Juventude - Pastoral

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Coração, juventude e fé: memória e mística da pastoral da juventude do meio popular pjmp na arquidiocese da paraíba (1979-1993)

Coração, juventude e fé: memória e mística da pastoral da juventude do meio popular pjmp na arquidiocese da paraíba (1979-1993)

Este trabalho trata da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), a partir das interfaces memória e mística, elementos essenciais na gênesis e desenvolvimento dessa pastoral social na Arquidiocese da Paraíba. O estudo objetiva analisar a trajetória da Pastoral da Juventude do Meio Popular, entre os anos de 1979 a 1993, surgida como um movimento popular jovem nos quadros da Igreja Católica, bem como sua contribuição político-social na formação dos jovens da Arquidiocese da Paraíba; compreender qual a mística da PJMP e como ela servia de ânimo para a luta dos jovens do meio popular, nela inseridos; e estudar a relação (pontos de tensão, conflitos, divergências e convergência) existente entre a juventude, as pastorais e movimentos populares como setores distintos e ao mesmo tempo correlacionados na estrutura organizacional da Igreja Católica na Paraíba. Para tanto, foram entrevistados cinco ex- integrantes da PJMP, sendo três ex-participantes, quando eram jovens militantes da Pastoral à época pesquisada, e dois ex-assessores. A técnica utilizada foi a história oral temática, proposta por Meihy; Holanda (2007), e toda a análise foi feita a partir das falas dos colaboradores confrontadas com a documentação existente sobre a temática. Ao final, concluiu-se que a PJMP, em sua ação evangelizadora a partir da realidade do jovem do meio popular oprimido, à luz da Teologia da Libertação e da Igreja Renovada, foi fundamental para conscientizar esse jovem de seu papel na sociedade, através da formação, da inserção num grupo social que o acolhia e estava disponível à escuta, oportunizando-lhe a voz e a vez. Percebe-se, ainda, que a Pastoral possuía uma mística militante cristã que fazia desse(a) jovem um(a) apaixonado(a) pela causa libertadora do evangelho de Cristo, de forma crítica, consciente da sua condição de criatura de Deus, e por isso possuidor de direitos sociais como moradia, educação, emprego, lazer, entre outras necessidades humanas. Ao mesmo tempo em que a ação do(a) jovem na PJMP era apaixonante, através de sua mística, este agir revestia-se numa militância libertadora, não alienante, pois nela esse(a) jovem era protagonista de sua própria história.
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HERMENÊUTICA BÍBLICA DA PASTORAL DA JUVENTUDE: CENÁRIOS E APROXIMAÇÕES A PARTIR DE ÊXODO 3,1-6.

HERMENÊUTICA BÍBLICA DA PASTORAL DA JUVENTUDE: CENÁRIOS E APROXIMAÇÕES A PARTIR DE ÊXODO 3,1-6.

TOLEDO, Joilson de Souza. Hermenêutica Bíblica da Pastoral da Juventude: Cenários e Aproximações a partir de Êxodo 3,1-6. Dissertação (Mestrado em Ciências da Religião) – Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, Pontifí- cia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2016.

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Open Pastoral de Juventude do meio popular: práticas educativas e cidadania.

Open Pastoral de Juventude do meio popular: práticas educativas e cidadania.

A discussão sobre a formação de uma Pastoral de Juventude do Meio Popular, desde o início na diocese, foi um campo de lutas sociais, culturais, políticas e identitárias e foi sob este ambiente de luta por reconhecimento de sua identidade que nasce a Pastoral da Juventude do Meio Popular da Diocese de Guarabira, cuja ação se dá a partir de sua origem e de seu meio concreto, reclamando respeito à sua identidade e que atenda às suas necessidades formativas, tendo a sua realidade como ponto de partida, pois, a PJMP não foi fruto de um processo harmônico. Ela nasceu da necessidade de uma pedagogia diferenciada que permitisse aos jovens do meio popular o ingresso num espaço de formação política e social fomentadora de consciência e senso crítico acerca da realidade social, tendo o seu próprio meio como ponto de reflexão. Esse novo olhar dos jovens populares sobre suas realidades promoveu uma formação que os fez reconhecerem-se sujeitos de suas próprias histórias, humanizando-os; permitiu o desenvolvimento de uma espiritualidade libertadora que trouxesse a reflexão sobre relação fé e vida; e fomentou o conhecimento sobre as formas de opressão e exploração a qual o Estado e o capital imprimem em suas vidas.
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PAI NOSSO REVOLUCIONÁRIO, PARCEIRO DOS POBRES, DEUS DOS OPRIMIDOS”: APORTES PARA UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA DA PASTORAL DA JUVENTUDE (PJ)

PAI NOSSO REVOLUCIONÁRIO, PARCEIRO DOS POBRES, DEUS DOS OPRIMIDOS”: APORTES PARA UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA DA PASTORAL DA JUVENTUDE (PJ)

Segundo Michael Löwy (apud SOFIATI, 2012b, p. 13) pouco se tem pesquisado sobre “a formação e o desenvolvimento da Pastoral da Juventude, de sua pedagogia e de suas opções políticas”, evidenciando que as pesquisas sobre juventudes e Teologia da Libertação ainda têm um longo caminho pela frente. Também a celebração dos cinco anos do pontificado do Papa Francisco, ocorrido em 13 de março deste ano e a proximidade do Sínodo dos bispos com o tema os Os jovens, a fé e o discernimento vocacional nos apontam a pertinência de res- saltar um referencial teórico que contribua na investigação de grupos da Igreja Católica que estejam mais alinhados com os processos de mudanças em curso nesta etapa da vida eclesial.
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A Perseguição, a Fraqueza e a Cruz nas Cartas Paulinas Iluminando a Caminhada da Pastoral da Juventude

A Perseguição, a Fraqueza e a Cruz nas Cartas Paulinas Iluminando a Caminhada da Pastoral da Juventude

Resumo: ao olharmos a experiência da Pastoral da Juventude e do Apóstolo Paulo é possível colocar o conflito como uma das chaves de leitura para essa relação. Olhando através do que a literatura paulina deixa entrever sobre a experiência mística da conflitividade – perseguição, fraqueza e cruz – vivida como consequência de opções metodológicas, esse artigo colabora na construção de sentido sobre as experiências vividas pela Pastoral da Juventude em algumas dioceses brasileiras. Olhar para a personalidade, as escolhas e as circunstâncias do “apóstolo das nações” coloca sua figura em confronto com a vida de muitos jovens que são lideranças da Pastoral da Juventude de hoje. Por fim, buscando o ponto fundamental, o artigo sinaliza a paixão por Jesus como uma experiência que marca Paulo e própria Pastoral da Juventude.
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Jovens de grupo da pastoral da juventude no bairro Restinga de Porto Alegre - RS : identidades e saberes

Jovens de grupo da pastoral da juventude no bairro Restinga de Porto Alegre - RS : identidades e saberes

O tema deste trabalho é a juventude. Propõe-se a discutir as aprendizagens construídas pelos jovens do grupo da Pastoral da Juventude na periferia de Porto Alegre, no bairro Restinga. Este estudo tem como objetivo analisar a aproximação dos jovens em seu grupo religioso, para procurar entender as lógicas internas do grupo, as aprendizagens que constroem, assim como saber das relações que estabelecem com outros segmentos externos ao grupo. A pesquisa foi desenvolvida numa abordagem qualitativa, utilizando como método o estudo de caso e foi desenvolvida com 10 jovens participantes. Como instrumentos de coleta de dados utilizamos importantes estratégias usadas na pesquisa: Diário de campo, observação, entrevistas individuais e coletivas. A partir dos dados, foi realizada uma análise que gerou as seguintes categorias: identidades, socialização, aprendizagens e religião. Autores como Melucci (1997), Spósito (1996), Pais (1993) constituem as principais referências teóricas deste estudo. A investigação aponta que o grupo religioso é um espaço privilegiado de construção de identidades. No grupo, os jovens envolvem-se, fazem amizades e tomam consciência de que a vida com o outro pode ser educadora. A Pastoral da Juventude proporciona momentos para a revisão de vida, o debate, as trocas com jovens de diferentes realidades e o fortalecimento de valores. Fatores como a amizade, a solidariedade e a convivência com as diferenças são pontos fortes. O grupo é o espaço da construção da auto-estima, da troca, da amizade, do acolhimento, da crítica, mas, acima de tudo, de construção de uma imagem positiva de si. A Igreja ainda é uma das instituições tradicionais que consegue nuclear os jovens e dar autonomia a eles.
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Do jovem, para o jovem: estudo da identidade juvenil na Pastoral da Juventude

Do jovem, para o jovem: estudo da identidade juvenil na Pastoral da Juventude

Na primeira coluna, deparamo-nos com várias generalizações construídas sobre o jovem, definindo-o como alguém que precisa ser conduzido e guiado em um caminho seguro, no caso religioso. Não podemos ignorar o enunciado “Pastoral da Juventude” que nomeia esse segmento da Igreja e atua junto à juventude como forma de conduzi-los no caminho religioso, desde que estejam “unidos em torno de seus Pastores, e abertos às suas orientações, os cristãos se tornam sinal da unidade de todos os homens.” (CNBB, 1986, p.17, grifo nosso). Como forma de construção desse projeto, a Pastoral objetiva o jovem como marginalizado, apto à criminalidade e à exclusão social como forma de fazer com que o jovem se reconheça nessa identidade e deseje dela sair. Há uma proposta de poder instaurada neste documento que visa a governar/pastorear a juventude, orientando-a para a missão religiosa.
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"O Meu Desejo a Vida do Meu Povo" (Est 7,3): os Jovens da Bíblia Provocando Subjetividades e Autonomias na Trajetória da Pastoral da Juventude

"O Meu Desejo a Vida do Meu Povo" (Est 7,3): os Jovens da Bíblia Provocando Subjetividades e Autonomias na Trajetória da Pastoral da Juventude

Resumo: a Pastoral da Juventude (PJ) aparece como um segmento da Igreja Católica que fomenta escolhas, posturas e subjetividades que contribuem para que seus membros lidem de forma sadia com a diversidade e a adversidade. O que estaria por trás destas posturas e trajetórias? Este artigo se propõe a partir de aportes da história cultural e de gênero analisar três publicações de referência sobre personagens e perícopes da literatura sagrada cristã que marcaram a trajetória da PJ e assim reconhecer elementos de suas místicas, opções metodológicas e escolhas políticas. Estas publicações apontam para pessoas jovens marcadas pela autonomia, pelo protagonismo e por uma vivencia criativa e afirmativa de situações de adversidade.
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Jovens em movimento: o processo de formação da Pastoral da Juventude do Brasil.

Jovens em movimento: o processo de formação da Pastoral da Juventude do Brasil.

Para Ir. Ana Maria da PJ “Como estou mais de perto dos grupos que de uma certa forma pensam, articulam, não vejo uma ditadura, mais sim uma ação compartilhada. Tudo parte da base na PJB. Se parte da Base são os jovens, assessores que fazem acontecer. Mais para que os projetos aconteçam há grupos específicos, delegados por uma assembléia que mobiliza o todo. Somos uma rede”. Leiza da PJMP afirma: “Na PJB não há quem ‘manda’. Em tese e na busca da prática, são os (as) jovens protagonistas. Os (as) assessores (as) adultos (as) são acompanhantes, facilitadores (as), consultores (as). Como o exercício do poder - serviço, do jeito de Jesus é um desafio, até mesmo entre os (as) jovens corre-se o risco do autoritarismo, da concentração do poder. E entre nós adultos (as) o pecado ainda é maior”. Todavia, Ir. Cleonice da PJ questiona “o que chamamos de jovem? O coordenador que já em alguns locais é mais velho que o assessor, é adulto? Porém ainda não fez sua opção vocacional? Percebo nas andanças que fiz que infelizmente, atualmente o jovem não tem tido o espaço que é de direito, nem tanto pela assessoria adulta, mas pela coordenação adulta. A Pastoral da Juventude do Brasil, ação organizada do jovem para o jovem, e penso que até mesmo a própria estrutura que se formou é que complicou a participação do jovem”.
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Youth, Catholic Church and Internet: Approaches Possible?

Youth, Catholic Church and Internet: Approaches Possible?

O objetivo deste texto é discutir sobre religião e juventude. A ideia é refletir sobre as novas configurações da Igreja Católica, mais precisamente a Pastoral da Ju- ventude (PJ), o Ministério Jovem da Renovação Carismática Católica (MJ RCC) e o Treinamento de Liderança Cristã (TLC) e a categoria da juventude na sociedade con- temporânea. Nesse sentido, é interessante analisar quais são as especificidades dessa relação atualmente e perceber como se dá a influência da Igreja Católica sobre os jovens brasileiros. Segundo pesquisas realizadas por Camurça, Tavares e Perez (2015) e Camurça (2006), a pertença religiosa na sociedade atual se apresenta de forma diversificada, uma vez que ou- tras manifestações de religiosidade ganham expressão (como os pentecostais, protestantes e espíritas) para além daquelas ligadas ao catolicismo.
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Open Movimentos sociais urbanos: a produção do espaço e a luta pela moradia na cidade do Crato  Ceará

Open Movimentos sociais urbanos: a produção do espaço e a luta pela moradia na cidade do Crato Ceará

conteúdo mesmo pra poder argumentar nos trabalhos, nas lutas e nos conflitos, etc. O terceiro que era o converter, essa conversão, baseada num compromisso, mas, sobretudo pelo compromisso com a fé, um compromisso social, mas um compromisso de fé, que ali a gente não era qualquer grupo não, a gente tinha identidade que era da fé; então, a partir de Jesus Cristo que é o grande lutador, que é o grande libertador que nós começamos nosso trabalho. E o nosso grande porto seguro era a bíblia e esses três pontos a gente trabalhou muito tempo, daí foi crescendo as equipes paroquiais, as equipes das foranias e uma equipe arquidiocesana. Nós tínhamos um representante de todas as cidades da diocese do Crato. Então, tudo começa com essa articulação, depois com muita educação, formação e a conversão. A partir daí nós decidimos que era preciso criar uma sede na diocese do Crato e nós criamos porque a gente estava vinculada ao Nacional, ao Regional, que era todo o Ceará e também ao diocesano que era a diocese do Crato. A forania são as reuniões de algumas paróquias, porque no Crato estava a paróquia onde a gente se organizava. Então, a gente tinha uma articulação que a gente pode dizer hoje, que era blindada, porque onde batia tinha gente, então quando você avisava que haverá no próximo mês reunião dos representantes da Pastoral da Juventude, todo mundo sabia (Entrevista – liderança da PJMP, 2014).
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Da dominação masculina à submissão feminina: relação amorosa de adolescentes infratores e suas companheiras

Da dominação masculina à submissão feminina: relação amorosa de adolescentes infratores e suas companheiras

No histórico levantado por Sposito e Carrano (2003) sobre a juventude e políticas públicas no Brasil, os autores colocam que, com a elaboração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), as ações políticas se voltaram para um recorte etário e sócio-econômico estabelecido nesse Estatuto, deixando de lado a categoria “juventude” que é marcada por uma luta de instabilidade associada a determinados problemas sociais e “desvios”. Os autores, então, ao mencionarem a juventude como alvo necessário de implementação de políticas públicas, referem-se a uma parte da sociedade, existente no nosso país desde a década de 1970, que possui problemas de emprego e de entrada na vida ativa do trabalho, o que coloca a juventude, dessa forma, como um período que antecede à vida adulta e que depois do ano de 2003, foi elaborada uma política para a mesma. Ao tratar desta questão, o Ministério da Saúde segue a convenção elaborada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que delimita o período entre 10 anos aos 18 anos 11 meses e 29 dias de idade como adolescência e o situado entre 15 a 24 anos como juventude.
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EDISON BEWIAHN Políticas Públicas para Juventude: Um estudo de caso com egressos do ProJovem Urbano e sua

EDISON BEWIAHN Políticas Públicas para Juventude: Um estudo de caso com egressos do ProJovem Urbano e sua

As políticas de segurança pública voltadas para os jovens, tratadas no Art. 38, fala que deverá haver articulação das ações da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e ações não governamentais, tendo por diretrizes: I - a integração com as demais políticas voltadas à juventude; II - a prevenção e enfrentamento da violência; III - a promoção de estudos e pesquisas e a obtenção de estatísticas e informações relevantes para subsidiar as ações de segurança pública e permitir a avaliação periódica dos impactos das políticas públicas quanto às causas, às consequências e à frequência da violência contra os jovens; IV - a priorização de ações voltadas para os jovens em situação de risco, vulnerabilidade social e egressos do sistema penitenciário nacional; V - a promoção do acesso efetivo dos jovens à Defensoria Pública, considerando as especificidades da condição juvenil; e VI - a promoção do efetivo acesso dos jovens com deficiência à justiça em igualdade de condições com as demais pessoas, inclusive mediante a provisão de adaptações processuais adequadas a sua idade.
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O Álbum para a Juventude de Schumann: uma perspectiva didático-pianística

O Álbum para a Juventude de Schumann: uma perspectiva didático-pianística

CAPÍTULO II: Aspectos da escrita musical do Álbum para a Juventude...22. CAPÍTULO III: Considerações sobre o aspecto organizacional do Álbum para a Juventude...47[r]

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O dispositivo de juventude e as políticas públicas no Brasil

O dispositivo de juventude e as políticas públicas no Brasil

São variadas as razões que permitem afirmar que a globalização, assim como a ampliação das fronteiras de competitividade em um cenário de acelerada incorporação de inovações tecnológicas, são acompanhadas com uma notável elevação da potencialidade da contribuição dos jovens ao desevolvimento de suas sociedades. Certamente, a principal destas razões é a o papel detacado do conhecimento como motor das transformações e como recurso fundamental das sociedades para enfrentar os desafios que elas têm pela frente. A juventude – destaca-se – é a etapa da vida dedicada essencialmente à aquisição de conhecimentos. Para isso, a sociedade outorga uma moratória de papéis, isto é, uma suspensão temporária das obrigações que favorece tanto a flexibilidade para adaptar- se à novas situações, experimentando-se com elas e fazendo um balanço de suas vantagens e desvantagens, como a incorporação rápida de inovações, processo que não enfrenta, como nas gerações adultas, as resistências provenientes de hábitos e práticas culturais cristalizadas, ou de interesses que já fincaram raízes em estruturas institucionalizadas (OIJ-CEPAL, 2000, apud UNESCO, 2004, p.36)
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Jovens, juventude e políticas públicas: produção acadêmica em periódicos científicos brasileiros (2002 a 2011).

Jovens, juventude e políticas públicas: produção acadêmica em periódicos científicos brasileiros (2002 a 2011).

A pesquisa realizada permitiu constatar que, ao se referirem aos jovens, predominam nos artigos analisados resquícios da concepção de uma vida vivida em fases, com estágios claramente marcados pela entrada e saída do trabalho. São trabalhos em que se evidencia a lógica da tutela (Birman, 2009), seja da família, do Estado e de outras Instituições, inclusive a academia. No entanto, é possível observar que as análises empreendidas nesses estudos, de um modo geral, constituem um movimento de retomada e avanço do que foi conquistado e do que é preciso, ainda, ser garantido à população juvenil. Se alguns textos engessam a concepção de juventude atrelada ao risco, especialmente nas áreas da saúde e assistência social, outros flexibilizam esta relação a partir do debate sobre os avanços necessários nas políticas em diferentes setores sociais.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM TERAPIA OCUPACIONAL

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM TERAPIA OCUPACIONAL

A adoção dos pressupostos teórico-práticos da Terapia Ocupacional Social (BARROS; LOPES; GALHEIGO, 2002) foi escolhida como ponto de partida para o debate na abordagem do tema “políticas para a juventude”, pois aponta minha filiação ao tema e ao diálogo com um conjunto de saberes das áreas afins, com as quais realizo algumas interfaces. O ponto de partida da pesquisa se dá a partir do campo de conhecimento construído pela Terapia Ocupacional Social, pela priorização das potencialidades do sujeito, pela questão da diferenciação de condições de vida entre as classes sociais, trazendo o entendimento das situações de desfiliação e vulnerabilidade social, na perspectiva de compreensão das rupturas das redes pessoais e sociais (CASTEL, 2002) no cotidiano dos jovens, associado às políticas públicas locais que incidem sobre eles. A Terapia Ocupacional Social vem projetando um campo teórico e prático de produção de conhecimento, formação de profissionais e ações direcionados a diversos grupos populacionais, com destaque para a juventude. Seu trabalho está voltado para a criação de metodologias, dispositivos e recursos que possam ser utilizados no trabalho terapêutico-ocupacional, com o objetivo de compreender os diferentes modos de vida e contribuir com os processos de emancipação e autonomia dessa população.
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Juventude e Identidade

Juventude e Identidade

Mas o que nos interessa aqui é a identidade da juventude e não sua reinterpretação pelo mundo ideológico dos adultos. A auto-imagem do jovem se constrói a partir de suas relações sociais concretas e da ação cotidiana sobre ele dos adultos, das instituições, etc., e do sentimento de pertencimento a um grupo que possui, segundo a ideologia dominante e as representações cotidianas, uma mesma “natureza”. O elemento mais forte para a formação da identidade da juventude é a experiência social dos jovens, que encontram milhares de exemplos que seguem o modelo proposto pelo mundo adulto, e isto produz um sentimento de pertencimento ou uma necessidade de pertencimento por parte dos jovens, pois escapar disso seria “anormalidade” e provocaria um afastamento daqueles indivíduos da mesma faixa etária com os quais se convive e possui relações sociais semelhantes. Assim, a auto-imagem da juventude é constituída socialmente, e acaba englobando parcialmente a rebeldia e a con- testação, exemplos de “vitalidade” jovem, mas na maioria das vezes interpretadas de acordo com a ótica do mundo ideológico dos adultos, isto é, como um processo de origem biológica, cronológica, etc., ou seja, natural.
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ACONSELHAMENTO PASTORAL HOSPITALAR E TESTAMENTO VITAL

ACONSELHAMENTO PASTORAL HOSPITALAR E TESTAMENTO VITAL

O presente artigo se propõe a analisar a práxis do aconselhamento pastoral no contexto hospitalar em uma relação com a elaboração do testamento vital. A análise da realidade de cuidado dentro do contex- to da saúde, incluindo o cuidado espiritual como um dos importantes componentes, principalmente se tratando de pacientes terminais ou em cuidados paliativos, nos mostra a importância do tema a ser trabalhado. O confronto com a realidade da morte faz com que pacientes vivam entre o medo e a insegurança quanto ao futuro, mas também quanto a forma como serão cuidados na terminalidade da vida. A legalização do testamento vital no contexto brasileiro se torna um novo instru- mento de tomada de decisões, quanto aos tipos de cuidados médicos que serão recebidos pela pessoa enferma em caso de não poder mais VHPDQLIHVWDU$GLJQLGDGHGHYLGDWDPEpPQR¿QDOGDPHVPDpXP tema de preocupação para a maioria das pessoas. O testamento vital pode amenizar esse sentimento e garantir legalmente um cuidado digno e desejado.
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