Manuscritos - Preservação

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO CENTRO DE LETRAS E ARTES PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MÚSICA DOUTORADO EM MÚSICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO CENTRO DE LETRAS E ARTES PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MÚSICA DOUTORADO EM MÚSICA

exemplo, as rubricas litúrgicas 64 . Boorman cita, como exemplo, as cópias manuscritas que eram feitas para instituições, como a Capela Sistina ou a Capela Giulia, por um corpo de copistas que trabalhava, exclusivamente, para o Vaticano. Nobres e reis também tinham seus copistas contratados. Boorman supõe que em algum âmbito de uso os manuscritos eram utilizados porque não se pode imaginar que fossem feitos somente para serem exibidos, talvez, até mesmo para se aprender uma música ou como guia mnemônico para um mestre de capela. Existia, ainda, um outro tipo de manuscrito, menos decorado, empregado para a preservação do repertório. Outros pareciam ter sido usados como referência ou estudo, como as antologias, por exemplo. É fato a existência de preocupação em preservar o conjunto de obras mais antigas, contudo, há indicações em alguns manuscritos de que poderiam ter sofrido interferência, fazendo-se um arranjo sobre a obra de um compositor. Em alguns casos, o próprio compositor planejava a reunião de cópias de suas obras, alguns organizando as antologias para seu próprio uso. Também amadores colecionavam música do seu gosto particular ou dentro da sua capacidade de execução. O hábito das cópias de antologias é encontrado até o século XIX, traduzindo mais o gosto pessoal do que a origem da música. Com o surgimento da música impressa, mais barata, durante o século XVI, há uma diminuição expressiva dos manuscritos.
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LAPIDANDO MANUSCRITOS DIAMANTINOS: UMA ESCRIPTURA SOB A LENTE DA FILOLOGIA

LAPIDANDO MANUSCRITOS DIAMANTINOS: UMA ESCRIPTURA SOB A LENTE DA FILOLOGIA

Imagina-se que pouquíssimos leitores têm a curiosidade de se questionar acerca de como é possível, hoje, ter acesso a um texto que teve sua origem no período clássico, como por exemplo, A República de Platão, escrito por volta do ano de 380 a.C. Naturalmente ocorre o processo de degradação, algo que altera significa- tivamente o aspecto do conteúdo, seja o material durável ou não, com o passar dos anos. E em relação ao texto, a sua preservação está diretamente vinculada ao procedimento de transmissão, por meio de cópia, mecanismo pelo qual assegura que o texto seja transferido para outro suporte que o possibilite uma sobrevida maior (SÁ TELES, 2019, p. 15).
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Digitalização de manuscritos históricos: a experiência da casa setecentista de mariana

Digitalização de manuscritos históricos: a experiência da casa setecentista de mariana

Além disso, a possibilidade da transmissão das informações digitalizadas por meio de uma rede de computadores, como a Internet, permite maior acesso e agilidade às solicitações de conteúdo pelo público. Vale lembrar que, para o material digitalizado ser disponibilizado publicamente, é necessário obter as autorizações necessárias junto aos proprietários legais do acervo. Outro fator importante para a adoção da digitalização é o custo para montagem de um laboratório para este fim. Dependendo do material que será digitalizado, um laboratório de digitalização, em alguns casos, pode ser composto apenas por um microcomputador, atualizado dotado de gravador de mídia e de bom scanner, equipamentos que, dependendo da configuração, podem ser adquiridos por preços compatíveis com o orçamento de pequenas instituições culturais. Apesar dessas vantagens, existem problemas com a adoção da digitalização em detrimento de outras técnicas de preservação de conteúdos, como a microfilmagem. Um microfilme, desde que adequadamente gerenciado, possui vida útil de até 500 anos. Já as mídias digitais como CDs e DVDs ficam em torno de algumas décadas. No entanto, este problema pode ser contornado em pouco tempo. Já existem notícias de lançamentos recentes de mídias digitais com expectativa de vida em torno de 300 anos (www.clubedohardware.com.br/ noticias/1060).
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Dizem que os Cães vêem Coisas: O transitar dos Manuscritos

Dizem que os Cães vêem Coisas: O transitar dos Manuscritos

No transcorrer de cinco anos, apesar de toda aridez enfrentada – principalmente a falta de subsídios; de espaço próprio; de material específico para a organização e preservação das peças; de funcionários, que possibilitem a classificação dos documentos e seu acesso aos pesquisadores e ao público em geral, isto é, uma ligação direta com os sistemas administrativo e financeiro da UFC, pois apesar dos Acervos dos Campos terem sido recebidos pela Instituição Universitária, há mais de dois anos, até agora, não há um vínculo efetivo, concreto com os órgãos competentes da UFC - o AMEC da UFC, através de membros de sua equipe inicial e integrantes do grupo de estudos Da raiz à flor, já conta com três projetos de pesquisa, desenvolvidos no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFC. Os projetos têm como orientadora a Profª. Drª. Maria Neuma Barreto Cavalcante e como fundamentação os pressupostos teóricos da Crítica Genética: “A Casa: arquitetura do texto – uma investigação sobre a origem do romance de Natércia Campos”, concedeu, em 19 de maio de 2009, o título de Mestra a Elisabete Sampaio Alencar Lima, que realizou seus estudos como bolsista Funcap. Vale ressaltar que a pesquisadora efetivou seus trabalhos em fonte primária, com os manuscritos da obra A Casa, 17 da escritora cearense Natércia Campos.
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A conservação de marcas gramaticais arcaicas em manuscritos e impressos do português...

A conservação de marcas gramaticais arcaicas em manuscritos e impressos do português...

O milênio compreendido entre a queda do Império Romano e o advento da Imprensa viu florescer a escrita, tanto como efetivo elemento de comunicação quanto como objeto de decoração. De fato, à medida que o Império Romano declinava, o papel da escrita ia cada vez mais ficando a cargo dos monges e seus scriptoria passaram a ser os maiores centros de produção e preservação do conhecimento, através da cópia e iluminação de manuscritos. Escrita e cultura refugiam-se nos mosteiros, de modo que os livros passam a ser considerados como raras obras de arte, ganhando valor não só por seu conteúdo, mas também por sua forma. Por essa época, surgem as iluminuras, como uma forma de arte de desenhar, em caixa alta, a letra que iniciava cada capítulo de um livro, daí até hoje a letra maiúscula também ser chamada “capitular”.
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Elementos introdutórios à problemática da alienação nos manuscritos econômicofilosóficos de 1844

Elementos introdutórios à problemática da alienação nos manuscritos econômicofilosóficos de 1844

O artigo revisa a problemática da alienação nos Manuscritos econômico-filosóficos de 1844 de Karl Marx, a qual se apresenta agravada na sociedade capitalista. Destaca-se a gênese da alienação no processo do trabalho, donde alcança todas as práxis sociais, com severos impedimentos ao desenvolvimento dos indivíduos. Adotando alienação e estranhamento como sinônimos, enfatiza-se a possibilidade da superação desse complexo histórico em direção à emancipação humana, para além da sociabilidade fundada na subsunção do trabalho ao capital. Entende-se que a problemática posta por Marx nos Manuscritos de Paris, está perpassada, necessariamente, pela crítica elaborada pelo autor à concepção hegeliana de alienação. De forma breve, revisita-se, ainda, a questão da mais-valia no Capítulo V de O Capital, para o devido entendimento de que a problemática da alienação está presente na totalidade da obra da marxiana. Apela-se à leitura ontológica de Lukács, assim reafirma-se, com o apoio de Mészáros, a possibilidade da transcendência positiva da alienação.
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Os “manuscritos de 1844” de Karl Marx: (economia política e filosofia)

Os “manuscritos de 1844” de Karl Marx: (economia política e filosofia)

Primeiramente, acontecimento literário e crítico.Até aqui os Manuscritos não eram acessíveis aos leitores de língua francesa na tradução da edição de Costes (Molitor, Tomo VI das Obras Filosóficas). Todos aqueles que seencontrounanecessidade de praticar, sei por experiência queeste textoparcial, amputados de importantes desenvolvimentos, aflitos comerros e imprecisões [inexatidões], não poderia constituir um instrumento detrabalho sério. Eis aqui neste momento, graças a E. Bottigelli –cujo devo dizer o grande méritro –, em posse de uma edição em dia (a mais atual que sei, uma vez que Bottigelli utilizou as últimas informações da leitura e da correção lhe comunicado pelo Instituto Marx-Engels de Moscou) apresentada na ordem mais racional (MEGA), e numa tradução notável por seu rigor, sua minúcia, suas anotações críticas, e direi também, o que é muito importante, por sua segurança teórica (deve-se saber que é uma tradução concebível à condição expressa que o tradutor seja bem mais que um tradutor: um homem advertido [instruído] e penetrado não somente do pensamento de seu autor, mas também do universo conceitual e histórico, cujo mesmo se nutre. Condição cumprida [consolidada] hoje).
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Estudo paleográfico e edição semidiplomática de manuscritos do conselho ultramarino...

Estudo paleográfico e edição semidiplomática de manuscritos do conselho ultramarino...

Esse trabalho é resultado de pesquisa iniciada há quase três anos. Seu objetivo era a edição semidiplomática de documentos manuscritos da primeira metade do século XVIII (1704-1724). O corpus era composto por manuscritos referentes à Capitania de São Paulo, catálogo de Alfredo Mendes Gouveia, existentes no Arquivo Histórico Ultramarino / Instituto de Investigação Histórica Tropical, de Lisboa. Tratava-se de quarenta e um documentos, compostos por cento e trinta e quatro fólios. O primeiro datava de 24 de janeiro de 1704 e o último, de 19 de agosto de 1724. A sua tipologia documental abrangia alvarás, autos, autuações, bilhetes, cartas, certidões, despachos, informações, listas, mandados, ordens, pareceres, provisões, reconhecimentos, representações, requerimentos e termos de assentada. Todos esses documentos foram lidos e editados.
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Práticas de escrita setecentista em manuscritos da administração colonial em circulação...

Práticas de escrita setecentista em manuscritos da administração colonial em circulação...

Este trabalho, apesar de tratar de assuntos que envolvem aspectos da oralidade, entre eles a representa€•o das vogais pret”nicas, tem como foco a escrita em manuscritos coloniais e est‚ voltado especificamente a quest‡es ortogr‚ficas. Ressalta-se, como afirma Cardeira (2005, p. 68), que “mesmo que o investigador dispusesse de um conjunto ideal de documentos originais, n•o tenhamos ilus‡es: a lŠngua que aŠ poderia estudar seria apenas e sempre a escrita, nunca a oral”. Nesse sentido, afirma€‡es a respeito da correspondˆncia entre oscila€‡es gr‚ficas de documentos antigos e tra€os de oralidade s•o pautadas por muita cautela, levando-se sempre em conta o tipo de texto em que se encontram, o conjunto de voc‚bulos da qual fazem parte, quando localizadas, as informa€‡es socioculturais do autor e da ‹poca em quest•o. Da mesma forma se lida com a rela€•o grafema e fonema em manuscritos e da possibilidade de chegar-se • descri€•o do sistema fonolŒgico da lŠngua portuguesa por meio da an‚lise de fen”menos linguŠsticos do campo oral, explorando o grau de correspondˆncia entre as duas vertentes da lŠngua. Grafias oscilantes podem ser tanto reveladoras de fen”menos da oralidade quanto indŠcios da falta de conhecimento ling‰Šstico do escriba, pertencentes somente ao campo gr‚fico, consequˆncia de op€‡es de escrita relacionadas a tentativas de equilŠbrio entre o uso de formas consagradas e do que era costume na tradi€•o de cada autor, de acordo com o tipo de documento em produ€•o no momento. Castro (2006, p. 213) encontra ambas as situa€‡es num mesmo punho:
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Do Perceval de Chrétien de Troyes ao Perceval dos Manuscritos: um percurso imprevisto.

Do Perceval de Chrétien de Troyes ao Perceval dos Manuscritos: um percurso imprevisto.

dois grandes grupos emergem depois de um primeiro exame, aos quais chamare- mos de individuais e coletivos. Dos dezoito manuscritos restantes apenas quatro pertencem ao primeiro grupo, aquele em que apenas o Perceval de Chrétien de Troyes foi registrado. (manuscritos C, E, F e Frag. Brux.). Nos manuscritos do se- gundo grupo, ao contrário, ele aparece ao lado de outras narrativas. Dentre estas, é fundamental apontar para a compreensão geral do quadro em que ele está inse- rido, as quatro "continuações" suscitadas pelo caráter inacabado de seu Perceval. A tradição as conhece como "A Primeira Continuação", "A Segunda Continuação", "A Continuação de Manessier" e "A Continuação de Gebert de Montreuil", as duas primeiras compostas antes de 1210, a terceira em torno de 1220 e a quarta na se- gunda metade desta mesma década. 4
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Topografia ficcional: a construção do espaço nos manuscritos de Osman Lins.

Topografia ficcional: a construção do espaço nos manuscritos de Osman Lins.

A partir daí, os acontecimentos do passado são narrados em primeira pessoa (“Não lhe estendo a mão. Não lhe pergunto nada. Dou-lhe as cos- tas. Abro caminho entre as armas e os soldados” (IEB, pasta “Manuscritos da obra”, f. 50), mas o leitor já sabe que se trata da narração de um visioná- rio, para quem o passado retorna alucinadamente, como, aliás, Osman de- termina explicitamente em seu plano (“Ele não recorda propriamente. As coisas voltam. [...] De repente aparece aquela figura que ele detesta: essa figura é ele próprio” (IEB, pasta “Esquema de composição da obra”, f. 1).
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O conceito de trabalho nos manuscritos econômico-filosóficos de Karl Marx

O conceito de trabalho nos manuscritos econômico-filosóficos de Karl Marx

Este estudo tem o objetivo de compreender a teia conceitual que permeia a noção de trabalho apresentada por Marx nos Manuscritos Econômico-filosóficos. Relacionamos a noção de trabalho enquanto atividade produtiva humana a três outros conceitos: essência humana; estranhamento e liberdade. Na relação entre trabalho e essência humana o trabalho deve ser visto de maneira geral, como a atividade de metabolismo entre o homem e a natureza, e nesse sentido ele é a marca peculiar dos homens perante o reino animal, pois somente eles possuem a capacidade de criar o seu próprio mundo de acordo com sua vontade. A relação entre trabalho e estranhamento serve para expor formas particulares de trabalho em que impera a propriedade privada, sobretudo para descrever as modernas condições de vida. A última relação insere um problema salutar à compreensão do pensamento de Marx, é também o trabalho que cria as possibilidades de emancipação humana, relacionando-se assim diretamente ao conceito de liberdade, vista como uma superação do estranhamento e ao mesmo tempo a realização da essência humana. Os três conceitos são, portanto, complementares e indispensáveis para o entendimento do sentido da história humana em Marx.
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A crítica à filosofia especulativa nos manuscritos econômicofilosóficos de Karl Marx

A crítica à filosofia especulativa nos manuscritos econômicofilosóficos de Karl Marx

Exceção feita a Feuerbach, os hegelianos, de maneira geral, eram o alvo principal de Marx. Feuerbach foi quem mais influenciou Marx nesse período (1843- 1844), principalmente sua crítica materialista ao idealismo hegeliano. Em 1842, Feuerbach lançou suas Teses provisórias para a reforma da filosofia, em que o idealismo hegeliano tinha sido colocado à prova pela primeira vez por meio do materialismo sensualista. Mesmo não sendo um feuerbachiano, Marx reconheceu sua importância para sua guinada ao materialismo crítico. No entanto, as diferenças entre Marx e Feuerbach já saltam aos olhos nos Manuscritos de 44. Mais tarde, em 1845-46, na Ideologia Alemã, Marx faz seu acerto de contas com o filósofo.
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D. Pedro II, manuscritos hebraicos e os orientalistas de São Petesburgo

D. Pedro II, manuscritos hebraicos e os orientalistas de São Petesburgo

Pedro  II  examinou  autógrafos  do  escritor  Alexandre  Sergueievich  Pushkin  (1799-­‐‑1837),  do  poeta   lírico   Nicolau   Gogol   (1809-­‐‑1852),   do   romancista   Michail   Y.   Lermontov   (1814-­‐‑1841),   do   poeta   Gavril  Roma-­‐‑novich  Derjavine  (1743-­‐‑1816),  do  compositor  Miguel  Ivanovich  Glinka  (1804-­‐‑1857),   do  reformador  e  estadista  Mikhail  Speransky  (1772-­‐‑1839),  ou  seja,  toda  uma  galeria  intelectual   da  Rússia  czarista.  Numa  crônica  russa  publicada  nos  dias  de  sua  visita,  o  dignitário  brasileiro  é   tido  como  eminente  poliglota,  lingüista  e  filólogo.  Sob  esse  olhar,  ele  conquistou  um  lugar  de   destaque   entre   os   sábios   orientalistas   de   São   Petersburgo.   A   visita   à   Biblioteca   Imperial   terminou  pelo  exame  minucioso  de  uma  coleção  de  Bíblias  impressas  em  várias  línguas.  Esteve   finalmente  na  sala  da  Idade  Média,  no  famoso  “Gabinete  de  Fausto”,  cujo  gosto  e  originalidade   lhe  inspiraram  elogios.  O  Imperador  voltou  à  Biblioteca  Imperial  uma  semana  depois,  em  6  de   setembro,  para  examinar  especialmente  os  pergaminhos  hebraicos  e  os  manuscritos  samaritanos   da  “Coleção  Firkovitch”.  
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MANUSCRITOS EM SÉPIA, IMAGENS DA MIUDEZA: legados de Walter Benjamin

MANUSCRITOS EM SÉPIA, IMAGENS DA MIUDEZA: legados de Walter Benjamin

Os registros manuscritos de Benjamin criam constelações heterogêneas e evidenciam um indivíduo perfeccionista; habituado a dar acabamentos estéticos a seus rascunhos, cartas e anotações. Nos arquivos apresentados no capítulo “De lo pequeño a lo minúsculo”, é possível visualizar um estilo minimalista de escrita, traduzido em uma “economia de expressão” (MARX, 2010, p. 56). Benjamin concebia a estética do pequeno como produto do ato reflexivo e da concentração adultas; do cuidado e da exatidão. Seus manuscritos, salvo raras exceções, anunciam uma escrita fina, precisa e delicada; quase nunca descuidada. Para Ursula Marx, a caligrafia benjaminiana possui, simultaneamente, um ar de mistério e uma aparência de fragilidade, configurando-se como um objeto de percepção sensorial; uma imagem a ser contemplada (2010, p. 57). O estilo lacônico de Benjamin se contrasta, em meio à sua predileção pelo diminuto, às cores cinzentas de sua própria contemporaneidade e, deste modo, revela uma intensa sensibilidade ao ritual que envolve a submersão de ideias no papel.
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A PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA

A PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA

Utilizar a memória preservada, testemunho da História entendida como forma de existência social, nos seus diversos aspectos, econômico, político e cultural, bem como o seu processo de transformação, contribuindo para a formação de cidadãos, tem sido um dos objetivos dos programas de ação cultural que temos desenvolvido. É propósito nosso, nesse momento, traçar algumas considerações sobre os pressupostos básicos que têm norteado as nossas ações, até o presente momento, bem como apontar alguns problemas relacionados com a política de preservação em nosso país, no tocante à participação do cidadão e da preservação da nossa identidade cultural.
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Preservação de fertilidade.

Preservação de fertilidade.

A opção por congelamento de oócito como técnica de preservação de fertilidade em pacientes oncológicas pré-quimioterapia é válida, porém esbarra na limitação do número de oócitos que se pode conservar. Ainda que a paciente seja submetida à indução de ovulação previamente à quimioterpia, o número de oócitos maduros captados disponíveis para criopreservação é pe- queno (geralmente menor que 20). Com taxas de gestação por oócito preservado de cerca de 2%, podemos dizer que a chance de gravidez para es- tas pacientes é baixa, considerando-se o que se tem disponível hoje. Além disso, a conservação de oócitos busca a manutenção da função reproduti- va, mas não da função hormonal da paciente, uma vez que não restabelece a esteroidogênese.
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Heráldica em manuscritos iluminados hebraicos portugueses: uma primeira abordagem

Heráldica em manuscritos iluminados hebraicos portugueses: uma primeira abordagem

ca talogue raisonné de manuscritos hebraicos de origem peninsular existentes nas Ilhas Britânicas, descreveu com minúcia (mas sem rigor heráldico) as armas aí presentes, evitando contudo conferir- -lhes qualquer tipo de interpretação (NARKIss, 1982: 137-151). é aliás curioso que, nas páginas referentes à caracterização da “Escola de Lisboa”, o autor tenha omitido a existência de motivos heráldi- cos, não obstante estes poderem porventura constituir elementos peculiares de tal tipo de produção (Ibidem: 137-138). De uma forma geral, pode portanto observar-se que a dimensão heráldica tendeu a ser desvalorizada pelos estudiosos de manuscritos hebraicos por - tu gueses: não a consideraram significativa para a caracterização destes códices, nem retiveram o seu eventual valor identificativo, com excepção daquele que se prendia com a indicação da naturali- dade de executantes ou destinatários.
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INDO AOS MANUSCRITOS DAS CANTIGAS MEDIEVAIS  NAS AULAS DE LINGUÍSTICA HISTÓRICA

INDO AOS MANUSCRITOS DAS CANTIGAS MEDIEVAIS NAS AULAS DE LINGUÍSTICA HISTÓRICA

1990, em que aparece às p. 168-169, que aparece reproduzida em (5). A edição crítica, ou interpretativa, tem, entre suas funções, a de atualização da ortografia, para que o texto fique mais acessível a leitores contemporâneos, não familiarizados com os costumes gráficos da época do manuscrito. É resultado de uma interpretação da estrutura e do conteúdo do texto, por parte do editor, considerando o fato de que os originais dos textos podem se encontrar deteriorados, ou fragmentados, ou incompletos, ou apresentar versões diferentes nas fontes remanescentes, ou mesmo trechos obscuros (quanto à forma ou quanto ao significado), em comparação com outros textos de mesmo gênero e da mesma época, outros textos do mesmo autor, para chegar à conclusão de qual teria sido, antes que se perdesse em problemas de cópia ou de conservação de manuscritos, a “verdadeira” versão daquele texto específico. Nesse sentido, o editor, inclusive, pode propor acréscimos ao texto remanescente, intervenções e adaptações, de forma a “acertar” a métrica ou o sentido. Como mostra Celso Cunha, “uma edição crítica reconstrutiva é o coroamento de um paciente trabalho de aproximação do original”. 29
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