. Controlavam o povo, baseavam nele o seu poder, mas, ao mesmo tempo, o desprezavam, não lhe dando oportunidade de participação na organização social. Ainda que não pertencendo à classe social alta, era necessário que tivessem condições intelectuais e econômicas, para compreender e cumprir a lei, pois somente a lei do sábado somava nada menos que 170 regras e o cumprimento das leis exigia dinheiro para pagar o dízimo, comprar os animais de sacrifício e dar esmolas. Eram, em sua maioria, leigos, com participação do baixo clero, distanciado dos interesses da aristocracia sacerdotal dos saduceus. Expressavam uma nova consciência religiosa e política, em relação aos saduceus e, nesse sentido, instruíam o povo. Para tanto, contavam com os escribas que, baseados no seu saber, estavam em ascendência. Os escribas eram os doutores e intérpretes da lei, com a função de adaptá-la e atualizá-la. A lei não só regulamentava as questões do templo, dos sacerdotes, dos sacrifícios e da purificação, mas também as questões jurídicas, de cidadania, de família, bem como a tramitação de processos. "Grupo culto da pequena burguesia - assim os define Houtart - eles ganharam poder no Sinédrio e na Sinagoga No Sinédrio, como corte de justiça, eram determinantes o conhecimento e a exegese dos textos tradicionais. Na sinagoga eles se apresentavam como criadores de tradição, pela releitura dos textos antigos..."(15)
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A justificação por graça e fé em Paulo e sua relevância hoje

A justificação por graça e fé em Paulo e sua relevância hoje

Quem é o inimigo de Deus? É o infrator da lei, o transgressor dos mandamentos de Deus, é o homem que pisa os direitos de Deus. é o assassino da criatura e da criação. É o homem que faz os seus próprios deuses e produz a sua própria religião, é o homem que coloca a si mesmo no lugar de Deus. Mas não só estes são justifi­ cados. Pois o pecado não tem apenas a face da transgressão, da idolatria e da perversão moral. Deus condena com a mesma intran­ sigência toda forma de autojüstíficação do homem. Também aquele que acha poder prescindir da graça de Deus, que abusa da lei como instrumento para a demonstração da sua justiça própria (Rm 10, 3; Fp 3, 9), que quer conquistar o seu direito de existir por energias próprias, faz parte da sociedade dos pecadores. Seria errado qualificar esta ambição de ter justiça própria diante de Deus como simples delito religioso, pois ele tem graves conseqüências sociais. Quem não aceita a sua razão de existir e de viver da mão de Deus, deve confirmá-la através de qualidades e obras. E isto vai às custas dos outros. Autojustificação necessariamente produz a vanglória, a rivalidade entre os homens, ela leva à constituição de classes e à opressão, Para tanto os fariseus do Novo Testamento sao exemplo. Õ Evangelho da justificação gratuita, porém, exter­ minou o fariseu em Paulo, acabou com a sua vanglória (cf. Fp 3, 4; Rm 3, 27; 1 Co 1, 29ss; etc.) e fez com que ele aceitasse novamente a sua condição de criatura que, pela graça, é o que é (1 Co 15, 10). Cristo é o fim do abuso da lei (Rm 10, 4), ela não pode fazer o homem justo. Deus justifica por graça, não conside­ rando privilégios de qualquer espécie nem méritos ou qualidades. Justificação cria, muito antes, a solidariedade dos pecadores agra­ ciados, dando origem a um convívio, no qual não mais rivalizam fortes e fracos, nobres e humildes, judeus e gregos, escravos e libertos, homens e mulheres, mas no qual todos são um em Cristo (cf. 1 Co 1, 26ss; G1 3, 28). A justiça que provém de Deus, tem por efeito uma nova criatura. Onde se verifica esta nova criatura?
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Justificação pela fé e missão num contexto multirreligioso e multicultural

Justificação pela fé e missão num contexto multirreligioso e multicultural

34 “Somente a pregação apropriada da lei, que aguçará a consciência do homem além des­ se tipo de moralidade de códices, e a pregação do perdão por causa de Cristo podem trans­ formar essa religiosidade em verdadeiro cristianismo. Se as igrejas são clubes para as pes­ soas respeitáveis, isso acontece porque o evangelho do perdão não está no coração da mensagem cristã. Se não existe amor verdadeiro entre aqueles que se reúnem para adorar juntos, é porque não se foi atingido pelo amor que perdoa e aceita, fazendo de muitos um só. Por isso, nada pode ser mais relevante hoje ou em qualquer época do que a corre­ ta distinção entre lei e evangelho, ou seja, em outras palavras: a proclamação da justifica­ ção somente por graça, por causa de Cristo, através da , para boas obras.” M. J. HEI- NECKEN, “Man Tbday and the Message o f Justification” , Lutheran World, 9(3):203, jul. 1962. 35 Cf. D. W. JESUDOSS, “Das Menschenbild in der Bhagavadgita und der Bibel” , in: In-
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MORALIDADE, JUSTIFICAÇÃO E COERÊNCIA.

MORALIDADE, JUSTIFICAÇÃO E COERÊNCIA.

embora já reconhecendo que não conseguiremos responder a todas essas questões anteriormente formuladas, o objetivo central deste texto é procurar mostrar a força do coerentismo para o âmbito moral. Especificamente, queremos ressaltar como o coerentismo, quando aplicado ao caso moral, pode oportunizar um modelo mais eficiente para a justificação de crenças ao evitar os problemas epistemológicos do fundacionismo, tais como o dualismo, o dogmatismo e principalmente a assimetria entre fatos e princípios morais, de um lado, em contraposição às crenças morais asseguradas pelos agentes, de outro. também, procuraremos apontar que o coerentismo de tipo holístico consegue evitar o regresso epistêmico e apresentar uma solução ao problema da dicotomia entre os fatos e os valores ao estabelecer uma relação de reciprocidade na direção entre as regras e os casos, e que isso parece ser relevante ao observarmos o pluralismo moral de sociedades contemporâneas. Para tal finalidade, procuraremos responder às principais críticas endereçadas ao coerentismo, a saber, a crítica ao isolamento, aos sistemas coerentes alternativos e à circularidade, a fim de verificar se o coerentismo seria um modelo epistemológico adequado para se pensar a respeito da justificação de crenças morais ou se ele deveria ser integralmente abandonado em razão de suas supostas fraquezas.
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Direito à justificação - dever de justificação: reflexões sobre um modus de fundamentação dos direitos humanos.

Direito à justificação - dever de justificação: reflexões sobre um modus de fundamentação dos direitos humanos.

Entretanto, como o outro me obriga? Com base em sua initude, expressa em sua vulnerabilidade e necessidade, o outro me obriga. Ao reconhecer essa initude, eu atribuo ao outro dignidade[r]

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A categoria da repetição : abertura da interioridade através do movimento paradoxal da fé no pensamento de Kierkegaard

A categoria da repetição : abertura da interioridade através do movimento paradoxal da fé no pensamento de Kierkegaard

Há, portanto, uma antinomia direcional pungente entre os dois conceitos. A recordação aponta para uma lembrança que pretende recuperar uma verdade já existente, permanente, ao passo que a repetição se apresenta como um ato em constante abertura, que aponta para uma verdade e que é, continuamente, reconquistada, no sentido de se repetir sem negligenciar a novidade intrínseca ao próprio ato de existir. O “repetível”, portanto, não se apresenta como uma idealidade estática, fixada em uma eternidade que aponta para o passado imprimindo um modelo encerrado de realidade, mas realiza-se como ponto de partida para se abraçar o que há de novo na experiência que está se repetindo. Em outras palavras, enquanto a recordação se apresenta como um movimento que torna a existência estática, pois por direcionar o indivíduo, continuamente, para uma eternidade que se encontra no passado, a repetição exige, desse mesmo indivíduo, uma abertura para a descoberta da constante novidade contida no ato de existir, alterando sua própria existência, ou seja, continuamente, ressignificando-a. A distinção de conceitos apresentada, já no início da obra, culmina na formulação daquilo que Kierkegaard caracteriza como “vida”. Aparentemente, esta noção é de simples compreensão se considerada apenas como um conceito isolado. No entanto, ela elenca uma série de outros termos que, só através de sua contextualização no âmbito da repetição, torna-se possível compreender, de forma mais clara, o sentido pretendido por Kierkegaard, para trabalhá-la.
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PROTOCOLO DE INCORPORAÇÃO E JUSTIFICAÇÃO

PROTOCOLO DE INCORPORAÇÃO E JUSTIFICAÇÃO

O presente Protocolo e demais documentos relacionados com esta operação, serão submetidos à apreciação dos sócios e acionistas das sociedades envolvidas na operação[r]

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Justificação epistêmica e normatividade

Justificação epistêmica e normatividade

classificação de Goldman, que atribui graus diferentes de envolvimento da ciência em relação às normas e metas epistêmicas, Feldman concede que a informação empírica proveniente da psicologia é, em geral, útil para epistemologia quando se trata de verificar sobre se pessoas reais tem conhecimento em casos reais e pode, em alguns casos, ser potencialmente essencial para afastar argumentos céticos, segundo os quais nossas crenças nunca, ou raramente, satisfazem as condições necessárias para o conhecimento. Ele observa, por exemplo, que estudos empíricos podem revelar sérios erros que cometemos em nossas crenças sobre um determinado tópico, de tal maneira que nossas crenças neste domínio resultam do mesmo tipo de raciocínio defeituoso e que, portanto, não podemos ter conhecimento justificado neste domínio. Mas a cooperação para por aí. Feldman, ao contrário de Goldman, não acredita que a psicologia cognitiva possa ser útil ou melhor do que a epistemologia tradicional para elucidar questões eminentemente conceituais, relacionadas com a natureza do nosso conhecimento e com os critérios e normas da justificação epistêmica.
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«Tudo é graça»

«Tudo é graça»

Com esta parábola, exclusiva de Mateus, o evangelista dirigia-se a cristãos convertidos do judaísmo, habituados à mentalidade farisaica. Sugere que os tempos novos inaugurados por Jesus exigem homens novos…; que na vinha de Deus recebemos de graça e trabalhamos de graça, como resposta ao amor de Deus que foi primeiro. A nossa salvação é dom absoluto de Deus. Não temos crédito diante d’Ele, como pensava o fariseu ao lado do publicano cobrador de impostos (Lc 18,9-14). A nossa relação com Deus não se regula pelo «toma lá, dá cá» ou pelo «dou para que dês», mas pelo amor gratuito. O trabalho na vinha do Senhor, que é vida em acção, não se vende: seria prostituí-lo. Não se trabalha pelo desejo de recompensa, mas para servir os demais. Não se trabalha na Igreja para gerar desigualdade, mas para procurar a igualdade e fraternidade entre as pessoas. A resposta positiva dos que aceitam trabalhar na vinha significa pôr-se ao serviço uns dos outros, gerando uma comunidade de amor. Isso equivale a seguir Jesus. A parábola ensina a não confundir Deus com os nossos esquemas religiosos e morais, a deixar Deus ser maior do que nós, a deixá-lo ser Deus.
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Confiabilismo, Justificação e Virtudes

Confiabilismo, Justificação e Virtudes

É em “What is Justified Belief?” 9 que Goldman inicia esse segundo projeto. Nesse trabalho, Goldman se propõe a investigar tais condições substantivas e pretende fornecer uma teoria que possa caracterizar, em termos não-epistêmicos, as condições gerais necessárias para que uma crença esteja justificada. Para isso, ele apresenta alguns possíveis princípios-base que tentam fornecer uma ilustração do processo, e das propriedades do processo, que confere justificabilidade direta ao sujeito epistêmico. Não iremos discutir aqui cada um desses princípios, tampouco tal tarefa é interessante para os nossos propósitos. No entanto, tomando a ideia geral proposta por Goldman, que diz que um princípio-base explicativo da justificabilidade direta de um processo precisa ser dado em termos não-epistêmicos, sob pena de cair em circularidade, podemos adiantar que grande parte deles falha em oferecer uma noção clara de justificação e deixa em aberto justamente o que se pretende apresentar. É interessante para nós, entretanto, que a ideia geral de Goldman, que subjaz a análise destes princípios, é a de que eles devem fazer referência, de alguma maneira, às causas da crença. Entre tais causas estariam, segundo ele, processos de formação ou manutenção de crenças que são intuitivamente, e confiavelmente, conferidores de justificação -
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Conhecimento, ceticismo e justificação

Conhecimento, ceticismo e justificação

Argumentos céticos são, frequentemente, ditos paradoxais: conclusões contraintuitivas seguem-se de premissas à primeira vista bastante aceitáveis. Essa é uma razão pela qual eles nos causam tamanha perplexidade – e acompanham de perto os nossos inquéritos epis- temológicos desde, pelo menos, a Idade Moderna. Qual a atitude que devemos assumir diante desses argumentos? Para responder a essa pergunta, devemos, primeiramente, deter- minar quais argumentos estão em jogo. Ao identificarmos esses argumentos teremos con- dições de desvelar o que há de profundamente inquietante na posição adotada pelo cético: o problema não é o conhecimento, mas a justificação epistêmica.
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Da fé na Comunicação à comunicação da Fé

Da fé na Comunicação à comunicação da Fé

o ideal do amor não é a cegueira nem a ignorância. Certamente que o ser amado será sempre um mistério, mas é precisamente à medida do nosso verdadeiro conhecimento do outro que descobrimos o quanto nele subsiste para sempre de misterioso. Pelo contrário, quem não conhece verdadeiramente o outro imagina conhecê- -lo profundamente, manifestando desse modo que não o conhece. O amor autêntico só se inclina perante o mistério impenetrável do outro precisamente porque de verdade o conhece. Um pouco como o ignorante que se gaba de saber tudo, enquanto o sábio reconhece, humilde, a sua muita ignorância. Podemos concluir que o verdadeiro amor excede certamente o conhecimento frio, objectivo do outro, mas nem por isso se reduz a um sentimento de todo irracional. Quem ama com amor autêntico sabe porque ama, mesmo que o amor ultrapasse este saber. Numa palavra, «o coração tem razões que a razão desconhece», mas, precisamente, estas razões do coração que vão além da ordem natural da razão são ainda razões. O mesmo vale analogicamente para a religiosa: para ser digna do homem e da sua autonomia racional, ela deve ter razões para afirmar o que ultrapassa o poder da simples razão e, desse modo, para se abrir a uma outra lei, à heteronomia de uma revelação ou de uma qualquer outra forma de autoridade intelectual. Transracional, sim, mas, entretanto, razoável.
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Justificação da pena a partir de Kant

Justificação da pena a partir de Kant

Estado Democrático de Direito. Kant sistematiza o ideário desses direitos, mas defende em matéria penal uma tese bastante combatida, que é a defesa da retribuição. A teoria do direito kantiana está alicerçada na defesa da liberdade e impõe o respeito à dignidade humana (MERLE, 2009, p.23),que implica por sua vez, a defesa dos direitos humanos como um todo. Esta ideia constitui a base da legislação moderna, da Declaração Universal dos Direitos Humanos, à Constituição da Confederação dos Estados Unidos da América e a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América, entre outros institutos normativos importantes. A justificativa de Kant para a punição pela retribuição é que parece destoar da ideia que predominou no corpo de normas em matéria penal. Apesar da sua teoria do direito possuir grande destaque na construção do direito constitucional e na teoria geral do direito, em relação à legislação punitiva, a teoria de Kant, não foi bem aceita para justificar as punições. A maioria das legislações que surgem do Séc. XX em diante não defende a retribuição como critério para justificação da pena; ao contrário, advogam pela ideia de reabilitação e prevenção. Especialmente após a segunda guerra mundial, os teóricos europeus e americanos rechaçam a tese de Kant, sobretudo, em razão do holocausto, quando milhares de pessoas foram mortas pelas regras de retaliação do Estado Nazista. Na segunda metade do Sec. XX, do extermínio de milhares de pessoas com base das leis defendidas por Hitler a comunidade internacional ou as teorias que defendem a pena capital. Com efeito, o Estado nazista buscou justificar matança de milhares de pessoas inocentes, a partir da ideia de uma máxima retaliação contida na lógica da retribuição. Esse exemplo de retribuição punitiva não é a ideia de Kant para justificação da aplicação da pena. Ao contrário, a defesa dos direitos humanos está contida na ideia de retribuição defendida por Kant. Por isso, os fatos levaram a uma interpretação equivocada que tende a ir de encontro a qualquer teoria que defenda a retribuição penal.
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Ceticismo, contextualismo e a transmissão de justificação

Ceticismo, contextualismo e a transmissão de justificação

A teoria das alternativas relevantes é certamente uma das reações ao argumento cético mais influentes contemporaneamente. 1 A obra de Fred Dretske, em grande medida, é a responsável por essa influência. 2 A principal característica dessa teoria, assim como apresentada por Dretske, é a de que duas das nossas principais intuições a respeito do conceito de conhecimento parecem ser harmoniosamente acomodadas por ela. De um lado, a nossa intuição sobre o conceito de conhecimento parece apontar para o fato de que esse conceito é absoluto. 3 Dizer que as nossas intuições consideram o conceito de conhecimento como um conceito absoluto significa, para Dretske, dizer que a evidência ou justificação sobre a qual um sujeito apóia a sua crença de que p deve ser capaz de eliminar todas as alternativas à crença de que p. 4 A proposição de que q é uma alternativa à crença de S de que p se a verdade de q é incompatível com a verdade de p. Nesse sentido, nossas intuições parecem nos dizer que S não sabe que p se q é incompatível com p e a base evidencial ou justificatória sobre a qual a crença de que p está baseada não é capaz de eliminar a possibilidade de que q seja o caso. Esse aspecto da nossa compreensão pré-filosófica sobre o conceito de conhecimento é justamente aquele explorado pelo ceticismo: ao chamar nossa atenção para hipóteses céticas incompatíveis com as proposições ordinárias sobre o mundo exterior, o cético nos mostra que a evidência ou justificação sobre a qual nós baseamos as nossas crenças nesse tipo de proposição é quase nunca capaz de eliminar a possibilidade de que a hipótese cética seja o caso.
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Uma defesa contextualista de justificação epistêmica

Uma defesa contextualista de justificação epistêmica

Alternativas restritas ou locais podem encontrar objeção válida tanto em contextos cotidianos com recurso à elevada chance de um engano ser provável quanto em contextos epistemológicos com recurso à investigação adicional que permita o estabelecimento de uma nova cadeia evidencial capaz de provar, por exemplo, que S sabe que aquilo que vê não é uma mula espertamente disfarçada para parecer com uma zebra, mas uma zebra. Há, porém outro tipo de alternativa cética que é imune à rejeição com base em qualquer evidência: são as alternativas céticas globais. Alternativas céticas globais não são derrotadas por quaisquer evidências; a exemplo disso temos a hipótese do cérebro na cuba que pode neutralizar qualquer evidência empírica em contrário. Quando o paradoxo cético é construído a partir de alternativas céticas globais, a evidência disponível continua valendo para contextos cotidianos, mas em contextos filosóficos são insuficientes 26 . Diante de uma alternativa global e em terreno cético, nenhuma justificação será boa o suficiente.
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Rawls e a justificação coerentista em Ética

Rawls e a justificação coerentista em Ética

Brandt caracteriza a posição de Rawls como intuicionista por que Rawls adota como modelo de reflexão moral aquele que assume que nós já possuímos crenças morais bem arraigadas em nossa consciência e que devemos partir delas para, com reflexão e outras informações disponíveis, chegarmos a formular uma concepção de justiça que melhor sistematize o conjunto de crenças, salvando o total inicial de confiança e acrescentando, se possível, mais. Mas para Brandt é enigmático porque uma convicção ou intuição moral deveria ser necessária para testar princípios morais ou justificá-los. A mais séria objeção a esta concepção é que a crença em uma asserção não pode ser tomada como base para avaliar a sua justificação. Para Brandt este é um problema semelhante ao que se levanta a teorias coerentistas de crenças em geral: a teoria reivindica que um conjunto de crenças mais coerente está mais justificado do que outro, menos coerente, mas não há razão para pensarmos que isto seja verdade a menos que algumas crenças tenham uma credibilidade que não dependa de sua coerência com outras crenças, mas que sejam, por exemplo, de fato o caso, e não meramente acreditadas como o caso.
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O show da fé : a religião na sociedade do espetáculo : um  estudo sobre a Igreja Internacional da Graça de Deus e o  entretenimento religioso brasileiro na esfera midiática

O show da fé : a religião na sociedade do espetáculo : um estudo sobre a Igreja Internacional da Graça de Deus e o entretenimento religioso brasileiro na esfera midiática

A RIT é um empreendimento que merece uma atenção especial da Igreja Internacional da Graça. Fundada em 1999, a rede experimenta um rápido crescimento, tanto em programação, quanto em audiência. São vários canais que se ampliam para diversos lugares do Brasil e do mundo, mostrando uma programação diversificada, e que tem a pretensão de alcançar todas as classes sociais. Em Portugal, por exemplo, desde que entrou no sistema IPTV da operadora Clix e já na TVTel do Porto, a RIT está acessível a milhares de portugueses e brasileiros no país. Somado a isto, para quem não dispõe do sistema, por toda a Europa a RIT também franqueou o acesso através da compra de um decodificador e antena de 60cm, o que possibilita sintonizar livremente, e sem custos adicionais, o canal da Igreja da Graça pelo satélite HotBird 8. Igualmente presente nos Estados Unidos, a RIT tem uma estrutura de apoio na Flórida. O canal brasileiro da IIGD está disponível no canal 77, no pacote básico da Comcast 160 . Isso fez com que a rede, desde o dia 29 de maio de 2007, tenha mais de 500 mil assinantes da sua programação, em 19 cidades do Sul da Flórida.
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A graça sociológica do humor

A graça sociológica do humor

A nobreza do Seinfeld em Portugal é idêntica à da aristocracia falida, pois apoia- se fundamentalmente no capital simbólico amealhado junto de sectores circunscritos da sociedade. No campo do humor nacional, esse pergaminho atribuído aos produtos humorísticos televisivos de acordo com o horário em que são transmitidos, está na posse dos Malucos do Riso e seus sucedâneos. São eles que, grosso modo, passam nos tempos nobres desse suporte e que aliam o título referido, ganho através do reconhecimento quantitativo, à prosperidade comercial tão típica da burguesia. Distinguem-se por uma forma de serem eleitos por disposições típicas que se nivelam por baixo no espaço dos recursos – isto é, por disposições indistintas e dominadas.
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“Vende-se poesias de graça”

“Vende-se poesias de graça”

Não obstante (e esse é um movimento que se pode ver no desenvolvimento desses ambientes onde circula poesia) a instauração das formas que acolham o desejo de produção tende a diminuir [r]

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Graça Jéssica Costa da

Graça Jéssica Costa da

podendo ser confundido com mononucleose infeciosa. Os sintomas mais frequentes incluem febre, mialgia, artralgia, letargia, rash maculopapular, diarreia, faringite, úlceras na cavidade oral, perda de peso e mal-estar geral (Burrell, Howard, & Murphy, 2017; Taveira et al., 2014). O risco de transmissão nesta fase é bastante elevado, uma vez que a carga viral também se encontra bastante elevada, sendo portanto de extrema importância o diagnóstico precoce através da deteção, tanto do antigénio p24, como do genoma viral (Azevedo-Pereira & Lareto, 2012).
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