Modos de variabilidade de precipitação

Top PDF Modos de variabilidade de precipitação:

Modos de variabilidade das precipitações no Estado de São Paulo : conexões locais, regionais e remotas

Modos de variabilidade das precipitações no Estado de São Paulo : conexões locais, regionais e remotas

Diversos estudos utilizam a distribuição gama como ferramenta para compreensão da variabilidade temporal e espacial da pluviosidade. Ben-Gai et al. (1998) recorrem à distribuição de probabilidades para avaliar mudanças no longo prazo dos padrões da distribuição da pluviosidade em Israel; essa análise consistiu na comparação da evolução dos parâmetros de forma e de escala ao longo de um período de 60 anos, tendo os autores concluído que as mudanças observadas em sua área de estudo, como a diminuição da aridez e o aumento das precipitações consideradas extremas, decorreram de fatores regionais de circulação atmosférica. De forma análoga, para o Chipre, Michaelides et al. (2009) promovem uma investigação sobre a variabilidade anual da precipitação baseada na análise dos parâmetros da distribuição gama em um período que se estendeu de 1917 a 2006. O principal objetivo esteve em identificar se a natureza da variabilidade das chuvas poderia ser respondida pelos fatores geográficos locais, ou se estava – como foi concluído – ligada a variações atmosféricas em escalas regionais e globais.
Mostrar mais

149 Ler mais

A DINÂMICA CLIMÁTICA E A VARIABILIDADE DA PRECIPITAÇÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO: O ÍNDICE DE PRECIPITAÇÃO E O ÍNDICE DE PRECIPITAÇÃO CONCENTRADA

A DINÂMICA CLIMÁTICA E A VARIABILIDADE DA PRECIPITAÇÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO: O ÍNDICE DE PRECIPITAÇÃO E O ÍNDICE DE PRECIPITAÇÃO CONCENTRADA

A topografia acidentada confere à Região Sudeste do país, os maiores contrastes morfológicos do Brasil: relevo com predomínio de 500 a 800 metros em São Paulo e 500 a 1200 metros em Minas Gerais e a presença de vales muito amplos e rebaixados, como o do São Francisco, Jequitinhonha, Doce, Paraíba do Sul, Paranaíba, Grande e Paraná. Sobre estas superfícies estão numerosas serras onde são comuns níveis entre 1200 e 1800 metros, como na Serra do Espinhaço, da Mantiqueira e do Mar (NIMER, 1989). Além dos fatores estáticos, é importante obter conhecimento e estruturar análises a respeito dos fatores dinâmicos, ou seja, dos mecanismos atmosféricos. Ambos os fatores, estáticos e dinâmicos interagem entre si provocando alterações nos modos de vida dos indivíduos. O sul da Região Sudeste do Brasil, onde localiza-se o estado de São Paulo, é afetado pela maioria dos sistemas sinóticos que atingem a Região Sul do país, com algumas ressalvas em termos de intensidade e sazonalidade dos sistemas (NERY et al. 2004). Um exemplo desses sistemas sinóticos são os cavados invertidos, que provocam condições de tempo moderado no estado de São Paulo, especialmente durante o inverno (FERNANDES et al. 1994).
Mostrar mais

10 Ler mais

ANÁLISE DA VARIABILIDADE TEMPORAL DA PRECIPITAÇÃO NO SERTÃO SERGIPANO: UMA AVALIAÇÃO DAS PERDAS NAS SAFRAS DE

ANÁLISE DA VARIABILIDADE TEMPORAL DA PRECIPITAÇÃO NO SERTÃO SERGIPANO: UMA AVALIAÇÃO DAS PERDAS NAS SAFRAS DE

A aplicação do Índice de Anomalia de Chuva (IAC), no sertão sergipano para a quadra chuvosa no período de 1978 a 2007 é mostrada na Figura 3. Os valores do IAC na região durante a quadra chuvosa não apresentaram uma tendência significativa na série, onde anomalias negativas, como anos de 1983, 1993, 2003 e 2007 (eventos de El Niño), são balanceadas por anomalias positivas, como nos anos de 1985, 1988, 1989 e 1996 (eventos de La Niña). Fenômenos ENSO são importantes indicadores dos modos de variabilidade das precipitações nas microrregiões do semi-árido Sergipano. A Figura 3 mostra com clareza que as perdas nas safras de 2002-2003 a 2007-2008 estiveram altamente associadas aos déficits de precipitação na quadra chuvosa destes anos, com exceção do ano de 2006, que apresentou anomalias positivas do IAC.
Mostrar mais

5 Ler mais

O regime de precipitação da região da Amazônia e sua relação com fenômenos de variabilidade climática

O regime de precipitação da região da Amazônia e sua relação com fenômenos de variabilidade climática

De acordo com as hipóteses de Milutin Milanković, propostas em 1920, o clima do planeta Terra sofre influência de parâmetros orbitais, como: obliquidade, precessão e excentricidade. Estes parâmetros são responsáveis por alterar a quantidade de radiação que chega à Terra. Dessa forma, os padrões climáticos observados na Terra, surgem da interação de forçantes externas (radiação solar) e internas, como modos de variabilidade climática, frutos de interações não-lineares entre outros componentes do sistema climático (HARTMANN, 1994). Esses padrões são também entendidos como variabilidade natural do clima da Terra. Os principais modos de variabilidade climática atuantes no globo são: ENSO, Atlantic Multidecadal Oscillation (AMO), Pacific Decadal Oscillation (PDO) e North Atlantic Oscillation (NAO). No entanto, são o ENSO e o Atlântico Norte os principais moduladores do clima na América do Sul (SATYAMURTHY; NOBRE; SILVA DIAS, 1998).
Mostrar mais

62 Ler mais

Análise da variabilidade da precipitação sobre o Brasil tropical via um índice intrassazonal multivariado

Análise da variabilidade da precipitação sobre o Brasil tropical via um índice intrassazonal multivariado

podem ser divididos em três etapas. Na primeira etapa houve a elaboração de um ín- dice multivariado intrassazonal para o Brasil Tropical, por meio da aplicação da análise de máxima covariância, associada à projeção dos modos dominantes em eixos orto- gonais. Desta forma, é possível caracterizar os padrões resultantes em oitos fases, cujas composições representam a evolução da intrassazonalidade sobre a região de estudo. Na segunda etapa foi realizada uma avaliação da sensibilidade dos modelos do Coupled Model Intercomparison Project Phase 5 (CMIP5) à variabilidade semanal de precipitação durante os meses de verão e outono austral. Dos dezesseis mode- los avaliados, observou-se que apenas seis destes foram capazes de representar de forma significativa o padrão de precipitação e dentre estes o modelo MRI-CGCM3 foi o que obteve o melhor resultado. A terceira etapa consistiu na aplicação da metodologia empregada na etapa 1 no modelo que melhor representou o padrão de precipitação, encontrado na etapa 2, ou seja no MRI-CGCM3. De maneira geral, notou-se que este modelo é capaz de representar bem o padrão espacial e o ciclo evolutivo da variabi- lidade intrassazonal, entretanto do ponto de vista regional, ainda há necessidade de melhorias na representatividade dos sistemas associados a esta frequência.
Mostrar mais

114 Ler mais

Variabilidade, distribuição e concentração da precipitação na bacia hidrográfica do rio Paraná

Variabilidade, distribuição e concentração da precipitação na bacia hidrográfica do rio Paraná

. Os fenômenos meteorológicos de maior incidência são a Zona de Convergência Intertropical e a Frente Polar Atlântica, atuando em consonância com a massa Tropical atlântica, no inverno e com a massa Tropical continental e massa Equatorial continental, no verão; no extremo sul, as chuvas são mais uniformes e bem distribuídas ao longo do ano, com elevada concentração diária, que pode esconder extremos de precipitação e acarretar situações de desastres, como inundações e deslizamentos de terra. O principal fenômeno meteorológico atuante nessa área da bacia é o El Niño-Oscilação Sul, responsável pelas elevadas anomalias positivas de precipitação encontradas. Além do El Niño, o regime de chuvas no sul da bacia hidrográfica do rio Paraná está condicionado, no verão, pela incidência da massa Tropical atlântica e massa Tropical continental; no inverno, pela massa Polar atlântica. O setor mais central da bacia se consubstanciou como uma região de transição, que sofre influência das massas de ar e dos sistemas sinóticos incidentes nas áreas circundantes, como a Frente Polar Atlântica, a massa Polar atlântica e massa Tropical atlântica. Essa área apresentou, em todas as análises, precipitação dentro da “normal” climatológica esperada, com chuvas distribuídas de acordo com as estações do ano, isto é, inverno frio e seco e verão quente e úmido. O trimestre dezembro, janeiro e fevereiro foi o que concentrou mais dias com chuvas e as maiores médias de precipitação pluvial diária, seguido pelo trimestre setembro, outubro, novembro. Em junho, julho e agosto, as médias de precipitação pluvial diária foram mais baixas e os dias com chuva quase inexistentes. A estimativa da variabilidade da precipitação na bacia hidrográfica do rio Paraná foi eficiente e evidenciou a importância do regime das chuvas como um parâmetro físico necessário na organização do espaço, uma vez que interfere, direta ou indiretamente na viabilidade do desenvolvimento das atividades humanas e nos modos como os indivíduos organizam sua própria vida.
Mostrar mais

176 Ler mais

Análise da variabilidade da precipitação pluvial na bacia do rio Paranapanema, em diferentes escalas

Análise da variabilidade da precipitação pluvial na bacia do rio Paranapanema, em diferentes escalas

Segundo Da Silva (2009), com o emprego de índices climáticos, por exemplo, o Índice de Anomalia de Chuva (IAC), pode-se desenvolver um sistema de acompanhamento das características dos períodos secos ou chuvosos, com informações anuais, sazonais ou mensais. Os índices climáticos facilitam conhecer a climatologia de uma região e verificar os impactos que o clima global causa sobre a distribuição pluviométrica local, ou seja, a regionalização da precipitação para determinado local. Um ponto crucial no emprego do IAC, bem como qualquer outro índice, reside na escolha do patamar a ser estabelecido para a definição de um período de seca. Esse patamar é, de modo geral, escolhido arbitrariamente. Já a escolha do patamar para a separação entre anos secos e úmidos não deve ser arbitrária, mas deve ser escolhido com base no conhecimento climático da região, na análise das características dos períodos históricos de secas e das correspondentes consequências à população e ao meio ambiente atingido. Esses efeitos dependem, por sua vez, da infraestrutura hídrica existente, isto é, variam com o tempo (DA SILVA, 2009).
Mostrar mais

117 Ler mais

Variabilidade da precipitação na Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão/SC de 1946 a 2006

Variabilidade da precipitação na Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão/SC de 1946 a 2006

Neste trabalho, caracterizamos a distribuição espaço-temporal da precipitação pluviométrica na bacia do Rio Tubarão e Complexo Lagunar no período de 1946 a 2006, e mostramos a suscetibilidade da região aos eventos extremos. Ilustramos aqui as condições atmosféricas da inundação catastrófica de março de 1974, que ceifou 199 vidas. Apresentamos a variabilidade climática da precipitação em relação aos fenômenos atmosféricos de grande escala e na escala regional, bem como a alteração do uso e ocupação da terra e a ocorrência de chuva ácida na cidade de Tubarão. A precipitação regional foi representada por seis estações pluviométricas com séries de dados de sessenta anos, analisadas sazonal e anualmente. Os resultados indicaram a tendência no incremento da chuva e do número de dias chuvosos, principalmente no verão e primavera. A precipitação total anual foi transformada em índice padronizado que permitiu compará-la ao índice da Oscilação Decadal do Pacífico (ODP), demonstrando uma correlação bem definida na fase fria (1946-1976) da ODP, quando os totais diminuíram, e na fase quente (1977-1998), quando aumentaram. O pH da chuva na cidade de Tubarão, de novembro de 2006 a dezembro de 2007, apresentou valor médio de 4,77, indicando ser ácida. Os dois eventos extremos de pH foram analisados, demonstrando-se a influência das massas de ar e demais sistemas atmosféricos atuantes na concentração e dispersão dos poluentes. A caracterização regional, demonstrada pelo aumento da população, do número de veículos, do rebanho bovino, suíno e de aves, das instalações de usinas geradoras de energia elétrica e da área utilizada pela orizicultura, sugere que essas atividades tenham participação na alteração do regime pluviométrico, principalmente em Tubarão. A implementação e aumento das várias atividades sócio-econômicas regionais alteraram as condições ambientais, que se refletem na atmosfera, promovendo-lhe a poluição, podendo tornar mais frequentes nevoeiros e precipitações. Conhecer e compreender as variabilidades e mudanças no regime da precipitação é fundamental para um planejamento de longo prazo, visando à qualidade de vida de toda a população.
Mostrar mais

207 Ler mais

Estudo da variabilidade anual e intra-anual da precipitação na região Nordeste do Brasil.

Estudo da variabilidade anual e intra-anual da precipitação na região Nordeste do Brasil.

A posição mais ao sul da Zona de Convergência Intertropical, nos meses de março a abril, provoca acumulados signiicativos de precipitação, e atinge sua posição mais ao norte nos meses de agosto e setembro, no período mais seco do norte do Nordeste (Graef e Haigis, 2001). Por outro lado, Chaves (1999), com base em dados diários de precipitação, dados da reanálise do NCEP e dados de TSM, observou que as anomalias positiva e negativa de precipitação sobre o sul do Nordeste são associadas, respectivamente, às fases positiva e negativa do fenômeno ENSO. E, ainda, que essa associação pode se dar diretamente através da variação zonal da célula de Walker ou indiretamente através dos efeitos desta variação sobre as condições atmosféricas da região Amazônica, ou ainda através de teleconexões. O padrão chuvoso está associado à intensa convecção sobre o leste da Amazônia e deslocamento da alta da Bolívia (AB) para leste, escoamento em baixos níveis da Amazônia para o sul do Nordeste e intensiicação dos alísios de nordeste sobre a costa setentrional da América do Sul. No padrão seco veriica-se a AB a oeste da sua posição climatológica, escoamento em baixos níveis direcionado da Amazônia para latitudes ao sul e enfraquecimento dos alísios de nordeste sobre a costa norte da América da Sul (Chaves, 1999).
Mostrar mais

10 Ler mais

Associação da variabilidade da precipitação pluvial em Santa Maria com a Oscilação Decadal do Pacífico.

Associação da variabilidade da precipitação pluvial em Santa Maria com a Oscilação Decadal do Pacífico.

posteriores vieram a caracterizar as fases quentes e frias no  Oceano  Pacífico  Norte  como  “Oscilação  Decadal  do  Pacífico  (ODP)”,  descoberta  a  partir  de  trabalhos  feitos  sobre  a  variação  das  populações  dos  peixes  no  Pacífico  Norte  (Mantua  et  al.,  1997).  Os  dados  mensais do índice da ODP (IODP) foram calculados  inicialmente  por  Mantua  et  al.  (1997),  obtidos  por  meio da primeira componente principal das anomalias de TSM do Pacífico Norte acima de 20º N, disponíveis  em Joint Institute for the Study of the Atmosphere and  Ocean (2010). Estes valores do IODP levam em conta  as anomalias de TSM do Oceano Pacífico Norte, onde a  média mensal global das anomalias de TSM é removida,  para separar este padrão de variabilidade de qualquer  sinal de “aquecimento global” que possa estar presente  nos  dados.  A  Oscilação  Decadal  do  Pacífico  ocorre  com  duas  fases  (fria  e  quente),  em  uma  grande  área  da Bacia do Pacífico. Na fase fria, ocorrem anomalias  negativas da TSM no Pacífico Tropical e positivas no  Pacífico Extratropical, nos dois hemisférios, enquanto,  na fase quente, as alterações da TSM são opostas, com  anomalias  positivas  no  Pacífico Tropical  e  negativas  nas  duas  regiões  do  Pacífico  Extratropical  (Mantua  et  al.,  1997).  Durante  o  século  20,  foi  identificada  uma  fase  fria  (1947–1976)  que  separou  duas  fases  quentes (1925–1946 e 1977–1998) da ODP (Mantua &  Hare, 2002). O período anterior a 1925 não está bem  definido  quanto  à  ODP  (Mantua  &  Hare,  2002),  e  o  período após 1998 ainda é curto para ser caracterizado  quanto à ODP, mas há uma expectativa crescente de  que  possa  ser  uma  nova  fase  fria  (Joint  Institute  for  the Study of the Atmosphere and Ocean, 2009; Molion,  2009). Como a ODP e o ENOS caracterizam anomalias  da TSM do mesmo oceano, e como o sinal do ENOS  sobre as chuvas no Sul do Brasil se dá por alterações na  circulação geral da atmosfera, pelo deslocamento das  células de circulação de Walker e de Hadley (Grimm  et  al.,  1998,  2000;  Cunha,  1999;  Garcia  &  Kayano,  2008),  a  hipótese  deste  trabalho  é  a  de  que  a  ODP  pode explicar parte da variabilidade interdecadal da precipitação em locais onde o ENOS explica parte da  variabilidade interanual da chuva.
Mostrar mais

9 Ler mais

Impacto dos principais modos de variabilidade climática na potência eólica em Portugal

Impacto dos principais modos de variabilidade climática na potência eólica em Portugal

Foram apresentados os impactos de alguns modos de circulação na intensidade e direção do vento em vários locais (através de medições em estações meteorológicas) bem como na expectável produção com turbinas eólicas típicas. Neste trabalho, apesar dos locais com medições estarem dispersos por Portugal Continental, as condições atmosféricas que se verificam numa estação podem não ser representativas dos locais onde na realidade existem parques eólicos. Dos locais analisados, alguns são mais propícios de exploração eólica do que outros. Verifica-se também uma variação de amplitude das relações encontradas entre a circulação atmosférica e a produção eólica no contexto da produção eólica em Portugal. Como alternativa, é possível aferir o impacto dos modos de variabilidade na própria produção de energia eólica em Portugal à semelhança do que foi feito para Espanha (Jerez et al., 2013). Isto é possível através de dados reais de produção eólica que foram possíveis obter. O período em análise começa em Outubro de 2007 e termina em Março de 2014, constituindo assim uma amostra de 7 Invernos, estação à qual se restringe a avaliação.
Mostrar mais

63 Ler mais

Estudo da variabilidade da precipitação das capitais do Nordeste do Brasil por meio de Transformada Wavelet

Estudo da variabilidade da precipitação das capitais do Nordeste do Brasil por meio de Transformada Wavelet

O estudo sobre o clima vem crescendo constantemente no decorrer dos últimos anos e a precipitação é uma das variáveis em destaque para essa finalidade. Neste estudo levando em consideração as dimensões territoriais e as distinções físico-climáticas existentes entre os estados do Nordeste Brasileiro (NEB), objetiva-se estudar as oscilações da precipitação no NEB, no período de 1961 a 2010, tendo como referência as médias mensais das capitais da região. Para tanto, inicialmente foi feita a descrição dos principais sistemas meteorológicos geradores de chuva na região e em seguida a análise dos dados com o auxílio da estatística descritiva, bem como a divisão dos nove estados em três grupos homogêneos com o auxilio da análise de agrupamento (cluster), para assim poder observar as séries temporais. Partindo dessas questões, fez-se uso da Transformada Wavelet (TW), a qual se apresenta como ferramenta eficaz na obtenção da variabilidade periódica num dado recorte temporal dos elementos meteorológicos, visando detectar alterações no padrão da precipitação. Os resultados são apresentados a partir das TW, a fim de visualizar as oscilações da precipitação, assim como a escala e o período para as capitais do NEB, observando que é possível estudar a chuva da região pela ferramenta. Nos resultados encontrados, pode-se observar que Maceió, Salvador e Aracajú são cidades com padrões de chuva semelhantes, assim como, João Pessoa, Natal e Recife, formando outro grupo e um terceiro grupo constituído por Fortaleza, Teresina e São Luís, com características semelhantes no padrão de chuva, corroborando com trabalhos da literatura, que mostram grupos com alta similaridade. E tais resultados possuem importância nos estudos climáticos, pois são obtidos por meio de um método que se utiliza de representações de tempo e frequência de forma simultânea e precisa, permitindo a análise de qualquer serie temporal, concluindo que é possível estudar a precipitação de um recorte temporal por meio da TW.
Mostrar mais

61 Ler mais

Variabilidade temporal da precipitação mensal e anual na estação climatológica de Uberaba-MG.

Variabilidade temporal da precipitação mensal e anual na estação climatológica de Uberaba-MG.

As melhores classes de quali- dade do crisântemo foram obtidas com a suspensão da adubação, quando 60% das inflorescências apresenta- vam-se abertas e com reposição integral da água co[r]

7 Ler mais

VARIABILIDADE DA PRECIPITAÇÃO E DO NÚMERO DE DIAS COM CHUVAS DE DUAS CIDADES DISTINTAS DA PARAÍBA

VARIABILIDADE DA PRECIPITAÇÃO E DO NÚMERO DE DIAS COM CHUVAS DE DUAS CIDADES DISTINTAS DA PARAÍBA

Observa-se, a partir da Figura-2, que em primeira análise há uma correlação linear positiva entre o total de precipitação e o número de dias com chuvas, de modo que o coeficiente de correlação apresenta maior magnitude na cidade de João Pessoa (r = 0,7974) que em Campina Grande (r = 0,7604). Os baixos valores do coeficiente de determinação (r 2 ), parâmetro utilizado para saber o grau de ajustamento do modelo estatístico aos dados coletados, indica que a equação da reta de regressão não representa significativamente a relação existente entre as variáveis de estudo. A fim de se obter um melhor ajuste, deve-se utilizar uma maior amostra de dados, com o intuito de verificar se o modelo mais eficaz a ser empregado é realmente o linear, além de serem aplicados critérios mais minuciosos para a coleta e tratamento das informações na busca de minimizar os erros amostrais.
Mostrar mais

10 Ler mais

Depois da tempestade não vem a bonança : uma reflexão em torno da variabilidade da precipitação no Porto (Serra do Pilar)

Depois da tempestade não vem a bonança : uma reflexão em torno da variabilidade da precipitação no Porto (Serra do Pilar)

A análise dos registos seculares de precipitação na estação climatológica de Porto-Serra do Pilar evidencia que a desorganização do ritmo intra e interanual das precipitações tem, aparentemente, vindo a sofrer modificações substantivas. Os anos de 2000/2001, 2004/2005 e, este que actualmente vivemos – 2006/2007 – ilustram-nos como a alternância parece cada vez mais ocorrer entre contextos pluviométricos extremos. Depois do Outono/Inverno chuvoso de 2000/2001, assistimos a um 2004/2005 de seca extrema e já estamos, em 2006/2007, a observar totais diários e mensais de precipitação muito elevados e pouco frequentes. Ao constatar estas manifestações recorrentes da variabilidade que sabemos ser intrínseca ao clima queremos procurar entender porque é que ela continua a surpreender decisores e cidadãos.
Mostrar mais

7 Ler mais

TENDÊNCIA DE TEMPERATURA NA SUPERFÍCIE DO MAR NOS OCEANOS ATLÂNTICO E PACÍFICO E VARIABILIDADE DE PRECIPITAÇÃO EM PERNAMBUCO.

TENDÊNCIA DE TEMPERATURA NA SUPERFÍCIE DO MAR NOS OCEANOS ATLÂNTICO E PACÍFICO E VARIABILIDADE DE PRECIPITAÇÃO EM PERNAMBUCO.

Assim como todos os outros municípios, Serra Talhada também teve seus níveis de precipitação (Figura 11) alterados pela ocorrência de El Niño e Fase positiva do dipolo do Atlântico, apresentando um longo período com chuvas abaixo da média em 1951 a 1960. Neste mesmo período ocorreu em 1951 e 1953 El Niño fraco e fase positiva do dipolo, no entanto a situação mais extrema foi no ano de 1958 onde ocorreu El Niño Forte e Fase positiva do dipolo tendo sua média anual chegado aos 9mm (Figura 12) , representando 16,9 % da média anual da série que foi de 53mm. Em 1965 ocorreu El Niño moderado que também causou chuvas abaixo na média no município, assim como em 1993 e 1998, com ocorrência de El Niño forte, que também alterou significativamente chegando a média nula de 24mm e 18mm respectivamente.
Mostrar mais

12 Ler mais

A influência da variabilidade da precipitação na distribuição dos casos de leptospirose em Minas Gerais entre 1998-2012

A influência da variabilidade da precipitação na distribuição dos casos de leptospirose em Minas Gerais entre 1998-2012

Os desastres naturais em escala local, em sua grande maioria, são responsáveis por expressivos danos e perdas, de caráter social, econômico e ambiental. Uma constatação atual, clara e evidente é a de que além da intensidade dos fenômenos naturais, o acelerado processo de urbanização verificado nas últimas décadas, em várias partes do mundo, inclusive no Brasil, levou ao crescimento das cidades, muitas vezes em áreas impróprias à ocupação, aumentando as situações de risco. Somada a esta problemática, diversos estudos indicam que a variabilidade climática atual está associada a um aumento da frequência de extremos climáticos, o que por sua vez, vem a favorecer eventos de chuvas intensas ou de estiagens severas entre outros, ampliando a possibilidade de incidência de desastres naturais.
Mostrar mais

109 Ler mais

Variabilidade temporal e espacial da precipitação pluviométrica em Pernambuco através de índices de extremos climáticos.

Variabilidade temporal e espacial da precipitação pluviométrica em Pernambuco através de índices de extremos climáticos.

O presente artigo tem como objetivo analisar a tendência espacial e temporal da precipitação pluviométrica do Estado de Pernambuco, tendo como base índices de extremos climáticos e a técnica dos quantis. Os dados de precipitação pluviométrica diária foram oriundos do Climate Prediction Center (CPC) relativos ao período de 1978 a 2010. Para analisar a tendência da precipitação foram escolhidos os índices climáticos sugeridos pelo Expert Team on Climate Change Detection Monitoring and Indices (ETCCDMI). Através do método de krigagem foi possível analisar a variabilidade espacial dos índices analisados. Os resultados demonstram predominância de tendência de aumento nos padrões pluviométricos em grande parte do Estado, com exceção do setor central da Região Metropolitana leste e parte central da Zona da Mata. Os resultados dos índices conjuntamente indicam que as chuvas estão cada vez mais concentradas em poucos dias ao longo do ano nos sertões e agreste de Pernambuco. Também sobre o sertão, foram encontrados os maiores números de episódios extremamente secos, assim como, a maior quantidade de ocorrência de eventos extremamente chuvosos, concentrados nos meses dezembro, janeiro e fevereiro, período chuvoso do Sertão de Pernambuco.
Mostrar mais

10 Ler mais

Variabilidade espacial e temporal da precipitação na bacia hidrográfica do Rio Parnaíba, Nordeste do Brasil

Variabilidade espacial e temporal da precipitação na bacia hidrográfica do Rio Parnaíba, Nordeste do Brasil

A Política Nacional de Recursos Hídricos constitui-se de um planejamento estratégico para fomentar o gerenciamento participativo dos recursos hídricos. Nesse contexto insere-se a Bacia Hidrográfica do Rio Parnaíba (BHRP), configurando-se como uma das mais importantes da Região Nordeste do Brasil, abrangendo áreas dos Estados do Ceará, Piauí e Maranhão (331.441 Km²), atendendo quase quatro milhões de habitantes. Desta maneira, o objetivo do estudo foi analisar a variabilidade espacial e temporal da precipitação na BHRP. Para tanto, foram utilizados dados observados de precipitação dispostos em um grid de alta resolução (0,25° x 0,25°), elaborados por Xavier, King e Scanlon (2015) para o período de 1980 a 2013. A fim de subdividir a BHRP em regiões homogêneas utilizou-se a Análise de Cluster. Assim, os resultados mostraram com relação à variabilidade interanual, destacaram-se os anos de 1985 (1800 mm) e 1989 (1500 mm), e no extremo inferior, 1983 (761 mm) e 2012 (670 mm). A distribuição mensal da precipitação mostrou o estabelecimento de duas estações: uma de maio a outubro (<100 mm) e outra de Novembro a Abril, com precipitação entre 50 e 350 mm, sendo a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) o principal sistema associado à precipitação. Foram estabelecidos quatro agrupamentos: o primeiro está localizado no baixo Parnaíba (1000 e 1600 mm); o segundo abrange toda a porção leste da BHRP (600- 1000 mm); o terceiro ocupa o centro-sul da bacia (800 e 1400 mm) e o quarto localiza-se na região do Alto Parnaíba (1200-1600 mm). Portanto, traz-se a contribuição de que a caracterização realizada, neste estudo, pode servir de instrumento para tomada de decisões no âmbito do gerenciamento dos Recursos Hídricos.
Mostrar mais

16 Ler mais

Open Variabilidade espaçotemporal da precipitação do Alto São Francisco  utilizando dados do sensor PRTRMM

Open Variabilidade espaçotemporal da precipitação do Alto São Francisco utilizando dados do sensor PRTRMM

Os principais sensores a bordo do TRMM referente à estimativa da precipitação são Microwave Imager (TMI), Precipitation Radar (PR) e Visible and Infrared Radiometer System (VIRS). Além destes há ainda os sensores para imageamento de relâmpagos (LIS) e sensor de energia radiante da superfície terrestre e de nuvens (CERES) (Nóbrega et al., 2008). O PR, TMI e VIRS são sensores de medição da chuva, mas o princípio de observação e a largura da faixa de cada um dos sensores são diferentes uns dos outros. PR é um meio de recepção de sinais de retorno da chuva, mede três dimensões de distribuição de chuvas depois que transmite um sinal micro-ondas (JAXA, 2013). Os instrumentos TMI, PR e VIRS medem, respectivamente, as seguintes grandezas primárias: temperatura, potência e radiância. A partir de combinações sucessivas entre essas medidas e seu cruzamento com produtos de outros satélites, são obtidas as estimativas referentes à precipitação, cuja resolução temporal e espacial depende do refinamento da estimativa.
Mostrar mais

108 Ler mais

Show all 4294 documents...