Mercúrio - Jaguaribe

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DISTRIBUIÇÃO DE MERCÚRIO NA FAUNA ESTUARINA DO RIO JAGUARIBE – CE

DISTRIBUIÇÃO DE MERCÚRIO NA FAUNA ESTUARINA DO RIO JAGUARIBE – CE

Modificações na paisagem natural aliadas às mudanças climáticas globais, alteram a hidrodinâmica da Bacia Inferior do rio Jaguaribe, possibilitando maior biodisponibilidade de contaminantes, entre eles o mercúrio (Hg). Análise das concentrações de Hg na fauna estuarina (13 espécies de peixes e 5 de invertebrados) mostraram variações nas concentra- ções de Hg relacionadas aos hábitos alimentares das espécies. Tanto entre invertebrados quanto nos peixes, as maiores concentrações foram encontradas nas espécies carnívoras. Entretanto, não foram encontradas diferenças significativas entre as concentrações médias entre peixes carnívoros e onívoros, e entre invertebrados carnívoros e filtradores, o que pode estar relacionado as características biológicas específicas, como tamanho, estado de maturação e composição da dieta.
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Bioacumulação de mercúrio no gradiente estuarino do rio Jaguaribe, CE

Bioacumulação de mercúrio no gradiente estuarino do rio Jaguaribe, CE

Amplas modificações na paisagem natural na Bacia Inferior do rio Jaguaribe, como a construção de barragens, juntamente da escassez anual de chuvas devido as Mudanças Climáticas Globais, contribuem para um maior tempo de residência das massas de água na região estuarina, possibilitando maior mobilidade e reatividade do mercúrio, proveniente de atividades antropogênicas desenvolvidas no entorno. Entretanto, apesar das pequenas cargas de mercúrio lançadas por essas atividades, as características estuarinas naturais, mudanças climáticas globais e modificações antropogênicas regionais contribuem para um aumento na produção e biodisponibilização de mercúrio para a teia trófica desse ecossistema. Logo, objetivando compreender a influência dos fatores biológicos e ambientais na variação das concentrações de mercúrio na composição faunística ao longo do gradiente estuarino do rio Jaguaribe, foram realizadas duas campanhas no ano de 2015 em cinco pontos distribuídos ao longo da região. Dois desses pontos estavam localizados na zona de influência fluvial e três na zona de influência marinha, onde foram coletadas espécies de peixes, crustáceos e moluscos para identificação, registro de dados biométricos e análise da concentração de mercúrio total presente na musculatura desses organismos. Foram coletados 830 organismos de 16 espécies, sendo nove espécies de vertebrados, composta somente de peixes ósseos (Osteichthyes, Actinopterygii) e sete espécies de invertebrados, sendo quatro de crustáceos (Decapoda) e três de moluscos (um Gastropoda e dois Bivalves). As maiores concentrações foram observadas, para os invertebrados, nos crustáceos Callinectes bocourti (Decapoda, Portunidae) (201 ng.g -1 ) e Callinectes
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BIOACUMULAÇÃO DOS METAIS MERCÚRIO E COBRE NA OSTRA DO MANGUE Crassostrea rhizophorae (Guilding, 1828) NA BACIA INFERIOR DO RIO JAGUARIBE (CE)

BIOACUMULAÇÃO DOS METAIS MERCÚRIO E COBRE NA OSTRA DO MANGUE Crassostrea rhizophorae (Guilding, 1828) NA BACIA INFERIOR DO RIO JAGUARIBE (CE)

A bioacumulação consiste na absorção de contaminantes pelos organismos a uma taxa mais elevada em relação à dessorção. No estuário do Rio Jaguaribe, atividades contaminantes como aquicultura intensiva de camarão, agricultura, pecuária e urbanização, pode contribuir para a degradação da região estuarina por meio da descarga de efluentes sem o devido tratamento, contendo metais como o cobre (Cu) e o mercúrio (Hg). O presente estudo visou utilizar a ostra do mangue, Crassostrea rhizophorae, como biomonitor desses metais ao longo da bacia inferior do Rio Jaguaribe em três pontos potencialmente sob diferentes níveis de exposição a ações antrópicas. O material analisado foi digerido em forno micro-ondas (MARS XPRESS – CEM) e a quantificação de Hg foi realizada por espectrofotometria de absorção atômica por vapor frio – CVAAS, modelo NIC RA-3 da NIPPON, enquanto que a quantificação do Cu ocorreu por espectrofotometria de absorção atômica de chama convencional, utilizando um espectrofotômetro modelo AA-6200 – Schimatzu. Os resultados mostraram as maiores médias de concentração para o Hg no Canal do Amor (51,9 ± 8,9 ng.g -1 ) e para o Cu no Ponto
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DISTRIBUIÇÃO DE MERCÚRIO, MATÉRIA ORGÂNICA, E DENSIDADE EM PERFIL DE SEDIMENTO COMO INDICADORES PALEOAMBIENTAIS DO ESTUÁRIO DO RIO JAGUARIBE – CE, NORDESTE DO BRASIL

DISTRIBUIÇÃO DE MERCÚRIO, MATÉRIA ORGÂNICA, E DENSIDADE EM PERFIL DE SEDIMENTO COMO INDICADORES PALEOAMBIENTAIS DO ESTUÁRIO DO RIO JAGUARIBE – CE, NORDESTE DO BRASIL

A densidade aparente do sedimento remete ao seu volume e peso, o que a torna uma boa indicadora da granulometria dos sedimentos presentes no estuário e da hidrodinâmica fluvial que é sensível às alterações climáticas. O aporte de sedimentos mais densos está relacionado a uma vazão fluvial suficientemente forte, agravada pela intensificação dos períodos chuvosos (Pereira et al., 2010). Por outro lado, a diminuição do fluxo fluvial para o oceano resulta na diminuição do tamanho do sedimento aportado ao estuário pode ser afetada por períodos de seca prolongados, ou até mesmo pela construção de barragens ao longo do curso do rio, como visto por Campos et al. (2000) e Molisani et al. (2006), e ambos os fenômenos podem ser observados na região semi-árida do Nordeste Brasileiro, mais precisamente na bacia do Rio Jaguaribe-CE.
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Hidroquímica do fero aluvionar do baixo Jaguaribe ItaiçabaCeará

Hidroquímica do fero aluvionar do baixo Jaguaribe ItaiçabaCeará

Entre esses poluentes mais prejudiciais estão alguns metais, que causam preocupações para o ambiente, na sua forma catiônica, devido sua larga utilização, toxicidade e distribuição: Mercúrio (Hg), Chumbo (Pb), Cádmio (Cd), Cromo (Cr) e Arsênio (As). Os metais não se degradam totalmente em compostos não tóxicos, embora possam passar a formas insolúveis e, portanto, biologicamente indisponíveis; a não ser que o processo se inverta, e voltem para as espécies mais solúveis. Os metais abrangem tanto os elementos essenciais (ex. ferro) como os elementos tóxicos, e a interação metal – compostos orgânicos podem aumentar ou diminuir a sua toxicidade nos ecossistemas aquáticos, influenciando, fortemente, o crescimento de algas na água. Quanto aos semimetais, alguns também são importantes poluentes aquáticos (ex. arsênio, selênio e antimônio) sendo de interesse especial, principalmente, o arsênio (MANAHAN, 2013; BAIRD, 2011).
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O Comportamento empreendedor dos proprietáriosgerentes das micro e pequenas empresas do setor de  de frutos e laticínios na região do Baixo Jaguaribe  CE

O Comportamento empreendedor dos proprietáriosgerentes das micro e pequenas empresas do setor de de frutos e laticínios na região do Baixo Jaguaribe CE

A partir de uma análise econômica das macrorregiões no estado do Ceará, observou-se que a região do Vale do Jaguaribe é destaque na economia cearense, tendo registrado o maior crescimento na participação do Produto Interno Bruto estadual entre os anos de 2002 a 2010 (IPECE, 2012) e, além disso, tem-se destacado como importante polo industrial, pois cresceu 46% no número de indústrias entre 2002 e 2011 (FIEC, 2014). Na microrregião do Baixo Jaguaribe, formada por 10 municípios (Palhano, Jaguaruana, Russas, Quixeré, Limoeiro do Norte, Ibicuitinga, Morada Nova, Tabuleiro do Norte, São João do Jaguaribe e Alto Santo), destaca-se a produção agrícola, ligada ao polo fruticultor irrigado da Chapada do Apodi e do Tabuleiro de Russas, e as cadeias produtivas relacionadas a esse setor, com destaque para as indústrias de beneficiamento de frutos e de leite (FIEC, 2014).
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Open “Não é a antimúsica, é a música em movimento!”: uma história do Grupo Jaguaribe Carne De Estudos

Open “Não é a antimúsica, é a música em movimento!”: uma história do Grupo Jaguaribe Carne De Estudos

Neste início de século XXI, é notável a hegemonia da cultura sobre a política – vide a miríade de expressões emanadas da gramática cultural, tais como cultura de massas, cultura política, capital cultural, multiculturalismo, entre tantas outras (FLORES, 2007, p. 86). Ao mesmo tempo, o processo de globalização forjado pelo capitalismo desde a expansão marítima europeia dos séculos XV e XVI torna cada vez mais urgente a tarefa de pensar os encontros culturais, tão recorrentes e intensos no nosso tempo. O hibridismo (ou hibridação, como alguns preferem chamar), fenômeno possível de ser observado em diversas esferas (política, econômica, social, etc.), também pode ser encontrado e analisado no plano cultural. É neste plano que utilizo esse conceito, mais especificamente dentro do campo musical. Desse modo, busquei, através de uma revisão bibliográfica de autores ligados às mais variadas disciplinas, uma compreensão inicial acerca da ideia de hibridismo cultural (BURKE, 2006; HALL, 2013; CANCLINI, 2013). Num segundo momento, avanço para a discussão sobre os hibridismos musicais (VARGAS, 2008) – os quais representam, a meu ver, uma importante chave teórica para compreender a produção musical do Jaguaribe Carne. Pensar um objeto como a música/canção popular (com o seu já mencionado caráter híbrido), ainda mais na América Latina – lugar onde as fusões e sincretismos se fazem presentes de forma intensa, nas mais variadas esferas – a partir de um conceito como o de hibridismo pode ser um exercício extremamente fecundo, na medida em que permite identificar e analisar a presença e os intercâmbios entre elementos provenientes de diversos “mundos” e tradições musicais. É, portanto, no intuito de perceber tais misturas e encontros culturais/musicais na música do Jaguaribe Carne que procedo à análise de parte da sua produção musical, lançando mão de procedimentos metodológicos que serão explicitados a seguir.
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REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA PESQUISA DO MERCÚRIO EM UMA COMUNIDADE RIBEIRINHA DO TAPAJÓS

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA PESQUISA DO MERCÚRIO EM UMA COMUNIDADE RIBEIRINHA DO TAPAJÓS

Os compostos solúveis são absorvidos pelas mucosas, os vapores por via inalatória e os insolúveis pela pele e glândulas sebáceas. O mercúrio forma ligações covalentes com o enxofre, quando entra na forma de radicais sulfidrilas. Os mercuriais interferem no metabolismo e função celular pela sua capacidade de inativar as sulfidrilas das enzimas, deprimindo o mecanismo enzimático celular. À medida que o mercúrio passa ao sangue, liga-se às proteínas do plasma distribuindo-se pelos tecidos concentrando-se nos rins, fígado e sangue, medula óssea, parede intestinal, parte superior do aparelho respiratório, mucosa bucal, glândulas salivares, cérebro, ossos e pulmões. É um tóxico celular geral, provocando desintegração de tecidos com formação de proteínas mercuriais solúveis. Em nível de via digestiva os mercuriais exercem ação cáustica responsáveis por transtornos digestivos na forma aguda (BERLIN, 1986).
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Reconfiguração socioambiental na região do baixo Jaguaribe- Ceará / ENVIRONMENTAL UPGRADE IN THE REGION OF LOW JAGUARIBE - CEARÁ

Reconfiguração socioambiental na região do baixo Jaguaribe- Ceará / ENVIRONMENTAL UPGRADE IN THE REGION OF LOW JAGUARIBE - CEARÁ

O presente trabalho tem como objetivo mostrar o desenvolvimento da criação de camarão em cativeiro (carcinicultura) na região do Baixo Jaguaribe-Ce, bem como os principais impactos socioambientais advindos do crescimento dessa atividade econômica. A região Nordeste é responsável por 92% dessa produção, sendo os principais estados produtores, pela ordem: Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Pernambuco, Paraíba e Piauí. Um dos grandes destaques do setor é o Ceará, que possui uma área cultivada de aproximadamente 6.000ha, respondendo por 30% da produção nacional. Ocupa atualmente a segunda posição entre os maiores produtores do país, sendo que a região do Baixo Jaguaribe se consolidou como o ponto nodal dessa atividade. Apesar dos inquestionáveis dividendos para a balança comercial do Estado, o cultivo do camarão em cativeiro trouxe, no seu bojo, mudanças nessa porção territorial do Ceará, promovendo significativas alterações nas relações sociais de produção e, conseqüentemente, uma nova (re)configuração socioespacial. A falta de uma política pública rígida de reoordenamento espacial das áreas que estão sendo ocupadas pela carcinicultura vem ocasionando incomensuráveis impactos socioambientais, mudanças abruptas nas relações de trabalho, proletarização dos pequenos agricultores de subsistência, expulsão de catadores de caranguejo e marisqueiras e uma crescente concentração fundiária. Não resta dúvida de que observamos que a região do Baixo Jaguaribe vem sendo alvo de um intenso processo de territorialização do capital no espaço agrário, onde o território compreendido como valor de uso está sendo apropriado, usado e corporatificado pelas empresas e instituições para a realização de uma atividade econômica que tem sua marca mais proeminente o esgarçamento do tecido social.
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Palavras-chave Mercúrio, Intoxicação por mer-

Palavras-chave Mercúrio, Intoxicação por mer-

Resumo Comunidades ribeirinhas estão expos- tas ao mercúrio devido à dieta composta por ele- vada ingestão de peixes. Com o objetivo de ava- liar os níveis de exposição na região do Tapajós, identificando também a frequência de ingestão de pescado, realizou-se um estudo em adultos resi- dentes nas comunidades ribeirinhas do município de Itaituba/PA. Foram coletadas amostras de ca- belo para a determinação de mercúrio total e da- dos de frequência semanal de ingestão de peixes. A concentração média de mercúrio total variou de 7,25µg/g (em 2013) para 10,80µg/g (em 2014), não sendo observada diferença significativa (p = 0,1436). Quanto à frequência de ingestão de pes- cado, a maioria dos indivíduos avaliados apresen- tou um alto consumo, tanto em 2013 quanto em 2014. Índices elevados de mercúrio total foram ob- servados somente naqueles com alto consumo de pescado em ambos anos. Ressalta-se a importân- cia da continuação do monitoramento dos níveis de exposição em humanos, fundamentando-se nos índices de tolerância de 6µg/g preconizado pela Organização Mundial de Saúde, e na investigação quanto ao consumo de peixes para que as estraté- gias de controle e prevenção sejam melhoradas. Palavras-chave Mercúrio, Intoxicação por mer- cúrio, Exposição ambiental
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Embolismo por mercúrio metálico: relato de caso.

Embolismo por mercúrio metálico: relato de caso.

Paciente do sexo masculino, de 29 anos de idade, natural de Divinópolis, MG, que aos 16 anos de idade (janeiro de 1988) ten- tou o suicídio injetando, no subcutâneo do antebraço esquerdo, 2 ml de mercúrio in- dustrial. Oito horas após ficou com sensi- bilidade aumentada no local, com “repu- xos” e sensação de perda da coordenação no tronco e no membro superior correspon- dente, que duraram em média três dias.

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Avaliação de contaminação por mercúrio em Descoberto - MG

Avaliação de contaminação por mercúrio em Descoberto - MG

Entre as espécies onívoras, nas amostras de Geophagus brasiliensis (Acará) encontraram-se as maiores concentrações de mercúrio, possivelmente devido a alguns hábitos dessa espécie que podem ter contribuído para a acumulação desse elemento. Esse peixe tem preferência por remansos ou margens com vegetação abundante e ingerem ampla variedade de alimentos no fundo de rio. Como o comprimento máximo que essa espécie pode atingir é de trinta centímetros (Cicco, 2008) e o maior comprimento das amostras analisadas foi de oito e meio centímetros, possivelmente concentrações mais acentuadas seriam detectadas em peixes maiores, uma vez que a concentração de mercúrio em peixes aumenta com a idade, o que pode ser avaliado pelo seu comprimento (Azevedo, 2003).
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Caracterização através de indicadores dos impactos da seca na Bacia do Alto Jaguaribe

Caracterização através de indicadores dos impactos da seca na Bacia do Alto Jaguaribe

Para caracterização de períodos de secas na bacia do alto Jaguaribe. foram coletados indicadores hidrológicos (índice de aridez e precipitação média) e[r]

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Avaliação do Efeito da Exposição a Mercúrio na Obesidade

Avaliação do Efeito da Exposição a Mercúrio na Obesidade

Sendo o mercúrio um disruptor endócrino com potencial de acumulação no nosso organismo, alguns estudos tentaram perceber se este metal pode também ser um obesogénico. No entanto, a maioria dos estudos focam-se na neurotoxicidade deste metal, tendo-se comprovado a capacidade de difusão do mercúrio através da barreira hematoencefálica e placentária, originando neurotoxicidade, tendo sido utilizado o cabelo como matriz para quantificação da concentração de mercúrio (25). Com base nas propriedades neurotóxicas do mercúrio e nas inúmeras fontes de exposição do ser humano, com maior relevância o consumo de peixe de água salgada (25), entidades internacionais, como a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (USEPA) estabeleceram um valor limiar de referência para a concentração de Hg no cabelo: 1000ng/g (26). Comparativamente a este valor, aproximadamente 39% (n=15) participantes apresentaram concentrações de mercúrio no cabelo superiores. Porém uma nova investigação europeia sugere um novo valor de concentração de mercúrio no cabelo considerado seguro para a saúde: 580ng/g (27). Em comparação com o valor anterior, cerca de 79% (n=30) dos participantes apresentaram concentrações de mercúrio superiores. Relativamente à concentração de mercúrio na urina, o valor de referência segundo a USEPA é 4-5ng/g (28), sendo que, os valores de todos os participantes foram inferiores ao de referência.
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Open O bairro de Jaguaribe na memória dos seus moradores idosos.

Open O bairro de Jaguaribe na memória dos seus moradores idosos.

Uma outra coisa de festas, né, era a festa de São Pedro, por sinal, começava por Santo Antônio. Olha a rua como é famosa, a Conceição: na Conceição existia D. Júlia, que era quase em frente a Metusael Dias [morador do bairro que, durante o período carnavalesco, fantasiava-se de rei Momo] e o dia de Santo Antônio era a grande festa que D. Júlia promovia. Eram três dias de festa de Santo Antônio. Íamos para lá todos, cantávamos, e tínhamos, no final, lanche para todos nós. Do lado de cá da [avenida] Conceição tinha essa festa que era famosa, que era a festa do São Pedro. Esta é, no imaginário da nossa cabeça... Porque, o que acontecia: era uma casa grande, era um rapaz que tinha um pouco mais de recurso e a casa dele era maior... E tinha uma coisa interessante: tinha uma grande fogueira que no final, depois do novenário, que a gente rezasse os hinos e as rezas de São Pedro, aí tinha um caboclo, que passava em cima das brasas. Era fantástico porque esse caboclo, o ano inteiro, ele vendia inhame na feira de Jaguaribe, tá? Então, como a feira, antes de ir pra onde ela é atualmente, ela entrava até a [avenida] Benjamim Constant e tinha as áreas e o inhame e a batata, esses, esses... Os tubérculos eram vendidos quase em frente lá de casa e o caboclo passava o ano todinho lá, botava chapeuzinho, era moreno, era “inturicado” assim, e quando era no dia de São Pedro, ele brilhava, porque no dia de São Pedro, o caboclo passava por cima das brasas. Então a gente esperava o ano todinho pra ver como o caboclo passava por cima das brasas, e a gente não entendia como é que ele fazia isso (Zezita, 61 anos).
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ESTUDO DA ECOLOGIA DA PAISAGEM NO ESTUÁRIO DO RIO JAGUARIBE NO LITORAL DO CEARÁ (BRASIL) NUMA PERSPECTIVA GEOAMBIENTAL

ESTUDO DA ECOLOGIA DA PAISAGEM NO ESTUÁRIO DO RIO JAGUARIBE NO LITORAL DO CEARÁ (BRASIL) NUMA PERSPECTIVA GEOAMBIENTAL

Quanto a quarta subunidade, a planície fluviomarinha, formada a partir da foz do rio Jaguaribe, pôde-se verificar que se concentra nesta faixa, áreas residenciais, a sede do Município de Fortim, de Aquiraz e o Município de canoa Quebrada, que atrai um grande número de turistas. O processo de desenvolvimento deste núcleos urbanos, originariamente vilas de pescadores, com exceção de Aquiraz que surgiu como entreposto comercial para exportação de carne de charque na época colonial, se deu de modo irregular e não planejado visando oferecer facilidades e comodidade a turistas, em alguns casos com hospedagens luxuosas construídas próximo ao mar e ao estuário do rio Jaguaribe, além de barracas de praia, as quais atualmente sofrem o risco de serem retiradas devido à ação do poder público, e passeios de "bugue" nas dunas.
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DIAGNÓSTICO DAS CONDIÇÕES HIGIÊNICO-SANITÁRIAS DO ABATEDOURO MUNICIPAL DE JAGUARIBE, CEARÁ - BRASIL

DIAGNÓSTICO DAS CONDIÇÕES HIGIÊNICO-SANITÁRIAS DO ABATEDOURO MUNICIPAL DE JAGUARIBE, CEARÁ - BRASIL

RESUMO: As condições dos abatedouros no Brasil, muitas vezes são insalubres, desta forma, a presente pesquisa obetivou verificar as condições higiênicas e sanitárias do abatedouro animal no Município de Jaguaribe, Ceará. A metodologia adotada no trabalho consistiu na realização de duas visitas ao abatedouro para a observação das condições higiênico-sanitárias e da estrutura física do local de abate animal, e em uma entrevista com o funcionário responsável pelo abate dos animais e com o veterinário. Foi verificado que as condições higiênico-sanitárias e a estrutura física do abatedouro são inadequadas, pois podem contaminar os cárneos e, além disso, ocorre o estresse do animal antes do abate. Conclui-se que as condições higiênicas e sanitárias do abatedouro estão totalmente em desacordo com as normas estabelecidas pelo Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA).
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O contingente mobilizado para a Guerra do Paraguai: as estatísticas sobre os libertos

O contingente mobilizado para a Guerra do Paraguai: as estatísticas sobre os libertos

Libertos da Casa Imperial são escravos lotados na Quinta da Boa Vista e na Mordomia da casa imperial. São escravos pertencentes à casa real, serviçais do imperador e de seus familiares. Segundo os dados de Nogueira Jaguaribe temos um total de 67 libertos da Casa Imperial. O livro de Mordomia da Casa Imperial ix registra a libertação de 129 escravos: 83 homens e 46 mulheres. Pelo livro, não é possível afirmar que o motivo da liberdade fora a convocação para a guerra, mas, dada a proximidade numérica com o levantamento oficial a hipótese de que tenham sido libertos para assentarem praça não é desprezível. Muitos deles prestavam serviços pessoais, como o escravo da nação José do Espírito Santo – assistente pessoal de Paulo Barbosa da Silva, responsável pela administração da Casa Imperial. Paulo Barbosa pedira ao conselheiro João Lustosa da Cunha Paranaguá que dispensasse da convocação este escravo por quem votava amizade e gratidão. O escravo lhe fazia falta, estava "habituado a pensar as fontes que tenho
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A bacia hidrográfica como estratégia de planejamento territorial para o  sustentável do semiárido: a Bacia do Rio Jaguaribe, Ceará  Brasil

A bacia hidrográfica como estratégia de planejamento territorial para o sustentável do semiárido: a Bacia do Rio Jaguaribe, Ceará Brasil

O trabalho põe em evidência a conveniência de adotar a Bacia Hidrográfica como parâmetro de planejamento territorial na região semiárida, ante as vicissitudes climáticas e o interesse regional de promover o desenvolvimento socioambiental. Demonstra a importância do Estado desde seu surgimento na modernidade e realça a institucionalização do Poder a partir de então, contribuindo para o aperfeiçoamento desse ambiente institucional em todo o seu território. A ideia central desenvolvida é que sendo o Estado dotado de Poder, competindo-lhe o disciplinamento dos assuntos de interesse da coletividade, dentre eles a água ou recursos hídricos, compete-lhe atentar para as diferenças regionais existentes em seu território, em particular o semiárido, promovendo ações governamentais que beneficiem a todos indistintamente. A metodologia utilizada se deu por meio de levantamento bibliográfico sobre o Estado e o ambiente institucional brasileiro, bem como do arcabouço jurídico devotado ao regime das águas ou recursos hídricos e bacias hidrográficas, confrontando essas informações com os registros históricos em torno da abordagem das políticas públicas realizadas nos períodos de estiagens e com os critérios socioeconômicos orientadores dessas políticas ou das políticas de governo nesses espaços geográficos. Tais registros demonstram que, no Ceará, cujo território é abrangido pelo semiárido em quase totalidade, onde a água possui significativo valor econômico e social, como se observa com o Rio Jaguaribe, e seu percurso permite verificar algumas dimensões conceituais desses espaços geográficos, dentre eles a territorialidade, a bacia hidrográfica é ignorada como parâmetro territorial para seu desenvolvimento socioambiental. De sorte que, sendo o Estado do Ceará localizado no semiárido e sazonalmente exposto às estiagens, a bacia hidrográfica deveria ser a unidade territorial preponderante para implementação do planejamento territorial, conciliando o desiderato legal de ser a unidade territorial para a política de recursos hídricos e inter- relacionando com outras unidades administrativas.
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Dermatite de contato por mercúrio elementar com reação a distância.

Dermatite de contato por mercúrio elementar com reação a distância.

Resumo: Apresenta-se caso clínico de dermatite de contato e reação a distância por contato com mercúrio ele- mentar. Paciente apresentou eritema, edema e vesículas após contato dérmico com mercúrio. Lesões evoluíram para placas eritematosas com pequenas áreas enegrecidas sugerindo necrose e vesículas secas. Ocorreram lesões eritematosas a distância no tórax, abdômen e face flexora do cotovelo. Dosagem de Hg na urina 36 horas após início do contato foi de 5,9μg/L, e no sétimo dia 19,6μg/L, indicando absorção através da pele inflamada. Lesões dermatológicas por contato direto por mercúrio metálico elementar devem ser esperadas em casos acidentais. Palavras-chave: Dermatite; Mercúrio; Urina
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