Mapas cognitivos

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Análise das dinâmicas de ética bancária com recurso a mapas cognitivos fuzzy

Análise das dinâmicas de ética bancária com recurso a mapas cognitivos fuzzy

A presente dissertação está formalmente dividida em cinco capítulos. No presente e primeiro capítulo, é feita a introdução do estudo, onde são apresentados os principais objetivos a alcançar, a metodologia de investigação utilizada, a estrutura base e os principais resultados esperados. No segundo capítulo é efetuado o enquadramento geral da ética no setor bancário, evidenciando-se a sua importância para o desenvolvimento social e económico de um determinado país. Neste ponto, são ainda expostas as origens e alguns dos conceitos de base relativos à Ética como vertente filosófica, bem como reconhecidas as limitações metodológicas gerais dos modelos de avaliação das práticas éticas. No terceiro capítulo é realçada a importância do mapeamento cognitivo como uma ferramenta orientada para a estruturação de problemas complexos, sendo então abordados temas alusivos à cognição humana, apresentados os mapas cognitivos simples e, também, a sua passagem para mapas cognitivos fuzzy – ou seja, características, fundamentos e origens –, assim como vantagens e limitações deste tipo de abordagem. Posto isto, o quarto capítulo diz respeito à componente empírica, componente essa que procede à aplicação prática das ferramentas, técnicas e conhecimentos do mapeamento cognitivo. São apresentadas várias etapas do estudo, como a elaboração e condução das sessões presenciais com os decisores – que, neste caso, foram duas sessões com nove decisores diretamente ligados com a área da banca. Este quarto capítulo relata também os processos metodológicos seguidos para a análise das práticas de ética no setor bancário, contando com o apoio operacional de quatro softwares (i.e. Decision Explorer, FCMapper, Pajek e Mental Modeler) para extração e análise de resultados. Por fim, o capítulo cinco sumariza as principais conclusões do estudo, expondo obviamente algumas das limitações encontradas no decorrer da investigação e as perspetivas para futura investigação.
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Representações sociais de cuiabá: estudo comparativo entre mapas cognitivos de crianças em escolas públicas e particulares

Representações sociais de cuiabá: estudo comparativo entre mapas cognitivos de crianças em escolas públicas e particulares

Ao propor análise dos mapas cognitivos (ALBA, 2011) de crianças de escolas públicas e privadas, busca-se identificar, segundo a perspectiva ontogenética das representações sociais, conteúdos representacionais que anunciam a elaboração de hipóteses de crianças sobre a cidade, seu universo prático e simbólico. Serão discutidos dados de dois estudos organizados com a mesma orientação teórica e metodológica com o intuito de elaborar análises cruzadas sobre mapas cognitivos de 80 crianças entre nove e 12 anos, alunas de escolas particulares (N=40) (POUBEL, 2016) e públicas (N=40) (SILVA, 2013) da cidade de Cuiabá-MT. Os dados foram analisados por meio da técnica de Análise de Conteúdo (BARDIN, 1977).
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A utilização de mapas cognitivos para estruturação do sistema de auditoria ambiental portuária

A utilização de mapas cognitivos para estruturação do sistema de auditoria ambiental portuária

O artigo está estruturado da seguinte forma: após esta seção, de natureza introdutória, a seção 2 aborda o Método de construção do Mapa Cognitivo com uma breve revisão sobre o tema, apresenta a ferramenta mapas cognitivos, sua construção e análise visando a criação da árvore hierárquica; a seção 3 dispõe sobre os resultados obtidos após a aplicação da técnica estudada na seção anterior no ambiente portuário; e a última seção apresenta reflexões finais e faz recomendações para pesquisas futuras.

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Mapas Cognitivos para a Estruturação de uma Proposta de Sistematização da Competitividade e da Sustentabilidade em Cidades

Mapas Cognitivos para a Estruturação de uma Proposta de Sistematização da Competitividade e da Sustentabilidade em Cidades

A verificação das relações apontadas nos mapas cognitivos dos especialistas entrevistados, possibilita observar que as categorias Gestão pública, Fatores socioculturais, Educação, Leis, Energia, Cultivo, Resíduos e Políticas, respectivamente, têm mais influência nas demais divisões, o que viabiliza concluir que, de acordo com os especialistas entrevistados, tais camadas possuem maior interferência no contexto da competitividade e sustentabilidade das cidades. Dessa maneira, esses conjuntos serão tratadas como categorias chave, para a construção do mapa cognitivo agregado dos atores sociais.
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Análise da implementação de estratégia em empresa hospitalar com uso de mapas cognitivos.

Análise da implementação de estratégia em empresa hospitalar com uso de mapas cognitivos.

Nos Mapas, houve a possibilidade de observar o pen- samento reinante em cada nível hierárquico, fruto da abrangência de conhecimento e experiências dos respon- dentes. Esse detalhamento individual possibilitou presu- mir o entendimento de cada respondente sobre o tema proposto. Nas entrevistas, todos os fatores foram citados pelos respondentes de forma despreocupada em relação aos vínculos causais, o que gerou alta convergência en- tre as respostas. Não havia necessidade de estabelecer a relação entre eles. Por essa razão, os fatores diicultado- res foram mais citados nas entrevistas do que nos Mapas Cognitivos Individuais, onde os fatores dessa natureza não foram relevantes, visto que a estratégia escolhida teve sucesso na sua implementação, ao menos até o momento de elaboração deste artigo.
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Quais conceitos permeiam o discurso do presidente da telemar S/A sobre a mudança da empresa com a privatização? Uma análise através de mapas cognitivos.

Quais conceitos permeiam o discurso do presidente da telemar S/A sobre a mudança da empresa com a privatização? Uma análise através de mapas cognitivos.

De acordo com Bastos (2000), o conceito de mapa cognitivo surge na Psicologia à partir dos experimentos de E. Tolman, estudando, em ratos, a aprendizagem e a orientação em labirintos. Mapas eram representações de indícios visuais, táteis, auditivos, que configuram o ambiente e permitem a localização do sujeito no espaço. Segundo Csányi (1995), a quase totalidade dos animais utilizam mapas cognitivos para se orientarem e estes mesmos mapas são representações dinâmicas do ambiente. No homem, no entanto, segundo este mesmo autor, há uma mudança substantiva. Com a sua competência lingüística, modifica-se o meio pelo qual o ambiente é mapeado. Este deixa de ser perceptual e passa a ser um mapeamento lingüístico, de conceitos. Os mapas cognitivos humanos são realidades socialmente construídas.
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MAPAS COGNITIVOS E CATEGORIAS TEMÁTICAS COMO METODOLOGIAS ASSOCIADAS DE ANÁLISE E ORGANIZAÇÃO DE DADOS EM PESQUISA QUALITATIVA

MAPAS COGNITIVOS E CATEGORIAS TEMÁTICAS COMO METODOLOGIAS ASSOCIADAS DE ANÁLISE E ORGANIZAÇÃO DE DADOS EM PESQUISA QUALITATIVA

A construção dos mapas cognitivos a partir das categorias temáticas percebidas na organização dos relatos de entrevistas e nos dados coletados implica na elaboração de uma representação. E entende-se que a representação é também reconstrução de conhecimento. O uso dessas técnicas associadas revelou um potencial dinâmico e criativo na pesquisa, na provocação da (re)organização, análise e interpretação de dados qualitativos. Dessa forma, tem-se uma nova forma de leitura do discurso, bastante útil como instrumento da pesquisa qualitativa, que apoia a análise de dados trazendo, inclusive, a possibilidade de sua revisão e reconstrução das conclusões sobre os resultados encontrados. Elaborar o mapa cognitivo é refazer a própria representação mental do pesquisador.
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ESTRUTURAÇÃO DO PROBLEMA DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DOS TERMINAIS DE CONTÊINERES POR MEIO DE MAPAS COGNITIVOS Armando Gonçalves Madeira Junior

ESTRUTURAÇÃO DO PROBLEMA DE AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DOS TERMINAIS DE CONTÊINERES POR MEIO DE MAPAS COGNITIVOS Armando Gonçalves Madeira Junior

Este trabalho propõe estruturar um sistema de avaliação de desempenho dos terminais portuários de contêineres quanto à qualidade sob a perspectiva do usuário de forma a assessorar as autoridades públicas e portuárias nas ações para aperfeiçoamento da infraestrutura proporcionando uma maior eficiência na aplicação dos recursos. Para atingir o objetivo deste problema interdisciplinar complexo, foi aplicada a técnica de mapas cognitivos para obtenção da árvore hierárquica de valores segundo o ponto de vista do decisor, que é necessária para a utilização de algum método multicritério baseado em critério único de síntese.
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REPRESENTAÇÃO TEMÁTICA DA INFORMAÇÃO E MAPAS COGNITIVOS: interações possíveis THEMATIC REPRESENTATION OF INFORMATION AND COGNITIVE MAPS: possible interactions

REPRESENTAÇÃO TEMÁTICA DA INFORMAÇÃO E MAPAS COGNITIVOS: interações possíveis THEMATIC REPRESENTATION OF INFORMATION AND COGNITIVE MAPS: possible interactions

Os mapas cognitivos se referem à representação e indicam relações entre conceitos na forma de proposições. Seu uso na CI é de grande interesse, pois possibilita a construção da representação processos mentais dos indivíduos em suas buscas e/ou em seu trabalho cotidiano em Unidades de Informação, visto que o mapeamento de um conhecimento permite conhecer a hierarquia do conceito e sua formação na mente. Possibilitando também delinear a representação do ambiente no cérebro envolvendo representações, modelos mentais ou esquemas que os indivíduos constroem a partir de suas interações no ambiente social e durante a aprendizagem.
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Coalizões políticas em processos de mudança institucional : uma abordagem utilizando Value-Focused Thinking associado aos mapas cognitivos

Coalizões políticas em processos de mudança institucional : uma abordagem utilizando Value-Focused Thinking associado aos mapas cognitivos

No tocante à agenda de pesquisa, são sugeridas as seguintes proposições para trabalhos empíricos futuros: (1) a elicitação dos mapas segundo uma das abordagens descritas e avaliadas por Montibeller e Belton (2006), que incorporam escalas aos conceitos e em certa medida atenuam o desconforto de alguns dos entrevistados em avaliar objetivos e alternativas; (2) a elicitação dos mapas cognitivos de forma indireta, por meio da abordagem proposta por Van Esch e Joosen (2015), utilizando a análise de conteúdo dos discursos ou opiniões dos atores de um determinado subsistema político; (3) a inclusão de uma etapa para interação entre os atores para redesenho dos mapas (CUNHA et al., 2013; KATO et al., 2014); (4) a elicitação dos mapas segundo as coalizões políticas, ou seja, um mapa por coalizão (CUNHA; MORAIS, 2016); e (5) a inclusão de modelos de análise de stakeholders (MITCHELL et al., 1997; GOMES et al., 2010) para mensurar a influência da saliência dos atores quanto ao grau de cooperação ou conflito no tocante a determinadas agendas políticas.
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Análise dinâmica de práticas éticas nos serviços públicos de saúde: uma abordagem processual com recurso a mapas cognitivos fuzzy

Análise dinâmica de práticas éticas nos serviços públicos de saúde: uma abordagem processual com recurso a mapas cognitivos fuzzy

Os mapas cognitivos são uma abordagem PSM (cf. Vidal, 2004; Ackermann, 2012; Marttunen et al., 2017). Ferreira et al. (2016: 4957) definem o mapeamento cognitivo como “a well-established problem structuring method, which allows comprehensive frameworks to be developed on the basis of experience-based thinking, as groups of experts discuss and negotiate their views on a topic based on their personal values and practice”. Segundo Tegarden e Sheetz (2003), o mapeamento cognitivo é uma prática que ilustra conceitos, analisa-os e identifica relações de causalidade, através da representação gráfica, promovendo a estruturação de problemas complexos e permitindo a sua utilização para tomada de decisões (cf. Carlucci et al., 2013). Na prática, o mapeamento cognitivo descreve um conjunto de técnicas usadas para identificar crenças subjetivas e retratar essas mesmas crenças externamente. Esta abordagem consiste na extração de afirmações subjetivas dos indivíduos, no domínio do problema, sobre conceitos e relações significativas entre esses conceitos, bem como na descrição desses conceitos e das suas relações nalgum tipo de layout visual-espacial. O resultado de uma técnica de mapeamento cognitivo é, geralmente, referido como um “mapa cognitivo” (Siau e Tan, 2005). Desta forma, Abramova (2016) define o campo científico e aplicado do mapeamento cognitivo como uma metodologia interdisciplinar intensiva, que permite resolver problemas através do uso de mapas cognitivos.
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Desenvolvimento de um sistema de avaliação green city com recurso integrado a mapas cognitivos e ao integral de choquet

Desenvolvimento de um sistema de avaliação green city com recurso integrado a mapas cognitivos e ao integral de choquet

quantidade de alternativas, originárias de um amplo leque de critérios, muitas das vezes conflituantes, mas tidos como essenciais para averiguar a viabilidade, rentabilidade e sustentabilidade das green cities, bem como dos impactos por estas gerados na qualidade de vida e bem-estar populacional e do próprio meio ambiente. Neste sentido, Mendoza e Martins (2006) acreditam que o recurso a técnicas multicritério seja oportuno, uma vez que estas, segundo os mesmos autores, apresentam características particulares (i.e. capacidade de lidar com um conjunto de dados qualitativos e quantitativos, bem como o facto de permitir uma conveniente estruturação do problema para garantir um planeamento colaborativo no processo de decisão), que lhe conferem uma aplicabilidade cada vez mais recorrente em processos de avaliação e gestão ambiental (cf. Ramanathan, 2001). Face ao exposto, a aplicação de técnicas MCDA, no âmbito da avaliação das green cities, contribui para a tomada de decisões mais transparentes (Bojórquez-Tapia et al., 2005; Hajkowicz e Wheeler, 2008). Por conseguinte, é possível verificar que a “multiple criteria analysis is a framework for combining multiple environmental, social, and economic objectives in policy decisions” (Hajkowicz e Wheeler, 2008: 613), contribuindo assim para a obtenção de respostas apropriadas ao processo de avaliação das green cities (Lahdelma et al., 2000). Tendo em linha de conta a diversidade de métodos inerentes à abordagem MCDA, que visam apoiar o processo de planeamento e a tomada de decisões complexas, no ponto seguinte serão apresentados os mapas cognitivos como ferramenta a utilizar na fase de estruturação do problema de decisão em análise no âmbito da presente dissertação.
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Coprodução de serviços de saúde e envolvimento da comunidade de dadores de sangue: um estudo exploratório de mapas cognitivos

Coprodução de serviços de saúde e envolvimento da comunidade de dadores de sangue: um estudo exploratório de mapas cognitivos

As organizações de saúde apresentam crescente diferenciação e complexidade. A sua coordenação por mecanismos de integração, como no paradigma industrial, não é eficaz. Apenas a semi-conexão permitiria flexibilidade, improvisação e auto-desenho permanente. É paradoxal que estas organizações revelem opções pela integração vertical e não pela semi- conexão em rede, agravando-se em situações de fusão de organizações públicas. Em culturas hierárquicas, o mapa cognitivo dos gestores colide com o da coprodução de serviços, regendo-se por critérios de eficiência e planeamento, sem abrir espaço à experimentação. O comportamento dos mundos da saúde, nomeadamente, o envolvimento da comunidade enquanto coprodutora do serviço, a par dos restantes mundos - curar, cuidar e controlar - representaria importante alavanca estratégica para a entidade da dádiva de sangue. Esta ação colaborativa, envolvendo aqueles mundos, permitiria estabilizar o modelo de semi-conexão em rede de parcerias mediadoras de envolvimento relacional e benefícios mútuos, em lugar da abordagem transacional. Foram elaborados mapas cognitivos da comunicação institucional, da comunicação desenvolvida pelo grupo adhocrático focado na coprodução do serviço, e de estudantes considerados como público preferencial. Os mapas revelam proximidade e paradoxalidade entre si, sendo o da comunicação em rede o mais favorável: envolvimento e coprodução. Como resultado, referimos que o dinamismo da dádiva foi adequado à procura no ano em que o grupo exerceu criativamente uma ligação a parcerias pertinentes. A investigação-ação permitiu contrapor os dois paradigmas. A opção pela eficiência e abordagem de produto, através do acesso direto aos dadores (TIC), conduziu ao regresso da integração hierárquica e às falhas sazonais.
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Análise de crédito utilizando mapas cognitivos como instrumento de apoio ao processo decisório em uma empresa de factoring

Análise de crédito utilizando mapas cognitivos como instrumento de apoio ao processo decisório em uma empresa de factoring

Considerando então, que a fase de estruturação se subdivide em várias etapas e que a definição do problema é a partida do processo decisório, este estudo propõe-se a apresentar a aplicação de uma ferramenta de apoio à definição do problema, os chamados Mapas Cognitivos (MC) por meio de um estudo de caso real - a análise para concessão de crédito em uma empresa de factoring localizada no município de Pelotas, Estado do Rio Grande do Sul - em que se demonstra a aplicabilidade destes Mapas. Neste trabalho, concentrou-se na etapa de construção de um Mapa Cognitivo fazendo-se uso de um modelo de agregação aditiva.
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Utilizando mapas cognitivos para compreender interorganizações: o mapeamento nos postos de emissão de identidade.

Utilizando mapas cognitivos para compreender interorganizações: o mapeamento nos postos de emissão de identidade.

comportamento organizacional, o que aponta para uma visão dos indivíduos como agentes causais e dos processos coletivos como o somatório de processos individuais. Sendo assim, esse mesmo autor ressalta que os mapas cognitivos têm sido utilizados em diversos domínios organizacionais, para identificar estruturas de conhecimento que guiam a percepção, julgamento e decisões, tanto em nível de indivíduos, como de grupo, da organização ou de grupos de organizações. BASTOS (2000) argumenta que o mapeamento cognitivo, por ser uma ferramenta interativa que busca clarificar problemas complexos e facilitar o processo grupal de encontrar soluções, é reconhecido como uma das estratégias metodológicas mais adequadas à perspectiva cognitivista dos processos organizacionais.
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Mapas cognitivos e a pesquisa organizacional: explorando aspectos metodológicos.

Mapas cognitivos e a pesquisa organizacional: explorando aspectos metodológicos.

Finalmente, vale destacar reflexões feitas por Nicollini (1999) embasadas na pesquisa em que comparou, empiricamente, as metodologias de mapas cognitivos (mo- delo de Bougon, 1983) e representação social (segundo pro- posta de S. Moscovici), como estratégias para representar cognições de gestores em uma empresa de engenharia do setor elétrico. Reconhecendo que ambos os métodos são efetivos no sentido de revelarem, com diferenças, alguns aspectos da cognição organizacional, é assinalado que os mesmos simultaneamente escondem outras dimensões que podem, potencialmente, ser mais significativas. As dificul- dades de ambas as estratégias decorrem dos próprios prin- cípios epistemológicos que as embasam – o dualismo entre realidade e pensamento e este como um espelho daquela. Para o autor, as representações sociais e os mapas causais precisam ser reconceitualizados como produções discursivas e repertórios lingüísticos dentro de um processo geral de ordenação e construção de sentido. Em síntese, o autor ar- gumenta em favor da superação de uma perspectiva “representacionista”, assumindo que as pessoas não vivem em um mundo de representações e sim em um mundo de produção de discursos e de jogos de linguagem, como afir- mam os filósofos da linguagem. Ou seja, as representações e os mapas não são puros processos de pensamento indivi- duais, mas sim práticas discursivas que se relacionam ao contexto material, simbólico e social em que ocorrem. As- sim, a construção de sentido dos atores envolve aquilo que eles dizem, assim como o que eles fazem, ou não fazem, e os artefatos que utilizam (Nicolini, 1999).
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Transformando textos em mapas cognitivos: desenvolvimento e um exemplo de aplica...

Transformando textos em mapas cognitivos: desenvolvimento e um exemplo de aplica...

Com outra perspectiva, as investigações de Kowata, Cury e Boeres (2010) e, Villalon, Calvo e Montenegro (2010), se preocupam em encontrar padrões ou elementos centrais, dentro do contexto gramatical da língua portuguesa, que devem ser levados em conta no algoritmo para transformar os textos em mapas. Portanto, almejam representar os textos com uma grande fidedignidade, buscando estudar relações mais intrínsecas entre os dois tipos de representação (texto e mapa). Na presente investigação, estima-se por uma abordagem que represente as ideias de maneira fiel, porém não há tanta rigorosidade como é buscado nos trabalhos citados por acreditar que as perdas são inerentes ao processo, iniciando desde o momento em que o próprio estudante elabora o seu texto explicitando suas ideias e opiniões. Anseia-se desenvolver uma abordagem que possa ser aplicada de maneira fácil e prática no contexto escolar ou na pesquisa, e que possa fornecer uma estrutura conceitual de um grupo de sujeitos permitindo uma série de inferências sobre o conhecimento. É válido comentar que essa investigação tem um elo com a educação priorizando fomentar uma abordagem, principalmente a construção de mapas cognitivos, que tenha significado para este contexto.
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Sexo, estilos cognitivos e mapas cognitivos: avaliando suas relações na população geral.

Sexo, estilos cognitivos e mapas cognitivos: avaliando suas relações na população geral.

Montello e cols. (1999), mesmo não tendo tratado especificamente de mapas cognitivos, demonstram diferenças entre homens e mulheres quanto a habilidades espaciais. Em seu estudo com 79 participantes estadunidenses de Santa Barbara (43 mulheres e 36 homens), envolvendo uma bateria de atividades espaciais e geográficas, estes autores reportaram que homens e mulheres diferem em atividades particulares, tendo os homens melhor desempenho naquelas que envolvem elementos métricos e as mulheres nas que consideram elementos verbais. Descrevem que os homens tendem a apresentar melhor desempenho em atividades espaciais que envolvem processos de rotação mental, direção cardinal e estimação de distâncias, enquanto as mulheres tendem a obter melhor desempenho nos processos que implicam conhecimento geográfico verbal; estas também cometeram menos erros em atividades que envolvem processo de memória objeto-localização. Neste sentido, as mulheres tendem a descrever rotas utilizando mais referenciais não métricos (isto é, referenciais verbais) como pontos de referência. Já os homens utilizam mais termos que envolvem descrição de distâncias e direção cardinal, utilizando mais referenciais não verbais (isto é, referenciais métricos) para navegação no ambiente.
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Percepção e estruturação de problemas sociais utilizando mapas cognitivos.

Percepção e estruturação de problemas sociais utilizando mapas cognitivos.

Eden (2004) afirma que os mapas cognitivos são, geralmente, obtidos através de entrevistas para a representação do mundo subjetivo do entrevistado. Sendo assim, os mapas cognitivos podem ser usados para extrair modelos mentais de algum decisor. O facilitador poderá construir o mapa cognitivo durante uma entrevista com esta pessoa ou após transcrever o discurso da pessoa sobre o problema a ser estruturado (COSSETTE; AUDET, 1992; EDEN; ACKERMANN, 2004). Os questionamentos realizados pelo facilitador a esta pessoa são baseados em tema no qual tenha conhecimento prévio.
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Mapas cognitivos de identidade da experiência de declínio organizacional

Mapas cognitivos de identidade da experiência de declínio organizacional

Os mapas utilizados neste trabalho são mapas de identidade, capazes de identificar os blocos conceituais básicos com que os atores trabalham. “Os mapas de identidade são aqueles que assimilam os conceitos dos quais os indivíduos se valem para organizar seu entendimento de um problema ou campo especial” (Fiol & Huff, 1992 citado por Rios, Lula, Amaral e Bastos, 2009). Apresenta-se um mapa de identidade sobre a temática do declínio organizacional para cada um dos seis casos para discussão. O mapa coletivo identifica categorias e conteúdos relacionados que podem ser agrupados para indicar temas de importância ao grupo; a frequência do uso da palavra é um reflexo da sua centralidade cognitiva e a utilizamos para estruturar o mapa para síntese final da experiência por meio dos elementos em comum que integram a forma dos participantes processarem suas experiências. Esses dados foram organizados sob forma de mapas cognitivos individuais e coletivos, utilizando-se o software MindManager® versão X5 (Mindjet LLC, Califórnia, Estados Unidos) para os mapas individuais e para aquele sobre os impactos do declínio.
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