Medicamentos genéricos

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Processo da implantação da política de medicamentos genéricos no Brasil.

Processo da implantação da política de medicamentos genéricos no Brasil.

A política de medicamentos genéricos foi estabelecida no Brasil em 1999. Entre a promulgação da Lei e a efe- tiva comercialização e consumo desses medicamentos, sucederam-se diversas etapas no âmbito político e ad- ministrativo. O objetivo deste trabalho foi descrever este processo ocorrido na época da implantação. Foi examinada a legislação pertinente aos medicamentos genéricos no país, publicada entre 1999 e 2002. Para contextuar tais medidas, confrontaram-se notícias publicadas em dois jornais de abrangência nacional com entrevistas de um representante do governo, en- volvido na elaboração da legislação brasileira de me- dicamentos, e um representante da indústria farma- cêutica. Em pouco tempo, os genéricos conquistaram espaço considerável no mercado farmacêutico brasi- leiro. A contínua adequação da legislação, o respaldo da mídia e o envolvimento do governo em sua divul- gação possibilitaram o sucesso obtido. Não houve au- mento significativo do acesso da população aos medi- camentos, entretanto, passou-se a contar com a opor- tunidade de adquirir medicamentos a preços mais acessíveis e com garantia de qualidade e intercambia- mento.
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Estudo sobre Imagem dos Medicamentos de Referência, dos Medicamentos Similares e dos Medicamentos Genéricos na Visão dos Consumidores Finais

Estudo sobre Imagem dos Medicamentos de Referência, dos Medicamentos Similares e dos Medicamentos Genéricos na Visão dos Consumidores Finais

A questões 7 e 8 estão muito relacionadas, até pelo formato, e dizem respeito à expansão e presença dos medicamentos genéricos. Essas variáveis auxiliam na montagem da imagem funcional, que é formada, muitas vezes, por características físicas, tangíveis, como em material impresso, instalações físicas e impressos. É comum farmácias e drogarias, trabalharem com espaços exclusivos para medicamentos genéricos. O fato, de os consumidores acreditarem que existe medicamento genérico para a maioria das doenças pode estar no fato das constantes propagandas sobre os genéricos vinculadas tanto na mídia televisiva, quanto na mídia impressa, como em cartazes presentes em drogarias e em postos de saúdes.
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Relação entre medicamentos genéricos e medicamentos de marca prescritos em medicina dentária

Relação entre medicamentos genéricos e medicamentos de marca prescritos em medicina dentária

o objectivo deste artigo é avaliar estatisticamente a relação entre a prescrição de medicamentos genéricos (mg) e medicamentos de marca (mm), em medicina Dentária. Assim, foram contabilizadas 1053 embalagens de medica- mentos, entre 1 de janeiro e 5 de maio de 2008, e realizou-se pesquisa bibliográfica na b-on e pubmed. verificou-se que os médicos dentistas prescreveram mais mm (70%) do que mg (30%); dentro dos mm, permitiram a substituição de 68% por mg. concluiu-se, então, que houve uma tendência para a prescrição de mm por médicos Dentistas das zonas de Aveiro e porto, nos primeiros 4 meses do presente ano.
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Utilização de medicamentos genéricos na população brasileira: uma avaliação da PNAUM 2014

Utilização de medicamentos genéricos na população brasileira: uma avaliação da PNAUM 2014

RESULTADOS: A prevalência de uso de genéricos foi de 45,5% (IC95% 43,7–47,3). Não houve diferença por escolaridade, as prevalências foram maiores no sexo feminino (47,0%; IC95% 44,9–49,0) em relação ao masculino (43,1%; IC95% 40,5–45,8) e foram crescentes com o aumento da idade. Maiores usos de genéricos foram encontrados na classe econômica C (47,0%; IC95% 44,9–49,1) e nas regiões Sul (50,6%; IC95% 46,6-54,6) e Sudeste (49,9%; IC95% 46,8–53,0). Observou-se ainda que os genéricos representaram 37,3% dos medicamentos disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde . CONCLUSÕES: Pode-se concluir que hoje existe uma alternativa de compra ou fornecimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde, caracterizada por garantia de qualidade e preço reduzido em relação aos medicamentos de marca comercial considerados como referência. No mercado privado, boa parte da população está optando pelo uso de medicamentos genéricos, graças à disponibilidade dessa opção para praticamente todos os medicamentos mais utilizados pela população.
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Critérios de Beers-Fick e medicamentos genéricos no Brasil.

Critérios de Beers-Fick e medicamentos genéricos no Brasil.

nos critérios de Beers-Fick, concentrados nas categorias de ansiolíticos, antiagregantes plaquetários, antialérgicos, antiangionosos e vasodilatadores, antiarrítmicos, antidepressivos, antiespasmódicos, anti-hipertensivos, antiinflamatórios não esteroidais, antiulcerosos e glicosídeos cardíacos. Esses critérios não incluem fármacos como antitussígenos, cinarizina, diltiazem, piracetam, quinolonas, xantinas, cremes, pomadas e colírios que fazem parte dessa lista de medicamentos genéricos.

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Diferenças de preços entre medicamentos genéricos e de referência no Brasil

Diferenças de preços entre medicamentos genéricos e de referência no Brasil

Por outro lado, como a variação do preço do genérico e do medicamento de referência foi calculada nomi- nalmente, também não é possível dizer se o aumento da diferença entre eles é devido ao aumento real dos preços dos medicamentos de referência mesmo após a concorrência com genéricos. A impossibilidade de dis- tinguir esses fatores constitui uma das limitações do presente estudo. Outros estudos deverão ocorrer a par- tir de duas hipóteses: 1) os genéricos passaram a sofrer maior concorrência e aumentaram menos seus preços, enquanto os de referência mantiveram seu comporta- mento no mercado ou 2) os medicamentos de referên- cia apresentaram aumento real de seus preços. O que se pode afirmar é que ao longo dos anos, o medicamento genérico foi se tornando mais barato, em média, do que o medicamento de referência cor- respondente. Isso revela que para a maioria das espe- cialidades farmacêuticas estudadas, a concorrência de medicamentos genéricos no mercado farmacêuti- co brasileiro não causou aproximação de preços en- tre medicamentos genéricos e de referência.
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Inovação na Indústria Farmacêutica Portuguesa de Medicamentos Genéricos

Inovação na Indústria Farmacêutica Portuguesa de Medicamentos Genéricos

ou quando estes não forem adequados, equivalência terapêutica por meio de estudos de farmacologia clínica apropriados (estes testes seguem estritamente o disposto nas normas comunitárias) ou outros a solicitar pelo Infarmed. O racional científico que está por detrás da dispensa da apresentação de ensaios pré-clínicos e clínicos para o medicamento genérico, desde que demonstrada a sua bioequivalência, não foi criado para os medicamentos genéricos. Questões relacionadas com a substituição de uma formulação por outra é uma parte do desenvolvimento de muitos, se não da maioria, dos medicamentos. O racional científico para a substituição de uma formulação por outra está baseado num conjunto de padrões biofarmacêuticos, farmacocinéticos e estatísticos que foram estabelecidos há mais de 30 anos. Desde o início dos anos 70, que nos Estados Unidos a indústria farmacêutica tradicional utiliza esses critérios, por exemplo, para substituir a formulação que foi utilizada para realizar os estudos pré-clínicos e clínicos por outra mais adaptada à comercialização. Contudo só em 1984, nos Estados Unidos, após a publicação da lei Hatch-Waxman “Drug price competition and patent term restoration act" foi permitido que a indústria de medicamentos genéricos pudesse utilizar o mesmo mecanismo para aprovar os medicamentos genéricos (Williams, 1991).
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Medicamentos genéricos: uma alternativa para o mercado brasileiro.

Medicamentos genéricos: uma alternativa para o mercado brasileiro.

Um dos marcos mais recentes e importantes nesse sentido foi a Conferência Latino-america- na sobre aspectos econômicos e financeiros dos medicamentos essenciais, realizada em Caracas, Venezuela, em março de 1992, durante a qual foi reiterada a política de medicamentos essenciais como um componente básico da política de saúde, ao mesmo tempo atribuindo uma maior importância aos mecanismos de mercado. O ponto central da estratégia de uma política de medicamentos essenciais no atual contexto é a adoção de programas de medicamentos genéri- cos, entendendo assim a comercialização de produtos rotulados exclusivamente de acordo com a DCI e com características de intercam- bialidade com os produtos de marca (OMS, 1992). A análise procedida durante a referida Conferência é de que a adoção de programas de medicamentos genéricos nos países da América Latina viria otimizar o mercado, ao romper com a exclusividade das marcas comerciais, ofere- cendo alternativas à população, reduzindo os preços e racionalizando os gastos dos sistemas públicos de compra e abastecimento.
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Os preços dos medicamentos de referência após a entrada dos medicamentos genéricos no mercado farmacêutico brasileiro.

Os preços dos medicamentos de referência após a entrada dos medicamentos genéricos no mercado farmacêutico brasileiro.

Os resultados dos modelos estimados, mostrados na tabela 4 também indicam que os preços dos medicamentos de marca no Brasil não responderam às defasagens de entradas dos medicamentos ge- néricos em seus mercados. A variável que mede a demora da entrada dos medicamentos genéricos no mercado, lagentry, apresenta coeficiente negativo e estatisticamente não significativo em todos os modelos estimados. Este resultado era esperado e deve refletir dois fenômenos distintos além do curto período da existência de genérico no mercado brasileiro. O primeiro é que a entrada do genérico se tornou possível - por lei, a partir de 1999 - 51 simultaneamente em praticamente todos os mercados específicos de medicamentos pioneiros produzidos no país. Além disso, como a lei de patentes pas- sou a vigorar somente em 1997, não existe ainda, 52 no Brasil, medicamentos com patentes a expirar num curto período de tempo, caracterizando uma situação bastante diferenciada da estudada por Ca- ves et alii (1991) no mercado americano. O segundo fenômeno se refere ao fato de que grande parcela dos medicamentos genéricos que entrou no mercado brasileiro ser composta pelos já comercializados medicamentos similares, que se submeteram ao teste de bioequivalência e tiveram sua produção con- tinuada. Assim, como existia um prazo final - até setembro de 2001 - para que os “falsos genéricos” mudassem de nome, muitos deles efetivamente entraram nesta data como genéricos, 53 de modo que a
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Avaliação da disponibilidade de medicamentos genéricos em farmácias e drogarias de Maringá (PR) e comparação de seus preços com os de referência e similares.

Avaliação da disponibilidade de medicamentos genéricos em farmácias e drogarias de Maringá (PR) e comparação de seus preços com os de referência e similares.

Os medicamentos genéricos deverão passar por testes de bioequivalência e biodisponibilidade, tendo, assim, a garan- tia de que possuem mesmo valor terapêutico de um medica- mento de marca. A Resolução nº 41 da ANVISA, de 28 de abril de 2000, é que estabelece os critérios mínimos para a aceitação de unidades que realizam ensaios de equivalência farmacêutica, biodisponibilidade e bioequivalência. Conforme a resolução anterior, os testes envolvem a etapa de equivalên- cia farmacêutica e as etapas clínica, analítica e estatística, devendo ser realizados em laboratórios credenciados. No Brasil, existem mais de vinte laboratórios preparados para realizar os testes, sendo na maioria laboratórios de universi- dades (Santos, 2000). Destes, 18 centros de biodisponibilidade e bioequivalência estão certificados pela ANVISA, sendo que 13 estão localizados no estado de São Paulo, dois em Goiás e um em cada um dos estados do Ceará, Pernambuco e Rio de Janeiro. Existem outros laboratórios em fase de certificação nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo (ANVISA, 2005).
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Conhecimento, percepções e utilização de medicamentos genéricos: um estudo transversal.

Conhecimento, percepções e utilização de medicamentos genéricos: um estudo transversal.

Objetivo: Avaliar nível de conhecimento, percepções e perfil de utilização dos medicamentos genéricos entre leigos. Métodos: Realizou-se um estudo transversal com 278 voluntários (180 mulheres e 98 homens, com idade de 37,1±15,8 anos). Criou-se um questionário com perguntas em relação à utilização, à percepção e ao conhecimento sobre genéricos. Resultados: A maioria dos entrevistados (99,6%) conhecia a existência dos genéricos, e apenas 48,6% souberam definir corretamente o que os mesmos são. Do total de entrevistados, 78,8% tiveram algum tipo de informação com relação aos genéricos. Essas informações foram obtidas, principalmente, por meio da televisão (49,3%). Com relação às características dos medicamentos genéricos, 79,1% afirmaram ter confiança em sua eficácia, 74,8% acreditavam que o medicamento genérico possuía um efeito igual ao do medicamento de marca, 88,8% informaram que o genérico possuía um preço menor que o medicamento de marca, e 80,2% afirmaram comprar o medicamento genérico por conta do preço. Quanto à prescrição de medicamentos por parte dos profissionais médicos, 17,6% dos participantes afirmaram que seu médico nunca prescreveu medicamentos genéricos e apenas 7,5% disseram que seus médicos sempre prescreviam genéricos. Conclusão: Para um público leigo, a amostra estudada apresentou suficiente conhecimento com relação aos genéricos, no que concerne à definição, eficácia e custo. Dessa forma, os voluntários entrevistados apresentaram elevada propensão à utilização de genéricos. Adicionalmente, os resultados deste estudo demonstraram que se faz necessário implantar programas para aumentar a prescrição de medicamentos genéricos por profissionais médicos.
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Utilização de medicamentos genéricos no município de São Paulo em 2003: estudo de base populacional.

Utilização de medicamentos genéricos no município de São Paulo em 2003: estudo de base populacional.

O presente estudo trouxe informações sobre a utilização de medicamentos genéricos e caracterís- ticas sociodemográficas da população com diabetes e hipertensão, doenças que constituem prioridades da Saúde Pública no Brasil. Seus resultados podem contribuir para o embasamento teórico de gestores e tomadores de decisão, no aprimoramento das políticas destinadas à promoção da equidade e do acesso universal a medicamentos e, especialmente, no desenvolvimento de campanhas educativas sobre os medicamentos genéricos, dirigidas à população geral e aos profissionais de saúde.
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MEDICAMENTOS GENÉRICOS E SUSTENTABILIDADE DO SNS

MEDICAMENTOS GENÉRICOS E SUSTENTABILIDADE DO SNS

De acordo com a dinâmica do mercado verificada, pode-se decompor o desenvolvimento do mercado de medicamentos genéricos em quatro fases (Tabela 1). Numa primeira fase, que compreende os anos de 2000 a 2002, verifica-se o arranque do mercado de medica- mentos genéricos, coincidindo com a introdução no ano 2000 da majoração de 10 por cento na comparticipação do Estado no preço dos medicamentos genéricos, bem como a implementação de outras iniciativas legislativas subsequentes, tais como a instituição da prescrição obri- gatória por denominação comum internacional (DCI) para substâncias activas com medicamentos genéri- cos, em 2002, e ainda o lançamento pelo INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, I.P) de acções de sensibilização e promoção dos medicamentos genéricos, entre 2001 e 2002.
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Medicamentos genéricos no tratamento das epilepsias: uma reflexão

Medicamentos genéricos no tratamento das epilepsias: uma reflexão

O paciente com epilepsia pode receber uma formula- ção genérica para tratamento das crises. Deve-se lembrar sempre que os medicamentos genéricos são bioequiva- lentes ao medicamento de referência, não significando que os medicamentos genéricos sejam bioequivalentes entre si. Ainda mais, esse processo abre a perspectiva para que a sua medicação seja repetidamente alterada de uma formula- ção similar ou genérica para outra, pois as farmácias podem receber medicamentos de vários produtores. Por fim, du- rante a admissão em um hospital, outra formulação dife- rente pode ainda ser utilizada. Por essas razões, deve-se reconhecer que iniciar a terapêutica com uma formulação similar ou genérica muito provavelmente levará à subs- tituição por um ou mais similares ou genéricos de fabri- cantes diferentes em algum momento do futuro com consequências de ineficácia ou surgimento de eventos adversos. 10
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Percepção, conhecimento e uso de medicamentos genéricos no Sul do Brasil: o que mudou entre 2002 e 2012?.

Percepção, conhecimento e uso de medicamentos genéricos no Sul do Brasil: o que mudou entre 2002 e 2012?.

O aumento significativo na estratégia de aquisição de medicamentos pela substituição do medicamento prescrito pelo genérico entre os dois períodos estudados demonstram que a po- lítica de genéricos avançou, ensejando-se maior acesso e maior utilização desses produtos. A dis- cussão de políticas que tornem o medicamento genérico um produto ainda mais competitivo e atraente que os demais medicamentos disponí- veis no mercado é necessária e precisa da coope- ração das partes interessadas (indústrias, gover- nantes, profissionais de saúde e consumidores). Também uma maior articulação no sentido de estimular a disponibilidade de medicamentos genéricos no serviço público poderia aumentar o sucesso da política dos genéricos. A vigilância sanitária também tem importância fundamental no processo, pois é responsável pela fiscalização para garantia da qualidade, segurança e eficácia desses medicamentos.
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Inovação farmacêutica na era dos medicamentos genéricos

Inovação farmacêutica na era dos medicamentos genéricos

A utilização do procedimento centralizado é obrigatória para medicamentos derivados de processos biotecnológicos, para medicamentos usados no cancro, contra o vírus da imunodeficiência humana, diabetes, doenças neuro degenerativas e autoimunes e também para os medicamentos órfãos, aqueles que se destinam a tratar doenças raras [24,28]. Neste tipo de procedimento apenas é emitida uma AIM, por parte da comissão europeia após apreçar o relatório de avaliação da EMA (European Medicines Agency), que é valida para toda a UE [24,27]. Nos restantes medicamentos pode optar-se pelos outros três procedimentos, sendo o procedimento de reconhecimento mútuo o mais utilizado pela indústria dos medicamentos genéricos [12,24]. Este procedimento baseia-se na existência de uma AIM prévia num estado-membro, o estado-membro de referência, e o pedido nos outros estados- membros será sustentada no AIM já existente [27]. O procedimento nacional pode ser uma opção no caso em que se pretenda que o medicamento seja aprovado apenas num ou num conjunto restrito de estados-membros [24,27]. Como último procedimento temos o descentralizado, que apenas pode ser utilizado quando ainda não existe AIM em nenhum dos estados-membros [27]. A autorização pode ser pedida em vários estados membros, mas apenas um vai emitir uma avaliação do pedido, tornando-se o estado-membro de referência, e os outros estados membros vão criticar essa avaliação, sendo a decisão final tomada por todos os estados membros [24,27].
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empecilhos à política de medicamentos genéricos :: Brapci ::

empecilhos à política de medicamentos genéricos :: Brapci ::

O objetivo da criação dos medicamentos genéricos foi contrabalançar as possíveis conseqüências negativas da defesa da propriedade intelectual no setor farmacêu- tico. A patente, principal instrumento de apropriação do conhecimento utilizado no setor farmacêutico, tem a fun- ção de estimular o investimento em P&D e a conseqüente criação de conhecimento no setor privado. Este estímulo é necessário pela característica pública do conhecimento, já que, uma vez criado, pode ser facilmente transferido para os demais atores e empresas. Neste sentido, a paten- te gera conseqüências positivas para a empresa e para a sociedade. Em contrapartida, é estabelecido monopólio sobre a utilização deste conhecimento, o que pode levar a ações abusivas pelas empresas. A própria legislação de patentes possui algumas cláusulas para contrabalançar os possíveis efeitos negativos da patente como, por exem- plo, a possibilidade de licença compulsória no caso de abuso do poder econômico. A criação dos medicamentos genéricos veio reforçar este esforço num setor em que a necessidade de amplo acesso aos produtos criados gera benefícios para a sociedade em geral. A possibilidade de produção de medicamentos genéricos implica no aumen- to da concorrência e o conseqüente fim do monopólio sobre aquele produto.
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Adesão dos utentes aos medicamentos genéricos

Adesão dos utentes aos medicamentos genéricos

Embora Portugal tenha um mercado de MG em ascensão, na verdade ainda tem uma enorme margem de progressão para este tipo de fármacos, encontrando-se ainda distante dos mer- cados mundiais consolidados. A identificac¸ão dos fatores que influenciam a adesão aos MG pela populac¸ão pode contribuir para a promoc¸ão de uma maior adesão de forma informada a esses medicamentos e, consequentemente, à terapia farma- cológica com um custo menor, contribuindo para o controlo do crescimento da despesa pública com os cuidados de saúde e melhorando a relac¸ão custo/benefício para o utente. Segundo a Organizac¸ão Mundial de Saúde (2010), a falta de confianc¸a na eficácia e seguranc¸a dos MG por parte dos utentes, bem como dos profissionais de farmácia, são uma das causas da não adesão a estes medicamentos 5 .
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Gastos municipais com saúde: estrutura e impacto dos medicamentos "Genéricos"

Gastos municipais com saúde: estrutura e impacto dos medicamentos "Genéricos"

Constatamos correlação negativa entre os genéricos e o índice de inflação para todos os períodos da análise, porém podemos ver que a magnitude da mesma vai diminuindo ao longo dos anos. Isso significa que a influência de queda nos preços dos medicamentos vai se dissipando com o tempo, o que pode demonstrar que o mercado de genéricos pode ser visto, em alguma medida, como uma estrutura industrial que se assemelha ao modelo de Bertrand (Mas-Collel et al, 1995), onde estratégias concorrenciais não-cartelizadas podem gerar guerras de preços seqüenciais com convergência para baixo níveis de preços, em tese próximos aos custos. A homogeneidade de produtos, a ausência de economias de escala e escopo e as tecnologias difundidas restringiriam a capacidade das empresas de sustentar elevadas margens de lucro. Com essa disputa marcada por limitadas barreiras à entrada, as perspectivas são de que o preço que vigorará no mercado a longo prazo será o de concorrência perfeita com lucro normal.
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Segurança dos excipientes utilizados nos medicamentos genéricos numa população pediátrica

Segurança dos excipientes utilizados nos medicamentos genéricos numa população pediátrica

O farmacêutico deve, primeiramente, procurar obter uma visão ampla de saúde do utente para determinar a natureza e a extensão do problema. Existem perguntas tipo que fornecem indicadores ao farmacêutico para que este possa conduzir de forma adequada o seu aconselhamento. Para isso, é importante saber quando se iniciaram os sintomas, se estes são contínuos ou intermitentes, ao fim de quanto tempo regressam e quanto tempo duram, detetar se o quadro é agudo ou crónico, se existem ou não fatores que precipitam, desencadeiam ou agravam os sintomas, verificar se as queixas são aliviadas com a toma de alguma medicação ou com outras medidas (ex. comer, beber água, repouso…), saber se o utente já teve os mesmos sintomas em situações anteriores e de que forma os tratou, entre outros. O farmacêutico deve ainda procurar obter informação sobre as necessidades e preocupações do doente, dados demográficos, historial clínico do utente, ou seja, doenças e medicamentos utilizados quer sejam eles MSRM, MNSRM, produtos à base de plantas, vitaminas ou suplementos alimentares. Esta visão geral da condição clínica do utente permite que o farmacêutico compreenda a condição do utente e defina as recomendações mais adequadas [15].
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