Laços fortes e laços fracos

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Redes sociais em comunidades de baixa renda: os efeitos diferenciais dos laços fracos e dos laços fortes.

Redes sociais em comunidades de baixa renda: os efeitos diferenciais dos laços fracos e dos laços fortes.

Neste artigo demonstramos, a partir de uma replicação qualitativa de um estudo quantitativo, que os sistemas fechados de interação — aqui denominados capital social — e os abertos — laços fracos — são fenômenos de natureza distinta e, con- sequentemente, desempenham funções distintas na determinação da capacidade de articulação coletiva de indivíduos e no grau de eficácia de ações coletivas. A hipótese principal do artigo é que, enquanto capital social tem a ver com maior capacidade dos membros da comunidade para articular mobilização social, os laços fracos dizem respeito à capacidade de a comunidade conseguir benefícios, como saneamento básico, segurança pública, transporte coletivo, saúde e lazer — aqui denominada eficácia coletiva. A metodologia adotada baseia-se na replicação qualitativa de um survey, com três estudos de caso em comunidades periféricas da Região Metropoli- tana de Belo Horizonte, sobre a importância dos laços fracos para a ação eficaz da comunidade diante do poder público.
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A força dos laços fracos: estratégias de emprego entre os imigrantes brasileiros em Portugal.

A força dos laços fracos: estratégias de emprego entre os imigrantes brasileiros em Portugal.

e 3). Por meio de um anúncio são recrutados sobretudo “Técnicos” e afins (o grupo mais numeroso da amostra, daí sua proeminência em quase todas as categorias), mas também indivíduos que ocupam profissões desqualifi- cadas. É muito curioso constatar que os familiares dos inquiridos têm um forte pendor para inserir estes últimos em trabalhos desqualificados, tanto no momento de chegada como no emprego mais recente. Isto é, aparen- temente os “laços fortes” destinam-se sobretudo a facilitar o ingresso nos segmentos mais vulneráveis do mercado de trabalho. Apesar de os amigos e outros intermediários brasileiros também serem elos importantes para a inserção em ocupações desqualificadas sobretudo numa fase inicial, poste- riormente essa proporção diminui e as funções atualmente desempenhadas pelos entrevistados – obtidas através desse tipo de contato – tornam-se mais qualificadas. Por fim, os “Quadros superiores, dirigentes e especia- listas” são recrutados sobretudo após outros tipos de contato (diferentes dos listados anteriormente): o recrutamento direto seja mediante convite, seja por iniciativa individual. Essas conclusões são válidas para os dois momentos contemplados no inquérito.
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A IMIGRAÇÃO HAITIANA NO TOCANTINS: ESTUDO DE UM GRUPO DE TRABALHADORES HAITIANOS EM GURUPI

A IMIGRAÇÃO HAITIANA NO TOCANTINS: ESTUDO DE UM GRUPO DE TRABALHADORES HAITIANOS EM GURUPI

Neste trabalho, tentamos compreender os moti vos que conduziram a uma redução da comunidade de trabalhadores haiti anos no município de Gurupi usando o conceito de “redes”, que permite abordar as múlti plas estruturas nas quais os imigrantes haiti anos de Gurupi es- tão inseridos e parti cipam simultaneamente, bem como os entraves à sua ampliação. Esses migrantes criam redes diaspóricas, mas várias razões comprometeram sua permanência em Gurupi, sendo que, em vez de atrair novos fl uxos migratórios, o grupo de imigrantes em Gurupi tende ao desaparecimento. Por meio deste trabalho, foi possível verifi car que a razão desse desaparecimento é o fato de a comunidade haiti ana de Gurupi consti tuir-se numa rede diaspó- rica isolada, que não consegue manter a totalidade de seus laços com o país de origem (laços fortes) e, ao mesmo tempo, não foi capaz de se conectar plenamente a outras redes (laços fracos) presentes nas grandes cidades. Essa conexão seria especialmente importante para a manutenção dos laços com seu país de origem, especialmente no que se refere à transferência de dinheiro (kòb) para suas famílias que permanecem no Haiti . A incapacidade de manutenção dos laços dessa rede isolada com o país de origem moti va o desaparecimento da rede de mi- grantes de Gurupi, que termina sendo absorvida por outras comunidades mais fortes.
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Teoria dos jogos e transações em odontologia: um modelo baseado em autômatos celulares

Teoria dos jogos e transações em odontologia: um modelo baseado em autômatos celulares

x , a opinião do indivíduo situado à sua di- reita num momento anterior. Ou seja, isso significa que o indivíduo 14 passou a diminuir a importância da opinião alheia, valorizando mais a sua opinião, uma vez que ele atribui valor 1 à sua opinião e valor ½ à opinião alheia. Em relação à quantia que teria sido ob- tida, caso o indivíduo interagisse com seus semelhan- tes, o indivíduo 14 manteve o rendimento mais alto da rede. Ahuja (2000) argumenta que indivíduos perifé- ricos de uma rede podem se relacionar por intermédio de laços fracos com várias redes ao mesmo tempo, a fim de obter informações e vantagens de controle sobre os outros. Ao mesmo tempo que permitem aos indivíduos conectados por laços fortes usufruir de be- nefícios como a isenção dos custos de manutenção de uma rede associada com laços diretos (BURT, 1976), fato confirmado pelo indivíduo 14 por continuar pos- suindo rendimentos maiores do que o resto da rede, comprovando, assim, a quarta hipótese.
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Gênero, imersão e empreendedorismo: sexo frágil, laços fortes?.

Gênero, imersão e empreendedorismo: sexo frágil, laços fortes?.

Hanson e Blake (2009) abordam, em seus estudos, as maneiras como as redes se encontram presentes em ambientes dotados de diferentes bases social, econômica e cultural. Salientam que empreendedoras são menos hábeis em obter vantagens de redes dotadas de laços fracos. Para os autores, os laços fracos não são úteis para pessoas em posições inseguras, e as mulheres, mais do que os homens, tendem a ocupar tais posições. Laços fracos são superficiais e não geram muitos comprometimentos. Eles requerem contatos pouco frequentes, e muitos destes contatos podem ser esquecidos, por lapso dos integrantes da rede, sem que nenhuma das partes se sinta ofendida por isso. Nesse contexto, mulheres empreendedoras estariam em desvantagem. Elas possuem maior propensão a se dedicarem mais ao significado dos relacionamentos do que à oportunidade que o relacionamento engendra (Aldrich, 1989). Por sua vez, Machado (2006) destaca, em estudo que abrange diferentes países, que a construção de uma racionalidade e de uma postura esperada para mulher na condição de empreendedora que tal condição pode ser alterada, visto que o perfil tradicionalmente esperado com relação a um indivíduo empreendedor, pautado em segurança, determinação e confiança demanda esforços emocionais e cognitivos significativos para sua obtenção e manutenção cotidiana.
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Implicações de redes temáticas em blogs na Análise de Redes Sociais (ARS): estudo de caso de blogs sobre autismo e síndrome de Asperger.

Implicações de redes temáticas em blogs na Análise de Redes Sociais (ARS): estudo de caso de blogs sobre autismo e síndrome de Asperger.

Para Granovetter (200), então, laços fortes são aqueles que indicam uma relação linear entre tempo, intensidade emocional, intimidade (confiança mútua) e serviços recíprocos entre os atores de um mesmo cluster, enquanto os laços fracos se caracterizam por contatos irregulares (em frequência e em intensidade) que ocorrem nas relações sociais. Justamente por conta disso, no entanto, os laços fracos constituem fonte alternativa de informações e, com isso, de provável mobilidade dentro da sociedade. Sabe-se que Granovetter (2000) não estudou redes sociais on-line. Nesse caso, a presença de um link entre dois blogs representa necessariamente o estabelecimento de um laço? E se isso for considerado, de que tipo seria esse laço? Basta situar-se em um webring para entender um link entre dois blogs como laço forte, tal qual parece sugerir Granovetter (2000)? Na medida em que as ligações entre blogs podem se dar por mais de um link entre apenas dois atores (no blogroll, postagens e comentários), poderia haver laços fracos e fortes entre os mesmos dois atores da rede temática? Como identificar tempo, intensidade emocional, intensidade (confiança mútua) e serviços recíprocos, tal qual propõe Granovetter (2000), em uma rede temática, em blogs, para classificar um laço em webring temático como forte?
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Mãe e filho: os primeiros laços de aproximação.

Mãe e filho: os primeiros laços de aproximação.

Alguns dos procedimentos neonatais são essenciais para a vitalidade do recém-nascido, mas a separação mãe-bebê pode desencadear prejuízo ao início do apego e deixar escapar um momento essencial para o estabelecimento do vínculo. O momento íntimo que é desencadeado logo após o parto promove uma adaptação mais suave do bebê ao novo meio e dá continuidade aos laços afetivos que já foram estabelecidos durante a gravidez. Se tais cuidados fossem efetuados ao lado do leito obstétrico, a ruptura afetiva poderia ser bem mais branda e a mulher poderia continuar concentrada em seu bebê, como é o desejo da grande maioria. As expressões verbais e corporais de Açucena são representativas destes sentimentos: [...] a enfermeira entra na sala e pergunta para a mãe: “o bebê já mamou?”; “ainda não”, responde a mãe. Continua a enfermeira: “depois ele volta, agora temos que levá-lo para a sala dos primeiros cuidados. A mãe comenta, sem tirar os olhos da criança: “tá tão gostoso!”Ela cobre o bebê e ele se aconchega. Acaricia sua cabeça, enquanto diz: “por mim ninguém tira ele de mim” (Extratos de Observação - Açucena)
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A jurisprudência gaúcha, portanto, acompanha as mu- danças sociais e toda a evolução pela qual a sociedade passou, atentando para a importância dos laços afetivos, mormente nas ações de guarda, regulamentação de visitas e investigatórias de mater/paternidade, mas sem deixar de lado a possibilidade de busca pelo vínculo genético do sujeito. Com as pesquisas juris- prudenciais elaboradas, notou-se a tendência do TJ/RS de aten- tar para o vínculo afetivo quanto este é inegável, de conheci- mento geral e que traz benefícios à criança/ao adolescente, sendo, porém, permitido ao filho/à filha a busca pela sua iden- tidade genética e seus laços consanguíneos quando for de sua vontade, por se tratar de direito fundamental de personalidade do sujeito e que não pode ser negado nem mesmo quando já existente vínculo socioafetivo com outras pessoas.
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Definidos fracos e fortes: um estudo sobre Libras

Definidos fracos e fortes: um estudo sobre Libras

A revisão bibliográfica desse embate entre teorias semânticas que indagam o sentido do artigo definido é realizada no primeiro capítulo desta dissertação. Na primeira seção discutimos teorias sobre referência, que a partir de Russell (1905), começaram a investigar o papel do artigo definido na denotação do referente. Na seção 1.2, tratamos da referência definida e da referência genérica. O contraste entre fracos e fortes pela falta de unicidade dos fracos, apontado por Carlson e Sussman (2005), é desenvolvido na seção 1.3 que apresenta uma subseção com dados experimentais que evidenciam tal distinção. O capítulo 1 é fechado pelos debates propostos por Aguilar-Guevara e Zwart (2010) e Schawrz (no prelo) que propõem outras leituras para o definido fraco.
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2 LAÇOS HISTÓRICOS: GUINÉ-BISSAU E BRASIL

2 LAÇOS HISTÓRICOS: GUINÉ-BISSAU E BRASIL

Porém, a população colonizada não foi despojada da sua cultura, apenas o foi uma pequena parcela de assimilados que estava em contato permanente com o aparelho administrativo colonial e tinha uma posição intermediária entre os administradores coloniais e a população das zonas rurais. A pequena burguesia autóctone aspirava, em geral, a um estilo de vida semelhante, senão idêntico, ao da minoria estrangeira; concomitantemente, enquanto limitava as suas relações com as massas, tentava integrar- se naquela minoria, ainda que muitas vezes em detrimento dos laços familiares e/ou étnicos e sempre graças a esforços individuais. No entanto, não chegava quaisquer que fossem as exceções aparentes, a franquear as barreiras impostas pelo sistema: estava prisioneira das contradições da realidade cultural e social em que vivia; porque não podia fugir, na paz colonial, à sua condição de classe marginalizada; esta marginalidade constituía, tanto localmente quanto no seio da diáspora implantada na metrópole colonialista, o drama sociocultural das elites coloniais ou da pequena burguesia indígena; vivido intensamente de acordo com as circunstâncias materiais e o nível de aculturação, mas sempre no plano individual, não coletivo (FERREIRA, 1977, p. 150).
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Questão social e questão urbana: laços imperfeitos.

Questão social e questão urbana: laços imperfeitos.

A articulação das perspectivas da precarização e segregação sobre o espaço urbano começa a ser problematizada, na França, desde a década de oitenta, a partir dos grandes conjuntos popula[r]

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O deslocamento inaugural de Laços de família

O deslocamento inaugural de Laços de família

Assim, em Laços de família, o duplo deslocamento de Ana e de Cataria, para fora da família e de refúgio em si, mostra-nos uma preocupação da autora em construir o espaço feminino como um local de resistência, pois destaca lugares heterotópicos como algo efetivamente localizável para a mulher. Esse processo de deslocamento entre espaços reais e heterotópi- cos não é simples para as duas protagonistas, pois “não há um lugar de chegar, não há um destino pré-fi xado, o que interessa é o movimento e as mudanças que se dão ao longo do trajeto” (Louro, 2008, p. 13). Nos dois casos, elas se mostram modifi cadas e já não podem ser as mesmas após identifi carem seus incômodos familiares.
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O olhar multifacetado dos Laços de família, de Clarice Lispector

O olhar multifacetado dos Laços de família, de Clarice Lispector

Resumo: A questão do olhar ocupa, no universo de Clarice Lispector, um lugar de indiscutível destaque, pois, através dele, a autora ensaia, em toda a sua obra, o deflagrar de uma realidade que subjaz à nossa percepção habitual das coisas. Trata-se de um olhar, em princípio, de dupla direção: da personagem para o mundo e deste, a modo de espelho, para o interior da personagem, passando por seu corpo. Ao encontrar o leitor, porém, esse olhar atinge um alcance ilimitado. Instância intermediária entre o indivíduo e o mundo exterior, o olhar serve, nos contos de Laços de família, como ponte entre a história mais superficial e a verdadeira história que está sendo narrada, a da batalha existencial da personagem. Assim, ele transforma-se em um dos principais recursos expressivos de uma linguagem que, como poucas, procura acompanhar os meandros da alma humana.
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Laços intergeracionais no contexto contemporâneo.

Laços intergeracionais no contexto contemporâneo.

O presente estudo aborda a articulação entre diferentes gerações na contemporaneidade. No contexto de transformações sociais aceleradas, discute-se a constituição dos laços intergeracionais, analisando mudanças subjetivas e relacionais. Ressalta-se que as diferenças geracionais estão na base do processo de transmissão sociocultural. A partir de estudos psicossociais, abordam-se distintas perspectivas teóricas do conceito de geração em contraposição à categoria idade. Destaca-se o caráter subjetivo da experiência de pessoas de diferentes idades e reflete-se sobre distanciamentos e aproximações entre esses sujeitos. Considera-se que, na contemporaneidade, os laços intergeracionais se estruturam de modo distinto e analisam-se as repercussões da homogeneização de valores baseada na juventude como ideal no processo de identificação intergeracional.
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Power Point final  Ana Cavaco

Power Point final Ana Cavaco

“ A musica é um veiculo excelente para trabalhar com alunos de educação especial, (…) , permite aos alunos que não conseguem acompanhar as aprendizagens dos demais terem um caminho equivalente(…). Ao serem um grupo, (…) ao tocarem em conjunto eles vão formar laços de amizade (…) de parceria e cumplicidade e isso favorece os laços sociais da turma enquanto meninos do regular e enquanto meninos do especial, porque eles realmente sentem que estão todos para o mesmo objetivo(…).” (E.P )

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Pontos fortes e fracos dos recursos midiáticos na educação

Pontos fortes e fracos dos recursos midiáticos na educação

A questão 15 fcuou aberta à resposta por extenso, assim quando periuntados sobre a importâncuia de utlizar os recuursos midiotcuos em sala de aula cuomo facuilitador [r]

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Rede Social formada pelos Pesquisadores em Sustentabilidade Ambiental

Rede Social formada pelos Pesquisadores em Sustentabilidade Ambiental

O presente estudo estabelece o objetivo de identificar a existência de uma rede social de colaboração, e a centralidade dos principais atores, em sustentabilidade ambiental no Stricto Sensu, originária da composição dos orientadores e membros convidados das Bancas Examinadoras de teses e dissertações. Para o desenvolvimento desta pesquisa, foram analisadas 13.959 teses e dissertações, das quais foram identificados 543 títulos que tratam da sustentabilidade ambiental. Na sequência, foi desenvolvido o levantamento dos membros envolvidos nas Bancas Examinadoras, que identificou um volume de 947 atores aos quais se aplicou a Análise das Redes Sociais suportada pela utilização de software específico para esta atividade. A estrutura de colaboração, gerada a partir dos laços de participação nas Bancas Examinadoras, mostrou-se fragmentada em três arranjos sociais principais e a ocorrência de algumas bancas isoladas, não possibilitando a caracterização deste colégio invisível como um small world.
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O imaginário dos afetos nos contos de Laços de família

O imaginário dos afetos nos contos de Laços de família

Só depois de ter publicado três romances, Clarice Lispector lança seu primeiro volume de contos: Laços de família (1960), em que reúne contos já publicados esparsamente em jornais e revistas. Publicou, posteriormente, outros livros de contos: A legião estrangeira (1964), Felici- dade clandestina (1971), A imitação da rosa (1973), A via- crucis do corpo (1974) e Onde estivestes de noite (1974), além de crônicas e outros textos breves a que chamava “im- pressões leves”. O título Laços de família é bem apropria- do, porque pelo menos nove dos treze contos centram-se em personagens no ambiente familiar. Mas a família em Clarice Lispector não é pretexto para análise de relações psicológicas entre pai-mãe-filho ou para conclusões socio- lógicas e discussão dos costumes: ela surpreende o trivial, o corriqueiro da situação familiar e espreita, atrás do cotidia- no, o advento de uma epifania.
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Psicopatologia dos laços institucionais: a desorganização grupal

Psicopatologia dos laços institucionais: a desorganização grupal

Em seus escritos sobre o aparelho psíquico gru pal, Kaës (2000) afirma que “o grupo é uma metáfora do corpo ou de uma parte deste, tal qual o próprio corpo é uma representação do corpo ou parte do corpo grupal” (p. 169). Assim, o grupo, ao se configurar como uma parte do corpo, um ventre, uma cavidade com bordas, se tornava uma bolsa que contém, conserva e abriga. O reencontro com o útero, com os limites do corpo de cada um, permitiu aos participantes recuperar alguma referência. A entrada da imagem do grupo-útero promoveu uma nova dinâmica grupal, menos persecutória, dando acesso a algum pensamento e à reflexão. Puderam, então, traçar um perfil das crianças: são crianças expulsas da sociedade, da família, de todos os lugares. São lixos, estigmatizadas ou provocam dó, medo, desprezo. Chegam ao atendimento com muitas carências de afeto e tudo mais. Põem o educador à prova, procurando saber e ver se mais uma vez serão excluídas para depois estabelecerem laços. Têm um comportamento arredio transformado em agressão, pedem ajuda sem dizer nada. São meninos de rua, trombadinhas, bandidos, coitados e drogados. Não são cidadãos. São muito fechadas e agressivas para demonstrar suas carências afetivas sociais, emocionais e financeiras. Não obedecem às regras, pois na rua têm leis próprias. Os educadores devem atendê-los sem repetir o ciclo da exclusão social, sendo este o maior desafio e é necessária muita disponibilidade durante o processo com elas e precisam de muita compreensão. Os meninos não atendem as expectativas do educador, o que produz frustração, angústia. Eles representam para nós o fracasso, que faz parte do trabalho com elas.
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U TILIZANDO LAÇOS PARA ESCREVER E LER

U TILIZANDO LAÇOS PARA ESCREVER E LER

O programa deverá escrever um aviso na tela caso as duas strings sejam iguais. Exercício 5 Escreva um programa que realiza a leitura de um vetor do teclado[r]

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