Mulher - Portugal - Educação - séc. 19

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Guiando almas femininas: a educação protestante da mulher em impressos confessionais no Brasil e em Portugal (1890-1930)

Guiando almas femininas: a educação protestante da mulher em impressos confessionais no Brasil e em Portugal (1890-1930)

, no escolarizado, informal, pero igualmente importante, ya que dialoga con otra necesidad del grupo social en pauta: la educación escolar, letrada. Por tratarse de la difusión de una cultura impresa, balizada por la palabra escrita, exigía un modus operandi diferenciado por parte de este grupo social: la educación formal. Las escuelas de primeras letras, al principio, y los grandes colegios al después, fueron espacios propuestos y criados a fin de que el impreso también pudiera circular, ser leído, divulgado, aprendido. Esta investigación pretende, al fin y al cabo, lanzar una mirada sobre el Protestantismo que, en este contexto de autoafirmación, ha destinado, de cierta forma, un lugar específico a la mujer, forjando una propuesta educativa no formal y diseminada a través de los impresos. Tres modelos han se destacado en la propuesta reformada: la educación cristiana propiamente dicha, la educación doméstica, cuyos referenciales han estado presentes y, por fin, la educación para el espacio público, con énfasis en el ejercicio de la enseñanza. Este trabajo trae aún un breve diálogo entre Brasil y Portugal, pues cuando un periódico, libro o algo semejante era publicado en una de las márgenes del Atlántico, la otra margen por supuesto participaba del hecho, recibiendo la misma publicación o al menos haciendo mención a ella, lo que corroboraba el argumento de la circulación de estos impresos. No solamente una lengua común ha sobrevivido en las dos cuestas marítimas: algunas especificidades protestantes también navegaran por este mar.
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Participação da mulher na gestão do desporto em Portugal

Participação da mulher na gestão do desporto em Portugal

Portugal, nas últimas décadas, vive mudanças quanto à relação de género com o mercado de trabalho e das relações de produção, como a crescente participação da mulher em todos os níveis de educação, treinamento e trabalho - a vida cada vez mais ativa de mulheres; a mudança para um padrão de carreira mais contínuo, com menos vínculos familiares em parte devido à participação dos filhos pequenos em atividades e redução das taxas de fertilidade; e em outra à integração das mulheres a profissões que eram excluídas anteriormente (Ferreira, 2010, citado por Duarte, Oliveira & Fernando, 2016). No entanto, quase 50 anos de ditadura produziram preconceitos fortemente estabelecidos sobre os direitos das mulheres, tanto na área doméstica quanto na pública, o que é difícil de combater, mesmo após a instituição da democracia e da adoção de uma legislação menos discriminatória. Entretanto, o aumento de mulheres em ocupações altamente qualificadas, com alto prestígio social, sugere que a igualdade no mercado de trabalho em Portugal é uma realidade
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Ser imigrante, Ser mulher, Ser mãe: Diáspora e Integração da Mulher São-tomense em Portugal

Ser imigrante, Ser mulher, Ser mãe: Diáspora e Integração da Mulher São-tomense em Portugal

Deste modo, fatores sociais e psicossociais frequentemente induzem uma vulne- rabilidade crescente durante a gravidez (complicações psicopatológicos antes e/ou após o parto - depressão pós-parto, psicose e depressão (Bunevicius et al., 2009; Rumbold et al., 2011) - exacerbada por stressores associados ao processo de migra- ção), pelo que os cuidados de saúde materna e infantil devem ser alvo de especial atenção (Bunevicius et al., 2009; Canavarro, 2001; Martins, Faria, & Lage, 2010). Estudos demonstram que o cortisol proveniente de uma grávida que padeça de al- tos níveis de stress durante a gravidez (e.g. passíveis de serem aumentados através acontecimentos de vida significativos, potencialmente stressantes, de que são exemplo as experiências de migração) tem uma elevada probabilidade de entrar no feto pelas através das trocas placentárias. A passagem excessiva de cortisol para o feto faz com que este sofra uma acentuada e mais rápida maturação, aumentando o risco de um nascimento prematuro, de baixo peso ao nascer (e.g. complicações de restrição de crescimento intrauterino), resultando num desenvolvimento empobrecido do cór- tex pré-frontal e favorecendo problemas de comportamento no futuro (Harutyunyan, 2008). Numa exploração preliminar dos indicadores gerais de saúde disponibilizados para a caracterização das populações migrantes, verifica-se tendencialmente que este contingente apresenta mais complicações sexuais e reprodutivas, os resultados da gravidez tendem a ser empobrecidos (incidência superior de bebés pré-termo e com baixo peso ao nascer), maior mortalidade materna, neonatal e infantil, mais abortos espontâneos, uma maior incidência de depressão pós-parto, seguimento ginecológico irrisório e educação pré-natal precária. (Machado et al., 2007; Carballo, 2009).
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Educação da mulher

Educação da mulher

Com a implantação da Primeira República, o ensino particular sofreu os efeitos da expulsão das ordens religiosas. Na sua maior parte, os colégios femininos, de confissão católica, foram transferidos para outros países, como Espanha, Suíça, Inglaterra, Bélgica, Estados Unidos da América e Brasil. As famílias mais abastadas continuaram a enviar as suas filhas para esses colégios, fiéis ao perfil de mulher que tradicionalmente estava consagrado e estas instituições formavam. Após 1918, as ordens regressaram a Portugal e retomaram gradualmente a sua posição, com a recomposição da rede de ensino privado religioso, que se intensificou nas décadas seguintes, num processo de expansão e afirmação.
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As árvores ornamentais introduzidas nos jardins de Lisboa: uma perspectiva histórica (séc. 18-19)

As árvores ornamentais introduzidas nos jardins de Lisboa: uma perspectiva histórica (séc. 18-19)

Em Portugal, muitos dos actuais jardins públicos nem sempre serviram apenas para o actual efeito. Alguns deles foram construídos com outros propósitos que vão além do simples passeio, assim como o simples prazer que se tem na contemplação daquilo que a natureza nos oferece. Alguns "jardins" tinham por função a caça, um dos desportos ou lazeres mais apreciados pela nobreza - as tapadas de caça. Outros eram criados para uso científico, como é o caso dos jardins botânicos, referidos no capítulo I, que nasceram da união entre o saber científico (essencialmente medicinal) e a educação. Historicamente anterior a estes últimos, temos o hortus, que foi reaproveitado para outros fins após a extinção das ordens religiosas, responsáveis pela sua criação, manutenção e desenvolvimento.
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Em nome da fé : as heresias e sua dimensão política em Portugal e Castela (séc. XIV e XV)

Em nome da fé : as heresias e sua dimensão política em Portugal e Castela (séc. XIV e XV)

enquanto a mercê é um ato de benevolência recomendada e, muitas vezes, prescrita pela justiça. Sendo assim, a graça está "relacionada com um dos tópicos mais comuns da legitimação do poder real - aquele que representava o príncipe como pastor e pai dos súditos, que mais se devia amar do que temer. "(...) estabelecia-se como regra de ouro que, ainda mais frequentemente do que punir, devia o rei ignorar e perdoar, (...), não seguindo pontualmente o rigor do direito (...)."HESPANHA, António Manuel. A Punição e a Graça. In: MATTOSO, José (dir.). História de Portugal. Quarto Volume, O Antigo Regime (1620-1807). Lisboa: Círculo de Leitores, 1993, p. 247. A mercê, por outro lado, “como se referiu anteriormente, o ato régio de conferir honras, cargos e privilégios tem sido analisado pela historiografia como elemento instituidor de uma ‘economia moral do dom’. Institucionalizada pelas monarquias européias do Antigo Regime, esta prática que, em outro estudo, chamamos de economia política dos privilégios (Bicalho, Fragoso e Gouvêa, 2000) baseava-se num compromisso lógico – num pacto político – entre rei e súditos, por intermédio de seus órgãos de representação, ou seja, as câmaras. Dessa forma, o indivíduo ou o grupo que, em troca de serviços prestados (mormente na conquista e colonização do ultramar), requeria uma mercê, um privilégio ou um cargo ao rei, reafirmava a obediência devida, alertando para a legitimidade da troca de favores e, portanto, para a obrigatoriedade de sua retribuição”. BICALHO, Maria Fernanda Baptista. As câmaras ultramarinas e o governo do Império. In: FRAGOSO, João (org.) O antigo regime nos trópicos: a dinâmica imperial portuguesa (séculos XVI-XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001, p. 219.
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Sexualidade, Afetividade e Maturidade na Bíblia: tópicos para estudo, debate e leitura de gênero

Sexualidade, Afetividade e Maturidade na Bíblia: tópicos para estudo, debate e leitura de gênero

A teoria da oikos nomia (lei da casa) foi educando a mulher para uma esfera interna do lar, ainda que, como escrava, ela tivesse que cultivar os cam- pos e tomar conta dos rebanhos (Ct 1,5-6). “Tanto quanto possível, as moças eram separadas dos rapazes e cultivadas em suas casas na absolu- ta ignorância de tudo o que se passava no mundo” (STEGEMANN, 1993, p. 22). A mulher nas culturas antigas era educada a não se intei- rar dos assuntos do marido, nem mesmo das relações comuns entre as famílias. “Quando a família recebia um convite para visitar outra, os homens e as crianças podiam ir, mas, salvo exceções, as mulheres fica- vam em casa. E quando os homens tinham uma mulher como convi- dada, em sua casa, a esposa não podia participar da companhia” (BROOTEN, 1982, p. 137).
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Base de dados Music OFM Portugal

Base de dados Music OFM Portugal

Cátia Silva concluiu o 7.º grau de Oboé na Academia de Música de Oliveira de Azeméis. Em 2012 concluiu a Licenciatura em Música no ramo de Contextos Especiais na Escola Superior de Educação de Coimbra. Atualmente é aluna do Mestrado em Ciências Musicais na vertente de Musicologia Histórica na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, e participa como colaboradora no projeto “Acervo histórico do Mosteiro de Arouca - Recuperação e catalogação” financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian

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Banca cooperativa e banca comercial em Portugal : performance na primeira década do séc. XXI

Banca cooperativa e banca comercial em Portugal : performance na primeira década do séc. XXI

A cessação dos compromissos creditícios com o Estado, por parte do Banco de Lisboa deu origem, no final dos anos trinta e início dos anos quarenta, à criação de entidades parabancárias, que tinham como objetivo a realização de empréstimos ao Estado. Dentro destas novas entidades é importante destacar uma, a Companhia Confiança Nacional, que apesar dos empréstimos feitos, o Estado nunca amortizou a sua divida para com ela. Tal importância desta Companhia advém do facto de em 1846, por Decreto de 19 de Novembro, ter sido fundida com o Banco de Lisboa, dando origem ao Banco de Portugal. No entanto, a confirmação da sua criação apenas se deu em 1850 pela Lei de 16 de Abril, ficando o Banco de Portugal e o Banco Comercial do Porto com a exclusividade da emissão de notas e moedas no país.
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Religião no feminino: experiências da “mulher Kimbanguista” em Portugal

Religião no feminino: experiências da “mulher Kimbanguista” em Portugal

Os estatutos de base da Igreja são compostas pelos crentes e os movimentos associativos da qual estes fazem parte. A Igreja é composta por vários grupos que possuem diferentes funções. Pude constatar em Portugal os seguintes grupos: o Flauki (grupo de flautas, composto por homens e mulheres), a Fanfarra kimbanguista (em Portugal composta por homens, porém é também de carácter misto do ponto de vista do género), os grupos de coro (em Portugal essencialmente composto por mulheres, embora na prática todos os crentes participem na entoação dos hinos, no decorrer das cerimónias). O grupo de Fiscais (que têm a função de salvaguardar a ordem e o respeito nas cerimónias religiosas e providenciar uma boa imagem deste ponto de vista, também composto por homens e mulheres) A forma como este grupo nasceu, remonta (segundo o que um dos pastores da Igreja me contou) a uma visão e mensagem que Diangienda terá recebido, incumbindo-o de fazer chegar o corpo de Simon Kimbangu (que se encontrava em Lumbambashi, onde esteve preso) a Nkamba. Com intuito de realizar esta tarefa, homens e mulheres juntaram-se e “resgataram” o corpo de Simon Kimbangu, transportando-o pelo sul do país. Pararam em Matadi (perto da fronteira com o Norte de Angola) onde travaram uma luta com homens pagos e incumbidos pelas autoridades belgas de impedir que o corpo chegasse ao seu destino final. A intenção dos Belgas seria provocar uma manobra de diversão que os possibilitasse apoderarem-se do corpo de Simon Kimbangu. Todavia, a visão de Diangienda já previra tal situação, sendo o corpo protegido pela guarda de várias pessoas, impedindo que as autoridades belgas se apoderassem do corpo. Esta missão de “resgatar” e proteger o corpo de Simon Kimbangu tinha o intuito de “unificar o Congo espiritualmente”, na medida em que quando Simon Kimbangu foi preso foi transportado pelo Norte do Congo, seguindo depois caminho para Lumbambashi, a sudeste do Congo e portanto o corpo de Simon Kimbangu (através deste trajecto pelo sudoeste) fechava o círculo à volta do Congo. A partir daqui formou-se o grupo que faz jura da protecção e salvaguarda da integridade de Simon Kimbangu e das actividades que se realizam em seu nome.
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A educação da mulher em Lima Barreto

A educação da mulher em Lima Barreto

Essa mulher fugia dos padrões de feminilidade. Depois da morte do marido, ela assumiu as responsabilidades de provedora de lar e protetora da casa, atribuições reservadas aos homens, ao trabalhar na criação de animais para manter a renda familiar suficiente para educar o filho. Na condição de viúva, não aceitava ser desrespeitada por maliciosos, chegando a reagir com energia a os “ditinhos de amor chulos‟ do malandro Ataliba Timbó. Para defender seu parco patrimônio durante à noite, usava arma de fogo contra os larápios que tentavam furtar seus bichos que ficavam no quintal da casa. Conciliava em sua personalidade a coragem e a bondade, traços que levavam-na ao respeito de todos. Acresce-se as qualidades de benevolente e impávida de que era portadora, a de celibatária, reconhecida na expressão “rigor de sua viuvez”. Este último aspecto, que formava seu caráter, dava-lhe a reputação de mulher honrada, sem o qual de pouco valia a bondade e a coragem. Dona Margarida ainda estimulava Clara dos Anjos a exercer o trabalho de bordadeira para atender encomendas externas, apesar do empecilho posto por seu de seu pai inicialmente, Joaquim dos Anjos:
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Open Educação católica, gênero e identidades: O Colégio Santa Rita de Areia na História da Educação Paraibana .

Open Educação católica, gênero e identidades: O Colégio Santa Rita de Areia na História da Educação Paraibana .

[...] como pessoas de Deus, pois vivenciaram o apostolado franciscano tanto na oração quanto no trabalho pedagógico que a vida lhes requereu. Eram muitíssimo disciplinadas, exigentes, responsáveis e ao mesmo tempo compreensivas com as jovens que tinham sob seus cuidados. Venceram enormes obstáculos para obterem sucesso, sendo o maior de todos, a adaptação à realidade brasileira e nordestina, tão diversa da alemã. Elas foram exemplo para as demais alemãs entre as quais estou incluída, e também para as irmãs brasileiras que hoje honram a sua memória conduzindo o colégio em meio a obstáculos diferentes dos de outrora, mas não menos desafiadores, ocasionados por esta modernidade tão avançada, que dispersa as alunas da introspecção necessária ao aprendizado e ao conhecimento de si. Sobretudo, guardo na memória como professora de música o caráter artístico que ilustrava a nossa educação e que imprimia erudição à formação das jovens, dotando- as de um gosto estético que aderiu a sua personalidade e que até hoje, quando as encontramos constatamos que ainda cultivam (Depoimento da Madre Maria Veneranda Sagstetter, no Parlatório do Colégio João XXIII, 08.04.2010).
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Recursos Humanos São-Tomenses: Importância e Contributo no Processo de Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe

Recursos Humanos São-Tomenses: Importância e Contributo no Processo de Desenvolvimento de São Tomé e Príncipe

Há uma coisa que tem que ser completamente mudada em STP. É o nosso sistema educativo. Eu ainda tive  o   privilégio   de   ter   alguns   bons   professores   mas   em   STP   os   professores   esquecem   que   também   são  educadores.   Há  muita  relação   de  promiscuidade   a  todo  nível   em  STP,   político,   social  e  na   escola   a  promiscuidade está no seu nível mais alto. Entre professores e alunos, não existe uma separação entre quem  é educador e que é educando. Eu penso que é necessário reformar todo sistema de ensino porque este  actualmente não incita os alunos a estudar. O método de estudo é nulo. E depois chegamos aqui em  Portugal com um grau de dificuldade enorme e temos uma regressão incrível. Outra coisa que precisa ser  mudada é o sistema de saúde. Não conseguimos ter pessoas capacitadas sem saúde. Para mim, os dois  pontos fulcrais para o desenvolvimento são a saúde e a educação. Depois, como complemento, é necessário  estabilizar   a   economia   e   investir   no   turismo.   Não   é   o   petróleo   a   nossa   salvação.   É,   sim,   o   turismo  sustentável. Temos capacidades para fazer três tipos de turismo em STP, já identificados há muito tempo.  Só falta é implementar. Ninguém tem é interesse em implementar. Nós podemos fazer o turismo de praia, o  turismo rural e o turismo de luxo. STP tem capacidades para fazer esses três tipos de turismos. Cabo Verde  é um destino turístico de alta qualidade e bem implementado no mercado. Porquê STP não consegue fazer  o mesmo?
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De Bash¯o a Leminski: o caso dos haiku de guerra

De Bash¯o a Leminski: o caso dos haiku de guerra

Num colóquio subordinado ao tema “Caim e Abel: família e conflito”, cabe um estudo sobre modos literá- rios de representação da guerra – que é sempre um combate entre homens, uma luta fratricida. O género escolhido é o haiku ou haicai que, entre os seus traços de origem, conta, além da brevidade extrema e da contenção retórica, com uma atenção peculiar às coisas da natureza, à qual não são alheias a atitude con- templativa e pacífica do poeta e monge viandante e, no caso japonês, a filosofia budista. Dir-se-ia, pois, que nada mais refractário à violência da guerra do que o haiku. Não é essa, contudo, a realidade com que depara o estudioso de um género que, sendo japonês de origem, conheceu expansão prodigiosa por todo o mundo ocidental, a partir de finais do século XIX, com inumeráveis cultores nos principais idiomas de matriz europeia. Do japonês Bash¯o (séc. XVII) ao brasileiro Paulo Leminski (finais do séc. XX), passando pelos poetas franceses que combateram nas trincheiras da Primeira Guerra (Julien Vocance, René Maublanc e outros) ou ainda pelos cultores japoneses do género que a seu modo foram vítimas também do segundo grande conflito mundial, o haijin confronta-se, mais vezes do que provavelmente esperaria, com o horror da guerra. E o haiku é uma forma outra, por vezes surpreendente, de o exprimir.
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Biografia e Gênero: abordagens historiográficas da rainha regente Leonor Teles (Portugal – séc. XIV)

Biografia e Gênero: abordagens historiográficas da rainha regente Leonor Teles (Portugal – séc. XIV)

O casal teve apenas uma filha, Beatriz, num período bastante conturbado da história de Portugal, no qual o reino se envolveu em várias guerras com Castela, sem obter resultados proveitosos. A morte de D. Fernando levou à regência de Leonor Teles, tal como determinado no Tratado de Salvaterra dos Magos, de acordo com a vontade do rei. A regente deveria comandar o reino até que sua filha, a essa altura já casada com o rei de Castela, tivesse um herdeiro para o trono português. Os desdobramentos seguintes resultaram na chamada Revolução de Avis (1383-1385), com o estabelecimento de uma nova dinastia em Portugal, tendo como rei D. João I, o Mestre de Avis. Leonor, que recusou um pedido de casamento do próprio Mestre de Avis, da mesma forma que negou-se a se submeter ao rei castelhano, foi deposta e presa no Mosteiro de Tordesilhas, morrendo posteriormente por volta de 1405.
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Mulher toxicodependente e suas representações: um estudo comparativo entre Brasil e Portugal

Mulher toxicodependente e suas representações: um estudo comparativo entre Brasil e Portugal

Dessa forma, esta pesquisa investigará o tema mencionado à luz da Teoria das Representações Sociais, proposta por Moscovici, a qual assinala uma forma de conhecimento específico, um saber do senso comum, orientado para a comunicação, compreensão e domínio do entorno social (Jodelet, 2001). Ressalta-se que estudar a representação social da mulher toxicodependente é identificar o conteúdo mais forte e presente no imaginário social dos atores sociais. Sob essa perspectiva, objetiva-se conhecer as representações sociais atribuídas à mulher toxicodependente a partir de universitários portugueses e brasileiros.
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A representação da mulher no jornalismo - uma análise comparativa entre Brasil e Portugal

A representação da mulher no jornalismo - uma análise comparativa entre Brasil e Portugal

em questão utiliza a justificativa de que é preciso ouvir o “lado do policial” e que não se sabe o que “a gestante fez”, como se pudesse existir um motivo para esse tipo de violência ou agressão. O segundo comentário tenta, de forma sensata, explicar que não deve existir um motivo para que o policial utilize uma técnica agressiva contra a vítima. SWAIN (2001) afirma que há um ato retórico de inversão que constrói um campo de significação e persuasão em que a vítima se torna cúmplice: “de um lado explica socialmente a atitude do homem e de outro acusa a mulher. Nos casos de estupro, agressão, assédio, violência conjugal, de quem é afinal, a culpa? Já diz o ditado: ‘se você não sabe por que está batendo, ela sabe por que está apanhando’”. (SWAIN, 2001, p.76) A violência contra a mulher, de acordo com Thurler (2017), se reafirma em uma “realidade social de profunda desigualdade entre os gêneros”. A situação de inferioridade, principalmente, de mulheres negras, indígenas, não-binárias etc., têm, nos meios de comunicação, uma ferramenta para a manutenção deste cenário.
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SciELO Books SciELO Livros SciELO Libros

SciELO Books SciELO Livros SciELO Libros

Editor: SES Local: Rio de Janeiro Data: [19—] Público-alvo: Mulher Tema: Saúde reprodutiva Fontes: Prisma. Título: H[r]

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Engenhos e fazendas de café em Campinas (séc. XVIII - séc. XX).

Engenhos e fazendas de café em Campinas (séc. XVIII - séc. XX).

Parece-nos relevante conhecer que as antigas sedes dos engenhos conservaram-se como habitações após a chegada do café. Preservadas parcialmente, elas sofreram inúmeras intervenções e alt[r]

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Quotidianos contemporâneos que medeiam o início da vida: conceitos, realidades e desafios

Quotidianos contemporâneos que medeiam o início da vida: conceitos, realidades e desafios

Como uma das críticas mais relevantes do parto medicalizado destaca-se a antropóloga Sheila Kitzinger e as suas publicações “The Politics of Birth“ (2005) e “Birth Crisis” (2006). A autora analisa as experiências de mães e bebés submetidos a partos medicalizados e o impacto negativo do intervencionismo rotinizado (na gravidez e no parto) e da primazia atribuída à vigilância tecnológica. Nas suas obras, realça que para muitas mulheres o parto é vivido como um processo traumático cujas consequências permanecem ao longo da vida. Refere ainda que muitas das intervenções a que as mulheres são submetidas, e que podem contribuir para tornar o parto traumático, não são baseadas em evidência científica. Kitzinger censura o poder institucional que se fundamenta numa cultura do parto de alta tecnologia e a consideração das mulheres como máquinas reprodutivas. Realça ainda que, perante alguns procedimentos a que a mulher é submetida, o parto pode ser considerado como uma forma de abuso sexual.
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