Modernismo (Literatura infantojuvenil) - História e crítica

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MODERNIDADE E MODERNISMO: CRÍTICA DE ARTE NO BRASIL IMPERIAL (1860-1889)

MODERNIDADE E MODERNISMO: CRÍTICA DE ARTE NO BRASIL IMPERIAL (1860-1889)

Não é nosso objetivo delinear aqui uma etimologia do termo, nem uma história do seu uso, nem muito menos pretender definir um conceito tão amplo quanto discutido, no qual quase tudo pode ser contemplado. Por uma parte, a arte da própria época pode ser qualificada de moderna em oposição à anterior; a arte moderna é a produzida também na tradicionalmente definida como Idade Moderna, sem entrar na discussão das implicações e limites desta periodização, e a inevitável ilusão, mas necessária como síntese, que nos traz; do mesmo jeito pode-se referir à arte contemporânea, moderna e pós-moderna; também, e dependendo do autor, a modernidade nasce em algum ponto histórico que divide a história da arte em clássica e moderna, relação que marca para Argan a arte europeia e americana do século XIX e parte do XX, quem situa o final do ciclo clássico no século XVIII, começando o moderno, já que, seguindo o iluminismo, nas origens da cultura moderna, o artista não imita, mas transforma e interpreta a realidade; arte moderna como inovadora, em relação à arte predominante ou oficial, com um sentido mais transgressor e político, próprio do mundo acadêmico oitocentista. Segundo Rosen e Zerner, 4 o discurso acadêmico era um instrumento de
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Os estudos sobre o corpo para além da apologia e da negação: contraposição crítica ao pós-modernismo.

Os estudos sobre o corpo para além da apologia e da negação: contraposição crítica ao pós-modernismo.

A positividade dessas análises não pode ser negada. Elas possibilitaram, entre outras coisas, a base para a crítica feminista ao caráter não necessário das relações de gênero, marcadas pela dominação da masculinidade. A feminilidade e a masculinidade tornaram-se valores e comportamentos a serem estudados não pelas ciências biológicas e médicas, mas sim pela história e antropologia, que evidenciaram seus traços construídos, históricos e transitórios que formam a base discursiva para que as diferenças sociais, econômicas e política entre os sexos, com base na anatomia corporal, acontecessem e fossem criticadas.
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A Pequena história da literatura Brasileira: provocação ao modernismo.

A Pequena história da literatura Brasileira: provocação ao modernismo.

Não por acaso esse é um dos temas centrais da Pequena história. Associan- do o ideário parnasiano ao legado cultural ibérico, Ronald de Carvalho sugere que este teria moldado não apenas a literatura, mas a sociedade brasileira como um todo desde a colonização, e sua influência se faria sentir decisiva- mente mesmo após a independência política de 1822. Essa percepção rela- tivamente aguda da questão estética só foi possível porque o autor tinha em vista um quadro de referências mais amplo, próprio ao gênero historiográfico. A denúncia do ideário parnasiano pelo grupo paulista de 1922 esteve inicialmente circunscrita ao domínio estético (cf. Paes, 1990, p. 68). No âmbito dessa vertente do modernismo, o legado cultural ibérico – encarnado na figura do bacharel – foi objeto de crítica apenas no final dos anos de 1920 e, sobretudo, ao longo da década seguinte. Sérgio Buarque de Holanda, por exemplo, referiu-se à “praga do bacharelismo” na nossa formação cultural, que condicionaria o móvel do conhecimento como fonte de distinção e destaque dos seus cultores: “De onde, por vezes, certo tipo de erudição so- bretudo formal e exterior, onde os apelidos raros, os epítetos supostamente científicos, as citações em língua estranha se destinam a deslumbrar o leitor como se fossem uma coleção de pedras brilhantes e preciosas” (Holanda, 1995, p. 165). Também Paulo Prado observava, em 1928, no Retrato do Brasil : “Ciência, literatura, arte – palavras cuja significação exata escapa a quase todos. Em tudo domina o gosto do palavreado, das belas frases cantantes, dos discursos derramados: ainda há poetas de profissão” (Prado, 1997, pp. 203-204).
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Por uma arte brasileira: modernismo, barroco e abstração expressiva na crítica de...

Por uma arte brasileira: modernismo, barroco e abstração expressiva na crítica de...

pudermos transferir para a história da liberdade, será o relato da resistência silenciosa e tenaz das escolas, dos ateliês, das pequenas revistas literárias, das entrelinhas das conferências e dos artigos, e mais o registro do golpe de mão, preciso e implacável, com que as redações amordaçaram o censor da véspera com a venda com que tinham tentado de fechar-lhes os olhos. (...) Eis que a insistência neste dogma duma arte interessada, tem na realidade, raízes num falso sentimento de superioridade. Para obrigarmos a arte a ter um interesse – e sempre o melhor interesse, o único interesse digno, é, a nosso ver, aquele mesmo por que lutamos... – para chegar a tanto, dizíamos, é preciso que acreditemos, não ter a arte nenhum interesse em si mesma. Neste ponto, ainda não nos libertamos daquela visão de arte como um brinco, precioso e agradável, mas um brinco inútil em se tratando de assuntos sérios. Nesse sentido, estamos ainda no velho jogo de acusar o abstencionismo arte pela arte, abstencionismo que – como dizia há pouco Roger Bastide – é uma posição política bem definida, representando o compromisso do artista com o conservantismo e a reação. (...) Deixemos que faça o artista a sua arte, ou o cidadão-artista a sua política. Mas (eis o que realmente importa), não acusemos uma certa arte como pouco capaz politicamente, nem demos direitinha uma mensagem para que o artista simplesmente a transponha em suas formas e cores. Lembremo-nos de que estava Picasso mergulhado em seus requintes de uma pesquisa neo-cubista, aparentemente cerebral e fria, quando traçou a síntese impositiva da guerra da Espanha, transmitindo não uma mensagem mas o próprio horror vivo da guerra atual (...) 78 .
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Ruptura ou tradição? A crítica e a literatura portuguesa em "O Estado de São Paulo" no Pré-Modernismo brasileiro: 1900 – 1911

Ruptura ou tradição? A crítica e a literatura portuguesa em "O Estado de São Paulo" no Pré-Modernismo brasileiro: 1900 – 1911

Formado em engenharia florestal, foi nomeado, em 1872, chefe do Serviço Agrícola do Instituto Geral de Agricultura, onde deu aulas de Agronomia. Iniciou, em 1883, a carreira diplomática, ocupando o cargo de cônsul de Portugal em Newcastle. Em 1897, foi nomeado cônsul de Portugal em Londres e, posteriormente, adido comercial. A partir de 1910, trabalhou no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa. Abandonou a diplomacia em 1921, aos setenta e quatro anos de idade. Colaborou em diversos periódicos nacionais e estrangeiros, versando sobre os mais diversos assuntos (história, geografia, política internacional...). Apesar de a sua obra não ter o interesse da de alguns dos seus companheiros de geração, Jaime Batalha Reis desempenhou um importante papel junto das gerações de 70 e 90, quer como interveniente nas suas atividades, quer como memorialista das suas mais importantes figuras, sobretudo Antero e Eça, cuja casa freqüentou até à morte deste, em 1900. O seu texto mais importante é o artigo que escreveu para o In Memoriam de Antero (1895), intitulado Anos de Lisboa, Algumas Lembranças, em que destaca as qualidades do grande poeta e recorda o tempo que com ele passou. No interessante prefácio às Prosas
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A ideia de cidade no pensamento europeu. Pensando com a história: indagações na passagem para o modernismo.

A ideia de cidade no pensamento europeu. Pensando com a história: indagações na passagem para o modernismo.

Dessa forma, em sua glorificação da cidade como agente civilizador, Fichte acrescentou várias dimensões novas. Em sua visão, a cidade se tornou democrá­ tica e com unitária em espírito/A cidade medieval assumiu as características socioculturais atribuídas por outros pensadores alemães — Schiller, Hölderlin e o jovem Hegel — à polis grega. Fichte fortaleceu assim a consciência de si mesma da burguesia alemã em sua luta pelo nacionalism o e a dem ocracia com um modelo concreto de sua própria história, um paraíso perdido de sua própria criação a ser recuperado. E, com ele, inimigos a combater: os príncipes e o Estado imoral. O florescimento da cidade fora “destruído pela tirania e a avareza dos príncipes, [... ] sua liberdade, pisoteada”, até que a Alemanha mergulhasse em sua maré mais baixa na época de Fichte, quando a nação sofreu a imposição do jugo napoleônico.15 Embora não desvalorizasse o papel da cidade no comércio, Fichte rejeitava, em Smith, as “teorias defraudadoras sobre [...] m anufaturar para o mercado m undial”, considerando-as um instrum ento de poder estrangei­ ro e corrupção.‘^Fichte não tinha o apreço de Voltaire pelo papel do fausto aris­ tocrático na construção da cultura urbana, nem o medo de Smith da falta de raí­ zes dos empreendedores urbanos. Ao exaltar a cidade burguesa como modelo de comunidade ética, ele introduziu padrões ideais para a crítica posterior da cida­ de do século xix como centro do individualismo capitalista*,
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"Presença" ou a contra-revolução do modernismo português: a crítica de um mito ou o mito da crítica?

"Presença" ou a contra-revolução do modernismo português: a crítica de um mito ou o mito da crítica?

Assim, quer seja em artigos de jornal, em textos académicos sobre o autor ou sobre outras temáticas, quer seja em verbetes de dicionários, prefácios, 488 ou ainda em sítios da Internet, conferências, colóquios ou encontros, sempre que se refere Lourenço, ou a “Presença”, ou o modernismo, é inevitável aludir-se ao famoso texto como se constituísse já uma inscrição sem a qual o assunto ficaria incompleto. Trata-se de uma marca quase identitária, uma associação inevitável, tal como o são, por exemplo, a ironia associada a Eça ou a desregrada pontuação ligada ao romance de Saramago. Efectivamente, e considerando a repercussão do texto, tanto nos presencistas que se sentiram directamente visados, como na crítica posterior, afigura-se mais importante ainda perceber a importância do ensaio como motor de várias leituras, isto é, gerador de uma dinâmica de reflexão em torno dos mitos da crítica, do que compreender os argumentos e contra-argumentos à tese da “Presença” como contra-revolução do modernismo. Trata-se de um texto que ficará irremediavelmente colado à figura do seu criador, dos seus re(criadores), e presença obrigatória numa história da crítica literária. No entanto, se o seu grande objectivo é desmontar ideias feitas sobre um determinado período da literatura portuguesa, não é possível esquecer que, quando se trata de ler Eduardo Lourenço, ele próprio um incansável leitor do mundo, o plano da literatura se entrecruza com os planos filosófico, simbólico e mítico, formando uma rede em que todos os componentes são igualmente importantes e decisivos para a apreensão da totalidade. Deste modo, o texto de Lourenço também poderia figurar numa hipotética História do Ensaísmo, como numa Teoria do Ensaio, ou ainda servir de referência a um estudo sobre as relações entre movimentos literários do século XX, tudo isto inserido no panorama mais vasto da História da Cultura Portuguesa. As características estilísticas da escrita lourenciana, algumas já analisadas e contextualizadas, quer a propósito dos seus ensaios, quer da sua escrita diarística, como por exemplo a metáfora, 489 marcam também presença no texto analisado e, dada a riqueza e variedade com que o escritor recria novos significados para os vocábulos existentes e até novos significantes, não seria despropositado sugerir-se a realização de um glossário ou mesmo de um dicionário lourenciano. Estariam então os seus exegetas a prestar-lhe uma justa homenagem que o colocaria ao lado do seu amado Eça, por
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Pós-Modernismo: entre a Crítica e a Ideologia.

Pós-Modernismo: entre a Crítica e a Ideologia.

Dessa maneira, de acordo com Harvey (1992, p. 294), o modernismo e o pós-modernismo podem ser compreendidos como certa condição espaço- temporal, rebentos de uma revolução nos conceitos de tempo e espaço. Segundo o argumento do autor, a despeito de seu caráter evanescente, no modernismo a uniicação histórica não está ausente, mas é capciosa; aparece na forma de um continuum abstrato e irrefreável, sob a égide do “progresso”. Enquanto os apologistas louvavam uma totalidade fragmentária e antagônica, traduzindo a crescente submissão mundial às forças da valorização do valor num avanço geral da humanidade, para muitos artistas inconformistas – reacionários ou revolucionários - tratava-se de romper com esse continuum ideológico e perverso de assalto, num átimo, jogando por terra as expectativas conciliadoras e as veleidades de harmonização; e isso apontando ou não para um rearranjo social sob outras bases (num retorno a uma mítica comunidade desfeita, primitiva ou aristocrática, ou na construção de uma formação social sem clivagens de classe). Nesse sentido, Harvey (1992, p. 256) propõe que “[...] a oposição entre o Ser e o Vir-a-Ser é central na história do modernismo. É preciso vê-la em termos políticos como uma tensão entre o sentido do tempo e o foco do espaço”, levando a resultados permanentemente mutáveis, imersos no torvelinho da acumulação.
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MACUNAÍMA: FICÇÃO – HISTÓRIA – CÂNONE [A CRÍTICA DA CRÍTICA]

MACUNAÍMA: FICÇÃO – HISTÓRIA – CÂNONE [A CRÍTICA DA CRÍTICA]

Ele foi o modernista brasileiro que mais participou da discussão sobre a arte moderna, da criação de uma poética modernista, da articulação e propagação do movimento. Só na década de 20 teve artigos publicados em revistas de cunho ideológico e político bem distintos, assim como naquelas que reuniam os modernistas, independente do grupo a que pertenciam: foi colaborador assíduo de Papel e Tinta (1920), revista dos modernistas paulistas; teve participação na Ilustração Brasileira (1920) e na Revista do Brasil (1920), ambas no Rio de Janeiro; fez parte do grupo de Klaxon (1922), revista modernista de São Paulo; em 1924, teve textos publicados na Estética, revista do modernismo carioca; colaborou com A Revista de Belo Horizonte, em 1925; no ano seguinte, passa a colaborar também na Revista de Antropofagia, na Revista do Brasil e na Terra Roxa e outras Terras; em 1927, colabora também com a revista Verde de Cataguases; enfim, termina os anos 20 exercendo sua presença no meio intelectual e artístico, não só em São Paulo como nos principais centros do Brasil 184 .
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Modernismo e nacionalismo

Modernismo e nacionalismo

Se não devemos associar António Ferro ao fulgor do Modernismo português, podemos seguramente associá-lo à vaga fascista que varria a Europa, que culminaria alguns anos mais tarde com o longo domínio do Estado Novo. Nos anos 20 destacou-se no jornalismo e cosmopolitismo: no Brasil participa da Semana de 22 em São Paulo. Ferro participa do movimento modernista brasileiro junto de Sérgio Milliet, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Manuel Bandeira, fazendo conferências em várias cidades e escrevendo artigos para a revista “Klaxon” revista modernista da época.
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Traduzir o Brasil Literário: história e crítica

Traduzir o Brasil Literário: história e crítica

concisa da literatura brasileira de Alfredo Bosi, que divide a literatura brasileira em “antes e depois da vida colonial”. É de fato a primeira obra que se refere à “condição colonial” do Brasil, alegando que a questão das origens da literatura brasileira deve ser reformulada a partir de um exemplo colonial de vida e de pensamento. Ele define a colônia como o objeto de uma cultura, como “o outro” em relação à metrópole: no caso do Brasil, seria a terra a ser ocupada, o pau-brasil a ser explorado, a cana de açúcar a ser cultivada, o ouro a ser extraído; resumindo, a matéria-prima a ser exportada. A aculturação de um povo, segundo Bosi, “se traduziria, afinal, em sujeitá-lo ou, no melhor dos casos, adaptá-lo tecnologicamente a certo padrão tido como superior”. Ainda na concepção de Bosi, a colônia deixa de ser apenas objeto quando se torna sujeito de sua própria história. Essa passagem de um estado ao outro, diz ele, é o resultado de um lento processo de aculturação dos portugueses e dos negros com relação à terra e às raízes nativas. Esse processo colonial se estendeu por três séculos, durante os quais foram formadas ilhas sociais, como a da Bahia, de Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, que dariam à colônia uma fisionomia de arquipélago cultural.
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POR FORA DO PRÉ-MODERNISMO

POR FORA DO PRÉ-MODERNISMO

Na conjuntura do Pré-modernismo brasileiro, há histórias de exclusão que se confundem com a própria história do período. Sabe-se que o Pré-modernismo é um período da historiografia literária brasileira que se encontra ainda repleto de obscuras interpretações que estão longe de torná-lo consenso. Outras literaturas nacionais não compreendem o período inicial do século XX como pré-modernista. França, Inglaterra e Portugal, para citarmos os necessários, vivem uma extensão simbolista que desemboca no Modernismo de inclinação futurista. Portugal, especialmente, vê chegar o seu quinhão modernista em 1915 em plena vigência pré-modernista brasileira.
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Pré-Modernismo

Pré-Modernismo

“Chamava-se João Teodoro, só. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João [r]

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Retribuição e história: para uma crítica do sistema penitenciário

Retribuição e história: para uma crítica do sistema penitenciário

Nesta perspectiva, se realiza no primeiro capítulo uma análise entre o sistema carcerário e a sociabilidade, buscando verificar na história e em diversos autores as fundamentações que, a partir das estruturas capitalistas, justificam o sistema prisional, procurando pesquisar na realidade das relações sociais um adensamento do debate sobre o crime, a criminalidade e a retribuição. O fato a se inteirar é exatamente a internalização plena dos pressupostos axiológicos do capital em sua forma mais global, capaz mesmo de colocar a própria existência do ser em campanha para atender as bases citadas, verificando o adensamento de um suposto individualista que opera neste construto, negando a coesão social, fundamentado na filosofia moderna que tem preconizado a liberdade individual ilimitada. Esse padrão entra em colapso, possibilitando assim que tais supostos de apartamento social concorram para assentar ações de extrema barbárie no cotidiano do cárcere e nas relações da sociedade extramuros.
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História crítica e ideologia: um estudo de caso.

História crítica e ideologia: um estudo de caso.

APRSSEHTAglO DESENVOLVIMEIT!] CONCLUSSO BIBLIOGRAEIA... MARIA DE LOURDES CAMPOS..[r]

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Breve história da crítica da Literatura Latina

Breve história da crítica da Literatura Latina

na da Antiguidade. Principia pelas leituras biográficas do século dezenove e primeira metade do vinte e passa a discutir a alteração radical que se seguiu, a partir de Allen (1950) que, com base na arquitetura poética que permeia esses poemas, os via como construções ficcionais absolutas. Entretanto, após o radicalismo dessa crítica anti- biografista, uma terceira possibilidade está sendo estudada atualmente: se o poeta dá seu próprio nome ou utiliza o nome de personagens historicamente identificáveis, isto deve ser considerado como um elemento extra ao iocus poético – ele, o poeta, está intencionalmente tornando as fronteiras entre a res ficta e a verdade histórica indistintas. Assim, a parte final do artigo discutirá as implicações dessa nova visão sobre os gêneros poéticos e historiográficos.
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A história e as coisas : crítica da história, coleção e história da arte no materialismo de Walter Benjamin

A história e as coisas : crítica da história, coleção e história da arte no materialismo de Walter Benjamin

com o que percebeu ser a tradução dentro da prática da história da arte de sua própria crítica, Benjamin subsequentemente escreveu uma resenha do volume, a qual submeteu para publicação no Frankfuter Zeitung (...)”, versão que fora recusada. Através de Linfert, Benjamin descobriu as motivações da recusa: a “(…) inabilidade em compreender sua crítica sobre o formalismo de Wölfflin e falta de familiaridade com o trabalho de Riegl que tornou ininteligível a crítica de Benjamin à história universal, o privilégio do foco micrológico da monografia e sua ênfase no caso marginal. Eles simplesmente não puderam compreender, como Linfert explica, que Benjamin concordava com o afastamento de Wölfflin de um relato anedótico, biográfico e, em grande medida, sentimental na prática da história da arte e indo em direção a um estudo visual, mas, ao mesmo tempo, criticava a tendência cada vez mais formalista de Wölfflin, poque ele falhou ao pensar sobre as apostas epistemológicas da mudança formal (...)”. Benjamin reescreve a resenha com a esperança de que “graças a atenuação de várias seções e de citações de várias autoridades” desapareça a resistência em publicá-la, o que se realiza na edição de 30 de julho de 1933, na seção literária do Frankfurter Zeitung. “A resistência que ‘Estudo rigoroso da arte’ encontrou antes de sua publicação é, com certeza, altamente indicativa, um verdadeiro barômetro da radicalidade das posições teóricas de Benjamin na época. Além disso, a disponibilidade de ambas versões do texto provém uma oportunidade incomum de examinar as sutilezas do cálculo retórico de Benjamin em funcionamento em suas bem sucedidas revisões estratégicas de sua primeira versão rejeitada”. cf. LEVIN, Thomas Y. op. cit., pp. 81-82. (tradução nossa)
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Breve história da educação: uma abordagem crítica

Breve história da educação: uma abordagem crítica

A ideia do envolvimento entre essas duas instância (educação e trabalho) é posta por Saviani em diversos tem- pos e teorias ao longo da história. Desde Aristóteles, que como posto pelo autor, levantava a proposta — inclusive apontada como sendo a mais difundida — da racionalidade como sendo aquilo que diferencia o ser humano dentre todos os animais. O autor concluía assim educação e trabalho — ações derivadas da capacidade de pensar, ou seja, secundárias — como com - ponentes humanos “em caráter acidental, e não substancial”, visto que a racionalidade é que teria o caráter de essência.
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Para uma história e teoria crítica do Rap em Portugal

Para uma história e teoria crítica do Rap em Portugal

154 É uma derivação do termo gangster, representa a vertente mais extrema do RAP, e é usualmente difundida associada a algum vernáculo. Este subgénero desenvolveu-se durante a década de 1980 nos subúrbios dos EUA, tendo como um dos pioneiros o rapper Ice-T. Mais tarde, seria popularizado por grupos como N.W.A., Eazy-E, Tupac Shakur, Snoop Dogg, X-Raided, entre outros. O realizador Spike Lee chegaria a censurar este subestilo dentro do RAP, por considerar que o mesmo incentivava a ignorância dos negros americanos e a sua história. Os rappers que cultivam este estilo, por sua vez, alegam que as suas letras não falam de nada além da realidade vivida nas periferias e procuram, através das mesmas, chamar a atenção das autoridades. Em Portugal, hoje, este estilo tem dezenas de seguidores e praticantes, que lançam as suas produções na internet, acumulando milhões de visualizações.
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MODERNISMO–1ªfase11

MODERNISMO–1ªfase11

• Entre os principais nomes dessa primeira fase do Modernismo, que continuariam a produzir nas décadas seguintes, destacam-se Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Antônio de Alcântara Machado, além de Menotti del Picchia, Cassiano Ricardo, Guilherme de

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