Lei de execuções penais

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A lei de execuções penais e os limites da interpretação jurídica.

A lei de execuções penais e os limites da interpretação jurídica.

Este artigo analisa os limites sociais envolvidos na interpretação jurídica da Lei de Execuções Penais (LEP). Por meio de uma pesquisa de campo realizada entre juízes e promotores da região de Campinas, no estado de São Paulo, o artigo contrapõe os limites da leitura jurídica com dados de realidade social e carcerária. Mais do que uma exposição dos ideais normativos de “dever ser” jurídico, o artigo salienta o processo de seleção e interpretação feito pelos operadores do Direito e pela doutrina jurídica, que afasta do quadro interpretativo do ordenamento jurídico os dados de realidade social que eles mesmos percebem cotidianamente. Fica evidente, pelas entrevistas realizadas, a relação paradoxal que os operadores do Direito mantêm com a LEP: por um lado, consideram que sua estrutura normativa a coloca entre as legisla- ções mais modernas, que a insere no debate teórico e doutrinário mais desenvolvido, tornando-se um modelo jurídico louvável; por outro, paralelamente a esse caráter idealizado e idealizador da norma, também surgem críticas quanto à sua condescendência; e, no que diz respeito à sua efetividade, há uma convicção generalizada a respeito de “um grande abismo”, de um caráter de “letra morta” frente à realida- de nacional. O responsável por tal descompasso, apontado de forma reiterada nas entrevistas, seria o Estado, definido geralmente de forma ambígua, excluindo, por exemplo, o poder Judiciário de sua parcela de responsabilidade na falta de efetivação da Lei de Execuções Penais.
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O cumprimento da lei de execuções penais e o desafio do gestor público frente ao sistema prisional

O cumprimento da lei de execuções penais e o desafio do gestor público frente ao sistema prisional

Na questão número três foi perguntado se os papéis de ressocialização conforme a Lei de Execuções Penais atendem todos os direitos dos reclusos e se esses trazem tais benefícios durante o cumprimento da pena. Foi respondido que “os apenados são inseridos em terapias ocupacionais, atividades laborais, como: artesanato, palestras de superação e enfrentamento a vida intra e extramuros com a equipe técnica assistente social e psicóloga do presídio e atividades de lazer, são investidos na educação de alfabetização. São também participantes dos grupos de religião, tais como: Igrejas e Centro Espírita que explicam como superar as fases negativas em suas vidas”.
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A lei de execuções penais; um paralelo entre o dever ser e o ser e os seus reflexos na aplicação do caráter ressocializador da pena privativa de liberdade.

A lei de execuções penais; um paralelo entre o dever ser e o ser e os seus reflexos na aplicação do caráter ressocializador da pena privativa de liberdade.

No entanto, decorridos 32 anos após a promulgação da lei, a realidade hoje vista no sistema penitenciário brasileiro faz a lei de execuções penais parecer ter sido retirada de um “conto de fadas”, pois o que está previsto na lei pouco é aplicado na prática, a lei de execuções penais serve apenas de “pano de fundo” para um sistema carcerário à beira da falência. Nesse sentido, o segundo tópico do presente artigo faz uma análise a partir da perspectiva do ser, ou seja, de como na realidade tais garantias não são aplicadas pelo Estado, tomando par base o último levantamento feito polo CNJ (conselho Nacional de Justiça), observa-se que Estado não cumpre o que estabelece o própria a Lei, e por sua omissão se torna o principal responsável pela vergonhosa realidade por qual passa o sistema penitenciário brasileiro.
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O abandono estatal da mulher no cárcere: inaplicabilidade do artigo 3º da Lei de Execuções Penais frente às particularidades da maternidade e da visita íntima

O abandono estatal da mulher no cárcere: inaplicabilidade do artigo 3º da Lei de Execuções Penais frente às particularidades da maternidade e da visita íntima

112 De acordo com o artigo 41, da Lei de Execução Penal, constituem direito dos presos De acordo com o artigo 41, da Lei de Execução Penal, constituem direito dos presos: A alimentação; atribuição de trabalho e sua remuneração; Previdência Social; constituição de pecúlio; proporcionalidade na distribuição do tempo para o trabalho, o descanso e a recreação; exercício das atividades profissionais, intelectuais, artísticas e desportivas anteriores, desde que compatíveis com a execução da pena; assistência material, à saúde, jurídica, educacional, social e religiosa; proteção contra qualquer forma de sensacionalismo; entrevista pessoal e reservada com o advogado; visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados; chamamento nominal; igualdade de tratamento salvo quanto às exigências da individualização da pena; audiência especial com o diretor do estabelecimento; representação e petição a qualquer autoridade, em defesa de direito; contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de informação que não comprometam a moral e os bons costumes; atestado de pena a cumprir, emitido anualmente, sob pena da responsabilidade da autoridade judiciária competente. BRASIL. Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7210.htm>. Acesso em 29 de maio 2019.
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Lei de Execuções Penais: do encarceramento desumano a perspectiva de lembrança dos esquecidos do sistema prisional

Lei de Execuções Penais: do encarceramento desumano a perspectiva de lembrança dos esquecidos do sistema prisional

Em consonância com a referida súmula e diante da situação caótica das casas prisionais, foi preciso que o Judiciário tomasse alguma atitude, pode-se ter como exempl[r]

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A lei de execuções penais em confronto com a realidade prisional brasileira.

A lei de execuções penais em confronto com a realidade prisional brasileira.

164 - Extraida certidao da sentenga condenat6ria com transito em julgado, que valera como titulo executivo judicial, o Ministerio Publico requerera, em autos apartados, a citagao do co[r]

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O sistema prisional e a lei de execuções penais como instrumento de ressocialização

O sistema prisional e a lei de execuções penais como instrumento de ressocialização

As celas dos pavilhões são todas controladas eletronicamente por uma mesa de controle localizada na torre de vigia que fica na parte superior de frente para os “cubículos”, como são chamadas as celas. Todas possuem colchões, sanitários e chuveiros no interior. Cada pavilhão possui também duas celas destinadas à visita íntima, que são visitas conjugais previstas em lei. Além disso, o Complexo conta com 14 celas de isolamento localizadas no fundo do corredor central, destinadas a presos que cometem “faltas disciplinares”.

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A ruptura do direito à privacidade dos réus penais: da mídia sensacionalista à Lei de Megan

A ruptura do direito à privacidade dos réus penais: da mídia sensacionalista à Lei de Megan

Embora consagrados penalistas e penitenciaristas entendam que a ressocialização é um mito enquanto ideal de perfeição, a intenção da Lei de Execução Penal brasileira ainda é a de consagrar a reintegração social como finalidade da pena. O que se sabe é que essa ressocialização continua sendo uma utopia, muito mais por falta de vontade política por parte dos responsáveis pelas nossas prisões. Enquanto 85% das pessoas que cumprem pena privativa de liberdade voltam a delinquir, a reincidência é reduzida em relação aos que cumprem as penas restritivas de direitos. A falha, portanto, está no ambiente prisional, que deve ser completamente remodelado. 170 Assim, a lei de execuções penais preconiza a busca pelos meios necessários para a ressocialização e reintegração positiva do condenado na sociedade, após cumprida a pena. Entretanto, estudos e a prática já nos mostram que a lei não tem garantido a efetividade deste objetivo. E os motivos são vários.
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O Programa de justiça terapêutica da vara de execuções penais do Rio de Janeiro

O Programa de justiça terapêutica da vara de execuções penais do Rio de Janeiro

Funcionário: Não. Até a Justiça Terapêutica, na realidade..., a brasileira, cada Estado aplica de uma maneira que não tem uma normatização legal de como aplicar a Justiça Terapêutica. A Justiça Terapêutica americana, da onde foi copiado, as Drug Courts, tem todo o embasamento legal que o juiz pode aplicar. A nossa é diferenciada no Estado do Rio Grande do Sul, de Pernambuco e a do Rio de Janeiro está iniciando, então, um aparato judicial denominado até então de Justiça Terapêutica. Mas faltam alguns quesitos para que possamos, então, chamá-la de Justiça Terapêutica. A americana obriga você a fazer exame, uma série de definições. A brasileira já não tem essa obrigatoriedade..., tem a questão da recaída..., então, tudo isso já está sendo revisto através de legislações... . Inclusive hoje, pela de manhã, eu estava vendo a nova legislação sobre drogas, não sei se você tem conhecimento... . Existe, no Brasil, a 6368, em vigor, de 76, a 10409 de 2001 sem a parte penal e tramitava, após o veto do presidente, na época, Fernando Henrique, da parte penal, e de imediato começou a tramitar no Congresso Nacional uma nova proposta de lei, que teve início no Senado. Então, hoje ela está com PLS 115. Ela foi aprovada no Senado, seguiu para a Câmara, aprovada na Câmara, é claro, com mudanças e tal, retornou para o Senado, aprovou no Senado e foi para o presidente. Isso foi semana passada, foi para a mão do presidente para ele sancionar. Inclusive prevê a questão do usuário, no artigo 22 do projeto de lei, a questão do usuário ser submetido, de maneira até forçosa pelo juiz, para que ele faça tratamento. Mas ainda falta a sanção do presidente, somente isso. Se o presidente sancionar amanhã, publicado no diário oficial, começa a valer.
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Saúde mental, direito e psicologia no Judiciário: interlocuções na Seção Psicossocial da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios

Saúde mental, direito e psicologia no Judiciário: interlocuções na Seção Psicossocial da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios

É importante ressaltar que, nesses casos, a Constituição brasileira, em seu artigo 5º, incisos XXXIII e XXXIV, e artigo 93, inciso IX, bem como o Código Civil, no artigo 155, asseguram que todos os julgamentos e atos processuais dos órgãos do poder judiciário devem ser públicos, ressalvados os casos de processos que correm em segredo de justiça. Tal entendimento é reforçado, ainda, pela Lei nº 11.111, de 5 de maio de 2005.

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ANÁLISE SOBRE EXECUÇÕES PENAIS E RESSOCIALIZAÇÃO DO APENADO

ANÁLISE SOBRE EXECUÇÕES PENAIS E RESSOCIALIZAÇÃO DO APENADO

Muitos são os programas de rádio e televisão especializados nesse ti po de matéria, cujos jornalistas, não raramente, clamam pelo encrudescimento da lei penal, pela construção de mais presídios, pelo aumento das penas de prisão, pela redução da menoridade penal, etc. A criminalidade é uma realidade presente em todas as sociedades, embora em níveis diferenciados, e sempre preocupou a humanidade, sendo fonte de inspiração de estudos mes- mo antes do surgimento da criminologia como uma ciência autônoma voltada à pesquisa do fenômeno crime.

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Análise crítica do discurso em dois textos penais sobre a Lei Maria da Penha .

Análise crítica do discurso em dois textos penais sobre a Lei Maria da Penha .

Embora esses sejam posicionamentos teóricos que circulam entre os estudiosos do assunto, na prática dos operadores do Direito, que efetivamente lidam com os conflitos de gênero, esses discursos estão longe de amparar as decisões judiciais, especialmente no âmbito da pesquisa. O que se percebe é que a tendência não punitiva reflete mais um forte apego aos trâmites processuais já estabelecidos e ritualizados, que uma visão crítica sobre a necessidade de impedir que homens pobres sejam punidos cruelmente pelo sistema penal “subterrâneo”. Muitas são as críticas de que a efetivação da Lei é, na realidade, impedida tanto pela burocracia do habitus jurídico como por ideias conservadoras da cultura patriarcal que o constituem. Entre essas ideias, depreende-se uma dimensão machista, ainda que de forma velada, que só não adquire contornos declarados em vista da patrulha do “politicamente correto”. Contudo, volta e meia, por algum deslize ou mesmo pela arrogância de seus partidários, a ideologia escapa e é assumida abertamente, como no caso bastante noticiado do juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues, da Comarca de Sete Lagoas (MG).
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Fundo de garantia das execuções trabalhistas

Fundo de garantia das execuções trabalhistas

Dess a forma, considerando este cenário de terceirizações de serviços potencializadoras de lesões a direitos trabalhistas dos empregados, entendemos que o risco gerado por essa prática não deveria apenas ser imputado ao empregado, e, tampouco, aos empregadores que não terceirizam serviços e que cumprem regularmente suas obrigações trabalhistas. Neste específico caso, somos favoráveis à previsão de depósito mensal a ser destinado ao Fundo, incidente sobre a remuneração paga aos prestadores de serviços, a cargo das tomadoras, em alíquota a ser definida pela lei regulamentadora.
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A ATIPICIDADE DO ARTIGO 28 DA LEI 11.343/2006 FACE AOS PRINCÍPIOS PENAIS CORRELATOS

A ATIPICIDADE DO ARTIGO 28 DA LEI 11.343/2006 FACE AOS PRINCÍPIOS PENAIS CORRELATOS

Resumo: O presente trabalho tem como escopo demonstrar, mediante pesquisa doutrinária e jurisprudencial, a atipicidade do artigo 28 da atual Lei de Drogas, tendo em vista os princípios norteadores do Direito Penal. Além disso, uma discussão acerca da real função das penas e do Direito Penal evidenciará a necessidade de revisão da política criminal de drogas do Brasil. Após pesquisa de casos recentes envolvendo a questão das drogas, constatou-se que o Estado, principal responsável por garantir aos indivíduos o pleno gozo de seus direitos, tolhe a liberdade e até mesmo o acesso à saúde quando isso implica no uso de entorpecentes ou algum de seus derivados. O estudo busca, então, explanar a problemática da política de drogas adotada pelo Brasil, propondo, dessa forma que a matéria seja analisada sob a ótica dos princípios penais, os quais garantem que o Direito Penal atuará como ultima ratio. Ficará confirmada, sobretudo, a insustentabilidade do artigo 28 da Lei 11.343/2006. Palavras-chave: drogas; atipicidade; princípios do direito penal.
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Da ultraatividade das leis penais temporárias e excepcionais em face do princípio da  da lei penal mais benigna

Da ultraatividade das leis penais temporárias e excepcionais em face do princípio da da lei penal mais benigna

Só para ilustrar, imagine-se que uma lei temporária entre em vigor para produzir eficácia durante um período de 5 anos e, um dia após o termo inicial de sua vigência, um indivíduo pratica conduta incriminada por essa lei. Ora, convenhamos que 5 anos é intervalo de tempo razoável – em condições ideais – para que esta pessoa seja condenada e punida pelo crime cometido. Se, entretanto, durante o último mês de vigência dessa lei, outra pessoa pratica o mesmo delito do caso anterior, provavelmente o processo penal daí resultante não condenará o réu em momento anterior à auto-revogação da lei intermitente; esta, portanto, se não fosse ultra-ativa, perderia muito de sua força intimidatória, porquanto as pessoas que delinquissem em momento próximo ao término da sua vigência estariam seguras de que, ao tempo da futura sentença condenatória, dificilmente essa lei ainda seria dotada de eficácia.
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A eficiência da recuperação judicial na lei 11.101/05 mediante execuções não suspensas advindas de alienação fiduciária

A eficiência da recuperação judicial na lei 11.101/05 mediante execuções não suspensas advindas de alienação fiduciária

Na primeira finalidade, são notórios os avanços, visto a total extinção dos meios punitivos e criação de divisão real entre a personalidade do empresário e de sua empresa. Entretanto, no tocante à inovação legislativa da recuperação, somente efeitos prévios podem ser sentidos, uma vez que, a própria lei estabelece um tempo extenso para que a reestruturação comercial ocorra, quando no seu artigo 54 ressalta somente prazo para que verbas salariais sejam pagas, permitindo ao formulador do plano de recuperação estipular prazo para pagamento de demais categorias de credores.
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Fundo de garantia das execuções trabalhistas

Fundo de garantia das execuções trabalhistas

não receberam salários e justifica a expressão ³pronto-pago´ afirmando ter sido a utilizada pela legislação argentina. Não podemos deixar de registrar a referência que o autor fez à existência do Fondo de Garantía Salarial da Espanha, bem como Fundo de Garantia Salarial português. Afirmou que este assegura o pagamento de crédito equivalente a seis salários mínimos no caso de ser declarada a insolvência do empregador e que é financiado pelos empregadores, por meio de contribuições à seguridade social. Assim, criticou o valor atribuído ao pronto-pago pela legislação falimentar brasileira, asseverando que os beneficiados pela lei foram o Estado e as instituições de crédito, em razão dos prejuízos ocasionados aos trabalhadores. (SOUZA, Marcelo Papaléo de. A Lei de recuperação e falência e as suas consequências no direito e no processo do trabalho. 3 ed. São Paulo: LTr, 2009, p. 199-200, 263-264).
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Aspectos processuais penais e de política criminal controvertidos na Lei Maria da Penha

Aspectos processuais penais e de política criminal controvertidos na Lei Maria da Penha

Essa presunção de hipossuficiência é, contudo, tão relativa quanto preconceituosa, pois se é racional supor que em média o homem tenha uma compleição física mais vantajosa numa determinada situação de conflito, não é racional entender que tal desequilíbrio de poder redundará sempre em arbítrio. Isso depende claramente do caso concreto, pois esta presunção de culpa decorrente de uma visão hostil à matriz sócio-cultural vigente acaba por afrontar princípios penais e processuais penais garantidos constitucionalmente, como os da culpabilidade e da presunção de inocência, ao se presumir a culpa do acusado fora de um caso concreto, simplesmente por pertencer ao sexo masculino e por nossa sociedade ter configuração patriarcal, implementando-se, desta forma, um direito penal do autor, que pune 76 MIRABETE, Julio Fabbrini. Processo Penal. 18ª Edição, São Paulo, Editora Atlas, 2008, p. 10.
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A (in)adequação do art. 28 da lei nº 11.343 aos princípios penais da ofensividade e da proporcionalidade

A (in)adequação do art. 28 da lei nº 11.343 aos princípios penais da ofensividade e da proporcionalidade

Sobre este posicionamento cabe a elaboração de uma breve crítica que decorre do princípio da presunção de inocência e que diz respeito ao ônus da prova no Processo Penal. Conforme exposto pelo Ministro Celso de Mello (BRASIL, 1996), em paradigmático julgamento do Supremo Tribunal de Justiça, a comprovação de elementos constitutivos dos tipos penais cabe exclusivamente à acusação, sendo que à defesa cabe somente a comprovação de fatos capazes de excluir a tipicidade da conduta. Tal fundamento, em conjunto com a sabida impossibilidade de se produzir provas negativas, acaba por tornar inócuo tal posicionamento, tendo em vista que, in concreto, os crimes de perigo abstrato acabariam ou por se equiparar aos crimes de perigo concreto, com a necessidade de que a acusação comprove a ocorrência do perigo de lesão, ou acabariam por simplesmente ignorar essa necessidade de comprovação, tendo em vista a quase que plena impossibilidade de se criar provas negativas da ocorrência do risco.
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A ampliação da competência da justiça militar: a lei nº 13.491/17 e seus reflexos penais e processuais penais militares e os desafios na atuação do escabinato das espadas, estrelas e togas a serviço de Diké

A ampliação da competência da justiça militar: a lei nº 13.491/17 e seus reflexos penais e processuais penais militares e os desafios na atuação do escabinato das espadas, estrelas e togas a serviço de Diké

É na regra contida no inciso II do art. 9º do CPM que reside a maior alteração da novel Lei, pois a redação do aludido dispositivo é expressa ao prever que, além dos crimes definidos no próprio CPM, todos os demais crimes previstos na legislação penal comum – ressalvada a competência do Júri nos crimes dolosos praticados contra vida de civil (§1º) -, se praticados numa das hipóteses taxativas previstas nas alíneas do inciso II do art. 9º do CPM, são considerados crimes militares e, portanto, de competência da Justiça Militar. Destarte, com a novel Lei, haverá possibilidade de outros tipos penais, estranhos ao CPM, serem de competência da JMU e da JME... (ROTH, 2017, p. 32)
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