Língua portuguesa - Estudo e ensino - Cruz Alta (RS)

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O ensino/estudo do léxico nas aulas de língua portuguesa no ensino médio

O ensino/estudo do léxico nas aulas de língua portuguesa no ensino médio

Observamos nesses planos e nas aulas pensadas pela professora que ela não tem como foco o estudo da sintaxe, porém isso não significa que durante o evento da aula o estudo da sintaxe não seja contemplado. O que afirmamos é que os dados (planos) nos mostram que a professora não centra suas aulas somente no estudo da sintaxe. Percebemos também que o ponto de partida de sua aula é o texto e as metodologias são a leitura e a análise do conto ‘Um capricho’. Isso está de acordo com Geraldi (1997), que defende que o texto deve ser o ponto de partida e de chegada para o estudo da língua portuguesa. Porém, não fica claro se a professora contempla o estudo/ensino do léxico, pois, nos planos, ela não faz referência explícita de um estudo lexical. Não obstante a situação registrada, fica subentendido que esse trabalho poderá ser realizado na quarta e quinta aula, pois, nas expectativas de aprendizagem, a professora lista que tem a intenção de “refletir sobre a variação linguística nos gêneros em estudo”. Sabemos que, para que haja uma boa reflexão no que se refere à variação linguística, deve haver na sala de aula uma reflexão sobre o léxico da língua, bem como uma possível ampliação lexical dos usuários da língua.
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Manuais e transversalidade da língua portuguesa na leitura: um estudo no ensino básico

Manuais e transversalidade da língua portuguesa na leitura: um estudo no ensino básico

De forma mais restrita e tendo em conta a problemática contemplada no nosso estudo, o manual escolar poderá contribuir para desenvolver nos alunos competências associadas à compreensão na leitura: ao promover o enriquecimento da competência comunicativa dos alunos em termos semânticos, lexicais, morfológicos, sintáticos e pragmáticos; ao desenvolver estratégias promotoras da ativação e aprofundamento dos seus conhecimentos prévios; ao contribuir para a aquisição e desenvolvimento de estratégias que permitam explorar a compreensão dos textos escritos a diferentes níveis (microestrutura – associada à apreensão das ideias veiculadas pelo texto –, macroestrutura – ligada à identificação das ideias principais do texto – e superestrutura – relacionada com a identificação da estrutura característica do texto); ao favorecer o envolvimento dos alunos em situações de leitura diversificadas, que tornem possível a realização de diferentes tipos de leitura, quer numa vertente informativa, quer numa vertente lúdica; ao fomentar uma abordagem transversal do ensino e da aprendizagem da língua portuguesa, envolvendo a área curricular disciplinar de Língua Portuguesa e as restantes áreas curriculares, disciplinares e não disciplinares, e ao contribuir para expandir o universo de leitura dos nossos alunos, pondo-os em contacto com toda a diversidade de textos que circula numa sociedade de informação como a nossa.
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CONTRIBUIÇÕES DO ESTUDO DESCRITIVO PARA O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: O VERBO PERDER

CONTRIBUIÇÕES DO ESTUDO DESCRITIVO PARA O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: O VERBO PERDER

Resumo: Este artigo tem como objetivo apresentar uma discussão a respeito da importância de estudos descritivos de verbos para o ensino de Língua Portuguesa. Conforme o contexto de uso em que o verbo perder está inserido ele pode funcionar como o núcleo da predicação, ou como componente de uma sequência fixa, ou como verbo-suporte. As análises das estruturas com o verbo perder são feitas com base no modelo teórico-metodológico do Léxico- Gramática, postulado pelo linguista francês Maurice Gross (1975), que define critérios sintáticos formais para a descrição lexical em contextos linguísticos. O principal objetivo dessa análise é mostrar a importância da descrição lexical para o ensino de Língua Portuguesa. A partir das análises e da descrição verbal, concluímos que o verbo perder é muito produtivo como verbo suporte, e também como componente de expressão fixa. Essas noções não são colocadas nos manuais didáticos ou gramáticas tradicionais. A descrição lexical pode contribuir para um melhor ensino de língua portuguesa, uma vez que o professor, com posse desse estudo descritivo, poderá explorar melhor as noções lexicais, tendo em vista a correlação entre morfologia, sintaxe e semântica, além de despertar o interesse do aluno para as várias manifestações de produção de sentido do léxico, propondo reflexões sobre o funcionamento da língua.
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Estudo dos fenômenos da gíria do funk como suporte para o ensino da Língua Portuguesa

Estudo dos fenômenos da gíria do funk como suporte para o ensino da Língua Portuguesa

Esta pesquisa tem como objetivo principal elaborar uma proposta de intervenção que, partindo do gênero musical funk, possa propiciar condições para que o aluno se conscientize de que a linguagem do funk, com suas gírias e particularidades, pode dialogar com a variedade linguística priorizada na escola, ou seja, o aluno não precisa abrir mão da sua maneira de falar, porém, concomitantemente, deve desenvolver competência linguística eficiente na variante de prestígio, para utilizá-la em situações de comunicação que exijam um maior monitoramento da língua. Nesta pesquisa, buscamos desenvolver nos alunos a consciência sobre a adequação linguística nos seus mais variados contextos, respaldados pelas concepções de Coseriu (1979), Labov (1972), Bakhtin (2004), Preti (1984, 2000, 2004, 2006), Bagno (1999), Cristianini (2007), entre outros. Como os alunos demonstram por meio de opiniões e ações uma grande afinidade pelo gênero musical funk, estilo polêmico, sobretudo devido ao conteúdo das letras de algumas de suas vertentes e são influenciados por ele na fala e na escrita, propusemo-nos a fazer um estudo de elementos que caracterizam a linguagem do funk, a saber: a gíria, o palavrão, o vocabulário obsceno e erótico. Também utilizamos estratégias que valorizam a diversidade linguística dos alunos, aproximando-nos de um ensino aberto à reflexão, ao diálogo e à diversidade. Como produto, produzimos um compêndio didático sobre o tema, disponibilizado para consulta e aplicabilidade para toda a comunidade escolar e para quem porventura interessar. Esse material constituiu-se em um Blog contendo informações, fontes e sugestões para o trabalho com funk em sala de aula, tais como, entrevistas com especialistas, curiosidades, análise musical, vídeos humorísticos, atividades, entre outros. Com isso, pretendemos não só poder contribuir para o ensino de Língua Portuguesa, mas também, minimizar os estigmas da imagem pré-concebida pela comunidade escolar sobre o gênero musical funk, com o qual os jovens alunos tanto se identificam.
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A FORMAÇÃO DE CONCEITOS DE LÍNGUA PORTUGUESA NO ENSINO FUNDAMENTAL: UM ESTUDO EXPERIMENTAL

A FORMAÇÃO DE CONCEITOS DE LÍNGUA PORTUGUESA NO ENSINO FUNDAMENTAL: UM ESTUDO EXPERIMENTAL

Em relação à motivação, explanamos no primeiro contato com os alunos a importância da pesquisa para nós, e como a participação do aluno e da professora regente se tornaria essencial. Explicamos ainda sobre a importância da autorização dos pais para a participação deles no experimento. Como vinte e quatro, dos trinta alunos, trouxeram o Termo de Consentimento (ANEXO VI) assinado no dia seguinte, percebemos a ansiedade por parte dos alunos e dos pais para o início do trabalho, e essa motivação se manteve durante as nove aulas, pois notamos que, em nenhum momento, houve demora na resolução das tarefas ou mesmo desânimo na participação nas aulas. Acreditamos que essa participação se deu devido à explicação que a pesquisadora deu aos alunos sobre a importância de compreendermos os textos na vida de cada um, o que favoreceu a participação na atividade de estudo. Notamos esse aspecto na resposta dos alunos – feita após as nove aulas – quando perguntamos se eles tinham gostado de participar das atividades no experimento e por quê? A maioria respondeu que tinha gostado porque gostava de aprender “coisas novas” e que os textos configuravam uma forma de comunicação entre as pessoas, além de reconhecerem que se comunicar com outros era importante para a vida deles.
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O ensino da língua portuguesa para surdos

O ensino da língua portuguesa para surdos

O presente estudo monográfico, intitulado “O ensino da Língua Portuguesa para Surdos”, teve como objetivos avaliar a importância do ensino e da aprendizagem da Língua Portuguesa por sujeitos surdos incluídos na 6ª série de uma escola estadual de Santana do Livramento, Rio Grande do Sul - RS e mostrar como esses alunos estão aprendendo o português escrito. Com base na produção textual dos sujeitos surdos em sala de aula e nas impressões que neles são produzidas, o trabalho visa a problematizar a avaliação da escrita desses sujeitos inseridos no sistema educacional inclusivo. Para investigar a coesão textual dos textos produzidos pelos sujeitos desta pesquisa, foram utilizadas quatro atividades desenvolvidas em sala de aula. Primeiramente, como material de investigação, foram utilizadas imagens de figuras ilustrativas e, em um segundo momento, foi utilizada uma história impressa para ser lida e recontada em português escrito. Depois, os alunos elaboraram um texto por meio de gravura e por fim realizaram a mesma atividade com tema livre. Para a análise dos dados, foram utilizadas as categorias apresentadas por Brochado (2002 apud QUADROS e SCHMIEDT, 2006) sobre os estágios de interlíngua na aprendizagem da Língua Portuguesa em sujeitos surdos. Conforme os estágios de interlíngua analisados, os sujeitos surdos encontram-se no estágio II, pois os textos, mesmo de forma inadequada, apresentam o uso de artigos, preposições, verbos flexionados e alguns no infinitivo. Foi observado também o emprego de substantivos e adjetivos e também alguns elementos funcionais como preposição e conjunção. Quanto à estrutura frasal, apresentam-se ora com características da Língua de Sinais, ora com características da Língua Portuguesa. Assim, apesar da repetição de palavras, da dificuldade ortográfica e da carência de vocabulário, há entendimento do texto. Nesse contexto, sabe-se que os surdos têm a Língua de Sinais como primeira língua, sua língua materna e oficial, que é naturalmente adquirida, facilitando assim a comunicação, e a Língua Portuguesa como a segunda língua, que visa a valorizar a leitura, a escrita, a compreensão e a interpretação. Dessa forma, a Língua Portuguesa deve ser ensinada aos surdos com metodologia própria de segunda língua, tendo em vista ainda a diferença de modalidade entre o português e a língua de sinais, já que aquela é de modalidade oral-auditiva enquanto esta é de modalidade espaço- visual.
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Ensino de língua portuguesa : desafios e encantamentos

Ensino de língua portuguesa : desafios e encantamentos

O aprendizado está sendo muito proveitoso pra mim principalmente porque estou conseguindo aplicar na prática a teoria explicada em sala de aula. Por exemplo: nesse ano aprendi nas aulas da professora Cristina a concordância nominal e verbal. No início eu achava desnecessário o estudo desse conteúdo, pois pensava que já o sabia bem. Afinal não precisa ter um alto grau de escolaridade para saber as regras básicas de concordância, já que se aprende falando. Mas vi que estava enganada. Aprendi que frases como “Necessitam-se de funcionários” ou “Haviam dez casas amarelas”, comuns de serem ouvidas no dia-a-dia, estavam erradas. Eu também sempre tive muitas dúvidas na parte da ortografia e da acentuação, mas conforme eu fui adquirindo um maior conhecimento, as dúvidas que eram freqüentes na hora de redigir textos foram sendo esclarecidas. Antes se eu tinha dúvida se uma determinada palavra continha ou não acento, analisava o que “soava” melhor e colocava em meu texto. Hoje não, vejo pela regra. Às vezes até na internet, que é característico a escrita de forma incorreta e coloquial, procuro escrever com uma certa coerência e aplicando a regras básicas da nossa língua. Algo que também considero muito importante está além do conteúdo teórico ensinado em sala de aula. Para mim é bastante proveitoso os textos aplicados pela professora, já que proporcionam uma maior capacidade de interpretação além de aumentar o conhecimento de modo geral. As dissertações que escrevo, estimuladas nas aulas, também são muito válidas, já que me ajudam a desenvolver uma maior capacidade de argumentação e um senso crítico. Assim me sinto preparada para o vestibular, principalmente a redação, e também para a vida.
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REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA

REFLEXÕES SOBRE O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA

Em se tratando especificamente dos conteúdos próprios da língua portuguesa, isto é, estudos morfológicos, sintáticos, por exemplo, fica o impasse: ensina-se gramática tradicional ou aplica-se a análise linguística? Portanto, o objetivo desse artigo é fazer a ponte entre os conteúdos da gramática tradicional – tidos ainda como eixos norteadores do ensino de língua – e essa nova abordagem, chamada de análise linguística, que consiste em trabalhar três conteúdos integrados e inter-relacionados, tendo o texto como centro: o processo epilinguístico, que significa explorar os recursos lexicais e gramaticais, a produção de textos, a leitura e a interpretação de textos em geral, isto é, o estudo e produção de gêneros textuais diversos. Para darmos conta dos objetivos, o artigo está dividido em dois momentos: inicialmente teórico e outro que toma por base entrevistas feitas com professores de Língua Portuguesa em escolas de Londrina/PR e tem como objeto central a reflexão a respeito da práxis em sala de aula dos professores de Língua Portuguesa. O presente artigo dá conta de parte dos objetivos, por razões explicitadas a seguir. De qualquer modo, segue os dois momentos aludidos.
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Ensino de Língua Portuguesa e Teoria de Ação:

Ensino de Língua Portuguesa e Teoria de Ação:

A pragmática, sem dúvida, como uma teoria de ação, tendo em vista o pressuposto que alguém age quando usa a linguagem, ou como uma teoria que devolve a possibilidade de encarnar novamente a vida humana e social na linguagem, foi e é, com suas fronteiras múltiplas e fluidas, uma esteira para o desenvolvimento de um ensino e aprendizagem de carne e osso. Alguns das suas questões iniciais estão na agenda do dia, presentes de forma disseminada no estudo da língua e do texto: Que fazemos quando falamos?; Quem fala e para quem?; Com que objetivo, finalidade ou intenção o enunciado foi proferido?; É possível falar de sentido literal?; Quais são os usos da linguagem?. Tais perguntas alimentaram, de diferentes formas, áreas conhecidas como periféricas à linguística dura, como a Sociolinguística, Linguística de Texto e Linguística Aplicada, principalmente 4 ; áreas muito atuantes desde a
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Contribuições da estilística para o ensino de Língua portuguesa

Contribuições da estilística para o ensino de Língua portuguesa

1. Estilo, em Bakhtin (2013), está intimamente relacionado à composição e ao tema de um texto. É no estudo das formas, das categorias [contextualizadas], que encontramos o estilo: é a maneira do acabamento – essencialmente interlocutivo e dialógico – que nos dá o estilo de um texto e, é a maneira singular com que um autor faz uso dessas categorias, as quais, para Bakhtin (2013), nunca estão divorciadas de definições ideológicas, que possibilitam um estilo ao autor. Dessa forma, o estilo traz consigo a avaliação do autor e uma possibilidade de comunhão avaliativa com o interlocutor. Isso significa que o estilo está relacionado a um querer dizer do locutor, que ganha forma, que define seus limites sob as condições de interlocução. Trata-se de um acabamento que é estético e provisório, sempre aberto a novos sentidos por estar submetido a condições sócio-históricas de possibilidade (GEGe, 2013, p. 40).
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A variação linguística no ensino de língua portuguesa

A variação linguística no ensino de língua portuguesa

Durante muito tempo, a linguagem foi motivo de intensas perturbações para o homem no que concerne ao seu estudo, mas foi apenas com o surgimento da linguística que alguma das diversas curiosidades levantadas por ele puderam ser esclarecidas. De acordo com Orlandi (1994,p.9) “a linguística definiu-se, como o estudo que visa descrever ou explicar a linguagem verbal humana”, ganhando destaque entre as Ciências Humanas. A partir desse momento, foi possível perceber que a língua sofre mudanças e se inova a cada dia, seguindo alguns princípios ou preceitos da atualidade..
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Variação linguística e ensino de língua portuguesa

Variação linguística e ensino de língua portuguesa

Na sala de aula, como em qualquer outro domínio social, encontramos grande variação no uso da língua, mesmo na linguagem da professora que, por exercer um papel social de ascendência sobre seus alunos, está submetida a regras mais rigorosas no seu comportamento verbal e não-vebal. Dessa forma, alguns docentes praticam o preconceito linguístico quando não percebem a língua e suas modificações, tendências e flexibilidade. Quando descartam ou desconhecem o estudo linguístico e suas teorias e constatações, ignorando, assim, a funcionalidade da língua materna, fixando-se apenas na estrutura gramatical, descartando a língua em sua totalidade.
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A contribuição da sociolinguística para ao ensino de língua portuguesa

A contribuição da sociolinguística para ao ensino de língua portuguesa

Resumo: O presente estudo delimita-se a apresentar reflexões sobre a importância da sociolinguística para contribuição para o ensino da língua portuguesa. O objetivo geral é a análise das reflexões sobre o tema e fundamentar sua importância e contribuição para língua portuguesa. Os objetivos específicos remetem a concepção da língua portuguesa, identificação de um caminho mais produtivo na aresta portuguesa de ensino, sua importância e a análise do professor de língua portuguesa. Justifica-se pela relevância do estudo na necessidade de responder como a sociolinguística é benéfica ou não á educação, especificamente na disciplina de língua portuguesa. Esta pesquisa bibliográfica teve como aporte autores como Lima e Mioto (2007). Durante os levantamentos o estudo foi colaborado com trabalhos de Bagno (2003; 2007), Bortoni-Ricardo (2005; 2009; 2011), Lobov (1969; 1972) e outros autores. Conclui-se que é importante que os professores de uma forma geral tenham maior acesso aos conhecimentos fornecidos pela abordagem sociolingüística do ensino da língua materna, de modo a possibilitar aos seus alunos uma aprendizagem mais efetiva da língua padrão falada e escrita, sem desvalorizar ou negar sua linguagem espontânea. Essa visão se justifica uma vez que a linguagem constitui um dos mais poderosos instrumentos de ação e transformação social, sendo a aquisição da norma- padrão fundamental para o exercício da cidadania.
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O ensino da língua portuguesa e o uso das tecnologias

O ensino da língua portuguesa e o uso das tecnologias

A relação das áreas do conhecimento declaradas pelas pesquisas denota que essas 10 (dez) áreas, salvo melhor juízo, podem ser agrupadas em apenas 3 (três) áreas principais, quais sejam: Língua Portuguesa (que agruparia as áreas de Ciências Humanas Comunicação Linguística Letras e Artes, a área de Letras Língua Portuguesa e a área de Língua Portuguesa propriamente dita); a segunda área abrangente seria a área de Educação (que agruparia Currículo Ensino-Aprendizagem Tópicos Específicos de Educação, Educação Permanente Ensino-Aprendizagem, Ensino-Aprendizagem Língua Portuguesa, Ensino-Aprendizagem Tecnologia Educacional e Educação propriamente dita); e a terceira área principal seria a de Linguística Aplicada (que agruparia Linguística e Linguística Aplicada propriamente dita). Esse entendimento não altera significativamente o resultado quantitativo anteriormente apurado, mas serve para ratificar a relevância dessas 3 (três) áreas para as pesquisas em estudo.
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O ensino da Língua Portuguesa nas escolas de Lecce

O ensino da Língua Portuguesa nas escolas de Lecce

Criada a 22 de novembro de 1955, a Universidatà del Salento (até 2007 Università degli studi di Lecce) situa-se no coração da Apúlia, Lecce. Conhecida como “A Florença do Sul”, esta cidade conta com aproximadamente 95.000 habitantes, e é rica de história, arte e paisagens. O meu local de trabalho na faculdade, foi no edifício chamado “Buon Pastore”, (Bom Pastor). A particularidade do nome vem do facto de antigamente, este mesmo edifício que hoje é o departamento das línguas e literatura estrangeiras, ter sido a sede de uma casa de correção feminina gerido por freiras. O edifício situa-se na “Via Taranto” (Rua Taranto) e no mesmo encontram-se os cursos relacionados com as línguas e humanidades, sendo o Professor Associado, Doutor Gian Luigi De Rosa o responsável pelo departamento de estudo humanísticos e também diretor da cátedra Luís de Camões Manoel Oliveira. Aqui são lecionadas aulas em quatro diferentes variantes: Filologia clássica e Ciências Filosóficas, Filologia Linguística e Literatura, Filosofia e Ciências Sociais e por fim, Línguas e Literaturas estrangeiras.
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AS HISTÓRIAS DE MAFALDA E O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA

AS HISTÓRIAS DE MAFALDA E O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Como se sabe, a maioria das tiras de Mafalda apresenta um viés político marcante: através das personagens infantis, Quino externava sua visão crítica da realidade levando seus leitores a refletirem sobre ela. Não obstante, também foram criadas histórias sobre temas mais universais, menos dependentes das notícias do dia-a-dia divulgadas nos jornais. As histórias analisadas mais adiante mostram como se dá esta gradação de dependência do contexto histórico. Cumpre ressaltar que a análise da primeira tira também tem por objetivo descrever os esforços necessários ao processamento informacional, segundo a Teoria da Relevância (SPERBER, WILSON, 2001 [1986]), e de acordo com o pressuposto de que, num enunciado, há certas palavras ou expressões que funcionam como unidades de conhecimento enciclopédico (UCE) cujo desvendamento faz parte do fazer interpretativo inerente à leitura ou escuta de textos (SEIDE, 2006). Feita a caracterização das histórias de Mafalda, tem início o estudo sobre como suas histórias foram didatizadas.
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Os eventos da oralidade no ensino da língua portuguesa

Os eventos da oralidade no ensino da língua portuguesa

Um exemplo real de como as situações que envolvem a variação não são muito valorizadas no ambiente de ensino/aprendizagem encontra-se presente em alguns manuais didáticos, os quais têm apenas uma “nota introdutória” sobre variação ou ainda trazem para estudo tão somente um tipo de variação, sem sequer abordar os demais.Ponderemos: se o professor não tem o conhecimento teórico em relação à variação, ou caso tenha, não o coloca em prática, como será transmitido esse ensino ao aluno? O que notamos é que existe uma lacuna entre teoria e prática no que tange à função do professor na orientação do trabalho sociolingüístico, de tal modo que a teoria informa como funciona a língua, mas na prática essa teoria não é relacionada ao uso lingüístico, ou seja, o professor deixa de ensinar/orientar os alunos acerca das variações e seus funcionamentos.
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REDES ENUNCIATIVAS NO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA

REDES ENUNCIATIVAS NO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA

A constituição de uma rede enunciativa envolve a formação de con- trastes entre a construção linguística em estudo e outras construções com estruturas semelhantes e palavras iguais, no sentido de permitir a percepção dos domínios de mobilização que a enunciação sus- tenta. Essas construções outras, trazidas para a rede enunciativa, são construídas pelo próprio pesquisador e/ou podem também ser bus- cadas em usos efetivos, como no Google e nos bancos de dados que abrigam usos orais e escritos da nossa língua. (DIAS, 2018, p. 35)

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PRÁTICAS DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA COM AS TDICS

PRÁTICAS DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA COM AS TDICS

RESUMO:O objetivo desta pesquisa foi investigar o processo pedagógico que envolvia as práticas das professoras de Língua Portuguesa (doravante LP), especificamente, como elas utilizavam as novas Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (doravante TDICs) no ensino-aprendizagem de LP, nos anos finais do Ensino Fundamental. Realizamos um estudo qualitativo no qual observamos as aulas de três professoras de LP pertencentes a redes de ensino diferentes: federal, estadual e privada. Estabelecemos categorias de análise, que emergiram da observação da práxis das professoras. Em seu marco teórico, a presente pesquisa se inscreve nos estudos sobre transposição didática, transposição informática, multiletramentos e letramento digital, assumindo como perspectiva teórica a linguagem em sua natureza social e dialógica, produzida como ação humana. Constatamos que as três professoras possuíam práticas diferenciadas no que concerne ao uso das TDICs. Os resultados sinalizaram para a falta ou carência na formação de algumas professoras para a utilização da tecnologia digital como meio de aprendizagem e revelaram a sua utilização como fator motivacional na maior parte das aulas de LP. Acreditamos que há necessidade de a instituição escolar modificar seus currículos de LP e assumir, em seu projeto político-pedagógico, as TDICs na qualidade de elementos estruturantes de novos processos educativos.
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PCN de língua portuguesa: há mudanças de paradigma no ensino de língua?

PCN de língua portuguesa: há mudanças de paradigma no ensino de língua?

No que diz respeito à seqüênciação dessas ativida- des, a orientação de Geraldi (1991) parece muito mais sig- nificativa e norteadora de um novo paradigma de ensino. Segundo o autor, as atividades de escrita são tanto o ponto de partida como o de chegada de todo o processo de ensino aprendizagem, “porque é no texto que a língua - objeto de estudo - se revela na sua totalidade quer enquanto conjun- to de formas e de seu reaparecimento, quer enquanto dis- curso que remete a uma relação intersubjetiva constituída no próprio processo de enunciação marcada pela temporalidade e suas dimensões” (p.135). Ainda de acordo com essa proposta (p. 165), inicialmente as atividades de es- crita são tomadas como reprodução, na interlocução com as atividades de leitura, que são as que vêm em seguida, se trans- formam em atividades de produção. Nesse conjunto, diz o autor, as atividades de leitura são importantes e duplamente integradas às atividades de escrita, tanto no sentido de serem o input para “se ter o que dizer”, quanto por favorecer ao leitor, que também é escritor, ter “estratégias de dizer”. Por fim, surgem as atividades de análise lingüística, entendidas (p.189) “como conjunto de atividades que tomam uma das características da linguagem como seu objeto: o fato de ela poder remeter a si própria, ou seja, com a linguagem não só falamos sobre o mundo ou sobre nossa relação com as coi- sas, mas também falamos sobre como falamos”. Estas ativi- dades são de caráter epi e metalingüístico.
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