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MEDIDA DE SEGURANÇA E GARANTISMO PENAL

MEDIDA DE SEGURANÇA E GARANTISMO PENAL

O presente artigo trata da relação da medida de segurança com o garantismo penal. O tema deve ser discutido em razão de suas implicações aos direitos humanos das pessoas portadoras de sofrimento mental, as quais tem contra si resposta estatal específica por realização de um injusto penal. Assim, objetiva-se analisar as possibilidades de aplicação da medida de segurança, tendo em vista a teoria do garantismo penal. Especificamente, discorre-se sobre a relação da medida de segurança com a legalidade, a jurisdicionalidade e a determinação do prazo de cumprimento da medida. Realiza-se revisão bibliográfica, a partir do método dedutivo, o que permite deduzir que a flexibilização do princípios jurídico-penais em face da aplicação da medida de segurança, produz alto déficit aos direitos dos portadores de sofrimento mental.
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O desafio colocado pelas pessoas em medida de segurança no âmbito do Sistema Único de Saúde: a experiência do PAILI-GO.

O desafio colocado pelas pessoas em medida de segurança no âmbito do Sistema Único de Saúde: a experiência do PAILI-GO.

Nos três primeiros itens, o desconhecimento a respeito de fatos jurídicos e institucionais é patente, já que medida de segurança não é pena e, portanto, não cabe diminuição, tendo em vista tempo de tratamento ou qualquer outra atividade; HCTPs são instituições penais, não de saúde, de modo que não têm qualquer obrigação de adequar-se aos princípios do SUS; já que são instituições penais, não possuem Autorização de Internação Hospitalar (AIH) como outros estabelecimentos hospitalares, de modo que não há valor a converter para a criação de Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), como no caso dos hospitais psiquiátricos (exceto no Estado do Rio de Janeiro); a excepcionalidade da reincidência do louco infrator foi percebida nas experiências acontecidas em Minas Gerais e Rio de Janeiro, por um período curto (menos de 5 anos), algo que dificilmente serviria de argumento para o convencimento de servidores públicos que agem com base em legislações de âmbito nacional, como é o caso dos juízes.
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A NATUREZA JURÍDICA DA MEDIDA DE SEGURANÇA E A (IN)EFETIVIDADE DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

A NATUREZA JURÍDICA DA MEDIDA DE SEGURANÇA E A (IN)EFETIVIDADE DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

No que se refere ao Código de Processo Penal (CPP), o Título XI regula a aplicação provisória da medida de segurança, dispositivo esse tornado sem efeito em face dos arts. 147, 171 e 172 da Lei nº 7.210/84 (Lei de Execução Penal). Já no art. 386, parágrafo único, III, desse código, o legislador prevê uma espécie de absolvição, doutrinariamente denominada "absolvição imprópria", em que se aplica a medida de segurança, semelhantemente ao art. 492, II, c, porém, tratando-se este dos crimes de competência do Tribunal do Júri. Quanto ao processo de aplicação da medida de segurança por fato não criminoso, previsto no capítulo VII do CPP, como já mencionado, não é mais empregado devido à reforma de 1984 da Parte Geral do Código Penal. Já o art. 581 elenca algumas hipóteses de interposição do recurso em sentido estrito, dentre as quais, algumas se relacionam à medida de segurança, ocorrendo o mesmo no art. 593, porém no que tange à apelação. Com relação ao art. 596, parágrafo único, estatui-se que a apelação não suspenderá a execução da medida de segurança aplicada provisoriamente, artigo também tornado sem efeito, tendo em vista que não é mais possível se valer desse instituto de forma provisória. Referente ao art. 627, o Código prevê a possibilidade de imposição da medida de segurança quando da decisão favorável à ação revisional. Já o art. 682, previsto no capítulo intitulado "das penas privativas de liberdade", prenuncia o internamento em manicômio judiciário nos casos de doença mental superveniente à sentença, ainda que em momento anterior à autorização judicial, desde que esta seja ratificada ou denegada pelo juiz em momento posterior. No que tange às hipóteses de livramento condicional relativas à medida de segurança, o art. 715 determina que essas dependerão do exame de cessação da periculosidade. Quanto ao art. 751, este estabelece os casos em que o juiz da execução poderá decretar a medida de segurança. Já os arts. 752 à 755 regulam a medida de segurança aplicada após o trânsito em julgado. Concernente ao art. 755, dispõe este sobre o exame de cessação da periculosidade. No que se refere ao art. 777, é estabelecida a hipótese em que o exame será realizado antes do prazo mínimo da medida de segurança. Por fim, o art. 789 regula a hipótese de medida de segurança decretada no estrangeiro que venha a ser cumprida no Brasil.
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CUMPRIMENTO DA MEDIDA DE SEGURANÇA NO COMPLEXO MÉDICO PENAL DO PARANÁ  Mayara Aparecida da Silva

CUMPRIMENTO DA MEDIDA DE SEGURANÇA NO COMPLEXO MÉDICO PENAL DO PARANÁ Mayara Aparecida da Silva

[...] Obviamente não é o que nós gostaríamos que fosse, mesmo porque as pessoas que estão lá presa uma boa parte delas não tem compromisso nenhum com a higiene própria. Mais ali temos duas servidoras, uma auxiliar de enfermagem e uma agente penitenciária que passam o dia coordenando equipe 40 presos de Medida de Segurança, esses que te falei da drogadição, que trabalham conosco fazendo a limpeza do local o dia inteiro, então não é da forma que queríamos, não é da forma que nós queríamos, mais é muito diferente de pensar que vivem no meio do lixo. Tem alguns cubículos lá na enfermaria, que as pessoas realmente não tem nenhum compromisso com a higiene, então é mais complicado, mais assim, 90% dos cubículos é bem limpinho, os caras se ajeitam, tomam banho tudo bonitinho, tem um bom cuidado com a higiene própria e com a higiene local. [...].
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A doença mental no direito penal brasileiro: inimputabilidade, irresponsabilidade, periculosidade e medida de segurança.

A doença mental no direito penal brasileiro: inimputabilidade, irresponsabilidade, periculosidade e medida de segurança.

As idéias de Lombroso buscavam uma reformulação geral da doutrina do direito. Dentro desse contexto, surge uma nova lógica da sanção penal, pautada nos postulados positivistas do biodeterminismo e da existência de leis universais de causalidade (Harris, 1993; Carrara, 1998). A pena deveria perder seu caráter punitivo, passando a ser uma medida de defesa social e de prevenção criminal, indeterminada em sua duração. A pena, não mais castigo, deveria ser determinada com base na periculosidade do indivíduo, a qual seria avaliada através do exame de sua personalidade. O critério da periculosidade subjetiva viria fundamentar a ação preventiva do Estado (Hungria e Fragoso, 1978, p. 21) ao recusar as idéias de vontade livre, responsabilidade moral e caráter retributivo da pena. O crime, entendido como um produto da ação de fatores endógenos e exógenos sobre a vontade, pediria não mais medidas aflitivas, mas profiláticas ou de defesa proporcionais ao perigo representado pelo indivíduo. Os juristas, adeptos da escola clássica, rejeitaram essas idéias por se mostrarem incompatíveis com o direito de punir, uma vez que eram contrárias à doutrina do livre- arbítrio. Além disso, a idéia de indeterminação da pena deixava espaço para arbitrariedades por parte do poder judiciário. No entanto, em uma classe especial de criminosos, os criminosos-loucos e os “semi- responsáveis”, tiveram aplicação na forma da medida de segurança, permitindo que o direito penal controlasse seus atos.
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Assassinos em série: Cumprimento de pena ou medida de segurança? / Serious murderers: Serving a sentence or a security measure?

Assassinos em série: Cumprimento de pena ou medida de segurança? / Serious murderers: Serving a sentence or a security measure?

O presente trabalho visa analisar sob o aspecto jurídico, uma classe de indivíduos, conhecidos como “assassinos em série”. São classificados assim, por cometerem uma série de homicídios com características semelhantes, durante um curto período de tempo e geralmente no mesmo perímetro urbano. Dentre os objetivos deste estudo, analisamos o aspecto da culpabilidade dessa classe de criminosos. O trabalho apresentou um levantamento de dados concretos acerca da ressocialização no Brasil, dessa forma chegando a constatação de qual seria o melhor tratamento apontado para esses indivíduos. Ainda nesse sentido, o presente trabalho abordou o principal foco que traz discussões no tocante da fase da execução penal, diante dos pressupostos de aplicação legal das penas e da medida de segurança. Dentre os objetivos citados neste estudo, busca-se entender quais as previsões que nosso ordenamento jurídico possui em busca de visar o melhor tratamento a essas pessoas que infringem a lei e ainda proteger a sociedade.
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"Essa medida de segurança é infinita ou tem prazo de vencimento?" - interlocuções e desafios entre o Direito e a Psicologia no contexto judiciário.

"Essa medida de segurança é infinita ou tem prazo de vencimento?" - interlocuções e desafios entre o Direito e a Psicologia no contexto judiciário.

Não há, contudo, atualmente no Distrito Fe- deral, uma equipe de psicólogos ou psiquiatras do Judiciário que preste assistência aos magistra- dos nas diversas varas de origem onde a senten- ça é definida como medida de segurança. Como mencionado, após a decisão e os trâmites proces- suais de praxe, o processo é encaminhado para a única Vara de Execuções Penais do Distrito Fe- deral, local responsável em proceder à execução da pena. A pessoa, uma vez condenada a cumprir medida de segurança, é recebida pela equipe psi- cossocial que assessora o juiz da Vara de Execu- ções Penais. Não obstante, a equipe de psicólogos da Justiça é pequena, não consegue abarcar todas as situações, atua apenas na execução da pena e suporta manter atendimentos psicológicos com uma frequência reduzida. No ambiente prisional, é relevante ressaltar, ainda, que grades, escoltas, algemas e falta de privacidade abalam o cenário terapêutico minimamente proposto.
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Qualidade de vida de pessoas com transtornos mentais cumprindo medida de segurança em hospital de custódia e tratamento

Qualidade de vida de pessoas com transtornos mentais cumprindo medida de segurança em hospital de custódia e tratamento

Introdução: Os manicômios judiciários são instituições destinadas a custodiar e tratar portadores de sofrimento mental que cometeram crimes e estão sob a guarda da justiça. Nos últimos quinze anos houve um crescimento no interesse por estudos da qualidade de vida (QV) dos portadores de transtornos mentais, em função do impacto gerado pela doença. A percepção dos pacientes acerca de suas condições de vida pode contribuir para a construção de prioridades em tratamentos e servir de estímulo para que os programas de saúde se preocupem com a QV dessas pessoas. Objetivo: Investigar a QV de pacientes com o diagnóstico de esquizofrenia que cumprem medida de segurança em regime fechado, buscando identificar indicadores que possam orientar tratamentos e intervenções necessárias diante das políticas atuais de saúde mental em vigor no Brasil. Material e Método: Foi conduzido um estudo transversal, com 54 pacientes de um Hospital de Custódia e Tratamento em Barbacena, Minas Gerais. As entrevistas foram conduzidas tendo o próprio paciente como informante. Foram utilizados os seguintes instrumentos: um questionário sócio-demográfico com informações acerca do diagnóstico, história clínica, história do delito, características pessoais e demográficas e a Escala Q.L.S.-BR (Quality of Life Scale), específica para a avaliação da QV de pacientes com diagnóstico de esquizofrenia. Os dados foram analisados estatisticamente no Statistic Package for Social Sciences (SPSS-versão 11.0). Foi conduzida a análise descritiva dos dados, usando medidas de tendência central e de dispersão. A associação entre os escores de QV foi realizada através de análise multivariada, utilizando como recurso a árvore de decisão, por meio do algorítimo CHAID. Resultados: A maioria dos pacientes é do sexo masculino, não concluiu o primeiro grau, não possui parceiro, exercia atividades profissionais sem qualificação, são portadores do diagnóstico de esquizofrenia paranóide
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Aplicação da medida de segurança de internação aos portadores de transtornos mentais, em face do princípio da dignidade da pessoa humana: o caso da cidade Rio Branco-AC (2005-2010)

Aplicação da medida de segurança de internação aos portadores de transtornos mentais, em face do princípio da dignidade da pessoa humana: o caso da cidade Rio Branco-AC (2005-2010)

E desses casos, salvo engano 9 que foram ouvidos, apenas 1 retornou ao presídio porque descumpriu, não porque praticou outro crime, salvo engano ele consumiu droga. E aí tem uma série de condições porque também não pode ficar sujeito ao que bem entende. Então a família vai ficar sujeita aquelas condições junto com eles também. Umas das principais condições são as de evitar que a pessoa consuma alcóol evitar que saía a noite de casa, até porque a violência mais aguda esta mais presente em bares, locais de aglomeração pública, mais a noite. São requisitos paralelos ao regime aberto, mas não são aqueles de exigir, por exemplo, que a pessoa trabalhe, pode ser que a pessoa seja incapacitada para o trabalho, mas pelo menos são condições dela, se possível, frequentar estudo, ter alguma ocupação e sempre se recolher em casa a partir das sete horas da noite. Vai variando caso a caso, há ininputáveis que têm trabalho, têm família, têm filhos e vivem com os filhos e com as eposas e há outros que não, que vivem com a mãe desde que nasceu e estes aí são pessoas que vivem em casa mesmo. Inclusive até um deles a mãe falava que pagava prostituta para ele não sair de casa e ficar mexendo com meninas menores de idade porque a acusação dele era de estupro, mas ele era completamente inimputável bastava conversar com ele para ver. E a dele, eu lembro, já foi determinada a extinção da medida de segurança, era visível que a mãe dele cuidava bem, dava medicamento, vestuário, higiene.
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APLICAÇÃO DA MEDIDA DE SEGURANÇA AO LOUCO INFRATOR À LUZ DO DIREITO SANITÁRIO

APLICAÇÃO DA MEDIDA DE SEGURANÇA AO LOUCO INFRATOR À LUZ DO DIREITO SANITÁRIO

Para tentar corrigir essa falha, Jacobina (2008) levanta a bandeira de que a lei de Reforma Psiquiátrica teria revogado a Lei de Execução Penal no que concerne a aplicação da medida de segurança, arvorado no que dispõe o artigo 5° da lei 10.216/2001. Esse artigo diz, em suma, que o paciente hospitalizado por um longo tempo ou que esteja dependente do ambiente institucional deve ser alvo de política específica de alta planejada e reabilitação psicossocial, sob a responsabilidade de autoridade sanitária competente, e supervisão de instância a ser definida pelo poder executivo. Em outras palavras, a liberdade do interno não estaria mais apenas nas mãos do juiz corregedor, o qual com base em laudo médico desfavorável poderia prorrogar a pena indefinidamente, mas teria apoio de uma política dirigida a efetivar sua reabilitação em um prazo determinado.
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Bioética, Psiquiatria Forense e a aplicação da Medida de Segurança no Brasil

Bioética, Psiquiatria Forense e a aplicação da Medida de Segurança no Brasil

This paper addresses the enforcement of Medida de Segurança (Security Measures), an aspect of the Forensic Psychiatry practice that raises a series of bioethical issues. It presents basic notions on Security Measures from the medical-legal standpoint and takes a bioethical approach to its more polemic aspects, which raise relevant criticism from an ethical perspective. The conclusion points to the need that the security measure answers not only to the needs of the society by protecting it from the eventual violent behavior of the psychiatric patient, but it shows that it should also cater to and, above all, aim at the recovery of the unsound patient, since the same is the greatest victim of the consequences of its mental disease.
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3.IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE: MEDIDA DE SEGURANÇA

3.IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE: MEDIDA DE SEGURANÇA

A identificação do paciente é primordial para que ocorra uma rotina de cuidados seguros, minimizando erros como: administração incorreta de medicamentos e hemocomponentes, realização de infusões em vias inadequadas e procedimentos equivocados em pacientes errados, que podem ser irreversíveis à saúde dos clientes. Identificar o paciente é distingui-lo dos demais, para isso, é fundamental saber qual o seu nome, idade, cor, patologia, cidade de origem etc. Para que a assistência de enfermagem seja segura, é essencial conhecer e implementar os Dez passos para segurança do paciente. Esta pesquisa é de caráter bibliográfico, de campo, descritiva, com abordagem quantiqualitativa, que tem como objetivo conhecer como é realizada a identificação dos pacientes pela equipe de enfermagem da sala vermelha de acordo com os cuidados prestados, efetivada através da aplicação de um formulário e um instrumento observacional aos profissionais de enfermagem do Hospital Público do Tocantins. Os resultados mostram que 100% dos pesquisados relatam chamar o paciente pelo nome e, o prontuário e a etiqueta de soro são os meios mais utilizados pelos profissionais para identificar o paciente. Em relação higienização das mãos, os profissionais afirmam lavar antes e depois de manipular o paciente, mas as práticas desenvolvidas por estes revelam a não adesão desta medida importante para o controle e redução das infecções. A pesquisa revela que a equipe tem um conhecimento superficial sobre o tema, e que não utilizam todas as formas de garantir uma assistência segura aos pacientes.
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Implementação de um aplicativo para detecção de botnets IoT em ambientes domésticos

Implementação de um aplicativo para detecção de botnets IoT em ambientes domésticos

A Internet das coisas ou em inglês, Internet of Things (IoT) pode ser definida como a comunicação máquina a máquina via Internet que permite a troca de dados e informações entre diferentes objetos a fim de realizar determinadas tarefas. A base para funcionamento da IoT é composta por sensores e dispositivos, além de um sistema computacional capaz de analisar os dados recebidos e gerenciar ações destes objetos (SAP, 2016). Vários destes dispositivos tem a premissa de serem de baixo custo, a fim de serem vendidos em massa, como é o caso de várias câmeras de segurança. Para terem custo mais baixo, geralmente possuem poucas ou nenhuma medida de segurança embarcada, o que contribui para que estes dispositivos tenham várias vulnerabilidades e sejam o ambiente perfeito para que um usuário mal intencionado consiga fácil acesso e controle, utilizando-os para ataques maliciosos em grande escala, também conhecidos como ataques distribuídos de negação de serviço, em inglês Distributed Denial of Service (DDoS) attacks .
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Retardo mental: periculosidade e responsabilidade penal.

Retardo mental: periculosidade e responsabilidade penal.

Apresentaremos agora o caso de uma mulher que as- sassinou a avó materna. Durante o estabelecimento do pro- cesso criminal, houve determinação judicial no sentido da realização de avaliação psiquiátrico-forense (incidente de insanidade mental), sendo a paciente considerada inimpu- tável em virtude de desenvolvimento mental retardado. Ela cumpre medida de segurança, na forma de internação em hospital de custódia e segurança (manicômio judiciário), na cidade do Rio de Janeiro.

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A desinternação progressiva como alternativa para a obrigação político-criminal do Estado frente aos atos praticados por inimputáveis

A desinternação progressiva como alternativa para a obrigação político-criminal do Estado frente aos atos praticados por inimputáveis

Com relação aos resultados obtidos pela desinternação progressiva em São Paulo, ainda que seu aparelhamento esteja bem longe do ideal, é forçoso concluir-se que ela atinge os objetivos das medidas de segurança de uma maneira satisfatória, ainda mais quando comparada à execução tradicional. No que toca a prevenção especial positiva, certo é que a desinternação progressiva tem uma metodologia extremamente adequada para lograr a ressocialização dos internos e, com efeito, um percentual considerável foi efetivamente reintegrado à sociedade (50,25%). Para que a eficácia nesse quesito seja maior falta, na experiência concreta realizada em São Paulo, sanar as carências estruturais do HCTP II, consistentes sobretudo no reduzido corpo funcional e na insuficiência de recursos. Ademais, o aumento da eficácia da desinternação progressiva com relação à prevenção especial positiva redundará certamente em uma elevação da eficácia da prevenção especial negativa, pois o acréscimo dos níveis de reinserção social – quantitativa e qualitativamente – levará à diminuição dos índices de lesão a bens jurídicos fundamentais. Índices esses que, aliás, já alcançaram adequados patamares: 1,35% de todos os sujeitos já custodiados praticaram fatos descritos como crime durante a execução da desinternação progressiva e 2,02% dos ex- internos foram sentenciados em razão da prática de ilícitos-típicos posteriormente à sua desinternação definitiva. Finalmente, com relação à proteção à dignidade dos internos, a desinternação progressiva também se demonstra eficaz, na medida em que não se tem notícia de violações da dignidade dos internos a ela submetidos, além do que a execução gradual da medida de segurança tende a fomentar mais satisfatoriamente tal dignidade.
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QUAL A “MEDIDA” DA SEGURANÇA?  Paulo Henrique Helene

QUAL A “MEDIDA” DA SEGURANÇA? Paulo Henrique Helene

O presente artigo tem o propósito de analisar a efetividade da aplicação da medida de segurança nos casos em que a lei não fixa um limite temporal para sua cessação. O cuidado primordial é aferir se a medida de segurança, em razão da ausência de limite de tempo, assume o caráter de perpetuidade, abordando sobremaneira os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da humanidade. Para tanto, o estudo examinou cautelosamente o instituto da medida de segurança - quesitos históricos, aplicação, entendimentos atuais dos Tribunais Superiores -, a fim de apresentar o Projeto de Atenção Integral ao Paciente Judiciário Portador de Sofrimento Mental Infrator aos demais Estados da Federação, como forma de solucionar a questão central deste artigo, a perpetuidade da medida de segurança.
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CONSIDERAÇÕES ACERCA DA DURAÇÃO DA PENA ALTERNATIVA  Danilo Barbosa Neves, Alice Pompeu Viana

CONSIDERAÇÕES ACERCA DA DURAÇÃO DA PENA ALTERNATIVA Danilo Barbosa Neves, Alice Pompeu Viana

prescrição da medida de segurança uma vez que a internação do paciente interrompeu o curso do prazo prescricional (art. 117, V, do Código Penal). III – Laudo psicológico que reconheceu a permanência da periculosidade do paciente, embora atenuada, o que torna cabível, no caso, a imposição de medida terapêutica em hospital psiquiátrico próprio. IV – Ordem concedida em parte para determinar a transferência do paciente para hospital psiquiátrico que disponha de estrutura adequada ao seu tratamento, nos termos da Lei 10.261/2001, sob a supervisão do Ministério Público e do órgão judicial competente (STF - HC: 107432 RS, Relator: Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Data de Julgamento: 24/05/2011, Primeira Turma, Data de Publicação: DJe-110 DIVULG 08-06-2011 PUBLIC 09-06-2011).
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O agricultor familiar e o uso (in)seguro de agrotóxicos no município de Lavras/MG.

O agricultor familiar e o uso (in)seguro de agrotóxicos no município de Lavras/MG.

Outra prática enfatizada nos manuais é a proibi- ção do transporte de agrotóxicos com outros produtos, como alimentos, medicamentos, utensílios domésticos, rações e sementes. No entanto, o transporte exclusivo de agrotóxicos na caçamba é medida de “uso seguro” de viabilidade econômica e prática questionável. O agricultor familiar reside na zona rural e sempre que se desloca até a cidade, gastando parte de sua renda com combustível e de seu tempo de trabalho, busca realizar o máximo de atividades possíveis. Se ele precisa com- prar agrotóxicos e qualquer outro tipo de produto, não é de se esperar que ele realize espontaneamente duas via- gens com o veículo até a propriedade, uma para trans- portar os agrotóxicos e outra para os demais produtos. Conforme as características socioeconômicas apresenta- das na Tabela 1, os agricultores familiares apresentam, de forma geral, renda limitada e, por isso, é compreen- sível que busquem não elevar seus gastos com combus- tível e não desperdiçar tempo de trabalho unicamente para seguir uma medida de segurança sobre a qual eles não receberam instruções e apoio adequados.
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