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A (in)visibilidade da mulher negra youtuber

A (in)visibilidade da mulher negra youtuber

A definição da análise entre os dois canais se deu pela aproximação da temática dos vídeos mais assistidos. A tag "Tour pelo meu corpo", criada pela youtuber Luiza Junqueira, propõe mostrar em vídeo as partes do corpo que incomodavam ou ainda incomodam, com o objetivo de expor as implicações desse padrão de beleza estabelecido na sociedade na vida de várias mulheres. O vídeo de Ellora não só exibe essas partes do corpo, como também expõe a diferença do corpo real e o das fotos publicadas em outras redes sociais. Enquanto Gabi, que admite não possuir uma relação problemática com o seu corpo, decidiu produzir um vídeo a partir de seu contexto como mulher negra e fazer um tour pelo seu rosto, mostrando cada detalhe que anteriormente era incômodo, por se tratar de traços da estética negra, mas que hoje possuem um sentido diferente para si.
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REPRESENTAÇÕES IDENTITÁRIAS DA MULHER NEGRA NO BRASIL E EM MOÇAMBIQUE

REPRESENTAÇÕES IDENTITÁRIAS DA MULHER NEGRA NO BRASIL E EM MOÇAMBIQUE

Resumo: O estudo presente busca expor duas representações de mulher através da Literatura. Considerando a poesia, uma forma de experiência de vida, um autoconhecer-se, evocamos Octávio Paz para dialogar com seus conceitos, pois este apresenta o espaço como um encontro do sujeito histórico com o desejo da imaginação, do sonho. E as duas poetisas que serão trabalhadas neste artigo, são sujeitos que transformam o poema em um tecido vivo, cheio de história e vida, uma história que corrompe a do dominador e apresenta outra, a dos marginalizados. Através destas reflexões sobre poesia e História, supomos que as autoras Conceição Evaristo, brasileira, e Noémia de Sousa, moçambicana, construíram uma Literatura em que a mulher é colocada em evidência, ou seja, é trabalhada, é dada a voz a ela. Duas mulheres que refletiram sobre os problemas da escravidão e do preconceito: questões de raça e de gênero. São poesias que apontam para uma realidade estampada em todos os lugares: a desigualdade de gênero. Por mais que se tenha passado por um processo de valorização da mulher, ainda há ideias de que a mulher pode dançar, cozinhar, cantar, mas escrever, nem pensar, lembrando Conceição Evaristo. Noémia constrói sua poesia como um espaço para ecoar as vozes de uma identidade que foi por muito tempo sufocada, deformada e aniquilada. Em suas poesias, ressurge a mulher negra guerreira, lutadora, cheia de cultura e vida, é redesenhado um sujeito que foi apagado pela História e pela sociedade dominante. Através de autores como Stuart Hall, Michel Foucault, Octávio Paz e Homi Bhabha, tentaremos visualizar como Conceição Evaristo e Noémia de Sousa representaram a mulher negra em suas poesias, perpassando pela História, colonização e identidade cultural.
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A mulher negra nos Cadernos Negros :: autoria e representações

A mulher negra nos Cadernos Negros :: autoria e representações

A mulher negra e todos os personagens periféricos então representados na ficção aqui estudada se apresentam em lutas constantes, muitas vezes, tentando conciliar sua história ancestral (memória coletiva) com sua história individual. Desta forma, são, as lutas por reconhecimento e igualdade, semelhantes à “vida real” fora da ficção. Sabemos que a violência tem sido modificada ao longo dos tempos. Se antes, no regime escravocrata a violência contra o negro era física e moral, sempre tendendo à barbárie, hoje nossa sociedade dá espaço à violência moral, e ainda percebemos traços da violência física (casos de pessoas agredidas sem motivo aparente tomam a mídia brasileira). Por sua vez, a violência moral não só se aperfeiçoou como adquiriu um papel significativo nas relações de trabalho. Esta violência dissimulada em relações amigáveis no cerne do sistema brasileiro é a violência simbólica. Assim o dominante mantém seu poder sobre o dominado, escravizando e cometendo agressões no âmbito da violência simbólica disfarçada em política de favores e paternalismo, por vezes, utilizando o argumento de que o quê está fazendo é para o bem do subjugado. É uma situação hipócrita, uma “sofisticação” da violência, antes “primitiva”. Roberto Schwarz aponta que o sistema brasileiro utiliza-se da política de favores para impermeabilizar as relações de servidão. Segundo o autor,
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O LUGAR DE FALA DA MULHER NEGRA EM OLHOS D’ÁGUA, DE CONCEIÇÃO EVARISTO

O LUGAR DE FALA DA MULHER NEGRA EM OLHOS D’ÁGUA, DE CONCEIÇÃO EVARISTO

modificação do modo de pensar da sociedade brasileira em relação às desigualdades étnico- sociais, por entendê-las como consequências de fatores histórico-culturais. Para isso, Evaristo volta o olhar sempre para as mulheres negras, suas vivências difíceis, instáveis por serem empregadas domésticas, donas de casa, mães solteiras e objeto sexual. Traço marcante na obra da autora, a estilização de dilemas históricos, sociais e culturais situa as experiências individuais entre antagonismos insolúveis, de dimensão complexa, a ponto de a linguagem ser incompleta para expressá-la, disso resulta uma linguagem que anseia “traduzir o indizível”. Isto é, a prosa que, tradicionalmente prioriza uma comunicação mais direta, se torna poética nos contos de Conceição Evaristo, levando o discurso em direção a uma “fala da ausência” (STALLONI, 2001, p. 171), que questiona o ser individual enquanto elemento social, fenômeno que faculta uma comunicação não só intelectual com o leitor, mas também sensorial e afetiva. A dificuldade de se registrar e dimensionar na produção literária os dilemas e a subjetividade dos sujeitos subalternizados sempre esteve presente na história da literatura brasileira. Frequentemente, tais figuras foram representadas pelo olhar externo, isto é, do escritor homem, branco e de classe média. A conquista por um lugar de fala da mulher negra em nosso sistema literário, conforme demonstra Luiza Lobo (1993), é muito recente. As reflexões aqui desenvolvidas visam debater alguns aspectos da constituição do espaço discursivo das mulheres negras e da autorrepresentação de figuras subalternizadas.
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CulturArte da mulher Negra no contexto da Educação Ambiental

CulturArte da mulher Negra no contexto da Educação Ambiental

Resumo: O objetivo deste artigo é compartilhar as aprendizagens alcançadas na trilha investigativa sobre a questão da CulturArte da mulher Negra no contexto da Educação Ambiental. Buscou-se, pela compreensão fenomenológica, entender como são estabelecidas as relações entre estes temas. Por que CulturArte? Por que mulher negra? Por que Educação Ambiental? Qual a importância de se tratar esses temas juntos? A observação da Arte Popular que gesta as identidades das mulheres da Comunidade Quilombola de Mata Cavalo em Mato Grosso reafirmou a perspectiva Pós-Crítica da Educação Ambiental que sustenta a inseparabilidade do ser e viver. A arte criadora da vida coletiva corroborou a existência de saberes das mulheres, entremeados com os modos de vida de mãos fazedoras, de cuidados, de lutas e de cultura fortemente entrelaçados com o meio vivido.
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Sentidos e significados de ser mulher, negra, pobre e analfabeta

Sentidos e significados de ser mulher, negra, pobre e analfabeta

Em uma turma de alfabetização da EJA há uma forte busca pela leitura e pela escrita, todavia, quando essa turma é composta por uma maioria de mulheres idosas, há a busca por reconhecimento e por ser ouvida, isso porque, elas passaram muitos anos das suas vidas sem poder dar voz as suas angústias. Nesse viés, ao trazer as falas e dialogar com as questões relacionadas com gênero, raça, etnia, classe social e o processo de escolarização dessas sujeitas, demonstra-se a face das alunas e as dificuldades existentes em relação a esses marcadores. Esclarece-se que as falas surgiram de forma esporádica no decorrer das atividades letivas, e foram anotadas no caderno da professora e utilizadas em vários momentos na sua prática pedagógica na busca de desconstruir estereótipos e fortalecer a relação - professora e alunas. Os registros realizados pela docente serviram como mediadores de algumas ações alfabetizadoras, como por exemplo, a leitura do livro Quarto de despejo: diário de uma favelada da autora Carolina Maria de Jesus. A escolha de tal livro pela professora veio do fato de que a autora da obra é uma mulher, negra, pobre e pouco escolarizada. A leitura de partes do livro era esperada com ansiedade pelas alunas todos os dias.
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PONCIÁ VICÊNCIO, DE CONCEIÇÃO EVARISTO, E A CONDIÇÃO DA MULHER NEGRA NO BRASIL

PONCIÁ VICÊNCIO, DE CONCEIÇÃO EVARISTO, E A CONDIÇÃO DA MULHER NEGRA NO BRASIL

Diante desse panorama, objeti vamos, com este trabalho, a parti r do romance Ponciá Vicêncio (2003), de Conceição Evaristo, promover uma refl exão sobre a realidade das mulheres negras no Brasil. A obra se passa no início do século XX e acompanha a trajetória de Ponciá Vicêncio na sua busca por uma vida melhor na cidade grande. O começo desse século é cru- cial na historiografi a brasileira, uma vez que vemos a sociedade sob o impacto da abolição da escravização do povo negro. Nortearemos nosso estudo pela perspecti va que defende que a mulher negra, pobre e periférica é uma cidadã, mas, ao longo do tempo, seus direitos têm sido violados pela sociedade brasileira machista, preconceituosa, racista e excludente.
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A exclusão escolar da mulher negra encarcerada no Brasil

A exclusão escolar da mulher negra encarcerada no Brasil

Avaliamos que as condições concretas em que a mulher negra foi inserida neste país – como base do sistema de exploração-opressão e tendo direitos que seriam básicos, negligenciados - interferiram nas vidas de suas descendentes, mantendo-as em uma condição de marginalização que permanece dificultando a ascensão dessas pessoas. As políticas públicas de assistência voltadas para a educação no cárcere surgem, tardiamente, para a garantia de direitos que foram negados em séculos. Entretanto, a carga de um passado de desumanização de homens e mulheres negras ainda pesa e diversos fatores que são frutos e fazem parte de uma sociedade patriarcal e racista se desdobram em barreiras que impede que grande parte delas participe de algo visado ao que deveria ser ponte para ressocializar.
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Mulher negra e saúde pública: o discurso feminino nos movimentos negros

Mulher negra e saúde pública: o discurso feminino nos movimentos negros

Os movimentos negros brasileiros aparecem como principais protagonistas intelectuais e militantes do antirracismo no Brasil e por intermédio das múltiplas modalidades de protesto mobilizam a implantação de políticas públicas para população negra. O não acesso aos bens comuns da sociedade e aos direitos fundamentais, como no caso da saúde, demanda a criação de medidas para superação das dificuldades de acesso a estes serviços por grande parte da população brasileira. Entre os determinantes sociais encontra-se o racismo e o machismo que expõe as mulheres negras a fatores de risco em saúde e determina suas condições de vida, saúde e adoecimento. O presente estudo traz uma reflexão sobre os sentidos atribuídos ao acesso da mulher negra à saúde pública por mulheres negras militantes em movimentos negros da cidade de São Paulo. Tratam-se de movimentos importantes na luta pela inclusão da mulher negra e atenção as suas especificidades em saúde, bem como na elaboração, implantação e implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. As ações políticas dos movimentos negros foram abordadas também em sua dimensão simbólica cujo campo discursivo se move em contraposição à naturalização das desigualdades raciais, mas em favor do acesso aos direitos, denunciando as injustiças sociais intensificadas para a população negra pelo racismo. Abordamos também seu movimento no sentido de dar à negras e negros o direito de contarem sua própria história, a construir uma memória e identidade coletivas que se contrapunha à imagem marginalizada e inferiorizada instituída historicamente no imaginário social brasileiro.
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A mulher negra e a cidadania negada em "Jubiabá" de Jorge Amado

A mulher negra e a cidadania negada em "Jubiabá" de Jorge Amado

Objetiva-se com o artigo identifi car a mulher negra retratada em Jubiabá do baiano Jorge Amado e delinear uma origem marcada por sua etnia, somando-se a esta gênero e classe; ao mesmo tempo, identifi car na crítica pós- feminista sinais de exaustão de uma série de discursos redutores, calcados em uma lógica fundante ocidental, que embasam a institui- ção da diferença reifi cada, uma vez que essa acabou por sobrepor as categorias de sujeito a varão, equívoco cometido mesmo por fe- ministas, como Simone de Beauvoir quando defendeu a posição binária e vicária da mu- lher, centrada em um Outro, que lhe dava sentido.
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A sexualidade, a saúde reprodutiva e a violência contra a mulher negra: aspectos de interesse para assistência de enfermagem.

A sexualidade, a saúde reprodutiva e a violência contra a mulher negra: aspectos de interesse para assistência de enfermagem.

detectado em processos, atitudes ou compor- tamentos que denotam discriminação deriva- da de estereótipos, preconceito inconscien- te, ignorância ou falta de atenção e que colo- cam pessoas e grupos em situações de des- vantagem. Portanto, a persistência de uma estrutura de discriminação pode ser decor- rente, entre outras razões, do desconhecimen- to existente a respeito da demanda da mulher negra sobre suas condições de vida e saúde. Diante do exposto, traçamos como objeti- vo a realização de um estudo bibliográfico sobre a literatura profissional que propicie relacionar os problemas de saúde/doença, bem-estar/mal-estar vivenciados pelas mulhe- res negras, particularmente aqueles relacio- nados à sexualidade, à saúde reprodutiva e à violência, assim como apontar intervenções afirmativas, que visam a equidade, passíveis de ser implementadas pela própria cliente, pelos profissionais/instituições de saúde, pela sociedade civil organizada e pelos gestores do Sistema Único de Saúde (SUS).
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A representação da mulher negra em dois contos de Nei Lopes

A representação da mulher negra em dois contos de Nei Lopes

Do ponto de vista das relações de gênero, Lopes procurou retratar o papel da mulher negra em seu real contexto de segregação social e racial, mostrando que mes- mo dentro de um grupo que é rejeitado pela cor, a mulher tende a ser oprimida por ausência da força física, o que é biologicamente comum ao homem, e por absorver com mais intensidade as premissas do patriarcalismo, praticado, não raro, por seus companheiros. Esse tipo de literatura, que resgata do anonimato social as identidades negras e as coloca em conflito com o/ a branco/ a, com os ideais eurocêntricos e hegemônicos, tem ganhado espaço na Literatura Brasileira, não apenas para provocar emoção no/ a leitor/ a, ou ainda vitimar os negros, como ressalta Bernd (1987). Tais obras têm algo a dizer, a reivindicar, a marcar fortemente a consciência crítica daqueles que compartilham da luta contra a opressão e discriminação e, não menos importan- te, tentar convencer os que ainda se negam a formar opinião sobre o assunto.
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A MULHER NEGRA NO MAGISTÉRIO: REFLEXÕES EM TORNO DE TRAJETÓRIAS HISTÓRICAS

A MULHER NEGRA NO MAGISTÉRIO: REFLEXÕES EM TORNO DE TRAJETÓRIAS HISTÓRICAS

Tal processo de ingresso da mulher no magistério foi ainda mais complexo para a mulher negra já que historicamente ela foi tolhida de ter acesso ao espaço escolar. Os diversos dispositivos legais que tocavam questões educacionais implementados no Brasil, desde a Constituição de 1824, a qual garantia o direito de educação aos cidadãos, excluiu as mulheres negras escravas, visto que, elas não eram consideradas cidadãs. Ainda em 1837 com a criação do Collegio de Pedro II, que representou a primeira tentativa do governo imperial de estabelecer o ensino público, elas continuaram excluídas porque quem tinha acesso a essa instituição eram os filhos das famílias latifundiárias, sustentadas pela pujança da agricultura cafeeira. Durante o século XIX com o projeto republicano de modernização do país e uma maior flexibilização do ensino, as mulheres negras continuaram com dificuldades para ter acesso à escola pois na pós-abolição não houve um projeto de inclusão dos negros e negras no mercado de trabalho e, muitas dessas mulheres continuaram tendo que trabalhar, principalmente, em serviços domésticos, não tendo por isso muita oportunidade de ir à escola.
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Vozes Insurgentes: a mulher negra na escrita de Conceição Evaristo

Vozes Insurgentes: a mulher negra na escrita de Conceição Evaristo

Resumo: Em Insubmissas Lágrimas de Mulheres (2011), de Conceição Evaristo, a imagem da mulher negra e a escrita de resistência são marcantes. A obra literária dessa autora inclina-se para a ressignificação identitária, sobretudo étnica. Em suas produções, os afrodescendentes são o centro de sua escrita questionadora, trazendo recordações que nos possibilitam refletir sobre os espaços de representação aos quais os negros são e estão proscritos no contexto social. As narrativas de Evaristo são intensamente desenvolvidas com o intuito de conceder uma maior visibilidade às personagens negras do que às histórias narradas. Dessa forma, deduz-se que os contos de Evaristo são contos-personagens, acessados pelas falas das personagens no ato de recordar a prática do dia a dia, referindo-se às condições étnicas e de gênero. Isto posto, com base em questões de raça, negritude, discriminação, opressão, silenciamento e representação, este artigo objetiva compreender como são construídas as personagens femininas na narrativa de Conceição Evaristo. Além disso, serão consideradas as questões que abrangem a escrita de autoria feminina e o trânsito entre o silêncio e a fala. Sobre o silêncio, bell hooks afirma que ele se manifesta como uma “estratégia de sobrevivência”, pois “muitos indivíduos de grupos oprimidos aprendem a reprimir ideias, especialmente aquelas consideradas opositoras. Da escravidão em diante, as pessoas negras, nos Estados Unidos, aprenderam a resguardarem-se em suas falas. Dizer a coisa errada podia levar à punição severa ou à morte” (HOOKS, 2019, p. 327). Portanto, erguer a voz se torna uma maneira de passarmos da condição de objetos para sujeitos, de nos libertarmos.
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Sob o peso do próprio corpo: a representação da mulher negra nos contos "Maria" e "Rosa Maria Rosa", de Conceição Evaristo

Sob o peso do próprio corpo: a representação da mulher negra nos contos "Maria" e "Rosa Maria Rosa", de Conceição Evaristo

mediante a esse silenciamento, são de suma importância estudos que contem- plem tais textos, que apontem para as inúmeras dimensões que eles carregam em seu bojo. portanto, a partir dos contos “maria”, presente na antologia Olhos d’água (2014) e “rosa maria rosa”, que integra a obra Histórias de leves enganos e parecen- ças (2016), ambas de conceição evaristo, temos por objetivo analisar a representação da mulher negra presente nessas narrativas, por meio de personagens a quem con- ceição evaristo concede um lugar central na trama. para embasamento teórico da análise pretendida, utilizamos autores como Ascroft, Griffiths & Tiffin (2007), Chandra mohanty (2002) e elizabeth grosz (2000).
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Mulher negra e representação das memórias no romance Reyita sencillamente: testimonio de una negra cubana nonagenaria (1997), da escritora afro-cubana Daisy Rubiera Castillo.

Mulher negra e representação das memórias no romance Reyita sencillamente: testimonio de una negra cubana nonagenaria (1997), da escritora afro-cubana Daisy Rubiera Castillo.

O contato de María de los Reyes com familiares e membros de sua comunidade, principalmente com mulheres negras, não apenas amplia sua percepção do racismo interseccional naturalizado naquela sociedade, mas também lhe impulsiona a intervir contra este, apesar das precariedades e limitações que lhe são impostas. Contribui ainda para que a personagem tenha uma percepção mais autônoma, ou mais independente, como propõe Collins (p.203), da condição da mulher negra em seu país, de sua própria mãe. Sobre esta última Reyita dirá: “Durante mucho tiempo yo no la comprendí, pero después de vieja me di cuenta de que mi pobre madre fue una víctima de la desgracia que sufrimos los negros, tanto en los siglos pasados, como en este” (RUBIERA CASTILLO, 1997, p. 27).
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AS BLOGUEIRAS NEGRAS: UMA ANÁLISE SOBRE REPRESENTAÇÃO CULTURAL DA MULHER NEGRA CONTEMPORÂNEA

AS BLOGUEIRAS NEGRAS: UMA ANÁLISE SOBRE REPRESENTAÇÃO CULTURAL DA MULHER NEGRA CONTEMPORÂNEA

Durante a minha caminhada no Curso de Especialização em Educação Inclusiva, na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), muitas temáticas foram abordadas, discutidas e vivenciadas em sala de aula, porém na Unidade Temática “Políticas de Inclusão”, ministrada pela professora Deise Maria Szulczuwski, quando participei da palestra da pesquisadora Viviane Inês Weschenfelder sobre “Negritude e políticas afirmativas”, foi que me “encontrei”. O tema problematizado naquele momento me inquietou e me instigou a pensar sobre de que maneiras a mulher negra vem sendo representada em nossa sociedade.
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Mulher negra entre a maternidade e a violência: a representação rasurada na literatura canônica brasileira

Mulher negra entre a maternidade e a violência: a representação rasurada na literatura canônica brasileira

[a mulata] construída em nosso imaginário social contribui, no âmbito das classificações raciais, para expor a contradição entre a afirmação de nossa democracia racial e a flagrante desigualdade social entre brancos e não bran- cos em nosso país: como “mulato” é uma categoria extremamente ambígua e fluída, ao destacar dela a mulata que é a tal, parece resolver-se esta contra- dição, como se se criasse um terceiro termo entre os termos polares Branco e Negro. Mas, no âmbito das classificações de gênero, ao encarnar de maneira tão explícita o desejo do Masculino Branco, a mulata também revela a rejeição que essa encarnação esconde: a rejeição à negra preta. (Corrêa, 1996, p. 50) (grifos meus) Delinea-se, assim, uma complexa cartografia da sociedade brasileira cons- tituída a partir de discursos, como o literário, que vinculam raça, gênero e poder como corolários de uma concepção de nação. Desse modo, o desejo escuso do homem branco pela mulher negra classificada como “mulata”, além de fixá-la numa posição objetificada, teria, então, como contraparte, a rejeição à (própria) mulher negra, caracterizada, porém, como de “pele escura”. Num jogo de repre- sentações complexas, esse movimento oblitera a figuração da mulher negra enquanto sujeito instituído, e aqui o pleonasmo parece necessário, de subje- tividade e potencial de autonomia e criação. Sendo assim, a análise de Corrêa permite que vislumbremos uma oposição entre “mulata” e “mulher preta”, opo- sição esta também sinalizada por Duarte ao recuperar a doxa patriarcal “Branca para casa, mulata para fornicar e preta para trabalhar”; identifica-se assim, de um lado, uma construção em que o corpo da mulher negra (já caracterizado de modo híbrido) apresenta-se como meio para o “erotismo desfrutável” e do outro como força de trabalho, circunscrita ao “âmbito da senzala e do trabalho no eito”.
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UMA JOVEM MULHER NEGRA FAVELADA: SINGULARIDADE COMPARTILHADA EM NARRATIVAS BIOGRÁFICAS

UMA JOVEM MULHER NEGRA FAVELADA: SINGULARIDADE COMPARTILHADA EM NARRATIVAS BIOGRÁFICAS

Cláudia denuncia severas críticas às violações de direitos da juventude, principalmente pobre e negra, muitas delas cometidas pelo poder público. Em recorrentes situações, é o próprio Estado – através das representações que lança sobre os jovens pobres, da atuação da polícia militar, das políticas de segurança pública – que potencializa situações de violência nas favelas, alargando os índices do genocídio da juventude negra. Não vistos como “sujeitos de direitos”, mas, como os “outros” (ARROYO, 2011), esses jovens são recorrentemente percebidos pelos programas e projetos a eles destinados como aqueles/as que precisam se reintegrar, ressocializar. A própria Cláudia e seus alunos, nas oficinas, são esse “outro” que precisam lidar com inúmeras provas estruturais, já que são “vistos como incômodo nas cidades, nas ruas, nas manifestações culturais [...]. São adolescentes e jovens objeto de reportagens negativas na mídia e das ocorrências policiais”. (ARROYO, 2011, p. 225).
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Entre o grotesco e o risível: o lugar da mulher negra na história em quadrinhos no Brasil.

Entre o grotesco e o risível: o lugar da mulher negra na história em quadrinhos no Brasil.

Frans Post esteve no país entre 1637 e 1644, integrando a Missão Artística e Cientíica Holandesa, contratada por Maurício de Nassau, governador do território ocupado pela Holanda, espalhado pela região Nordeste do Brasil. Post tinha como principal função registrar a paisagem nacional. E é assim, integrando a paisagem, urbana e rural, que a população negra é primeira- mente retratada. Negras e negros são mostrados exercendo funções variadas, dando porém a entender que formam uma sociedade homogênea, linear, sem diferenças ou conlitos. Todos parecem conformados com a situação de escravizados e usam trajes parecidos, como se estivessem uniformizados.
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