Movimentos de libertação nacional - Brasil

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Abaixo e à esquerda: uma análise histórico-social da práxis do exército zapatista de libertação nacional

Abaixo e à esquerda: uma análise histórico-social da práxis do exército zapatista de libertação nacional

É importante ressaltar que não existe “um movimento indígena” único ou homogêneo. Os diversos movimentos de distintas etnias indígenas orientam-se por perspectivas e horizontes distintos; mesmo assim há implicações e tendências comuns que podem ser observadas, sobretudo no atual estágio do cenário da América Latina. A “internacionalização” é uma tendência crescente (por certo não única) no seio dos movimentos indígenas latino-americanos, que têm sabido se internacionalizar e se agrupar com outros movimentos indígenas e setores sociais para levar adiante sua luta. Quanto a esse fato, afirma Varese que “Hoy en día organizaciones multiétnicas transnacionales como COICA (Coordinadora de las Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica), CONIC (Comisión de las Naciones Indígenas del Continente), el Grupo de Trabajo sobre los Pueblos Indígenas de la ONU, y los representantes internacionales de organizaciones indias nacionales como CIDOB de Bolivia, UNI de Brasil, ONIC de Colombia, CONFENIAE de Ecuador y AIDESEP de Peru, entienden con claridad que el poder económico y político que amenaza la soberanía local de los pueblos indígenas, se encuentra desigualmente distribuido entre las corporaciones y agencias intergubernamentales transnacionales y los gobiernos nacionales. Comprenden, posiblemente mejor y con menos apego sentimental que las élites gobernantes de Latinoamérica, que la propuesta de un "nuevo orden mundial" o la globalización neo-imperial, está cambiando las reglas del juego y debilitando, a las soberanías de los estados nacionales para dar más espacio al proyecto de las corporaciones transnacionales, que son, finalmente, las reales organizadoras de la economía política mundial de fin de siglo” (VARESE, 2005). Outra das tendências observáveis nos movimentos indígenas do continente se dá no tocante ao processo de autonomia, assim, “(...) a pesar de las grandes diferencias históricas, políticas, econômicas y sobre todo culturales entre los sujetos autonômicos, hay también grandes similitudes que permitieron abrir la discusión alrededor de la existencia de una estructura global de los procesos autonómicos, por lo menos en cuanto a América Latina se refiere” (GABRIEL, 2005, p. 16).
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Comandos de libertação nacional: oposição armada à ditadura em Minas Gerais

Comandos de libertação nacional: oposição armada à ditadura em Minas Gerais

Ainda dentro da ampla estratégia de legitimação, o regime militar contou com outros meios, que também minimizariam as possíveis oposições ao regime. Uma série de profissionais “psi”, mais ligados à psicanálise, ajudaram a explicar a contrariedade de jovens com o regime 233 . Assim como houve uma subjetividade construída pelas propagandas nas idéias de “subir na vida”, de “progresso”, de “Brasil grande”, foi necessária a construção de outra subjetividade especificamente ligada aos mais novos, que questionavam este tipo de propaganda. Foram criadas duas categorias para qualificá-los – os subversivos e os drogados, inseridos na clandestinidade, na luta armada ou nos movimentos hippies. O subversivo seria o de altíssima periculosidade. É violento, não só contra o regime, mas também contra a família, a moral e a religião. Já o drogado é vitima de um plano externo que busca produzir presas fáceis às ideologias subversivas. O diagnóstico dado a essas duas categorias, uma vez que fazem parte, em sua maioria, das classes médias, é o de que estaria havendo uma “desestruturação na família”, e a culpa do aparecimento desses filhos “rebeldes” não seria a indignação contra a situação do país naquele momento, mas sim das famílias, que transferiam seus problemas para ele 234 . Cecília Coimbra relata o resultado da primeira pesquisa feita nas penitenciárias com os presos políticos no ano de 1969, encomendadas por Antonio Carlos Muricy, ex-chefe do Estado Maior das Forças Armadas, como forma de identificar o perfil e conhecer as causas que levariam estes jovens à radicalização. As conclusões foram:
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LITERATURA E LIBERTAÇÃO

LITERATURA E LIBERTAÇÃO

A linha de pesquisa com a qual optamos trabalhar foi a primeira, relativa à “História da África e cultura afro-brasileira/acreana”. Escolha que a nossa maneira de pensar, proporcionava aos futuros professores de história, um contato mais efetivo e reflexivo com as temáticas valorativas da história do continente africano e da cultura afro-brasileira/acreana, com destaque para diversidade étnica, cultual e social, processo de colonização e descolonização; aos movimentos revolucionários de libertação nacional, formação das nações e de seus dilemas, desafios e possibilidades atuais; e a trajetória do negro no Brasil, suas contribuições na formação da sociedade nacional/acreana, nos campos social, econômico, político e cultural.
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Personagens, trajetoria e historias das Forças Armadas de Libertação Nacional

Personagens, trajetoria e historias das Forças Armadas de Libertação Nacional

Em 1989, com Combate nas Trevas, foi a vez de Jacob Gorender fazer sua análise sobre a FALN. Neste livro, Gorender traçou um panorama dos movimentos sociais no Brasil do pré-1964; mostrou os atritos pelo qual passou o PCB, principalmente após 1964 e trouxe informações gerais sobre várias organizações de esquerda surgidas após o golpe. A FALN aparece no momento em que Gorender fala sobre sua experiência no Presídio Tiradentes, já que o autor esteve preso na mesma cela em que estiveram alguns dos integrantes deste grupo. É uma referência curta, não mais que dois parágrafos, que se detêm, basicamente, na composição social da organização e na história de madre Maurina, envolvida no processo contra a FALN. A referência de Gorender, contudo, marcou a FALN porque ele a classificou como “(...) o jardim de infância das organizações de esquerda armada do pós-64” 13 . Ainda hoje, esta é uma expressão que suscita debates entre os integrantes da FALN.
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MATEMÁTICA ESCOLAR NO BRASIL: REFLEXÕES DE SEUS MOVIMENTOS

MATEMÁTICA ESCOLAR NO BRASIL: REFLEXÕES DE SEUS MOVIMENTOS

Iniciou-se uma mudança no cenário educativo nacional, promovendo alterações no ensino. Miorim (2004, p.114) expõe que “a organização da Matemática moderna baseava- se na teoria dos conjuntos, nas estruturas matemáticas e na lógica matemática”. Sendo, portanto, esses três elementos os responsáveis pela unificação dos campos matemáticos, um dos maiores objetivos do movimento. Ainda, segundo a autora, para que esse objetivo fosse atingido, enfatizou-se o uso de uma linguagem matemática precisa e de justificações matemáticas rigorosas, onde os alunos não precisariam ”saber fazer”, mas, sim, “saber justificar” por que faziam.
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MOVIMENTOS POPULACIONAIS NA FRONTEIRA MERIDIONAL DO BRASIL

MOVIMENTOS POPULACIONAIS NA FRONTEIRA MERIDIONAL DO BRASIL

A análise da distribuição dos ocupados envolvidos nos movimentos pendulares segundo o setor de atividade complementa este quadro, e expõe uma informação que está subjacente quando olhamos para a variável ocupação: a importância da agropecuária na atração de fluxos para trabalho, na fronteira. Essas atividades são as principais nos fluxos intraestaduais (34,6%) e naqueles que tem por destino o Uruguai (23,6%) (Tabela 17). O peso do comércio na indução dos fluxos com o Uruguai também fica evidenciado nos dados que organizam os ocupados por setor de atividade.

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O fenômeno consumerista e os movimentos sociais no Brasil

O fenômeno consumerista e os movimentos sociais no Brasil

Resumidamente, as novas abordagens sobre os movimentos sociais não podem ser entendidas simplesmente como rupturas com as teorias clássicas, algumas dimensões permanecem intocadas e outras são reconstruídas, dentre elas, o próprio desenvolvimento controverso do conceito de movimento social (embora tenha havido avanços na forma de interpretá-los, não se pode afirmar com a mesma ênfase a existência de um conceito com abrangência suficiente para explicar todos os tipos de movimentos). Pudemos observar que a teoria da mobilização de recursos contribui em maior volume para o conjunto de revisões que são agregadas na teoria da mobilização política. É notório o empenho dos autores em redefinir um status específico para a psicologia social, bem como a disposição em amenizar o peso da análise organizacional como principal fonte interpretativa. Por isso, esta abertura já permite a superação do problema do participante eventual (o free-rider) e, ao mesmo tempo, consolida o tema da ação coletiva enquanto uma fronteira maior que os movimentos sociais, entendidos como a “dimensão social” da ação coletiva, isto é, um caso particular desta. Segundo Melucci (1996), o empenho anterior em explicar os movimentos sociais, seja pelo aspecto organizativo, seja pelo aspecto do seu significado na mudança social, produziu o distanciamento entre os dois grandes campos teóricos, desenvolvidos na Europa e nos Estados Unidos. A definição de ação coletiva que este autor nos apresenta permite, por conseguinte, estudá-la a partir da categoria analítica movimentos sociais, isto é, a partir das construções teóricas que nos ofereceram ferramentas diversas para analisar as formas de organização, as formas de promoção ou constrangimentos da ação coletiva e as construções identitárias e partilha de significados que fazem operar processos de escolhas entre formas de ação, interpretação e visões de mundo.
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Contribuições da Teologia da Libertação para os Movimentos Sociais

Contribuições da Teologia da Libertação para os Movimentos Sociais

- 1982 a 1995: este é o período que Ma. da Glória Gohn denomina na sua periodização dos movimentos sociais de “a época da negociação e a era dos direitos”. Os anos 80, também conhecidos com a década perdida em termos econômicos, mas “altamente positiv(os)” em termos políticos e culturais, vão terminar nos anos 90 num quadro desanimador: “a desmobi- lização e descrença das massas” (GOHN, 1995, p. 127). Para os nossos objetivos nesse ensaio é importante mencionar principalmente alguns acontecimentos e dados acerca da contribuição dos grupos saídos da teologia da libertação para os movimentos sociais na época. O quadro eclesial vai se tornando cada vez mais desfavorável e o controle ideológico por parte do Va- ticano, através da nomeação de bispos conservadores, fechamento de faculdades, perseguição de teólogos e diversas outras medidas “disciplinares”, aumenta consideravelmente. Por outro lado, o quadro social e político mais amplo se diversifica e se complexifica: surgem atores político-partidários especializados e específicos, mas as elites políticas do país, “impregnadas pelo fisiologismo, clientelismo, sectarismos e oportunismos, não conseguem elaborar um pacto social que... desse alguma perspectiva de saída da crise...” (GOHN, 1995, p. 127). Nos anos 90 o cenário das lutas sociais se modifica novamente, os movimentos sociais se alteram bastante em relação às décadas passadas, alguns entram em crise de militância, mobilização e de influência política, surgem novos movimentos, “centrados mais em questões éticas ou de revalorização da vida humana” (GOHN, 1995, p. 127). A participação de pessoas, grupos e setores ligados às comunidades de base, às pastorais sociais das igrejas (teologia da libertação) continua expressiva, ainda que mais diluída com o passar dos anos.
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MOVIMENTOS PENDULARES E DIFERENCIAIS DE SALÁRIOS NO BRASIL

MOVIMENTOS PENDULARES E DIFERENCIAIS DE SALÁRIOS NO BRASIL

Por outro lado, alguns estudos para o Brasil mostram também que características observáveis e não observáveis podem estar associadas a fatores que reduzem a renda dos trabalhadores. Assim, Soares (2006) destaca a influência da dinâmica imobiliária dos grandes centros nos deslocamentos pendulares, a qual envolve aparatos jurídicos voltados à regulação da propriedade de terras, políticas urbanas e habitacionais, que usualmente dificultam o acesso à terra em áreas urbanas mais desenvolvidas para famílias de baixa renda. Esses fatores propiciam a especulação imobiliária, elevando os valores dos imóveis e dificultando, assim, a moradia de pessoas de baixa renda em grandes centros urbanos. Uma das consequências desse fenômeno é a pressão para a moradia em municípios próximos aos grandes centros, o que pode ser um reflexo da intensificação dos deslocamentos pendulares entre pessoas de baixa renda.
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Da libertação à hegemonia: Freire e Gramsci no processo de democratização do Brasil.

Da libertação à hegemonia: Freire e Gramsci no processo de democratização do Brasil.

A repercussão e a força que esse movimento foi assumindo levaram alguns analistas a falar de um fenômeno histórico comparável com a Refor- ma Protestante ocorrida na Europa no século XVI (ASSMANN, 1974, p. 199) e a relacioná-lo com a formação da filosofia da práxis que, no século XIX, se delineou a partir de uma síntese original das correntes mais avançadas na política, na eco- nomia e na filosofia (GUTIERREZ, 1981, p. 296). O entrelaçamento das aspirações libertárias com o ideário marxista mostrava como o Brasil e o Terceiro Mundo, em sua chocante situação de desumanização, eram o resultado histórico da vi- olência perpetrada pela “civilização ocidental” e pela exploração capitalista, não um fenômeno na- tural, fruto do atraso e da inferioridade inerentes a seus habitantes. Como Marx havia já apontado, parecia realmente claro que é nas colônias que a profunda hipocrisia, a barbárie intrínseca da civi- lização burguesa se manifestam mais abertamente (MARX, 1998, p. 863-874).
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Os movimentos dos sem-teto no Brasil e na França

Os movimentos dos sem-teto no Brasil e na França

O squat é polimorfo: pode abrigar de uma só pessoa a dezenas delas, em um pequeno apartamento do centro, como em um terreno baldio na zona industrial de subúrbio. As condições de moradia são muito diversas: desde insalubridade total a uma habitação “média” (água e eletricidade, calefação, espaço suficiente, isolamento...). Os habitantes dos squats são múltiplos: jovens em fuga que se recusam a integrar um lar, artistas sem ateliê, “caminhantes” de passagem, ciganos não aceitos em lugar nenhum, toxicômanos sem domicílio fixo, militantes da causa libertária... Durante o estágio doutoral em Lyon, na França, pudemos visitar três squats (Luttine, Château dans le ciel e Bienvenue) com características muito diferentes entre si 143 . Um dos locais visitados era, na verdade, um “ex-squat”. Tratava-se de um pequeno edifício com alguns apartamentos, os quais já tinham sido legalizados e os moradores reservaram uma parte do térreo do prédio para que diferentes grupos o utilizassem para reuniões culturais, sessões de documentários, debates políticos, etc. O outro “squat” era uma grande casa que estava ocupada há alguns anos e ali moravam algumas pessoas. No fundo da casa, havia um espaço reservado para noites culturais, com apresentações de bandas e músicas diversas. Por fim, o outro “squat” visitado era de ocupação recente (apenas alguns meses) e, no dia em que retornamos ao Brasil, aconteceu a reintegração de posse do imóvel. Este, por sua vez, pertencia a uma universidade de Lyon. Os ocupantes construíram naquele espaço uma universidade popular, além de muitas discussões políticas e eventos culturais. De acordo com as autoridades, este imóvel será transformado em moradia social para estudantes.
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Os movimentos sociais e a Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988: entre a...

Os movimentos sociais e a Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988: entre a...

A campanha por eleições diretas em 1988 continuou sendo um dos pontos de convergência entre os partidos de esquerda, sindicatos, movimentos sociais e associações. Também foi o tema que mais atraiu pessoas para manifestações de rua; no entanto, o clima e as massas da primeira campanha pelas Diretas-Já não se repetiram. Em dezembro, dois importantes comícios das Diretas Já-88 foram realizados, o primeiro em São Paulo, reunindo em torno de 15 mil pessoas em 13 de dezembro; o segundo, cinco dias mais tarde, foi no Rio de Janeiro e reuniu aproximadamente o mesmo número de pessoas. No final de janeiro, a entrada oficial da OAB na Campanha pelas Diretas em 88 representou uma nova etapa de mobilizações. O presidente da OAB nacional, Márcio Thomaz Bastos, enviou no dia 20 de janeiro uma carta aos presidentes das secções regionais afirmando que a entidade é “frontalmente contrária a um mandato de cinco anos para o presidente Sarney” 247 . Uma semana mais tarde, a OAB assumia a coordenação de todas as manifestações, em um esforço do “Comitê Interpartidário + Entidades pelas Diretas- 88” para "despartidarizar" o movimento e evitar que ele fosse dividido por conta da disputa entre os presidenciáveis (notadamente Lula, Covas e Brizola) 248 . Junto a mudança de liderança, avaliou-se que era preciso de uma intensa mobilização popular para reverter a maioria governista que se desenhava em torno dos cinco anos para Sarney 249 . Além da já tradicional estratégia de afixar, nas regiões centrais das capitais do país, cartazes com a relação dos parlamentares e governadores contrários ao
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Democracia e Direitos Humanos no Brasil: as contribuições da Teologia da Libertação

Democracia e Direitos Humanos no Brasil: as contribuições da Teologia da Libertação

As chances de sucesso de um determinado movimento social dependem da sua capacidade de universalizar (oikumene) suas reivindicações (MELUCCI, 2001). Ou seja, da sua com- petência em convencer outras pessoas, nos contextos mais diversos, de que tais reivin- dicações são justas e boas. Isso acontece quando outros grupos sociais em contextos mais amplos se identificam com tais causas, as assumem como suas próprias e as levam adiante. Os movimentos sociais precisam ser capazes de superar o caráter localizado dos seus inícios e passar a ser apoiados por diferentes classes e seg- mentos sociais. Também nesse aspecto, absolu tamente decisivo num contexto de sociedade globalizada, a teologia da libertação contribuiu enormemente para os movimentos sociais. As comunidades eclesiais de base, as pastorais sociais e a própria Igreja Católica por sua presença no mundo todo, mesmo se de modo descontínuo, formam uma grande rede internacional de apoio, que implica num intercâmbio constante de pessoas, informações e recursos. Essa colaboração foi crucial em diversos momentos, como na época da tortura e do silenciamento de pessoas como D. Hélder Câmara.
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Alienação política e movimentos sociais no Brasil

Alienação política e movimentos sociais no Brasil

Torna-se bastante evidente os aspectos do estranhamento político nesses protestos atuais de 2019, a começar por terem pautas reformistas e não revolucionárias. Faz-se contundente, lembrar aqui, que temos hoje em 2019, uma verdadeira cisão na sociedade brasileira. Há protestos contra as reformas, são no caso os protestos engendrados pela esquerda brasileira e, há os movimentos pró-reformas, engendrados pela direita, atualmente extrema. Inclusive, foi extrema no ato de cooptar o discurso que a principio era de esquerda e mobilizar indivíduos trabalhadores a aderirem aos seus anseios neoliberais, conservadores e desiguais.
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MOVIMENTOS SOCIAIS FRENTE ÀS GRANDES MINERADORAS NO BRASIL

MOVIMENTOS SOCIAIS FRENTE ÀS GRANDES MINERADORAS NO BRASIL

concedidaa Guedes (2015, p. 109-110), o grupo de trabalho surgiu em 2008, quando várias comunida- des locais passaram a procurar a FASE para noticiar os conflitos decorrentes da indústria siderúrgica e, eventualmente, da atividade mineradora. A FASE, então, passou a se articular com a Rede Justiça nos Trilhos e, juntas, realizaram uma série de caravanas norte-sul para identificar conflitos dessa mesma natureza, rendendo, por exemplo, a publicação do dossiê “Os impactos e violações da Vale no mundo” e a criação da International Network of People Affectedby Vale, num evento ocorrido em 2009. Para mais reflexões sobre o recente processo de expansão econômica da Vale S/A sobre minas de carvão em Moçambique, caracterizando o que passou a se chamar de subimperialismode países como o Brasil sobre o Sul-Global, ler a obra: SANTOS, Boaventura de Sousa; CHAUI, Marilena. Direitos humanos, democracia e desenvolvimento. São Paulo: Cortez, 2013.
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A pedagogia da libertação no contexto da reestruturação capitalista : "da escola com pés no chão" aos desafios da educação popular no labirinto dos "Novos Movimentos Sociais"

A pedagogia da libertação no contexto da reestruturação capitalista : "da escola com pés no chão" aos desafios da educação popular no labirinto dos "Novos Movimentos Sociais"

O que transforma estas analogias puramente virtuais em relação dinâmica de afinidade eletiva é uma conjuntura histórica determinada, uma constelação peculiar de eventos que se dá a partir do final dos anos 50. Por um lado trata-se de uma conjuntura mundial: a crise e renovação teológica do catolicismo europeu no pós- guerra, a eleição de João XXIII em 1958 e sua convocação de um novo Concílio, visando o aggiornamento da doutrina e das práticas da Igreja. Paralelamente, se desenvolve uma crise do marxismo (burocraticamente) institucional, com o XXº Congresso do PCUS e a denúncia do stalinismo. Estes eventos vão criar condições favoráveis para um relacionamento mais aberto entre cristianismo e marxismo, mas suas consequências na Europa não irão (com algumas exceções, sobretudo na França) mais além de um "diálogo" entre dois blocos política e culturalmente opostos [...] É na América Latina que se produzirão circunstâncias permitindo um processo muito mais radical de convergência. A conjuntura latino-americana que tem seu ponto de partida neste momento histórico se caracteriza por dois aspectos fundamentais: a) um desenvolvimento acelerado do capitalismo, uma urbanização intensa e uma industrialização rápida (sob a égide do capital norte-americano), que aprofundam as contradições sociais, tanto na cidade como no campo; b) a revolução cubana (1959-60), primeira vitória popular contra o imperialismo na América Latina e primeira revolução socialista no continente - dirigida por forças marxistas de um novo tipo, independentes do comunismo tradicional (de inspiração stalinista). A combinação destes dois processos - um estrutural, econômico-social, e o outro, político e ideológico - terá por resultado o início de uma nova etapa na história da América Latina, uma etapa de lutas sociais, movimentos populares, e insurreições, que conhece um novo salto qualitativo com a revolução sandinista e que continua até hoje. Uma etapa que se caracteriza também por uma maior influência e uma renovação do pensamento marxista latinoamericano — em particular (mas não exclusivamente) nos meios universitários (ibidem).
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OS MOVIMENTOS SOCIAIS NO BRASIL E AS CONTRIBUIÇÕES PARA A CLASSE TRABALHADORA

OS MOVIMENTOS SOCIAIS NO BRASIL E AS CONTRIBUIÇÕES PARA A CLASSE TRABALHADORA

Observa-se que, é de grande relevância suscitar a articulação em rede, uma vez que, as reivindicações que fazem parte da pauta dos movimentos, apesar de apresentarem múltiplas dimensões, as mudanças sociais que os mesmos almejam se redefinem em um único objetivo: a defesa dos direitos fundamentais e da democracia. Gonh (2011, pg.336) ressalta que "os movimentos constituem e desenvolvem o chamado empowerment de atores da sociedade civil organizada à medida que criam sujeitos sociais para essa atuação em rede". Verifica-se então que esses movimentos realizam diagnósticos sobre a realidade social, constroem propostas, atuando em redes eles constroem ações coletivas que agem como resistência à exclusão e lutando assim pela inclusão social. Após um breve contexto sobre conceitos, princípios educativos e trabalho em rede dos movimentos sociais, contextualizar-se-á um novo processo que é a criminalização desses movimentos com o propósito de enfraquecimento de luta.
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A RE-INVENÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS PELOS POVOS DA AMÉRICA LATINA: PARA UMA NOVA HISTÓRIA DECOLONIAL DESDE A PRÁXIS DE LIBERTAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

A RE-INVENÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS PELOS POVOS DA AMÉRICA LATINA: PARA UMA NOVA HISTÓRIA DECOLONIAL DESDE A PRÁXIS DE LIBERTAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

Minha estância chilena não teria sido possível sem o apoio do companheiro e colega João Telésforo Medeiros Filho (UnB), e de seus amigos Cristian e Francisca, casal que solidariamente me recebeu em Santiago, onde pude dialogar com Luis Francisco Reyes (Izquierda Democrática), com Aland Castro e Dóris González (movimiento de pobladores) e com o histórico militante José “Pepe” Aravena (presidente dos Urracas-Emaús no Chile, que nos contou um pouco sobre a construção do poder popular durante o governo de Salvador Allende). Agradeço também aos companheiros de Concepción, sobretudo a Mauricio e Hugo (que praticam desde já, entre os emaús chilenos, a velha consigna de Marx “de cada um segundo suas capacidades, a cada um segundo suas necessidades”), e também à Claudia e seus companheiros da UNE (Unión Nacional Estudiantil), que além de me situarem na complexa conjuntura política chilena pós-Pinochet, também delinearam um pouco dos desafios para a construção do capítulo chileno da ALBA Movimentos Sociais.
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A ofensiva da direita para criminalizar os movimentos sociais no Brasil

A ofensiva da direita para criminalizar os movimentos sociais no Brasil

dominante brasileira. O fato do desenvolvimento econômico brasileiro ter alicerces nas demandas do mercado externo e ter promovido uma crescente desigualdade social exigiu – com exceções de breves períodos históricos – uma permanente repressão aos movimentos sociais. Basta lembrar que no modelo de desenvolvimento econômico agro exportador (1500 -1930) foram quatro séculos de trabalho escravo. E depois da Abolição da Escravatura (1888), as condições de trabalho e de vida a que eram submetidos os camponeses pobres vindos da Europa em muito pouco se diferenciavam às do trabalho escravo. E, aos trabalhadores urbanos ,restavam a repressão policial, prisões, assassinatos e deportação aos seus países de origem. Não é sem razão que durante o período da República Oligárquica (1889-1930) a questão social foi tratada como caso de polícia. Mesmo o período de industrialização (1930-1980) ocorreu, na maior parte do tempo, sob regimes ditatoriais: entre a ditadura de Getúlio Vargas (1930-1945) e do regime militar (1964-1984), houve o governo de Gaspar Dutra (1946-1951) que se notabilizou pelas leis anti-greves, por combater o movimento sindical autônomo e ao colocar, mais uma vez, na ilegalidade o Partido Comunista do Brasil (PCB). É nesse cenário de repressão aos movimentos sociais que o Brasil completou seu ciclo de industrialização, se tornou uma das maiores potências capitalistas, mas aumentou sua dependência externa e a desigualdade social.
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Teologia da Libertação

Teologia da Libertação

Sem poder entrar em detalhes agora, é contudo claro que, nesse contexto, regimes opressores e infrações aos direitos huma­ nos de modo algum podem ser considerados como fenômenos casuais. Inversamente, eventuais liberalizações políticas (que no Brasil são perfeitamente possíveis, como frutos obtidos por ampla reivindicação popular) ainda não implicam na m odificação das estruturas econômicas e sociais. A teologia da libertação sabe ser a teologia de um processo, na luta por uma ordem nacional e internacional realmente nova (e não apenas renovada). Projetos de “ desenvolvim ento” não deveriam ser avaliados segundo o critério de ajuda a pessoas individuais ou mesmo a grupos isolados, mas de acordo com a possibilidade de serem, para os privilegiados doado­ res, canais de conversão e gestos de solidariedade com seres humanos que sofrem e buscam libertação.
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