Mudanças climáticas - Política governamental - América Latina

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O Simpósio Internacional de Mudanças Climáticas e Pobreza na América do Sul no contexto da Rede SIADES

O Simpósio Internacional de Mudanças Climáticas e Pobreza na América do Sul no contexto da Rede SIADES

que, baseado no conceito de síndromes de sustentabilidade, vem desenvolvendo projeto e cursos na América Latina e Caribe. No dia 03 de setembro o grupo de pesquisadores presentes se reuniu para ouvir experiências em rede, e, em seguida, foi conduzida proposta de continuidade do trabalho do grupo e o estabelecimento de propostas de demandas dentro do tema do simpósio, assim como de outros temas de interesse do grupo. Ao final, o grupo presente decidiu firmar compromisso de trabalho na Rede Siades, denominada "Declaración de São Paulo", que foi assinada pelos pesquisadores, professores e alunos de Pós-Graduação presentes (Box 1). Foram estabelecidas ações, nomeados coordenadores, equipes e acertados prazos para desenvolvimento das ações acordadas.
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Mudanças climáticas e serviços essenciais na América do Sul: uma experiência de reflexão coletiva

Mudanças climáticas e serviços essenciais na América do Sul: uma experiência de reflexão coletiva

Este artigo insere-se nas discussões do Simpósio Internacional de Mudanças Climáticas e Pobreza na América do Sul, realizado na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo como parte do projeto de pesquisa "Sindromes Climáticas y Pobreza en América del Sur", financiado pela Fundación Carolina. As consequências de fenômenos climáticos vêm afetando sobremaneira as populações menos favorecidas da América do Sul. Para estudar essa problemática se buscou a metodologia das Síndromes de Sustentabilidade aplicadas no âmbito da Comisión Económica para América Latina y el Caribe - CEPAL, em oficinas de trabalho, na tentativa de se abordar questões complexas, na busca por melhor conhecer a causalidade de padrões insustentáveis multidimensionais. Como parte deste simpósio, propuseram-se oficinas de trabalho com a participação de profissionais e acadêmicos de 10 países da região com a finalidade de discutir síndromes nas seguintes temáticas de serviços essenciais: saneamento, habitação, energia, saúde e transporte. Os resultados demonstram a potencialidade da perspectiva interdisciplinar para tratar de síndromes complexas de sustentabilidade e a possibilidade de elencar indicadores em diversas esferas. Entretanto, após este passo inicial demanda-se estruturar tais indicadores de modo que possam ser aplicados por diferentes países e assim se obter um panorama dos efeitos dos fenômenos climáticos sobre a prestação dos serviços elencados.
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Políticas públicas para o enoturismo. A intervenção governamental em países da América latina.

Políticas públicas para o enoturismo. A intervenção governamental em países da América latina.

meio ambiente, sociedade e também política. Para ser planejado é fundamental a criação de políticas públicas eficientes e direcionadas aos segmentos específicos da atividade. Acredita-se que os as- pectos positivos da atividade turística superam os negativos. Se bem planejada a atividade pode tra- zer diversos benefícios a regiões de influência, seja ela um país ou uma pequena localidade. Balanzá e Nadalafirman que (2003, p.10): “A medida em que cresce o número de turistas que chegam a uma re- gião, aumentam as necessidades de diversos itens, aumenta o consumo de bens e serviços, e se reflete em maior produção e em maior crescimento econô- mico. Este é o efeito multiplicador do turismo e graças à abrangência desta atividade é que existe geração de renda, criação de riqueza, empreende- dorismo e consequentemente postos de trabalho. Para que este efeito multiplicador possa se concre- tizar em ações efetivas e ordenadas é necessário planejamento prévio, considerando as especificida- des de cada lugar e de cada segmento a ser explo- rado. O planejamento da atividade turística neste novo milênio deve ser orientado por uma visão ad- ministrativa moderna, de longo prazo, com postura responsável que garanta a integridade e o respeito a sociedade e ao meio ambiente, com vistas a so- nhada sustentabilidade. A atividade tem que ser pensada de forma sistêmica, indissociando a natu- reza e a sociedade que a transforma. São diversos os planos propostos como sistemas turísticos, com componentes e forma diferenciados, sempre consi- derando os aspectos da oferta, demanda e produto turístico. O sistema turístico deve ser considerado um sistema aberto, facilitando desta forma múlti- plas relações, assim como também, análises multi- disciplinares e transdisciplinares relacionadas com os diversos sub-setores que compõe este sistema. As relações estabelecidas a partir deste sistema po- dem e necessitam ser estudadas e trabalhadas nas mais diversas áreas do conhecimento e nos diver- sos ambientes.
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Mudanças da inserção brasileira na américa latina.

Mudanças da inserção brasileira na américa latina.

mente socialistas. No caso da Bolívia, tal como nos anos quarenta e cinquenta ocorreu com o estanho, o gás é ago- ra visto simbolicamente como valor a ser preservado para garantir a emancipação das populações pobres e historica- mente marginalizadas. O mesmo ocorre no Paraguai onde, segundo Canese (2008, p. 25), a política do Estado visa à “recuperação da soberania hidrelétrica nacional”. Como foi apontado, a percepção brasileira de que as afinidades abrem alguns caminhos e promovem a compreensão entre parceiros comerciais não deve impedir que se reconheça o fato de que a política regional e a exterior se relaciona sobretudo com aquilo que considera como seus interesses. Se os interesses são inerentes ao Estado (Deutsch, 1978) e de importância estrutural na integração regional, é ainda a teoria que mostra em que condições eles podem coinci- dir com a ação integracionista. Não basta vontade política, é necessária a capacidade de produzir o fenômeno de spill over ou o desencadeamento de interesses que confluam na integração; caso contrário, prevalece a busca de soluções não cooperativas. Lima (2006) argumenta que há riscos de uma erosão da coalizão doméstica responsável por um dos patrimônios da política externa brasileira contemporânea: a aproximação com a Argentina.
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Desconfiança política na América Latina.

Desconfiança política na América Latina.

Uma abordagem culturalista rival é a teoria do capital social. Aqui, o declínio da confiança política é visto como uma conseqüência lógica da erosão da comunidade cívica e da confiança interpessoal. Este argumento foi apresentado de forma mais convincente nas obras de Robert Putnam (1993 e 2000). Os teóricos do capital social estabelecem amplas interconexões entre as variáveis de interações face-a-face, participação na vida associativa da comunidade, competência política subjetiva e confiança em todos os seus vários aspectos (social, política e interpessoal). Porém, não foram fáceis de demonstrar empiricamente as relações causais entre confiança interpessoal, capital social e níveis de desconfiança nos políticos, em particular no nível individual (NORRIS, 1999a; NEWTON, 1999). Por exemplo, usando dados dos World Values Surveys (WVS), Newton conclui que “a desconfiança política não é causada tanto por fatores sociais ou econômicos, mas por políticos”, e que “as ligações, quando existem, tendem a ser fracas e contingentes” a outros fatores (NEWTON, 1999, p. 185). Encontramos um exemplo no estudo inovador de Della Porta (2000) sobre as relações entre corrupção, capital social e baixa confiança nos políticos na Itália, Alemanha e França. Fundindo a hipótese do desempenho com a teoria do capital social, Della Porta sustenta que “a corrupção piora o desempenho governamental, reduzindo a confiança na capacidade do governo de responder às demandas dos cidadãos e [...] a falta de confiança no governo favorece a corrupção” (DELLA PORTA, 2000, p. 203).
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Democracia política como plataforma para a expansão de direitos na América Latina

Democracia política como plataforma para a expansão de direitos na América Latina

O artigo destaca aspectos macrossociológicos de mudanças recentes na América Latina que fortalecem valores democráticos do ponto de vista institucional. Na questão dos direitos humanos, de segurança e de gênero, a região está muito aquém das modernas democracias europeias, mas a tendência, mesmo com retrocessos eventuais, é de uma transformação favorável a práticas de maior igualdade e de valorização da democracia formal. O nó górdio continua sendo a desigualdade e a violência interpessoal, embora as instituições locais sejam compelidas a dar sinais de alerta para as importantes demandas universais por justiça e equidade. O artigo chama atenção para algumas dessas transfor- mações que impactam nas áreas de direitos e na democratização de possibilidades para a participação política, especialmente a feminina. A eleição de governos conservadores, na segunda década do século XXI, depois da chamada “onda rosa”, não anulou, até então, o alargamento do reconhecimento da democracia e do estado de direito como “the only game in town”.
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A política de cotas na América Latina.

A política de cotas na América Latina.

Mesmo quando muitas mulheres estão presentes, elas nem sempre agem juntas em favor de lei ou de políticas que beneficiem todas as mulheres. Isto porque existe, em primeiro lugar, a fidelidade e a disciplina partidárias. A existên- cia da disciplina partidária muitas vezes impede que as mulheres de diferentes partidos se unam para pressionar por mudanças nas questões de interesse femini- no. Em segundo lugar, questões sobre igualdade ou discriminação sexual não estão entre as prioridades das mulheres que se elegem.

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Pesquisa em saúde, política de saúde e eqüidade na América Latina.

Pesquisa em saúde, política de saúde e eqüidade na América Latina.

Nas três ou quatro últimas décadas e de maneira mais importante a partir do início dos anos 90, observam-se significativas mudanças nas relações entre ciência e sociedade que aju- dam a responder a essas perguntas. Entre as mudanças destaca-se o que se poderia chamar de passagem da segregação à integração. A ciência percorreu um longo caminho para criar um espaço social próprio com instituições, mé- todos e um ethos marcado pelos princípios de universalidade, desinteresse, “comunalismo” e ceticismo organizado. Desta maneira pode afir- mar-se como uma prática social autônoma e defender-se de influências e restrições impos- tas pela religião ou o poder militar. Nas últimas décadas, a comunidade científica e as institui- ções científicas que estavam firmemente uni- das por valores, práticas e formas de organiza- ção, passaram a se integrar cada vez mais com outros setores da sociedade, o que trouxe como conseqüência a participação da cidadania na definição de agendas e na avaliação das ativida- des de investigação.
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Para pensar a confiança e a cultura política na América Latina.

Para pensar a confiança e a cultura política na América Latina.

O intuito de estudar a confiança e a cultura política dos cidadãos de países da América Latina insere-se no âmbito mais geral da discussão do papel da confiança na sociedade. As mudanças políticas e sociais mundiais ocorridas nos últimos trinta anos trouxeram novamente para a agenda de pesquisas das ciências sociais o interesse pela cultura política e seu papel na mudança social. Temas como o declínio da confiança nas instituições políticas dos países trilaterais, o processo de redemocratização nos países que saíram do socialismo e a importância da cultura cívica para a democracia, dentre outros, vêm ganhando cada vez mais espaço tanto no meio acadêmico quanto fora dele.
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DIÁLOGOS NO SIGNO “AMÉRICA LATINA” - DA LINGÜÍSTICA À FILOSOFIA POLÍTICA

DIÁLOGOS NO SIGNO “AMÉRICA LATINA” - DA LINGÜÍSTICA À FILOSOFIA POLÍTICA

O primeiro líder oposicionista a admitir a derrota foi José Luis Paredes, governador virtualmente eleito do Departamento de La Paz pelo Podemos. "Morales fez uma campanha bem- sucedida ao se colocar como o líder das mudanças", disse, em entrevista. A votação supera todas as pesquisas de intenção de voto divulgadas na semana passada, que davam a Morales em torno de 34% e até oito pontos percentuais sobre Quiroga. Confirmada a maioria simples, Morales evita que o segundo turno seja realizado de forma indireta no Congresso, como vinha ocorrendo desde 1985. A ampla vantagem, além disso, lhe dá mais força política para enfrentar um Congresso dividido e a oposição do poderoso Departamento de Santa Cruz, onde o socialista perdeu para Quiroga e foco de um forte movimento autonomista com relação a La Paz. Morales votou ontem de manhã em Villa Tunari, na região do Chapare (centro do país), onde se projetou politicamente como o principal líder dos plantadores de coca bolivianos. "Essa é a hora dos desprezados, dos massacrados, dos esquecidos em 180 anos de história boliviana", disse. "Desafio os EUA a criar uma aliança real contra o narcotráfico", afirmou, rodeado de pequenos agricultores que mascavam folhas de coca, costume tradicional do altiplano boliviano. Morales voltou a prometer a nacionalização das riquezas naturais "não só o gás" e disse que não erradicará a coca, mas "a cocaína e o narcotráfico".
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Economia política da energia e encruzilhadas da integração na América Latina

Economia política da energia e encruzilhadas da integração na América Latina

RESUMO: Ao longo dos últimos dez anos, os Estados latino-americanos tornaram-se alguns dos mais importantes exportadores de commodities de energia em termos de sua participação no total das exportações globais do setor. Mudanças estruturais na economia global, como o crescimento (industrial) das economias chinesa e indiana, levaram à desindustrialização das economias latino-americanas, prejudicando, assim, o principal setor que durante tanto tempo impulsionou os (sub)esquemas de integração regional. Além disso, as mudanças no quadro político e econômico dominante de alguns países mudaram seus interesses (nacionais e regionais). Com estas ideias em mente, este trabalho irá explorar teoricamente os motivos pelos quais o setor de energia na América Latina poderia criar pressões que frustram a unidade histórica para a integração do continente, e em vez disso causar 'desintegração', uma vez que este sector pode evidenciar a competitividade em vez de complementaridade desses países para as quotas de mercado. Com foco nos dois acordos de integração regional mais tradicionais da América Latina, o Mercosul e a Comunidade Andina, este trabalho irá contemplar o amplo espectro de arranjos políticos economia evidente na América Latina, em particular seus respectivos padrões de projeção em modos de integração regional. É necessário entender como os modelos específicos de orientação político-econômica incorporadas aos diferentes
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Rev. bras. polít. int.  vol.41 número especial a08v41nspe

Rev. bras. polít. int. vol.41 número especial a08v41nspe

Assim, ao longo dos anos, os temas multilaterais abordados pelos sucessivos números da revista cobriram os debates mais candentes, do ponto de vista do Brasil e seus vizinhos, em seus respectivos tempos. Alguns desses temas não perderam relevância no presente: liberalização comercial na América Latina; UNCTAD (1, 2 e 3); política externa, política de comércio exterior e desenvolvimento econômico; papel das multinacionais e do capital estrangeiro no processo de desenvolvimento das economias atrasadas; mercado internacional de produtos de base; cooperação econômica entre Brasil e Argentina; organizações internacionais e o processo de construção de uma ordem internacional; evolução do sistema econômico internacional; petróleo e energias alternativas; o SELA; a dívida externados países em desenvolvimento; instrumentos de cooperação econômica internacional; mecanismos de regulação da exploração conjunta da Antártida e do fundo dos oceanos; instrumentos de estímulo à transferência de tecnologia... A lista é longa; meu espaço limitado. Ao ressaltar que a revista também publicou um conjunto de análises genéricas e ricas da evolução da política externa brasileira e de nossa inserção no contexto internacional, em que os temas multilaterais foram abordados ora com muita profundidade, ora não tanto, convido- o, caro leitor, a procurar, nas páginas da RBPI, informações e análises dos temas de seu interesse. Pelo que vi da revista ao preparar esse balanço das últimas décadas, estou certo de que seu tempo será investido com muito proveito e seu esforço amplamente recompensado.
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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE CIÊNCIA POLÍTICA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA POLÍTICA JACKSON DE TONI

UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA INSTITUTO DE CIÊNCIA POLÍTICA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA POLÍTICA JACKSON DE TONI

As conclusões gerais a que chegamos apontam em três grandes direções, (1) o papel absolutamente importante e imprescindível que as ideias ou crenças tem na mudança institucional; (2) a importância em vincular o resultado das ações dos empreendedores políticos, sejam eles singulares ou coletivos, ao seu contexto e trajetória histórica e (3) o aprofundamento de um deslocamento identitário de setores importantes das elites industriais que se afastam do ideário liberal fundamentalista e se aproximam de um projeto mais autônomo e nacional de desenvolvimento, com inclusão social. Este último movimento pode ser detectado desde o processo constituinte em 1988, passando pela criação de novas entidades empresariais não atreladas à estrutura corporativa na década de noventa, pelo distanciamento crítico em relação ao Governo Cardoso no decorrer do segundo mandato e pela formação de um núcleo mais ou menos homogêneo de empreendedores com presença e atuação simultânea nos diversos fóruns criados desde 2003. 2 Por sua vez, a presença marcante de lideranças públicas e privadas sinaliza um viés no processo decisório que também é parte da trajetória do funcionamento dos governos, isto é, a permeabilidade ou maleabilidade do tecido institucional às iniciativas de seus protagonistas. A ambiguidade neste caso está, de um lado, na grande flexibilidade e iniciativa de gestores, cuja desenvoltura não estaria sujeita aos labirintos e roteiros burocráticos de governos submersos em toneladas de ritos jurídicos ou processos decisórios truncados, fragmentados, conflitantes e desnecessários; por outro lado, revela a baixa permanência e constância de protocolos decisionais mais estratégicos e perenes, sujeitos sempre aos subjetivismos de ocasião, aos impressionismos aleatórios e orientações contingentes do ciclo eleitoral. Seguramente pode-se afirmar que os casos bem sucedidos de política industrial no primeiro governo Lula derivam de situações onde prevaleceu o equilíbrio entre estes dois extremos.
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Direito socioambiental   uma questão para América Latina 0

Direito socioambiental uma questão para América Latina 0

Nuestra amazonia, nuestro chaco, nuestro altiplano y nuestros llanos y valles se cubrieron de verdores y flores. Poblamos esta sagrada Madre Tierra con rostros diferentes, y comprendimos desde entonces la pluralidad vi- gente de todas las cosas y nuestra diversidad como seres y culturas. Así conformamos nuestros pueblos, y jamás comprendimos el racismo hasta que lo sufrimos desde los funestos tiempos de la colonia. El pueblo boliviano, de composición plural, desde la profundidad de la historia, inspirado en las luchas del pasado, en la sublevación indígena anticolonial, en la independencia, en las luchas populares de liberación, en las marchas indígenas, sociales y sindicales, en las guerras del agua y de octubre, en las luchas por la tierra y territorio, y con la memoria de nuestros mártires, construimos un nuevo Estado.Un Estado basado en el respeto e igualdad entre todos, con principios de soberanía, dignidad, complementariedad, solidaridad, armonía y equidad en la distribución y redistribución del producto social, donde predomine la búsqueda del vivir bien; con respeto a la pluralidad económica, social, jurídica, política y cultural de los habitantes de esta tierra; en convivencia colectiva con acceso al agua, trabajo, educación, salud y vivienda para todos.Dejamos en el pasado el Estado colonial, republicano y neoliberal.Asumimos el reto histórico de construir colectivamente el Estado Unitario Social de Derecho Pluri- nacional Comunitario, que integra y articula los propósitos de avanzar hacia una Bolivia democrática, produc- tiva, portadora e inspiradora de la paz, comprometida con el desarrollo integral y con la libre determinación de los pueblos.Nosotros, mujeres y hombres, a través de la Asamblea Constituyente y con el poder originario del pueblo, manifestamos nuestro compromiso con la unidad e integridad del país.Cumpliendo el mandato de nuestros pueblos, con la fortaleza de nuestra Pachamama y gracias a Dios, refundamos Bolivia. Honor y gloria a los mártires de la gesta constituyente y liberadora, que han hecho posible esta nueva historia.
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Mudanças climáticas na cidade de São Paulo: avaliação da política pública munici...

Mudanças climáticas na cidade de São Paulo: avaliação da política pública munici...

DSC-A: A PMMC é resultado de um ano e meio de discussões específicas, elaboração e colaboração de institutos como ICLEI e FGV, além de profissionais especializados, sociedade civil e todas as instâncias do governo municipal. A sociedade civil teve algum espaço para dialogar e compartilhar suas opiniões através das audiências públicas e teve, ainda, representação por meio das entidades dos setores produtivos. Foi possível perceber que o nível de consciência com que a opinião pública brasileira entrou em 2009, 2010, e no mundo todo, e saiu do processo de Copenhagen foi outro, bem mais elevado. Pelo menos em nível de consciência, não em nível de mudança de hábito. Cumpre destacar que essa lei foi aprovada no momento em que havia uma enorme expectativa sobre o grande acordo internacional de mudanças climáticas que aconteceria na COP - Conferência das Partes, em Copenhagen, 2009. Nessa época o estado de São Paulo também estava perseguindo uma lei em âmbito estadual que o governador, à época José Serra e o então governador da Califórnia, Schwarzenegger, apresentaram - para a Califórnia e para São Paulo, os meandros do que seria essa lei, com metas rigorosas de redução de emissões até 2020. Na etapa de consulta pública e mesmo após o encerramento do prazo legal foram realizados encontros com representantes da sociedade civil organizada, porém, considero que deveria haver maior envolvimento com audiências públicas mais divulgadas, mais regionalizadas. Comunidade que entende melhor a questão fica mais envolvida e coopera com ações necessárias posteriormente na prática, na cobrança e no controle social.
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Mudanças climáticas: um caminho para a avaliação da política pública brasileira para o setor

Mudanças climáticas: um caminho para a avaliação da política pública brasileira para o setor

Construída com base nas três principais dimensões a serem consideradas quando da avaliação de políticas públicas: dimensões social, econômica e política, a metodolo[r]

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Estud. av.  vol.20 número56

Estud. av. vol.20 número56

Isso é verdade, sem dúvida, mas tal- vez seja necessário chamar a atenção para o outro lado da questão. Ou seja: no caso de muitos governos latino-americanos a desproporção entre a rejeição das políticas neoliberais pelos eleitores e as mudanças efetivas é enorme. Se é verdade que um governo como o do presidente Lula “não tem condições de seguir a cartilha de Washington com a convicção de seus an- tecessores”, o que não pode ser esquecido é que ele, no fundamental, ainda que me- nos convicto (e com muitas diferenciações internas), continua a seguir essa cartilha. Também podemos fazer uma qualifi- cação quanto à apreciação muito positiva feita pelo autor da estratégia nas negocia- ções comerciais. É preciso reconhecer, naturalmente, que as dificuldades aí são imensas – tanto pelas pressões internacio- nais quanto pela existência da “quinta co- luna” dentro do nosso país, como lem- bra corretamente o livro. Além disso, não é possível negar que houve mudanças muito significativas em relação à atuação do governo anterior. No entanto, há ambigüidades na estratégia brasileira atual, e não convém subestimar alguns proble- mas. Por exemplo: o Itamaraty não tem aceitado tratar no âmbito da Alca certos temas francamente desfavoráveis para o Brasil, como serviços, investimentos, compras governamentais e propriedade intelectual, mas aceita tratá-los na OMC . A vantagem disso seria a OMC se consti- tuir num campo mais favorável de nego- ciação, já que divergências entre os países desenvolvidos poderiam ser exploradas, e o Brasil tem interesses comuns com ou-
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O gono populista de Perón e seus mecanismos de controle social

O gono populista de Perón e seus mecanismos de controle social

É relevante destacar que o Peronismo ou Justicialismo desenvolveu uma política populista de cunho nacionalista e com influência nas doutrinas fascistas propagadas após a Primeira Guerra Mundial. A Constituição Justicialista de 1949 não significou apenas a reformulação da Carta de 1853, mas a institucionalização do arbítrio, pois foi aprovada no Congresso sem a participação da bancada oposicionista que se retirou em sinal de protesto. No campo social Perón desenvolveu uma política trabalhista, voltada para o proletariado, onde procurou acentuar os elementos emocionais que o ligavam aos trabalhadores através de uma forte propaganda, discursos e favores pessoais, reorganizando a CGT nos moldes corporativistas, mantendo uma política de altos salários.
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Bioética feminista na América Latina: a contribuição das mulheres.

Bioética feminista na América Latina: a contribuição das mulheres.

Porém, a aproximação da bioética à medicina foi importante para a consolidação do campo. Rapidamente a bioética ascendeu ao patamar simbólico de disciplinas de elite intelectual, uma compreensão que se viu fortalecida pela presença da teologia católica. Ao contrário do que ocorreu em outros países da América Latina, os grupos teológicos que se interessaram pela bioética foram marcadamente de vanguarda e com espírito plural para o debate público, mas, assim como os médicos, os teólogos católicos também estabeleceram sua agenda de pesquisa e intervenção pautada nos interesses de sua comunidade disciplinar de origem, o que imprimiu três características ao campo: 1. devolução da bioética às humanidades aplicadas à saúde; 2. agenda temática alargada para temas pacíficos para a teologia católica, porém restritiva em questões dogmáticas como aquelas relacionadas à reprodução biológica; e 3. incentivo à estruturação acadêmica da bioética, o que representou uma perda de hegemonia das entidades médicas de classe como discurso legitimador da bioética. A despeito das restrições temáticas inerentes à dogmática católica no debate bioético, a entrada e a permanência dos teólogos forçaram a devolução da bioética para as humanidades. Ao contrário de outros países de bioética central, onde a bioética é uma especialidade da filosofia antes que da medicina, na América Latina o fenômeno foi inverso. 11 Coube inicialmente
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A insurreição no meu quintal : processo decisório e percepção da diplomacia norte-americana durante a Revolução Cubana (1958-1960)

A insurreição no meu quintal : processo decisório e percepção da diplomacia norte-americana durante a Revolução Cubana (1958-1960)

A nova política mereceu constante atenção e defesa por parte dos diplomatas estadunidenses, já que seqüestros de cidadãos americanos, a destruição de patrimônio e os constantes subornos dos rebeldes aos empresários estrangeiros tornavam a situação muito complexa. A política foi mantida sob um equilíbrio muito perigoso, mas acabou prevalecendo e se tornando um bom exemplo da atuação de uma visão “liberal” de mundo na implementação da política externa norte-americana. Com a retirada do apoio oficial do governo estadunidense à Batista, a queda do ditador se revelou apenas uma questão de tempo. Em primeiro de janeiro de 1959, Fidel toma o poder em Cuba, iniciando uma nova era na história política cubana. Cabia, então, ao Departamento de Estado analisar o comportamento do novo governo e avaliar as possibilidades de trazer os novos governantes cubanos para a aliança ocidental. Desde o princípio, a tarefa se revelava trabalhosa, já que Fidel comungava com uma plataforma política nacionalista. Para alguns observadores de Washington, especialmente do Pentágono e da CIA, isso era visto como sinal de simpatia com o “comunismo internacional.”
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