Mary Douglas

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QUESTÕES ANTROPOLÓGICAS EM PUREZA E PERIGO DE MARY DOUGLAS

QUESTÕES ANTROPOLÓGICAS EM PUREZA E PERIGO DE MARY DOUGLAS

Apesar do relativo silêncio que se estabeleceu sobre os primeiros trabalhos etnográficos de Mary Douglas a respeito do Congo Belga (cf. TAMBASCIA, 2010; 2011), muitas das ideias presentes em Pureza e perigo foram influenciadas por sua pesquisa de campo, contribuindo para torná-la a sua obra mais conhecida. Todavia, não só de sua trajetória na etnografia brotam os problemas que ela pretende trabalhar, mas também, e principalmente, das questões que lhe foram legadas pela tradição antropológica. Em vista disso, este ensaio procura observar na obra de Douglas a reavaliação proposta pela autora de alguns dos temas que a precederam. Sendo fruto de um curso de teorias antropológicas, este texto não se pretende uma pesquisa esmiuçada sobre Pureza e perigo e tampouco uma história intelectual da autora – trata-se aqui de podermos fornecer uma leitura, que é feita a partir de alguns dos referenciais estudados na disciplina. Mais do que resenhar, essa leitura busca uma reflexão a partir de outros aportes, a fim de ilustrar como os autores não teorizam isoladamente: não obstante as impressões de revolução ou de ruptura que as obras podem nos evocar, um autor sempre se insere numa história intelectual, ambiente fértil no qual as perguntas, as hipóteses e as respostas podem ser reavaliadas, reformuladas, enfim, renovadas para revelar o “novo”. A intenção é a de que, em sua simplicidade, tal leitura possa causar um duplo efeito: um geral, que diz respeito a encorajar leituras contextualizadas de obras teóricas em qualquer área do conhecimento; e um específico, fornecendo um itinerário para aqueles
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Psicol. cienc. prof.  vol.28 número1

Psicol. cienc. prof. vol.28 número1

Nos últimos anos, observa-se uma inversão dessa postura metodológica, e, com isso, a ênfase do estudo da insegurança deslocou- se para os efeitos negativos dos impactos provocados pelo sistema humano no meio ambiente. A disseminação desses parâmetros acabou despertando o interesse das ciências sociais em geral e da Sociologia, Antropologia e Psicologia sobre as dimensões sociais, culturais e subjetivas do risco em particular, o que gerou profundos questionamentos sobre o efetivo grau de generalidade desses estudos qualitativos. Esse questionamento sociocognitivo pode ser ilustrado pela referência ao que se convencionou chamar de teoria cultural do risco e pela teoria sociedade do risco. A teoria cultural do risco está associada à pesquisa desenvolvida pela antropóloga Mary Douglas, e sustenta o caráter social de todas as noções de risco, o que leva à diluição de sua genealogia. Segundo a autora, escolhendo um modo da vida, optamos por conviver entre semelhantes, pois uma forma de vida possui seu próprio portfólio de riscos. Afinal, em seu ponto de vista, partilhar idênticos valores e constitui, da mesma forma, inversamente, partilhar os mesmos riscos (Douglas & Wildasky, 1984). No mesmo período, paralelamente, para o sociólogo Ulrich Beck a questão do risco está associada à tendência de agravamento do grau de destruição do desenvolvimento tecnológico e aos impactos ambientais, e o autor ressalta que, na verdade, inexiste uma transformação mais profunda da sociedade moderna. Os riscos emergem como um
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Mana  vol.13 número1

Mana vol.13 número1

Ao seguir as idéias de Mary Douglas (1986) a respeito da relação entre a naturalização e a estabilidade das instituições sociais, Carruthers e Babb colocaram em evidência como em conte[r]

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A construção social dos corpos periféricos.

A construção social dos corpos periféricos.

Corpo como símbolo natural da sociedade em Mary Douglas, corpos dóceis e úteis em Michel Foucault, incorporação na tradição da sociologia do corpo: linguagens distintas p[r]

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A dominação financeira no Brasil contemporâneo.

A dominação financeira no Brasil contemporâneo.

Seguindo a análise de Mary Douglas sobre a construção de institucio- nalidades no mundo contemporâneo, podemos dizer que a transformação cultural e econômica que introduziu a ideia de g[r]

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sagrado Arquivos do Encontro Nacional da Pascom 2010  PASCOM Leste 1 sagrado

sagrado Arquivos do Encontro Nacional da Pascom 2010 PASCOM Leste 1 sagrado

Rene Girard Rudolf Otto Mircea Eliade Durkheim Mary Douglas Lévi-Strauss eixo organizador... Pessoas Palavras Ritos Lugares Objetos Tempo .....[r]

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T RANSFORMATIONS OF THES ACRED INE ASTT

T RANSFORMATIONS OF THES ACRED INE ASTT

For Catholic missionaries in the early twentieth century, the only way to achieve true conversion of Timorese ancestral ritualists was the deliberate destruction of sacred lulik houses. Although Timorese allegedly participated enthusiastically in this destruction, lulik (a term commonly translated as sacred, proscribed, holy, or taboo) remains a key part of ritual practice today. This article offers a dynamic historical analysis of what may be described as a particular form of Southeast Asian animism, examining how people’s relationships with sacred powers have changed in interaction with Catholic missionaries. It links the inherent ambivalence of endogenous occult powers to religious and historical transformations, teasing out the unintended consequences of the missionaries’ attempts to eradicate and demonize lulik. Comparing historical and ethnographic data from the center of East Timor, it argues that contrary to the missionaries’ intentions, the cycles of destruction, withdrawal, and return, which characterized mission history ended up strengthening lulik. Inspired by anthropological studies of “taboo” and “otherness,” especially the work of Mary Douglas and Valerio Valeri, this article makes visible the transformation of the sacred in relation to outside agents: when relations with foreign powers were productive, the positive sides of lulik as a source of wealth and authority were brought out; yet when outsiders posed a threat, the dangerous and threatening aspects of lulik were accentuated. This analysis allows us to highlight the relational dimensions of sacred powers and their relation to ongoing social transformations.
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Mary Ann Menezes FreireI , Lucas Fernandes GonçalvesI

Mary Ann Menezes FreireI , Lucas Fernandes GonçalvesI

Os resultados desse estudo mostram que na micropolítica do processo de trabalho é notório o esforço das equipes para realizarem sua produção do cuidado baseada nas necessidades dos us[r]

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A  CRIATURA DE MARY SHELLEY COMO ALUSÃO ÀS INFLUÊNCIAS DA CRIAÇÃO LITERÁRIA

A CRIATURA DE MARY SHELLEY COMO ALUSÃO ÀS INFLUÊNCIAS DA CRIAÇÃO LITERÁRIA

RESUMO: O presente artigo propõe analisar a criatura de Mary Shelley como alusão para as influências presentes no produto da escrita literária. Estudos sobre a criação de Frankenstein afirmam que Shelley receava em creditar sua própria autoria devido à dificuldade de reconhecimento da escrita feminina no século XVIII, assim como também pelas influências sofridas pela autora, que desde jovem conviveu com titãs da literatura. Nesse sentido, tem-se que a relação entre criador e criatura apresentada por Shelley em Frankenstein reflete aspectos de seu processo criativo, concluindo-se que a própria escritora se confunde com Victor Frankenstein. Conjectura-se a análise da composição da criatura como uma metáfora a criação literária, pois ambas se relacionam pelo seu processo constituinte, sendo compostas de elementos externos que juntos compõem seu ser uno. Destarte, pretende-se analisar como a criação da identidade da personagem da criatura através da leitura de livros específicos pode ser uma alusão às influências que Shelley dispôs para a composição de sua obra. Para isso, utilizaremos os conceitos de alusão propostos por Hinds e Vasconcelos para analisarmos até que ponto as influências literárias sofridas pela criatura são demonstrações de alusão da própria memória da autora, suas influências sendo metaforizadas como memória integrante do personagem.
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A burla do gênero: Cacilda Becker, a Mary Stuart de Pirassununga.

A burla do gênero: Cacilda Becker, a Mary Stuart de Pirassununga.

O artigo procura explicar as razões que levaram as atrizes brasileiras a conquistarem mais cedo do que em outros campos da produção cultural o “nome próprio” e tudo que dele decorre – notoriedade, prestígio e autoridade. Esse pressuposto é desenvol- vido por meio do esquadrinhamento da morfologia corporal e da carreira fulgurante de Cacilda Becker (1921-1969). Transitando por personagens muito distintas, da rai- nha Mary Stuart ao menino Pega-Fogo, Cacilda triunfou porque elevou a alturas máximas a sua competência como atriz, em um contexto muito particular de reno- vação do teatro brasileiro. Nem bonita nem bem formada, em razão de sua origem social e da sua precária escolarização, marcada para sempre, e em suas palavras, “pela pobreza”, Cacilda pertence ao time seleto das grandes atrizes que, fazendo de seus corpos o suporte privilegiado para a reconversão de experiências alheias, dominam as convenções teatrais a ponto de burlar constrangimentos sociais de classe, de gênero e de idade, infundindo às personagens uma pletora de significados novos e inesperados. Entender como isso aconteceu com Cacilda é o objetivo central do artigo.
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Mary Ann Menezes FreireI , Lucas Fernandes GonçalvesI

Mary Ann Menezes FreireI , Lucas Fernandes GonçalvesI

scales of services of the teams ; structural problems of Family Health Units ; standardization of protocols ; challenges for the production of care ; performance of teams in the te[r]

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J. Braz. Comp. Soc.  vol.9 número3

J. Braz. Comp. Soc. vol.9 número3

In Section 2, the Douglas-Peucker algorithm is briefly described for completeness. The proof of the sufficiency conditions for non-self-intersections is presented in Section 3. Section 4 gives a strategy for eliminating possible conflicts between simplified sub-polylines. In Section 5, we describe our polyline simplification algorithm that integrates these two properties into the classic Douglas-Peucker to ensure topological equivalence between the original and the simplified polylines for any specified tolerance. Section 6 details a complexity analysis of the algorithm. Afterwards, some results are shown in Section 7. Finally, in Section 8, our future research directions are presented.
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A relação entre acampamentos educativos de férias e o desenvolvimento das habilidades sociais, mentoria e benefícios para o mundo organizacional na percepção dos ex-acampantes, monitores e ex-monitores. Estudo de caso Cia do Lazer.

A relação entre acampamentos educativos de férias e o desenvolvimento das habilidades sociais, mentoria e benefícios para o mundo organizacional na percepção dos ex-acampantes, monitores e ex-monitores. Estudo de caso Cia do Lazer.

As organizações são feitas de pessoas e o impacto que estas organizações criam sobre a vida das mesmas é enorme, pois “as pessoas nascem, crescem, vivem, são educadas, traba[r]

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A retórica na economia institucional de Douglas North

A retórica na economia institucional de Douglas North

Literature - e no Brasil, a partir da publicação do texto “ A História do Pensamento Econômico como Teoria e Retórica ” de Persio Arida, também em.. 1983.[r]

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A construção da cena: Cindy Sherman e Stan Douglas

A construção da cena: Cindy Sherman e Stan Douglas

Ballantyne Pier traz em seu título a memória da batalha de Ballantyne Pier, ocorrida em 1935, no rastro da Grande Depressão, ainda sob a at- mosfera de tensão e agitação social que pairava sobre a cidade de Van- couver. O estopim do tumulto havia sido o piquete dos operários atu- antes na construção de estradas, no desmatamento de florestas, que reivindicavam melhorias no salário e nas condições de trabalho. Eles iniciaram uma greve e, com intuito de fortalecer o movimento, busca- ram os estaleiros não sindicalizados do porto para agregar seus traba- lhadores ao movimento. A obra de Stan Douglas não mostra o principal endereço que foi palco do confronto entre policiais e trabalhadores. Ao invés do próprio Ballantyne Pier, o artista reconstitui a rua paralela ao porto, Powell Street, onde ocorreram as perseguições. As locações de Douglas, desta forma, são as bordas de cenários principais onde
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José Iannacone 1,2 , Mary Atasi1 , Thalia Bocanegra1

José Iannacone 1,2 , Mary Atasi1 , Thalia Bocanegra1

Número de individuos promedio de las ocho especies más abundantes y frecuentes de aves de los Pantanos de Villa, Lima, Perú: periodo 2004-2007.. Letras minúsculas iguales en una misma c[r]

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O Leviatã entre a democracia e a crise  Douglas Carvalho Ribeiro

O Leviatã entre a democracia e a crise Douglas Carvalho Ribeiro

alemão Carl Schmitt em sua obra O Leviatã na Teoria do Estado de Thomas Hobbes, para,.. posteriormente, dada a escolha feita pelo filósofo de Malmesbury, compreender quais são as.[r]

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REFLEXOS NO DIREITO À ALIMENTAÇÃO  Douglas Pereira Otoni

REFLEXOS NO DIREITO À ALIMENTAÇÃO Douglas Pereira Otoni

Não são mais os seres humanos apenas que têm fome de alimentos; muitos mais famintos são os automóveis, que hoje devoram um terço da produção de milho. Eles têm fome, mas têm [r]

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DOUGLAS RAMOS LORENA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM AGRONOMIA

DOUGLAS RAMOS LORENA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO EM AGRONOMIA

TABELA 4A : Estimativa dos parâmetros submetidas a regressão, para a vaiável produtividade total (PD), número total de cachos (NTC) número de pencas por cacho (NPC), número de bananas p[r]

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Faria3 , Douglas Sampaio Henrique2 , Fabiana Maldonado3

Faria3 , Douglas Sampaio Henrique2 , Fabiana Maldonado3

Only weight gain (ADG) had medium correlation (P<0.05) with the feed intake indicators, high positive correlation (P<0.05) with Kleiber ratio (KR) and feed efficiency (FE), high ne[r]

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