Lei de Responsabilidade

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O COMPORTAMENTO DAS DESPESAS PÚBLICAS DOS ESTADOS BRASILEIROS APÓS A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

O COMPORTAMENTO DAS DESPESAS PÚBLICAS DOS ESTADOS BRASILEIROS APÓS A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

Na mesma década, diversos países concentraram esforços para elaborarem planos de ajuste fiscal com o objetivo de conter o crescimento de seus déficits públicos. Nos Estados Unidos surgiu o Budget Enforcement Act que através do controle das despesas e receitas tinha como meta equilibrar o orçamento público. Enquanto isso, na União Europeia, o Tratado de Maastricht estabelecia limites para o déficit nominal e o nível da dívida pública. Em 1994, a Nova Zelândia aprovava o Fiscal Responsability Act que era baseado no princípio da transparência e em compromissos de redução de endividamento. As três experiências contribuíram fortemente na elaboração da Lei de Responsabilidade Fiscal brasileira. (GOBETTI, 2010)
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Os efeitos da Lei de Responsabilidade Fiscal no endividamento dos municípios do Piauí.

Os efeitos da Lei de Responsabilidade Fiscal no endividamento dos municípios do Piauí.

Santolin, Jayme Jr. e Reis (2009) realizaram um estudo dos possíveis impactos da Lei de Responsabilidade Fiscal no comportamento das despesas dos municípios de Minas Gerais. Para tanto, foram analisados cenários anteriores e posteriores da LRF, com base nos quais se comparou o comportamento das prefeituras municipais em relação às suas políticas de gastos. Inicialmente, foi identificada uma convergência da despesa com pessoal nos mu- nicípios mineiros. Além disso, verificou-se também um processo de convergência dos gastos com investimento. Este estudo utilizou uma metodologia econométrica um pouco mais re- buscada que as demais, baseada em painel dinâmico. A análise sugere que este processo de convergência dos gastos com investimentos esteve associado à convergência e à ampliação dos gastos de pessoal, por um lado, e, por outro, pelas restrições de operações de crédito impostas pela LRF.
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UMA AVALIAÇÃO NAS RECEITAS DOS MUNICÍPIOS CEARENSES COM BASE NA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL DE 2006 E 2012

UMA AVALIAÇÃO NAS RECEITAS DOS MUNICÍPIOS CEARENSES COM BASE NA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL DE 2006 E 2012

No ano de 2006 o candidato Cid Ferreira Gomes foi eleito governador do Estado do Ceará e analisando os dados fornecidos pelo FINBRA/STN, tive como objetivo: analisar a evolução da situação fiscal dos municípios cearenses nos anos de 2006 e 2012, dando-se especial atenção aos limites estabelecidos tanto na Lei de Responsabilidade Fiscal como na Constituição Federal de 1988, identificando, de uma forma geral, possíveis pontos que poderiam estar contribuindo para afetar os resultados fiscais dessas unidades subnacionais, antes do seu governo e até dois anos do seu segundo mandato. O presente estudo classifica-se quanto aos fins como uma pesquisa do tipo descritiva e documental e quanto aos meios como uma pesquisa bibliográfica. Conclui-se que a situação fiscal dos municípios cearenses nos anos de 2006 e 2012, tiveram uma melhora expressiva e, com isso, o uso dos recursos públicos. Os indicadores fiscais analisados nesse artigo demonstram um aumento dos gastos em relação à Receita Corrente Líquida com educação e saúde fornecidas para a população cearense e, em relação, aos gastos com pessoal constatou-se que, tanto em 2006 como em 2012, a maioria dos municípios cearenses apresentou um gasto menor que 60% da receita corrente líquida.
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Efeitos da Lei de Responsabilidade Fiscal sobre a prestação de contas das prefeituras catarinenses

Efeitos da Lei de Responsabilidade Fiscal sobre a prestação de contas das prefeituras catarinenses

A Lei Complementar 101, de 4 de maio de 2000, denominada Lei de Responsabilidade Fiscal, foi editada com o objetivo de nortear a maneira como o erário brasileiro vinha sendo gerido nas últimas décadas. Essa legislação veio restabelecer para a ordem jurídica os princípios da transparência e responsabi- lidade da gestão fiscal, definindo claramente as metas, limites e procedimentos que proporcionem atingir esses princípios. A Lei de Responsabilidade Fiscal pode ser entendida como um código de conduta que busca disciplinar os admi- nistradores públicos dos três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) e das três esferas de governo (Municipal, Estadual e Federal).
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A Lei de Responsabilidade Fiscal e a contratação de PPPs no final de mandatos eletivos

A Lei de Responsabilidade Fiscal e a contratação de PPPs no final de mandatos eletivos

Neste sentido, Márcio Novaes CAVALCANTI observa, a propósito da elaboração da LRF, que: “assim, somados os princípios da responsabilidade e da transparência, caminha-se de forma segura para eliminar, ou no mínimo coibir, um dos principais problemas dos administradores públicos brasileiros, o da irresponsabilidade moral (Moral Hazard), que significa dilapidar o patrimônio público de forma irresponsável, por saber que não existirá punição, ou que os cofres da União irão bancar o rombo por eles provocado. Coibir a irresponsabilidade moral dos governantes de Estados e Municípios, limitando gastos ou bloqueando transferências, significa colocar em cheque o federalismo brasileiro, este calcado na força de caudilhos regionais” (in Fundamentos da lei de responsabilidade fiscal. São Paulo, Dialética, 2001, p. 74). Também nesta direção, Flávio da CRUZ et alli sustentam o seguinte: “Provoca, também, uma quebra de paradigma, já que, tradicionalmente, o ano eleitoral, principalmente no caso dos municípios, muitas vezes é marcado por desmandos na geração de despesas e até mesmo pela desídia administrativa, como por exemplo, com a falta de conservação do patrimônio público e a suspensão do pagamento aos servidores, deixando para a próxima Administração um Déficit Financeiro elevadíssimo e a necessidade de despesas adicionais para colocar a entidade em funcionamento” (in Lei de Responsabilidade Fiscal comentada, 2. ed. São Paulo, Atlas, 2001, p. 130).
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ENDIVIDAMENTO DOS ESTADOS BRASILEIROS: Análise das Sanções e Restrições da Lei de Responsabilidade Fiscal

ENDIVIDAMENTO DOS ESTADOS BRASILEIROS: Análise das Sanções e Restrições da Lei de Responsabilidade Fiscal

Estava configurado, assim, o cenário para a publicação da Lei Complementar nº 101, conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em maio de 2000. Ainda segundo Lopreato (2004), com a aprovação da LRF foram criadas regras estáveis de comportamento dos entes federativos de forma a proporcionar uma previsibilidade ao movimento da situação fiscal. Então, se a LRF propiciou tais ferramentas de gestão do endividamento dos estados, e a gestão é uma forma de governança, a LRF pode ser interpretada como um instrumento de governança no setor público com vistas a um equilíbrio nas contas dos entes federativos e o controle do endividamento em face de uma conjuntura econômica brasileira que busca nos últimos anos um crescimento estabilizado. O controle da dívida pública é o principal motivo que se pode elencar para a elaboração de uma lei como a LRF (NASCIMENTO e DEBUS, 2002).
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Lei de responsabilidade fiscal: históricos e desafios

Lei de responsabilidade fiscal: históricos e desafios

Carlos Ivan Simonsen Leal - No fi nal do século XX, aprendemos que polít icas monet árias independent es não eram mais possíveis. No século XXI, provavelmen- t e vai-se descobrir que a compet ição ent re as grandes regiões do mundo vai envolver um aspect o de como é a sua gest ão fi scal, ou sej a, em que o Est ado est á inves- t indo, que t ipo de serviço o Est ado est á prest ando. Se isso f or verdade, o equilíbrio macroeconômico que a Lei de Responsabilidade Fiscal proporciona, às vezes, t em o limit e do t empo, e é necessário t rat ar da component e do invest iment o. Se a inf raest rut ura nacional não t iver in- vest iment o e não se aperf eiçoar, a Lei se det eriora, fi ca menos compet it iva. Com isso as export ações sof rem uma queda, e, consequent ement e, não se prest a serviços de qualidade, t em-se um PIB menor, port ant o as receit as do governo vão ser menores e haverá sust ent abilidade. Ou sej a, a Lei de Responsabilidade Fiscal não necessa- riament e garant e sust ent abilidade a longo prazo. Ela garant e sust ent abilidade no curt o, algo em t orno de 5 a 7 anos. Para realment e crescer, é preciso dar um passo, mais so fi st icado.
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A COMPREENSIBILIDADE DOS CIDADÃOS SOBRE O RELATÓRIO DE GESTÃO FISCAL EXIGIDO PELA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL: ESTUDO EM UM MUNICÍPIO CEARENSE

A COMPREENSIBILIDADE DOS CIDADÃOS SOBRE O RELATÓRIO DE GESTÃO FISCAL EXIGIDO PELA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL: ESTUDO EM UM MUNICÍPIO CEARENSE

Estudou o grau de compreensibilidade dos demonstrativos da Lei de Responsabilidade Fiscal publicados nos jornais pelo Poder Público de um Município da Região Central do Rio Grande do Sul. Foram aplicados questionários a uma amostra não-probabilística do tipo acidental de 230 munícipes. Os resultados mostraram que o nível de compreensibilidade atribuído aos demonstrativos pelos entrevistados foi relativamente baixo. E constatou-se que os cidadãos não conseguiam identificar nos demonstrativos o que eles se propunham identificar e consideraram necessária a inclusão de complementos explicativos. Fonte: Adaptado de Gallon et al. (2011).
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A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E CIDADANIA

A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL E CIDADANIA

O presente trabalho buscará analisar a Lei de Responsabilidade Fiscal levando em conta o marco teórico Habermasiano da teoria da ação comunicativa. O itinerário do desenvolvimento do trabalho passa pelo momento histórico de profissionalização da administração pública, pelo télos da norma e tentaremos, após a exibição do momento atual, propor outras formas de controle ou, ao menos, de aperfeiçoamento das ferramentas de controle já institucionalizadas, ainda que de maneira singela. A metodologia utilizada foi a análise direta da legislação com cotejo de literatura especializada sobre o tema, tanto na seara do Direito quanto na seara da Ciência Política e da Teoria do Discurso. As conclusões que se apresentaram no estudo dão conta da necessidade de aproximar o debate sobre o orçamento público à População através mecanismos institucionais e discursivos, a fim de tornar mais efetivo e ampliado o cânone democrático.
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Lei de responsabilidade fiscal: condição insuficiente para o ajuste fiscal.

Lei de responsabilidade fiscal: condição insuficiente para o ajuste fiscal.

O estudo aqui exposto tem como objetivo discutir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) do ponto de vista de sua relevância para o ajuste fiscal brasileiro. Para isto, são apresentados os principais dispositivos desta lei, explorando os seus possíveis impactos nas contas públicas brasileiras nos próximos anos. A análise é feita com base em um referencial teórico que, apesar de simples, é de muita utilidade para o estudo das questões fiscais pois enfatiza a relação das variáveis que influenciam diretamente na evolução da Dívida Pública. Com base neste referencial e no breve exame dos resultados fiscais apresentados pelo país durante o Plano Real argumenta-se que a LRF não garante o equilíbrio fiscal brasileiro pois ela não exerce um controle significativo nos gastos financeiros do setor público.
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A Lei de Responsabilidade Fiscal: uma retrospectiva no estado de São Paulo

A Lei de Responsabilidade Fiscal: uma retrospectiva no estado de São Paulo

O relatório de gestão fiscal será elaborado com base comparativa entre o realizado e os limites definidos na lei, tendo como referência, a despesa total com pessoal, diferenciados as despesas entre inativos e pensionistas, as dívidas consolidada e mobiliária, a concessão de garantia, a operação de crédito, inclusive ARO e as despesas de trata o inciso II, do art. 4º (vetado). Deve abordar ainda, as medidas adotadas e as previstas de adoção, quando qualquer um dos limites for ultrapassado. Finalmente, específico para o último quadrimestre, deve apresentar, o montante das disponibilidades de caixa em 31 (trinta e um) de dezembro, do cumprimento de que as operações de crédito foram liquidadas até o dia 10 (dez) de dezembro se último ano de mandato (art. 38, II e IV, b), da inscrição do valor em Restos a pagar e das despesas. Especificamente, quanto à despesa, os dados devem abranger as liquidadas, as empenhadas e não liquidadas conforme inciso II, art. 41 (vetado), as empenhadas e não liquidadas, inscritas até o limite do saldo da disponibilidade de caixa e aquelas não inscritas por falta de disponibilidade de caixa e cujos empenhos foram cancelados (art. 55, LRF).
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A governança corporativa em empresas estatais brasileiras frente à Lei de Responsabilidade das Estatais (Lei nº 13.303/2016)

A governança corporativa em empresas estatais brasileiras frente à Lei de Responsabilidade das Estatais (Lei nº 13.303/2016)

Mas possivelmente a principal inovação da lei, no que tange à governança das estatais (Título I), é quanto ao processo de escolha e avaliação dos administradores. Anteriormente o governo tinha plenos poderes para nomear os administradores – contemplando conselheiros de administração e executivos –, o que trazia os conflitos e coalizões políticas externos para dentro da gestão, reduzindo a eficiência e dispersando o foco dos administradores. Ao criar critérios para seleção técnica de administradores, requisitos de avaliação de desempenho e necessidade de participar de treinamento anual, essa legislação não apenas inova, como torna o quadro normativo de governança das estatais mais rigoroso e avançado que o das empresas privadas, onde avaliações de administradores, certos requisitos de transparência, enquadramento da atuação do acionista controlador, e independência do conselho são ainda critérios voluntários na maioria dos mercados. Como exemplo, enquanto as novas regras de listagem no Novo Mercado da B3, o nível mais elevado de práticas de governança das empresas, exigem que 20% dos conselheiros sejam independentes, a Lei nº 13.303/16 exige 25% de independentes.
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Os caminhos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF): instituições, idéias e incrementalismo

Os caminhos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF): instituições, idéias e incrementalismo

Legislativo ao Executivo (e não uma usurpação de poder), com ganhos para todos: zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA.. "...as MPs foram o principal instrumento de for[r]

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UNIVERSIDADE FUMEC FALCULDADE DE CIÊNCIAS EMPRESARIAIS MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO SAMUEL DE OLIVEIRA REIS GOULART

UNIVERSIDADE FUMEC FALCULDADE DE CIÊNCIAS EMPRESARIAIS MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO SAMUEL DE OLIVEIRA REIS GOULART

As transferências de recursos da União podem ser classificadas em três tipos: a) Transferências de Constitucionais: relativas à parcela das receitas federais arrecadadas pela União e repassada aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios. Cabe ao Tesouro Nacional, em cumprimento aos dispositivos constitucionais, efetuar as transferências desses recursos aos entes federados, nos prazos legalmente estabelecidos; b) Transferências Legais: são os recursos financeiros repassados pela União aos Estados, Distrito Federal e Municípios em decorrência de definição em legislação específica vinculados ou não a um fim específico; c) Transferências Voluntárias: são os recursos financeiros repassados pela União aos Estados, Distrito Federal e Municípios em decorrência da celebração de convênios, acordos, ajustes ou outros instrumentos similares, cuja finalidade é a realização de obras e/ou serviços de interesse comum e coincidente às três esferas do Governo ou, conforme definido no art. 25 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal-LRF), a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde. Os dois instrumentos utilizados para a operacionalização das transferências voluntárias são o convênio e o contrato de repasse.
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Evidenciação da gestão fiscal nos municípios pertencentes à região sul do Brasil / Evidence of fiscal management in municipalities belonging to the southern region of Brazil

Evidenciação da gestão fiscal nos municípios pertencentes à região sul do Brasil / Evidence of fiscal management in municipalities belonging to the southern region of Brazil

Nunes et al.; (2013) identificou a aplicação dos instrumentos de transparência contidos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) nos municípios da Região Sul, nos portais de transparência dos municípios. Identificaram que 75% dos municípios do Rio Grande do Sul, 66% dos municípios de Santa Catarina e 92% dos municípios do Paraná atenderam 70% ou mais dos requisitos preestabelecidos da LRF, o que também se observou na Tabela 6, aonde todos os municípios em análise cumpriram o limite da LRF nas despesas com pessoal os quais não poderão exceder a RCL, na qual são 6% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas do Município, quando houver e 54% para o Executivo.
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GERENCIAMENTO DE CUSTOS NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: ESTUDO DE CASO DO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO CEARÁ

GERENCIAMENTO DE CUSTOS NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: ESTUDO DE CASO DO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO CEARÁ

O presente estudo justifica-se diante da necessidade da Administração Pública oferecer um serviço de qualidade à população a um menor custo, atendendo ao princípio da eficiência estabelecido na Constituição Federal Brasileira. Ademais, a legislação infraconstitucional, a exemplo da Lei Complementar Federal nº 4320/64, Lei nº 101/2000, conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal e Lei nº 10.180/2001, regulamentada nos anos seguintes por decretos e culminando com a Portaria nº 157/2011 do Ministério da Fazenda, indicou a necessidade de identificar custos na Administração Pública Federal. O Conselho Federal de Contabilidade, também reconhecendo essa necessidade e em consonância com as Normas Internacionais de Contabilidade para o Setor Público publicou as Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicada ao Setor Púbico (NBCASP) que são aprovadas na forma de Resoluções.
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Tutela da efetividade dos direitos e deveres fundamentais pelos Tribunais de Contas: direito/dever fundamental à boa administração pública (e derivações) e direitos fundamentais à saúde e à educação

Tutela da efetividade dos direitos e deveres fundamentais pelos Tribunais de Contas: direito/dever fundamental à boa administração pública (e derivações) e direitos fundamentais à saúde e à educação

24) O direito/dever fundamental à boa ciber@dministração pressupõe uma Administração que proporciona o direito à informação de maneira a viabilizar o controle social (nos padrões do princípio da publicidade e transparência), ou seja, a cibercidadania, uma Administração que utiliza as novas tecnologias para viabilizar maior agilidade e possibilidade para prestar serviços públicos on-line (direito à educação e saúde à distância) e ainda viabilizar a necessária publicidade e transparência. Conjuntamente, a Administração deverá tutelar com razoabilidade e proporcionalidade o direito à privacidade e intimidade de um lado, e de outro lado o direito à informação, através da publicidade e transparência, com leve tendência à primazia do direito fundamental à informação, de maneira a resguardar à própria cidadania, democracia direta e dignidade da pessoa humana. O direito/dever fundamental à boa ciber@dministração resulta de um somatório de dispositivos constitucionais: art. 37 (princípios da administração pública); art. 5.º, inc. XIV (acesso à informação) e incisos X e XII (direito à intimidade); art. 93, inc. IX (interesse público à informação); e artigos 218 e 219 (incentivo ao desenvolvimento tecnológico). Ademais, a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar n.º 101, com os acréscimos da LC 131), no art. 48-A prevê o amplo acesso a informações, como dever da Administração e direito do cidadão.
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Responsabilidade fiscal: uma memória da lei

Responsabilidade fiscal: uma memória da lei

“Não é demais chamar a atenção para o fato de que se trata de duas leis complementares distintas, em princípio. No caso do art. 163, ou do projeto de lei de responsabilidade iscal, o governo federal pretende torná-la uma espécie de código de boas condutas iscais, que consolide e dê consistência às diversas normas gerais que tratam da captação de recursos (menos pela via tributária, sujeita a legislação especíica), sua gestão e seu gasto, sempre respeitados os princípios constitucionais de autonomia federativa e independência de poderes. No caso do art. 165, será outra lei (para a qual já existe no Congresso mais de uma proposta de iniciativa dos próprios parlamentares) que tem por objetivo regulamentar os instrumentos e o processo orçamentário, bem como ixar normas especíicas sobre a gestão inanceira e patrimonial. Em princípio, a tramitação dos dois projetos deverá se dar de forma distinta, embora se espere que as decisões sejam harmônicas e coerentes.”
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Análise da (in)segurança jurídica nas relações trabalhistas no setor público do Brasil

Análise da (in)segurança jurídica nas relações trabalhistas no setor público do Brasil

O art. 37, VI e VII, da Constituição, garante ao servidor público civil a liberdade de associação sindical e o direito de greve. Entretanto, a Constituição, em seu art. 39, §3º, ao elencar os direitos trabalhistas previstos no art. 7º extensíveis ao servidor público, não inclui o inciso XXVI, que reconhece as convenções e os acordos coletivos de trabalho. Assim, a princípio, dessome-se que não se reconhecem as convenções e os acordos coletivos de trabalho aos servidores públicos. Nesse sentido, aliás, a Súmula nº. 679 do STF: “a fixação de vencimentos dos servidores públicos não pode ser objeto de convenção coletiva”. As razões, segundo Rinaldo Guedes Rapassi (2005, p. 81), em estudo sobre o tema da greve do servidor público, seriam de várias ordens, como a necessidade de autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias e de prévia dotação orçamentária para deferimento de aumento de remuneração pela Administração, que se sujeita aos limites atualmente impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Com entendimento contrário, Michelle Patrick Fonseca de Moraes defende que “sobram argumentos para admitir a viabilidade de estabelecimento de negociação coletiva entre os servidores públicos e o Estado”, como o “reconhecimento que a Constituição Federal de 1988, de forma pioneira, fez dos direitos de sindicalização e greve aos servidores públicos civis” (MORAES, 2006, p. 1). O que se verifica de plano é que existe dissenso sobre o tema, indefinição, ou seja, mais uma vez, insegurança jurídica.
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