Leite - Produção - Santa Catarina

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Produção de leite orgânico e convencional no Oeste de Santa Catarina: caracterização e percepção dos produtores

Produção de leite orgânico e convencional no Oeste de Santa Catarina: caracterização e percepção dos produtores

RESUMO: É crescente o número de produtores interessados no sistema de produção orgânico, especialmente dentro da Agricultura Familiar. Porém, pouco se sabe sobre a estruturação das unidades produtivas, tecnologias e práticas que estão sendo utilizadas nesse sistema. O objetivo desse trabalho foi identificar o perfil de produtores de leite orgânico através da caracterização das famílias e unidades produtivas, investigar as motivações, as principais dificuldades e aspectos positivos e negativos da produção orgânica, além de comparar características demográficas, produtivas e manejos utilizados nos sistemas orgânico e convencional. Foram selecionadas 17 unidades leiteiras orgânicas (ORG) e 17 unidades leiteiras convencionais (CONV), de agricultores familiares, no Oeste de Santa Catarina, Brasil. Foram realizadas entrevistas com os agricultores em março e setembro de 2010 sobre suas opiniões a respeito da produção orgânica, e sobre as diferenças entre as tecnologias e manejos adotados. O tamanho da propriedade, idade, escolaridade e tempo na atividade foram similares entre os sistemas. O ORG teve rebanhos menores e menor produção por vaca, o que foi relacionado à menor porcentagem de sangue holandês no rebanho e não ao sistema em si. Esse sistema apresentou uma produção leiteira menor do que o CONV com médias de 3342 e 7912 litros/mês, respectivamente. O ORG teve um perfil de pessoas mais ativas no seu meio social, tendo maior acesso a informações, o que pode ter influenciado na opção pelo sistema de produção. A melhor exploração dos recursos forrageiros e menor utilização de antibióticos fazem com que os produtores orgânicos percebam melhorias no agroecossistema e na qualidade de vida. O maior entrave percebido pelos produtores orgânicos é a falta de reconhecimento econômico pelo mercado e de assistência técnica especializada no assunto. A adequação dos produtores aos padrões normativos é limitada pela falta de planejamento alimentar e de saúde animal.
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Sistemas de produção e qualidade do leite em propriedades da bacia leiteira do Sul de Santa Catarina

Sistemas de produção e qualidade do leite em propriedades da bacia leiteira do Sul de Santa Catarina

O estágio foi realizado na empresa Laticínios Della Vita Ltda. no município de Armazém, sul do estado de Santa Catarina, e teve como objetivo acompanhar o trabalho de um engenheiro agrônomo em propriedades leiteiras e identificar os aspectos da produção e o grau de tecnologia utilizado nestas propriedades. Santa Catarina possui um bom potencial para a produção leiteira, destacando-se pelo maior rendimento médio de leite por vaca do país, sendo que o sul catarinense tem apresentado, nos últimos anos, um grande aumento na produção de leite. Os sistemas de produção intensiva a pasto ainda representam uma pequena parte das fazendas produtoras de leite no Brasil, porém apresentam-se como os mais viáveis economicamente. A qualidade do leite tem tido um papel cada vez mais importante na produção e nas empresas, principalmente devido à maior preocupação dos consumidores com a composição dos produtos. Durante o estágio as principais atividades realizadas foram elaboração e implantação de projetos de Pastoreio Racional Voisin, coleta de amostras de leite para análises Físico-químicas e Microbiológica do leite, e o processo de pagamento do leite por qualidade. Além disso, foi feita uma caracterização do sistema de produção de 20 propriedades para identificar o grau de tecnologia utilizado e correlacionar os dados com a quantidade e qualidade do leite produzido. Com contato direto tanto com o produtor como com a indústria, e o acompanhamento do trabalho de um profissional da área, sua rotina e dificuldades, percebeu-se a importância de cada indivíduo no processo de produção leiteira concluindo que o Eng. Agrônomo faz parte deste processo e tem muito a contribuir na cadeia leiteira.
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Impactos sociais, econômicos e produtivos das tecnologias de produção de leite preconizadas para o oeste de Santa Catarina

Impactos sociais, econômicos e produtivos das tecnologias de produção de leite preconizadas para o oeste de Santa Catarina

A produção leiteira representa, neste contexto, uma das principais formas de obtenção de renda dos agricultores apresentando um considerável alcance social, de forma a ser desenvolvida por um grande número de agricultores excluídos pelos processos de modernização e concentração de produção ditada pelos grandes complexos agroindustriais, principalmente do complexo carne. O uso de terras não nobres, a remuneração com ingressos mensais, o uso de mão-de-obra cuja mais adequada é a familiar, são fatos que possibilitam a pulverização de unidades de produção, o que pode ser básico para o desenvolvimento da região Oeste (TESTA et al, 1996 p. 94). Estudos do Instituto Evaldo Lodi da Federação da Indústria do Estado de Santa Catarina (IEL/FIESC), apresentados em reportagem no jornal Diário Catarinense em agosto de 2001, consideraram a produção de leite o fio condutor do desenvolvimento do Extremo Oeste de Santa Catarina, apesar de existirem apenas 04 empresas de porte, e menos de 30% da produção ser processados no local.
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EVOLUÇÃO E CONCENTRAÇÃO INTER-REGIONAL E INTRA-REGIONAL DA PRODUÇÃO DE LEITE: O CASO DO ESTADO DE SANTA CATARINA NO PERÍODO DE 2000 A 2012

EVOLUÇÃO E CONCENTRAÇÃO INTER-REGIONAL E INTRA-REGIONAL DA PRODUÇÃO DE LEITE: O CASO DO ESTADO DE SANTA CATARINA NO PERÍODO DE 2000 A 2012

Neste artigo teve-se como objetivo mostrar a evolução da produção de leite no Estado de Santa Catarina de 2000 a 2012, bem como a existência ou não de concentração inter-regional e intrarregional da pro- dução. O estudo foi realizado por meio da descrição do comportamento da produção leiteira de todas as mesorregiões e microrregiões geográficas catarinenses. A concentração da produção foi encontrada pela aplicação do índice Herfindahl-Hirschamn para medir a participação anual, tanto de cada mesorregião na produção estadual quanto de cada microrregião na produção da respectiva mesorregião. Os resulta- dos mostram que a mesorregião Oeste Catarinense é a maior produtora de leite, tendo participado com 74% da produção total do Estado em 2012; mostram, também, a ocorrência de concentração inter-re- gional da produção estadual, influenciada, principalmente, pela produção do Oeste, que cresceu a taxas superiores às das demais mesorregiões. Quanto à questão intrarregional, percebe-se ter havido períodos de concentração e desconcentração da produção, com a mesorregião Oeste Catarinense apresentando maior regularidade quanto à participação de suas microrregiões na produção total da mesorregião. Por fim, conclui-se que a mesorregião Oeste, além de ser a maior produtora estadual de leite, também foi a que registrou o maior crescimento da produção no período, 233%. Conclui-se, ainda, que a tendência de
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Sistemas alimentares em unidades de produção de leite com base agroecológica no oeste de Santa Catarina

Sistemas alimentares em unidades de produção de leite com base agroecológica no oeste de Santa Catarina

Este estudo faz parte do edital 81/2013 CNPq de Criação do Núcleo Catarinense de Agroecologia. Foi efetuado um levantamento em 15 propriedades leiteiras nos municípios de São Domingos, Jupiá e Novo Horizonte da região oeste de Santa Catarina. As UPL escolhidas utilizam as pastagens como principal fonte de alimento para os animais, porém 09 delas são de base agroecológica e 06 são propriedades convencionais, sendo que as 09 com base. A escolha das UPL foi realizada com a ajuda de um técnico da região que indicou as propriedades que estavam em processo de transição para o sistema agroecológico e as convencionais. As visitas foram feitas nos meses de fevereiro de 2015 e em julho de 2015, o que corresponde às estações de verão e inverno respectivamente, para se observar as diferenças nos sistemas alimentares e na utilização e produção das pastagens. Além disso, também foram coletadas informações como o número de animais em lactação, produção média mensal de leite e a quantidade dos alimentos fornecidos no cocho. Os animais das UPL com base agroecológica eram mestiços, resultado da cruza de animais da raça Holandês com Jersey, já os animais das UPL convencionais eram somente da raça Holandês.
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Avaliação da qualidade do leite produzido sob diferentes sistemas de produção no oeste de Santa Catarina

Avaliação da qualidade do leite produzido sob diferentes sistemas de produção no oeste de Santa Catarina

A atividade leiteira no Oeste de Santa Catarina tem sido , nos últimos anos, o principal meio de geração de renda para muitos agricultores familiares. Na região, há um grande número de produtores que adotam o sistema de produção a pasto associado ao uso de suplementos (concentrado e/ou volumoso) e um crescente número de propriedades de base ecológica, algumas já com certificação orgânica. Sendo assim, o objetivo do presente trabalho foi comparar a qualidade química, sanitária e microbiológica do leite proveniente da pecuária de base ecológica com a convencional na região Oeste de Santa Catarina. A caracterização do sistema de produção foi obtida a partir de visitas e entrevistas semi-estruturadas. Para a avaliação da composição química do leite foram realizadas 2 coletas, nas diferentes estações do ano, de 3 animais pré-selecionados de fenótipo (cruzamento Jersey x Holandês) e de estágio de lactação similares (3 a 6 meses) e para a qualidade sanitária e microbiológica dos tanques de resfriamento em cada Unidade de Produção Familiar (UPF) em estudo. Realizou-se também a identificação botânica das espécies forrageiras consumidas a partir da observação dos animais em pastoreio. Os sistemas diferiram na sua configuração produtiva, tendo as UPFs convencionais maior área total da propriedade, área de pastagens para espécies anuais (APA), número de animais em lactação e produção de leite e as de base ecológica maior área destinada para espécies perenes (APP). Nestas, observou-se pastagens mais diversificadas em todas as estações, especialmente no inverno e primavera. Enquanto Penisetum americanum e Sorghum
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Produção e análise da qualidade do leite e uso industrial do colostro de ovelhas da raça Lacaune na região oeste de Santa Catarina/Brasil

Produção e análise da qualidade do leite e uso industrial do colostro de ovelhas da raça Lacaune na região oeste de Santa Catarina/Brasil

A oxidação lipídica gera sabores indesejáveis nos produtos, sendo desenvolvida durante a estocagem (Wedding & Deeth, 2009). As modificações oxidativas são quantificadas através dos produtos secundários da degradação. As substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico são um bom indicador do grau de deterioração nas características organolépticas como resultado da oxidação (Crackel et al., 1988). Valores inferiores a 0,5 mg.Kg -1 são considerados baixos ou indicadores de nenhuma rancificação, valores entre 0,6 e 1,4 mg.Kg -1 indicam produtos levemente rançosos e valores superiores a 1,5 representam produtos rançosos e inaceitáveis sensorialmente (Ke et al., 1984). No presente estudo, o valor médio encontrado foi de 0,1352 mg.Kg -1 , indicando que o produto não apresentou rancificação, mesmo com seu elevado teor lipídico. Esse fato pode estar associado ao processo fermentativo da silagem, pois a anaerobiose necessária para a produção de silagem inibe os processos bioquímicos oxidativos que causam a deterioração (Oetterer, 1999). Do processo de oxidação dos lipídios por oxigênio resultam compostos como peróxidos, aldeídos, cetonas e ácidos, responsáveis pelas alterações organolépticas, nutricionais e físico-químicas, influenciando diretamente na vida-de-prateleira dos alimentos (Tamine, 2009).
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Avanços na produção de leite à base de pasto no Alto Vale do Itajaí, Santa Catarina - Brasil

Avanços na produção de leite à base de pasto no Alto Vale do Itajaí, Santa Catarina - Brasil

trabalho para determinar o potencial de produção de leite em pastagens de. capim elefante anão, definir níveis mínimos de suplementação, necessários[r]

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Aspectos da alimentação de vacas leiteiras e sistemas de produção de leite na região oeste de Santa Catarina

Aspectos da alimentação de vacas leiteiras e sistemas de produção de leite na região oeste de Santa Catarina

O estágio de conclusão foi realizado na empresa laticínios Tirol Ltda na unidade de captação de Pinhalzinho, com atividades da pecuária leiteira relacionadas ao manejo nutricional das vacas e produção de alimento para as mesmas. O leite e seus derivados têm posição de destaque na alimentação humana e a pecuária leiteira tem se tornado importante e crescente atividade na região Oeste Catarinense aumentando a demanda técnica especializada para contribuir nesse crescimento. As principais atividades desenvolvidas pelo engenheiro agrônomo dentro da empresa e, portanto, acompanhadas durante o estágio contribuíam para a estruturação dos produtores dentro da atividade leiteira, partindo da orientação na implantação de pastagens, produção de alimento e balanceamento adequado da dieta para os animais de modo a assegurar o volume de produção de leite constante. Ao se trabalhar diretamente com os produtores é preciso, antes de estabelecer qualquer forma de recomendação técnica, identificar os objetivos do produtor dentro da atividade, bem como recursos disponíveis e fatores limitantes ou potencializadores presentes na atividade. Nesta perspectiva, o engenheiro agrônomo assume posição importante no crescimento e desenvolvimento da atividade leiteira na região.
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Perfil fitoquímico das pastagens em diferentes sistemas de manejo de unidades de produção de leite do Oeste de Santa Catarina

Perfil fitoquímico das pastagens em diferentes sistemas de manejo de unidades de produção de leite do Oeste de Santa Catarina

conteúdo de flavonoides foi maior em T38 comparado ao T54 e TM, no CON foi maior em T38 e TM para A. strigosa e similar entre os tempos de repouso para L. multiflorum. Entre os manejos, verificou-se maior conteúdo de flavonoides e atividade antioxidante em T38 e T54 do AGRO comparado ao CON e similar no TM. A comparação do perfil fitoquímico entre as forrageiras do AGRO mostrou diferenças entre as espécies e os tempos de repouso. Neste caso, a atividade antioxidante e os conteúdos dos compostos fenólicos, flavonoides e carotenoides reduziram com o avanço da maturação (T38 e T54), exceto para taninos em Trifolium sp.. Por outro lado, os resultados encontrados no TM comparados aos T38 e T54 foram influenciados pela espécie, variando de acordo com a classe de metabólitos. Em todos os tempos de repouso, A. strigosa destacou-se pelo maior conteúdo de fenólicos e flavonoides e no TM também pelo maior conteúdo de carotenoides. Em conjunto, nossos resultados mostraram a influência do estádio de crescimento, do manejo e da espécie sobre o perfil fitoquímico das pastagens, evidenciando-se o efeito da maturação sobre a diminuição no conteúdo dos metabólitos secundários. Em relação a similaridade no perfil fitoquímico das plantas do TM pode- se sugerir a influência da intensidade do manejo no AGRO e o uso de fertilizantes solúveis no CON. No entanto, sem a interferência desses fatores verificou-se que as plantas cultivadas em sistema agroecológico possuem maiores conteúdos de fenólicos e flavonoides e possuem maior atividade antioxidante comparadas as do sistema convencional. Portanto, em conjunto os resultados encontrados poderão subsidiar mudanças em práticas no manejo agroecológico, visando a produção de uma pastagem com qualidade superior e possivelmente um leite com qualidade diferenciada e, portanto, maior valor de mercado.
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Avaliação de benchmarking da produção brasileira de leite, Santa Catarina e o município de Vitor Meireles

Avaliação de benchmarking da produção brasileira de leite, Santa Catarina e o município de Vitor Meireles

Sebastião Teixeira Gomes (2000) apresenta seis características da atividade leiteira que tornam a correta apropriação de seu custo de produção extremamente complexa: 1) a dupla atividade ou produção simultânea de leite e carne, que torna difícil separar o que vai para a produção de leite e o que vai para a produção de animais e evitar a dupla contagem de despesas; 2) a elevada participação da mão- de-obra familiar não remunerada, cuja apropriação dos custos é sempre muito subjetiva; 3) o caráter contínuo da produção em face de sua segmentação arbitrária em períodos para a análise; 4) a alta dose de subjetividade envolvida na apropriação dos custos dos investimentos em terras, benfeitorias, máquinas e animais; 5) a necessidade de considerar os objetivos e as metas do produtor; e, 6) a necessidade de considerar as variações no inventário animal, seja do ponto de vista quantitativo (a dimensão do rebanho), seja no qualitativo (as mudanças no seu perfil genético). A produtividade e, por conseguinte, os custos de produção e a rentabilidade, são função não só da escala de produção, mas, também e principalmente, de fatores relacionados à especialização, à sanidade, à alimentação e ao manejo do ciclo de partos do rebanho. A especialização refere-se essencialmente às características genéticas que definem animais especializados para a atividade leiteira: prolongada persistência de lactação, elevada eficiência na transformação de alimento em gordura. A sanidade refere-se essencialmente aos cuidados com a saúde, o estado corporal, a higiene do rebanho e seus ordenhadores, e aos equipamentos disponíveis para o armazenamento e transporte do leite. Segundo Krug (2001):
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QUALIDADE E INOCUIDADE DO QUEIJO ARTESANAL SERRANO, DO LEITE E DA ÁGUA UTILIZADOS NA SUA PRODUÇÃO, EM SANTA CATARINA

QUALIDADE E INOCUIDADE DO QUEIJO ARTESANAL SERRANO, DO LEITE E DA ÁGUA UTILIZADOS NA SUA PRODUÇÃO, EM SANTA CATARINA

Contudo, segundo Perry (2004), por pressão dos próprios consumidores, os produtores acabam vendendo seus queijos com um tempo bem reduzido de maturação. Em estudo de diagnóstico de propriedades produtoras de queijo artesanal serrano em Santa Catarina, os produtores relataram que os consumidores têm preferência por queijos entre 7 a 15 dias de maturação (CORDOVA, 2011). Neste contexto, embora a IN 30, do MAPA (BRASIL, 2013) estabeleça a redução do período de maturação dos queijos artesanais, é evidente a necessidade de matéria prima de qualidade e adoção de boas práticas de fabricação. O processo de maturação deve estar aliado a medidas de sanidade, controle de mastite e boas práticas, já estabelecidas como obrigatoriedade pela IN 30 (BRASIL, 2013) para efetiva redução do período e obtenção de níveis microbiológicos aceitáveis.
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Índices de conforto térmico para bovinos de leite em Santa Catarina Sul do Brasil / Thermal comfort indices for dairy cattle in Santa Catarina Southern Brazil

Índices de conforto térmico para bovinos de leite em Santa Catarina Sul do Brasil / Thermal comfort indices for dairy cattle in Santa Catarina Southern Brazil

Santa Catarina possui participação efetiva na produção leiteira do país, sendo esta uma atividade com elevada importância no cenário agropecuário nacional. Trata-se de uma atividade bastante variável e altamente influenciada por condições ambientais, o que torna difícil a padronização de informações sobre o assunto. O objetivo desse estudo foi caracterizar a condição térmica do ambiente para a bovinocultura leiteira no estado de Santa Catarina. Foram calculados o Índice de Temperatura e Umidade (ITU) e o Declínio da produção de Leite (DPL) em três níveis médios de produção, para oito regiões do estado no período de 2008 a 2016, com a identificação da ocorrência de períodos críticos para a produção. Os valores médios de ITU encontrados não ultrapassaram o limiar de tolerância para os bovinos (75), mostrando-se favoráveis à produção leiteira. A maior incidência de ITU médios próximos daqueles classificados como alerta aos produtores concentraram-se nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. O ITU máximo foi 94 para a região 2C/3C, enquanto que em outras regiões, mesmo nos meses mais quentes do ano, o ITU médio manteve-se abaixo de 66 (região 4A). Em relação ao DPL, evidenciou-se o fato de que quanto mais produtivo for o animal, mais propenso estará ao declínio causado pelo estresse térmico. Para vacas com produção média normal de 10, 20 e 30 kg.dia-1 o valor de ITU quando se iniciaram perdas na produção foi de 71,6, 72,3 e 74,5 respectivamente. Não foram identificados longos períodos considerados críticos a produção, apenas episódios isolados temporal e geograficamente. Embora o cenário climático no estado Catarinense tenha se mostrado positivo para a atividade, houveram períodos críticos, que certamente refletem em perdas na produção. Sendo assim, torna-se indispensável aliar a conjuntura do local com estratégias de manejo adequadas, visando maximizar o potencial do sistema de produção escolhido.
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Qualidade do leite e perfil das propriedades leiteiras no sul de Santa Catarina: abordagem multivariada.

Qualidade do leite e perfil das propriedades leiteiras no sul de Santa Catarina: abordagem multivariada.

O objetivo do presente estudo foi caracterizar as propriedades leiteiras da região do Vale do Braço do Norte, sul de Santa Catarina, Brasil, quanto à qualidade do leite e ao perfil em infraestrutura, manejo e alimentação dos animais. Foram coletadas informações de 50 propriedades leiteiras, obtidas por meio da aplicação de um questionário estruturado, abrangendo questões socioeconômicas dos produtores, manejo do rebanho, estrutura da propriedade, caracterização dos animais, alimentação das vacas além de manejo e higiene da ordenha. As amostras de leite foram submetidas a análises de composição, contagem bacteriana total, contagem de células somáticas e estabilidade do leite ao teste do álcool. Os dados foram analisados pela análise fatorial, discriminante, canônica, e de agrupamento. As propriedades têm como principal característica a agricultura familiar, com área média de 30 hectares; destes, 15,1 são destinados à pecuária leiteira, com média de 23,1 vacas ordenhadas. Na análise fatorial, o primeiro fator representa as relações entre as práticas de higiene na ordenha e de controle/prevenção de mastite, o segundo fator compreende a infraestrutura da fazenda com o nível de produção e o terceiro fator demonstra a relação entre a suplementação concentrada, a produção e a estabilidade do leite ao teste do álcool. A análise de agrupamento formou três grupos, sendo dois compostos por produtores com maior nível tecnológico e outro constituído por pequenos produtores com menor infraestrutura e nível de tecnologia. As propriedades que apresentam infraestrutura mais adequada para a produção, maior adoção das práticas recomendadas de manejo de ordenha e critérios de alimentação mais adequados produzem leite com melhor qualidade.
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Caracterização de amaranto cultivado em Santa Catarina e sua utilização na produção de pães

Caracterização de amaranto cultivado em Santa Catarina e sua utilização na produção de pães

O potencial nutritivo do amaranto é maior dos demais cereais, principalmente como fonte protéica, uma vez que têm torno de 15%, de proteína, considerada de alto valor biológico quando comparada com outros cereais, além da quantidade de gorduras e fibras (BRESSANI, 1988; BREENE, 1991), como pode ser observado na Tabela 2. Sua proteína também é comparada com a caseína do leite, apresentando uma disponibilidade em torno de 90% (SAUNDERS e BECKER, 1984). Por esse valor protéico o amaranto é uma opção para a fortificação de farinhas.

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PERFIL DAS PROPRIEDADES LEITEIRAS EM SANTA CATARINA E SUA RELAÇÃO COM A ADEQUAÇÃO ÀS NORMAS BRASILEIRAS DE QUALIDADE DO LEITE

PERFIL DAS PROPRIEDADES LEITEIRAS EM SANTA CATARINA E SUA RELAÇÃO COM A ADEQUAÇÃO ÀS NORMAS BRASILEIRAS DE QUALIDADE DO LEITE

para a produção, identidade e qualidade dos diversos tipos de leite. A Contagem Bacteriana Total (CBT) e a Contagem de Células Somáticas são importantes parâmetros para avaliar a qualidade microbiológica do leite, sendo parte do conjunto de atributos de qualidade que incluem também composição, aspectos sensoriais e ausência de drogas e resíduos químicos. O objetivo da pesquisa foi avaliar a adequação das propriedades ao limite máximo para CBT e CCS e a influência da condição sócio-econômico-cultural do produtor, da sua percepção sobre a IN 51, e do emprego de técnicas de manejo de sobre a mesma. Realizou- se uma pesquisa diagnóstica através da aplicação de questionário estruturado a 166 produtores de leite das regiões Meio-oeste e Alto Vale do Itajaí do Estado de Santa Catarina, no período de abril a setembro de 2006. Os resultados dos questionários sobre a percentagem de meses em que a CBT e a CCS ultrapassavam o limite da IN 51, foram analisados por regressão logística. Os produtores entrevistados caracterizam-se, em sua maioria, como pequenos produtores, comercializando em média 97,6 litros de leite/dia, sendo que 70% das propriedades tinham até 30 hectares. Em média, a CBT de tanque por produtor ultrapassou 1.000.000 de UFC/ml em 70,3% dos meses e a CCS foi maior que 1.000.000 em 14,8% dos meses. O tamanho da propriedade e o volume de leite comercializado não influenciaram a adequação da mesma ao estabelecido na IN 51 para CCS (P > 0,05). Porém, produtores com mais de 200 litros/dia apresentaram menor percentagem de meses fora dos padrões estabelecidos para CBT (P < 0,05). O grau de satisfação do produtor com a atividade leite bem como o fato do leite ser ou não a principal atividade econômica da propriedade não influenciaram a adequação à legislação (P >
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Produtividade e qualidade do leite de vacas Jersey de Santa Catarina / Productivity and milk quality of Jersey cows from Santa Catarina

Produtividade e qualidade do leite de vacas Jersey de Santa Catarina / Productivity and milk quality of Jersey cows from Santa Catarina

Bovinocultura leiteira é uma das principais atividades do agronegócio brasileiro. No município de Braço do Norte possui um rebanho de 42 mil cabeças, alcançando uma produção diária de 43.800 mil litros. Os consumidores e as empresas de laticínios priorizam leite de qualidade, dessa maneira foi instituída a IN62 e RIISPOA que ditam valores ideais para que o leite seja considerado de qualidade. As amostras foram provenientes de 10 propriedades totalizando 400 animais da raça Jersey. Análises do leite foram realizadas pelo Laboratório Estadual da Qualidade do Leite. O objetivo foi divulgar as análises de qualidade do leite, assim como a produção de leite das vacas Jersey entre 2011 a 2015 comparando os dados com IN62 e RIISPOA. O resultado mostrou boa média de produção de leite dos animais avaliados, todavia com elevada contagem de céulas somáticas no rebanho, entretanto porcentagem de sólidos foi excelente podendo promover melhor remuneração aos criadores.
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Relações de gênero nas famílias agricultoras associadas a mini-usinas de leite no Estado de Santa Catarina

Relações de gênero nas famílias agricultoras associadas a mini-usinas de leite no Estado de Santa Catarina

São vários os motivos, entre eles temos a distância da unidade de produção para o centro urbano, uma vez que não é possível ao produtor, principalmente o pequeno produtor, se locomover diariamente até a cidade. Também a fiscalização dos produtos "in natura" está cada vez mais severa, caso os fiscais apreendam leite, ovos, queijos ou outros produtos sem inspeção sanitária, sem rótulo com informações sobre o produto e sem uma embalagem apropriada, a mercadoria é apreendida. Para quem leva uma dúzia de ovos para vender na cidade para ter dinheiro para pagar a passagem de volta, arrisca-se. E preciso também ter uma certa clientela formada uma vez que nem sempre o produtor tem acesso a feiras de produtos agropecuários, e tem-se que levar em conta que o leite é um produto perecível, não pode ser manejado de um lado para o outro. No fim do dia, sem refrigeração, ele estraga. Um outro motivo importante para se vender para a cooperativa ou laticínios particulares é que estas assim como pegam 10 litros em um dia, podem pegar 15 no outro, ou podem passar de 2 em 2 dias, uma vez que a produção do agricultor que não é especializado varia conforme a estação do ano ou o número de vacas que estão em lactação, ou, ainda, a disponibilidade de sua alimentação. Os agricultores não têm assim um compromisso com uma quantidade fixa. Esta situação é própria dos produtores que têm no leite uma atividade secundária e complementar.
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Índices de conforto térmico para bovinos de leite em Santa Catarina

Índices de conforto térmico para bovinos de leite em Santa Catarina

A explicação mais plausível para tal situação, certamente condiz com fatores históricos atrelados a essa atividade. Fatores esses que foram responsáveis pela caracterização produtiva de cada região do estado. Como é o caso da região do Planalto Serrano, representada no trabalho por Curitibanos e São Joaquim (zonas agroecológicas 3A e 4A), estes locais obtiveram resultados de ITU que refletem um ambiente com condições climáticas bastante adequadas a exploração leiteira a partir de raças europeias. No entanto, ao observar os dados de produção desses locais, depara-se com valores bem abaixo daqueles registrado nas regiões antes citadas. Desse modo, relacionam-se dois elementos buscando elucidar esse registro de baixa produção nesses locais. Primeiro, novamente o fator histórico, essas regiões tiveram desde a sua colonização fortes laços com a pecuária de corte, sendo característica marcante da região. Em segundo, destaca-se o fator humano, uma questão importante, pois antes de tudo deve se considerar a aptidão do produtor para desenvolver o ofício. Dessa forma, observa-se na atividade leiteira detalhes peculiares que não são vivenciados na pecuária de corte.
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Pastoreio Racional Voisin e a qualidade do leite na Região Sul de Santa Catarina

Pastoreio Racional Voisin e a qualidade do leite na Região Sul de Santa Catarina

Neste cenário, a criação de gado bovino ao longo do tempo permaneceu como uma atividade secundária, sendo a fumicultura, as carvoarias, o plantio de pínus e eucalipto e o cultivo de hortaliças como atividades principais dos estabelecimentos rurais. Desta maneira, a baixa produtividade e capacidade de recuperação natural dos pastos, solos com níveis elevados de acidez, baixa fertilidade, baixa capacidade de suporte e o manejo inadequado, contribuíram para a produção de pastagens de má qualidade. Além disso, o processo de melhoramento genético equivocado com a importação de matrizes da raça holandês do Uruguai, a ineficiência da atividade pecuária pelo alto custo da produção de silagem de milho, uso de capineiras, e rações formuladas como base na alimentação constituíram entraves à expansão da atividade na região. O chamado “vazio forrageiro” era algo corriqueiro na maioria das propriedades rurais.
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