Medicamentos - Preços

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Índice interno de variação de preços de materiais de consumo e de medicamentos em...

Índice interno de variação de preços de materiais de consumo e de medicamentos em...

A partir da implantação do SUS, o setor saúde vem se expandindo no país tanto em volume de atendimentos quanto em aumento de gastos que são decorrentes de diversos fatores como complexidade das doenças, introdução de novas tecnologias e outros. Dentre os desafios para os gestores do SUS, o financiamento e a conciliação do desejo e a necessidade do usuário com os recursos disponíveis têm se constituído em preocupações permanentes. Conhecer a variação interna de preços é aspecto importante para o planejamento e acompanhamento das contas de qualquer empresa, dentre elas, os hospitais que enfrentam aumento de gastos e de custos tanto pelo crescimento de demanda quanto pela incorporação necessária de tecnologias, além das tendências do mercado. Então, diante da necessidade do HCFMRP-USP ter um indicador para acompanhar a evolução dos preços de materiais de consumo e medicamentos e compará-los com a realidade de mercado e, também formar séries históricas para compor bancos de dados que servirão de ferramenta de gestão financeira e orçamentária foi proposto este estudo, cujos resultados e fórmulas apresentadas poderão servir de base para que outras instituições obtenham os seus índices internos de variação de preços. Objetivos: Apresentar os índices de variação de preços do HCFMRP-USP (IVPH), ano 2013, geral para materiais de consumo e medicamentos; específico para materiais de consumo e específico para medicamentos. Método: Para o IVPH foi definido o Índice de Paasche como o mais adequado para o perfil de consumo do Hospital por ser este o índice que considera a ponderação feita em função dos preços e quantidades do período de referência. Para o cálculo, foi definida a cesta de consumo considerando 40% do gasto financeiro em 2012 o que representou 13% dos itens e também pelos itens que tiveram consumo regular, ou seja, em todos os meses de janeiro a dezembro de 2013. Os preços utilizados foram os últimos pagos no período. Resultados: os IVPH’s gerais foram 6,74% para materiais e medicamentos; 6,97% para materiais de consumo e 6,73% para medicamentos. Comprar bem, a preços praticados no mercado é aplicar bem os recursos disponíveis. Recursos financeiros bem gerenciados podem gerar mais cobertura e mais qualidade para o sistema de saúde e o IVPH é uma das ferramentas que contribui para este gerenciamento.
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Preços e disponibilidade de medicamentos no Programa Farmácia Popular do Brasil.

Preços e disponibilidade de medicamentos no Programa Farmácia Popular do Brasil.

OBJETIVO: Analisar o desempenho do Programa Farmácia Popular do Brasil perante os setores público e privado, em relação a: disponibilidade, preço e custo, para o paciente, de medicamentos para hipertensão e diabetes. MÉTODOS: Foi utilizada a metodologia desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde em conjunto com a Ação Internacional para Saúde, para comparação de preços e disponibilidade de medicamentos. A pesquisa foi aplicada em maio de 2007, em estabelecimentos de diferentes setores [público, privado e as modalidades própria (FPB-P) e expansão (FPB-E) do Programa], em 30 municípios do Brasil. Os quatro medicamentos analisados foram: captopril 25mg e hidroclorotiazida 25mg, para hipertensão, e metformina 500mg e glibenclamida 5mg, para diabetes.
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Os preços dos medicamentos de referência após a entrada dos medicamentos genéricos no mercado farmacêutico brasileiro.

Os preços dos medicamentos de referência após a entrada dos medicamentos genéricos no mercado farmacêutico brasileiro.

Uma possível explicação para um medicamento já ser lançado no mercado brasileiro com o preço alto 32 seria o fato das novas drogas chegarem com atrasos nos países que não são produtores de medica- mentos e cujos mercados são secundários. Nos países produtores, que são os que também apresentam os maiores mercados consumidores, a competição é mais acirrada e a rápida inovação tecnológica é uma necessidade de sobrevivência. Mas, em países periféricos, as subsidiárias ou transformam o princí- pio ativo importado numa forma física comercializável ou simplesmente importam o medicamento, de modo que as inovações tendem a ocorrer com atraso. Assim, quando os novos medicamentos entram nesses mercados, os seus benefícios já são amplamente conhecidos pela experiência prévia do seu uso nos países produtores e por causa dos enormes gastos com publicidade, que caracterizam esta indústria conforme Hurwitz e Caves (1988), prescindindo da fase inicial de preços baixos para a penetração no mercado.
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Diferenças de preços entre medicamentos genéricos e de referência no Brasil

Diferenças de preços entre medicamentos genéricos e de referência no Brasil

circulação de mercadorias e prestação de serviços. Para produtos que se apresentam com quantidades diferen- ciadas de unidades farmacêuticas por embalagem, para a mesma forma farmacêutica e concentração, tomou-se o preço da embalagem com maior quantidade. Os preços finais foram calculados para cada unidade farmacêutica (mililitro, grama, ampola e comprimi- dos) para os medicamentos genéricos e seus respecti- vos medicamentos de referência. Foram excluídas da amostra 14 concentrações de medicamentos genéri- cos após este levantamento, porque não foi possível identificar os preços das mesmas logo após a aprova- ção do registro. Portanto, a pesquisa foi conduzida a partir da amostra de 135 especialidades farmacêuti- cas de medicamentos genéricos.
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Disponibilidade no setor público e preços no setor privado: um perfil de medicamentos genéricos em diferentes regiões do Brasil.

Disponibilidade no setor público e preços no setor privado: um perfil de medicamentos genéricos em diferentes regiões do Brasil.

A análise das diferenças entre médias de pre- ços médios de medicamentos para as regiões mostrou poucos resultados significativos. Na Re- gião Norte, foi significativa a diferença entre pre- ços médios de similares de menor preço e refe- rência. Na Região Nordeste, as diferenças foram significativas para genéricos e similares de maior e de menor preço em relação ao medicamento de referência. Como os resultados não são consis- tentes em todas as regiões, não se pode afirmar que os genéricos estudados sejam mais caros ou mais baratos que suas contrapartes, similares ou de marca, nas cinco regiões do país. Todavia, para o Brasil, todos os valores foram estatisticamente significativos, mostrando média de preços cres- centes de similar para referência.
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Análise da evolução dos preços dos medicamentos em Portugal, utilizado quatro Denominações Comuns Internacionais

Análise da evolução dos preços dos medicamentos em Portugal, utilizado quatro Denominações Comuns Internacionais

obrigatoriedade de prescrição médica por DCI, com as devidas exceções. Um dos fatores apontados para a prescrição obrigatória por DCI, seria o aumento da quota de mercado dos medicamentos genéricos, e de uma forma global, tem sido conseguido em Portugal (INFARMED, 2016c). Esta alteração pretende acima de tudo, proporcionar uma maior autonomia ao utente no momento da compra do medicamento. A prescrição por DCI é um instrumento fundamental para melhorar o comportamento da prescrição médica, promovendo o uso de medicamentos mais baratos com o mesmo principio ativo, de modo a gerar menores custos para o utente e para o SNS, sem afetar de forma negativa o acesso e a adesão dos utentes (Carone et al., 2012). Portanto, seria de esperar que após a aprovação e aplicação desta lei em questão, o consumo de medicamentos genéricos aumentasse, mas não se verificou nestas DCIs em estudo. No entanto, não podemos esquecer que o utente não se comporta como “consumidor”, visto que, neste mercado se verifica a assimetria de informação, portanto o mesmo submete, grande parte das suas escolhas aos profissionais de saúde. Por seu lado, as cresças dos próprios profissionais de saúde, relativamente aos medicamentos genéricos, e em muitos casos, o facto de os mesmos enfatizarem a importância de garantir a continuidade do tratamento, com o mesmo medicamento, do mesmo laboratório produtor, principalmente nos medicamentos de tratamento crónico, de forma a evitar a confusão por parte do utente e a garantir a adesão a terapêutica, podem ser responsáveis por não se verificar um aumento na quota de mercado dos genéricos, após a introdução da lei em questão (Van Bever et al., 2015). Assim como, as crenças dos médicos sobre os medicamentos genéricos, considerando a qualidade dos mesmos inferior ao dos medicamentos de marca, poderá influenciar o utente na hora da escolha na farmácia. Além disso, o SPR por promover o aumento da concorrência, parece levar a um abaixamento nos preços dos medicamentos genéricos e de marca, o que pode ter proporcionado, que o abaixamento do preço dos medicamentos de marca, tenha diminuído a sensibilidade do utente ao preço dos mesmos.
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Avaliação da disponibilidade de medicamentos genéricos em farmácias e drogarias de Maringá (PR) e comparação de seus preços com os de referência e similares.

Avaliação da disponibilidade de medicamentos genéricos em farmácias e drogarias de Maringá (PR) e comparação de seus preços com os de referência e similares.

de dezembro de 2001, que dispõe sobre a forma de defi- nição do preço do fabricante e do preço máximo ao con- sumidor dos medicamentos determinando, assim, as mar- gens de comercialização desses produtos (Indifarma, 2003). Existem publicações que divulgam os preços máxi- mos ao consumidor e servem como sugestão de venda. Uma dessas publicações, o Índice de Preços Farmacêu- ticos (Inditec), foi o único encontrado nos estabelecimen- tos farmacêuticos que fizeram parte desta pesquisa. O Inditec é uma publicação quinzenal, cuja editoração é fei- ta por INDITEC Índices Técnicos e Processamento Ltda (Maringá, Paraná) e apresenta sugestões de vendas cal- culadas a partir de listagens fornecidas pelos laboratórios fabricantes (Indifarma, 2003). Com base no Inditec, as farmácias e drogarias elaboram listas próprias dos preços dos seus produtos, os quais são repassados ao consumidor. Estes preços foram os fornecidos pelos estabelecimentos farmacêuticos e anotados para a presente pesquisa.
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Problemas na política regulatória do mercado de medicamentos.

Problemas na política regulatória do mercado de medicamentos.

de medicamentos feita no Brasil. O teto estabelecido pelo governo está elevado demais e tal discrepância é prejudicial ao consumidor, pois podem ocorrer reajustes bruscos de preços a qualquer momento. Vale lembrar que o reajuste anual admitido pela CMED é estabele- cido mediante o preço máximo de comercialização do produto (preço-fábrica ou PMC) e não em percentual. As entrevistas mostraram que os motivos da conside- rável diferença entre o PMC e os preços praticados no mercado são a ausência de monitoramento efetivo dos preços dos medicamentos nos pontos de venda e a falta de previsão legal da possibilidade de redução dos preços regulados. A CMED não monitora os preços dos medi- camentos nos pontos de venda e, por isso, não possui informações acerca dos preços reais desses produtos no mercado. Esse órgão regulador se baseia apenas em preços extraídos de relatórios anuais emitidos por labo- ratórios farmacêuticos e de publicações da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFARMA). Isso não pode ser equiparado ao monitoramento de pre- ços nos pontos de venda, uma vez que as publicações da ABCFARMA possuem como fonte direta a indús- tria farmacêutica. A CMED não possui, portanto, dados reais acerca dos preços praticados no mercado, mas sim informações fornecidas pela indústria – que se podem presumir enviesadas – e, por isso, não tem como con- trolar se a regulação praticada é ou não efetiva. Como resultado prático da ausência de monitoramento dos pre- ços reais, a fórmula elaborada para a determinação do preço-fábrica e do PMC contempla os preços de fonte direta da indústria farmacêutica. A consequência dessa situação é a signiicativa diferença entre o teto de preço estabelecido pela CMED e os preços de fato praticados no mercado. Dentro desse considerável intervalo com- preendido entre os preços reais e o PMC, os reajustes, em termos percentuais, na prática, passam a ser muito maiores do que aqueles admitidos pela CMED e, por conseguinte, à inlação para o período.
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Casimiro, Carolina Alves

Casimiro, Carolina Alves

Todas estas medidas não só contribuíram para a diminuição da despesa com medicamentos, mas também para a diminuição da rendibilidade das farmácias que, para além dos reduzidos preços praticados hoje em dia, se encontram em regime de margens regressivas. A aplicação destas margens tem como principal objetivo o incentivo de dispensa de medicamentos genéricos mais baratos. No entanto esta medida não representa nenhum benefício para as farmácias, uma vez que os preços destes medicamentos se encontram cada vez mais baixos. Em 2012, último ano com dados disponíveis, o preço médio dos medicamentos genéricos foi de 7, 10€, representando uma diferença de 12, 28€ face a 2007 (Figura 15) (Gomes e Ramos, 2013).
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Rev. latinoam. psicopatol. fundam.  vol.6 número2

Rev. latinoam. psicopatol. fundam. vol.6 número2

A escalada de custos com medicamentos explica-se pelos preços crescentes praticados pela indústria – que, segundo ela, resulta dos altos investimentos realizados em pesquisa e desenvolvimento de novas drogas –, mas também por práticas de marketing e de vendas utilizadas pelas companhias farmacêuticas e apontadas como ilegais pelos procuradores do Ministério da Justiça. Durante o ano fiscal encerrado a 30 de setembro de 2002, acordos obtidos pelo escritório do procurador dos Estados Unidos do distrito de Massachusetts, resultado de ações levadas aos tribunais, obrigaram fabricantes de medicamentos a pagar 900 milhões de dólares em multas criminais e civis. A unidade de Combate a Fraudes em Serviços de Saúde de Massachusetts é a mais ativa dos Estados Unidos no setor, o que se justifica pelo fato de a maior parte das Big Pharma estarem sediadas em Boston, capital do Estado.
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Rev. Soc. Bras. Med. Trop.  vol.34 número3

Rev. Soc. Bras. Med. Trop. vol.34 número3

epidemiológicos, das análises laboratoriais realizadas, dos atos administrativos associados à retirada do medicamento contaminado e, finalmente, com a compra emergencial do Glucantime. Esse total deve ser confrontado com economia pretendida ao escolher o medicamento da Eurofarma, em detrimento do Glucantime original. Essa conta deveria ser levada aos escalões maiores do Ministério, como exemplo de que a política dos “preços baixos” de medicamentos não pode ser imposta em detrimento da qualidade.

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Bens credenciais e poder de mercado: um estudo econométrico da indústria farmacêutica brasileira

Bens credenciais e poder de mercado: um estudo econométrico da indústria farmacêutica brasileira

No Brasil, o alto peso dos gastos em medicamentos no consumo das famílias, principalmente as mais pobres, e os reajustes de preço tradicionalmente acima dos índices de inflação (quando não controlados pelo governo) sempre mantiveram a indústria farmacêutica como alvo de intenso e acalorado debate. No presente artigo, procuramos sistematizar o debate sobre regulamentação do setor farmacêutico tendo por base as imperfeições de mercado desse setor apontadas pela literatura e a experiência internacional, bem como, com base em dados originais do setor, relacionar empiricamente o preço de medicamentos no Brasil com algumas variáveis explicativas. Encontramos que, consoante com estimações anteriores da experiência norte-americana, os medicamentos líderes no Brasil, antes da lei que instituiu o medicamento genérico, acomodavam o avanço de produtos similares (do mesmo princípio ativo, porém sem o teste de bioequivalência) e se recolhiam a segmentos inelásticos do mercado. Os similares, ao contrário, ao perderem mercado, reduziam seus preços em relação ao líder, de modo que uma redução no índice de concentração do mercado total de um princípio ativo tem efeitos ambíguos sobre seus preços, dependendo se a causa é uma queda da participação do líder ou de um rearranjo dentre os seguidores.
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Avaliação econômica dos medicamentos destinados ao tratamento daosteoporose no programa de medicamentos excepcionais do Ministérioda Saúde

Avaliação econômica dos medicamentos destinados ao tratamento daosteoporose no programa de medicamentos excepcionais do Ministérioda Saúde

Alguns medicamentos foram adquiridos tanto por distribuidoras, quanto diretamente pelo fabricante ou por meio das farmácias/drogarias, o que permitiu uma análise da variação de preços que ocorre de acordo com o tipo de fornecedor. Observa-se uma grande variação de preços quando os medicamentos são adquiridos nas distribuidoras ou em farmácias e drogarias. O alendronato de sódio comprimido 70mg foi adquirido por estes três fornecedores. Observa-se que o maior valor médio pago foi às distribuidoras (R$23,62/unidade), seguido das Farmácia/Drogaria (R$7,34); sendo o menor valor médio pago quando a compra foi realizada diretamente do fabricante (R$4,14). Outro medicamento que foi adquirido nos três fornecedores foi a calcitonina spray nasal 200UI, que teve preço médio semelhante tanto quando foi adquirido nas distribuidoras (R$92,53) quanto diretamente no fabricante (R$95,54). Entretanto, o mesmo medicamento quando adquirido em farmácias e drogarias teve preço médio de R$167,51. Houve uma tendência de os medicamentos quando adquiridos nas distribuidoras terem maior preço médio que quando adquiridos diretamente no fabricante (alendronato 10mg, alfacalcidol 0,25mcg, calcitriol 1mcg, pamidronato 60mg e raloxifeno 60mg). A diferença entre os valores médios torna-se maior quando o medicamento foi adquirido em drogarias em comparação com a aquisição direta no fabricante, a exemplo do carbonato de cálcio (R$3,15 versus R$0,33/comprimido) (Tabela 5).
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DISSERTAÇÃO DE MESTRADO BUSCA DA EQÜIDADE NO ACESSO AOS MEDICAMENTOS NO BRASIL: OS DESAFIOS IMPOSTOS PELA DINÂMICA DA COMPETIÇÃO “EXTRAPREÇO”

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO BUSCA DA EQÜIDADE NO ACESSO AOS MEDICAMENTOS NO BRASIL: OS DESAFIOS IMPOSTOS PELA DINÂMICA DA COMPETIÇÃO “EXTRAPREÇO”

Este trabalho traz novamente à tona o sério problema da iniqüidade no acesso aos medicamentos no Brasil, discutindo-o à luz de uma abordagem econômica. Evidencia que, por um lado, a melhoria desse acesso está associada à melhoria das condições socioeconômicas – especialmente da distribuição de renda –, da capacidade de financiamento, do uso racional desses produtos e da eficiência na gestão dos recursos disponíveis. Mas, por outro lado, está associada também à regulação desse mercado, com efetiva melhoria do nível de preços praticados para os medicamentos. O preço, por sua vez, é formado num processo histórico e dependente da dinâmica do mercado e da interação entre a indústria, o Estado e a sociedade. Busca-se demonstrar que o funcionamento desse mercado apresenta falhas, tanto em nível mundial quanto no Brasil, acarretando uma competição imperfeita e por mecanismos “extrapreço”, como a diferenciação de produtos e o marketing e a promoção de vendas. Não bastasse a grande concentração de renda no País, essa via competitiva agrava ainda mais o contexto e traz implicações negativas para o padrão de acesso aos medicamentos que, conforme demonstra a análise, também é uma questão de renda e preço. Assim, a partir da caracterização dessa contraposição latente entre a dinâmica de competição “extrapreço” predominante no mercado farmacêutico e a meta de melhoria da eqüidade no acesso aos medicamentos, explicita-se a necessidade de uma intervenção efetiva e eficiente do Estado, destacando seu papel e responsabilidades indelegáveis em prol do bem- estar social nesse setor.
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Processo da implantação da política de medicamentos genéricos no Brasil.

Processo da implantação da política de medicamentos genéricos no Brasil.

A política de medicamentos genéricos foi estabelecida no Brasil em 1999. Entre a promulgação da Lei e a efe- tiva comercialização e consumo desses medicamentos, sucederam-se diversas etapas no âmbito político e ad- ministrativo. O objetivo deste trabalho foi descrever este processo ocorrido na época da implantação. Foi examinada a legislação pertinente aos medicamentos genéricos no país, publicada entre 1999 e 2002. Para contextuar tais medidas, confrontaram-se notícias publicadas em dois jornais de abrangência nacional com entrevistas de um representante do governo, en- volvido na elaboração da legislação brasileira de me- dicamentos, e um representante da indústria farma- cêutica. Em pouco tempo, os genéricos conquistaram espaço considerável no mercado farmacêutico brasi- leiro. A contínua adequação da legislação, o respaldo da mídia e o envolvimento do governo em sua divul- gação possibilitaram o sucesso obtido. Não houve au- mento significativo do acesso da população aos medi- camentos, entretanto, passou-se a contar com a opor- tunidade de adquirir medicamentos a preços mais acessíveis e com garantia de qualidade e intercambia- mento.
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Administração de medicamentos: aquisição de conhecimentos e habilidades requeridas por um grupo de enfermeiros.

Administração de medicamentos: aquisição de conhecimentos e habilidades requeridas por um grupo de enfermeiros.

Finaliza-se com a categoria 8, outros aspectos da administração de medicamentos, que contou com 1.554 e reuniu as respostas que assim se seguem: quem deve estar presente quando se administra medicação nova ou com potencial elevado para efeitos colaterais, a qual se trata de um item auto-explicativo, não somando comentário algum; iatrogenias relacionadas à administração de medicamentos, suscitando comentário sobre que atitudes tomar para não ser iatrogênico na administração de medicamentos; como medicar e avaliar a intensidade da dor, na qual se comentou sobre quando administrar “analgésicos - se necessário” e que parâmetro utilizar para avaliação da dor; vias de administração, em que se comentou acerca de quais seriam os melhores locais de aplicação para as diversas vias de administração de medicamentos e, também, em jejum, para cirurgias ou exames, quando administrar medicamentos e que volume não prejudica o jejum, também auto-explicativa e não fomentando comentário algum.
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Demanda domiciliar por alimentos orgânicos no Brasil

Demanda domiciliar por alimentos orgânicos no Brasil

Os resultados encontrados neste estudo permitiram compreender a estrutura do consumo de alimentos orgânicos nos domicílio brasileiros. Estas informações mostram- se de grande utilidade para produtores do setor, que podem balizar de modo mais preciso suas decisões de precificação. Além disso, estes resultados também podem nortear campanhas de marketing no setor. Ademais, os resultados contidos neste estudo são de grande valia para o planejamento de políticas públicas que visem ampliar o consumo de alimentos orgânicos. Por exemplo, políticas que ampliem a conscientização dos benefícios da produção orgânica podem se mostrar efetivas sobre a decisão de aquisição de alimentos orgânicos. Embora apresentem resultados no longo prazo, políticas que visem ampliar o estoque educacional associadas à políticas informativas podem contribuir potencialmente para a inserção dos alimentos orgânicos na cesta de consumo dos brasileiros. Além disso, dadas as elevadas elasticidades-preço próprias encontradas neste estudo, políticas que contribuam para a redução dos preços dos orgânicos (como o incentivo à pesquisas que elevem a produtividade dos alimentos orgânicos) tornam-se cruciais para a ampliação de seu consumo no país. Desse modo, compreende-se que a formulação de políticas que aumentem a oferta de alimentos orgânicos, diminuindo os preços são de grande importância para aumentar o consumo desses produtos no Brasil.
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Comportamento de preços competitivos

Comportamento de preços competitivos

baixa ou de alta do índice de preços não são transitórios f?-. tendem a se prcpagar nos periodos subseqüentes.[r]

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TOMADA DE PREÇOS 001.2017

TOMADA DE PREÇOS 001.2017

a) balanço patrimonial e demonstrações contábeis do último exercício social, que comprovem a boa situação financeira da empresa, vedada a sua substituição por balancetes ou balanços provisórios, podendo ser atualizados monetariamente, quando encerrados há mais de 03 (três) meses da data de apresentação da proposta, tomando como base a variação, ocorrida no período, do ÍNDICE GERAL DE PREÇOS – DISPONIBILIDADE INTERNA – IGP-DI, publicado pela Fundação Getúlio Vargas – FGV ou outro indicador que o venha substituir; b) se necessária a atualização monetária do Balanço Patrimonial, deverá ser apresentado, juntamente com os documentos em apreço, o memorial de cálculo correspondente, assinado pelo contador.
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Anticoagulantes e Antiagregantes plaquetares - perfil de utilização, efeitos secundários e interações medicamentosas

Anticoagulantes e Antiagregantes plaquetares - perfil de utilização, efeitos secundários e interações medicamentosas

A automedicação apresenta benefícios quer para o indivíduo, quer para a sociedade, pois permite a resolução de problemas menores de saúde de forma mais rápida e com menor dispêndio de recursos financeiros, uma vez que evita o tempo de espera da consulta médica e os respetivos encargos. Permite, ainda, aliviar a pressão sobre o SNS, libertando recursos que podem ser aplicados em situações de carência e contribuir para o aumento da consciência cívica. No entanto a automedicação acarreta riscos que, algumas vezes, são negligenciados por falta de conhecimento e aconselhamento adequado. A sobredosagem, que pode desencadear reações adversas, o efeito aditivo por toma do medicamento por períodos de tempo prolongados, erros na posologia e modo de administração são alguns desses riscos. Por outro lado, se o doente fizer outras terapêuticas concomitantes podem ocorrer interações com esses medicamentos. Por fim, como já referido, a automedicação pode mascarar a verdadeira doença.
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