Mercado financeiro (regulação)

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SUBSISTEMAS E PROTÓTIPOS DE REGULAÇÃO DO MERCADO FINANCEIRO  Kenny Sontag

SUBSISTEMAS E PROTÓTIPOS DE REGULAÇÃO DO MERCADO FINANCEIRO Kenny Sontag

O sistema financeiro engloba um conjunto de sujeitos, públicos e privados, que atuam no mercado financeiro como intermediários, usuários ou reguladores da atividade financeira. O presente artigo visa a analisar aspectos da relação jurídica financeira, destacando-se os subsistemas operativo e normativo do sistema financeiro. O primeiro diz respeito às atividades dos agentes que intermedeiam a interação entre superavitários e deficitários, suas práticas e o mercado financeiro como local de relação econômica. O segundo trata sobre as instituições responsáveis pela regulação do sistema financeiro, sobretudo as características que determinariam sua autonomia. Além disso, explanaram-se os protótipos de regulação, principalmente, a regulação de cunho preventivo e a regulação de intuito reativo.
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Motivações para uma agenda regulatória sobre o mercado financeiro

Motivações para uma agenda regulatória sobre o mercado financeiro

o 1973-78: período é marcado pela estratégia de substituição de importações e incentivo a exportações em resposta ao primeiro choque do petróleo ocorrido em 1973. A sustentação do crescimento se baseou no crescimento da dívida externa e contou com a participação de empresas estatais e bancos públicos na promoção dos investimentos. No mercado financeiro, houve o início da implantação da estrutura de dívida pública do Brasil, com sua criação e operacionalização via Letras do Tesouro Nacional (LTN). Inicialmente, a emissão não ocorreu pelo Tesouro Nacional, mas sim pelo BCB com a ajuda do Banco do Brasil, que exerceu muitas das funções de autoridade monetária durante o período. Dois importantes avanços normativos: a Lei das S.A. e a Lei do Mercado de Capitais, que criou a CVM, um dos principais órgãos que atua na regulação do setor financeiro até os dias atuais.
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Instabilidades e Não-Linearidades no Mercado Financeiro: Um estudo da Teoria do Caos aplicada ao Mercado de Câmbio

Instabilidades e Não-Linearidades no Mercado Financeiro: Um estudo da Teoria do Caos aplicada ao Mercado de Câmbio

Os mercados financeiros atraem muitos pesquisadores, isso acontece devido a sua dinâmica frenética, na qual produz uma grande quantidade de dados para serem estudados. Assim como encontrado em outras áreas, as qualidades não-lineares despertam interesse. Clyde e Osler (1997) relatam os principais estudos introdutórios na aplicação de métodos não-lineares nos preços dos ativos no mercado financeiro, através de algumas técnicas foi possível aferir evidências da dependência não-linear dos preços, como em Brock (1991) e Hsieh (1991).

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A crise do subprime e o mercado financeiro no Brasil: uma análise a partir de indicadores setoriais de mercado

A crise do subprime e o mercado financeiro no Brasil: uma análise a partir de indicadores setoriais de mercado

O estudo utiliza técnicas de raiz unitária e cointegração para, a partir de indicadores setoriais diários de mercado, analisar a evolução do mercado financeiro no Brasil no biênio 2007-2008. A análise é dividida em dois períodos de acordo com a constatação dos efeitos da Crise do Subprime no mercado financeiro nacional e constata-se: i) em ambos os períodos o setor Celulose Papel foi o único considerado cíclico; ii) já nos períodos de alta e baixa do mercado, Metalurgia e Mineração, respectivamente, apresentaram cointegração com o IBOVESPA. Ademais, Dólar e SELIC confirmaram suas características de Hedge no período de instabilidade e queda na atividade no mercado financeiro.
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Particularidades do mercado financeiro latino-americano.

Particularidades do mercado financeiro latino-americano.

Um aspecto importante desse relacionamen- to é como antever o comportamento do risco de um investimento. Muitas formulações têm sido propostas na literatura especializada para pre- ver o comportamento da volatilidade como me- dida de risco. As mais populares são da classe da Heteroscedasticidade Condicional Auto-Re- gressiva (ARCH) e sua forma Generalizada (GARCH). Como os próprios nomes induzem, a grande vantagem desses modelos é que eles são ajustáveis a dados que possuem problemas de autocorrelação, heteroscedasticidade e assimetria (problemas comuns em variáveis relacionadas ao mercado financeiro).
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O  perfil do investidor individual no mercado financeiro

O perfil do investidor individual no mercado financeiro

Segundo uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), procurando descobrir o motivo exato pelo qual muitas pessoas ainda investem pouco, mostrou-se que 58% dos entrevistados não sabem quais são os investimentos com as melhores taxas de retorno, sendo esse percentual de 66% entre as mulheres (SPC BRASIL, 2017). Sendo assim, o objetivo do presente trabalho é analisar o perfil do investidor individual no mercado financeiro, por meio da análise dos principais segmentos de mercado: Título de Renda Fixa, CDB, Fundos de Investimento, LC (Letra de Câmbio), Tesouro Direto, LCI (Letra de Crédito Imobiliário), Previdência Privada, LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), e Ações, entre outros. Tem-se como objetivos específicos: a) realizar um levantamento dos tipos de investimentos disponíveis no mercado financeiro para pessoa física; b) caracterizar os perfis de investidores; e c) apresentar os possíveis riscos nos investimentos.
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Alternativas de carteiras de investimentos no mercado financeiro

Alternativas de carteiras de investimentos no mercado financeiro

A produção apresentada nas páginas a seguir corresponde ao Trabalho de Conclusão de Curso, pré-requisito para a graduação no Curso de Administração na modalidade EaD da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ. O tema sobre o qual esta atividade foi desenvolvida refere-se ao mercado financeiro e suas modalidades de aplicações de recursos que possam trazer ao aplicador maiores e melhores rendimentos e com foco em prevenir-se de eventuais oscilações que possam causar-lhe algum prejuízo. A pesquisa foi realizada extraindo da bibliografia disponível sobre o assunto, a melhor forma de descrever estas modalidades de aplicações identificando em cada uma delas as variações que possam afetar o patrimônio de quem está investindo. Também foram utilizados como fonte da pesquisa, dados obtidos junto ao Banco do Estado do Rio Grande do Sul – Banrisul, que poderão indicar a evolução e as tendências deste mercado.
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O mercado financeiro e a sustentabilidade : o papel das bolsas de valores

O mercado financeiro e a sustentabilidade : o papel das bolsas de valores

Feita essa passagem pela teoria, no segundo capítulo abordamos a função econômica das bolsas de valores no mercado financeiro, destacando o processo de financeirização da economia nas últimas décadas e a estrutura do mercado de capitais e suas principais funções. Procuramos relacionar a importância do capital financeiro e atuação dos investidores institucionais na gestão dos recursos financeiros mundiais e demanda por valorizações de capital. Nesse contexto, acreditamos que as bolsas como formadoras de mercado estimulam investidores, empresas e outros agentes a adotarem certos padrões referentes a preocupação com questões de ESG no mercado financeiro. Além disso, destacamos um breve histórico do surgimento das bolsas com o advento das sociedades anônimas e a estrutura pela qual passaram com os processos de desmutualização e concorrência global, os quais são importantes para delinear sua habilidade de ação em cada mercado peculiar. Esse capítulo chega a uma primeira aproximação da hipótese do trabalho, na qual a bolsas possuem um papel importante no mercado financeiro e, por consequência, na introdução das questões da sustentabilidade já que constituem o ambiente principal em que os agentes balizam suas decisões e reúnem compradores e vendedores promovendo padrões e direcionando a alocação de ativos no mercado financeiro e de capitais.
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Ciclos econômicos : uma análise do mercado financeiro brasileiro

Ciclos econômicos : uma análise do mercado financeiro brasileiro

Antes de continuar com mais produtos do mercado financeiro, o conceito de Rating faz-se de grande importância, principalmente nos ativos de Renda Fixa. Este conceito surgiu com foco em tornar transparente ao mercado como está a situação financeira de um determinado emissor (ASSAF NETO, 2008). O autor comenta que as agências classificadoras fazem a análise dos demonstrativos destas instituições e atribuem uma nota, que vai de “AAA” até “D”. Investimentos em instituições até o nível “BBB-” é considerado de “Grau de Investimento”, um nível aceitável de alocação quanto ao risco de crédito do emissor. Desta classificação até “B-” como “Grau Especulativo”, o que traz um risco maior, e de “CCC+” até “D” “Grau de Inadimplência”, risco elevado e grande possibilidade de “calote”. O quadro 05 exemplifica as possíveis caracterizações de Rating das instituições.
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Gestão de riscos no mercado financeiro internacional: uma análise comparativa entre...

Gestão de riscos no mercado financeiro internacional: uma análise comparativa entre...

Durante os últimos anos, tem havido muitas mudanças na maneira como as instituições financeiras avaliam o risco. As regulações têm tido um papel muito importante no desenvolvimento das técnicas de medição do risco. Diante das diversidades de técnicas de estimação e análise de risco utilizadas pelas bolsas de valores e de futuros, nacionais e internacionais, bem como as Clearings de controle de risco, este estudo propôs uma análise comparativo de modelos de volatilidade para o cálculo do Value-at-Risk (VaR) aplicados aos principais índices de ações do mercado financeiro internacional. Utilizou- se os modelos de volatilidade condicional da família ARCH levando em consideração a presença de longa dependência em seus retornos (memória longa) e assimetria na volatilidade. Em específico, utilizaram-se os modelos GARCH, EGARCH, APARCH, FIGARCH, FIEGARCH, FIAPARCH e HYGARCH estimados a parir de quatro diferentes distribuições, Normal, t-Student, G.E.D. e t-Student Assimétrica. Analisaram- se os índices dos principais mercados de ações do mundo, sendo: Dow Jones, S&P 500, Nasdaq, Ibovespa, FTSE e Nikkei 225. Testou-se também a capacidade preditiva do modelo Riskmetrics desenvolvido pelo J.P. Morgan para o calculo do VaR, comparado com os modelos de volatilidade. Os resultados obtidos sugerem que o pacote desenvolvido pelo J.P.Morgan não se aplica adequadamente à realidade do mercado acionário mundial, como ferramenta de gestão e controle do risco das oscilações dos preços das ações de empresas negociadas nas bolsas de Nova Iorque, Nasdaq, BM&FBOVESPA, bolsa de Londres e bolsa de Tóquio. Os modelos que consideram o efeito de memória longa na volatilidade condicional dos retornos dos índices, em especial o modelo FIAPARCH (1,d,1), foram os que obtiveram melhor ajuste e desempenho preditivo do risco de mercado (Value-at-Risk), conforme valores apresentados pelo teste de razão de falha proposto por Kupiec (1995).
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Uma análise exploratória de dados aplicado ao mercado financeiro

Uma análise exploratória de dados aplicado ao mercado financeiro

Juntando a análise estatística com a financeira foi possível encontrar as melhores ações de maneira simples, gerando um conjunto de ações separados por categoria que facilitam e auxiliam as tomadas de decisões para o mercado financeiro. Visto que no cenário atual do país a renda fixa (investimento mais conservador) teve um grande declínio devido a queda de suas taxas de juros, a renda variável (investimento em ações) se tornou mais atrativa e sendo assim esse trabalho consegue auxiliar tanto os que possuem maior conhecimento na área quanto os com menos experiências.
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A evolução da governança corporativa no mercado financeiro brasileiro

A evolução da governança corporativa no mercado financeiro brasileiro

Ao longo do século XX, os mercados tornaram-se cada vez mais marcados pela integração do comércio internacional, assim como pela expansão das transações financeiras em escala global. Neste contexto, houveram inúmeras transformações para o ambiente empresarial, dando destaque para a governança corporativa, principalmente após os escândalos em grandes empresas norte americanas. A governança corporativa no Brasil vem com o principal intuito de promover maior segurança para o pequeno investidor, maior credibilidade, para que o mercado de capitais torne-se um pouco mais atrativo e desenvolvido. Para isso foram criados o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, com seu Código de Melhores Práticas, os Níveis Diferenciados de Governança Corporativa da Bovespa (atual BM&FBovespa), etc. Este trabalho teve como objetivo principal realizar um estudo a cerca da evolução/ avanço da Governança Corporativa no mercado financeiro brasileiro. E para que esse objetivo fosse atingido, foram analisados índices financeiros de algumas empresas listadas no Novo Mercado da BM&FBovespa e comparadas com outras companhias do mesmo setor, porém não pertencentes a esse nível/segmento mais elevado de governança. Os resultados conforme previsto concordam com o que diz a literatura e foram realmente satisfatórios, mostrando na prática o que se estuda na teoria sobre governança.
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Literacia financeira e confiança nos atores do mercado financeiro

Literacia financeira e confiança nos atores do mercado financeiro

Os resultados mostram os diferentes fatores que impulsionam a confiança das pessoas, nos atores do mercado financeiro, e qual é o impacto da literacia financeira entre pessoas que apresentam distintos graus de relacionamento com os mercados financeiros. As variáveis género, estado civil, situação na profissão, rendimento líquido mensal, habilitações literárias e país de residência não foram contempladas para o estudo porque a maioria das respostas dos inquiridos concentram-se numa só categoria. Como foi mencionado anteriormente, na amostra, os 366 indivíduos são, na sua maioria, indivíduos do sexo feminino (50,50%), solteiros (79,50%) e ativos (75,20%). Apresentam na sua maioria um rendimento líquido mensal até 1000€ (48,60%), são licenciados (49,50%) e residem maioritariamente em Portugal (96,70%). Nesse sentido, as variáveis idade, predisposição para confiar (pconf), disponibilidade (dispt), competência (compt), overall trust (ovtrust), integridade (intt), promessa de cumprimento (profful) e literacia financeira (litfin) foram as analisadas neste estudo.
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Análise de risco sistêmico no mercado financeiro brasileiro

Análise de risco sistêmico no mercado financeiro brasileiro

resultados apontam a inexistência de correlação entre as medidas de risco dadas pelo Value at Risk (VaR) e pelo CoVaR, corroborando as evidências encontradas por Adrian e Brunnermeier (2011), bem como o risco sistêmico sinaliza aqueles papéis que geram mais externalidades negativas para o mercado financeiro brasileiro. O stress test realizado para os retornos dos papéis das empresas dado por um distress nos retornos do Ibovespa, tem um efeito maior para o retorno dos papéis das primeiras se comparado a um distress nos retornos do Dow Jones. Por fim, pela matriz de contágio, ressalta-se como principal resultado, a Petrobrás, que, num ambiente adverso, lidera na direção do ato de contagiar, enquanto que a Usiminas é a líder no sentido de ser o papel mais contagiado por um distress nos retornos dos papéis das demais empresas da amostra no efeito acumulado. Além disso, pelo resultado do risco sistêmico, foi possível identificar que os baixos retornos da Petrobrás provocam também a maior contribuição marginal para o valor em risco do mercado doméstico (IBOV). Dessa forma, o risco sistêmico mensurado pelo ∆CoVaR mostra um ranqueamento distinto do fornecido pela medida de risco individual VaR.
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O impacto das notícias no mercado financeiro brasileiro

O impacto das notícias no mercado financeiro brasileiro

Diversos pesquisadores têm estudado o efeito das mídias (internet, jornais, revistas, etc.) no mercado financeiro. Essa análise é relativamente nova, dado a recente disponibilidade de grandes conjuntos de dados com registros históricos, a crescente utilização da internet como fonte de informação, entre outros. As informações disponíveis nos diferentes tipos de mídia contribuem para o conhecimento e avaliação dos investidores com relação ao mercado de ações e isso pode influenciar diretamente o retorno, a volatilidade e o volume das ações negociadas, medidas abordadas no trabalho. De acordo com Shiller (2005), as mídias moldam a opinião pública e desempenham um forte papel na propagação de bolhas especulativas através de feedbacks e cascatas, onde a atenção aos meios de comunicação pode exagerar a importância dos movimentos de preços passados, afetando os movimentos de preços futuros.
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Efeito contágio no mercado financeiro brasileiro

Efeito contágio no mercado financeiro brasileiro

A definição de contágio recorrente na literatura pode ser vista em Dornbusch, Park e Claessens (2000). Segundo os autores, contágio refere-se à propagação de perturbações nos mercados de um país para outro, em um processo de comovimento nas taxas de câmbio, ações, títulos soberanos e fluxos de capital. Essa definição aproxima-se da utilizada por Forbes e Rigobon (2002). No entanto, Forbes e Rigobon (2002) diferenciam o efeito contágio da interdependência. A interdependência ocorre quando o comovimento não aumenta significativamente após um choque, enquanto o contágio mostra um aumento no comovimento diante de um choque qualquer. Adicionalmente, Pericoli e Sbracia (2003) apresentam uma revisão da literatura pertinente ao tema destacando as cinco principais definições de contágio. Uma delas alude especificamente ao mercado cambial quando define o contágio como o aumento da probabilidade de crise em um determinado país, com base em uma crise que esteja ocorrendo em outro país. Outra abordagem contempla o mercado financeiro, a qual define o contágio como um processo em que a volatilidade de um país em crise provoca um transbordamento (spillover) para os mercados financeiros de outros países.
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O Brasil no mercado financeiro internacional

O Brasil no mercado financeiro internacional

Como os riscos de crédito, mesmo os soberanos, são hoje assu­ midos preponderantemente por uma variedade de agentes privados, em múltiplos países, ele estão sujeitos às mais diversas regras e avalia­ ções. Nos bancos americanos os empréstimos estão sujeitos à super­ visão de três órgãos federais (sem falar nos órgãos estaduais), que podem mudar a classificação dos créditos a ponto de torná-los inte­ ressantes ou desinteressantes para o banco. No caso de agências fe­ derais, o Federal Reserve Board, o Comptroller o f the Currency ou a Deposit Insurance Corporation^ têm poder suficiente para considerar o país mutuário como normal; como sujeiro a report, o que implica na obrigação de informar a autoridade sobre qualquer empréstimo ao país, sem que haja objeção a prion; como devedor arriscado; como país cujo débito tem de entrar diretamente no rol dos de liquidação duvidosa. Em outros países financiadores, as regras já são outras, de modo que, havendo tantos países (e mesmo órgãos reguladores esta­ duais, como nos Estados Unidos) e tantos agentes, pode-se perceber como é complexo e delicado qualquer tipo de negociação que se queira fazer de caráter globai. Acresce que ainda persiste, como uma espécie de espada de Dâmocles a pender sobre o mercado financeiro internacional, a tentativa de vários bancos centrais, sobretudo atra­ vés do BIS6, para regulamentar, ou, ao menos, supervisionar o mer­ cado de euromoedas. Há pois, uma complexidade e uma delicadeza — os mercados financeiros são muito nervosos — de modo que qual­ quer abordagem teria de ser feita com extrema cautela e segurança.
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Percursos da solidariedade: sobre a legitimação de boatos no mercado financeiro

Percursos da solidariedade: sobre a legitimação de boatos no mercado financeiro

Essa tese tem como objetos de pesquisa notícias e ofícios, comunicados ao mercado, que agregam práticas sociais comuns ao universo do mercado financeiro brasileiro, ou seja: transações, compra e venda de valores mobiliários, da BM&FBovespa S.A. O objetivo principal da investigação é traçar os percursos motivados, recursos, modos, organizações linguístico-discursivas, que sustentam o boato: fenômeno sociolinguístico comum ao capitalismo da especulação. O foco é o discurso das fontes jornalísticas e o nosso intuito é perceber as escolhas realizacionais, a estruturação e a disposição dos itens lexicais e as orações em discurso direto ou indireto (hipotáticas e paratáticas) que mascaram o engano, sustentam blefes e atraem a atenção de leitores/investidores, convencendo-os a arriscar o próprio capital em ações nada ou muito pouco promissoras. Os pressupostos teóricos que sustentam esse trabalho são a Análise Crítica do Discurso de Norman Fairclough, os estudos gramaticais de Michael Halliday e Christian Matthiessen e a Semiótica Social de Hodge e Kress. Nesses, destacamos, respectivamente, a formação da oração, as metafunções da GSF (Gramática Sistêmico-Funcional), os modos semióticos que sustentam a dissimulação, e ainda as representações, estilos e identidades, sugestionadas no discurso. As publicações de Nelson Traquina, Ciro Marcondes-Filho, Lúcia Helena Müller e Luiz Carlos Iasbeck também são relevantes para a investigação da ética, da práxis jornalística e da configuração dos rumores. Entre os temas discutidos, enfatizamos: a informação midiática como produto de consumo não-durável; a luta hegemônica, as hierarquizações entre o produtor e o consumidor da notícia, e as formas de encobrimento de agente sociais da informação. Assim, demonstramos como a esfera de veiculação de fatos relevantes é oportuna e conveniente não só à propagação de hipóteses legais e de projeções legítimas, mas também de invenções enganosas e de má-fé. É nesse contexto que as fontes consultadas pelos jornalistas tornam-se o nosso objeto significativo de observação, já que o encobrimento desses agentes revela-se como escolha estratégica eficiente para a propagação da especulação falsa ou do embuste.
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Convergência de elites : a sustentabilidade no mercado financeiro

Convergência de elites : a sustentabilidade no mercado financeiro

A criação do Índice de Sustentabilidade Empresarial na Bolsa de Valores do Estado de São Paulo consistiu, pelo viés econômico, em mais um indicador de rentabilidade das empresas sustentáveis listadas na bolsa. Pelo viés sociológico, a criação deste índice equivale à criação do mercado do Investimento Socialmente Responsável no Brasil. A criação deste mercado evidencia o surgimento de novas polarizações no mundo econômico e, em particular, no mundo financeiro. Estas novas polarizações evidenciam portanto uma mudança no habitus financeiro apresentando uma nova forma de pensar o mundo das finanças a partir da tríade economia, meio-ambiente e sociedade. Essa mudança só é possível a partir da convergência de diferentes frações de elites as quais colocam em xeque a autonomia do campo financeiro ao mesmo tempo em que procuram reinventá-lo a partir da proposta de um capitalismo sustentável. Deste modo, esta tese demonstra que é possível compreender a construção do Mercado de Investimento Socialmente Responsável no Brasil a partir do Estudo sociológico dos atores e das instituições que compõem o Conselho do Índice de Sustentabilidade Empresarial apontando a necessidade de se desenvolver no Brasil uma sociologia dos índices. Assim, esta tese conclui que a inserção da Sustentabilidade no mercado financeiro se legitima a partir de um grupo atuante na esfera das finanças, o qual converge com atores ligados à Responsabilidade Social Empresarial e ao Movimento Ambiental, na tentativa de inverter o jogo dominado por financistas mainstream. No entanto, esta tentativa de “virar o jogo” não pressupõe o fim do mercado financeiro, mas sim o seu fortalecimento e conseqüente reprodução no campo global do poder.
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Fragmentos de complexidade aplicados ao mercado financeiro

Fragmentos de complexidade aplicados ao mercado financeiro

Mesmo antes da crise financeira de 2007/08, o aumento da complexidade das relações entre os agentes e dos instrumentos financeiros já era citado por Rajan (2005), como um dos fatores responsáveis pelo aumento do risco sistêmico. O autor cita o surgimento de diversos tipos de intermediadores, que acentuam as flutuações de mercado por meio de mecanismos de exposição a riscos de baixa probabilidade. Entretanto, o comportamento coletivo desses intermediários aumenta a probabilidade de materialização dos riscos. Gorton (2008) descreve o modelo de “originar e distribuir”, como um modelo que desincentiva os originadores de títulos atrelados a hipotecas subprime por exemplo, a manter a qualidade dos ativos criados. O Bank for International Settlements (2013) aborda a questão da complexidade no contexto da regulação bancária e discute a comparabilidade da adequação de capital entre os bancos e entre jurisdições. No entanto, os conceitos de complexidade e de sistemas adaptativos complexos são suprimidos das principais discussões.
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