Mercados de direitos de propriedade

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Incertezas democráticas

Incertezas democráticas

vernance structures: the political foundations of secure markets” (Journal of Institutional and Theoretical Eco- nomics, v. 149, n. 1, 1993), um governo suficientemente forte para proteger direitos de propriedade é também forte o suficiente para confiscar a riqueza de seus cida- dãos. Mercados seguros requerem não apenas legislação apropriada para garantir o cumprimento de contratos, mas também um sistema político fundamentado de ma- neira a evitar que os governantes confisquem o dinheiro do povo por meio da alteração dessas leis e mecanismos. Como isso pode ser cumprido?
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Direitos da propriedade intelectual e desenvolvimento desigual

Direitos da propriedade intelectual e desenvolvimento desigual

Acrescentamos que é importante se abordar em estudo desta natureza o Direito Internacional por diversas outras razões, dentre as quais podemos apontar as seguintes: (a) A propriedade intelectual como propriedade imaterial, não física, intangível, que é o conhecimento e as criações da mente humana, ainda que transmutada para uma base física, como as obras de artes, a música que se fixa em um compact disc, uma estória que se fixa em um livro impresso, etc, são reverberadas para fora das fronteiras, às vezes são levadas pela comunicação verbal, e se expandem facilmente para outros povos e nações; (b) Por esse mesmo motivo a propriedade intelectual sempre recebeu, na era moderna, tratamento de Direito Internacional, na medida em que as legislações dos países decorrem da orientação dos Tratados Internacionais; (c) Atualmente, em período a que chamam de globalização, com o avanço mais acentuado de empresas de um país para mercados de outros, um maior intercâmbio da cultura e da indústria do entretenimento e o aumento das trocas comerciais, as fronteiras legais entre os direitos nacionais e internacionais se tornam cada vez mais tênues e nebulosas; (d) Finalmente, mas não menos importante, entendemos, como Bob Jessop, que vivemos hoje subjugados por um regime global de direitos da propriedade intelectual.
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A alteração da estrutura acionista das companhias coloniais pombalinas : impactos do mercado secundário de títulos em Portugal no século XVIII

A alteração da estrutura acionista das companhias coloniais pombalinas : impactos do mercado secundário de títulos em Portugal no século XVIII

O governo pombalino pretendeu eliminar o estigma que prévias atuações da coroa haviam gerado em torno de aplicações financeiras e que revelavam o desrespeito dos soberanos pelos direitos de propriedade dos acionistas, quando, discricionariamente, revogaram os contratos para darem direitos de monopólio a associações privadas de capitais. A historiografia portuguesa tem observado esta atuação da coroa como o reflexo de cedências oportunistas a interesses contrários ao regime de monopólio (Macedo, 2006). No entanto, é bom recordar, em outras partes da Europa houve o mesmo confronto entre os que defendiam o monopólio e aqueles que preferiam o comércio livre (Hussey, 1934). Faz parte da história destes institutos o modo como mobilizaram opositores, já que também em Inglaterra ou nos Países Baixos, as grandes companhias defrontarem-se com interesses mais ou menos organizados, sendo um dos custos destas empresas a aquisição de favores políticos que as defendessem dos chamados “infiltrados”, daqueles que, não tendo investido nas companhias, participavam nos mercados coloniais, questionando com a sua livre iniciativa os direitos de monopólio (Chaudhuri, 2006; Stern, 2011, p.143). Pesem embora as semelhanças, a historiografia tem sobretudo sublinhado as diferenças entre Portugal e Espanha relativamente ao noroeste de Europa, valorizando o sucesso empresarial das companhias asiáticas inglesa e holandesa como uma marca distintiva destes casos nacionais. Associado à ideia do sucesso empresarial está a longa duração da contratualização do monopólio com os respetivos estados, uma condição necessária para a crescente liquidez dos capitais, portanto, uma condição para a consolidação de direitos de propriedade dos acionistas, retroagindo positivamente no desenvolvimento do mercado.
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GESTÃO E FISCALIZAÇÃO DE CONTRATOS DE TERCEIRIZAÇÃO DE MÃO DE OBRA: O CASO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA EM UM ESTUDO DE CASO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

GESTÃO E FISCALIZAÇÃO DE CONTRATOS DE TERCEIRIZAÇÃO DE MÃO DE OBRA: O CASO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA EM UM ESTUDO DE CASO – Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública

Diante de todo o exposto – especialmente dos números ora trazidos à baila –, resta patente a atual crise na UFJF da gestão contratual do fornecimento de mão de obra terceirizada para o desempenho das atividades acessórias. A princípio, as empresas licitantes parecem não estar executando a parte que lhes cabe nos contratos, em conformidade com os termos ajustados, da mesma forma como parece não haver, por parte do ente público, as necessárias iniciativas para coibir esse mau procedimento. A falta de fiscalização eficiente dos contratos (função que, por força da lei, como supracitado, fica a cargo da tomadora de serviços) acarreta, então, o sucateamento do trabalho e do serviço prestado, além de dar causa a reiteradas condenações judiciais por responsabilidade subsidiária da IFES em casos de fraude aos direitos trabalhistas dos funcionários terceirizados, o que tem ocasionado expressivo impacto financeiro nas contas da universidade.
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A EXPANSÃO DOS DIREITOS DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL NA UNIÃO EUROPEIA

A EXPANSÃO DOS DIREITOS DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL NA UNIÃO EUROPEIA

Uma suscinta análise da relação da propriedade intelectual com al- gumas das principais liberdades econômicas é necessária para demonstrar a importância do tratamento integrado da propriedade industrial para o êxito do mercado interno. A liberdade de circulação de bens e mercadorias é essencial para o comércio. Bens e mercadorias carregam marcas, carregam inovações (patentes). Imagine-se o caso de conflito entre marcas idênticas para produtos idênticos, concedidas para diferentes titulares por diferentes Estados-membros. A proteção unicamente nacional prejudicaria sobremaneira a livre-circulação no espaço de integração de mercadorias identificadas por meio de tais marcas.
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA ANA ISABELA DAS NEVES BELARMINO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA ANA ISABELA DAS NEVES BELARMINO

Por exemplo, quando os britânicos tentaram criar monopólios para o sal, Gandhi foi à praia, em Dandee, apanhou um pouco de sal e disse: ”a natureza nos deu o sal de graça. Para o nosso sustento. Não permitiremos que ele se torne um monopólio para financiar os exércitos imperiais”. Esse tipo de ação exploratória é comum com relação à com relação à biodiversidade e às sementes, essa rica diversidade biológica com as quais a natureza nos presenteou. O objetivo dos ambientalistas como SHIVA é manter isso tudo como a riqueza da natureza e dos povos, sendo à base de sua prosperidade e a base de seu sustento, cabendo a nós, não cooperar com os regimes de monopólio dos direitos de propriedade intelectual, patentes e biodiversidade diz mais a respeito das patentes sobre a vida e o desenvolvimento de idéias intelectuais de resistência.
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Aspectos Jurídicos da Licença Compulsória na Indústria Farmacêutica e a Busca Pelo Interesse Social

Aspectos Jurídicos da Licença Compulsória na Indústria Farmacêutica e a Busca Pelo Interesse Social

Pode-se dizer que a inclusão do sistema de propriedade industrial no comércio internacional, após a assinatura do Acordo Sobre Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comérci[r]

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Direitos de propriedade: uma justificação lógicoargumentativa em HansHermann Hoppe

Direitos de propriedade: uma justificação lógicoargumentativa em HansHermann Hoppe

Já se viu que, diante da escassez, os bens não podem ser utilizados por todos os homens ao mesmo tempo e da mesma forma, sendo necessário que se façam proposições a respeito de quem teria o direito usar aqueles bens, excluindo os demais da possibilidade desse uso. Viu-se também que seria utópico que se definisse que todos os homens teriam aprioristicamente um direito de uso a todos os bens, indistintamente, já que, na prática, sendo a humanidade coproprietária dos bens, ou as pessoas deveriam usar sete bilionésimos de cada bem do mundo (como se determinaria essa proporção em uma maçã, por exemplo?) ou deveriam pedir autorização de sete bilhões de pessoas para usar o bem por inteiro. Ambas as alternativas são inconcebíveis, portanto, algum enunciado deve surgir para definir os usuários exclusivos dos bens. Este enunciado, para ser válido, deve ser universalizável (do contrário, estar-se-ia criando duas ou mais classes distintas de humanos sobre as quais diferentes normas de propriedade seriam aplicadas) e seguir o princípio da não agressão (sob pena de se cair numa contradição performática).
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Registo de Complicações de Interrupção de Gravidez. Definições e modelo de registo – Normas de Orientação Clínica

Registo de Complicações de Interrupção de Gravidez. Definições e modelo de registo – Normas de Orientação Clínica

iii. choque tóxico – quadro inespecífico com uma evolução rápida de falência multiorgânica, podendo culminar em morte materna. O aparecimento de um quadro compatível [r]

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Rodrigo Mendes Dias.pdf

Rodrigo Mendes Dias.pdf

O presente trabalho visa demonstrar que as Ações coletivas são instrumentos jurídicos aptos a efetivar direitos de propriedade intelectual. Busca-se no capítulo um “navegar” pelo universo dos direitos a propriedade intelectual, destacando; conceitos, fundamentos, histórico nacional de proteção jurídica e marcos legislativos. Busca-se, igualmente, situar o leitor quanto ao atual contexto social cujo traço característico é a produção e consumo em larga escala. O capítulo dois relata como o ordenamento jurídico nacional disciplina as lesões aos direitos de propriedade intelectual e como tais lesões repercutem danos que transcendem a esfera individual. Mostra-se que a alta taxa de violações a direitos de propriedade intelectual é realidade nas ruas e é catalisada pelo cenário atual de hiperconsumo, seja via comércio físico seja via comércio virtual, de tal modo que os danos coletivos são inevitáveis. O capítulo três inicia com um breve estudo sobre os princípios do direito material coletivo para, em seguida, apresentar seus conceitos jurídicos e, sobretudo, enfatizar o fato de que o conjunto de lesões a direitos de propriedade intelectual, apresentados no capítulo anterior, acarretam inefetividade a direitos materiais coletivos de tal monta que devem ser alvo das ações coletivas. Percorrido esse trajeto de aproximação entre os danos aos direitos de propriedade intelectual e, correspondente, inefetividade a direitos materiais coletivos pertinentes, inicia-se o último capítulo com a apresentação do microssistema processual coletivo de proteção e, ato contínuo, de que forma as ações em defesa de direitos coletivos podem ser utilizadas como um instrumento de proteção jurídica adequada a direitos de propriedade intelectual. Por fim, estabelecidas as premissas pretendidas, conclui-se no sentido de que as ações coletivas são e devem ser meios aptos a efetivar direitos de propriedade intelectual.
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1609

1609

Esse sistema de exclusividade da Propriedade Intelectual se apóia no dogma do comportamento humano exclusivamente auto-interessado. É como se fosse irracional o ser humano agir sem perseguir seu interesse próprio exclusivamente. O argumento empírico contra esse modelo de comportamento em Propriedade Intelectual é aquele derivado da observação do comportamento dos interessados e criadores dos chamados software livres. Na realidade, os envolvidos nesse mercado são sensíveis a argumentos morais tais como a melhora de sua reputação, a melhora da performance dos produtos, os ganhos para a comunidade, etc... Argumentos esses, que refutam a idéia de comportamentos exclusivamente auto-interessados.
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Open Desvendando a autoralidade colaborativa na escience sob A ótica dos direitos de propriedade intelectual

Open Desvendando a autoralidade colaborativa na escience sob A ótica dos direitos de propriedade intelectual

A confluência da Economia Criativa com a e-Science está no contexto de bens intelectuais intangíveis, como por exemplo: o conhecimento. A colaboração e o acesso são necessários e vitais “para a sobrevivência de todos, o acesso às tecnologias que reduzem o impacto climático, por exemplo, não só não deve ser travado por patentes, como fomentado” (DOWBOR, 2011, p. 3). Tal reflexão se fundamenta em dois entendimentos: o primeiro relaciona-se ao crescente argumento de que dados de pesquisa oriundos de pesquisa financiadas com recursos públicos devem retornar à sociedade com um bem público e acessível a todos. Contrapõe-se com os direitos proprietários garantidos aos autores, pesquisadores e inventores. É sabido que não é um movimento fácil e rápido de acontecer. A PI tem séculos de institucionalização alicerçada em sentimentos individualizados e proprietários; o segundo é a defesa da produção que exploram as ideias de justiça ambiental, no sentido econômico-sócio-cultural com novas vertentes de capitalização do intelectual que antes era pautado em um paradigma econômico proprietário.
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O papel da inovação financeira: uma abordagem empírica para volatilidade e bem-estar

O papel da inovação financeira: uma abordagem empírica para volatilidade e bem-estar

Com relação às variáveis de inovação financeira, percebe-se, claramente, sua influência no sentido de aumentar a volatilidade dos ativos, como é proposta pelo modelo microeconômico descrito na seção 4.1, no qual o aumento dos volumes negociados de opções e ADR’s geram uma alteração das alocações de crenças, aumentando a volatilidade dos retornos das ações descritas no estudo. Novamente, vale destacar que houve um aumento da magnitude da influência das variáveis de inovação financeira entre a base completa e a base para os meses entre 2014 e 2015, ao passo que se reduz a influência dos volumes das ações na volatilidade. Isto é, os volumes das opções e ADR’s passaram a ter mais influência na volatilidade das ações do que seu próprio volume 70 , aumentando-se a influência das crenças e suas respectivas realocações a partir de 2014. Vale lembrar, novamente, a piora da integração desses mercados, alinhando-se a deterioração da volatilidade a partir da má difusão das inovações financeiras.
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Alexander Gottlieb Baumgartens Ästhetik und die Desastres de la Guerra des Francisco de Goya: ein beitrag zu einer Ästhetik des Schattens

Alexander Gottlieb Baumgartens Ästhetik und die Desastres de la Guerra des Francisco de Goya: ein beitrag zu einer Ästhetik des Schattens

Walter Benjamin, Ursprung des deutschen Trauerspiels, Frankfurt a.. Spannung zwischen Hell und Dunkel am deutlichsten hervortritt. Auch der Schein hat seine Verwandtsc[r]

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Building bridges for innovation in ageing: synergies between action groups of the EIP on AHA

Building bridges for innovation in ageing: synergies between action groups of the EIP on AHA

CRD: Chronic Respiratory Diseases; EICA: European Interdisciplinary Council on Ageing; EIP on AHA: European Innovation Partnership on Active and Healthy Ageing; EU: European Union; ICT:[r]

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Resumos do V COMED DA UEA

Resumos do V COMED DA UEA

As informações foram adquiridas por meio do acesso ao prontuário do paciente na FMT-HVD.Paciente do sexo masculino, 4 anos de idade, procedente da zona rural de Manaus n[r]

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A cidade industrial - reabilitação e renovação de identidade: caso de estudo: tinturaria Petrucci

A cidade industrial - reabilitação e renovação de identidade: caso de estudo: tinturaria Petrucci

Ao longo da observação do edifício foram encontrados vários elementos que quer pela sua beleza estética, quer pelo seu papel no significado da história se achou c[r]

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Neoliberalismus, Bildungsreform, Halbbildung (Neoliberalism, Educational Reform, Semiformation)

Neoliberalismus, Bildungsreform, Halbbildung (Neoliberalism, Educational Reform, Semiformation)

Wenn Kompetenz gerade darin aufgeht, sich frei zu machen vom problematisierenden Vernunftgebrauch, von aller individualisierenden Zuwendung und Zueignung, wenn sie [r]

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